Campanha do Brasil em Copas
1930 - 1962 / 1966 - 1982 / 1986 - 1994


México
Copa do Mundo de 1986

Eliminat�rias

Brasil 2 x Bol�via 0

Data: 2/Junho/1985
Local: Est�dio Ram�n Tahuichi Aguilera Costas
Cidade: Santa Cruz de la Sierra (Bol�via)
�rbitro: J. Romero (Argentina)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; Leandro, Oscar, Edinho e J�nior; Toninho Cerezo e S�crates; Renato Ga�cho, Zico, Casagrande (Careca) e �der.
Gols: Casagrande e Nora (contra).


Brasil 2 x Paraguai 0

Data: 16/Junho/1985
Local: Est�dio Defensores del Chaco
Cidade: Assun��o (Paraguai)
�rbitro: G. Castro (Chile)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; Leandro, Oscar, Edinho e J�nior; Toninho Cerezo e S�crates; Renato Ga�cho (Alem�o), Zico, Casagrande e �der.
Gols: Casagrande e Zico


Brasil 1 x Paraguai 1

Data: 23/Junho/1985
Local: Est�dio do Maracan�
Cidade: Rio de Janeiro (Brasil)
�rbitro: J. Bazan (Uruguai)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; Leandro, Oscar, Edinho e J�nior; Toninho Cerezo e S�crates; Renato Ga�cho, Zico, Casagrande e �der (Alem�o).
Gol: S�crates


Brasil 1 x Bol�via 1

Data: 30/Junho/1985
Local: Est�dio do Morumbi
Cidade: S�o Paulo (Brasil)
�rbitro: H. Lab� (Peru)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; �dson Boaro, Oscar, Edinho e J�nior; Toninho Cerezo e S�crates; Renato Ga�cho, Zico, Careca e �der.
Gol: Careca


Primeira Fase - 1o Jogo

Brasil 1 x Espanha 0

Data: 1/Junho/1986
Local: Est�dio Jalisco
Cidade: Guadalajara (M�xico)
�rbitro: C. Bambridge (Austr�lia)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; �dson Boaro, J�lio C�sar, Edinho e Branco; Alem�o, Elzo, J�nior (Falc�o) e S�crates; Careca e Casagrande (M�ller).
Gol: S�crates


Primeira Fase - 2o Jogo

Brasil 1 x Arg�lia 0

Data: 6/Junho/1986
Local: Est�dio Jalisco
Cidade: Guadalajara
�rbitro: R. Molina (Guatemale)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; �dson Boaro (Falc�o), J�lio C�sar, Edinho e Branco; Alem�o, Elzo, S�crates e J�nior; Careca e Casagrande (M�ller).
Gol: Careca


Primeira Fase - 3o Jogo

Brasil 3 x Irlanda do Norte 0

Data: 12/Junho/1986
Local: Est�dio Jalisco
Cidade: Guadalajara (M�xico)
�rbitro: S. Kirschen (Alemanha Oriental)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; Josimar, J�lio C�sar, Edinho e Branco; Alem�o, Elzo, S�crates (Zico) e J�nior; M�ller (Casagrande) e Careca.
Gols: Careca (2) e Josimar


Oitavas-de-Final

Brasil 4 x Pol�nia 0

Data: 16/Junho/1986
Local: Est�dio Jalisco
Cidade: Guadalajara (M�xico)
�rbitro: V. Roth (Alemanha Ocidental)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; Josimar, J�lio C�sar, Edinho e Branco; Alem�o, Elzo, S�crates (Zico) e J�nior; M�ller (Silas) e Careca.
Gols: Careca, Edinho, Josimar e S�crates


Quartas-de-Final

Brasil 1 x Fran�a 1

Data: 21/Junho/1986
Local: Est�dio Jalisco
Cidade: Guadalajara (M�xico)
�rbitro: I. Igna (Rom�nia)
T�cnico: Tel� Santana
Brasil: Carlos; Josimar, J�lio C�sar, Edinho e Branco; Alem�o, Elzo, S�crates e J�nior (Silas); M�ller (Zico) e Careca.


Itália
Copa do Mundo de 1990

Eliminat�rias

Brasil 4 x Venezuela 0

Data: 30/Julho/1989
Local: Est�dio Brigido Iriarte
Cidade: Caracas (Venezuela)
�rbitro: O. Ortube (Bol�via)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Mazinho, Aldair, Ricardo Gomes, Mauro Galv�o e Branco (Josimar); Dunga e Valdo; Bebeto, Careca (Silas) e Rom�rio.
Gols: Bebeto (2), Branco e Rom�rio


Brasil 1 x Chile 1

Data: 13/Agosto/1989
Local: Est�dio Nacional
Cidade: Santiago (Chile)
�rbitro: J. Palacios (Col�mbia)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Mazinho (Andr� Cruz), Aldair, Ricardo Gomes, Mauro Galv�o e Branco (Jorginho); Dunga e Silas; Bebeto, Rom�rio e Valdo.
Gol: Gonzales (contra)


Brasil 6 x Venezuela 0

Data: 20/Agosto/1989
Local: Est�dio do Morumbi
Cidade: S�o Paulo (Brasil)
�rbitro: E. Covani (Uruguai)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricado Gomes, Mauro Galv�o e Branco; Dunga (Alem�o) e Silas; Bebeto, Careca e Valdo (Tita).
Gols: Careca (4), Silas e Acosta (contra)


Brasil 1 x Chile 0

Data: 3/Setembro/1989
Local: Est�dio do Maracan�
Cidade: Rio de Janeiro (Brasil)
�rbitro: J. Loustau (Argentina)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, Ricardo Gomes, Mauro Galv�o e Branco; Dunga e Silas; Bebeto, Careca e Valdo.
Gol: Careca
Obs.: O Chile abandonou o campo. A FIFA deu a vit�ria ao Brasil por 2 x 0. Em campo o placar foi 1 x 0.


