Desespero Injustificável

Pensas: "Aceitei, confiante, a fé e a luta 
me parece mais rude. A fadiga me segue e o 
desespero me cerceia. Tenho a impressão de 
que forças tiranizantes me amesquinham, 
comprazendo-se com os meus tormentos."

Analisas: "Abracei o Cristianismo Redivivo 
no Espiritismo, guardando a esperança de 
esclarecido, repousar, e edificado pelo 
esclarecimento, viver em paz. No entanto, 
com a dilatação do conhecimento, parece-me 
que problemas com os quais eu não contava 
repontam multiplicados e dissabores me 
assinalam as horas."

Comentas: "Que ocorre comigo? Não desejava 
melhoras econômicas ao aceitar a Doutrina 
renovadora, todavia, surpreendo-me com tantos 
insucessos... Não aguardava um paraíso entre 
os companheiros, mas, por que a animosidade?"

Concluis: "Desisto — eis a solução. Talvez, 
quem sabe? — imaginas — eu esteja deixando 
consumir-me pelo excesso do ideal... Vejo 
outros companheiros com ares felizes, bem 
postos, joviais... Algo, comigo, está errado"

Sim, algo está errado: a conclusão a que 
chegaste. 

Todo compromisso elevado exige esforço no 
empreendimento, luta na execução, força no 
ideal.

Quem pretende fruir antes de produzir conserva 
infantilidade mental.

O homem velho para despojar-se do manto 
característico não consegue fazê-lo sem uma 
grande revolução íntima.

O passado de cada espírito em luta, na Terra, 
é todo um amontoado de escombros a retirar para 
reconstruir, reaparelhar.

Enquanto alguém se demora em charco pestilento 
acostuma-se ao recender da podridão.

O horizonte visual é maior de quanto mais alto 
o contemplamos.

É, pois, compreensível que, desejoso de uma 
vida melhor sejam concedidas às tuas possibilidades 
atuais as lutas redentoras para mais altos vôos.

Com as percepções espirituais desenvolvidas e 
sintonizadas com as Esferas da Luz, teus inimigos 
desencarnados, na retaguarda, redobram a vigilância 
junto aos teus movimentos e, de paixões açuladas 
ante a perspectiva de perderem o comensal de antigas 
loucuras, atiram-se, desordenadamente, "dispostos a 
tudo"...

Ora, porfia, estuda e ama.

A oração elevar-te-á além das sombras densas.

A porfia retemperará tuas forças.

O estudo dilatará a tua faculdade de discernir.

E o amor te concederá as láureas da paz, 
oferecendo-te os tesouros inalienáveis da felicidade 
sem jaça.


Em "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, o 
Embaixador das Cortes Celestes, registrou: "Sob 
a influência das idéias carnais, o homem, na 
Terra, só vê das provas o lado penoso..." "Na vida 
espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e 
grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é 
dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais 
lhe causa os passageiros sofrimentos terrenos..." 
" Não é possível, no estado de imperfeição em que 
te encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. 
Ele o percebe e, precisamente para chegar a frui-
la, é que trata de se melhorar."

(Dimensões da Verdade - Joanna De Angelis -
Divaldo P. Franco) 




*********


Indulgência Permanente 

Escasseia, cada vez mais, no 
comportamento humano, a indulgência. 

Relevante para o êxito da criatura em 
si mesma e em relação ao próximo, 
o pragmatismo negativo dos interesses 
imediatos vem, a pouco e pouco, 
desacreditando-a, deixando-a à margem. 

Sem a indulgência no lar, diante das 
atitudes infelizes dos familiares 
ou em referência aos seus equívocos, 
instala-se a malquerença; na oficina de 
atividades comerciais, produz a 
desconfiança; no trato social propicia o 
desconforto moral e responde pelo 
competição destrutiva... 

Tentando substituí-la, as criaturas 
imprevidentes colocam nos lábios a 
mordacidade no trato com o semelhante, a 
falsa superioridade, a ofensa freqüente, 
a hipocrisia em arremedos de tolerância. 

A indulgência para com as faltas alheias 
é perfeita compreensão da própria fragilidade, 
a refletir-se no erro de outrem, entendendo 
que todos necessitam de oportunidade para 
recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido 
comportamento de censor ou injustificável 
postura de benfeitor. 

