A Compaixão

Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o 
sentimento da compaixão.

Habituando-se aos próprios problemas e aflições, 
o homem passa a não perceber os sofrimentos do 
seu próximo.

Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio 
às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa 
couraça de indiferença, a fim de poupar-se a 
maior soma de dores.

Deixando de interessar-se pelos outros, estes 
esquecem-se dele, e a vida social não vai além 
das superficialidades imediatistas, 
insignificantes.

Empedernindo o sentimento da compaixão, a 
criatura avança para a impiedade e até para o 
crime.

Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, 
tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção 
domina com arbitrariedade.

Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge 
da compaixão, distancia-se de todos, pensando e
vivendo exclusivamente para o seu ego e para os 
seus. No entanto, sem um relacionamento salutar, 
que favorece a alegria e a amizade, os 
sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida 
perdem a sua alta significação tornando-se mais 
estreitos e egotistas.

A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando 
o sentimento que avança em socorro e o que retorna 
em aflição.

é o primeiro passo para a vigência ativa das 
virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o 
bem-estar pessoal.

O individualismo é-lhe a grande barreira, face a 
sua programação doentia, estabelecida nas bases 
do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das 
colossais potencialidades da vida, jacentes em 
todos os indivíduos.

A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por 
fazer que se reflexione em torno das ocorrências 
que atingem a todos os transeuntes da experiência 
humana.

É possível que esse sentimento não resolva grandes 
problemas, nem execute excelentes programas. Não 
obstante, o simples desejo de auxiliar os outros 
proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, 
que se transformarão em recursos de socorro nas 
próximas oportunidades.

Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende 
a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir 
o coração.

Pouco importa se o outro, o beneficiado pela 
compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer 
venha a identificá-la. O essencial é o sentimento 
de edificação, o júbilo da realização por menor que 
seja, naquele que a experimenta.

Expandir esse sentimento é dar significação à vida.

A compaixão está cima da emotividade desequilibrada 
e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza 
o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.

Quando se é capaz de participar dos sofrimentos 
alheios, os próprios não parecem tão importantes e 
significativos.

Repartindo a atenção com os demais, desaparece o 
tempo vazio para a s lamentações pessoais.

Graças à compaixão, o poder de destruição humana 
cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na 
Terra.

Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o 
teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas 
limitações e deficiências, cresce em ação no rumo 
do Grande Poder.


(Responsabilidade - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Questão de Sintonia


O fascínio que Jesus exercia sobre todos 
que O defrontavam, derivava da sua superioridade 
espiritual.

Seus silêncios penetravam na alma dos seguidores, 
que se comoviam, submissos.

As Suas palavras ressoavam demoradamente na 
acústica dos seres que se deixavam na permear 
pelo verbo revelador.

Seus atos mudavam o habitual e apresentavam a 
sua natureza transcendente.

Quantos eram convocados, quase sem raciocinar, 
tudo abandonavam pelo prazer de O seguir.

Os que debandaram, no momento do testemunho, 
volveram, de imediato, autodoando-se, mais tarde, 
em holocausto de amor ou renasceram assinalados 
pela Sua convocação, seguindo-O com valor e 
renúncia total.

Ao Seu lado vivia-se o clima da esperança, em 
perfeita comunhão espiritual com a Vida Maior.

A morte, a ninguém se afigurava como o fim da 
vida, mas representava uma porta de acesso à 
Vida...

Faze uma avaliação dos teus atos e considera se 
estás em condições de partir.

O conhecimento espírita que te reconduz a Cristo, 
dá dimensão da responsabilidade que te cumpre 
desenvolver.

De bom alvitre, portanto, que reconsideres 
atitudes negativas, situações conflitantes e 
estados de perturbação que te assinalam as horas.

Colocando a vida espiritual em primeiro plano nas 
tuas atividades e conduta, a vida passará a ter 
sentido superior.

Sairás da torpe situação em que te debates a 
lutarás com mais decisão pela conquista de ti 
mesmo, em conseqüência, da tua paz.

Sintonizando com Jesus, sentir-te-ás fortemente 
atraído por Ele, e, mediante uma firme resolução, 
conquistarás, como os Seus primitivos seguidores, 
a felicidade que ainda não fruíste.


(Receitas de Paz - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Ante o Natal


Considerando a alta significação do Natal 
em tua vida, podes ouvir e atender os apelos 
dos pequeninos esquecidos no grabato da 
orfandade ou relegados às palhas imundas da 
miséria, em memória de Jesus quando menino; 
consegues compreender as dificuldades dos que 
caminham pela via da amargura, experimentando 
opróbrio e humilhação e dá-lhes a mão de amigo 
em gesto de solidariedade humana, recordando 
Jesus nos constantes testemunhos; abres os 
braços em socorro aos enfermos, estendendo-lhes 
o medicamento salutar ou o penso balsamizante, 
desejando diminuir a intensidade da dor, evocando 
Jesus entre os doentes que O buscavam, infelizes; 
ofereces entendimento aos que malograram 
moralmente e se escondem nos recantos do desespero 
social, procurando-os para os levantar, 
reverenciando Jesus que jamais se furtou à 
misericórdia para com os que foram colhidos nas 
malhas da criminalidade, muitas vezes sob o jugo 
de obsessões cruéis; preparas a mesa, decoras o 
lar, inundas a família de alegrias e cercas os 
amigos de mimos e carinhos pensando em Jesus, o 
Excelente Amigo de todos...

Tudo isto é Natal sem dúvida, como mensagem 
festiva que derrama bênçãos de consolo e amparo, 
espalhando na Terra as promessas de um Mundo 
Melhor, nos padrões estabelecidos por Jesus 
através das linhas mestras do amor.

Há todavia, muitos outros corações junto aos 
quais deverás celebrar o Natal, firmando novos 
propósitos em homenagem a Jesus.

Companheiros que te dilaceraram a honra e se 
afastaram; amigos que se voltaram contra a tua 
feição e se fizeram adversários; conhecidos 
caprichosos que exigiram alto tributo de amizade 
e avinagraram tuas alegrias; irmãos de fé que 
mudaram o conceito a teu respeito e atiraram 
espinhos por onde segues;colaboradores do teu 
ideal, que sem motivo se levantaram contra teu 
devotamento, criando dissensão e rebeldia ao teu 
lado; inimigos de ontem que se demoram inimigos 
hoje; difamadores que sempre constituíram dura 
provação, todos eles são oportunidade para a 
celebração do Natal pelo teu sentimento cristão 
e espírita.

Esquece os males que te fizeram e pede-lhes te 
perdoem as dificuldades que certamente também 
lhes impuseste.

Dirige-lhes um cartão colorido para esmaecer o 
negrume da aversão que os manteve em silêncio e 
à distância. nos quais, talvez, inconscientemente 
te comprazes.

Provavelmente alguns até gostariam de reatar 
liames... Dá-lhes esta oportunidade por amor a 
Jesus, que a todo instante, embora conhecendo os 
inimigos, os amou sem cansaço, oferecendo-lhes 
ensejos de recuperação.

O Natal é dádiva do Céu à Terra como ocasião de 
refazer e recomeçar.

Detém-te a contemplar as criaturas que passam 
apressadas. Se tiveres olhos de ver percebê-las-
ás tristes, sucumbidas, como se carregassem 
pesados fardos, apesar de exibirem tecidos custosos 
e aparência cuidada. Explodem facilmente, 
transfigurando a face, e deixando-se consumir 
pela cólera que as vencem implacavelmente.

Todas desejam compreensão e amor, entendimento 
e perdão, sem coragem de ser quem compreenda ou 
ame, entenda ou perdoe.

Espalha uma nova claridade neste Natal, na senda 
por onde avanças na busca da Vida.

Engrandeces-te nas pequenas doações, crescendo 
nos deveres que poucos se propõem executar.

Desde que já podes dar os valores amoedados e 
as contribuições do entendimento moral, 
distribui, também, as jóias sublimes do perdão 
aos que te fizeram ou fazem sofrer.