Primeira Fase: 1o Jogo

Brasil 2 x Su�cia 1

Data: 10/Junho/1990
Local: Stadio Delle Alpi
Cidade: Turim (It�lia)
�rbitro: T. Lanese (It�lia)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Jorginho, Mozer, Mauro Galv�o, Ricardo Gomes e Branco; Alem�o, Dunga e Valdo (Silas); Careca e M�ller.
Gols: Careca (2)


Primeira Fase: 2o Jogo

Brasil 1 x Costa Rica 0

Data: 16/Junho/1990
Local: Stadio Delle Alpi
Cidade: Turim (It�lia)
�rbitro: N. Jovini (Tun�sia)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Jorginho, Mozer, Mauro Galv�o, Ricardo Gomes e Branco; Alem�o, Dunga e Valdo (Silas); M�ller e Careca (Bebeto).
Gol: M�ller


Primeira Fase: 3o Jogo

Brasil 1 x Esc�cia 0

Data: 20/Junho/1990
Local: Stadio Delle Alpi
Cidade: Turim (It�lia)
�rbitro: H. Khol (�ustria)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Mauro Galv�o, Ricardo Gomes e Branco; Alem�o, Dunga e Valdo; Careca e Rom�rio (M�ller).
Gol: M�ller


Oitavas-de-Final

Brasil 0 x Argentina 1

Data: 24/Junho/1990
Local: Stadio Delle Alpi
Cidade: Turim (It�lia)
�rbitro: J. Quiniou (Fran�a)
T�cnico: Sebasti�o Lazzaroni
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Mauro Galv�o (Silas), Ricardo Gomes e Branco; Alem�o (Renato Ga�cho), Dunga e Valdo; Careca e M�ller.


Estados Unidos
Copa do Mundo de 1994

Eliminat�rias

Dias de agonia e �xtase

O mundo parece acabar nesta tarde de 25 de julho de 1993, em La Paz, quando a Sele��o perde pela primeira vez uma partida de Eliminat�rias - Bol�via 2 x 0. Sete dias antes, o time de Parreira j� decepcionara ao empatar sem gols com o Equador, no primeiro jogo valendo vaga para a Copa. Mas esta derrota para a Bol�via � uma devastadora onda de pessimismo. A imprensa passa a pedir a cabe�a do treinador e a exigir mudan�as na equipe. Nem a goleada de 5 x 1 sobre a Venezuela convence os mais c�ticos. O Uruguai, em Montevid�u, � o �lltimo jogo do primeiro turno das Eliminat�rias e uma derrota representa quase que o adeus ao sonho do tetra em 1994. Ra� faz 1 x 0, mas os uruguaios empatam. A press�o cresce. Parreira n�o se abala. "A Sele��o se classificar� quando jogar em casa", afirma. De fato, se o time ganhar as partidas que faltam, carimba o passaporte. No primeiro jogo de volta, vit�ria de 2 x 0 sobre o Equador, em S�o Paulo, sob vaias. "� como voltar para casa depois de uma viagem e ser estapeado pelo pai e pela m�e", queixa-se o goleiro reserva Gilmar. Sete dias depois, revanche contra a Bol�via, em Recife. Os pernambucanos recebem a Sele��o calorosamente, um carinho que continua durante toda a partida. Nem os 6 x 0 s�o suficientes, por�m, para convencer o resto do pa�s de que o time est� no caminho certo. No jogo seguinte, em Belo Horizonte, os jogadores voltam a entrar em campo de m�os dadas - gesto proposto por Ricardo Rocha e que simboliza a uni�o do elenco contra tudo e todos. Pouco adianta: a torcida vaia apesar dos 4 x 0 sobre a Venezuela. Falta agora apenas um jogo - de vida ou morte contra o Uruguai. M�ller, ent�o, titular, se machuca. A torcida e a imprensa pedem a convoca��o de Rom�rio. Zagalo, coordenador t�cnico da Sele��o, � contra: acha o atacante irrespons�vel, criador de casos. Mas Rom�rio chega. E, como o salvador da p�tria, despacha o Uruguai com dois gols e meia d�zia de jogadas inesquec�veis. Sonhar com o tetra em 1994 agora j� � poss�vel: o Brasil est� l�.