A indulgência é um sentimento de humanidade 
que vige em todas as pessoas, aguardando 
desdobramento e vitalidade que somente o 
esforço de cada qual logra realizar. 

É calma e natural, fraterna e gentil, 
brotando como linfa cristalina alcance do 
sedento. 

Generosa, não guarda qualquer ressentimento, 
olvidando as ofensas a benefício do próprio 
agressor. 

A indulgência é um ato de amor que se 
expande e de caridade que se realiza. 

Mede-se a conquista moral de um homem pelo 
grau de indulgência que possui em relação aos 
limites e erros alheios. 

Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar 
e que, por sua vez, não necessite da 
indulgência daqueles a quem magoa ou contra
os quais se levanta. 

A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-
o a crescer em espírito e abre áreas de 
simpatia naquele que a proporciona. 

Virtude do sentimento, a indulgência revela 
sabedoria da razão 

Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela 
astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, 
ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi 
indulgente para com todos, não obstante jamais 
houvesse recebido ou necessitasse da 
indulgência de quem quer que fosse. 

Lecionando o amor, toda a Sua vida é um 
hino à indulgência e uma oportunidade de 
redenção ao equivocado. 

Sê, pois, tu também, indulgente em relação 
ao teu próximo, quão necessitado te encontras 
da indulgência dos outros assim como da Vida. 


(Viver é Amar - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



*********


Tem Coragem


Nas contingências afligentes do cotidiano 
e ao largo das horas que parecem 
estacionadas sob a injunção de dores 
íntimas, extenuantes, que se prolongam, 
não te deixes estremunhar, nem te 
arrebentes em blasfêmias alucinadas, com 
que mais complicarás a situação.

Tempestade alguma, devastadora quão 
demorada, que não cesse.

Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e 
glórias, que se não acabe.

A saúde perfeita passa; a juventude louçã 
desaparece; o sorriso largo termina; a a
lgaravia de festa silencia...

Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se 
arrebenta; a enfermidade se extingue; a 
miséria muda de lugar; a morte abre as 
portas da vida em triunfo...

Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe 
preciosos acervo, que o acompanhará na 
condição de tesouro que poderá investir, 
conforme as circunstâncias que lhe cumpre 
enfrentar, ao processo da evolução.

Os que aspiram a fortunas alegam, 
intimamente, que se as possuíssem mudariam 
a situação dos que sofrem escassez. No 
entanto, os grandes magnatas que açambarcam 
o poder e usufruem da abundância, alucinam-
se com os bens, enregelando os sentimentos 
em relação ao próximo...

Quantos anelam pela saúde, afirmam, no 
silêncio do coração, as disposições de 
aplicá-la a benefício geral. Não obstante, 
os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-
na nos excessos e leviandades com que a 
comprometem, desastrados...

O bem deve ser eito como e onde cada qual 
se encontre.

Em razão disso, as situações e 
acontecimentos de que se não é responsável, 
no momento, devem ser enfrentados com 
serenidade e moderação de atos, por fazerem 
parte do contexto da vida, a que cada 
criatura se vincula.

A vida são o conteúdo superior que dela 
se deve extrair e a forma levada com que 
se pode retirar-lhe os benefícios.

Um dia sucede o outro, conduzindo as 
experiências de que se reveste, formando 
um todo de valores, que programam as futuras 
injunções para o ser.

Recorre, as situações diversas, aos recursos 
positivos de que dispões, e aguarda os 
resultados desse atitude.

Jesus é sempre o exemplo.

Poderia haver liberado todos os enfermos 
que encontrou pela senda; mas não o fez.

Se quisesse, teria modificado as ocorrências 
infelizes, que o levaram às supremas 
humilhações e à cruz; todavia, sequer o 
intentou.

Conferiria fortuna à pobreza, à mole 
esfaimada que O buscava, continuamente; 
todavia, não se preocupou com essa 
alternativa.

Elegeria para o Seu labor somente homens 
que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, 
sem temores, nem fraquezas; porém optou 
pelo grupo de que se cercou.

Modificaria as estruturas sociais e 
culturais da Sua época; sem embargo, viveu-
a em toda a plenitude, demonstrando a 
importância primacial da experiência 
interior e não dos valores externos, 
transitórios.

