Ante Obsidiados
 

As imperfeições morais do homem
constituem-lhe, ao longo da existência física,
o calvário através do qual se depura.
 
São elas que respondem pelas suas atuais
aflições, porque  procedem do passado,
quando fracassou, e persistem por
falta de valor e decisão do Espírito comprometido,
que ainda não se resolveu por superá-las.
 
Graças a sua presença, que se constitui
em brecha larga, penetram os Espíritos
infelizes que se afinam com o endividado
e produzem os variados processos de obsessão.
 
Enfermidade grave que grassa com larga margem de
contaminação, encontra receptividade no psiquismo dos
homens descuidados, que lhe tombam nas malhas de
complexa e difícil libertação.
 
Toda a complexidade reside no fato de que
os envolvidos na trama que ora os reúne
outra vez, são semelhantes moralmente,
exigindo da vitima humana um esforço que
esta quase nunca se dispõe a realizar.
 
A dificuldade se estabelece, na cura,
em razão do denodo com que se deve aplicar
o homem pela própria transformação
moral, sem a qual o fenômeno obsessivo se
alonga até as conseqüências mais lamentáveis.
 
O que para as demais criaturas passa
despercebido, no capítulo das imperfeições morais,
os Espíritos perturbadores e enfermos
identificam, em razão da afinidade que se
estabelece naturalmente entre os primeiros e eles.
 
Sem que se opere a real mudança de
comportamento moral do enfermo
espiritualmente, todo o esforço que os
outros apliquem a seu favor, será um
paliativo ou de resultado nulo.
 
A diagnose da obsessão é fácil. O seu
tratamento é mais difícil.
 
Não somente se faz necessário esclarecer
o perseguidor que se encontra semilouco,
senão educar aquele que lhe sofre a
pressão, a fim de que se rompam os vínculos
que os imanam.
 
A prece sincera acalma a situação, no entanto,
só a renovação intima do paciente,
interrompe a constrição danosa.
 
A fluidoterapia afasta temporariamente
o agente da perturbação, entretanto,
somente a elevação moral do obsidiado 
equaciona o problema.
 
Há casos em que o hospedeiro mental
da obsessão, pela gravidade do cometimento,
não pode agir por vontade própria; apesar
disso, aos primeiros sinais de melhora, resultante
do auxilio que recebe, soa-lhe o momento de
realizar a sua parte, que é sempre a mais importante.
 
Há obsessão porque existe conta a ajustar.
 
O cobrador, que é infeliz, amargura o devedor,
que se nega ao resgate do compromisso.
 
Não produzindo no bem o suficiente para
anular o mal que praticou, tomba,
irremissivelmente, nesse mal em que se
compraz, tornando-se vítima da própria
incúria, portanto, da obsessão.
 
Diante de pessoas portadoras de obsessão,
tem bondade e paciência para com elas,
mas, não as iludas com promessas de curas
sem esforço e sem sacrifício pessoal.
 
Esclarece o desencarnado para que renuncie
à pugna, todavia, educa o doente para que
mude de atitude mental e situação
moral, sem as quais serão baldados quaisquer
esforços.
 
Mesmo Jesus quando curava qualquer
enfermo, recomendava que o mesmo não
voltasse a pecar, a fim de que não lhe
acontecesse algo pior, ensinando que só a
libertação das imperfeições morais dá ao
homem a paz e a saúde integral.
 
(Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco)
 

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Carma de solidão
 

Caminhas, na Terra, experimentando
carência afetiva e  aflição, que acreditas
não ter como superar.
 
Sorris, e tens a impressão de que e´um
esgar que te sulca a face.
 
Anelas por afetos e constatas que a
ninguém inspira amor, atormentando-te,
não, poucas vezes, e resvalando
na melancolia injustificável.
 
Planejas a felicidade e lutas por consegui-la,
todavia, descobres-te a sos, carpindo
rude angústia interior.
 
Gostarias de um lar em festa, abençoado por
filhos ditosos e um amor dedicado que te
coroassem a existência com os louros da
felicidade.
 
Sofres e considera-te desditoso.
 
Ignoras, no entanto, o que se passa com os
outros, aqueles que se te apresentam felizes,
que desfilam nos carros do aparente triunfo,
sorridentes e engalanados.
 
Também eles experimentam necessidades
urgentes, em outras áreas, não menos afligentes
que as tuas.
 
Se os pudesses auscultar, perceberias como te
invejam alguns daqueles cuja felicidade cobiças...
 
A vida, na Terra, e´feita de muitos paradoxos.
E isto se da em razão de ser um planeta de
provações, de experiências reeducativas, de
expiações redentoras.
 
Assim, não desfaleças, porquanto e´o teu carma de
solidão.
 
Faze, desse modo, uma pausa, nas tuas considerações
pessimistas e muda de atitude mental, reintegrando-te
na ação do Bem.
 
O que ora te falta, malbarataste.
 
Perdeste, porque descuraste enquanto possuías, o de
que agora tens necessidade.
 
A invigilância levou-te ao abuso, e delinqüiste contra o
amor.
 
A tua consciência espiritual sabe que necessitas de
expungir e de reparar, o que te leva, nas vezes em que
o jubilo te visita, a retornar `a tristeza, rememorar
sofrimentos, fugindo para a tua solidão...
 
Alem disso, e´muito provável que, aqueles a quem
magoaste, não se havendo recuperado, busquem-te,
psiquicamente, assim te afligindo.
 
Reage com otimismo `a situação e enriquece-te de
propósitos superiores, que deves por em execução.
 
Ama, sem  aguardar  resposta.
 
Serve, sem pensar em recompensa.
 
O que ora facas no Bem , atenuara´, liberara´ o  que
realizaste equivocadamente e, assim, reencontrar-te-ás
com o amor, em nome dAquele que permanece ate
agora entre nos como sendo o Amor não Amado, porem,
amoroso de sempre.
 
(Joanna de Angelis - Divaldo P.Franco)
 

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Nostalgia e Depressão
 

As síndromes de infelicidade cultivada
tornam-se  estados patológicos mais profundos
de nostalgia, que induzem à depressão.
 
O ser humano tem necessidade de auto-
expressão, e isso somente é possível quando
se sente livre.
 
Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento,
torna-se joguete da nostalgia e da depressão,
perdendo a liberdade de movimentos, de ação
e de aspiração, face ao estado sombrio em que
se homizia.
 