Brasil 0 x Equador 0

Data: 18/Julho/1993
Local: Est�dio Monumental
Cidade: Guayaquil (Equador)
P�blico: 60.000
�rbitro: Juan Carlo Losteau (Argentina)
Brasil: Taffarel; Jorginho, V�lber, M�rcio Santos e Branco; Lu�s Henrique (Dunga), Mauro Silva e Ra�; Bebeto, Careca (Evair) e Zinho.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Equador: Espinoza; Mu�oz, M�ximo Ten�rio, Capurro e Coronel; Carcelen, Carabali (Iv�n Hurtado), Fernandez e Aguynaga; �vilez e Chala (Eduardo Hurtado).
T�cnico: Dussan Draskovic


Brasil 0 x Bol�via 2

Data: 25/Julho/1993
Local: Est�dio Hern�n Siles Zuazo
Cidade: La Paz (Bol�via)
P�blico: 50.000
�rbitro: Juan Escobar (Paraguai)
Brasil: Taffarel; Cafu, V�lber, Marcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Lu�s Henrique (Jorginho) e Ra� (Palinha); Bebeto, M�ller e Zinho.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Bol�via: Trucco; Rimba, Quinteros, Sandy e Borja; Cristaldo, Melgar, Valdiejo e Etcheverry; S�nchez e Ramalho (Alvaro Pe�a).
Gols: Etcheverry aos 43min e Alvaro Pe�a aos 45min do segundo tempo


Brasil 5 x Venezuela 1

Data: 1/Agosto/1993
Local: Est�dio Pueblo Nuevo de San Crist�bal
Cidade: San Crist�bal (Venezuela)
P�blico: 13.000
�rbitro: Armando P. Hoyos (Col�mbia)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, M�rcio Santos e Branco; Ra� (Palhinha), Mauro Silva e Dunga; Bebeto, Careca (Evair) e Eliv�lton.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Venezuela: G�mez; Filosa, Hector Rivas, Gonzalez e Mathias; Rodriguez, Hernandez, Echenaussi e Chac�n; St�llin Rivas (Contreras) e Dolgetta (Juan Garc�a).
T�cnico: Ratomir Dujkovic
Gols: Ra� aos 34min do primeiro tempo; Bebeto aos 17min, Branco aos 19min, Bebeto aos 32min, Juan Garc�a aos 39 e Palhinha aos 42min do segundo tempo.
Expuls�o: Echenaussi


Brasil 1 x Uruguai 1

Data: 15/Agosto/1993
Local: Est�dio Centen�rio
Cidade: Montevid�u
P�blico: 64.000
�rbitro: Juan Bava (Argentina)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, M�rcio Santos e Branco; Dunga, Mauro Silva e Zinho; Bebeto (Ant�nio Carlos), Ra� e M�ller (Valdeir).
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Uruguai: Siboldi; Sanguinetti, Daniel S�nchez, Kanapsis e Cabrera; Mor�n, Ostolaza (Salazar) e Francescoli; Aguilera, Fonseca e Rub�n Sosa (Adrian Paz).
T�cnico: Luis Cubilla
Gols: Bebeto aos 28min do primeiro tempo; Fonseca aos 33min do segundo tempo.
Expuls�o: Ricardo Rocha


Brasil 2 x Equador 0

Data: 22/Agosto/1993
Local: Est�dio do Morumbi
Cidade: S�o Paulo (Brasil)
P�blico: 77.916
�rbitro: Jos� J. Torres (Col�mbia)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Gomes, M�rcio Santos e Branco (Cafu); Ra� (Palhinha), Dunga e Mauro Silva; Bebeto, M�ller e Zinho.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Equador: Espinosa; Coronel, M�ximo Ten�rio, Iv�n Hurtado e Capurro; Carcelen, Carabali, Fernandez (Gavica) e Chala; Mu�oz (Avil�s) e Eduardo Hurtado.
T�cnico: Dussan Draskovic
Gols: Bebeto aos 34min do primeiro tempo; Dunga aos 9min do segundo tempo.
Cart�o Amarelo: Carcelen, Iv�n Hurtado e M�rcio Santos.


Brasil 6 x Bol�via 0

Data: 29/Agosto/1993
Local: Est�dio do Arruda
Cidade: Recife (Brasil)
P�blico: 74.803
�rbitro: Oscar Velazquez (Paraguai)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Mauro Silva, Dunga e Ra�; Bebeto (Evair), M�ller e Zinho (Palhinha).
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Bol�via: Trucco; Borja, Rimba, Sandy e Quinteros; Cristaldo, Melgar, Baldivieso e Etcheverry (Juan Pe�a); S�nchez e Ramallo (Alvaro Pe�a).
Gols: Ra� aos 13min, M�ller aos 19min, Bebeto aos 23min, Branco aos 36min e Ricardo Gomes aos 45min do primeiro tempo; Bebeto aos 13min do segundo tempo.
Expuls�o: Dunga


Brasil 4 x Venezuela 0

Data: 5/Setembro/1993
Local: Est�dio do Mineir�o
Cidade: Belo Horizonte (Brasil)
P�blico: 74.803
�rbitro: Francisco Lamolina (Argentina)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Mauro Silva e Ra�; Valdeir (Lu�s Henrique), Evair, Palhinha e Zinho.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Venezuela: G�mez; Filosa, Hector Rivas, Morales e Carlos Garc�a; Rodriguez, Chac�n (Hernandez), Echenausi e Paez Pumar (Millilo); Tortorelo e Jaun Garc�a.
T�cnico: Ratomir Dujkovic.
Gols: Ricardo Gomes aos 27min, Valdeir aos 29min e Evair aos 31min do primeiro tempo; Ricardo Gomes aos 45min do segundo tempo.


