Definição de termos
R
Rastreabilidade
Reengenharia
Requisito
Requisito de qualificação
Reutilização
Robustez
Aptidão para determinar a história, a utilização
ou a localização de uma entidade por meio de identificações
registadas.
Nota 1: O termo rastreabilidade pode ser utilizado nas três acepções
principais:
a) quando se tratar de um produto pode referir-se à:
-origem dos materiais e das peças;
-história do processamento do produto;
-distribuição e à localização do
produto depois da entrega;
b) quando se tratar de calibração, relaciona o equipamento
de medição com padrões nacionais ou internacionais,
com padrões primários, com constantes e propriedades físicas
básicas ou com materiais de referência;
c) quando se tratar de colheita de dados, liga cálculos e dados
gerados ao longo do ciclo da qualidade e por vezes, até aos requisitos
da qualidade de uma entidade.
Nota 2: Todos os aspectos referentes a eventuais requisitos de rastreabilidade
devem ser claramente especificados, por exemplo em termos de períodos
de tempo, ponto de origem ou identificação.
[NP EN ISO 8402]
O grau pelo qual cada elemento do desenvolvimento dum produto de software
estabelece a sua razão de existir, por exemplo, o grau de correspondência
entre o requisito e o desenho dum componente de softtware.
[IEEE-610.12]
Rastreabilidade sincrónica:
Possibilidade de identificar e verificar em cada momento a correspondência
entre as representações do mesmo requisito ou entidade do
universo de discurso a vários níveis de abstracção
Rastreabilidade diacrónica:
Possibilidade de verificar que evolução temporal teve
uma dada representação ao mesmo nível de abstracção,
isto é, quais as mutações operadas ao longo do tempo.
Mudança ou melhoria que envolve um repensar radical da forma
como a organização gere o seu negócio, incluindo a
pertinência ou não de algumas das suas actividades. A gestão
da qualidade diz respeito tanto a mudanças radicais (reengenharia)
como a pequenas alterações incrementais.
[ED - MQ]
Michael Hammer, ex-professor do MIT, é considerado o pai desta
teoria inovadora e radical. Referiu-se pela primeira vez ao tema no artigo
publicado em 1990 pela Harvard Business Review. Mas a consagração
só chegaria três anos depois com o livro Reengineering
the Corporation, escrito em parceria com James Champy. Para os autores,
a reengenharia significa um redesenho radical dos processos de negócio
com o objectivo de obter melhorias drásticas em três áreas:
nos custos; nos serviços; e no tempo.
[50 Conceitos
de A a Z]
(1) Uma condição ou aptidão necessária a
um utilizador para resolver um problema ou atingir um objectivo.
(2) Uma condição ou aptidão que deve ser satisfeita
ou que um sistema ou componente deve possuir para satisfazer um contrato,
norma, especificação ou outro documento formalmente imposto.
(3) Uma representação documentada de uma condição
ou aptidão.
[IEEE 610.12]
(4) Declaração formal duma necessidade particular e a forma esperada pela qual ela será satisfeita.
(5) Condição essencial que um sistema tem de satisfazer.
[ISO/IEC 2382-20]
Um conjunto de critérios ou condições que tem de
ser obedecidos de forma a poder-se qualificar um produto de software como
conforme com as suas especificações e estar pronto a ser
usado no seu ambiente alvo.
[ISO/IEC 12207]
(1) O grau pelo qual um módulo de software ou outro produto do
trabalho pode ser usado em mais que um programa ou sistema informático.
[IEEE 610.12]
(2) Capacidade de construir um sistema a partir de peças pré-existentes,
e de fazer com que os componentes do novo software possam ser usados de
novo futuramente.
Se escrevermos os nossos programas com a preocupação
de tornar a sua reutilização menos difícil, então
eles ficarão mais modificáveis e mais compreensíveis.
Se usarmos nos novos programas componentes reutilizáveis de
programas anteriores, teremos agora programas mais fiáveis.
Programar pensando na reutilização implica um acréscimo
de trabalho. Para não atrasar o projecto, deve haver uma fase de
“generalização”, depois da implementação e
teste.
Se os programas forem mais reutilizáveis pode conseguir-se evitar
ter que escrever variantes de programas anteriores, nossos ou de outros.
Princípio da reutilização
Este princípio advoga que um produto de software deve incorporar
componentes pré-fabricados e/ou que partes deste devam ser construídas
com o intuito da incorporação em outros produtos de software.
A possibilidade de reutilização é uma razão
forte no sentido de favorecer a estruturação do código
em componentes independentes. Durante o desenvolvimento de um programa
é essencial identificar os componentes reutilizáveis, que
sendo agrupados em bibliotecas, poderão ser usados posteriormente.
A reutilização só é possível se
num programa for claramente separado o código que é específico
do programa daquele que é de utilização genérica,
e que pode ser importado de bibliotecas ou escrito para ser posteriormente
reutilizado.
(1) Grau pelo qual um sistema ou componente pode funcionar correctamente na presença de inputs inválidos ou condiçoes ambientais de stress.
(2) Propriedade do software tal que não falha catastroficamente
quando alguns dos pressupostos (assunções) do desenho é
violado.
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Última actualização: 16 de Fevereiro de 2000