A nostalgia reflete evocações inconscientes,
que parecem haver sido ricas de momentos
felizes, que não mais se experimentam.
Pode proceder de existências transatas do
Espírito, que ora as recapitula nos recônditos
profundos do ser. lamentando, sem dar-se conta,
não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.
 
Toda perda de bens e de dádivas de prazer,
de júbilos, que já não retornam, produzem
estados nostálgicos. Não obstante, essa
apresentação inicial é saudável, porque
expressa equilíbrio, oscilar das emoções
dentro de parâmetros perfeitamente naturais.
Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia,
gerando tristeza e pessimismo, torna-se
distúrbio que se agrava na razão direta em
que reincide no comportamento emocional.
 
A depressão é sempre uma forma patológica
do estado nostálgico.
 
Esse deperecimento emocional, fez-se também
corporal, já que se entrelaçam os fenômenos
físicos e psicológicos.
 
A depressão é acompanhada, quase sempre,
da perda da fé em si mesmo, nas demais
pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não
conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque
se esfacelam ante as reações aflitivas do
organismo físico. Não se acreditar capaz de
reagir ao estado crepuscular, caracteriza
a gravidade do transtorno emocional.
 
Tenha-se em mente um instrumento qualquer.
Quando harmonizado, com as peças ajustadas,
produz, sendo utilizado com precisão na
função que lhe diz  respeito. Quando
apresenta qualquer irregularidade mecânica,
perde a qualidade operacional. Se a deficiência
é grave, apresentando-se em alguma peça
relevante, para nada mais serve.
 
Do mesmo modo, a depressão tem a sua
repercussão orgânica ou vice-versa. Um
equipamento desorganizado não pode
produzir como seria de desejar. Assim,
o corpo em desajuste leva a estados
emocionais irregulares, tanto quanto esses
produzem sensações e enarmonias perturbadoras
na conduta psicológica.
 
No seu início, a depressão se apresenta como
desinteresse pelas coisas e pessoas que antes
tinham sentido existencial, atividades que
estimulavam à luta, realizações que
eram motivadoras para o sentido da vida.
 
À medida que se agrava, a alienação faz que
o paciente se encontre em um lugar onde
não está a sua realidade. Poderá deter-se em
qualquer situação sem que participe da
ocorrência, olhar distante e a mente sem
ação, fixada na própria compaixão, na
descrença da recuperação da saúde.
Normalmente, porém, a grande maioria de
depressivos pode conservar a rotina da vida,
embora sob expressivo esforço, acreditando-
se incapaz de resistir à situação vexatória,
desagradável, por muito tempo.

Num estado saudável, o indivíduo sente-se
bem, experimentando também dor, tristeza,
nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da
normalidade é característica dela mesma. Todavia,
quando tais ocorrências produzem
infelicidade, apresentando-se como verdadeiras
desgraças, eis que a depressão se está fixando,
tomando corpo lentamente, em forma de
reação ao mundo e a todos os seus elementos.
 
A doença emocional, desse modo, apresenta-se
em ambos os níveis da personalidade humana:
corpo e mente.
 
O som provém do instrumento. O que ao segundo
afeta, reflete-se no primeiro, na sua qualidade
de exteriorização.
 
Idéias demoradamente recalcadas, que se negam a
externar-se - tristezas, incertezas, medos, 
ciúmes, ansiedades - contribuem para estados
nostálgicos e depressões, que somente podem
ser resolvidos, à medida que sejam liberados,
deixando a área psicológica em que se
refugiam e libertando-a da carga emocional
perturbadora.
 
Toda castração, toda repressão produz efeitos
devastadores no comportamento emocional,
dando campo à instalação de desordens da
personalidade, dentre as quais se destaca a
depressão.
 
É imprescindível, portanto, que o paciente
entre em contato com o seu conflito, que o
libere, desse modo superando o estado
depressivo.
 
Noutras vezes, a perda dos sentimentos,
a fuga para uma aparência indiferente
diante das desgraças próprias ou alheias,
um falso estoicismo contribuem para que
o fechar-se em si mesmo, se  transforme em
um permanente estado de depressão, por
negar-se a amar, embora reclamando da falta
de amor dos outros.
 
Diante de alguém que realmente se
interesse pelo seu problema, o paciente pode
experimentar uma explosão de lágrimas,
todavia, se não estiver interessado
profundamente em desembaraçar-se
da couraça retentiva, fechando-se outra vez
para prosseguir na atitude estóica em que
se apraz, negando o mundo e as ocorrências
desagradáveis, permanecerá ilhado no
transtorno depressivo.
 
Nem sempre a depressão se expressará de
forma autodestrutiva, mas com estado de
coração pesado ou preso, disfarçando
o esforço que se faz para a rotina
cotidiana, ante as correntes que prostram
no leito e ali retêm.
 
Para que se logre prosseguir, é comum ao
paciente a adoção de uma atitude de rigidez,
de determinação e desinteresse pela sua
vida interna, afivelando uma máscara ao
rosto, que se apresenta patibular, e podem
ser percebidas no corpo essas decisões
em forma de rigidez, falta de movimentos
harmônicos...
 
Ainda podemos relacionar como psicogênese
de alguns estados depressivos com impulsos
suicidas, a conclusão a que o indivíduo chega,
considerando-se um fracasso na sua condição,
masculina ou feminina, determinando-se por
não continuar a existência. A situação se
torna mais grave, quando se acerca de uma
idade especial, 35 ou 40 anos, um pouco
mais, um pouco menos, e lhe parece que
não conseguiu o que anelava, não se
havendo realizado em tal ou qual área, embora
noutras se encontre muito bem. Essa reflexão
autopunitiva dá gênese a estado depressivo com
indução ao suicídio.
 
Esse sentimento de fracasso, de impossibilidade
de êxito pode, também, originar-se em
alguma agressão ou rejeição na infância,
por parte do pai ou da mãe, criando uma
negação pelo corpo ou por si mesmo, e,
quando de causa sexual, perturbando
completamente o amadurecimento e a expressão
da libido.
 
Nesse capítulo, anotamos a forte incidência
de fenômenos obsessivos, que podem desencadear
o processo depressivo, abrindo espaço para
o suicídio, ou se fixando, a partir do transtorno
psicótico, direcionando o paciente para a
etapa trágica da autodestruição.
 
Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios,
é de relevante importância para o enfermo
considerar que não é doente, mas que
se encontra em fase de doença, trabalhando-se
sem autocomiseração, nem autopunição para
reencontrar os objetivos da existência. Sem
o esforço pessoal, mui dificilmente será
encontrada uma fórmula ideal para o
reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de
neurolépticos.
 
