Definição de termos
C
Calibração
Cadeia de Valor
CASE
Certificação
Ciclo de vida do produto
Ciclo de vida do sistema
Ciclo de vida do software
Círculos de qualidade
Cliente
CMM - Capability Maturity Model
Cobertura dos testes
Coesão
Compatibilidade
Comportamento face ao tempo
Comportamento face aos recursos
Computador
Concepção da arquitectura
Concordância
Configuração
Conformidade
Contrato
Controlo da qualidade
Controlo da Configuração
Consistência
Complexidade
Componente
Correcção
Crítico
Cultura Organizacional
Custos da não qualidade
Custos da qualidade
Custos relativos à qualidade
Conjunto de operações que estabelecem a relação
entre os valores indicados por um instrumento de medição.
Ajusta a exactidão do aparelho, medida pelo seu erro, reduzindo-o
a valores aceitáveis.
[ED - MQ]
Designa a série de actividades relacionadas e desenvolvidas pela
empresa para satisfazer as necessidades dos clientes, desde as relações
com os fornecedores e ciclos de produção e venda até
à fase da distribuição para o consumidor final. Cada
elo dessa cadeia de actividades está ligada ao seguinte. Esta é
uma metodologia usada pela consultora McKinsey,
sistematizada e popularizada por Michael
Porter, que permite decompor as actividades (divididas em primárias
e de suporte) que formam a cadeia de valor. Segundo Porter, existem dois
tipos possíveis de vantagem competitiva (liderança de custos
ou diferenciação) em cada etapa da cadeia de valor.
[50 Conceitos
de A a Z]
Acrónimo de Computer-Aided Software Engineering (engenharia de
software assistida por computador), significa a utilização
de computadores para ajudar no processo de engenharia do software, nomeadamente
na concepção, rastreamento dos requisitos, produção
de código, testes, gração de documentos e outras actividades.
[IEEE 610.12]
(1) Garantia de que a empresa, o processo e o produto têm um nível
aceitável de qualidade. Em Portugal, obtém-se via Instituto
Português da Qualidade, segundo as normas ISO
9000.
[ED - MQ]
(2) Uma garantia escrita ou uma demonstração formal de
que um sistema ou componente está de acordo com os requisitos especificados
e está pronto para utilizar.
(3) O processo de confirmar que um sistema ou componente está
conforme com os requisitos especificados e pronto a ser utilizado.
[IEEE 610.12]
(4) Processo de verificação da conformidade com uma dada norma.
Em Portugal os organismos de certificação de Sistemas da Qualidade acreditados pelo Instituto Português da Qualidade (IPQ) são :
O ciclo de vida de um produto no mercado pode ser dividido em quatro
fases:
(1) Introdução - O produto foi lançado no mercado
e o crescimento das vendas é lento;
(2) Crescimento - Há uma explosão da procura, uma melhoria
dos lucros e o produto tende a massificar-se. Chegam novos competidores;
(3) Maturidade - O ritmo de crescimento das vendas dá sinais
de abrandamento. É uma fase em que as empresas tendem a entrar em
guerras de preço e publicidade;
(4) Declínio - A procura entra em derrapagem, os lucros sofrem
uma rápida erosão em direcção ao ponto zero.
Grande parte dos competidores começa a abandonar o mercado.
[50 Conceitos
de A a Z]
Período de tempo que se inicia quando o sistema é concebido
e acaba quando o sistema já não está disponível
para utilização.
[IEEE 610.12]
Período de tempo que começa quando o produto de software
é concebido e acaba quando o software já não está
disponível para utilização. O ciclo de vida típico
inclui a fase de concepção, a fase de requisitos, a fase
de desenho, a fase de implementação, a fase de teste, a fase
de instalação e verificação, a fase de operação
e manutenção e por vezes a fase de reforma. Estas fases podem
sobrepor-se ou ser executadas interactivamente.
[IEEE 610.12]
Pequenas equipas, geralmente da mesma área de trabalho, que voluntaria
e regularmente se reunem para identificar, investigar, analisar e resolver
os problemas que surgem no trabalho.
[K.
Ishikawa]
(1) Receptor de um produto fornecido pelo fornecedor.
Nota 1: Numa situação contratual, o cliente é
denominado "comprador"
Nota 2: O liente pode ser, por exemplo. o consumidor final, utilizador,
beneficiário ou comprador.
Nota 3: O cliente pode ser interno ou externo à organização.
[NP EN ISO 8402]
(2) Aquele a quem se destina o benefício do processo.
A pessoa, grupo ou unidade que recebe o resultado do processo.
