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Desespero Injustificável Pensas: "Aceitei, confiante, a fé e a luta me parece mais rude. A fadiga me segue e o desespero me cerceia. Tenho a impressão de que forças tiranizantes me amesquinham, comprazendo-se com os meus tormentos." Analisas: "Abracei o Cristianismo Redivivo no Espiritismo, guardando a esperança de esclarecido, repousar, e edificado pelo esclarecimento, viver em paz. No entanto, com a dilatação do conhecimento, parece-me que problemas com os quais eu não contava repontam multiplicados e dissabores me assinalam as horas." Comentas: "Que ocorre comigo? Não desejava melhoras econômicas ao aceitar a Doutrina renovadora, todavia, surpreendo-me com tantos insucessos... Não aguardava um paraíso entre os companheiros, mas, por que a animosidade?" Concluis: "Desisto — eis a solução. Talvez, quem sabe? — imaginas — eu esteja deixando consumir-me pelo excesso do ideal... Vejo outros companheiros com ares felizes, bem postos, joviais... Algo, comigo, está errado" Sim, algo está errado: a conclusão a que chegaste. Todo compromisso elevado exige esforço no empreendimento, luta na execução, força no ideal. Quem pretende fruir antes de produzir conserva infantilidade mental. O homem velho para despojar-se do manto característico não consegue fazê-lo sem uma grande revolução íntima. O passado de cada espírito em luta, na Terra, é todo um amontoado de escombros a retirar para reconstruir, reaparelhar. Enquanto alguém se demora em charco pestilento acostuma-se ao recender da podridão. O horizonte visual é maior de quanto mais alto o contemplamos. É, pois, compreensível que, desejoso de uma vida melhor sejam concedidas às tuas possibilidades atuais as lutas redentoras para mais altos vôos. Com as percepções espirituais desenvolvidas e sintonizadas com as Esferas da Luz, teus inimigos desencarnados, na retaguarda, redobram a vigilância junto aos teus movimentos e, de paixões açuladas ante a perspectiva de perderem o comensal de antigas loucuras, atiram-se, desordenadamente, "dispostos a tudo"... Ora, porfia, estuda e ama. A oração elevar-te-á além das sombras densas. A porfia retemperará tuas forças. O estudo dilatará a tua faculdade de discernir. E o amor te concederá as láureas da paz, oferecendo-te os tesouros inalienáveis da felicidade sem jaça. Em "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, o Embaixador das Cortes Celestes, registrou: "Sob a influência das idéias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado penoso..." "Na vida espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais lhe causa os passageiros sofrimentos terrenos..." " Não é possível, no estado de imperfeição em que te encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a frui- la, é que trata de se melhorar." (Dimensões da Verdade - Joanna De Angelis - Divaldo P. Franco) ********* Indulgência Permanente Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência. Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem. Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva... Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância. A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor. A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar. É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina alcance do sedento. Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor. A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza. Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios. Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta. A indulgência pacifica o infrator, auxiliando- o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona. Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse. Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado. Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida. (Viver é Amar - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco) ********* Tem Coragem Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes estremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação. Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse. Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe. A saúde perfeita passa; a juventude louçã desaparece; o sorriso largo termina; a a lgaravia de festa silencia... Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; a enfermidade se extingue; a miséria muda de lugar; a morte abre as portas da vida em triunfo... Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe preciosos acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, ao processo da evolução. Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem mudariam a situação dos que sofrem escassez. No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam- se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo... Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral. Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam- na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados... O bem deve ser eito como e onde cada qual se encontre. Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula. A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios. Um dia sucede o outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser. Recorre, as situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados desse atitude. Jesus é sempre o exemplo. Poderia haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez. Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à cruz; todavia, sequer o intentou. Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente; todavia, não se preocupou com essa alternativa. Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, sem temores, nem fraquezas; porém optou pelo grupo de que se cercou. Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época; sem embargo, viveu- a em toda a plenitude, demonstrando a importância primacial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios. Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte; apesar disso, facultou-se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas... Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução; identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido; sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimentos das falazes aquisições que se deterioram no túmulo e dissociam os tesouros da alma. Tem, portanto, coragem e faze como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso. (Alerta - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco)
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Segurança Íntima
Embora atingido pela maleivosa insinuação da inveja, não te deixes arrastar à inquietação. Não obstante a urdidura da maledicência tentando envolver-te em suas malhas, não te perturbes com a sua insídia. Mesmo que te percebas incompreendido, quando não caluniado pelos frívolos e despeitados, não te aflijas. Segurança interior deve ser a tua força de equilíbrio, a resistência dos teus propósitos. Quem é fiel a um ideal dignificante não consegue isentar-se da animosidade gratuita, que grassa soberana, ou sequer logra permanecer inatacável pela pertinácia da incúria... Somente os inúteis poderiam acreditar-se não agredidos. O bom operário, todavia, quando na desincumbência dos deveres, experimenta as agressões de todo porte com que os cômodos e insatisfeitos pretendem desanimá-lo. De forma alguma concedas acesso à irritação ou à informação malsã na tua esfera de atividades. Quando te sentires compreendido, laureado pelos sorrisos e beneplácitos humanos, quiçá estejas atendendo aos interesses do mundo, contudo não te encontrarás em conduta correta em relação aos compromissos com Jesus. Quem serve ao mundo e a ele se submete certamente não dispõe de tempo para os deveres relevantes, em relação ao espírito. A recíproca, no caso, é verdadeira. Não te eximirás, portanto, à calúnia, à difamação, às artimanhas dos famanazes da irresponsabilidade, exceto se estiveres de acordo com eles. Não produzem e sentem-se atingidos por aqueles que realizam, assim desgastando-se e partindo para a agressividade, com as armas que lhes são afins. Compreende-os malgrado não te concedas sintonizar com eles, nas faixas psíquicas em que atuam. Não reajas, nem os aceites. Suas farpas não devem atingir-te. Eles estão contra tudo. Afinal estão contra eles mesmos, por padecerem de hipertrofia dos sentimentos e enregelamento da razão. Segurança íntima é fruto de uma consciência tranqüila, que decorre do dever retamente cumprido, mediante um comportamento vazado nas lições que haures na Doutrina de Libertação espiritual, que é o Espiritismo. Assim, não te submetas ou te condiciones às injunções de homens ou Entidades, se pretendes servir ao Senhor... Toda sujeição aos transitórios impositivos das paixões humanas, em nome do Ideal de vida espiritual, se transforma em escravidão com lamentável desrespeito aos compromissos reais assumidos em relação ao Senhor. Recorda-te d’Ele, crucificado, desprezado, odiado por não se submeter aos impositivos da mentira e das vacuidades humanas, todavia triunfante sempre pela Sua fidelidade ao Pai. (Leis Morais da Vida - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco)