O encontro com a consciência, através de
avaliação das possibilidades que se
desenham para o ser, no seu processo evolutivo,
tem valor primacial, porque liberta-o da fixação
da idéia depressiva, da auto-compaixão,
facultando campo para a renovação mental e a
ação construtora.
 
Sem dúvida, uma bem orientada disciplina
de movimentos corporais, revitalizando os
anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui
de forma valiosa para a libertação dos
miasmas que intoxicam os centros de força.
 
Naturalmente, quando o processo se instala -
nostalgia que conduz à depressão -
a terapia bioenergética (Reich,
como também a espírita), a logoterapia
(Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as
síndromes, o concurso do psicoterapeuta
especializado, bem como de um grupo de
ajuda, se fazem indispensáveis.
 
A eleição do recurso terapêutico deve ser feita
pelo paciente, se dispuser da necessária
lucidez para tanto, ou a dos familiares, com
melhor juízo, a fim de evitar danos
compreensíveis, os quais, ocorrendo,
geram mais complexidades e dificuldades
de recuperação.
 
Seja, no entanto, qual for a problemática
nessa área, a criação de uma psicosfera
saudável em torno do paciente, a mudança
de fatores psicossociais no lar e mesmo
no ambiente de trabalho constituem valiosos
recursos para a reconquista da saúde
mental e emocional.
 
O homem é a medida dos seus esforços e lutas
interiores para o autocrescimento, para a
aquisição das paisagens emocionais.
 
 
(Amor Imbatível Amor - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)
 
 

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Respeito à Mediunidade


Oportunidade de edificação interior, mediante 
correta educação, e aplicada ao serviço nobre, 
a mediunidade deve merecer o mais irrestrito 
contributo de respeito.

Considerada fonte de inspiração divina na 
antiguidade, perseguida no período medieval, 
menoscabada por inúmeros cientistas, encontra, 
nos dias hodiernos, receptividade e carinho.

Os médiuns, por isso mesmo, devem acautelar-se 
contra as surtidas da própria, como da 
insensatez que conduz grande parte da sociedade 
ao desequilíbrio, preservando-se na conduta 
moral sadia, sem alarde nem exotismo do 
comportamento que faz o agrado da vulgaridade, 
derrapando pela vala do ridículo.

Olhada com suspeita pelos herdeiros das tradições 
do passado, examinada com excessivo entusiasmo 
pelos iniciantes das experiências psíquicas, é, 
no entanto, porta de acesso ao mundo espiritual, 
por onde transitam informações e diretrizes que 
sempre devem merecer análise racional e observação 
cuidadosa, a fim de se evitarem problemas que são 
mais do caráter do médium do que da própria 
faculdade.

Diante dela, nem uma dúvida sistemática, tampouco 
uma constante aceitação tácita.

Face a quaisquer colocações mediúnicas, tal como 
ocorre na vida normal, passa pelo crivo da razão 
o que te chegue ao conhecimento, o que te seja 
solicitado.

Abstém-te de aceitar como corretas mas manifestações 
bulhentas, espalhafatosas, os comportamentos 
alienados.

A paranormalidade encontra-se em todas as criaturas 
em maior ou menor grau de desenvolvimento.

A Doutrina Espírita dá-lhe orientação e disciplina, 
ampliando-lhe o campo de ação e respeitabilidade, 
graças ao que se transforma em bênção a favor de 
ti mesmo, bem como do teu próximo.

Acurar meditação e estudar as potencialidades 
mediúnicas são deveres inadiáveis.

Tendo em vista os objetivos edificantes que 
lhe programam a conduta espírita, é muito 
justo que os médiuns evitem os espetáculos 
que chamam a atenção e não passam de 
divertimento a caminho da frivolidade.

Considerando-se a pesada carga de sofrimentos 
que se encontram nas mentes e nos corações 
humanos, é lícito oferecer-se a mediunidade 
para a tarefa de consolação e de esclarecimento, 
penetrando nas causas das aflições e buscando 
erradicá-las.

Vive, portanto, de tal modo com discreção e 
equilíbrio, que a tua conduta revele a excelência 
das tuas faculdades medianímicas.

Jesus, que era por excelência o Médium de Deus, 
jamais vulgarizou as forças espirituais que O 
caracterizavam, tendo sempre o cuidado de evitar 
a frivolidade ou o desrespeito em Sua volta.

Agindo sempre no bem, fez-Se o exemplo do servidor 
sem alarde, consciente do dever que Lhe cumpria 
executar.

Seguindo-O, faze o mesmo.


(Seara do Bem - Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco)

 
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Ação de Equilíbrio

A fim de que logres superar-te, faz-se 
necessário controlar as tuas reações.

Por instinto reages, vitimado pelo mecanismo 
automático da defesa pessoal.

Ao fazê-lo, agrides, deixando-te vitimar pela 
ira ou pela revolta, que te desequilibram, 
intoxicando-te o sistema nervoso e abrindo 
espaços para futuras distonias emocionais.

É indispensáveis que aprendas a agir com rapidez, 
evitando as sucessivas desordens que se 
apresentam como atitudes desconcertantes.

Usar a palavra correta, no momento certo, é um 
passo feliz, como efeito da postura mental 
equilibrada diante dos acontecimentos.

Todavia, se te ocorrer a reação infeliz em relação 
a pessoas ou situações, faze uma revisão mental 
da atitude e recupera-te.

Há momentos, nos quais deves responder e agir com 
energia, com decisão, que dispensam a agressividade 
e o aborrecimento.

A calma, que resulta de uma conduta mental ordeira, 
leva-te a agir corretamente.

Se ela não te é habitual, busca-a mediante 
exercícios da vontade e da oração. Através da prece 
a receberás de Cristo, mantendo-te em unidade com 
Ele.

A tua boa vontade e o teu esforço vincular-te-ão à 
Fonte Geradora de Vida.

Aqueles que te amam, ouvem-te pelo que és em relação 
a eles e não pelo que dizes. Nem todos, porém.

O teu verbo reflete, freqüentemente, o teu estado 
interior.

Expressa-o sem melifluidade, mas, também, sem 
agressão.

Da mente à palavra e desta à ação, realiza um esforço 
de crescimento emocional.

Acostumar-te-ás a agir, pensando antes, ao invés de 
reagires para pensar depois.

Quando ages, consegues êxito.

