SEMANA SANTA

 

 

SEMANA SANTA

Iniciaremos falando sobre a Quaresma

A ORIGEM DA QUARESMA

Não sabemos com exatidão, por meio de quem e como surgiu a quaresma, mas sabemos que ela se foi surgindo progressivamente. Uma observância preparatória para a Páscoa deve ter nascido do próprio sentido e do gênio sobrenatural do cristianismo.

As primerias alusões da-se no Oriente no iníco século IV e no Ocidente no fim do mesmo século

ESPIRITUALIDADE DA QUARESMA

A Quaresma teologicamente deve ser interpretada a partir do mistério pascal, celebrado no tríduo sagrado com os sacramentos pascais que tornam presente esse mistério para que seja vivido e participado.

A Quaresma tem caráter essencialmente batismal, sobre o qual se baseia o carater penitencial. Na verdade a Igreja é comunidade pascal porque é batismal.

Isso deve ser afirmado não só no sentido de que nela entramos mediante o batismo, mas sobretudo no sentido de que a igreja é chamada a exprimir com vida de continua conversão o sacramento que gera.

Daí também o carater eclesial da quaresma..

Ela é o tempo da grande convocação de todo o povo de Deus, para que que se deixe purificar e santificar pelo seu Salvador e Senhor.

Da teologia da quaresma, surge uma típica espiritualidade pascal-batismal-penitencial-eclesial. Dentro dessa perspectiva, a prática da penitência, que não deve ser somente interior e individual, mas também externa e comunitária, caracteriza-se pelos seguintes aspectos:

a. abominação do pecado como ofensa a Deus;

b. consequências sociais do pecado;

c. parte da igreja na ação penitencial;

d. oração pelos pecadores.

Os meios sugeridos para a pratica quaresmal são:

a. escuta mais frequente da palavra de Deus;

b. oração mais intensa e prolongada;

c. jejum;

d. as obras de caridade.

A pastoral deve ser criativa a fim de sugerir formas atualizadas às obras quaresmais.

 

Oração - Jejum - Esmola

Ao longo da história, sempre foram atitudes,

gestos fundametais na relação das pessoas entre

si, com Deus e com a natureza.

ORAÇÃO

A quaresma é tempo de uma mais assidua e intensa oração, pessoal

e comunitária, entendida como dialogo

com o Pai, por Cristo. Rezar e renovar a aliança com oSenhor.

O exercício da oração está intimamente ligado

à conversão, através da qual, as pessoas se tornam mais abertas

e disponíveis às iniciativas da ação de Deus.

JEJUM

O jejum e a abstinência de carne expressam a íntima

relação existente entre os gestos externos de penitência,

mudança de vida e conversão interior.

Jejuar e abster-se de carne, na afirmação do profeta Isaías,

consiste em liberar os cativos, acabar com a opressão, dividir

o pão com o pobre, hospedar o que não tem casa, vestir o nú.

O jejum deve ser expressão de renovação interior, de desprendimento

e de liberdade. Na Bíblia, o jejum é uma atitude de vigília e o

alimento do qual as pessoas se privavam devia sempre ser

repartido com os mais pobres.

ESMOLA

A quaresma é tempo de um mais forte empenho de caridade para

com os irmãos. A liturgia fala da prática do amor fraterno e da liberação

do egoísmo, tornando-nos disponiveis às necessidades dos irmãos. A

oração e o jejum devem ser sinais de uma atitude de conversão, da

justiça e da solidariedade.

A esmola não é dar dinheiro, roupa, comida. É fazer-se doação aos

irmãos no serviço fraterno, na participação em movimentos e

projetos que eliminem as causas da exclusão e o empobrecimetno

generalizado da população... É ajudar as pessoas a desenvolver

suas capacidades e se tornar sujeito de sua promoção.

 

A semana santa

A última semana da quaresma chamada de semana santa ou de grande semana, desenvolveu-se sobretudo por causa da exigência da historicização dos acontecimetnos da paixão do Senhor.

Em Jerusalém onde pode-se reviver, nos próprios lugares em que se passaram os últimos momentos da vida de Jesus, desabrochou e formou-se rica liturgia abrangendo o período de tempo que vai do domingo de ramos à páscoa.

Para imitar Jerusalém no ato de reviver os episódios descritos pelos evangelistas a liturgia ocidental organizou celebrações minuciosas que acabaram por dar origem a chamada "semana santa".

As principais celebrações da semana santa, que concluem a quaresma e precedem o triduo pascal são:

Domingo de páscoa

Quinta Feira Santa

Sexta Feira Santa

Sabado Santo

Domingo de Ramos

 

A ORIGEM DA SEMANA SANTA

Ao lado do domingo, como dia habitual da comemoração da morte e ressurreição

do Senhor, desde muito cedo na história da Igreja apareceu uma comemoração anual

da Páscoa de Jesus.

Os textos do Novo Testamento não possuem uma afirmação precisa sobre esse ponto.

Mas Paulo manifesta a consciência que a comunidade cristã assumira um novo sentido para a Páscoa judaica ( ver 1 Cor 5,7-8)

A liturgia do Tríduo sacro constitui assim o núcleo da celebração do Mistério Pascal e que posteriormente, com o domingo de Ramos e os três dias que o seguem, vão constituir o que chamamos "Semana Santa"

A tradição do povo quis recordar os últimos acontecimentos históricos de Jesus de Nazaré. Não se trata apenas de recordar fatos passados, mas de um memorial que deve ser atualizado pelos fiéis. A semana santa é semana do encontro com Cristo Ressuscitado: nas celebrações liturgicas, na sua palavra e na pessoa dos irmãos da comunidade. As celebrações religiosas são a recordação dos últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus de Nazaré. Cada dia da semana e um fato a ser recordado e atualizado.

Trata-se da celebração pascal na sua globalidade, sem fragmentações, embora cada dia seja dedicado a um dos aspectos particulares.

 
Hosted by www.Geocities.ws

1