Apresentar-se-ia em triunfo social, 
submetendo o reizete que Lhe decidiu a 
sorte; apesar disso, facultou-se viver sob 
as condições do momento em plena aridez de 
sentimentos e escassez de amor entre as 
criaturas...

Jesus, no entanto, conhecia as razões 
fundamentais de todos os problemas humanos 
e a metodologia lenta da evolução; 
identificava que a emulação pela dor é mais 
significativa e escutada do que a do amor, 
sempre preterido; sabia do valor das 
conquistas superiores do Espírito, em 
detrimentos das falazes aquisições que se 
deterioram no túmulo e dissociam os tesouros 
da alma.

Tem, portanto, coragem e faze como Ele, 
ante dificuldades e problemas que passarão, 
armando-te hoje de esperança para o teu 
amanhã venturoso.


(Alerta - Joanna de Angelis - 
Divaldo Pereira Franco)
 
 
**********
 
 
Segurança Íntima


Embora atingido pela maleivosa 
insinuação da inveja, não te 
deixes arrastar à inquietação.

Não obstante a urdidura da 
maledicência tentando envolver-te 
em suas malhas, não te perturbes 
com a sua insídia.

Mesmo que te percebas incompreendido, 
quando não caluniado pelos frívolos 
e despeitados, não te aflijas.

Segurança interior deve ser a tua 
força de equilíbrio, a resistência dos 
teus propósitos.

Quem é fiel a um ideal dignificante não 
consegue isentar-se da animosidade 
gratuita, que grassa soberana, ou sequer 
logra permanecer inatacável pela 
pertinácia da incúria...

Somente os inúteis poderiam acreditar-se 
não agredidos.

O bom operário, todavia, quando na 
desincumbência dos deveres, experimenta 
as agressões de todo porte com que os 
cômodos e insatisfeitos pretendem 
desanimá-lo.

De forma alguma concedas acesso à 
irritação ou à informação malsã na tua 
esfera de atividades.

Quando te sentires compreendido, laureado 
pelos sorrisos e beneplácitos humanos, 
quiçá estejas atendendo aos interesses do 
mundo, contudo não te encontrarás em 
conduta correta em relação aos compromissos 
com Jesus.

Quem serve ao mundo e a ele se submete 
certamente não dispõe de tempo para os 
deveres relevantes, em relação ao espírito. 
A recíproca, no caso, é verdadeira.

Não te eximirás, portanto, à calúnia, à 
difamação, às artimanhas dos famanazes da 
irresponsabilidade, exceto se estiveres de 
acordo com eles.

Não produzem e sentem-se atingidos por 
aqueles que realizam, assim desgastando-se 
e partindo para a agressividade, com as 
armas que lhes são afins.

Compreende-os malgrado não te concedas 
sintonizar com eles, nas faixas psíquicas 
em que atuam.

Não reajas, nem os aceites.

Suas farpas não devem atingir-te.

Eles estão contra tudo. Afinal estão 
contra eles mesmos, por padecerem de 
hipertrofia dos sentimentos e enregelamento 
da razão.

Segurança íntima é fruto de uma consciência 
tranqüila, que decorre do dever retamente 
cumprido, mediante um comportamento vazado 
nas lições que haures na Doutrina de 
Libertação espiritual, que é o Espiritismo.

Assim, não te submetas ou te condiciones 
às injunções de homens ou Entidades, se 
pretendes servir ao Senhor...

Toda sujeição aos transitórios impositivos 
das paixões humanas, em nome do Ideal de 
vida espiritual, se transforma em escravidão 
com lamentável desrespeito aos compromissos 
reais assumidos em relação ao Senhor.

Recorda-te d’Ele, crucificado, desprezado, 
odiado por não se submeter aos impositivos 
da mentira e das vacuidades humanas, todavia 
triunfante sempre pela Sua fidelidade ao Pai.

(Leis Morais da Vida - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)
 
 
*********

Convite à Solidariedade

São muitos os necessitados que desfilam 
aflições, aguardando entendimento e 
socorro.

Uns estão assinalados rudemente por 
deformidades visíveis que constituem a 
cruel recidiva de que precisam para 
aprender conduta e dever.

Outros se encontram sitiados por 
limitações coercitivas que funcionam como 
presídio correcional, a fim de os 
habilitarem para futura convivência 
social.