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Convite à Solidariedade São muitos os necessitados que desfilam aflições, aguardando entendimento e socorro. Uns estão assinalados rudemente por deformidades visíveis que constituem a cruel recidiva de que precisam para aprender conduta e dever. Outros se encontram sitiados por limitações coercitivas que funcionam como presídio correcional, a fim de os habilitarem para futura convivência social. Alguns se apresentam com dificuldades no raciocínio e na lucidez, embora a aparência harmoniosa, como se fossem estetas da forma emparedando misérias mentais que os ensinam a valorizar oportunidade e bênção. Diversos conduzem feridas expostas, abertas em chagas purulentas, com que drenam antigas mazelas e corrigem paixões impressas nos painéis do perispírito, submetido à terapêutica renovadora. Vários estão estigmatizados a ferro e fogo, padecendo dores morais quase superlativas, em regime de economia de felicidade, exercitando as experiências da esperança. Um sem número de atados à fome e à discriminação racial sob acicates poderosos, estão treinando humildade para o futuro. Todos aguardando piedade, ensejo para conjugarem os verbos servir e amar. Há outros, porém, esperando solidariedade. São os construtores do ideal edificante, os servidores desinteressados, os promotores da alegria pura, os trabalhadores da fraternidade, os governantes honestos, os capitães da indústria forjados no aço da honradez, os pais laboriosos, os mestres e educadores fiéis ao programa do bem. Sim, não apenas os que pagam o pretérito culposo, mas, sobretudo, os que estão levantando o Mundo Novo dos escombros que jazem no chão da Humanidade. Nobre e fácil chorar a dor ao lado de quem sofre. Felizes, também, os que podem oferecer- se, solidários, aos que servem e amam ao Senhor, não obstante os diversos nomes e caminhos pelos quais se desvelam, operários da Era Melhor do amanhã ditoso. Solidariedade, também, para com os que obram no bem. (Convites da Vida – Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco) ********* O Amor A exteriorização do psiquismo divino pode ser considerada como o Amor que tudo cria e vitaliza. Por essa razão, o Apóstolo João afirmava que Deus é amor. No universo, ele se expressa como a força da atração e reação gravitacional, manifestando-se em diferentes leis que sustentam o equilíbrio das Galáxias. No reino mineral, ele é a energia que aglutina as moléculas e as mantém unidas, aparentemente insensíveis, nas quais dormem os elementos vitais, que desabrocharão na sucessão dos milênios. No reino vegetal, encontra-se como a sensibilidade embrionária, que desperta, a pouco e pouco, adquirindo os pródomos das porvindouras sensações. No reino animal, converte-se na percepção e conquista do instinto que preserva a vida, estabelecendo os primeiros vínculos sociais, gregários, em grupos, em sociedades da mesma espécie, antecipando os passos do porvir. No reino hominal, é o sentimento que se expande, manifestando-se em forma de proteção no clã: maternal, paternal, fraternal, nacional, para generalizar-se na comunidade, em ensaios eloqüentes para o universal... Sem o amor, a vida não existiria, e, mesmo que a Lei da Criação estabelecesse os fenômenos vitais, faltaria o élan de sustentação das formas e dos seres existenciais. Quando o amor vige, tudo respira paz, e a alma dos homens e das coisas adquire beleza, crescendo para a plenitude. Na montanha, o canto das bem-aventuranças, proferido por Jesus, é o mais belo poema que a Humanidade jamais escutou, em forma de exaltação da verdade, da justiça, dos valores morais, das virtudes. No Calvário, porém, cuja trajetória tem início na entrada triunfal em Jerusalém, o Mestre viveu-o intensamente, por conhecer a imaturidade psicológica e evolutiva daqueles que O aplaudiam, a princípio, para depois O levarem à Crucificação. O amor impregnou-Lhe a vida em todos os momentos do mistério, tornando-O, então, o símbolo mais perfeito de que se tem notícia, a respeito desse hálito da Vida, que é o Amor. Nas estradas da Úmbria, em renúncia comovedora, Francisco de Assis desfraldou a bandeira do amor e penetrou-se desse sentimento, de tal modo que se casou com a senhora pobreza, tomando, como seus irmãos, os animais, as águas, o Sol, a Lua, a natureza, que decantou em hinos de incomparável beleza. Na solidão da Porciúncula, onde morreu, foi o amor que irradiou que o tornou mais sublime símile do Amigo Divino, a Quem imitava. Nos dolorosos testemunhos das enfermidades, Teresa de Ávila encontrou no amor do Mestre, o seu divino noivo, a força, a coragem e a esperança para ser fiel ao mandato de abnegação, tornando-se sábia e exemplo da plena comunhão com o pensamento do seu Amado. Pasteur, por amor à Humanidade, entregou- se aos exaustivos labores de pesquisa, e libertou os seres de males e misérias que os dizimavam. Marie Curie, vitimada pelo câncer contraído nas