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NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Na verdade, Lúcio Malfoy estava possuindo o corpo de Lupin - ou sua imagem. Tentando seqüestrar - ou quase matar - Ametista, jogou a Maldição Cruciatus sobre ela, que ficou em repouso por um bom tempo na Ala Hospitalar (vale dizer e lembrar que um cervo salvou-a - o pai de Harry). Harry decidiu visitá-la e acabaram trocando muitos beijos - mesmo que ela estivesse adormecida.
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CAPÍTULO
VINTE E OITO – UMA FOTO, UMA REVELAÇÃO
O sol estava se pondo quando
Ametista foi autorizada a voltar para a sala comunal da Grifinória. Ao entrar
pelo quadro da Velha Gorda, encontrou Rony e Hermione beijando-se com furor num
dos sofás.
- Humhum! – pigarreou, fazendo Hermione empurrar Rony para trás e
corar furiosamente ao ver Ametista.
- Ametista! Que surpresa! – a garota levantou do sofá rapidamente e
correu ao encontro da neta do diretor. – Você está bem?
Ametista soltou um grande sorriso.
- Estou bem. O Lupin me falou que você estava muito preocupada comigo.
- E estava mesmo! Pode acreditar! – interrompeu Rony antes que Hermione
respondesse. – Você quase fez a Mione parar de pensar em mim nesses dias!
Os dois riram e Hermione corou mais ainda.
- Mas parece que agora vocês decidiram recuperar o tempo perdido, não
é mesmo? – insinuou sobre o beijo Ametista.
Agora foi a vez das orelhas de Rony se igualarem à cor de seus cabelos.
Hermione foi até Rony e pegou em sua mão. Os dois deram um rápido beijo e
sorriram em seguida. Ametista lembrou-se do sonho daquela noite.
- Vocês sabem onde está o Potter? – indagou curiosa.
- Eu acho que ele está no quarto. Vai lá. – respondeu Rony, parecendo
dispensá-la do salão comunal.
Ametista subiu as escadas para o dormitório dos garotos e, antes de
bater na porta, tomou fôlego. Bateu.
- Já vai. – ouviu uma voz de dentro do quarto.
A porta se abriu e Harry apareceu. Ambos coraram imediatamente. Ametista
porque o garoto parecia ter saído naquele momento de um banho e vestia apenas
uma calça, deixando o peito ligeiramente magricela a vista. Um perfume gostoso
a tomou e lembrou que era o mesmo que sentira na noite passada ao acordar do
sonho. Harry, por sua vez, encarou os olhos azuis de Ametista e lembrou-se do
que havia feito há poucas horas. Ainda sentia o perfume de sândalo exalar dos
cabelos dela.
- Ametista?! – espantou-se Harry, depois de um certo período de
desconforto. – Você já saiu da ala hospitalar? Eu fui todos esses dias lá e
ninguém informava nada.
- Nós vamos ficar conversando aqui no corredor mesmo? – supôs
Ametista, retirando os olhos no peito nu do garoto.
Harry engoliu seco e a convidou para entrar no quarto dos garotos. Ele
estava sozinho. Harry aproximou-se de sua cama e colocou rapidamente uma
camiseta branca que estava estirada. Um ar perfumoso invadia o quarto. A porta
do banheiro estava aberta e um ligeiro vapor saía, esquentando o âmbito.
- Então, você está melhor? – perguntou o garoto, indicando a cama
para Ametista sentar.
- Estou. Dois dias trancada naquela enfermaria foi o inferno! –
resmungou ríspida. – Mas eu vim aqui porque precisava fazer duas perguntas a
você.
Harry franziu as sobrancelhas e concentrou o olhar nos lábios
semi-abertos de Ametista. O gosto dela parecia estar ainda em sua boca. Sacudiu
a cabeça ligeiramente e voltou a concentrar-se em seus olhos. “Comporte-se Harry! Ela vai acabar percebendo!”.
- Perguntas? Pode falar. – respondeu em tom calmo.
Ametista pareceu pegar fôlego e corou levemente ao indagar:
- Hoje de manhã, o professor Lupin me contou que você me carregou até
o castelo – agora foi à vez de Harry corar. – É verdade?
Harry confirmou com a cabeça. Sentiu o coração na garganta.
- Por que? – indagou Ametista em seguida.
Ametista parecia obstinada a saber. E Harry temeu àquela pergunta mais
que tudo.
- Como por que? – Harry voltou a questionar, inocente.
- Não há motivos para você me carregar devolta ao castelo! –
explicou Ametista, arregalando os olhos. – Existem feitiços para levitação
de corpos, você não precisava me carregar e...