Alguns se apresentam com dificuldades no 
raciocínio e na lucidez, embora a 
aparência harmoniosa, como se fossem 
estetas da forma emparedando misérias 
mentais que os ensinam a valorizar 
oportunidade e bênção.

Diversos conduzem feridas expostas, 
abertas em chagas purulentas, com que 
drenam antigas mazelas e corrigem paixões 
impressas nos painéis do perispírito, 
submetido à terapêutica renovadora. 

Vários estão estigmatizados a ferro e 
fogo, padecendo dores morais quase 
superlativas, em regime de economia de 
felicidade, exercitando as experiências 
da esperança.

Um sem número de atados à fome e à 
discriminação racial sob acicates 
poderosos, estão treinando humildade 
para o futuro.

Todos aguardando piedade, ensejo para 
conjugarem os verbos servir e amar.

Há outros, porém, esperando 
solidariedade.

São os construtores do ideal edificante, 
os servidores desinteressados, os 
promotores da alegria pura, os 
trabalhadores da fraternidade, os 
governantes honestos, os capitães da 
indústria forjados no aço da honradez, 
os pais laboriosos, os mestres e 
educadores fiéis ao programa do bem. 

Sim, não apenas os que pagam o pretérito 
culposo, mas, sobretudo, os que estão 
levantando o Mundo Novo dos escombros 
que jazem no chão da Humanidade. Nobre 
e fácil chorar a dor ao lado de quem 
sofre.

Felizes, também, os que podem oferecer-
se, solidários, aos que servem e amam 
ao Senhor, não obstante os diversos 
nomes e caminhos pelos quais se desvelam, 
operários da Era Melhor do amanhã ditoso.

Solidariedade, também, para com os que 
obram no bem.

(Convites da Vida – Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



*********


O Amor


A exteriorização do psiquismo divino 
pode ser considerada como o Amor que 
tudo cria e vitaliza.

Por essa razão, o Apóstolo João 
afirmava que Deus é amor.

No universo, ele se expressa como a 
força da atração e reação gravitacional, 
manifestando-se em diferentes leis que 
sustentam o equilíbrio das Galáxias.

No reino mineral, ele é a energia que 
aglutina as moléculas e as mantém unidas, 
aparentemente insensíveis, nas quais 
dormem os elementos vitais, que 
desabrocharão na sucessão dos milênios.

No reino vegetal, encontra-se como a 
sensibilidade embrionária, que desperta, 
a pouco e pouco, adquirindo os pródomos 
das porvindouras sensações.

No reino animal, converte-se na percepção 
e conquista do instinto que preserva a 
vida, estabelecendo os primeiros vínculos 
sociais, gregários, em grupos, em 
sociedades da mesma espécie, antecipando 
os passos do porvir.

No reino hominal, é o sentimento que se 
expande, manifestando-se em forma de 
proteção no clã: maternal, paternal, 
fraternal, nacional, para generalizar-se 
na comunidade, em ensaios eloqüentes 
para o universal...

Sem o amor, a vida não existiria, e, 
mesmo que a Lei da Criação estabelecesse 
os fenômenos vitais, faltaria o élan de 
sustentação das formas e dos seres 
existenciais.

Quando o amor vige, tudo respira paz, e 
a alma dos homens e das coisas adquire 
beleza, crescendo para a plenitude.

Na montanha, o canto das bem-aventuranças, 
proferido por Jesus, é o mais belo poema 
que a Humanidade jamais escutou, em forma 
de exaltação da verdade, da justiça, dos 
valores morais, das virtudes. No Calvário, 
porém, cuja trajetória tem início na 
entrada triunfal em Jerusalém, o Mestre 
viveu-o intensamente, por conhecer a 
imaturidade psicológica e evolutiva 
daqueles que O aplaudiam, a princípio, 
para depois O levarem à Crucificação.

O amor impregnou-Lhe a vida em todos os 
momentos do mistério, tornando-O, então, 
o símbolo mais perfeito de que se tem 
notícia, a respeito desse hálito da Vida, 
que é o Amor.