Sentirás que Jesus, escolhendo um humílimo 
refúgio para viver entre os homens semeando 
alegrias incomparáveis, nasce, agora, no teu 
coração como a informar-te que todo dia é Natal 
para quem o ama e deseja transformar-se em 
carta viva para anunciá-lo às criaturas 
desatentas e sofredoras do mundo.

Somente assim ouvirás no imo da alma e 
entenderás a saudação inesquecível dos anjos, 
na noite excelsa:

Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa 
vontade para com os homens vivendo um perene 
Natal de bênçãos por amor a Jesus.

(Bênçãos do Natal - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Natal de Luzes


A sombra dos sofrimentos dilatava-se, 
envolvendo povos e nações engalfinhados em 
guerras sanguissedentas, avassaladoras.

A arrogância do poder temporal erguera 
tronos à selvajaria.

A impunidade abraçada à arrogância, nutriam-se 
das multidões que gemiam esmagadas do o eito 
da escravidão.

O servilismo e a indignidade confraternizavam 
com a hediondez e a traição, que devoravam 
incontáveis populações sob o látego da 
crueldade.

O mundo era conduzido pela arbitrariedade de 
homens inescrupulosos e sem coração, que, não 
obstante, transitavam no carro físico rumando 
para o túmulo.

As hectacombes sucediam-se e a criatura 
humana humilde valia menos que uma animália.

A esperança parecia haver fugido do proscênio
terrestre, enquanto a treva predominava.

Foi nesse sombrio cenário que a manjedoura se 
transformou em uma Via Láctea e nasceu Jesus.
As estrelas desceram ao vale escuro e 
inundaram a grande noite com inapagáveis 
claridades.

Desde então, o Seu é um Natal de luzes.

Antes dEele a selvajaria elegia os seus líderes 
sandeus, insensíveis, semeadores da destruição, 
sequazes da morte.

Embora as coroas de louros dos triunfos, com 
as quais desfilavam, temidos, foram arrastados 
à sepultura, não sobrevivendo à própria 
temeridade.

Depois dEle, novos guerreiros desembainharam 
as espadas e continuaram as hediondas 
carnificinas, inscrevendo alguns, nos seus 
estandartes, o símbolo do Seu sacrifício ou 
Suas inesquecíveis palavras...

Passaram como tempestades violentas, deixando 
marcas terríveis, mas foram esquecidos.

Ele, no entanto, silenciosamente fez reverdecer 
o solo crestado dos corações, onde hoje 
florescem a esperança e a alegria de viver.

É certo, que ainda permanecem na Terra, as 
conjunturas inquietantes do crime, da 
insanidade e o sofrimento crucifica 
incontáveis criaturas em toda parte,

Jesus, porém, está alerta.

A Sua mensagem balsamiza multidões e levanta 
os combalidos nos mais diferentes lugares.

Sua vida é paradigma de equilíbrio e de 
vitória para bilhões de outras vidas.

Como brisa cariciosa Ele alcança os seres e 
apazigua-os, impulsionando-os com suavidade 
para os Seus rumos.

O Seu estoicismo é lição poderosa e 
alentadora para todos que nEle meditam.

...E quantos sintonizam com o Seu pensamento, 
ergam-se dos pauis terrestres às constelações 
siderais.

Não te deixes consumir pela angústia ou pelo 
medo destes dias.

Busca Jesus nas tuas paisagens íntimas e 
estabelece um vínculo de amor com Ele, 
deixando-te conduzir pelo caminho seguro do 
Bem.

Se Ele, porém, ainda não nasceu no teu coração, 
abre-te à possibilidade, para que aconteça esse 
evento imediatamente, passando a conviver com 
a Sua presença libertadora.

Aquele foi um Natal de luzes, que iniciou era 
nova para a humanidade em desalinho.

Permite que este seja o teu momento luminífero 
e transformador com Ele nascendo nos teus 
sentimentos e clareando a noite afligente em 
que te encontras em um permanente Natal de 
luzes.


(Bênçãos do Natal - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Jesus Veio


Ele veio e é a "luz do mundo".

Depois dEle nunca mais a treva se fez vitoriosa.

Enquanto predominavam a violência, a 
agressividade, a escravidão dos vencidos, o 
vilipêndio dos valores morais a benefício da 
força e do orgulho, Jesus veio ter com os 
homens.

Toda a sua vida constitui até hoje a afirmação 
do espírito invencível sobre a precariedade das 
coisas utópicas do mundo.

Assinalando com a humildade o Seu berço, 
demonstrou que cada um é a soma das aquisições 
pessoais intransferíveis, que se sobrepõem às 
situações e enganosas distinções da vilegiatura 
física dos povos.

Nenhum estardalhaço em Seu ministério se 
registra, privilégio nenhum.

Caracterizado pela nobreza e elevação espiritual 
de que se encontrava investido, propôs o amor 
como terapêutica para a violência e o viveu 
integralmente.

Nunca traiu o postulado em que alicerçou a sua 
mensagem de esperança e paz.

Deu-se a si mesmo em todos os lances da vida, 
olvidando-se, intimorato, das próprias 
conveniências, pensando nas criaturas humanas 
e submisso às superiores determinações do Pai.

Exaltando o amor, como caminho único para 
alcançar a felicidade, tornou-se o amor, por 
enquanto ainda não amado.

Ele veio, e Sua vida mudou os rumos do 
pensamento, estabelecendo diferente diretriz 
histórica.

Com Ele surgiu o homem integral, protótipo 
perfeito que Deus nos "concedeu para servir 
de modelo e guia".

Identifica-te com Ele, deixando-te impregnar 
pelos Seus exemplos, a teu turno apresentando-
O aos companheiros do processo evolutivo, em 
que te encontras.

Em situação alguma te afastes dEle.

Pensa no labor que Ele desenvolveu e aceita-
lhe o convite para O seguir.

Hoje, mais do que nunca, quando novamente a 
violência e o crime se dão as mãos, a dor e o 
desespero explodem em todo lugar, vive Jesus, 
trazendo-O de volta, pelo teu exemplo aos que 
ainda não O conhecem devidamente.

Ele veio e nunca se apartou de nós.

Não importa que a data do Seu nascimento 
seja simbólica.

Inquestionável é o fato: Ele veio e ninguém 
conseguiu realizar até hoje o que Ele fez.

Faze a tua parte, e evoca-Lhe o Natal em todos 
os dias da tua vida, tornando-a sinfonia de 
feitos.

Se te parecer difícil lográ-lo, inicia, neste 
Natal, o dia novo da tua perfeita comunhão com 
Jesus, auxiliando o nascimento dEle em outros 
Espíritos e prosseguindo sem cansaço até o 
momento da tua libertação total.

Faze do dia de Natal o teu momento de paz, que 
se tornará um permanente compromisso com Jesus, 
em favor das criaturas para as quais Ele veio.



(Oferenda - Joanna de Angelis - 
Divaldo Pereira Franco)
 
 
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Ponte Mediúnica

Mergulhado na matéria densa pelo impositivo 
da reencarnação, que faculta ao Espírito o 
processo abençoado da evolução, graças às 
experiências de que se enriquece, este 
perde, normalmente, os contatos com a 
realidade donde veio, padecendo de 
compreensível esquecimento da vida espírita.

Os interesses gravitam, então, em torno das 
necessidades imediatas do plano físico; os 
impositivos da "luta pela vida", quase 
sempre revertem a escala de valores, dando 
nascimento a lutas acerbas e extravagantes;
dúvidas cruéis pairam nos painéis da mente, 
em relação à imortalidade da alma;
inquietações e fobias surgem, avassaladoras, 
sombreando os dias da existência orgânica;
dissabores e enfermidades, insucessos 
comerciais e dificuldades econômicas induzem 
à loucura e ao suicídio; empenhos por gozar 
a hora que passa dominam os cuidados do 
homem, que teme o aniquilamento da vida por 
falta de bases reais sobre as quais apoie as 
convicções da sobrevivência espiritual...

Liberando o ser de tais amarguradas situações, 
a Divindade concede a ponte da mediunidade, 
a fim de que se mantenha o intercâmbio lúcido 
entre os dois abismos da vida: o material e 
o espiritual.