Brasil 2 x Uruguai 0

Data: 19/Setembro/1993
Local: Est�dio do Maracan�
Cidade: Rio de Janeiro
P�blico: 101.533
�rbitro: Alberto Tejada (Peru)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Dunga, Mauro Silva e Ra�; Bebeto, Rom�rio e Zinho.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Uruguai: Siboldi; Mendes, Canals (Paz), Herrera, Kanapkis e Batista; Dorta, Guti�rrez e Francescoli (Salazar); Fonseca e Rub�n.
T�cnico: Ildo Manero
Gols: Rom�rio aos 26min e aos 36min do segundo tempo.
Cart�o amarelo: Branco, Mendes, Canals, Herrera, Guti�rrez, Francescoli e Rub�n Sosa.


Primeira Fase - 1o Jogo

Matador exibe suas armas

Faltando pouco mais de um m�s para o in�cio da Copa, o t�cnico Carlos Alberto Parreira divulga a lista dos convocados: os 22 eleitos s�o nomes h� muito anunciados. Com isso, a pol�mica que mexe com o pa�s h� pelo menos um ano fica centrada no cuidadoso esquema t�tico da equipe. Parreira chegara a dizer numa velha entrevista que "o gol � apenas um detalhe" no futebol. A frase �, na verdade, o enunciado da teoria batizada como "futebol de resultados": tentar vencer com o m�nimo de riscos, mesmo que a vit�ria assim conseguida n�o emocione os torcedores. Os jogadores convocados come�am a chegar de todas as partes do mundo. Mozer, com uma virose, � cortado j� na concentra��o de Teres�polis (RJ) e Aldair � chamado para seu lugar. Agora est� tudo pronto para o embarque rumo aos Estados Unidos, que acontece na noite de 25 de maio. A torcida, que j� n�o estava muito confiante, fica ainda mais desconfiada depois do empate em 1 x 1 contra o Canad�, no �ltimo jogo-treino antes da estr�ia contra a R�ssia. Pela televis�o, r�dios e jornais, o pa�s acompanha o que acontece durante esses dias nos Estados Unidos. Ricardo Gomes machuca-se e fica fora do Mundial. Ronald�o � chamado �s pressas para a sua vaga. Rom�rio e Branco n�o treinam por sentirem fortes dores musculares. O Brasil fica preocupado. Finalmento, no dia 17 de junho, a Sele��o entra em campo para seu primeiro jogo. Branco n�o joga mesmo, mas Rom�rio, o matador, est� l� exibindo suas armas. E � ele quem abre o caminho da vit�ria com um toque genial de p� direito depois de um escanteio cobrado por Bebeto. E � ele quem enlouquece os zagueiros russos, levando-os a cometer dois p�naltis. Um, o primeiro, o juiz n�o marca; o outro, Ra� converte. Uma boa vit�ria na mais tranq�ila estr�ia brasileira em uma Copa. � o primeiro passo e a torcida come�a a acreditar.

Brasil 2 x R�ssia 0

Data: 20/Junho/1994
Local: Stanford Stadion
Cidade: S�o Francisco (EUA)
P�blico: 81.061
�rbitro: An Yan Lim Kee Chong (Ilhas Maur�cio)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha (Aldair aos 27 do 2o), M�rcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga (Mazinho), Zinho e Ra�; Bebeto e Rom�rio.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
R�ssia: Kharin; Nikiforov, Gorlukovic e Ternavsky; Khlestov, Kuznetzov, Piatiniski, Tsymbalar e Karpin; Radchenko (Borodjuk aos 31 do 2o) e Iuran (Salenko aos 9 do 2o).
T�cnico: Pavel Sadyrim
Gols: Rom�rio aps 26 min do primeiro tempo; Ra� (p�nalti) aos 8min do segundo tempo.
Cart�es Amarelos: Nikiforov, Khlestov e Kuznetzov.


Primeira Fase - 2o Jogo

A realidade vence o mito

Camar�es fez um belo papel na Copa da It�lia, quatro anos antes, quando se mostrou um time alegre, criativo, voltado para o ataque. Era assim que o Brasil jogava em 1958, 1962 e 1970 - os anos dourados do tri - e, como essa fama ainda perdura na imprensa americana, os jornais de S�o Francisco acreditam que as duas equipes far�o o jogo dos sonhos dos torcedores. Mas basta a partida come�ar para se perceber que estavam enganados, pois nem Camar�es nem Brasil s�o mais os mesmos, convencidos que est�o de que competir � melhor. Por isso, os dois times s�o cautelosos e esperam pacientemente o momento do bote. Mas o Brasil � melhor, mais s�lido, mais consciente. Os africanos, que empataram o primeiro jogo com a Su�cia (2 x 2), sabem que sua chance de passar para a Segunda Fase est� em segurar ao menos o empate. J� o Brasil - tanto time como pa�s - sabe que a vit�ria � mera quest�o de tempo. Tempo que passa sem maiores emo��es at� que, aos 39, Rom�rio recebe um lan�amento de Dunga entre os zagueiros advers�rios, invade a �rea e toca rasteiro na sa�da do goleiro Bell. Anunciada quando o marcador ainda estava 0 x 0, a vit�ria deixa de ser uma quest�o de tempo para se transformar numa quest�o de tamanho. Porque os jogadores africanos passam a apelar para a viol�ncia e o lateral Song acaba expulso aos 18min do segundo tempo. Dois minutos depois, Dunga engana a defesa camaronesa e lan�a Jorginho, que cruza com perfei��o para a cabe�ada de M�rcio Santos. A Sele��o come�a a administrar suas energias. Ainda assim, Bebeto aproveita o rebote de mais uma jogada criada por Rom�rio para fazer 3 x 0. Em apenas dois jogos nesta Copa, o Brasil j� marcou um gol a mais do que o time que disputou o Mundial da It�lia. Melhor: est� classificado com anteced�ncia para a Segunda Fase. Sinal de que o futebol de resultados est� dando resultado. A torcida solta mais e mais roj�es.

