6 poemas extra�dos do "Su�te para os habitantes da noite", vencedor do VI Pr�mio Nestl� de Literatura Brasileira |
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Anibal Be�a EP�GRAFE "Quem viu consolador gentil como a flauta? A flauta conta a hist�ria do caminho, manchado de sangue de amor. Conta a hist�ria das penas de amor de Majnum* (,,,) Toda noite, esp�ritos s�o libertados dessa jaula, E tornados livres, sem comandar nem ser comandados. De noite, o prisioneiro n�o tem consci�ncia de sua pris�o, De noite o rei n�o tem consci�ncia de sua majestade. (...) O Califa disse a Laila (noite: "Tu �s realmente aquela Por quem Majnum perdeu a cabe�a e a raz�o? Tu n�o �s mais bela do que muitas outras." Ela respondeu: "Cala-te, tu n�o �s Majnum! Se tivesses os olhos de Majnum, Tua vis�o abarcaria os dois mundos. Tu �s em teu ju�zo, mas Majnum tem o seu perdido. Quando se est� apaixonado, estar desperto � trai��o" JALLUDIN RUMI * Majnum: o c�lebre "louco" de amor da literatura persa e �rabe. Impedido de ver a sua amada Laila (noite), abandona as riquezas e o mundo para vagar sozinho no deserto entre feras Pr�logo Cavo a cova como um cavalo os cascos cava se no cav�-lo invoco a f�ria de ferir E tanto mais se cava que a alma n�o se lava e as �guas j� me levam l�guas a fingir Cava costura cavo � cava enviesada e o talhe tinge a sombra em desca�da pena Nessa escritura a sina foge do poema E dono n�o sou mais sen�o o torto art�fice dessas linhas tra�adas a dois e por um E assim me assino esse uno e esse outro Majnum que por louca paix�o da noite � seu part�cipe mesmo sem Laila veste a dor e se vislumbra nos lobos do deserto donos da penumbra CASA VOLTAR MAIS POEMAS |
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