Canto II
�xion

 

Disperso ainda me vejo
40 Na roda que me aconte�o
Salto a ciranda de fogo
Exortando meus pecados.
Por que fugi da parelha
Da tarefa dos moinhos
45 Dos gr�os macios do trigo
Para as campinas das trevas?
� sombras que me pernoitam
Manto cinzento de m�goas
Afastai-me bem dessa aura
50 De incandescente tristeza.
Apenado sentencio
Os fantasmas de mim mesmo
R�u e juiz me consagro
No perd�o sem ser culpado.
55 Eis que o outro lado me aflora
Do cofre das alegrias
E solta o som do rep�dio
Para o c�ntico do vinho.
Mulheres que me habitaram
60 Vibrai comigo nessa hora
Por mim cantai e dan�ai
Perenes sempre perenes.
Meu desespero se escora
Em saber que novamente
65 Levanto para cair
Nessa Doen�a Mortal.
Escuto s� a mim mesmo
Nesse torneio noturno
O som de tortas can��es
70 Nos mesmos pecados de hoje .
Outrora me fui noutra hora
Anoitecido de estrelas
Do brilho que me conduz.

Fogo de mim e tanta �gua
75 Nos quatro cantos do mito
Qual dos cantores me assalta?



    
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