Quando reages, arrependes-te mais tarde.

As ações programadas levam ao sucesso.

As reações sucessivas facultam o desastre.

A tua existência física faz parte de um compêndio de 
experiências adrede estabelecidas, através das quais 
se organizam as tuas futuras atividades.

Vive, de tal forma, que a cada ação suceda um efeito 
benéfico, oferecendo-te ocasião de crescimento e 
libertação interior.

A ação do bem incessante é a expressão mais elevada do 
amor de Deus, servindo-nos de modelo para todas as 
horas.

(Vigilância - Joanna de Angelis - 
Divaldo P. Franco)

 
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Falando ao Trabalhador


Trabalhador da vida persevera agindo no 
bem.

As criaturas na Terra, de certo modo, se 
parecem com matérias brutas antes de serem 
trabalhadas.

Diante do solo que te não pode oferecer 
argila para a olaria ou leiras para a 
sementeira, evita a blasfêmia.

Trabalha a terra, dando-lhe o amor que te 
escorre abundante e amparando-a com a dádiva 
da linfa vivificante.

Ante a montanha não amaldiçoes as pedras.

Trabalha-as e arrancarás formas preciosas.

Frente à árvore retorcida não lhe desprezes 
os galhos.

Trabalha o lenho, retirando tábuas e mourões 
que ensejem agasalhos e utilidades.

Face ao ferro envelhedio e gasto não o 
injuries.

Trabalha nele com o auxílio do fogo e aplica-
o em vários usos.

Defrontando o lodo não o insultes.

Trabalha, drenando-o, e conseguirás aí 
abençoada seara que se cobrirá, oportunamente, 
de flores e frutos.

Há muitos corações, igualmente assim, na 
estrada dos homens.

Espíritos difíceis de entender, empedernidos 
na indiferença, retorcidos pelo ódio, 
envelhecidos no erro, perdidos na inutilidade, 
comprazendo-se na ignorância e na crueldade.

Não reclames nem os desprezes.

Abre os braços e socorre-os em nome o amor. 
Quando te seja possível trabalha junto a eles 
e neles, confiante no Divino Trabalhador.

Possivelmente os resultados não virão logo nem 
o êxito do trabalho surgirá de imediato.

Muitas vezes sangrarão tuas mãos na execução 
da obra e dilacerarás o próprio coração.

De início a dificuldade, o esforço e a 
perseverança no trabalho.

Mais tarde a assistência carinhosa e o zelo 
cuidadoso.

Por fim surpreenderás, feliz, a vitória do 
trabalho paciente, sorrindo como flores na lama, 
saudando a beleza e a glória da vida em nome 
de Jesus, o Obreiro da felicidade de nós todos.

(Espírito e Vida - Joanna de Angelis - 
Divaldo P. Franco)


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Participação na Felicidade

Quando alguém chora acoimado por este 
ou aquele problema, fácil é participares 
do seu drama, dilatando esforços para 
diminuir-lhe o padecimento.

Ante a fome ou a enfermidade experimentas 
o apelo aos elevados sentimentos que te 
concitam à ajuda automática e rápida.

Sem dúvida todo socorro que se oferta a 
alguém que sofre é de relevante significação.

Caridade, sim, a dádiva material e o gesto 
moral de solidariedade.

Indispensável, porém, não te deteres na 
superfície da realização.

Há os que são solidários na dor, assumindo 
a posição de benfeitores, em lugar de realce 
com o que se realizam interiormente.

Todavia, quando defrontam amigos em 
prosperidade, companheiros em evidência, 
conhecidos em situação de relevo, deixam-se 
ralar por mágoa injustificável, transformando-
se em fiscais impenitentes e acusadores 
severos que não perdoam a ascensão do próximo.

Ressentimentos se acumulam nas paisagens 
íntimas, e, azedos, referem-se ao êxito 
alheio, vencido por torpe inveja.

Não sabem o preço do triunfo de qualquer 
procedência, quando na Terra.

Ignoram os contributos que deve doar todo 
aquele que se alça a situação de destaque.

Farpas de maledicência e doestos do ciúme, 
perseguição sistemática disfarçada de sorrisos, 
ausência de amigos legítimos tornam as 
ilusórias horas douradas do homem de relevo 
em momentos difíceis de ser vencidos.

Assume posição diferente.

Sem que te faças interessado no que ele tem 
ou é, rejubila-te com o progresso de quem 
segue contigo.

Quando alguém se eleva, com ele se ergue 
toda a Humanidade. Quando cai é prejuízo 
na economia moral do planeta.

Solidário na dificuldade do teu irmão, 
participa dos júbilos do teu próximo para que 
a ingestão do veneno do despeito e do tóxico 
da animosidade não te destrua a alegria de 
viver.

Ser feliz com a felicidade alheia é também 
forma de caridade cristã.

(Leis Morais da Vida - Joanna de Angelis- Divaldo P. Franco)



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Objurgatórias

Explicas a rebeldia atual e a debandada das 
trilhas luminosas da fé, porque a decepção 
marcou as experiências religiosas em que te 
envolveste, povoando-te de aflição e ralando-
te o coração de dor.

Pedias paz e encontraste somente lutas.

Esperavas tranqüilidade e achaste inquietude.

Desejavas saúde e enfrentaste enfermidades.

Aguardavas solicitude do Alto e os Ouvidos 
Cerúleos pareciam-te moucos às rogativas.

É natural, justificas, que a revolta se 
instalasse no coração.

Formulavas, a respeito do Espiritismo, 
conceitos diferentes; e a decepção, 
inevitavelmente, foi o amigo que te atendeu.

Todavia, és o único responsável.

Fé é lâmpada que clareia interiormente. 
Roteiro, e não transporte; estrada, e não 
porto de repouso.

O Espiritismo não equaciona dificuldades, 
consoante o engano de observação a que 
estás afeiçoado, na Terra.

Para muitos a Misericórdia divina deveria 
ser uma escrava às ordens de todas as 
paixões.

Todavia, o melhor remédio para determinadas 
baciloses é o bacilo-vacina.

Para muitas necessidades o socorro é, ainda, 
a necessidade em forma de aguilhão.

Deus nos ajuda, não como desejamos, mas 
consoante nossas reais necessidades.

Para certas feridas, o cautério com ferro 
em brasa é o melhor método curador...

Por que, então fazer do Nosso Pai ou da fé, 
nossos servos, transformando a justiça da Lei 
que nos conduz ao resgate, em preferencialismo 
para conosco, de maneira negativa e danosa?