Por ela retornam os Espíritos em triunfo 
sobre a morte, falando da vida em plenitude 
e apresentando o resultado das suas ações, 
enquanto estiveram na forma carnal.

A esperança, em razão disso, alenta o homem 
físico e orienta-o com segurança para o 
salutar aproveitamento das horas, granjeando 
recursos que se lhe constituirão bens 
inalienáveis para a felicidade.

Não existisse a mediunidade e inumeráveis 
problemas seriam insolucionáveis, permitindo 
que mais graves conjunturas conspirassem 
contra a criatura humana.

Sem ouvir-se, nem sentir-se a realidade 
espiritual de que os implementos mediúnicos 
se fazem instrumento, certamente grassariam 
mais terríveis dramas e tormentosas situações 
injustificáveis.

A mediunidade, colocada a serviço do bem 
com Jesus, enxuga as lágrimas da saudade, 
diminui as dores, equaciona enfermidades 
complexas, dirime dúvidas, sustenta a fé, 
conduzindo à caridade luminosa e libertadora.

Reveste as tuas faculdades mediúnicas com as 
vibrações superiores da prece, alicerçando-a 
na sadia moral e usando-a serviço da 
edificação de quantos sofrem.

Exercita-a com disciplina e estuda-lhe a 
metodologia com as luzes da Doutrina Espírita, 
compreendendo que ela te é concedida, não por 
merecimento de tua parte, que o não possuis, 
senão por misericórdia de acréscimo do amor 
de nosso Pai, a fim de que o homem não se 
esqueça de que sempre, na vida, edificante e 
enobrecido deve ser o seu comportamento, fora 
ou mergulhado na carne.

Toma como modelo Jesus, o Médium de Deus, 
que jamais se excusava, amando e servindo 
sempre, na condição de divina ponte entre o 
Criador e todos nós.

(Luz Viva - Joanna de Angelis - 
Divaldo Pereira Franco)



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Contrastes

Corredores e salas suntuosos, abarrotados 
de arte, representando a composição e a 
técnica representativos da beleza dos tempos, 
somando quilômetros de encantamento e poder, 
contrastam, não obstante, com a paisagem 
sórdida dos guetos e favelas, onde milhões 
de criaturas se exaurem, pela fome e pela 
enfermidade, sob o impositivo da ausência de 
parcas moedas que lhes diminuiriam a miséria 
e a dor.

Museus refinados, exibindo jóias e 
ourivesaria caprichada, em inumeráveis 
espaços, retratam a força e a glória das 
gerações passadas, embora a orfandade e o 
abandono juvenil, que, padecendo de penúria, 
são armados pelo ódio e pelo descaso que 
sofrem, para a delinqüência e a loucura.

Cofres fortes, atulhados de moedas e barras 
de ouro, ocultando gemas de valor incalculável, 
que não vêem a luz do Sol, ao mesmo tempo em 
que a necessidade, corrompendo e malsinando 
milhões de vidas, que são destruídas pela 
abjeção em que se encontram, esquecidas pela 
abastança e pela fortuna.

Luxo em excesso, pregando renúncia.

Poder desmedido, ensinando submissão.

Egoísmo enfermiço, propondo fraternidade real.

Orgulho em demasia, convocando à humildade.

Este é um mundo de contrastes, de 
imperfeições!

Não bastassem as situações antípodas, 
chocantes, e, ao lado de tanta grandeza, 
aumenta a ferida purulenta, em chaga viva, 
dos vícios e licenças morais, amesquinhando e 
contaminando outras vias que apenas começam.

Ante o deslumbramento que produzem a arte a 
grandeza, que vês em toda parte, não feches 
os olhos à dor e à sordidez que se abraçam e 
passeiam em tua frente.

Depois de visitares o luxo e o refinamento em 
que vivem os triunfadores de breves momentos, 
não ignores a presença dos desditosos e 
miseráveis que enxameiam em todos os sítios.

Uns são as causas dos estados dos outros, isto 
é: os excessos de alguns produzem a escassez, e 
o acúmulo em poucas mãos responde pela ausência 
do necessário em verdadeiras multidões.

Aprende a lição que a vida te ministra nestes 
contrastes.

Ninguém escapa à morte do corpo. Aqueles 
detentores que pareciam eternos envelheceram, 
enfermaram e morreram como os seus vassalos 
escravos.

Os opulentos e os miseráveis morrerão, deixando 
tudo.

Nivelar-se-ão no túmulo, embora a diferença 
exterior de que se revistam as tumbas.

Deixarão tudo o que detêm e o que lhes faz 
falta...

Mas, voltarão à Terra. Talvez, conforme 
viveram, invertam-se as posições.

Antigos reis, chefes de Estados, ministros, 
prelados e religiosos, chefes de Igrejas, 
acumuladores dos tesouros que geraram miséria 
de milhões, hoje mendigam à porta dos seus 
antigos palácios e templos, enxotados, de quando 
em quando, pelos novos detentores, iguais a eles 
outrora, enganados.

Donatários e poderosos voltaram, mas, sequer, 
podem olhar o que antes lhes parecia pertencer. 
Uns fazem-se ladrões e tentam recuperar, na 
insânia em que ainda se debatem, o que supõem 
pertencer-lhes. Outros, tornam-se guardas de 
salas e corredores, vigiando as jóias frias, as 
estátuas mortas que os não vêem, mas que eles 
prosseguem cuidando, avaros e infelizes.

É o mesmo mundo de contrastes...

Jesus, o ímpar amante da beleza, fez, porém, 
do homem, o mais grandioso altar e, da Natureza, 
o templo augusto, onde o amor é o tesouro mais 
poderoso e mais fácil de ser adquirido, para 
quem deseja viver, realmente, a Eternidade, sem 
contrastes, nem equívocos.

(Roteiro de Libertação - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Página À Mulher Espírita


No momento em que os valores humanos padecem 
injunções lamentáveis e os postulados éticos 
em que se devem estruturar os ideais de 
engrandecimento da criatura malogram no báratro 
das paixões, o Evangelho, como ocorreu no 
passado, constitui a única bússola, a segura 
rota mediante a qual a hodierna civilização 
poderá encontrar a solução para os múltiplos 
problemas e os graves compromissos que pesam 
negativamente na economia da felicidade geral.

As Religiões, na sua feição de Instituições 
Organizadas, disputando as primazias e mais 
preocupadas com a dominação e promoção 
transitórias do que com o "reino de Deus" que 
é "tomado de assalto" e se estabelece nas 
paisagens ignotas da alma, fracassaram 
lamentavelmente, no tentame de consolar e 
conduzir a Jesus.

Os seus triunfos aparentes se fixam no 
terreno falso dos destaques mundanos, faltando-
lhes as estruturas morais legítimas e os 
comportamentos espirituais relevantes com que 
seja possível pôr cobro à anarquia social e ao 
desequilíbrio moral que grassam, 
voluptuosamente, tudo conduzindo de roldão... 
Isto, porque os padrões em que ainda se firmam 
asfixiam o espírito do Cristo que deveria vigir 
nas suas expressões e serviços. 

Sem dúvida em todas elas, como em qualquer 
lugar, a presença do Amor e a manifestação da 
Divina Misericórdia constituem sinal de 
esperança. Sem embargo, a necessidade da 
vivência evangélica se impõe urgente, 
impostergável.

Em decorrência de tal malogro, aos cristãos 
novos, os adeptos da Revelação Espírita, está 
reservado significativo ministério, relevante 
apostolado: viver o Cristo e representá-Lo em 
atos ao aturdido viandante destes dias.

Não assume esta uma tarefa de absurda 
possibilidade, exceto se o candidato se 
recusar integração com fidelidade real ao 
programa de recristianização da Terra.

Nesse sentido, à mulher espírita se reserva 
preponderante atividade, ou seja a de 
transformar-se, médium da vida que é, em 
mensageira da dignificação moral, da 
santificação da sexualidade, da redenção 
espiritual...