Os clientes podem ser directos, intermediários ou utilizadores
finais dum processo.
Modelo para a classificação do sistema da qualidade de
uma equipe ou empresa produtora de software, baseado na capacidade de seu
processo de desenvolvimento. O CMM prevê cinco níveis de maturidade:
inicial, repetitivo, definido, gerido e optimizado.
O modelo foi proposto por Watts S. Humphrey, a partir das propostas
de Philip B. Crosby, e vem sendo aperfeiçoado pelo Software Engineering
Institute - SEI da Carnegie Mellon University.
[MCT-BR]
(1) A forma ou o grau do relacionamento entre as tarefas executadas
por um módulo de software.
Os tipo de coesão são:
(2) É uma medida da força de uma associação funcional de actividades de processamento ou dos elementos dentro de um módulo; A coesão é uma parte integral do desenho modular. Um módulo coeso executa uma única tarefa dentro do procedimento de software e requer pouca interacção com procedimentos executados noutras partes do programa. Idealmente um módulo deveria executar uma única coisa.
Tipos de coesão:
Critérios da coesão - O 1º passo na criação
de um módulo é decidir qual o critério a que obedecerá
o agrupamento dos dados e rotinas constituintes. Alguns critérios
possíveis são:
Princípio da coesão - Este princípio
defende a proximidade física de componentes fortemente interrelacionados
(semantica ou estruturalmente). Por isso é por vezes também
designado por princípio da localização.
(1) Aptidão de entidades para serem utilizadas conjuntamente
em condições específicas para satisfazer requisitos
pertinentes.
[NP EN ISO 8402]
(2) Aptidão para dois ou mais sistemas ou componentes executarem
as suas funções partilhando o mesmo ambiente de hardware
ou software.
(3) Aptidão para dois ou mais sistemas ou componentes trocarem
informação.
[IEEE 610.12]
Atributo que traduz os tempos de resposta e de processamento e o volume
de dados processados por unidade de tempo.
Atributo que depende da quantidade e duração dos recursos
(tempo de processador, canais de entrada/saída, etc.) utilizados
para desempenhar determinadas funções.
Uma unidade funcional que pode executar computações, incluindo
numerosas operações aritméticas e operações
lógicas, sem intervenção humana.
[ISO/IEC 2382-1]
ou desenho funcional
Processo para definir uma colecção de componentes de
hardware e software mais as suas interfaces para estabelecer um enquadramento
para o desenvolvimento de um sistema informático.
[IEEE 610.12]
Atributo que traduz a aderência do produto de software às
normas (standards) ou convenções.
A combinação de componentes ou de um sistema informático
identificados pelo número, natureza e interligações
entre as suas partes.
[IEEE 610.12]
(1) Satisfação dos requisitos especificados.
[NP EN ISO 8402]
(2) Atributo que traduz a aderência do produto de software às
normas (standards) ou convenções.
(1) Requisitos acordados entre um fornecedor e um cliente e transmitidos
por qualquer meio.
[NP EN ISO 9001]
(2) Um acordo fixado entre duas partes, registado legalmente ou um acordo
semelhante feito internamente numa organização, para o fornecimento
dum serviço de software ou para o fornecimento, desenvolvimento,
produção, operação ou manutenção
dum produto de software.
[ISO/IEC 12207]
Um elemento da gestão da configuração que consiste
na avaliação, coordenação, aprovação
ou desaprovação, e implementação das alterações
aos itens da configuração após estabelecimento formal
da sua identificação.
[IEEE 610.12]
(1) Conjunto das técnicas e actividades de carácter operacional
utilizadas com vista a satisfazer os requisitos da qualidade.
Nota 1: O controlo da qualidade envolve técnicas e actividades
de carácter operacional com o objectivo de acompanhar (monitorar)
processos e eliminar as causas de deficiências em todas as fases
do ciclo da qualidade de modo a atingir eficácia económica.
Nota 2: Algumas acções de controlo da qualidade e de
garantia da qualidade estão inter relacionadas.
[NP EN ISO 8402]
(2) Sistema global de actividades cujo propósito é fornecer qualidade ao produto ou serviço respondendo às necessidades dos utilizadores; ou a utilização desse sistema.
A finalidade do controlo da qualidade é fornecer qualidade que
seja satisfatória, adequada, fiável e económica. O
sistema global envolve a integração dos aspectos da qualidade
de vários passos relacionados incluindo: a especificação
apropriada do que é pretendido, a produção para responder
às intenções totais das especificações;
a inspecção para determinar se o resultado, produto ou serviço,
está conforme as especificações; a revisão
da utilização para fazer a revisão das especificações.