Brasil 3 x Camar�es 0

Data: 24/Junho/1994
Local: Stanford Stadion
Cidade: S�o Francisco (EUA)
P�blico: 83.401
�rbitro: Arturo Brizio Carter (M�xico)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, M�rcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga, Zinho (Paulo S�rgio 30 do 2o) e Ra� (M�ller 36 do 2o); Bebeto e Rom�rio.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Camar�es: Bell; Tataw, Kalla, Song e Agbo; Libiih, Foe, Mbouh e Mfede (Maboang 27 do 1o); OmanBiyik e Embe (Milla 19 do 2o).
T�cnico: Henri Michel
Gols: Rom�rio aos 39min do primeiro tempo; M�rcio Santos aos 20min e Bebeto aos 27min do segundo tempo.
Cart�es Amarelos: Tataw, Kalla e Mauro Silva
Expuls�o: Song aos 18min do segundo tempo.


Primeira Fase - 3o Jogo

A Sele��o decide vencer

Com a presen�a j� garantida nas oitavas, o Brasil vai a Detroit enfrentar a tamb�m classificada Su�cia. � uma partida que s� tem import�ncia para quem pensa em escolher o advers�rio da pr�xima fase. Comenta-se que os jogadores e a comiss�o t�cnica do Brasil fizeram uma misteriosa reuni�o na noite de domingo, 26 de junho, para discutiur justamente essa quest�o: vencer ou empatar com a Su�cia para enfrentar os Estados Unidos no dia de sua indep�ndencia, quando os fortes sentimentos patri�ticos est�o ainda mais acirrados, ou entrgar o jogo e enfrentar provavelmente a Holanda> O capit�o Dunga, por exemplo, acha melhor jogar contra a Holanda, que, segundo ele, est� uma "baba". Assim quando os times entram em campo no estranho Silverdome - o primeiro est�dio coberto na hist�ria das Copas -, a pergunta que fica �: os jogadores seriam t�o pragm�ticos a ponto de perderem uma partida de prop�sito para terem um caminho mais f�cil? Os primeiros 20 minutos mostram que o time joga para vencer. S� que joga mal, sem saber como furar a retranca sueca. Aos 23min, Taffarel vai buscar pela primeira vez a bola nas redes, depois de Andersson acertar um chute perfeito por cobertura. O jogo continua inalterado, com a Sele��o Brasileira atacando improdutivamente pelo meio. "Mazinho, Mazinho", pede a torcida impaciente. Parreira vai ao vesti�rio parecendo n�o ter ouvido. Mas ouviu: Mazinho est� em campo. N�o, por�m, no lugar de Zinho que queriam as arquibancadas, mas na vaga de Mauro Silva. Na primeir adescida do Brasil, Rom�rio recebe livre na intermedi�ria. Mesmo perseguido por tr�s zagueiros, invade a �rea e bate rasteiro no canto esquerdo de Ravelli. O Silverdome se transforma numa monumental gafieira. A Sele��o continua invicta. Como em 1958, 1962 e 1970 - anos em que o Brasil tamb�m n�o escolheu advers�rios e foi tricampe�o do mundo.

Brasil 1 x Su�cia 1

Data: 28/Junho/1994
Local: Silverdome
Cidade: Detroit (EUA)
P�blico: 77.217
�rbitro: Sandor Phul (Hungria)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, M�rcio Santos e Leonardo; Mauro Silva (Mazinho intervalo), Dunga, Zinho e Ra� (Paulo S�rgio 38min do 2o); Bebeto e Rom�rio
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Su�cia: Ravelli; Roland Nilsson, Andersson, Kamark e Ljung; Schwarz (Mild 30 do 2o), Ingesson, Thern e Henrik Larsson (Blomqvist 19min do 2o); Brolin e Kennet Andersson.
T�cnico: Tommy Svensson
Gols: Kennet Andersson aos 23 min do primeiro tempo; Rom�rio a 1min do segundo tempo.
Cart�es Amarelos: Aldair e Mild