Enquanto Ametista falava, Harry decidiu que iria levar aquela conversa até
o fim se dependesse dele. Assim, a interrompeu:
- Eu fiz questão.
Ametista paralisou.
- Questão? Por... Por que? – gaguejou surpresa.
- Depois de tudo o que aconteceu com você, achava que precisava de
alguma compaixão. Então, eu decidi carregá-la.
Ametista não sabia exatamente o quê responder a Harry. Permaneceu
calada. Os dois encaravam-se. Harry quebrou então o gelo.
- Qual é a segunda pergunta?
A garota tentava articular um meio de não fazer a pergunta que planejava
no começo da conversa. Temia ouvir a resposta. Se fosse verdade, temia não
resistir mais.
- Que pergunta? – repetiu divagando.
- Você disse que tinha duas perguntas para fazer para mim. Qual é a
outra? – repetiu também Harry, que segurava as mãos no lençol de sua cama,
a fim de impedir que pulasse em cima da garota e a beijasse novamente.
Ametista não conseguia inventar outra questão a ser feita a Harry e
decidiu arriscar. Não importava mais se o mundo fosse contra. Ela fazia de tudo
para resistir, mas parecia impossível. Aqueles olhos verde-esmeralda a olhavam
tão intensamente que sentia os joelhos leves demais. Se levantasse,
provavelmente cairia.
- Você, por acaso, foi ontem na ala hospitalar? – perguntou finalmente
com a voz trêmula.
O coração de Harry disparou. Ela sabia.
- Claro – respondeu e Ametista sentiu gelar-se dos pés a cabeça. –
Fui de manhã, mas não me deixaram entrar.
Ametista sentiu-se ligeiramente decepcionada. Mas, quando notou, já
estava insistindo e indagou mais uma vez:
- Eu digo, você apareceu de noite? Depois da hora de dormir?
Harry agora não sabia se dizia a verdade ou mentia. Corria o risco de,
se contasse a verdade, Ametista dar um belo tapa em sua cara e aumentar ainda
mais o ódio entre os dois – ela fizera tanta questão de que aquilo não
deveria se repetir! Entretanto, também poderia mentir e colocar tudo a perder.
Harry sabia que aqueles breves minutos em que passaram entrelaçado um ao outro,
as bocas coladas, havia sido muito especial. Talvez, fora especial para ela também.
- Por que? – perguntou, a fim de atrasar a conversa.
Ametista franziu a testa e rapidamente, tentou arranjar uma resposta.
Novamente, estava lá contando a verdade, contra a própria vontade.
- É que eu tive um sonho – Harry ficou bem atento. – Você estava na
ala hospitalar ontem à noite.
O jovem não sabia se ficava feliz ou triste. “Se
ela acha que sonhou, talvez não se repita mais. Porém, se ela souber que
aconteceu, talvez possamos repetir... Não, isso é impossível!
Controle-se!”, Harry pensava, ralhando a si mesmo.
- O que você sonhou? – perguntou curioso e malicioso. Seus olhos
brilhavam.
Ametista corou furiosamente e Harry teve a confirmação. Ela lembrava de
cada toque dos seus lábios.
- Não te interessa. Eu só perguntei porque estava curiosa. –
respondeu velozmente e, mentiu finalmente.
Ficaram durante um tempo em silêncio. Ametista olhava para o chão e
Harry a admirava pelo canto de seu olho esquerdo.
- Eu pensei que você ia morrer. – disse Harry repentinamente.
Ametista levantou a cabeça e encontrou os olhos verdes de Harry
brilhando ainda mais.
- Eu também pensei isso. – respondeu acanhada.
Harry agitou o corpo e aproximou-se mais dela. Sentia o sangue correr
pelas suas veias e queimar. Cada vez mais o perfume de sândalo deixava-o sem
qualquer controle de seus atos.
- Eu fiquei com medo. – continuou Harry, aproximando-se mais e mais do
corpo da garota.
- Medo? – Ametista franziu a sobrancelha ligeiramente.
“Deus! Eu estou perdendo o
controle novamente!”, pensou Ametista rapidamente ao sentir o calor de
Harry muito perto de seu corpo.
“Eu cansei dessa brincadeira! Eu
preciso dela!”, divagava Harry, indo cada vez mais perto da boca dela.
- Medo do que? – indagou Ametista, concentrando o olhar no dele.
Harry
ficou tão perto do rosto dela que ambos os narizes se tocaram ligeiramente. “E
o que importa?! Eu quero ela comigo e nada mais importa!”. E ele então,
respondeu, sem medo nenhum:
- Medo de te perder. – era um sussurro rouco que a fez perder
totalmente a pouca lucidez e se atirar em Harry, abraçando-o.
E novamente, os dois se juntaram num abraço e colaram os lábios.