Nas estradas da Úmbria, em renúncia 
comovedora, Francisco de Assis desfraldou 
a bandeira do amor e penetrou-se desse 
sentimento, de tal modo que se casou com 
a senhora pobreza, tomando, como seus 
irmãos, os animais, as águas, o Sol, a Lua, 
a natureza, que decantou em hinos de 
incomparável beleza. Na solidão da 
Porciúncula, onde morreu, foi o amor que 
irradiou que o tornou mais sublime símile 
do Amigo Divino, a Quem imitava.

Nos dolorosos testemunhos das enfermidades, 
Teresa de Ávila encontrou no amor do Mestre, 
o seu divino noivo, a força, a coragem e 
a esperança para ser fiel ao mandato de 
abnegação, tornando-se sábia e exemplo da 
plena comunhão com o pensamento do seu 
Amado.

Pasteur, por amor à Humanidade, entregou-
se aos exaustivos labores de pesquisa, e 
libertou os seres de males e misérias que 
os dizimavam.

Marie Curie, vitimada pelo câncer contraído 
nas experiências radioativas, prosseguiu, 
abnegada, e abriu à Física Nuclear 
horizontes dantes jamais sonhados, por amor 
à Ciência.

Miguel Ângelo interpretou em cores as 
visões transcendentes, com sacrifícios e 
sob incompreensões terríveis, por amor à 
arte.

Dante, por amor a Beatriz, compôs a imortal 
Divina Comédia, colocando em cantos de 
incomum beleza as visões psíquicas de que 
era objeto, para engrandecimento dos homens.

O amor está presente em tudo - sem sua 
vigência se volveria ao caos da origem, que 
o Amor organizou e deu direcionamento.

Somente quando se ama é que se alcança o 
fanal da existência.

Quando o ser humano permitir que o amor o 
ilumine e o mantenha, alcançará o patamar 
da angelitude e avançará com segurança no 
rumo do Divino Amor.

Assim sendo, o amor é a expansão do Divino 
Psiquismo, e sem ele nada existe.


(Sob a proteção de Deus - Joanna de Angelis -
de Divaldo Pereira Franco)
 
 
*********


Oportunidade da Paciência


Escuda-te na paciência.

Ninguém improvisa equilíbrio ou logra 
paz sem o investimento da perseverança, 
na vivência dos ideais enobrecedores.

A paciência resulta do comportamento 
ético que a criatura mantém em relação 
aos ideais que esposa fascinada pela 
significação deles.

O cristão, e em particular, o espírita, 
deve escudar-se na paciência a fim de 
atingir o êxito nos cometimentos a que 
se propõe.


Paciência é bênção da vida a quem respeita 
a vida.

Transbordam rios de problemas, ameaçando 
a barca da tua conduta?

Tem paciência. Amanhã a situação se terá 
modificado.

Chuvas torrenciais de aflições transformam 
o teu pomar de alegrias em caos onde 
abundam destroços?

Tem paciência. O dia novo trará sol amigo 
e abençoado que refará a paisagem com o 
auxílio da tua ação.

Enfermidade ultriz surpreende-te os passos 
quando te candidatas ao apostolado do bem?

Tem paciência. O despertar para a verdade, 
já é vivê-la, e o confiar nela, é dar 
início à sua realização.

Inimigos gratuitos forcejam a porta das 
tuas esperanças assacando calúnias e 
arrojando-te impropérios?

Tem paciência. Recolhes hoje as tempestades 
que semeaste, mas o futuro dar-te-á o fruto 
da sementeira que agora produzes.

A noite sombreia-se de dificuldades levando-
te a conclusões pessimistas?

Tem paciência. Além da treva brilha a luz e, 
longe das tuas percepções débeis, há 
claridades desconhecidas a apontarem o rumo 
da vida.

Companheiros desertam do ideal que os 
sustenta?

Tem paciência. Eles estão comprometidos com 
a vida e, não podendo segui-lo, agora, avança 
tu.

Decepções assinalam as tuas atividades, no 
exercício do bem?

Tem paciência. A edificação do reino de 
Deus exige o trabalho puro e simples, mais 
a abnegação e o sacrifício com devotamento 
total.


Em todo lugar, em qualquer circunstância 
preserva a paciência.

Com paciência observarás a semente intumescer-
se na intimidade da terra, o embrião surgir, 
a plântula desdobrar-se, agigantar-se o 
vegetal, coroar-se de flores, bendizer-se 
com frutos e perpetuar-se em sementes novas.

