| BALADA DO DESESPERO Para Ivan Junqueira |
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| G�eldi (c) | ||||||||
| Anibal Be�a " De nada sei, de nada quero saber; somente sei que estou aqui, no risco absoluto.� SOEREN KIERKGAARD Canto I Narciso e S�sifo Sereno j� me agasalho No casulo do meu �cio Com a veste leve da espera Cobrindo todo o meu corpo. 5 Os ponteiros j� me apontam - Setas cedi�as ao vento - Minutos intumescidos Na febre lenta das horas. Antes t�o despudorada 10 Acesa em fogo de instantes Durando enquanto durassem Os momentos mais af�veis. Nos limites de mim mesmo Todo o espa�o se faz pouco 15 Para abrigar qualquer gesto Nesse meu canto insulado. Em territ�rios de espelhos Vi refletido e me vi Sem nunca ter visto a face 20 Que outros pretendem ter visto. Estrangeiro no conv�vio Nunca me soube de mim Aconteci para os outros E me calco nesse acaso 25 (Agora mesmo me flagro E n�o sei quem se confessa, Se aquele solto de amarras Ou se o preso atormentado) . A quest�o �, mais que ser, 30 Saber ser o que se exporta. Apenas sei que vim vindo E n�o me vejo chegar. Mas sei que vou para o encontro levando todas as pedras 35 Que empurrei pela montanha. Fogo de mim e tanta �gua Nos quatro cantos do mito Qual dos cantores me assalta? CASA VOLTAR CONTINUA |
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