Ametista foi abrindo a boca aos poucos, permitindo a entrada da língua de
Harry. A sensação era maravilhosa. Finalmente, não sentiam mais qualquer ódio
um pelo outro. Carinho, muito carinho. Ametista parecia leve e sentia-se
verdadeira. Estava sendo verdadeira para ele. E, quem diria, Harry se sentia o
bruxo mais poderoso do mundo por ter alguém como ela nos braços. “Se Voldemort aparecesse agora, eu o mataria com apenas um feitiço!”.
Harry,
enquanto explorava cada parte da boca dela, acariciava seus cabelos castanhos e
sentia os fios ligeiramente ondulados roçarem o peito de sua mão. A outra se
ocupava de envolver a sua cintura e a trazer para mais perto, fazendo o ligeiro
espaço que havia entre eles desaparecer rapidamente.
Ametista sentia choques, como os que sentiu quando Draco a beijou
levemente, percorrerem toda a extensão de seus nervos. Agora passava uma das
suaves mãos pelo pescoço do garoto e pôde perceber que ela o fazia arrepiar.
- Eu não consigo acreditar que isso esteja acontecendo. – disse Harry,
em meio ao beijo desesperado.
Ametista sorriu levemente e deixou Harry pressioná-la contra um dos
pilares que sustentavam o dossel de sua cama enquanto a beijava intensamente.
Ele agora procurava o seu pescoço, já sem qualquer marca ou lesões. Agora foi
a vez dela arrepiar-se ao sentir os lábios de Harry beijaram sua nuca. Quando
ia falar alguma coisa, notou a boca do garoto a envolvendo novamente em mais um
beijo ardente. Finalmente, ela conseguiu arquejar não uma frase, mas apenas uma
palavra, que para ele, significava muito mais que mil expressões.
- Harry.
Imediatamente, Harry parou de beijá-la e a encarou no fundo de seus
brilhantes olhos azuis.
- Você me chamou de Harry de
novo. – ele parecia encantado até mesmo com a respiração ofegante que saía
de Ametista.
A garota sorriu levemente e, sem resistir, buscou novamente sua boca. Porém,
um barulho forte e um grito os fizeram despertar.
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!
Harry saiu de cima de Ametista e virou-se para a direção da porta e
encontrou a última pessoa que desejaria ver naquele momento: Sirius Black.
Ametista endireitou-se, ainda bastante ofegante.
- Sirius, eu...
Harry bem que tentou, mas Sirius parecia descontrolado. Antes que pudesse
responder qualquer coisa, o padrinho já havia saído da porta do dormitório
com ferocidade. Harry levantou-se da cama e admirou Ametista mais uma vez. Ele
parecia realmente não se importar com o que poderia ouvir dali para frente de
Sirius. Virou-se para a garota.
- Acho melhor eu ir atrás dele.
Ametista concordou com a cabeça. Levantou-se também e ajeitou o cabelo,
ligeiramente bagunçado. Suspirou e voltou o olhar para Harry. O garoto não se
conteve e, mais uma vez, roçou seus lábios nos de Ametista, dando mais um
beijo em sua boca.
- Nos falamos mais tarde. – disse ao final, acariciando seu rosto e
deixando-a encantada em seu quarto.
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- Já é hora de reforçarmos a
segurança sobre Hogwarts. Se Lúcio Malfoy pôde entrar, Voldemort também
conseguirá. – dizia Lupin numa calma até irritante.
Na
sala de Dumbledore estavam reunidos Arabella, Lupin e Snape. A mestra acariciava
as belas penas vermelhas e douradas de Fawkes. Lupin checava alguns pergaminhos
em cima da mesa. Snape argumentava ferozmente com o diretor:
- Não é hora para pensarmos na segurança de Hogwarts, Lupin! Falta uma
semana para o ano letivo acabar e logo os estudantes estarão bem longe daqui! Nós
precisamos é se preocupar com Ametista! Nós temos de tirá-la daqui! Você
sabe disso Alvo! – gritava de forma agitada, fazendo as suas bochechas sempre
tão pálidas corarem de leve.
- Nós já a escondemos muito Severo! Eu a trouxe para Hogwarts
exatamente para protegê-la! Para não ser surpreendido por uma notícia
desagradável como: a neta de Alvo Dumbledore foi encontrada morta na sua casa
em Godric´s Hollow! – Dumbledore também parecia bem cansado de discutir com
Snape.
- Não há como mandar Ametista embora daqui, Snape – disse Lupin
repentinamente. – Ela já passou muito tempo escondida e, agora que Voldemort
já descobriu tudo, ele a encontrará de qualquer maneira.