Arrostando diatribes e espezinhamentos 
chulos, deverá volver às bases nobres do 
amor com a conseqüente valorização da 
maternidade, reconstituindo a família e 
elevando os sentimentos.

Programada pelo Pai para o sagrado 
compromisso de co-criadora, a sua 
libertação, ao invés do nivelamento nos 
fossos das sórdidas paixões dissolventes, 
se deve caracterizar pela própria grandeza, 
que a alça à condição de modelo e 
paradigma da Humanidade, que se inicia no 
lar, onde deve reinar, soberana e 
respeitada.

Organizada essencialmente para o amor, no 
seu mais nobre significado, dela muito 
dependem as novas gerações, o homem do 
futuro.

Conclamá-la à abnegação e ao laboratório 
da caridade com elevação de propósitos, 
inspirando-a ao incessante prosseguimento 
das realizações cristãs primitivas, eis um 
dever que a todos nos cabe desempenhar.

Pouco importem os contributos de renúncia e 
de sacrifício. Nesta arrancada para os 
novos tempos do amanhã, a mulher espírita 
desempenhará superior desiderato porque 
modelada, como todas para ser mãe, mesmo 
que suas carnes não se enfloresçam com as 
expressões dos filhos, far-se-á o anjo 
tutelar dos filhos sem mães, mãe pelo coração 
e pela dedicação a todas as criaturas.


(Sementes de Vida Eterna - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Incursão na consciência


Remontando-se à origem da vida nos mais 
remotos passos, encontra-se a presença do 
psiquismo originado em Deus, aglutinando 
moléculas e estabelecendo a ordem que se 
consubstanciou na realidade do ser pensante.
Etapa a etapa, através dos vários reinos, 
essa conscência embrionária desdobrou os 
germes da lucidez latente até ganhar o 
discernimento vasto, plenificador.

À medida que a complexidade de valores se 
torna unificada, por atavismo das experiências 
anteriores, os conflitos e os distúrbios que 
respondem na área psicológica pelos muitos 
problemas que o afligem.

Faz-se então indispensável, ao adquirir-se o 
conhecimento de Si, o aprofundamento da busca 
da sua realidade, deslindando os complicados 
mecanismos viciosos que impedem a marcha 
ascensional e não o levam à realização total.

Os impulsos orgânicos propelem sempre para a 
comodidade, a satisfação dos instintos, o 
imediatismo do prazer, a prejuízo da meta 
essencial: a libertação dos processos 
determinantes dos renascimentos carnais, que 
são as paixões primitivas.

A atração pelo mundo exterior conduz, por sua 
vez, a inumeráveis distonias emocionais, que 
atormentam e desvairam o indivíduo, afugentando-
o de si mesmo num rumo difícil de ser mantido.

Somente através de um grande empenho da vontade 
é possível olhar para dentro e pesquisar as 
possibilidades disponíveis para melhor 
identificar o que fazer, quando e como realizá-
lo.

Trata-se, essa tarefa, de um desafio que exige 
intenção lúcida até criar o hábito da 
interiorização, partindo da reflexão para o 
mergulho no oceano do Si, daí retirando as 
pérolas preciosas da harmonia e da plenitude, 
indispensáveis à vivência real de ser pensante.
A mente não adestrada nessa busca hesita e 
retrai-se, impedindo-se o descobrimento dos 
recursos inimagináveis, que esperam para ser 
desvelados.

As tendências ao relaxamento e ao menor esforço, 
inerentes ao processo da evolução pelo trânsito 
nas fases anteriores, dificultam os 
procedimentos iluminativos imprescindíveis.

Na excursão ao mundo objetivo o ser adquire 
conhecimentos intelectuais e experiências vivas 
das realizações humanas; no entanto, apenas no 
esforço de interiorização conseguirá 
identificar- se com os objetivos essenciais da 
sua realidade, harmonizando-se.

Adquirir a consciência plena da finalidade da
existência na Terra constitui a meta máxima 
da luta inteligente do ser.

O Evangelho refere que Jesus asseverou, 
conforme as anotações de Mateus, no capítulo 
seis, versículos vinte e dois e vinte e três: 
a candeia do corpo são os olhos.

Se estes, pois, forem simples, todo o teu 
corpo fiará luminoso; mas se forem maus, todo 
o teu corpo ficará às escuras. Se, portanto, 
a luz que há em ti são trevas, quão densas são 
as trevas!

Nessa figura admirável, o Psicoterapeuta por 
excelência estabeleceu a essencialidade da 
vida nos olhos, encarregados da visão, a fim 
de que, despretensiosos dos aparatos 
transitórios do mundo, mergulhem na luz 
interior, de modo que tudo se faça claridade.

O reino da luz é interno, sendo imperioso 
penetrá-lo, para que as trevas da ignorância 
não predominem, densas e perturbadoras.

Os olhos espirituais - a mente lúcida - são 
a chama que desce ao abismo da individualidade 
para iluminar os meandros sombrios das 
experiências passadas, que deixaram marcas 
psicológicas profundas, ora ressumando de 
forma negativa no comportamento do ser.

Insatisfação, angústia, fixações perturbadoras 
são o saldo das vivências perniciosas, cujas 
ações deletéias não foram digeridas pela 
consciência e permanecem pesando-lhe na 
economia emocional.

Manifestam-se como irritabilidade, mel-estar 
para consigo mesmo, desinteresse pela vida, 
idéias autodestrutivas, em mecanismos de 
doentia expressão, formando quadros 
psicossomatológicos degenerativos.

Quaisquer terapias, para fazê-los cessar, 
terão que alcançar-lhes as raízes, a fim de 
extirpá-las, liberando os núcleos lesados do 
psiquismo e restaurando-lhes a harmonia 
vibratória ora afetada.

Trata-se de uma experiência urgente quão 
desagradável nas primeiras etapas, porquanto, 
a exemplo de outros exercícios físicos, 
causam cansaço e desânimo, resultantes da 
falta desse hábito salutar, até que, vencida 
essa primeira fase, comecem a produzir leveza 
e rapidez de raciocínio, lucidez espiritual 
e inefável bem-estar.

Cada vez que é vencido um patamar e superados 
os impedimentos castradores e de culpa, 
mais amplas possibilidades se apresentam, 
liberando o indivíduo dos conflitos habituais 
e equipando-o de legítimas alegrias. 

A vida se lhe torna ideal, e a morte não se 
afigura desagradável, por vivenciá-la nos 
estados de meditação, sentindo-se o mesmo no 
corpo ou fora dele.

Interiorizar-se cada vez mais, sem perder o 
contato com o mundo físico e social, deve ser 
a proposta equilibrada de quem deseja realizar-
se no encontro com os valores legítimos da 
existência.

Podemos considerar que esse tentame leva o 
experimentador do mundo irreal - o físico - 
para o real - o transpessoal - gerador e 
causal de todas as coisas.


(Autodescobrimento - Uma Busca Interior
Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco)



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Consciência Responsável 

Responsabilidade, em bom vernáculo, é a 
qualidade ou condição de responsável. O ser 
responsável, por extensão, é aquele que se 
desincumbe fielmente dos deveres e encargos 
que lhe são conferidos, que responde pelos 
próprios atos ou pelos de outrem, tornando-
se de caráter moral, quando defende os 
valores éticos pertencentes aos outros e 
à vida.

A responsabilidade pode ser deferida, 
desde quando é delegada por uma autoridade 
ou Lei, a fim de ser cumprido o estatuto 
que esbelece e caracteriza os valores e 
compromissos a serem considerados.

Essa é a mais comum, encontrada em toda 
parte. Além dela, existe aquela que é 
conquistada pelo amadurecimento 
psicológico, pela conscientização 
inerente às experiências resultantes da 
evolução.

Muitas vezes, a responsabilidade que se 
torna atributo do caráter moral do 
indivíduo faz-se grave empecilho ao 
processo de engrandecimento do ser, caso 
o seu portador se atenha à letra ou ao 
limite do estabelecido, sem examinar a 
necessidade que lhe é apresentada, do 
ponto de vista da compreensão.