experiências radioativas, prosseguiu, abnegada, e abriu à Física Nuclear horizontes dantes jamais sonhados, por amor à Ciência. Miguel Ângelo interpretou em cores as visões transcendentes, com sacrifícios e sob incompreensões terríveis, por amor à arte. Dante, por amor a Beatriz, compôs a imortal Divina Comédia, colocando em cantos de incomum beleza as visões psíquicas de que era objeto, para engrandecimento dos homens. O amor está presente em tudo - sem sua vigência se volveria ao caos da origem, que o Amor organizou e deu direcionamento. Somente quando se ama é que se alcança o fanal da existência. Quando o ser humano permitir que o amor o ilumine e o mantenha, alcançará o patamar da angelitude e avançará com segurança no rumo do Divino Amor. Assim sendo, o amor é a expansão do Divino Psiquismo, e sem ele nada existe. (Sob a proteção de Deus - Joanna de Angelis - de Divaldo Pereira Franco)
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Oportunidade da Paciência Escuda-te na paciência. Ninguém improvisa equilíbrio ou logra paz sem o investimento da perseverança, na vivência dos ideais enobrecedores. A paciência resulta do comportamento ético que a criatura mantém em relação aos ideais que esposa fascinada pela significação deles. O cristão, e em particular, o espírita, deve escudar-se na paciência a fim de atingir o êxito nos cometimentos a que se propõe. Paciência é bênção da vida a quem respeita a vida. Transbordam rios de problemas, ameaçando a barca da tua conduta? Tem paciência. Amanhã a situação se terá modificado. Chuvas torrenciais de aflições transformam o teu pomar de alegrias em caos onde abundam destroços? Tem paciência. O dia novo trará sol amigo e abençoado que refará a paisagem com o auxílio da tua ação. Enfermidade ultriz surpreende-te os passos quando te candidatas ao apostolado do bem? Tem paciência. O despertar para a verdade, já é vivê-la, e o confiar nela, é dar início à sua realização. Inimigos gratuitos forcejam a porta das tuas esperanças assacando calúnias e arrojando-te impropérios? Tem paciência. Recolhes hoje as tempestades que semeaste, mas o futuro dar-te-á o fruto da sementeira que agora produzes. A noite sombreia-se de dificuldades levando- te a conclusões pessimistas? Tem paciência. Além da treva brilha a luz e, longe das tuas percepções débeis, há claridades desconhecidas a apontarem o rumo da vida. Companheiros desertam do ideal que os sustenta? Tem paciência. Eles estão comprometidos com a vida e, não podendo segui-lo, agora, avança tu. Decepções assinalam as tuas atividades, no exercício do bem? Tem paciência. A edificação do reino de Deus exige o trabalho puro e simples, mais a abnegação e o sacrifício com devotamento total. Em todo lugar, em qualquer circunstância preserva a paciência. Com paciência observarás a semente intumescer- se na intimidade da terra, o embrião surgir, a plântula desdobrar-se, agigantar-se o vegetal, coroar-se de flores, bendizer-se com frutos e perpetuar-se em sementes novas. Pacientemente, o Pai opera sem descanso e o Mestre trabalha sem descoroçoamento. Não têm pressa na modificação das estruturas dos Orbes, da Terra, do homem. Esperam e esperam decisões felizes e a dedicação integral de cada qual. Com paciência vencer-te-ás a ti próprio, superando limites, aprimorando aspirações, corrigindo imperfeições e, candidato que és à conquista da paz, chegarás além das sombras físicas, à plenitude da vida liberado o ditoso para a tua glória estelar. (Oferenda - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco) ******** Fantasias Mediúnicas O exercício da mediunidade através da diretriz espírita é ministério de enobrecimento, atividade que envolve responsabilidade e siso. Não comporta atitudes levianas, nem admite a insensatez nas suas expressões. Caracteriza-se pela discrição e elevação de conteúdo, a serviço da renovação do próprio médium, quanto das criaturas de ambas as faixas do processo espiritual: fora e dentro da carne. Compromisso de alta significação, é também processo de burilamento do médium, que se deve dedicar com submissão e humildade. Exige estudo contínuo para melhor aprimoramento de filtragem das mensagens, meditação e introspecção com objetivos de conquistar mais amplos recursos de ordem psíquica, e trabalho metódico, através de cujos cometimentos o ritmo de ação propicia mais ampla área de percepção e registro. Em razão disso, a mediunidade digna jamais se coloca a serviço de puerilidades e fantasias descabidas, fomentando fascinação e desequilíbrio, provocando impactos e alienando os seus aficionados... Não se oferece para finalidades condenáveis, nem se torna móvel de excogitações inferiores, favorecendo uns em detrimento