Snape voltou a falar em tom alarmante:
- Mas se ele não a encontrou durante todos esses anos em Godric´s
Hollow, não será agora que ele encontrará! – depois Snape olhou de esguelha
para Lupin. – A não ser que algum de nós resolva nos trair...
- Ninguém é um traidor aqui Severo! – interrompeu Dumbledore antes
que uma discussão começasse entre Lupin e o mestre de Poções. – Remo já
nos mostrou todos esses anos que ele é perfeitamente digno de nossa confiança.
Lembre-se que antes de você, ele possuía o controle de tudo, Severo.
Snape bufou e questionou ao diretor:
- O que devo fazer agora?
- Você deve esperar um chamado, assim como todos nós esperamos. –
respondeu Arabella, que até àquela hora apenas ouvia.
- Eu não perguntei nada a você. – respondeu Snape ríspido,
incrivelmente parecido com Ametista.
- Sim, mas eu respondi – retrucou Arabella concentrando os olhos nos de
Snape. – Vá procurá-la, se você quer tanto saber dela!
O mestre fazia uma força imensa para tentar quebrar o contato visual
entre os dois. Porém, Arabella possuía o controle.
- Vá checar se ela está com o Harry. – disse novamente.
Dumbledore e Lupin olharam curiosos e confusos para ambos. Arabella
pareceu falar a verdade, já que Snape imediatamente gritou:
- Quebre esse contato estúpido entre nós, Figg!
A mulher piscou os olhos e sentiu as pupilas dilatarem. Snape saiu da
sala soltando fogo pelas vestes negras. Arabella observou e depois falou,
segurando ligeiramente o riso:
- Ele realmente tem algo em comum com Sirius, finalmente!
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Imagens se misturavam a respiração
ritmada de Ametista enquanto voltava ao seu dormitório. Os joelhos ainda
vacilavam e chegou a balançar ao entrar e sentar-se na própria cama.
“O que foi que eu fiz?!”,
pensava, ralhando consigo mesma. “Não
está certo! Eu não deveria me importar com ele, e muito menos precisar
dele!”. Ametista suspirou e sacudiu a cabeça ao lembrar dos olhos verdes
de Harry. “Desde quando eu me importo
com ele?!”, pensou ao relembrar a expressão aterrorizada de Sirius ao vê-los.
“Ele vai ouvir um bocado daquele homem!
Mas eu não tenho que me importar!”.
Repentinamente, Ametista notou que a porta estava entreaberta e pôde ver
uma coruja atravessar o corredor. Mas, mesmo que aquilo fosse estranho, ela
ainda não conseguia deixar de pensar nele. “Desde
quando eu me importo com ele?”, perguntou-se novamente, obtendo logo a
resposta: “Desde aquela vez do pomo, em
que ele ficou com cara de idiota com a minha manobra! Desde aquele baile ridículo!
Desde o acidente na sala comunal! Desde sempre!”. Ametista bateu na cabeça
de leve e falou ríspida consigo:
- Sua idiota! Você sempre o odiou! – e deu uma pausa. – Não, Severo
me fez odiá-lo – uma nova pausa. – Que é que eu faço?! Eu não posso
estar gostando dele! Não posso! Afinal, ele é Harry Potter!
Ametista deitou de bruços na cama e colocou o rosto no travesseiro.
Depois, virou-se e viu a gaveta da cômoda aberta, com um caderno dentro dela.
Era seu diário.
Assim, tomou-o entre os dedos e murmurou temerosa:
- Harry Potter.
Imediatamente, a capa azul clara tornou-se um vermelho-sangue tão forte
que chegou a ofuscar levemente a vista de Ametista. Em seguida, rapidamente, ela
soltou o diário no chão e sentiu os joelhos tremerem novamente.
Virou-se para a cômoda ainda trêmula e abriu a gaveta de baixo. Retirou
velozmente um álbum e abriu na primeira foto. Ali estavam seu avô e ela,
quando ainda era apenas um bebê. Dumbledore tinha as bochechas rosadas e um
grande sorriso. Ametista passou o dedo por cima do rosto do avô e sorriu
levemente.
- Será esse mesmo o meu fardo? Se me apaixonar por Harry Potter?! –
ela parecia incrivelmente incrédula.
“Apaixonada?! Nunca!”,
ralhou novamente. “Talvez, eu goste um
pouco, mais bem pouquinho dele.”. Num impulso, levantou da cama e deixou o
álbum cair em cima do leito. Apressada, saiu do dormitório e chegou a topar
com Hermione no corredor.
- Aonde você vai? – perguntou Hermione curiosa, vendo Ametista passar
correndo ao seu lado.
- Depois nós conversamos! – respondeu a garota já longe.