Oitavas-de-Final

O sufoco de 4 de julho

Encharcados de orgulho, entusiasmo e patriotismo, os americanos est�o acreditando que d� para vencer o Brasil pelas oitavas-de-final - vit�ria que encerraria em grande estilo as comemora��es de 4 de julho, o dia da independ�ncia dos Estados Unidos. Embora at� por elementares princ�pios de educa��o isso n�o seja dito nem pelos jogadores, nem pelos membros da comiss�o t�cnica, o fato � que a Sele��o Brasileira considera o time americano fraco, sem condi��es de amea�ar seriamente sua classifica��o para a pr�xima fase. E tanto a torcida como a imprensa est�o hoje mais entusiasmadas. Motivo: depois da p�ssima partida contra a Su�cia, o t�cnico Parreira resolvera finalmente mexer no time, escalando Mazinho no lugar de Ra�. Pela primeira vez em jogo envolvendo o Brasil, o Est�dio de Stanford, em S�o Francisco, n�o se tinge de verde e amarelo, mas, sim, de branco, azul e vermelho, as cores da bandeira americana. T�o exigida por jornalistas e torcedores, a presen�a de Mazinho no meio-campo n�o surte o efeito esperado neste in�cio de partida: o futebol do time � confuso, burocr�tico. Aos 11, a equipe ianque assusta com uma bola raspa perigosamente o gol de Taffarel. Rom�rio responde chutando na trave. Em seguida, Bebeto, de voleio, desperdi�a boa chance. Na sequ�ncia, Aldair e M�rcio Santos perdem um gol certo. A cada minuto, o time brasileiro fica cada vez mais tenso. N�o por sofrer amea�as s�rias, mas por causa de seus pr�prios defeitos. Aos 41, sem nenhuma justificativa, o sempre tranq�ilo lateral Leonardo d� uma cotovelada em Tab Ramos e acaba expulso. Mazinho vai para a lateral. Com um jogador a menos, como a Sele��o conseguir� furar o bloqueio americano no segundo tempo?, pergunta-se a torcida em sua ang�stia no intervalo. Mas o Brasil volta surpreendentemente melhor. Rom�rio aos 3, s� n�o marca porque o zagueiro Dooley salva sobre a linha. Aos 13, Zinho deixa Rom�rio sozinho com o goleiro Meola e - incr�vel! - o Baixinho perde. O time americano h� muito desistiu de armar qualquer ataque. S�o onze jogadores soldados atr�s da linha do meio do campo apostando em arrastar a partida, primeiro, para a prorroga��o e, com muita sorte, para os p�naltis. Press�o sufoco, ang�stia. Ainda mais que o est�dio inteiro, enlouquecido, n�o p�ra agora de gritar "IUESSEI, IUESSEI". Aos 28, Rom�rio, sempre ele, recua at� a intermedi�ria americana, livra-se de um advers�rio, avan�a e solta um passe genial para Bebeto livre pela direita. Bebeto recebe, infiltra-se �rea adentro e bate devagar cruzado, sem chance para Meola. Embora ainda faltem mais de 15 minutos para o final do jogo a vit�ria est� garantida, pois os americanos nunca souberam o que fazer com a bola no ataque. Mesmo criticado, o Brasil vai chegando. E mesmo sem encantar a torcida, � at� agora o melhor time da competi��o.

Brasil 1 x Estados Unidos 0

Data: 4/Julho/1994
Local: Stanford Stadion
Cidade: S�o Francisco (EUA)
P�blico: 84.147
�rbitro: Joel Quiniou (Fran�a)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, M�rcio Santos e Leonardo; Mauro Silva, Dunga Zinho (Cafu 23 do 2o) e Mazinho; Bebeto e Rom�rio.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Estados Unidos: Meola; Clavijo, Balboa, Lalas e Caligiuri; Tab Ramos (Wynalda intervalo), Dooley, Hugo P�rez (Wegerle 20 do 2o) e Sorber; Stewart e Cobi Jones.
T�cnico: Bora Milutinovic
Gol: Bebeto aos 28min do segundo tempo
Cart�es Amarelos: Jorginho, Mazinho, Tab Ramos, Clavijo e Dooley
Expuls�es: Leonardo aos 41min do primeiro tempo; Clavijo aos 40min do segundo tempo.


Quartas-de-Final

Emo��o em altas doses

H� um consenso entre jogadores, jornalistas e torcedores: de todos os advers�rios que a Sele��o enfrentou at� agora, a Holanda � o advers�rio mais dif�cil. � um time com experi�ncia, uma boa escola t�tica e jogadores de alto-n�vel, como o l�bero Koeman, o meio-campista Rijkaard e os atacantes Overmars e Bergkamp. Uma das grandes preocupa��es do lado brasileiro � a presen�a na lateral esquerda, em substitui��o a Leonardo, expulso contra os Estados Unidos. Por sentir fortes dores lombares desde que a delega��o desmbarcou nos Estados Unidos, Branco n�o participou anteriormente de nenhuma partida. Como � um jogador, que mesmo quando em forma, desagrada a boa parte da torcida, h� um sens�vel preocupa��o no ar quando a partida come�a. Afinal, cabe a ele marcar o r�pido e esperto Overmars. Em pleno ver�o de Dallas, surpreendentemente faz frio no Est�dio Cotton Bowl neste in�cio de jogo. Os primeiros minutos s�o de estudos, mas a Sele��o Brasileira transmite seguran�a e aos poucos vai tomando as r�deas da partida nas m�os. Aos 20, Rom�rio d� o primeiro chute a gol. Um cruzamento perigoso � a resposta holandesa. Zinho perde boa chance em seguida. Mauro Silva quase marca aos 29. Zinho, Aldair e Rom�rio deixam, por indecis�o, de marcar no final do primeiro tempo. � a melhor partida do time nesta Copa. No in�cio do segundo tempo, Rom�rio perde uma oportunidade que ele n�o � de desperdi�ar. At� o meio-campista Zinho est� jogando bem. Branco h� muito deixou de ser uma preocupa��o brasileira para se transformar num problema holand�s. N�o s� est� marcando bem a Overmars como tem boa participa��o nas jogadas de ataque. O dom�nio brasileiro � amplo. Mas falta mesmo o gol. E ele acontece aos 6 minutos: Aldair lan�a Bebeto pelo lado esquerdo do ataque. Bebeto avan�a e centra na medida para Rom�rio concluir com os dois p�s no ar, sem chance para De Goeij. O Brasil est� jogando um futebol de emocionar - vibrante, r�pido e inteligente que ainda n�o mostrara. S� d� o time azul em campo. O de laranja parece vencido. Aos 16, uma jogada antol�gica de Rom�rio: impedido quando a bola lhe � lan�ada, ele continua andando em dire��o ao campo brasileiro como se n�o a estivesse vendo. Seu marcador, enganado por sua displic�ncia, tamb�m continua andando. A bola passa sobre eles e Bebeto aproveita para entrar na �rea, driblar o goleiro e tocar para o gol vazio. � um marcador que faz justi�a ao futebol vibrante apresentado pelo Brasil. Dois minutos, por�m, M�rcio Santos falha e Bergkamp diminui. De repente, o jogo, f�cil, fica dif�cil. Aos 30, nova bobeada e Winter empata. De dif�cil a partida se torna dram�tica. Aos 36, Branco cava uma falta. Ele mesmo bate. Uma bomba. Brasil 3 x 2. Magoado com as cr�ticas, Branco batiza o gol de "gol cala-a-boca". Mas o Brasil n�o se cala. Grita, e grita: BRASIL!!!. O tetra est� cada vez mais perto.

