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Década de 1980
A era da Atari, também conhecida como a primeira "Era de Ouro" dos games, durou até a decadência da indústria que a própria empresa havia criado, no final de 1982. os títulos desta época se caracterizavam pela simplicidade. Eram, basicamente, todas as permutações possíveis de barras rebatendo bolinhas pela tela (como Pong e Breakout ), perseguições em labirintos ( Pac-man ) e sprites na parte de baixo da tela atirando em outros na parte de cima ( Space Invaders, Galaxian... ).
A decadência da Atari começa com as versões de Pac Man e do jogo ET . Toneladas desses títulos e de outros de baixa qualidade viram aterros no Novo México. Os usuários de Atari 2600 começaram a se decepcionar com a empresa. Para melhorar o clima, é lançado Atari 5200 , que usava os mesmos chips gráficos e sonoros do computador que a Atari fabricava. Os jogos nada mais são que versões melhoradas de antigos jogos. As vendas são fracas. Os jogos de Atari 2600 não são compatíveis com o console 5200. Um adaptador é lançado para corrigir o problema. A indústria do arcade começa a dar sinais de queda.
1984 é o ano negro da história do videogame. Num piscar de olhos, o consumidor deixa de se interessar pelas máquinas de jogar. As vendas de consoles caem vertiginosamente. Afinal, por que gastar US$150,00 num videogame, se um computador custa US$200,00? O computador também serve para atividades educacionais e muitas outras coisas. Além disso, as revistas especializadas ofereciam 4 ou 5 programas novos, inclusive jogos, a cada edição.
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Enquanto a indústria americana de videogames passa por um momento de estagnação - os jogos lançados não têm originalidade - a Nintendo lança, em julho, no Japão, o Family Computer (Famicom) . O Famicom, que transformaria a Nintendo numa gigante, ganhava apoio das primeiras softhouses independentes que começaram a criar jogos para a plataforma.
Famicom
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O sucesso do Famicom no Japão faria com os videogames voltassem com força ao ocidente em 1985, quando a Nintendo lança o NES (Nintendo Entertainment System) nos EUA.
O NES
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A Sega também entra no mercado americano com seu console, o Master System , esperando desempenho superior ao do mercado japonês, mas não implaca. Posteriormente, o console é lançado no Brasil pela Tectoy e, sem a concorrência da Nintendo, acaba se tornando febre.
A Atari lança o Atari 7800 que, ao contrário do 5200, era compatível com jogos do 2600. Tarde demais. A imagem da empresa já estava manchada e as revistas criticaram os antigos títulos que foram lançados. A Nintendo domina o mercado vendendo 10 vezes mais que seus concorrentes. |
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Em1987, mais um lançamento da Atari: o console Atari XE . Pela segunda vez, a empresa requenta tecnologia e tenta vendê-la como se fosse de ponta. Ao contrário do Atari 5200, o novo console usava cartuchos dos moribundos computadores da linha XE. O pacote incluía dois jogos, Barnyard Blaster e Flight Simulator II , uma pistola e um teclado destacável - este último item deixou o console mais caro que o NES. Com teclas grandes e em tons pastéis, junto com uma versão em cinza claro do tradicional joystick do 2600, e fisicamente maior que o console da Nintendo, o Atari XE não emplacou. A compatibilidade com os periféricos, como disk drives, impressoras e modems dos velhos XE, despertou o interesse dos donos desses computadores, mas, mesmo assim, o Atari XE afundou.
Atari XE
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Enquanto isso, a NEC lança o PC Engine , videogame de 8 bits que teve o apoio da softhouse Hudson, famosa pela série Bomberman. A NEC lança o PC Engine nos EUA em 1989, com o nome de TurboGrafx-16 . Apesar das negociações com grandes softhouses no Japão, a NEC não tinha poder de fogo para combater o NES. O TurboGrafx 16 foi o primeiro console a ter CD-ROM, mas o número de títulos,nos EUA, era pequeno.
PC Engine
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Também em 1989, a Sega lança o Genesis - Mega Drive para brasileiros e japoneses - nos EUA. No Japão, o console já tinha relativo sucesso. O marketing da Sega, que valorizava o potencial da máquina para conversões de arcades, ajudou o Genesis a ser um sucesso. Essa nova plataforma deu início à primeira "guerra dos consoles" e ao hábito de se usar os bits da CPU para determinar o poder de cada videogame.
Mega Drive
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