Devem receber mais os que mais pedem ou 
aqueles que mais trabalham?

Abandona, portanto, objurgatórias e 
reclamações injustas, e serve.

Compromisso espiritista é ligação com deveres 
maiores.

Os Amigos Espirituais não te atenderão as 
comezinhas apelações, solucionando os problemas 
que deves resolver; no entanto, dar-te-ão, em 
colóquios sem palavras e estímulos sem nome, a 
harmonia que é o caminho da paz legítima e da 
felicidade real, longe de toda dor, agonia e 
morte, no formoso labor que se manifesta na 
luta de cada dia.

(Messe de Amor - Joanna de Angelis -
Divaldo P. Franco)
 
 
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Medo de amar

A insegurança emocional responde pelo 
medo de amar.

O amor é mecanismo de libertação do ser, 
mediante o qual, todos os revestimentos da 
aparência cedem lugar ao Si profundo, 
despido dos atavios físicos e mentais, sob 
os quais o ego se esconde.

O medo de amar é muito maior do que parece 
no organismo social. As criaturas, vitimadas 
pelas ambições imediatistas, negociam o 
prazer que denominam como amor ou impõem-se 
ser amadas, como se tal conquista fosse 
resultado de determinados condicionamentos 
ou exigências, que sempre resultam em 
fracasso.

Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra 
desconhecimento das possibilidades que lhe 
dormem em latência e afirma os conflitos de 
que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, 
não passa de um recurso para uso, para 
satisfações imediatas, iniciando pela projeção 
da imagem que se destaca, não percebendo que, 
aqueloutros que o louvam e o bajulam, 
demonstrando-lhe afetividade são, também, 
inconscientes, que se utilizam da ocasião para 
darem vazão às necessidades de afirmação da 
personalidade, ao que denominam de um lugar ao 
Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade 
alheia.

Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, 
dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam 
as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das 
quais se encontram vazios de sentimento, não 
preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem 
agradar, igualmente sedentos de amor real.

O amor está presente no relacionamento existente 
entre pais e filhos, amigos e irmãos. Mas também
se expressa no sentimento do prazer, imediato ou 
que venha a acontecer mais tarde, em forma de 
bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse 
mecanismo do prazer mais elevado, imediato, 
aquele que não atormenta nem exige, mas surge como 
resposta emergente do próprio ato de amar. Quando 
o amor se instala no ser humano, de imediato uma 
sensação de prazer se lhe apresenta natural, 
enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as 
quais adquire resistência para a luta e para os 
grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.


(Amor, Imbatível amor - Joanna de Angelis 
- Divaldo P. Franco)

 
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Desequilíbrios...

Encontras-te angustiado. Sofrimento e 
desajuste unem-se para dar à paisagem social 
da Terra o aspecto triste e imenso Nosocômio 
onde pessoas se apresentam dominadas por 
afecções de longo curso, sem perspectivas de 
recuperação. Dizes que até o oxigênio do ar 
parece carregado de substâncias tóxicas de 
penetração profunda, que atingem os tecidos 
sutis da vida psíquica.

Anotas desertores da ordem, que há pouco eram 
paradigmas do dever e te referes às novas 
gerações que parecem enlouquecidas, na correria 
desvairada, sexólatra, nos longos dédalos da 
sandice.

As melhores afeições que constituíam fortaleza 
em que te refugiavas, se encontram vencidas e 
transitam indiferentes como se o egoísmo as 
conquistasse de inopino.

Os ideais superiores da Humanidade parecem 
frouxa claridade que tremeluz, apagando-se.

Só desequilíbrios campeiam, fecundos, 
dominadores.

E temes a grande escuridão, aquela noite moral 
a que se reportam as advertências evangélicas...

Estás receoso quanto ao futuro.

Indagas, perquires e não te podes furtar a 
sérias preocupações, observando o riso, que na 
maioria dos semblantes é esgar agônico.

Não duvides, porém, da presença positiva do 
Cristo na Terra sofredora destes dias.

Escutam-se as vozes da vida imortal falando 
em toda parte.

Repercute em milhões de espíritos o chamado 
do Consolador, restabelecendo as diretrizes 
da verdade.

Há dor, sim ! Ela, porém, é o prenúncio de 
justas alegrias.

Quando a mente se ensoberbece e desvaira, o 
sofrimento é a única voz que alcança a acústica 
do ser.

As grandes lutas produzem as melhores seleções.

O atrito desgasta, mas corrige arestas e dá 
formas harmoniosas.

Não te permitas enxergar somente uma parte do 
panorama da atualidade.

Pensa nos que estão silenciosos em laboratórios, 
atuantes nas cátedras do ensino nobre, 
afervorados nos organismos da legislação em 
toda parte, atarefados nos gabinetes de pesquisas, 
confiantes nos tratos de terra onde semeiam, e 
modificarás o conceito.

Amamentando, a mãe generosa não receia o amanhã 
do filhinho: preserva-o e ajuda-o hoje.

Sob teto acolhedor, o homem não considera a 
possibilidade de ficar soterrado sob ele: frui 
a benção do agasalho hoje.

Bendize, também, a oportunidade de hoje 
produzires para o bem e cuida que o Senhor se 
encarregará dos resultados para o porvir.

Existe muito amor onde somente enxergas 
degredo e horror.

Muita bondade medra inesperadamente em lugares 
em que ninguém supõe encontrá-la.

O amor de Nosso Pai por tudo zela. Reencoraja-
te, levanta o ânimo, prossegue.

Quando tudo conspirava contra aquele reduzido 
grupo de homens e mulheres atemorizados; quando 
o Líder que os guiava com segurança experimentara 
o martírio até a morte; quando um amigo se deixa 
enganar, a ponto de em desequilíbrio trair o 
Amigo; quando o depositário da confiança geral, 
colhido de surpresa e temendo vinditas e 
represálias, negara o Benfeitor; quando a 
soledade e o temor os ameaçavam até o desespero; 
quando tudo parecia perdido: ideais desvanecidos, 
planos malbaratados, desejos acalentados em doces 
noites de vigília soçobrados; quando tudo eram 
sombras, ei-Lo que retorna rutilante e vivo, 
gentil e nobre, conclamando aqueles mesmos 
corações ao perene embate da redenção. Elevando-
se do ânimo alquebrado para a alegria da vida, 
deram as próprias vidas e renovaram com os seus 
exemplos as paisagens do mundo... Jesus vive, e 
a doutrina que agora ressurge dos escombros dos 
séculos remodelará a Terra inteira, um dia em 
breve, quando estaremos todos felizes ao comando 
d'Ele.