Brasil 3 x Holanda 2

Data: 9/Julho/1994
Local: Cotton Bowl
Cidade: Dallas (EUA)
P�blico: 63.998
�rbitro: Rodrigo Badilla (Costa Rica)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, M�rcio Santos e Branco (Cafu 45 do 2o); Mauro Silva, Dunga, Zinho e Mazinho (Ra� 35 do 2o); Bebeto e Rom�rio.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Holanda: De Goeij; Winter, Valckx, Koeman e Rob Witschge; Rijkaard (Ronald de Boer 19 do 2o), Wouters e Jonk; Overmars, Bergkamp e Van Vossen (Roy 8 do 2o).
T�cnico: Dick Advocaat
Gols: Rom�rio aos 6min, Bebeto aos 16min, Bergkamp aos 18min, Winter aos 30min e Branco aos 36min do segundo tempo.
Cart�es Amarelos: Winter, Dunga e Wouters.


Semifinal

Vit�ria com gosto de f�bula

Agora sim, o Brasil est� realmente empolgado com a Sele��o. Desde o final da emocionante partida contra a Holanda, as ruas do pa�s j� n�o s�o mais as mesmas. Autom�veis, �nibus e caminh�es carregam bandeiras de todos os tamanhos e levam fitas verde-amarelo amarradas nas antenas do r�dio. Torcedores com o uniforme brasileiro est�o em toda a parte. Essa � a nova paisagem de um pa�s que passou a acreditar em seu time. A Su�cia, advers�ria da Semifinal, n�o mete medo. � uma equipe fisicamente forte, cuja maior virtude est� na marca��o dura e incans�vel que exerce a partir do meio-campo. � essa justamente a grande preocupa��o do t�cnico Carlos Alberto Parreira. "N�o vai ser f�cil entrar na defesa deles. A Su�cia est� marcando cada vez melhor", previa. A Sele��o pisa no gramado do Est�dio Rose Bowl, em Los Angeles, vestida toda de azul: camisa, cal��o e meia - um can�rio cor de anil, que no in�cio provoca um desconforto psicol�gico na torcida por sua vis�o inusitada. O time sueco, de branco, mostra desde o instante em que a bola come�a a rolar que vai usar e abusar de sua �nica qualidade not�vel: seu reconhecido poder de marca��o. Com disclina t�tica, os jogadores de branco bloqueiam os espa�os e formam uma muralha ao redor da �rea do goleiro Ravelli. Ainda assim, o Brasil cria boas oportunidades. Aos 13, Zinho perde gol feito. Aos 25, o zagueiro Andersson salva sobre a linha um chute de Rom�rio, e Mazinho, na pequena �rea desperdi�a o rebote. Aos 32, � a vez de Rom�rio - at� ent�o infal�vel nas conclus�es - jogar fora outra ble chance. Bebeto dribla, desloca-se com intelig�ncia, d� passes na medida para os companheiros. � o melhor de uma equipe que, advers�rio domado, n�o consegue derrub�-lo. O primeiro tempo termina 0 x 0, resultado que deixa a torcida apreensiva, j� que os deuses do futebol costumam castigar os times que perdem tantas oportunidades. Na segunda etapa, Ra� entra no lugar de um Mazinho t�mido, inseguro, decepcionante. A Su�cia volta melhor, procura arriscar mais, mas � Zinho, aos 9, que por pouco n�o marca um gola�o de fora da �rea. A ang�stia cresce. � inacredit�vel que o dom�nio exercido pela Sele��o n�o se transforme em gols. Aos 17, o capit�o sueco Thern � expulso por entrada feia em Dunga. Com um homem a menos, a Su�cia resiste. O Brasil parece um lutador que, depois de bater durante a luta inteira no advers�rio, n�o sabe mais o que fazer para chegar � vit�ria. Faltando apenas dez minutos, decidir nos p�naltis � uma hip�tese que ganha corpo. Mas Bebeto lan�a Jorginho livre pelo lado direito. Ele corre at� a lateral da �rea e centra. Rom�rio salta entre os gigantes suecos e cabeceia a direita de Ravelli. � um gol com sabor de f�bula antiga: um jogador baixinho, 1,68m, usa sua �nica arma ofensiva do advers�rio, a cabe�ada, para derrot�-lo. Um gol que coloca o Brasil em sua quinta decis�o. E logo contra a It�lia! O Brasil vai dormir certo de que a hora de vingar Sarri� finalmente chegou.