Pacientemente, o Pai opera sem descanso e o 
Mestre trabalha sem descoroçoamento. Não têm 
pressa na modificação das estruturas dos Orbes, 
da Terra, do homem. Esperam e esperam decisões 
felizes e a dedicação integral de cada qual.

Com paciência vencer-te-ás a ti próprio, 
superando limites, aprimorando aspirações, 
corrigindo imperfeições e, candidato que és 
à conquista da paz, chegarás além das sombras 
físicas, à plenitude da vida liberado o 
ditoso para a tua glória estelar.

(Oferenda - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



********


Fantasias Mediúnicas


O exercício da mediunidade através da 
diretriz espírita é ministério de 
enobrecimento, atividade que envolve 
responsabilidade e siso.

Não comporta atitudes levianas, nem 
admite a insensatez nas suas expressões.

Caracteriza-se pela discrição e elevação 
de conteúdo, a serviço da renovação do 
próprio médium, quanto das criaturas de 
ambas as faixas do processo espiritual: 
fora e dentro da carne.

Compromisso de alta significação, é 
também processo de burilamento do médium, 
que se deve dedicar com submissão e 
humildade.

Exige estudo contínuo para melhor 
aprimoramento de filtragem das mensagens, 
meditação e introspecção com objetivos de 
conquistar mais amplos recursos de ordem 
psíquica, e trabalho metódico, através de 
cujos cometimentos o ritmo de ação propicia 
mais ampla área de percepção e registro. 

Em razão disso, a mediunidade digna jamais 
se coloca a serviço de puerilidades e 
fantasias descabidas, fomentando fascinação 
e desequilíbrio, provocando impactos e 
alienando os seus aficionados...

Não se oferece para finalidades condenáveis, 
nem se torna móvel de excogitações inferiores, 
favorecendo uns em detrimento de outros.

Corrige a óptica da tua colocação a respeito 
da mediunidade.

Sê simples e natural no desempenho do teu 
compromisso mediúnico.

Evita revelações estapafúrdias, que induzem 
a estados patológicos e conduzem a situações 
ridículas.

Poupa-te à tarefa das notícias e informações 
deprimentes, desvelando acontecimentos que 
te não dizem respeito e apontando Entidades 
infelizes como causa dos transtornos daqueles 
que te buscam.

Sê comedido no falar, no agir, no auxiliar.

Reconhece a própria insipiência e dependência 
que te constituem realidade evolutiva, sem 
procurar parecer missionário, que não és, 
nem tampouco privilegiado, que saber estar 
longe dessa injusta condição em relação aos 
teus irmãos.

Não usa das tuas faculdades mediúnicas para 
ampliar o círculo das amizades, senão para o
serviço ao próximo, indistintamente.

Deixa-te conduzir pelas correntes superiores 
do serviço com Jesus e, fiel a ti mesmo, 
realizarás a tarefa difícil e expurgatória 
com a qual estás comprometido, em razão do 
teu passado espiritual deficiente.


Jesus, o Excelente Médium de Deus, jamais se 
descurou, mantendo a mesma nobre atitude 
diante dos poderosos do mundo quanto dos 
necessitados, dos doutos como dos incultos, 
dos ataviados pela ilusão, assim como diante
dos simples, ensinando, amando e servindo 
sem cessar.

Nunca atemorizou alguém com revelação 
superior à capacidade dos Seus ouvintes e 
mesmo quando se reportou aos acontecimentos 
renovadores do futuro, no "fim dos tempos", 
envolveu em símbolos as Suas palavras, 
anunciando as alegrias e esperanças do 
"reino dos Céus", que então se 
estabelecerá na Terra.

(Otimismo - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)




********


Angústia e Paz


Previne-te contra a angústia.

Esta tristeza molesta, insidiosa, 
contínua, arrasta-te a estado perturbador.

Essa insatisfação injustificável, 
perseverante, penosa, conduz-te a 
desequilíbrio imprevisível.

Aquela mágoa que conservas, vitalizada 
pela revolta sem lógica, impele-te a 
desajuste insano.

Isso que te assoma em forma de melancolia, 
que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.

Isso que aflora com freqüência, instalando 
nas tuas paisagens mentais de pressão 
constante, representa o surgimento de 
problema grave.