Graças à conceituação de responsabilidade, 
criminosos de guerra e servidores rudes 
buscam passar a imagem de inocência ante 
a crueldade que aplicaram, informando que 
cumpriam ordem na desincumbência das 
infelizes tarefas e que estavam sujeitos 
a imposições mais altas que deveriam 
atender.

Outros, responsáveis por massacres 
cruéis e atitudes agressivas, refugiam-
se na transferência de responsabilidade, 
elucidando que deveriam agir conforme o 
fizeram, ou sofreriam as consequências 
da desobediência.

Nas instituições militares a 
responsabilidade cega o indivíduo, de 
modo a obedecer sem raciocinar e a 
cumprir ordens sem discutí-las ou 
justificá-las.

Diz-se que, aqueles que se lhes submetem, 
tornam-se pessoas responsáveis.

Nesse capítulo incluiríamos os tímidos, 
os medrosos, os pusilânimes, os 
aproveitadores, todos não necessariamente 
portadores de responsabilidade.

Dessa forma, seria inculpado, porque 
responsável, zeloso pelas suas funções e 
deveres, Pilatos, que condenou Jesus à 
morte, embora O soubesse inocente.

Posto em cheque pela astúcia dos doutores 
judeus, de que Jesus dizia-se rei e ele 
representava o imperador, que era o seu 
rei, não O crucificar seria crime de 
traição em relação ao seu representado, 
com esse sofisma levndo o pusilânime, 
irresponsavelmente, a mandar crucificar 
o Justo, lavando as mãos para liberar-se 
da culpa.

Os sicários dos campos de concentração 
e os belicosos, sistemáticos fomentadores 
de guerras, que as fazem com crueldade, 
assim procedem, dizem, para se desincumbir 
das determinações que recebem dos seus 
chefes e comandantes.

A responsabilidade, para ser verdadeira, 
não pode compactuar com a delinquência, 
nem ignorar os mínimos deveres de 
respeito para com a vida e para com as 
demais criaturas.

A responsabilidade que resulta do 
amadurecimento psicológico, e que é 
adquirida pela vivência das experiências 
humanas, harmoniza o dever com a 
compreensão das necessidades dos outros, 
conciliando o cumprimento das atividades 
com as circunstâncias nas quais se 
apresentam.

Quem assim age, responsavelmente, 
torna-se pessoa-ponte, ao invés de 
assumir a postura de ser obstáculo, 
gerando dificuldades e perturbações.

Nesse sentido, a visão do ser imortal 
contribui grandemente para entender a 
responsabilidade que se tem no mundo, 
porque é deferida desde o Mais Alto, 
como redarguiu Jesus ao seu inquisidor, 
que a tinha, por que lhe fora dada... 

E poderia perdê-la, qual ocorreu pouco 
depois, ao ser destituído da função, e 
mais tarde, quando despojado do corpo 
pela morte...

Para a aquisição da responsabilidade 
consciente os valores eternos do Espírito 
são indispensáveis, de modo a serem 
absorvidos e vivenciados, ultrapassando 
os limites das determinações humanas de 
horizontes estreitos e curtos.

Considerando-se a existência física 
como sendo um breve período de 
aprendizagem, na larga faixa das 
sucessivas reencarnações, o ser adiciona 
ao conceito da responsabilidade os 
contributos do amor, dessa forma 
identificando os melhores meios para 
agir, quando pode e deve - com 
consciência - não se precipitando a 
tomar decisão, quando deve, mas não 
pode, ou quando pode, mas não deve - 
responsabilidade inconsciente.

(Autodescobrimento - Uma busca interior
Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco)
 
 
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Segue em Frente


Nunca te surpreendas com o surgimento 
de dificuldades, no ministério a que 
te afervoras.

Toda ação enobrecida gera simpatia 
entre os que se afeiçoam ao Bem. 
Entretanto, produzem animosidade entre 
aqueles que preferem a vigência do 
desequilíbrio e do mal.

Não te escuses, por isso mesmo, de 
levar o teu labor avante.

As tarefas de pequena monta, as fáceis, 
podem ser realizadas por qualquer pessoa, 
até mesmo como forma de espairecimento.

Os serviços estafantes e desagradáveis, 
no entanto, pertencem aos idealistas 
devotados, aos lutadores incansáveis.

Assim, não anotes queixas, nem 
relaciones problemas.

Cada etapa vencida faz parte da meta 
a ser conquistada.

Um passo à frente e uma ação em 
triunfo são avanços no programa a 
executar.



Chocam-se as atitudes de beligerância 
entre os companheiros e aturdem-te reações 
que os levam a assumir posições danosas 
ao trabalho.

Os homens ainda são as paixões que 
cultivam, todavia, continuando a merecer 
o mesmo afeto e simpatia.

Estão despertando, sem possuírem, por 
enquanto, as condições características 
dos servidores ideais.

Nem poderia ser diferente.

Muitos, ainda ontem, opunham-se tenazmente 
ao que ora aceitam e a transição mental 
de uma para outra idéia ou opinião nem 
sempre faz-se acompanhada por uma real 
mudança de atitude e de comportamento.

Há quem se afervore a um serviço, desde 
que esse esforço o promova; muitos apóiam 
as realizações somente quando elas os 
beneficiam; inumeráveis trabalhadores apenas 
cooperam com aqueles que se lhes submetem 
ao talante...

Sê tu quem ajuda, sem condições nem 
exigências.

Coloca o combustível da paciência e do amor 
na chama que arde no teu sentimento 
espírita e prossegue.

Ninguém é obrigado a ajudar-te nem a 
compreender-te.

Tu, no entanto, deves a todos auxiliar e 
entender.

Desde que já consegues superar um pouco as 
tuas limitações e dificuldades, faze-te o 
companheiro dos outros, ensinando sem 
palavras o que se deve fazer, como fazer e 
para que fazer o bem sem descanso.


A multidão tem os seus líderes, que sempre 
são por ela devorados.

Respeita-os e opera ao lado dos que se 
acerquem de ti, sem prejuízo do teu 
compromisso para com a Vida.

O dia se desenrola em apenas vinte e 
quatro horas, que são suficientes para 
marcar presença e atuar no programa da 
Eternidade.

Vai, portanto, em frente, com 
tranqüilidade e fé.


(Roteiro de Libertação - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)
 
 
 
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Mansidão e Piedade


Se caminhas sob chuvas de impropérios 
e maldições, cultiva a mansidão e 
exercita a piedade.

Se atravessas provas rudes, assoalhadas 
por aflições contínuas, guarda-te na 
mansidão e desenvolve a piedade.

Se sofres agressões prolongadas, que se 
não justificam, permanece com mansidão 
e desenvolve a piedade.

Se tombas nas ciladas bem urdidas, 
propostas por adversários encarnados ou 
não, mantém-te em mansidão e esparze a 
piedade.

Se te açodam circunstâncias rudes e tudo 
parece conspirar contra tuas lutas de 
redenção, não te descures da mansidão nem 
da piedade.

Aclamado pelo entusiasmo passageiro de 
amigos ou admiradores, sustenta a mansidão 
e insiste na piedade.

Guindado a posições de relevo transitório 
e requestado pelo momento de ilusão, não 
te afaste da mansidão da piedade.

Carregado de êxitos terrenos e laureado 
por enganosas situações, envolve-te na 
mansidão e não te distancies da piedade.

Recomendado pelas pessoas proeminentes ou 
procurado pelos triunfos humanos, 
persevera com mansidão e trabalha com 
piedade.

Mansidão e piedade em qualquer 
circunstância, sempre.

A mansidão coloca-te interiormente indene à 
agressividade dos que se comprazem no mal 
e a piedade envolve-os em vibrações de amor.

A mansidão faz-te compreender que 
necessitas de crescimento espiritual e, por 
enquanto, a dor ainda se torna instrumento 
educativo. A piedade evita que mágoas ou 
seqüelas de aborrecimento tisnem os teus 
ideais de enobrecimento.

A mansidão acalma; a piedade socorre.

Com mansidão seguirás a trilha da humildade 
e com a piedade prosseguirás retribuindo 
com o bem a todo e qualquer mal.