[ASQC A3-1978]
(3) Sistema de métodos para o fornecimento eficiente de bens
e serviços cuja qualidade satisfaz os requisitos do comprador.
[JIS - Z8101]
(4) Consiste no desenvolvimento, concepção, produção
e comercialização de produtos e serviços com eficiência
e utilidade óptima e que os clientes comprarão com satisfação.
[K.
Ishikawa]
(5) Este termo não tem significado normalisado na engenharia de software neste momento. Definições candidatas são:
Grau de dificuldade, de compreensão ou verificação,
que um sistema ou componente tem no desenho ou implementação.
[IEEE 612.12]
Uma das partes que constituem um sistema.
[IEEE 612.12]
(1) O grau pelo qual um sistema ou componente está isento de
falhas nas suas especificações, concepção e
implementação.
(2) O grau pelo qual o software, a documentação ou outros
itens satisfazem os requisitos especificados.
(3) O grau pelo qual o software, a documentação ou outros
itens satisfazem as necessidades e expectativas dos utilizadores independentemente
de terem sido espeificadas.
[IEEE 610.12]
Grau de impacto que um requisito, módulo, erro, falha ou outro
item tem no desenvolvimento ou utilização de um sistema.
[IEEE 610.12]
A cultura organizacional foi popularizada por Deal e Kennedy no seu livro "Corporate Cultures" publicado em 1982. Ao longo das últimas décadas tem sido reconhecida como um factor fundamental para o bom desempenho de uma organização.
Segundo a abordagem cultural (Thévenet) uma organização dispõe de uma identidade, de “personalidade”, que a distingue das outras e que é o fundamento lógico dos sistemas de gestão que se enraizaram na empresa porque provaram a sua eficácia. A cultura está em tudo aquilo que a empresa criou para funcionar e assegurar a sua perenidade.
Shein define cultura dum grupo como "um padrão de suposições básicas compartilhadas, que o grupo aprendeu à medida que foi resolvendo os seus problemas de adaptação externa e de integração interna, que funcionou suficientemente bem para ser considerado válido e por essa razão há-de ser ensinado aos novos membros como a maneira correcta de perceber, pensar e sentir em relação a esses problemas".
As empresas, tal como os países, têm uma cultura única.
É, por isso, crucial que as empresas divulguem de forma explícita
quais são os valores que valorizam. Quando o fazem por escrito,
o documento chama-se declaração de missão. Para James
Collins e Jeremy Porras, autores do livro Built
to Last, a razão por que algumas empresas têm sucesso
a longo prazo, enquanto outras acabam por desaparecer está na cultura
organizacional. Nesta era de incerteza tudo deve ser posto em causa, à
excepção dos valores. Esses têm de ser imutáveis.
[50 Conceitos
de A a Z]
Feigenbaum, em 1961, no seu livro "Total Quality Control", defniu as 4 categorias dos custos da qualidade:
Os custos de prevenção são os gastos com as actividades
desenvolvidas pela empresa para evitar a ocorrência de falta de qualidade.
Exemplos: os custos da formação, processos de selecção
dos funcionários, planeamento da qualidade, selecção
de vendedores e certificação, melhoria contínua, aquisição
de dados e informações, revisões da concepção
e desenho dos produtos e dos processos, recolha, armazanamento e análise
de dados relacionados com a qualidade.
Os custos de falhas internas são todos os gastos causados por
falhas ou defeitos encontrados nos produtos e/ou serviços, após
a avaliação da qualidade, ainda dentro da empresa e antes
de entregar ao cliente.
Exemplos: custos com o tornar a fazer, reparações, sucata,
reinspecções, tempos de espera, itens perdidos, etc.
Os custos de falhas externas são os gastos motivados por produtos
e/ou serviços defeituosos depois de terem sido expedidos para o
cliente.
Exemplos: custos de devolução de produtos, reparação
do problema ou da queixa, custos de garantia, perca de confiança
do cliente, processos judiciais.
(2)Termo usado para designar os custos totais ou despesas que uma organização suporta para atingir um dado nível de qualidade. Consiste em três componentes:
Custos devidos ao assegurar e garantir a qualidade satisfatória,
assim como às perdas sofridas quando a qualidade satisfatória
não é alcançada.
Nota 1: Os custos relativos à qualidade são definidos
numa organização segundo os seus próprios critérios.
Nota 2: Algumas perdas são dificilmente quantificáveis,
mas podem ser de uma grande importância, tais como a perda da clientela.
[NP EN ISO 8402]
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Última actualização: 22 de Março de 2000