QUINTA FEIRA SANTA

Na Igreja Romana, a Quinta-Feira Santa, até o século VII, marca o fim da Quarema e do jejum penitencial e tem ínicio, com a sexta feira santa, o jejum infrapascal, na espera da ressurreição do Senhor.

O Concílio Vaticano II, fez uma reforma profunda. Alterou-se a oração inicial, ressaltando o fato da última ceia; as leituras procurarm centrar-se sobre o fato da Ceia do Senhor. A primeira leitura recorda a celebração do Pesha juadaica que será transformada pelo novo cordeiro pascal, criando um novo povo. A segunda leitura conta-nos a Ceia do Senhor, conforme relato de são Paulo. O Evangelho nos relato o Lava-pés dos discípulos, tornando-se um sinal claro do amor de Jesus pelos que o seguiam.

O Costume do Lava-pés, imitando o gesto de Jesus, era antiga tradição da Igreja. Desde o século IV aparece em todas as liturgias da Igreja. A reforma do Missal de 1970, tornou-o obrigatório em todas as celebrações da Ceia do Senhor, constituindo parte integrante do gesto de Jesus, ato a ser recordado a atualizado nas comunidades de hoje.

A Cerimônia do Lava-pés vem educar a comunidade para o serviço. Esta cerimônia pode perfeitamente ser dramatizada, por pessoas da comunidade, vestidos como na época, ou trazendo em si o tema da Campanha da Fraternidade.

Pode-se ainda neste dia dramatizar o costume judeu. ( a páscoa judaica ) antes da cerimônia, quando o costume judeu foi cristianizado.

Após a celebração da Eucaristia, da-se a desnudação dos altares. O Santíssimo Sacramento é levado a uma capela lateral acompanhado por uma procissão no interior da Igreja ao som das matracas, cuija origem está ligada às catacumbas dos antigos cristãos. Após os alteres são despidos de toalhas, flores e ornamentos. O Santíssimo Sacramento é velado com orações durante toda a noite até a hora da ce;ebração da morte do Senhor, na Sexta feira-santa.

A adoração ao Santíssimo Sacramento que se faz ao final da Ceia do Senhor, permaneceu como costume de acompanhar a memória de Jeus na angústia e agonia da noite de Quinta-Feira.

 
  A Quinta feira santa não deveria ser sentida como um hiato de alegria durante a semana santa, mas como abertura do Tríduo Pascal.

Ela ofere o rito que antecede, confere significado e perpetua o acontecimento pascal.

A adoração e o silêncio que encerram a celebração não devem aparecer como expressão penitencial, mas como convite a interiorização e a contemplação da novidade e da perfeição da nova páscoa realizada por Jesus, e oferecida a nos em forma de sacramento.

 

 

SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO

a. O Pão é o símbolo adequadp para esta celebração. Com as crianças da catequese pode-se criar um momento de benção e partilha.

b. No início da celebração eucarística fazer intronização solene do óleo do crisma. E interessante que seja trazido por cristão adulto e comprometido com a comunidade.

c. Fazer que a cerimônia do lava-pés seja significativa para a comunidade, evitar a simples execução de rito feita com alguns coroinhas. O tema da Campanha da Fraternidade sempre inspira este momento.

d. Enquanto possível deve-se oferecer a comunhão nas duas especies. Ao menos aos responsáveis diretos pelas várias pastorais da comuniadde.

e. O rito do desnudamento do altar, deve constituir gesto liturgico visivel e bem participado. convidar alguns leigos que o fazam de forma solene e com critério liturgico.


MATERIAL NECESSÁRIO

Vasos ou âmbulas com particulas a consagrar para a comunhão do dia seguinte;

Véu de ombros

Incenso - carvão - turibulo - velas

assentos para as pessoas envolvidas na celebração ( no presbiterio )

Jarro - água - bacia - toalhas para o lava-pés

gremial ( ou toalha ) - para o celebrante cingir a cintura

material adequado para lavar as mãos após o lava-pés

Sacrário ou cofre para a reposição do Santíssimo ( capela de adoração )

Pessoal-

Para o lava -pés ( 12 pessoas )

Ministros - Leitores - carregadores de velas para a transladação do Santíssimo -

equipe para o turibulo - desnudadores do altar.

Tudo deve ser preparado com antecedencia para que a celebração realemtne seja um momento de interiorização e crescimento.


 
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