Aquilo que remóis, propiciando-te dor e 
mal-estar, impele-te a estados infelizes, 
que te atormentam.

A angústia possui gêneses. Várias.

Procede de erros que se encontram fixados 
no ser desde a reencarnação anterior, como 
matriz que aceita motivos verdadeiros ou 
não, para dominar quem deveria envidar 
esforços por aplainar e vencer as imposições 
negativas e as compulsões torpes.

Realmente, não há motivos que justifiquem 
os estados de angústia.

A angústia entorpece os centros mentais 
do discernimentos e desarticula os mecanismos 
nervosos, transformando-se em fator positivo 
de alienações.

Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, 
enfermando o espírito.

Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas 
sombras-problemas.

Não passes recibo aos áulicos da melancolia 
e dispersa com a prece as mancomunações que 
produzem angústia.

Fomenta a paz, que á antídoto da angústia.

Exercita a mente nos pensamentos otimistas e 
cultiva a esperança.

Trabalha com desinteresse, fazendo pelo 
próximo o que dizes dele não receber.

A paz é fruto que surge em momento próprio, 
após a germinação e desenvolvimento do bem 
no coração.

Jamais duvides do amor de Deus.

Fixado no propósito de crescimento espiritual, 
transfere para depois o que não logres agora, 
agindo com segurança.

Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.


(Alerta - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



*********


Fiel para Sempre


No embate contínuo das inúmeras paixões 
para a intransferível sublimação espiritual, 
o cristão, descontente com as concessões que 
frui, compreende a necessidade de prosseguir 
lutando.

O triunfo imediato, as glórias fáceis, as 
alegrias ligeiras não o fascinam, porque 
lhes confere a transitoriedade.

Ante os monumentos colossais do passado, 
agora corroídos pelo tempo, constata a 
vacuidade dos bens terrenos.

Colunas de mármores raros cinzelados, 
granitos preciosos ornados de metais que 
produzem pujança e beleza deslumbrante, 
ressurgem, frios, tristes, aos seus olhos, 
narrando a história das mãos escravas que 
os trabalharam, lavando com suores e 
lágrimas de sangue a poeira que os 
instrumentos produziram ao dar-lhes forma 
arrancando dos minerais brutos a mensagem 
da beleza.

Museus abarrotados de valores de alto preço, 
que descrevem conquistas e poder, parecem 
páginas que choram em esculturas quebradas 
e ornatos incompletos, preciosidades mortas, 
fitando homens que a miséria mata desde a 
orfandade e que, possivelmente, foram os 
mesmos, que um dia no passado, se 
banquetearam na abastança da ilusão.

Lajes que suportaram, indiferentes, o 
tropel de exércitos com os seus animais e 
carros de guerra, continuam, gastas, 
suportando máquinas velozes que a técnica 
constrói...

E as paixões hoje são quase as mesmas de 
ontem, senão mais açuladas, mais violentas 
e devastadoras, no homem que prossegue 
inquieto.

Fala-se muito sobre tais belezas, ora 
transformadas em mausoléus de lembranças. 
Sem dúvida, retratam a arte, expressam 
grandezas espirituais, muitas delas. 
Fitando-as, todavia, não há como deixar de 
inquirir: "Se Deus concede ao homem ímpio e 
infeliz tanta fortuna, que não reservará ao 
filho generoso e trabalhador que Lhe é 
fiel?!"

Luta, pois, e sofre, mesmo sozinho.

Desencarcera-te das primitivas manifestações 
do instinto, por cujos impulsos tens transitado 
e ascende aos panoramas da emoção superior, 
buscando com os sentimentos nobres e a 
inteligência lúcida, a intuição libertadora.

Não te equivoques com o sorriso dos 
conquistadores iludidos, nem suponhas que, 
promovendo alaridos, eles hajam encontrado a
felicidade. O júbilo que promove balbúrdia é 
loucura em plena explosão.

A alegria que brota de dentro é como córrego 
precioso, que nasce discretamente e 
dessedenta a terra por onde cantam, docemente, 
suas águas passantes.

A atroada dos infelizes é produzida pela 
fuga que promovem, aparentando festa 
interior.

Ei-los que se embriagam por um dia, se 
entristecem no outro, murcham repentinamente 
e se desgarram na excentridade das alienações 
mentais, conquanto aplaudidos por outros 
enfermos, sumindo pela porta do suicídio 
direto ou indireto para defrontar a realidade 
dolorosa, logo depois. 