Hermione deu de ombros e entrou no quarto. Encontrou o diário de
Ametista caído no chão ainda bastante vermelho. Hermione lembrou-se de quando
Ametista a fez segurá-lo para revelar seus sentimentos por Rony. Guardou-o
dentro da primeira gaveta e logo encontrou o álbum aberto na primeira foto em
cima da cama de Ametista.
- Como ela era fofa! – exclamou a monitora, observando com atenção a
foto em que Ametista era carregada por Dumbledore. – Meu
avô. – leu Hermione uma pequena legenda no rodapé da página.
A garota não pôde conter a curiosidade e virou a folha. Encontrou então
um casal, segurando igualmente o bebê.
- Meus padrinhos. – leu também
a nova legenda.
Porém, Hermione achou que havia algo de estranho naquela foto. Ela
conhecia aqueles jovens. Possuíam provavelmente cerca de vinte e três anos,
uma mulher e um homem. Ele era bonito, cabelos e olhos castanhos, escondidos
levemente por um redondo óculos.
- Ele me lembra alguém... – murmurou para si mesma.
Depois, passou a observar a mulher. Era muito bonita, tinha compridos e
ondulados cabelos acajus, um grande sorriso e olhos incrivelmente verdes.
- Parecem até os olhos do... – e então Hermione paralisou.
Concentrou-se mais uma vez e reparou bem nos olhos da mulher. Ocorreu-lhe
então quem eram aqueles da foto.
- Os padrinhos da Ametista eram os pais do Harry!
Hermione franziu as sobrancelhas confusa. “Mas
por que o Lupin nunca contou nada para o Harry ou para a Ametista?! Com certeza,
se eles soubessem, eles teriam me contato.”.
Em seguida, Hermione virou pela última vez a folha do álbum de Ametista
e arregalou os olhos. Leu a legenda: meus
pais e chocou-se com uma revelação:
- Mas esse é o...
Nem bem terminou e colocou o álbum debaixo do braço, correndo para um
lugar onde somente uma pessoa poderia responder a sua questão. “Será ele mesmo?!”
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Mesmo batendo a porta em sua
cara, Harry não desistiu e entrou na sala de Lupin, dando de cara com Sirius,
pronto para explodir.
- Eu pensei que você não tivesse coragem de entrar aqui! – gritou com
o afilhado.
Harry estufou o peito e respondeu:
- Nós temos que conversar, Sirius. – disse calmamente.
Entretanto, ouviu em contrapartida um rugido:
- VOCÊ ME DESOBEDECEU, HARRY! – vociferou Sirius.
- Por que desobedeci? Você não tem porque me afastar dela! –
respondeu Harry ficando nervoso igualmente.
O garoto pôde observar a face de Sirius contorcer-se como a de Snape e
corar furiosamente.
- EU TENHO MILHARES DE MOTIVOS PARA TE DEIXAR BEM LONGE DELA! – berrou,
ficando sem ar.
Harry sentiu que ia encolher, mas voltou a estufar o peito.
- Então me diga algum pelo menos!
Sirius parecia querer falar algo muito sério, mas hesitou e respondeu:
- ELA É PERIGOSA! EU TENTEI TE AVISAR ANTES, MAS VOCÊ NÃO ME DÁ
OUVIDOS!
- E o que ela pode fazer comigo?! – perguntou curioso e raivoso.
- ELA PODE TE ENFEITIÇAR COMO A...
Nesse momento, adentraram na sala Lupin e Arabella, vindos da de
Dumbledore. Arabella tomou a frente, com a expressão brava.
- Que é que está acontecendo aqui?! – e olhou para ambos. – Alguém
pode me explicar?!
Sirius aproximou-se dos dois amigos e vociferou novamente.
- VOCÊ QUER SABER O QUE O SEU AFILHADO FEZ?! – Arabella continuou séria.
– ELE ESTAVA BEIJANDO AQUELA GAROTA!
Harry não pôde deixar de corar. Ouvir que ele andava beijando qualquer
garota que fosse ainda o deixava muito incomodado.
- Que garota? – indagou Lupin, e Harry notou certa empolgação na voz
do professor.
- A Ametista. – disse Arabella, sem sequer ler a mente de qualquer um
deles.
Sirius virou-se revoltado em sua direção.
- VOCÊ SABIA?! VOCÊ SABIA QUE O HARRY IA FAZER ISSO?!
Arabella bufou e agora ficou realmente nervosa.
- Sirius! Ele tem todo o direito de fazer isso! Ele tem quinze anos
Sirius! Por Merlin, deixe de ser rabugento!
Lupin quis rir, mas segurou-se, assim como Harry. Arabella retrucava de
forma contagiante, fazendo Sirius contorcer-se novamente.