(Lampadário Espírita - Joanna de Angelis
- Divaldo P. Franco) 



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Temperança

Nas atividades espíritas em que te encontras, 
o culto da temperança tem regime de urgência.

Temperança que medita, fala, manifesta atitudes...

Freqüentemente defrontarás o abuso disfarçado de 
bom-tom e o erro mascarado de honorabilidade, como 
a aguardar vozes vigorosas que venham zurzir contra 
o embuste, utilizando os recursos da verdade, a fim 
de afastar a máscara da mentira, onde esteja...

Da mesma forma, encontrarás o ultraje vitorioso, 
na boca da infâmia, o engano persuadindo, nas malhas 
da ilusão, e a vacuidade sonhadora, ampliando o 
círculo...

Facilmente identificarás a verdade em trilhas 
tortuosas, o conhecimento aplicado indebitamente 
e o programa de valores legítimos do homem em 
desorganizada utilização. Todavia, não te cabe a 
tarefa de juiz ou pontífice, em nome da verdade, 
utilizando a severidade, ferindo com precipitação, 
perseguindo, aniquilando esperanças... Muitos 
que estão em erro e nele permanecem, são enfermos...

Seja a tua conduta representativa da luz e do 
bem, pacificadora e construtiva.

A abençoada tarefa de que te fazes tarefeiro, 
contém, em si mesma, os valores capazes de manter 
a claridade nos corações, expressando a 
luminosidade dos teu objetivos.

Não que devas concordar com o erro ou aplaudir 
a desonestidade. Seria incrementar o crime e a 
insensatez.

Imanado ao Sublime Amigo, por liames vigorosos, 
marcha para Ele, através da messe de amor, em 
cuja seara te encontras, certo de que a Ele 
compete a superior tarefa de corrigir os 
Espíritos que se cumpliciam à necessidade e se 
atiram, espontaneamente, nos abismos 
escabrosos...

Advogado da insigne causa do Pai Celeste, Ele 
sabe aplicar os corretivos da justiça, com pulso 
firme e coração amoroso, dirimindo equívocos, 
esclarecendo dúvidas e elucidando conceitos.

Mantém a temperança e aprende a confiar no 
tempo, mesmo quando o tempo pareça conspirar 
contra o ideal que é teu objetivo.

Contém a ira, veneno letal que termina por 
extinguir quantos a vitalizam.

Detém o erro, convertendo a existência em 
santuário de honra, já que o enganado pune-se 
a si mesmo, nos dédalos do excesso e da 
perversão.

Susta as inquietações com a prática do bem, 
já que o inquieto, dirigido pela 
impulsividade de que se faz instrumento, 
tombará invigilante, na estrada em penumbra 
por onde segue.

Sela a boca aos maus conceitos, já que os 
vasos acostumados a conduzir miasmas fétidos 
não podem ser utilizados para conduzir 
perfumes especiais.

Purifica-te e purificarás o mundo inteiro, 
vivendo integralmente Jesus e agindo em nome 
dEle durante todos os dias da tua vida, com 
temperança e equilíbrio, pautando a conduta 
da sua modelar conduta.

Convicto de que a sementeira de amor não gera 
ódios e de que a plantação do bem não se 
converte em males,, pontifica em teus 
compromissos elevados, por anos a fio e 
despertarás, depois da lama e cinza em que se 
converterá o teu corpo, livre de todo tormento, 
com o coração tranqüilo e a mente pacificada.


(Messe de Amor - Joanna de Angelis
- Divaldo P. Franco)



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Vida Feliz

Não conduzas o ultraje que alguém te 
atirou, desmoronando o teu dia.

Certamente, há pessoas que não simpatizam 
contigo e até te detestam. Mas, isto não é 
surpresa, porque te ocorre o mesmo em 
relação a outras.

Este é um problema que os corações pacificados 
resolvem com facilidade, nunca valorizando 
ofensas, nem se importando com elas.

Há um grande número de pessoas gradas e 
afetuosas que te cercam, que não é justo te 
agastares com aquelas, as que constituem exceção 
no teu caminho.

Deixa no chão do esquecimento a ofensa que 
te dirigem e segue na direção do amor que te 
aguarda.

Vida Feliz - Joanna De Angelis -
Divaldo P. Franco)



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Convite à Calma

O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira 
dilacera-a; o ácido da inveja corroe-a; os vapores 
do ódio enlouquecem-na; a agressão da calúnia
despedaça-a; o tóxico da maledicência 
perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o 
petardo de censura fere-a; as carregadas 
tintas do pessimismo tisnam-na se o cristão 
decidido não se resolve mantê-la a qualquer 
preço.

Não importa que exsudes, agoniado, em quase 
colapso periférico, ou estejas com a pulsação 
alterada, ou, ainda, sofras o travo do amargor 
nos lábios.

Imprescindível não precipitares atitudes, nem 
conclusões aligeiradas, nem desesperações 
injustificáveis.

Não nos reportamos à posição inerme, à 
aparência, pois o pântano que parece
tranqüilo é abismo, reduto de miasmas e 
morte traiçoeira.

Aludimos a um espírito confiante, fixado nas 
diretrizes do Cristo, sem receios íntimos, sem 
ambições externas. Equilibrado pela reflexão, 
possuidor de probidade pela ponderação.

Calma significa segurança de fé, traduzindo 
certeza sobre a Justiça Divina.

Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em 
referência a sua vida, Jesus se fez o símbolo 
da calma integral e da absoluta certeza da 
vitória da verdade.

Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os 
propósitos edificantes. 
Perceberás, surpreso, que as atitudes dos 
maus não te atingirão, facultando-te através da 
calma não resistir ao mal que te queiram fazer, 
conforme lecionou o Senhor, porquanto a 
integridade da fé em exteriorização de calma 
dar-te-á forças para vencer as próprias limitações 
e prosseguir resolutamente, em qualquer 
circunstância.

(Convites da Vida - Joanna de Angelis -
Divaldo P. Franco)


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Momentos de aflição e prova


Momentos de aflição e prova surgem 
pelo caminho, inesperados, concitando 
à disciplina espiritual indispensável 
ao processo evolutivo do ser.