Todo cristão autêntico sofre um "espinho na 
carne", que lhe dói e é, também, sua 
advertência.


O Calvário não é apenas a recordação ou o nome 
do lugar onde Ele padeceu. É a mensagem eterna 
da superação do Filho de Deus a todas as 
contingências, circunstâncias e imposições 
humanas, falando de amor, coragem, renúncia e 
fé.

Todos os mártires da fé, os heróis do bem e 
os santos do amor, caminhando entre os homens, 
sofriam com alegria o seu calvário, que era o 
sinal de união contínua com Ele, o Herói 
Estelar.

Abre, desse modo, os teus braços, submete-te 
à cruz redentora e avança. Pára a ouvir um 
pouco as vozes do passado que ensinam 
experiências e não temas: sê fiel a Jesus 
até o fim! 

(Sol de Esperança - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



********


Nós e Jesus

Fazendo um balanço, através de reflexões, 
és impelido a renovar conceitos, face à 
necessidade colocar o Senhor em muitas das
posições que Lhe competem e que Lhe tens 
negado.

Não poucas vezes, receoso e desiludido, 
interrogas, concluindo falsamente, qual 
registrando resposta infeliz, decorrente 
da íntima secura que padeces.

Se ainda não te convenceste da necessidade 
de sintonizar com Ele, completa os 
raciocínios, pondo-O presente e notarás 
diferenças.

Mencionas cansaço e desequilíbrio como 
carga que se sobrepões, esmagadora, quase 
te conduzindo ao fracasso. Todavia: "O 
fardo é leve!"

Referes que a amizade de amigos transitou 
da tua para províncias estranhas. Em 
decorrência sofres o vazio que ficou na 
alma, graças à deserção deles. No entanto: 
"Aquele que não tomar a sua cruz e seguir-
me, não é digno de mim."

Esclareces que a monotonia das atividades 
a pouco e pouco mata o ardor do ideal que 
antes te abrasava. Tens a sensação de que 
já não é a mesma a chama da fé, que ardia 
em ti. Apesar disso: "O trabalhador da 
undécima hora faz jus ao salário daquele 
da hora primeira."

Informas que desejarias novos sinais dos 
Céus, a fim de que se robustecessem as 
convicções que parecem esvaziadas de 
conteúdo, na torpe sociedade de consumo. 
Sem embargo, a lição é simples: "Bem-
aventurados os que não viram e creram."

Minado por enfermidades insistentes que 
te roubam a vitalidade, inquires: "Onde 
o auxílio divino, na direção das minhas 
necessidades?" Não obstante, a resposta 
está enunciada há quase dois mil anos: 
"Nem todos foram curados."

A ronda da fome aumenta cada vez mais, 
ampliando as dimensões dos seus domínios, 
e a miséria, soberana, governa milhões de 
destinos. Marejam-se os teus olhos, em 
justa compunção. No íntimo, indagas: "Por 
que o Senhor não solve a dificuldade?
"Entrementes, a elucidação já foi dada: 
"Nem só de pão vive o homem. . ."

Sim, são horas de balanço interior, 
momento de colher o resultado da semeadura.

Cada um respira emocionalmente o clima da 
província psíquica em que situa as 
aspirações.

O homem alcança o destino que lhe compraz, 
e o ideal, nele, tem a vitalidade que o 
suprimento de sacrifício lhe dá, através 
de quem o sustenta.

És parte da família que constitui o rebanho 
do Cristo. O Senhor prossegue o mesmo. Faze 
um exame racional e honesto, a fim de 
verificares se a mudança, por acaso, não 
terá sido de tua parte.

O rumo que Ele nos aponta continua indicando 
liberdade. As amarras foram construídas por 
cada qual, para a própria escravidão 
espiritual.

Diante de tais considerações, no báratro 
dos tormentosos dias, convém consultar Jesus, 
sem cessar. E, se tiveres ouvidos capazes 
de escutar-discernindo, percebê-lo-ás a 
repetir: "Eu sou o Caminho: Vinde a mim!"


(Celeiro de Bênçãos – Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)
 
 
*********
 
 


Hosted by www.Geocities.ws

1