- EXISTEM CENTENAS DE GAROTAS POR HOGWARTS, BELLA! ELE PODERIA MUITO BEM
TER ESCOLHIDO QUALQUER UMA DELAS! A IRMÃ DO RONY ERA MAIS APROPRIADA PARA ELE
DO QUE AQUELA GAROTA! – ralhou Sirius mais uma vez, agora com a mulher.
Arabella não conseguiu deixar por menos e respondeu:
- COMO?! PODERIA TER ESCOLHIDO
QUALQUER GAROTA?! NÃO SIRIUS, ELE NÃO É COMO VOCÊ
ERA QUANDO TINHA QUINZE ANOS! ELE NÃO FICAVA SEDUZINDO AS GAROTAS PARA DEPOIS
JOGAR FORA! – ela parecia mais furiosa como nunca.
Sirius arregalou os olhos e respirou fundo, abaixando a voz de forma
incrivelmente rápida e respondendo a Arabella de um jeito que chegava até a
ser carinhoso.
- Eu não jogava fora as garotas que eu tinha, Bella. Eu nunca fiz isso!
Muito menos com...
- VOCÊ JÁ PENSOU QUE ELA PODERIA GOSTAR DELE?! VOCÊ JÁ PAROU PARA
PENSAR QUE ALGUMAS DAQUELAS GAROTAS QUE VOCÊ DISPENSOU REALMENTE PODERIAM
GOSTAR DE VOCÊ?! – estava nítida a revolta de Arabella, que lutava para
conter as lágrimas.
Sirius abaixou os olhos e sentiu-se ligeiramente culpado. Depois, ouviu
algo que o fez retomar a discussão, de forma mais feroz que nunca.
- VOCÊ JÁ IMAGINOU QUE O HARRY PODE ESTAR GOSTANDO DELA?! – gritou
Arabella.
Sirius levantou a cabeça e ficou roxo novamente.
- NÃO! O HARRY NUNCA GOSTARIA DELA! ELE NÃO PODE! NÃO DEVE! ELA NÃO
É PARA ELE! HARRY NÃO PODE GOSTAR...
- MAS EU GOSTO!
Ouviu-se o grito desesperado do garoto logo embaixo de Sirius, que se
virou bruscamente, encontrando os olhos verdes e vivos de Harry o observarem com
intensidade.
- VOCÊ O QUE?!
- EU GOSTO DELA! EU SEI QUE GOSTO DA AMETISTA!
Sirius respirou fundo e praticamente pulou em cima do afilhado, gritando:
- VOCÊ ESTÁ PEDINDO PARA LEVAR UMA SURRA, HARRY?!
Lupin imediatamente segurou Sirius, que respirou fundo e sentou-se na
cadeira, de um jeito inconsolável. Arabella, diante da situação, tomou a mão
do garoto e o retirou da sala de Lupin.
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A escuridão já tinha tomado
Hogwarts quando Ametista chegou à sala mais temida da escola. E lá estava,
sentado em uma cadeira, como se a estivesse esperando.
- Severo. – chamou a garota.
O mestre levantou a cabeça lentamente e notava-se uma expressão de
desconfiança.
- Como você está? – indagou em seu tom seco.
- Bem – ela olhou a sua volta e achou a bancada mais próxima a mesa do
mestre e sentou-se. – Você viu o que aconteceu?
- Se você fala em relação a Lúcio Malfoy, sim eu vi – deu uma
pausa. – Mas eu não pude ajudá-la.
Ametista mantinha-se decidida. Fixou bem a visão em Severo e perguntou:
- Eu vim aqui porque quero conversar com você – Snape não moveu um músculo
do rosto. – Uma conversa que venho atrasando há meses.
- E é sobre...? – perguntou ainda sem emoção.
- Sobre Harry Potter.
Neste
momento, a expressão “pacífica” de Snape desapareceu. Ele ajeitou-se na
cadeira e a encarou de forma feroz.
- E o que eu tenho para escutar sobre esse garoto, Ametista? – indagou,
ligeiramente cauteloso.
Ametista respirou fundo e começou:
- Por que você sempre me fez vê-lo de um jeito que ele não é?
Snape contorceu o rosto levemente e respondeu:
- Não é? Sobre o que você
está falando?
- O senhor sabe muito bem do que eu estou falando – retrucou Ametista
rapidamente. – Não se faça de desentendido!
O professor fechou mais ainda a cara.
- Olhe o tom que você fala comigo, Ametista! – repreendeu-a. – Eu não
admito que você...
- Não admite? Não admite? –
Ametista começava a corar furiosamente. – Eu
não admito que você tenha me feita de idiota por tantos anos! Por ter
acreditado em você!
Snape levantou da cadeira de súbito e aproximou o próprio rosto do da
menina.