de outros. Corrige a óptica da tua colocação a respeito da mediunidade. Sê simples e natural no desempenho do teu compromisso mediúnico. Evita revelações estapafúrdias, que induzem a estados patológicos e conduzem a situações ridículas. Poupa-te à tarefa das notícias e informações deprimentes, desvelando acontecimentos que te não dizem respeito e apontando Entidades infelizes como causa dos transtornos daqueles que te buscam. Sê comedido no falar, no agir, no auxiliar. Reconhece a própria insipiência e dependência que te constituem realidade evolutiva, sem procurar parecer missionário, que não és, nem tampouco privilegiado, que saber estar longe dessa injusta condição em relação aos teus irmãos. Não usa das tuas faculdades mediúnicas para ampliar o círculo das amizades, senão para o serviço ao próximo, indistintamente. Deixa-te conduzir pelas correntes superiores do serviço com Jesus e, fiel a ti mesmo, realizarás a tarefa difícil e expurgatória com a qual estás comprometido, em razão do teu passado espiritual deficiente. Jesus, o Excelente Médium de Deus, jamais se descurou, mantendo a mesma nobre atitude diante dos poderosos do mundo quanto dos necessitados, dos doutos como dos incultos, dos ataviados pela ilusão, assim como diante dos simples, ensinando, amando e servindo sem cessar. Nunca atemorizou alguém com revelação superior à capacidade dos Seus ouvintes e mesmo quando se reportou aos acontecimentos renovadores do futuro, no "fim dos tempos", envolveu em símbolos as Suas palavras, anunciando as alegrias e esperanças do "reino dos Céus", que então se estabelecerá na Terra. (Otimismo - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco) ******** Angústia e Paz Previne-te contra a angústia. Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador. Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível. Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano. Isso que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo. Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave. Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam. A angústia possui gêneses. Várias. Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as imposições negativas e as compulsões torpes. Realmente, não há motivos que justifiquem os estados de angústia. A angústia entorpece os centros mentais do discernimentos e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações. Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito. Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas. Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia. Fomenta a paz, que á antídoto da angústia. Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança. Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber. A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração. Jamais duvides do amor de Deus. Fixado no propósito de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança. Toda angústia dilui-se na água corrente da paz. (Alerta - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco) ********* Fiel para Sempre No embate contínuo das inúmeras paixões para a intransferível sublimação espiritual, o cristão, descontente com as concessões que frui, compreende a necessidade de prosseguir lutando. O triunfo imediato, as glórias fáceis, as alegrias ligeiras não o fascinam, porque lhes confere a transitoriedade. Ante os monumentos colossais do passado, agora corroídos pelo tempo, constata a vacuidade dos bens terrenos. Colunas de mármores raros cinzelados, granitos preciosos ornados de metais que produzem pujança e beleza deslumbrante, ressurgem, frios, tristes, aos seus olhos, narrando a história das mãos escravas que os trabalharam, lavando com suores e lágrimas de sangue a poeira que os instrumentos produziram ao dar-lhes forma arrancando dos minerais brutos a mensagem da beleza. Museus abarrotados de valores de alto preço, que descrevem conquistas e poder, parecem páginas que choram em esculturas quebradas e ornatos incompletos, preciosidades mortas, fitando homens que a miséria mata desde a orfandade e que, possivelmente, foram os mesmos, que um dia no passado, se banquetearam na abastança da ilusão. Lajes que suportaram, indiferentes, o tropel de exércitos com os seus animais e carros de guerra, continuam, gastas, suportando máquinas velozes que a técnica constrói... E as paixões hoje são quase as mesmas de ontem, senão mais açuladas, mais violentas e devastadoras, no homem que prossegue inquieto. Fala-se muito sobre tais belezas, ora transformadas em mausoléus de lembranças. Sem dúvida, retratam a arte, expressam grandezas espirituais, muitas delas. Fitando-as, todavia, não há como deixar de inquirir: "Se Deus concede ao homem ímpio e