Canto III
T�ntalo





Dissimulado me assumo
Na correnteza do s�mile.
N�o eu mesmo sen�o outro
80 De m�ltipla face e s�.
Existir al�m do ser
Constr�i-se em muitas pegadas.
�rdua leitura de ch�o
Aprendizado de ventos
85 Em alfabeto de nuvens.
A escrita larga-se larva
Resenha multiplicada
Impressa na pele nova
De reinventada serpente.
90 N�o sou eu quem se renova
Neste corpo quem me habita?
N�o sou eu quem se declara
Neste discurso posti�o.
Sou o que pensa e que sonha
95 Toda a magia do ser
O que se inventa de d�vidas
Para se afirmar criatura.
O que n�o veio beber
Mas imolar-se na sede.
100 � �guas do meu supl�cio
Banhai o sal da mem�ria
A fala que desarvora
As �rvores que se afastam.
� sede do meu tormento
105 Umedece este egoismo
O Eu que em mim regurgita
Por demais pleno de mim.
Preso de seca senten�a
Bebo das �guas dos olhos
110 Nascidas da dor palustre
Da partilha dos sedentos.

Fogo de mim e tanta �gua
Nos quatro cantos do mito
Qu
al dos cantores me assalta?



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