- Feita de idiota? Foi isso mesmo que eu ouvi? – ele mantinha o mesmo
tom seco e austero, mas muito mais ameaçador.
Ametista permaneceu encarando o mestre, desafiadora.
- Sim, foi isso mesmo que você ouviu! Eu não devia ter dado ouvidos a
você, não devia ter ficado noites esperando que você voltasse para casa, não
para me dar aulas, mas para ouvir suas histórias!
Snape retornou um olhar igual ao dado ao antigo e falso professor de
Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart, a Ametista. Ela, por sua
vez, não pareceu se impressionar. A maioria dos alunos de Hogwarts
provavelmente, já estariam aos seus pés pedindo clemência.
- Você fala como se arrependesse de tudo que passamos.
- E você não tem nem idéia do por quê? – Snape permaneceu imóvel.
– Eu me arrependo de ter passado toda a minha infância com uma imagem sua,
mas completamente destorcida. Eu me arrependo de ter defendido você perante àqueles
que o conheciam de verdade. Eu me arrependo de ter dado a mínima importância a
um elfo que foi mais sincero a mim do que você – Ametista respirou fundo e
continuou. – E eu me arrependo, mais do que tudo, de ter te considerado um
pai, um ser que me amaria apesar de todos os problemas – a garota sentia tanta
dor, e fazia de tudo para não desmanchar na frente de Snape. – apesar de
todos os meus defeitos, alguém em quem eu pudesse me espelhar, alguém em que
eu pudesse sentir um amor incondicional, um orgulho que não tivesse tamanho.
Mas agora, eu sei que tudo foi uma ilusão.
Snape sentiu desabar, e baixou o olhar. Como pôde ter sido tão falso, tão
amargo, tão insensível? Como não conseguiu enxergar que deveria mostrar,
mesmo que de dentro de uma casa, o mundo real, as coisas como elas realmente são?
Não deveria ter mentido, ter omitido tantas verdades? Agora, passava a
questionar-se sobre a maior mentira de todas. Deveria consertar, agora, os erros
do passado, abrindo o jogo, mesmo que aquilo mudasse para sempre as suas vidas?
Ametista sentiu a garganta sufocar e soltou um grande suspiro. Sem
querer, junto dele veio uma lágrima. Snape notou. E ela quis dar um chute em si
mesma naquele momento. Não queria mostrar fraqueza na frente dele. E para ela,
chorar era a maior das fraquezas.
Esperou que Snape dissesse algo, e ele não disse. Ametista, então, fez
menção de levantar-se da bancada e seguir seu caminho. Ela sabia, lá no
fundo, que a conversa seria inútil mesmo. Entretanto, Snape segurou sua mão
esquerda num impulso e os dois encararam-se novamente.
- Mas eu só fiz isso pelo seu bem... – murmurou Snape.
Provavelmente, pela primeira vez na sua vida, Snape sentia-se vulnerável.
Justo, já que aquela garota sentada à sua frente representava tantas coisas
boas em sua vivência.
- Meu bem? – surpreendeu-se
Ametista. – Não, eu acho que foi pelo seu
bem! E você quer um exemplo disso? – Snape continuou levemente fraco diante
das palavras de Ametista. – Muito bem, fixe-se em Harry Potter, certo? – o
rosto de Snape contorceu-se novamente. – Agora, imagine uma pessoa que sempre
ouviu dois lados diferentes dele. Um bom, e outro horrível. Somente dessa
palavra já dá para notar que o lado ruim pesava bem mais que o lado bom, não
é mesmo? – ela ainda conseguia controlar-se e alfinetar o mestre. – Foi
assim que eu o conheci. Com o passar do ano, eu fui notando que havia algo de
errado em tudo o quê eu conhecia sobre ele. O lado bom dele parecia ser mais
convincente do que o lado ruim, que eu conhecia do começo ao fim...
- E qual foi sua conclusão? – interrompeu-a num tom baixo.
Ametista concentrou seus olhos azuis nos escuros e misteriosos olhos do
professor. Eles pareciam ansiosos e temerosos.
- Eu descobri que nenhum estava certo. Nem meu avô, nem você conheciam
Harry Potter. Não do jeito que eu conheci...
A leve fúria de Snape em relação a Harry voltou aos poucos.
- Que jeito? – perguntou nervoso.
- Eu posso dizer que vi os mais diferentes tipos de reações possíveis
vindos dele – os olhos azuis brilharam fracamente, mas Snape notou. – E
posso dizer que ele ainda pode me surpreender.
Snape engoliu em seco e retomou:
- O que você quer dizer com isso?
Ametista pareceu tomar coragem.