A mansidão identifica o cristão e a piedade 
fala das suas conquistas interiores.

- "Bem-aventurados os mansos e 
pacificadores - ensinou Jesus - porque eles 
herdarão a Terra"... feliz do continente 
da alma imortal.


(Otimismo - Joanna de Angelis -
[Divaldo Pereira Franco)



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Serenidade


A faina incessante da vida moderna, a 
sede de conforto supérfluo, a ânsia 
pelo prazer exorbitante, as demandas 
injustificáveis são apresentados 
invariavelmente como fatores básicos 
para explicarem os desequilíbrios da 
emoção que atormenta o homem.

Não há tempo senão para viver.

Viver bem, fruindo as concessões 
aligeiradas que o corpo enseja - a 
meta para a grande maioria.

E semelhante a aventureiro ávido de 
prazer larga-se a criatura no cipoal 
das lutas, empenhando os valores de que 
dispões, continuando, no entanto, 
inquieta, aflita.

Educa-se ou se vai educando para o 
triunfo fácil.

Disciplina-se ou deixa-se disciplinar 
antegozando o sabor da vitória em 
sociedade.

Instrui-se ou deixa-se instruir para 
vencer...

Educar-se, no entanto, para conhecer, 
peregrinando pelos meandros da dor 
humana, a fim de solucionar os 
milenários enigmas do espírito encarnado; 
disciplinar-se com o objetivo de renovar 
as disposições íntimas, no sentido da 
evolução espiritual; instruir-se para 
vencer a sombra da ignorância tendo em 
vista o impositivo da vitória sobre si 
mesmo, são diretrizes desconsideradas por 
muitos que, todavia, possibilitam a 
felicidade em termos reais e duradouros.

De tal conquista frui o homem a 
satisfação da serenidade.


Marco Aurélio, referindo-se à tranqüilidade, 
em suas Meditações, denominava como 
"tranqüilo - um espírito bem ordenado".

A serenidade é o estado de ordem que 
tranqüiliza interiormente.

Ordem que nasce da educação disciplinada 
pelo exercício do dever e esclarecida pela 
instrução que amplia as possibilidades do 
conhecimento.

Acredita-se erradamente que para a 
serenidade são indispensáveis o conforto, 
a independência econômica, a estabilidade 
conjugal, a saúde e outros ingredientes 
externos considerados essenciais e raros 
de reunir-se num mesmo afortunado 
indivíduo.

Alguns cristãos, na atualidade, justificam 
a falta de silêncio para cultivarem a 
serenidade. Outros dizem-se atormentados 
por problemas e informam que tudo são 
convites ruidoso ao desalinho da mente, à 
enfermidade nervosa, ao desajustamento...

Com "olhos de ver" e "ouvidos de ouvir" 
naturalmente se podem descobrir fontes 
ricas de belezas capazes de banhar a alma 
de paz e harmonia.

Painéis invulgares se desenham num raio 
de sol, numa estrela que fulge, num 
sorriso de criança, num farfalhar de folhas 
levemente balouçadas por brisas ciciantes, 
no tamborilar da chuva no telhado, numa 
ave ligeira bailando no ar, na harmonia e 
no colorido de uma flor, em mil nonadas..., 
convidando à serenidade, a "um espírito 
bem ordenado". 

"Não vos afadigueis pela posse do ouro", 
disse o Mestre.

A posse exaure aquele que possui.

"O meu reino não é deste mundo", explicou 
o Senhor.

Em face de tais lições é que Jesus, embora 
sem encontrar entre os companheiros quem 
se identificasse com a sua mensagem de 
amor, amou e serviu a todos indistintamente 
e quando, mais tarde, sofreu o desprezo dos 
que mais se beneficiaram da sua presença, 
expulso da compreensão dos que d’Ele 
dependiam no vozerio da perseguição em 
invulgar soledade, manteve-se sereno, 
acenando com bênçãos para os infelizes e 
amando os próprios algozes na mais eminente 
demonstração de que serenidade com paz 
íntima é conquista do espírito, independente 
das excentricidades do mundo do mundo das 
formas.


(Dimensões da Verdade - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Convite à Humildade


Os que são incapazes de consegui-la 
identificam-na como fraqueza.

Os pessimistas que chafurdam no poço 
do orgulho ferido e não se dispõem à 
luta, detestam-na, porque se sentem 
incapazes de possuí-la.

Os derrotistas utilizam-se da subestima 
para denegri-la.

Os fracos, falsamente investidos de 
força, falseiam-lhe o significado, 
deturpando-lhe a soberana realidade.

Porque muitos não lograram vivê-la e 
derraparam em plenos exercícios, 
desconsideram-na...

Ela, no entanto, fulgura e prossegue.

Sustenta no cansaço, acalenta nas dores, 
robustece na luta, encoraja no insucesso, 
levanta na queda...

Louva a dor que corrige, abençoa a 
dificuldade que ensina, agradece a 
soledade que exercita a reflexão, ampara 
o trabalho que disciplina e é reconhecida 
a todos, inclusive aos que passam por 
maus, por ensinarem, embora 
inconscientemente, o valor dos bons e a 
excelência do bem.

Chega e dulcifica a amargura, balsamizando 
qualquer ferida exposta, mesmo em chaga 
repelente.

Identifica-se pela meiguice, e, sutil, 
agrada, oferecendo plenitude, quando tudo 
conspira contra a paz de que se faz 
instrumento.

Escudo dos verdadeiros heróis, tem sido 
a coroa dos mártires, o sinal dos santos 
e a característica dos sábios.

Com ela o homem adquire grandeza interior, 
e considerando a majestade da Criação, 
como membro atuante da vida, que é, eleva-
se e, assim, eleva a humanidade inteira.

Conquistá-la, ao fim das pelejas exaustivas, 
é lograr a paz.

No diálogo entre Jesus e Pilatos, esteve 
presente no silêncio do amigo Divino e 
ausente no enganado fâmulo de César...

Seu nome é humildade.


(Convites da Vida - Joanna de Angelis
Divaldo Pereira Franco)
 
 
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Amor, Imbatível Amor


O amor é a substância criadora e 
mantenedora do Universo, constituído 
por essência divina.

É um tesouro que, quanto mais se 
divide, mais se multiplica, e se 
enriquece à medida que se reparte.

Mais se agigante, na razão que mais 
se doa. Fixa-se com mais poder, 
quanto mais se irradia.

Nunca perece, porque não se entibia 
nem se enfraquece, desde que sua 
força reside no ato mesmo de doar-se, 
de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para 
a existência orgânica, o amor é o 
oxigênio para a alma, sem o qual a 
mesma se enfraquece e perde o sentido 
de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa 
sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente - de caráter sensualista, 
que busca apenas o prazer imediato - 
se debilita e se envenena, ou se 
entorpece, dando lugar à frustração.

Quando real, estruturado e maduro - que 
espera, estimula, renova - não se satura, 
é sempre novo e ideal, harmônico, sem 
altibaixos emocionais. Une as pessoas, 
porque reúne as almas, identifica-as no 
prazer geral da fraternidade, alimenta 
o corpo e dulcifica o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do amor pleno, 
gerador da felicidade, enquanto o comum 
é devorador de energias e de formação 
angustiante.

O amor atravessa diferentes fases: o 
infantil, que tem caráter possessivo, 
o juvenil, que se expressa pela 
insegurança, o maduro, pacificador, 
que se entrega sem reservas e faz-se 
plenificador.

Há um período em que se expressa como 
compensação, na fase intermediária 
entre a insegurança e a plenificação, 
quando dá e recebe, procurando liberar-
se da consciência de culpa.

O estado de prazer difere daquele de 
plenitude, em razão de o primeiro ser 
fugaz, enquanto o segundo é permanente, 
mesmo que sob a injunção de relativas 
aflições e problemas-desafios que podem 
e devem ser vencidos.