infeliz tanta fortuna, que não reservará ao filho generoso e trabalhador que Lhe é fiel?!" Luta, pois, e sofre, mesmo sozinho. Desencarcera-te das primitivas manifestações do instinto, por cujos impulsos tens transitado e ascende aos panoramas da emoção superior, buscando com os sentimentos nobres e a inteligência lúcida, a intuição libertadora. Não te equivoques com o sorriso dos conquistadores iludidos, nem suponhas que, promovendo alaridos, eles hajam encontrado a felicidade. O júbilo que promove balbúrdia é loucura em plena explosão. A alegria que brota de dentro é como córrego precioso, que nasce discretamente e dessedenta a terra por onde cantam, docemente, suas águas passantes. A atroada dos infelizes é produzida pela fuga que promovem, aparentando festa interior. Ei-los que se embriagam por um dia, se entristecem no outro, murcham repentinamente e se desgarram na excentridade das alienações mentais, conquanto aplaudidos por outros enfermos, sumindo pela porta do suicídio direto ou indireto para defrontar a realidade dolorosa, logo depois. Todo cristão autêntico sofre um "espinho na carne", que lhe dói e é, também, sua advertência. O Calvário não é apenas a recordação ou o nome do lugar onde Ele padeceu. É a mensagem eterna da superação do Filho de Deus a todas as contingências, circunstâncias e imposições humanas, falando de amor, coragem, renúncia e fé. Todos os mártires da fé, os heróis do bem e os santos do amor, caminhando entre os homens, sofriam com alegria o seu calvário, que era o sinal de união contínua com Ele, o Herói Estelar. Abre, desse modo, os teus braços, submete-te à cruz redentora e avança. Pára a ouvir um pouco as vozes do passado que ensinam experiências e não temas: sê fiel a Jesus até o fim! (Sol de Esperança - Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco) ******** Nós e Jesus Fazendo um balanço, através de reflexões, és impelido a renovar conceitos, face à necessidade colocar o Senhor em muitas das posições que Lhe competem e que Lhe tens negado. Não poucas vezes, receoso e desiludido, interrogas, concluindo falsamente, qual registrando resposta infeliz, decorrente da íntima secura que padeces. Se ainda não te convenceste da necessidade de sintonizar com Ele, completa os raciocínios, pondo-O presente e notarás diferenças. Mencionas cansaço e desequilíbrio como carga que se sobrepões, esmagadora, quase te conduzindo ao fracasso. Todavia: "O fardo é leve!" Referes que a amizade de amigos transitou da tua para províncias estranhas. Em decorrência sofres o vazio que ficou na alma, graças à deserção deles. No entanto: "Aquele que não tomar a sua cruz e seguir- me, não é digno de mim." Esclareces que a monotonia das atividades a pouco e pouco mata o ardor do ideal que antes te abrasava. Tens a sensação de que já não é a mesma a chama da fé, que ardia em ti. Apesar disso: "O trabalhador da undécima hora faz jus ao salário daquele da hora primeira." Informas que desejarias novos sinais dos Céus, a fim de que se robustecessem as convicções que parecem esvaziadas de conteúdo, na torpe sociedade de consumo. Sem embargo, a lição é simples: "Bem- aventurados os que não viram e creram." Minado por enfermidades insistentes que te roubam a vitalidade, inquires: "Onde o auxílio divino, na direção das minhas necessidades?" Não obstante, a resposta está enunciada há quase dois mil anos: "Nem todos foram curados." A ronda da fome aumenta cada vez mais, ampliando as dimensões dos seus domínios, e a miséria, soberana, governa milhões de destinos. Marejam-se os teus olhos, em justa compunção. No íntimo, indagas: "Por que o Senhor não solve a dificuldade? "Entrementes, a elucidação já foi dada: "Nem só de pão vive o homem. . ." Sim, são horas de balanço interior, momento de colher o resultado da semeadura. Cada um respira emocionalmente o clima da província psíquica em que situa as aspirações. O homem alcança o destino que lhe compraz, e o ideal, nele, tem a vitalidade que o suprimento de sacrifício lhe dá, através de quem o sustenta. És parte da família que constitui o rebanho do Cristo. O Senhor prossegue o mesmo. Faze um exame racional e honesto, a fim de verificares se a mudança, por acaso, não terá sido de tua parte. O rumo que Ele nos aponta continua indicando liberdade. As amarras foram construídas por cada qual, para a própria escravidão espiritual. Diante de tais considerações, no báratro dos tormentosos dias, convém consultar Jesus, sem cessar. E, se tiveres ouvidos capazes de escutar-discernindo, percebê-lo-ás a repetir: "Eu sou o Caminho: Vinde a mim!" (Celeiro de Bênçãos – Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco)
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