Brasil 1 x Su�cia 0

Data: 13/Julho/1994
Local: Est�dio Rose Bowl
Cidade: Los Angeles (EUA)
P�blico: 91.794
�rbitro: Jos� Joaqu�n Torres Cadena (Col�mbia)
Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, M�rcio Santos e Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Ra�, intervalo) e Zinho; Bebeto e Rom�rio.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
Su�cia: Ravelli; Roland Nilsson, Andersson, Bjorklund e Ljung; Thern, Ingesson, Mild e Brolin; Dahlin (Rehn 22 do 2o) e Kennet Andersson.
T�cnico: Tommy Svenson
Cart�es Amarelos: Zinho, Ljung e Brolin
Expuls�o: Thern aos 17min do segundo tempo<>

Final

Brasil, camp�o do s�culo

Em 1970, Brasil e It�lia, bicampe�es mundiais, decidiam qual deles seria o primeiro tri da hist�ria. Em 1994, Brasil e It�lia, agora tricampe�es, decidem qual deles chega primeiro ao tetra - honra que poderia ser, no m�ximo, igualada neste s�culo, jamais ultrapssada. A Sele��o Italiana, seguindo uma tradi��o inaugurada em 1982, na Espanha, come�ou a Copa muito mal, s� conseguindo a classifica��o para a Segunda Fase por ter feito um gol a mais que a Noruega. Venceu depois a Nig�ria pelas oitavas-de-final na prorroga��o (2 x 1), a Espanha pelas quartas (2 x 1) e a Bulg�ria pelas Semifinais (tamb�m por 2 x 1). O time brasileiro ao contr�rio, iniciou bem a competi��o, caiu de produ��o, mas voltou a mostrar bom futebol a partir das quartas-de-finbal. Com o t�tulo de campe�o do s�culo em disputa, o Brasil almo�a mais cedo e vai para a frente da televis�o. Tamb�m o mundo est� de olhos colados na telinha neste 17 de julho. A Sele��o, vestindo seu uniforme verde-amarelo, joga completa. Idem a It�lia, embora suas duas maiores estrelas - Baresi e Roberto Baggio - n�o estejam em suas melhores condi��es f�sicas. � o Brasil quem come�a for�ando, enquanto o advers�rio apenas se defende � espera de uma brecha para contragolpear. Rom�rio tem boa chance, mas cabeceia fraco em cima de Pagliuca, e Bebeto desperdi�a uma oportunidade ainda mais clara. Jorginho, aos 20, se machuca ao fazer sua melhor jogada pela direita. Cafu entra e a It�lia ganha espa�os para o contra-ataque. Num deles, Massaro, cara a cara com Taffarel, chuta sobre o goleiro brasileiro. Logo depois Mazinho fura espetacularmente com Rom�rio e Bebeto livres na �rea. O primeiro tempo acaba. Um primeiro tempo de respeito entre as duas equipes e bastante confuso na arbitragem, com o juiz H�ngaro Sandor Phul s� apitando faltas a favor da It�lia e o bandeirinha paraguaio Venancio Zarate n�o assinalando os impedimentos brasileiros. Come�a o segundo tempo. Mauro Silva � o grande destaque canarinho e Baresi mostra porque � um dos melhores l�beros do mundo. Nenhuma das equipes se exp�e. Aos 30, Mauro Silva chuta, a bola escapa de Pagliuca, bate na trave e volta �s m�os do goleiro. O jogo so s�culo vai para a prorroga��o. Bebeto perde nova chance. Em seguida, � Baggio quem obriga Taffarel a fazer grande defesa. Viola entra no lugar de Zinho no segundo tempo e incendeia o time. Rom�rio perde o gol mais feito da partida. O final � dram�tico, com o Brasil for�ando e a It�lia defendendo-se heroicamente. N�o tem jeito. A decis�o vai para os p�naltis. Baresi perde a primeira cobran�a. M�rcio Santos tamb�m. Albertini converte. Rom�rio iguala. Evani faz 2 x 1 para a It�lia. Branco empata. Taffarel defende o chute de Massaro. Dunga bota o Brasil na frente: 3 x 2. Baggio enche o p� e joga por cima do gol brasileiro. Os jogadores correm, pulam, se abra�am. Brasil, tetracampe�o do mundo. Brasil, campe�o do s�culo.

Brasil 0 x It�lia 0

Data: 17/Julho/1994
Local: Est�dio Rose Bowl
Cidade: Los Angeles (EUA)
P�blico: 94.194
�rbitro: Sandor Phul (Hungria)
Brasil: Taffarel; Jorginho (Cafu 20 do 1o), Aldair, M�rcio Santos e Branco; Mauro Zilva, Dunga, Mazinho (Viola 1 do 2o da prorroga��o); Bebeto e Rom�rio.
T�cnico: Carlos Alberto Parreira
It�lia: Pagliuca; Mussi (Apolloni 34 do 1o), Baresi, Benarrivo e Maldini; Dino Baggio (Evani 5 do 1o da prorroga��o), Donadoni, Berti e Albertini; Baggio e Massaro.
T�cnico: Arrigo Sachi
Decis�o por P�naltis: Brasil 3 (Rom�rio, Branco e Dunga) x It�lia 2 (Albertini e Evani)
Cart�es Amarelos: Mazinho, Apolloni, Albertini e Cafu


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