Somente o amor real consegue distingui-
los e os pode unir quando se apresentem 
esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação 
geradora de insegurança - ciúme, 
incerteza, ansiedade afetiva, cobrança 
de carinhos e atenções -, a necessidade 
de ser amado caracterizam o estágio do 
amor infantil. obsessivo, dominador, 
que pensa exclusivamente em si antes que 
no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranqüila, a 
alegria natural e sem alarde, a 
exteriorização do bem que se pode e se 
deve executar, a compaixão dinâmica, a 
não-posse, não-dependência, não-
exigência, são benesses do amor pleno, 
pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros 
existênciais, que se alteram as 
manifestações da afetividade do ser 
amado, o amor permanece libertador, 
confiante, indestrutível.

Nunca se impõe, porque é espontâneo 
como a própria vida e irradia-se 
mimetizando, contagiando de júbilos e 
de paz.

Expande-se como um perfume que impregna, 
agradável, suavemente, porque não é 
agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O amor não se apega, não sofre a falta, 
mas frui sempre, porque vive no íntimo 
do ser e não das gratificações que o 
amado oferece.

O amor deve ser sempre o ponto de 
partida de todas as aspirações e a etapa 
final de todos os anelos humanos.

O clímax do amor se encontra naquele 
sentimento que Jesus ofereceu à 
Humanidade e prossegue doando, na sua 
condição de Amante não amado.


(Amor, Imbatível, Amor - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)
 
 
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Viver é Amar

Caminhas, na Terra, experimentando 
carência afetiva e aflição, que 
acreditas não ter como superar.

Sorris, e tens a impressão de que 
é um esgar que te sulca a face.

Anelas por afetos e constatas que a 
ninguém inspiras amor, atormentando-
te, não poucas vezes, e resvalando 
na melancolia injustificável.

Planejas a felicidade e lutas por 
consegui-la, todavia, descobre-te a 
sós, carpindo rude angústia interior.

Gostarias de um lar em festa, 
abençoado por filhos ditosos e um 
amor dedicado que te coroassem a 
existência com os louros da felicidade.

Sofres e consideras-te desditoso.

Ignoras, no entanto, o que se passa 
com os outros, aqueles que se te 
apresentam felizes, que desfilam nos 
carros do aparente triunfo, 
sorridentes e engalanados.

Também eles experimentam necessidades 
urgentes, em outras áreas, não menos 
afligentes que as tuas.

Se os pudesses auscultar, perceberias 
como te invejam alguns daqueles cuja 
felicidade cobiças...

A vida, na Terra, é feita de muitos 
paradoxos. E isto se dá em razão de 
ser um planeta de provações, de 
experiências reeducativas, de 
expiações redentoras.

Assim, não desfaleças, porquanto 
este é o teu carma de solidão.

Faze, desse modo, uma pausa, nas 
tuas considerações pessimistas e muda 
de atitude mental, reintegrando-te 
na ação do bem.

O que ora de falta, malbarataste.

Perdeste, porque descuraste enquanto 
possuías, o de que agora tens 
necessidade.

A invigilância levou-te ao abuso, e 
delinqüiste contra o amor.

A tua consciência espiritual sabe 
que necessitas de expungir e de 
reparar, o que te leva, nas vezes 
em que o júbilo te visita, a retornar 
à tristeza, rememorar sofrimentos, 
fugindo para a tua solidão...

Além disso, é muito provável que, 
aqueles a quem magoaste, não se 
havendo recuperado, busquem-te, 
psiquicamente, assim te afligindo.

Reage com otimismo à situação e 
enriquece-te de propósitos superiores, 
que deves pôr em execução.

Ama, sem aguardar resposta.

Serve, sem pensar em recompensa.

O que ora faças no Bem, atenuará, 
liberará o que realizaste 
equivocadamente e, assim, reencontrar-
te-ás com o amor, em nome dAquele que 
permanece até agora entre nós como 
sendo o Amor não amado, porém, amoroso 
de sempre.


(Viver é Amar - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)



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Amor

A máxima lição da vida é o amor.

Quanto mais ames, menos serás 
atingido pelas farpas do mal, pois 
que a tua compreensão dilatada 
abrirá os espaços à vida, colhendo 
somente os efeitos da paz.
 
(Vida Feliz - Joanna de Angelis 
- Divaldo Pereira Franco)



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Ação e Trabalho


Ínsito nas leis da Natureza, 
podemos considerar o trabalho como 
sendo toda ação positiva que 
objetiva crescimento e conquista 
de valores.

Não circunscrito, apenas, ao âmbito 
da vida humana, onde, não poucas 
vezes, é tido como punição 
injustificável, é o trabalho, nos 
vários reinos da Natureza, o 
fomentador do progresso e o 
desencadeador das realizações 
enobrecidas.

Sem ele a vida tenderia ao caos e 
o homem ficaria detido em condição 
inferior, imobilizado e retrógrado, 
reagindo à felicidade para a qual 
foi criado.

Não apenas como trabalho devem ser 
considerados os esforços válidos 
para a conquista do pão e do 
vestuário, do lar e da saúde, senão, 
também, o esforço que se converte 
em beleza e que as artes 
consubstanciam em realidades 
dignificadoras.

O trabalho são as mãos do Obreiro 
Divino agindo sem cessar.

Trabalha o homem, mediante as ações 
no campo da inteligência e da força, 
quanto o Espírito, no processo de 
desenvolvimento das aptidões que 
nele jazem latentes.

Nas faixas mais primárias da vida, o 
trabalho provê necessidades da 
sobrevivência, da procriação, 
avançando, no homem, para as 
atividades do enriquecimento, pela 
cultura e sublimação do amor.

Na carpintaria de José, o Filho do 
Homem agia com a mesma desenvoltura 
com que trabalhava corações e mentes 
fascinados, que O ouviam nas tardes 
mornas da Galiléia ou nas noites 
deserta e estreladas de Cafarnaum, 
quando Ele erguia, na Terra, o "reino 
de Deus".

Ama o trabalho e serve sem descanso.

Trabalhando o grão, a terra se 
reverdece e enflora.

Trabalhando o caráter e educando-se, 
o Espírito supera os limites e 
avança para Deus.

O trabalho é o teu passaporte para 
a Pátria Espiritual.

Seja em qual circunstância for, age 
com dignidade, produzindo para o bem. 
Este trabalho te constituirá o aval 
de liberação no processo do teu 
crescimento espiritual.

Melhor será que a desencarnação te 
surpreenda cansado e exaurido, porém 
com as mãos na charrua do trabalho 
dignificante, do que na poltrona 
cômoda da ociosidade. Mesmo porque, 
embora saindo do corpo pela morte, 
entrarás na vida pelas mãos do 
trabalho do Pai, que te espera, a 
fim de que prossigas trabalhando 
quanto Ele trabalha, e Jesus até 
hoje, na ação do bem sem limite, 
também trabalha.

(Otimismo - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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A Sós Com os Outros


Não te creias a sós, embrulhando os 
sonhos que acalentavas nos pesados 
tecidos da revolta.

Há tantos solitários que não se 
resolvem a arrebentar as amarras 
do egoísmo para serem úteis a alguém!...

Sê tudo quem consiga esse fanal.

O lago plácido e sonhador, que 
reflete o céu de astros pulverizado 
qual espelho precioso, desfaz-se 
ante o batráquio que nele se arremessa, 
apagando a ilusão da beleza.

Desejarias felicidade contemplativa 
cercado de carinhos, inútil, 
refletindo sonhos impossíveis.

No entanto, enquanto te crês solitário 
e triste, frustrado nos anseios que
acalentavas, perdes os olhos nas 
tintas carregadas do pessimismo e não 
vês aqueles olhos que te fitam 
inquietos, desejando acercar-se de ti, 
sem oportunidade de fazê-lo.

A semente, que se sente desventurada 
numa arca de mogno e bronze valiosos, 
desdobra-se em bênçãos para muitos 
quando acolhida pelo solo que lhe 
oferece destino.

A água morta entre sombras alimenta a 
vida, se vai depurada.

O monturo desprezível enriquece-se de 
perfume quando agasalho os bulbos do 
lírio.

O coração ao teu lado, na vida diária, 
é a sublime meta da tua oportunidade 
no corpo.

Mata a solidão, asfixiando-a nos 
tecidos leves da cordialidade para 
com os outros.