- Eu quero dizer que, talvez, se eu o conhecesse sem ouvir sempre a sua
voz em meu ouvido, talvez – repetiu, frisando. – o final poderia ser
diferente.
Snape franziu a sobrancelha.
- O que? Final diferente?
Agora, Ametista pegou mais um pouco de ar e reuniu toda a sua ousadia e
coragem, ambiciosa.
- Eu poderia ter notado mais cedo
que poderia me apaixonar por ele.
Snape cambaleou para trás e caiu em sua cadeira, pasmo. As pernas
tremiam e sentiu um aperto ainda maior no coração.
- Você o quê?
- Eu gosto dele. Eu descobri que gosto mesmo dele – Ametista pegou-se
surpresa por estar tão calma ao aceitar o fato. – E nada que você possa me
contar a mais, ou tentar me enganar, não vai funcionar. Não desta vez!
Snape parecia ter perdido a noção do tempo. Ficou tentando assimilar as
palavras que entravam em seus ouvidos como num turbilhão. E nada fazia aquilo
parar.
- Eu não posso permitir isso! – falou repentinamente, dirigindo o
olhar para Ametista novamente. – Isso não vai acontecer!
- Você não permite? Certo, então, da próxima vez que eu resolver
gostar de alguém, eu venho aqui e peço sua permissão, está bem?
Snape levantou bruscamente da cadeira novamente e disse:
- Não gosto de sarcasmo nem ironia, Ametista!
- Engraçado, não? Pois, sabe, foi exatamente você que me ensinou isso,
esqueceu?
Snape rangeu os dentes furioso. Ela tinha as respostas na ponta da língua.
- Não quero ouvir mais nada sobre você e Potter, está entendendo? Não
quero mais...
- Sinto muito, mas eu não obedeço mais a você, Severo – retrucou
bravamente, interrompendo-o. – Não vou mais ficar aceitando suas mentiras.
- Você está sobre minha supervisão, Ametista. Seu avô deixou isso bem
claro quando te entregou a mim. – respondeu Snape, com os olhos brilhando de
nervosismo e fúria.
- Eu não consigo entender como ele pôde acreditar em você. Eu não
preciso obedecê-lo, eu vou pedir que meu avô passe a supervisão para o
professor Lupin.
Snape sentiu o sangue ferver e arregalou os olhos.
- Ao Lupin? Você tem certeza? Você prefere viver com um... um ser
como aquele, do que viver comigo?
- Eu prefiro viver com um lobisomem, se é isso que quer dizer, do que
viver com você – Ametista paralisou por um momento e voltou a dizer, diante
de um espantado Snape. – Eu gostaria que minha mãe não tivesse morrido, eu
gostaria de poder acreditar nas coisas, de poder ver através de uma capa de
amargura. Ela deveria estar aqui comigo. Não deveria estar morta.
Snape sentiu outra pontada no coração e os joelhos vacilarem. Nunca
gostara de tocar nesse assunto com Ametista.
- AH! – gritou de súbito a garota e aproximou-se de Snape. – Tenho
ainda mais uma reclamação a fazer. O senhor sempre soube que meu pai abandonou
eu e minha mãe, não é mesmo?
O homem arregalou os olhos e perdeu a fala. Como ela descobrira?!
- Espantado? Pois, agora eu sei que ele fugiu, que ele me abandonou, que
desejou a minha morte, que foi um covarde. Mas você sempre fez questão de
nunca mencionar nada sobre ele e me fez criar uma imagem de um herói. Até
mesmo isso, Severo, você não deveria ter feito. Muito
menos isso.
Snape perdera totalmente a seqüência de palavras que formavam em sua
cabeça e ficou calado, olhando para o chão. Ametista decidiu deixar a sala,
sem olhar para trás. “Perdão?”,
pensou Snape na primeira palavra que veio a sua cabeça após alguns minutos. “Ela
nunca irá me perdoar.”.
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Hermione,
obstinada, pronunciou a senha secreta e adentrou, carregando o álbum em suas mãos.
Subiu as escadas giratórias e abriu a porta ligeiramente de forma brusca.
Encontrou o diretor com seus óculos, lendo um antigo pergaminho, extremamente
concentrado.
Aproximou-se devagar, então, e pigarreou, chamando a atenção de
Dumbledore, que não notara. Tentou mais uma vez, sem sucesso. A apreensão era
tão grande, que Hermione não conseguiu se conter, jogando o álbum em cima da
mesa do diretor, que deu um pulo, retirando os óculos.
- Srta. Granger?! O que a senhorita está fa...
Hermione porém, o interrompeu e disse apenas:
- Este é Sirius Black, não é?
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO:
"SONSERINA!"
Arregale os olhos em "A ESCOLHA DO CHAPÉU SELETOR"
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