Águas serenas que são açoitadas por 
fortes vendavais; paisagens tranqüilas 
que se modificam ao império de 
tempestades violentas; climas de paz 
que se convertem em campos de lutas 
rudes; viagem segura, que se torna 
perigosa, objetivos próximos de 
conquistados, que se perdem de repente; 
saúde que cede à enfermidade; amigos 
dedicados, que vão adiante; adversários 
vigorosos, que surgem ameaçadores; 
problemas econômicos, que aparecem, 
constringentes, tantos são os motivos 
de aflição e prova, que ninguém avança, 
na Terra, sem os experimentar.

Enquanto domiciliado no corpo, espírito 
algum se encontra em segurança, vitorioso, 
isento de experiências difíceis, de 
possíveis insucessos.

Os momentos de prova e aflição constituem 
recursos de aferição dos valores morais 
de cada um, mediante os quais o homem 
deve adquirir mais valiosas expressões 
iluminativas como suportes para futuros 
investimentos evolutivos.
Por isso, todos somos atingidos por tais 
métodos de purificação.

Vigia-te. no momento de aflição e prova, a 
fim de que não compliques, por precipitação, 
o teu estado íntimo.

Suporta o vendaval do testemunho com 
serenidade; recebe a adaga da acusação 
indébita com humildade; aceita o ácido da 
reprimenda injusta com nobreza; medita 
diante do sofrimento com elevação de 
sentimentos.

Todos os momentos difíceis cedem lugar a 
outros; os de paz e compreensão.

Não te desalentes, exatamente quando deves 
fortalecer-te para a luta.

São os instantes difíceis que as resistências 
morais devem estar temperadas, suportando 
as constrições que ameaçam derruir as 
fortalezas íntimas.

Quando estiveres a ponto de desfalecer, 
procura refúgio na oração.

Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais 
e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-
te espiritualmente.

Jesus, que não tinha qualquer dívida a 
resgatar e que é o Sublime Construtor da 
Terra, enquanto conosco não esteve isento 
dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, 
como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, 
ensinando a técnica de como retirar do aparente 
mal as proveitosas lições da felicidade.

Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer 
momento em que sejas defrontado pela aflição 
ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai 
do amor a parte melhor da tua tarefa de 
santificação.

(Oferenda - Joanna de Ângelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Suspeita

Suspeita é a "crença desfavorável, acompanhada 
de desconfiança", referente a alguma coisa 
ou a alguém. Mau juízo decorrente de idéia 
vaga, sem apoio legítimo, que, no entanto, se 
transforma em urze calamitosa, espraiando-se 
no campo mental e culminando por asfixiar os 
nobres ideais em que se devem sustentar as 
aspirações humanas.

De maleável contextura, a suspeita, semelhante 
ao miasma sutil, se adensa e se avoluma, 
logrando vencer quem a cultiva.

Normalmente, reflete o estado espiritual 
daquele que a agasalha.

A consciência reta não lhe dá guarida, enquanto 
o sentimento atormentado padece-lhe a 
constrição, o estigma.

Necessário cercear-lhe o avanço, porquanto, 
de fácil aceitação corrói as melhores 
estruturas, conseguindo exteriorizar-se em 
maledicência vinagrosa, que numa frase decepa 
uma existência digna e, num sorriso de mofa, 
ceifa as mais elevadas expressões de 
jovialidade e de progresso.

A suspeita é a genitora do ciúme, que dela 
se nutre, passando de simples idéia leviana 
a obsessão tormentosa, geradora de alucinação 
e impulsionadora de crimes.

Ninguém está imune à suspeita do próximo.

Cada um vê uma paisagem conforme a cor das 
lentes que tem sobre os olhos. Assim, muitos 
fatos parecem o que melhor convém aos 
espectadores ou às suas personagens.

Coarctado pela insidiosa suspeita dos levianos 
e maliciosos, não sintonizes os teus com os 
seus pensamentos enfermos.

Insiste na perseverança das realizações a que 
te vinculas, sem permitir-te diminuir a 
intensidade que lhe conferes.

Muitas vezes o que parece ser, verdadeiramente 
tem outra significação, que não pode ser 
apreendida de relance. Mesmo em acurada 
observação, fatos e coisas se expressam mais 
de acordo com o observador do que com a sua 
própria estrutura.

Abre, assim, o espírito à tranqüilidade e 
não estaciones nos degraus da mágoa que a 
suspeita dos outros coloca à tua frente, nem 
te facultes a leviandade de suspeitar de 
ninguém.

Quem erra, faz-se escravo do gravame que 
comete.

O culpado, embora se disfarce, conhece a face 
do engano ou do crime perpetrado.

Ninguém se evade da província da consciência 
culpada, antes de conseguiu o ônus da auto-
recuperação.

Não poucas vezes, no Colégio Galileu, quando 
medravam suspeitas e maledicências, o Mestre 
Irrepreensível conclamou ao amor integral e 
à confiança ilimitada.

Por essa razão, toda a mensagem da Boa Nova 
está estruturada no perdão e na humildade, 
com que o cristão deve pavimentar o caminho 
da sua ascensão espiritual.

E apesar de seguir sob a perniciosa suspeita 
de quase todos que O cercavam, Jesus permaneceu 
integérrimo, edificando o Reino de Deus, até 
mesmo quando traído e sacrificado, atestando 
do alto da Cruz ser o símbolo perene da 
suprema vitória do Espírito ilibado, como 
estímulo para os caminhantes da retaguarda, 
que somos todos nós.

Guarda-te, portanto, na paz, sem suspeitar 
de ninguém.

(Celeiro de Bênçãos - Joanna de Angelis -
Divaldo P. Franco)



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Convite ao Trabalho

Na hora do desespero, exclamas: "é demais!"

Acoimado pelo sofrimento, descarregas: 
"Não suporto mais."

Vitimado pela incompreensão, gritas: 
"Ninguém me compreende."

Dominado pelo cansaço, proferes: "Irei 
parar por aqui."

Sob o açodar do desânimo, afirmas: 
"Faltam-me forças."

Malsinado pela ingratidão, desabafas: 
"Nunca mais."

Ante as injunções da época, explicas: 
"Não serei eu a sacrificar-me."

Há outras expressões constantes, que 
atestam os momentos infelizes, em que, 
não raro, cristãos e espíritas lúcidos 
saturados das relações habituais e dos 
contínuos insucessos desta ou daquela 
natureza, permitem revelar o estado de 
ânimo, gerando desalinho interior e 
fomentando o desequilíbrio nos demais 
companheiros, que deles esperam a lição 
da segurança e da harmonia, em qualquer 
circunstância das atividades evolutivas 
nas quais te encontras empenhado.

Mister retificar a conceituação, quando 
clarificado pelo Evangelho de Jesus Cristo. 
Consubstanciá-lo nos atos diários é tarefa 
inadiável, que não se pode procrastinar.

O trabalho é sempre veículo de renovação, 
processo dignificante, em cujo exercício o 
homem se eleva, elevando a humanidade com ele.

Sejam quais forem as tuas possibilidades 
sociais ou econômicas, trabalha!

Se necessitas armazenar moedas, com finalidade 
previdenciária, trabalha sem desânimo.

Se projetas a aquisição honrosa da paz e do 
pão, trabalha com proficiência.

Se és independente, trabalha pelo bem comum, 
convertendo a hora da ociosidade em bênção 
para os outros.

Trabalhando, estarás menos vulnerável à 
agressão dos males ou à leviandade dos maus. 
O trabalho é mensagem de vida, colocada na 
direção da criatura para construir a 
felicidade que todos perseguimos.

Recorda o apelo do Mestre: "Trabalhai não 
pela comida que perece, mas pela comida que 
permanece para a vida eterna, a qual o Filho 
do Homem vos dará", e não desfaleças, porque 
o trabalho contínuo e nobre falará pelos 
teus pensamentos e palavras em atos que te 
seguirão até além das fronteiras da vida 
orgânica.

(Convites da Vida - Joanna de Angelis
- Divaldo P. Franco)


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Instrumento Divino


O violino é instrumento delicado, 
rico de melodias aguardando execução.

Deixado à umidade, perde a ressonância.

Manipulado com rispidez, desafina-se.

Largado ao abandono, sofre a invasão de 
insetos que o destroem.

Utilizado com brutalidade, arrebenta-se.

Esquecido em temperaturas elevadas, 
estala e rompe a caixa acústica.

Em mãos inábeis, perde a finalidade e 
o valor.

Em museu, é peça morta.

Atirado ao lixo, torna-se inutilidade.

No entanto, cuidado, recebendo afinação, 
conduzido com carinho, reflete as melodias 
divinas ao contato com o arco que lhas 
arranca, vibrando harmonias incomparáveis 
que lhe saem das cordas distendidas e 
equilibradas.

O médium, de certa forma, pode ser 
comparado ao violino.

Afinado com os dons da vida e colocado em 
mãos treinadas, acostumadas às músicas 
divinas, traz, à Terra, as gloriosas mensagens 
da Imortalidade.

Posto em comunhão com o bem, esparze 
harmonias que facultam paz e estimulam ao amor.

Estando em ação correta, participa da 
orquestração da Vida, expressando a glória 
da Criação em concertos de indefiníveis estesias.

Sob a ardência das paixões primitivas, porém, 
arrebenta os centros de comunicação e perverte 
a finalidade a que se destina.

Cultivando os instintos primários e dando-lhes 
expressão, tomba nos depósitos de lixo das 
obsessões penosas.

Absorvendo a queixa e o pessimismo, perde a 
afinidade com os instrumentistas superiores.

Relegando-se ao marasmo, desconecta os 
centros de registro elevado.

Utilizado para o mercantilismo e as 
frivolidades, gasta-se nos prejuízos 
destruidores.

Compulsado por Entidades perversas, morrem-
lhe os ideais de enobrecimento, e embrustece-
se, caindo depois na alucinação auto-aniquiladora.

O violino e o médium têm muita semelhança.

São, em si mesmos, neutros, dependendo 
de como se deixam utilizar.

O violino, porque não possui razão nem 
inteligência, depende totalmente do seu 
possuidor, quanto o médium resulta da 
conduta moral que imprimir à sua faculdade.

Deixa-te tanger pelas mãos dos artistas 
espirituais de elevado porte, a fim de que 
possas transmitir as melodias da Vida Maior 
para felicitar as criaturas.

Em qualquer situação, permanece cauteloso, 
zelando pelos teus equipamentos, de modo a 
responder em harmonia a todas as emissões 
dos artistas divinos, como instrumento 
sintonizado com a sublime orquestra do amor 
de Nosso Pai.

(Alegria de Viver - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Presença do Amor

O amor - alma da vida - é o hálito 
divino a espraiar-se em toda parte, 
manifestando a Paternidade de Deus.

Onde quer que se expresse, imanta 
quantos se lhe acercam, modificando a 
estrutura e a realidade para melhor.

No amor se encontram todas as motivações 
para o progresso, emulando ao avanço, 
na libertação dos atavismos que, por 
enquanto, predominam em a natureza humana.

Por não se identificar com o amor na 
sua realização incessante, a criatura 
posterga a conquista dos valores que a 
alçam à paz e a engrandecem.

Sem o amor se entorpecem os sentimentos, 
e a marcha da sensação para a emoção 
torna-se lenta e difícil.

Em qualquer circunstância o amor é sempre 
o grande divisor de águas.

Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos 
então vigentes, iniciando a Era do Espírito 
Imortal, que melhor expressa todas as 
conquistas do pensamento.

Se te encontras sob a alça de mira de 
injunções dolorosas, sofrendo incompreensões 
e dificuldades nos teus mais nobres ideais, 
não te abatas, ama.

A noite tempestuosa e sombria não impede 
que as estrelas brilhem acima das nuvens 
borrascosas.

Se o julgamento descaridoso te perturba os 
planos de serviço, intentando descoroçoar-
te, mediante o ridículo que te imponham, 
mesmo assim, ama.

O sarçal aparentemente amaldiçoado, no 
momento oportuno abre-se em flor.

Se defrontas a enfermidade sorrateira que 
intenta dominar as tuas forças, isolando-
te no leito da imobilidade e reduzindo as 
tuas energias, renova-te na prece e ama.

O deserto de hoje foi berço generoso de 
vida e pode, de um momento para outro, sob 
carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.

O amor é bênção de que dispões em todos 
os dias da tua vida para avançares e 
conquistares espaços no rumo da evolução.

Não te canses de amar, sejam quais forem 
as circunstâncias por mais ásperas se te 
apresentem.

A doutrina de Jesus, ora renascida no 
pensamento espírita, é um hino-ação de 
amor, assinalando a marcha do futuro 
através das luzes da razão unida à fé em 
consórcio de legítimo amor.


(Viver é Amar - Joanna de Angelis -
Francisco Candido Xavier)
 
 
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