Não creias que haja um abismo entre 
ti e os outros.

Se o vês ou o sentes, lança a ponte 
da afabilidade e atapeta-a da doçura. 
Escorregarão muitos seres imersos no 
personalismo atormentado das vacuidades 
da Terra, que se aconchegarão ao país 
da tua alma, sedentos, necessitados e 
amigos teus, dando carinho também.

Compreenderás que o receber é efeito 
do dar, tanto quanto o colher é o 
resultado do plantar.

A lagarta que teme a metamorfose 
jamais plainará como borboleta leve, 
no azul do ar.

A flor que receia o desgaste nunca 
atingirá a semente que a perpetua.

O amor que se enclausura não 
amadurecerá em dádivas renovadoras.


Aparecendo à pecadora de Magdala, após 
a Ressurreição, o Mestre premiou o 
esforço de quem tanto deu à causa da 
Mensagem Viva da Fé, a ponto de, 
vencendo-se a si mesma, oferecer-se 
entre tormentos íntimos de paixões sem 
nome que sublimou, para renascer dos 
escombros qual Circe de luz... E Maria 
o mereceu, pois que, esquecida do 
próprio eu, cindiu a casca da 
autopiedade e da falsa solidão a que 
muitos a si se impõe, para atirar-se 
à glória do serviço ao próximo sem 
fronteira nem limite por amor a Ele.


(Dimensões da Verdade - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)
 
 
********
 
Convite ao Desprendimento

"Não ajunteis para vós tesouros na 
terra, onde a traça e a ferrugem os 
consomem, e onde os ladrões penetram 
e roubam...” (Mateus: 6-19.)

Desprendimento na qualidade de desapego, 
não de estroinice nem dissipação.

Todo e qualquer motivo que ata à 
retaguarda sob condicionamentos 
retentivos se transforma em cadeia 
escravizante.

Os objetos a que o homem se apega valem 
os preços que lhes são emprestados, 
constituindo-se elos a impedirem o 
avanço do possuidor, na direção do 
futuro...

Desapego, portanto, em forma de 
libertação do liame pessoal egoístico 
e tormentoso que constitui presídio e 
patíbulo para quem se fixa negativamente 
como para aquele que se faz vítima 
afetiva.

Liberta-se das aflições constritivas, 
asfixiantes, para marchar com segurança.

Doa com alegria quanto possas, 
generosamente.

O que distribuis com equilíbrio e 
lucidez multiplica-se, o que reténs 
reduz-se.

Abundância, como excesso engendram 
miséria e loucura.

Distende assim, mão generosa na 
alfândega da fraternidade, mas liberta-
te da emotividade desregrada, da posse 
afetuosa e objetos, animais e pessoas, 
porquanto mais carinhos que te mereçam, 
mais devoção que lhes dês, chegará o 
dia de atravessares o portal do túmulo, 
fazendo-o soledade, livre de amarras ou 
jungido ao que se demorará, a desgastar-
se pela ferrugem, pelo azinhavre, 
corroído ou simplesmente em trânsito 
por outras mãos ante a tua tormentosa 
impossibilidade de reter e interferir.


(Convites da Vida - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)



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Negadores Necessitados


Verdadeira conspiração.

Programa que se transmite de incauto 
a incauto, propalando cepticismo, 
negação.

Religiosos em desalinho, combatendo 
afirmações imortalistas que foram 
hauridas nas fonte da sobrevivência.

Pesquisadores honestos em teimosa 
dúvida, engendrando teorias 
fascinantes e complexas, para 
fugirem à realidade da vida 
extrafísica.

Indiferentes, zombando das respeitáveis 
conquistas alcançadas no campo da 
informação espiritual, como se 
estivessem indenes à desencarnação e 
conseqüentemente ao prosseguimento 
da vida...

Técnicos das modernas experiências, 
embora vinculados a esta ou àquela 
confissão de fé, estabelecendo linhas 
rígidas de distinção entre os fenômenos 
da mente e do espírito, fixando-se em 
pomposa terminologia, que na maioria 
das vezes mais perturbam os leigos, 
que, então, desvairam...

... E não faltam nas lides espiritistas 
aqueles que, fascinados pelas vãs 
concessões da ribalta brilhante, se 
deixam anestesiar ou acorrem à nova 
onda, aguardando confirmação dos 
postulados doutrinários abraçados.

Pedem provas novas.

Exigem fatos atuais.

Agregam às velhas dúvidas, negativas 
modernas, e dão ao Inconsciente 
poderes divinatórios, transferindo 
para a mente, arbitrariamente dotada 
de possibilidades causais, o resultado 
das aquisições do espírito, esse 
jornaleiro da evolução em incessantes 
renascimentos e contínuas 
desencarnações...

Preocupam-se e esperam que os outros 
lhes ofertem fatos probantes sobre a 
imortalidade, a comunicabilidade e a 
reencarnação dos Espíritos, enquanto 
eles apenas negam, somente negam, sem 
provarem a validade de sua sistemática 
negação.

Cômodos, cooperam com a desordem que 
irrompe alarmante.

Apaixonados, açulam os instintos e as 
paixões da personalidade infeliz.

Neutros, pendem para a indiferença, 
numa neutralidade de niilistas, dizendo 
aguardarem resultados...

Continua o honesto labor da fé, 
penetrando cada vez mais as lições 
valiosas e consoladoras do Espiritismo 
libertador.

Aqueles espíritos que engendram 
dificuldades e criam cizânia, sempre 
os houve.

Alguns são invariavelmente contra..

As próprias mazelas somente lhes 
permitem ver o que lhes apraz e convém.

Não evitarão, entretanto, a viagem 
através da porta do túmulo.

Conhecerão de perto a realidade, e 
despertarão, como ocorrerá contigo 
mesmo.

Confia, portanto, e ama, servindo 
sem cansaço, vinculado ao ideal de 
fé que te irmana a todos os homens, 
e ajuda-os. Se outro socorro não 
lhes puderes oferecer, ora por eles, 
compreende-os, pois que, embora não 
te reconheçam, também necessitam de 
ti.

Se te parecer difícil essa atitude, 
repete mentalmente como fez Jesus, 
perdoando-os, ao clamar:

"Eles não sabem o que fazem!" e 
prossegue tranqüilo.

(Celeiro de Bênçãos - Joanna de 
Angelis - Divaldo Pereira Franco) 



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A Desgraça Real


Desgraça é todo acontecimento funesto, 
desonroso, que aturde e desarticula 
os sentimentos, conduzindo a estados 
paroxísticos, desesperadores.

Não somente aqueles que se apresentam 
trágicos, mas também inúmeros outros 
que dilaceram o ser íntimo, 
conspirando contra as aspirações do 
ideal e do Bem, da fraternidade e da 
harmonia íntima.

Chegando de surpresa, estiola a 
alegria, conduzindo ao corredor escuro 
da aflição.

Somente pode avaliar o peso de 
angústias aquele que lhes experimenta 
o guante cruel.

Há, no entanto, desgraças e desgraças. 
As primeiras são as que irrompem 
desarticulando a emoção e 
desestruturando a existência física e 
moral da criatura que, não raro, 
sucumbe ante a sua presença e 
aqueloutras, que não são identificadas 
por se constituírem conseqüências de 
atos infelizes, arquitetados por quem 
ora lhes padece os efeitos danosos. 
Essa, sim, são as desgraças reais.

Há ocorrências que são enriquecedoras 
por um momento, trazendo alegrias e 
benesses, para logo depois se 
converterem em tormentos e sombras, 
escassez e loucura. No entanto, quando 
se é responsável pela infelicidade 
alheia, ao trair-se a confiança, ao 
caluniar-se, a investir-se contra os 
valores éticos do próximo, semeando 
desconforto ou sofrimento, levando-o 
ao poste do sacrifício, ou à praça do 
ridículo, a isso chamaremos desgraça 
real, porque o seu autor não fugirá 
da própria nem da Consciência Cósmica.

Assim considerando, muitos 
infortúnios de hoje são bênçãos, pelo 
que resultarão mais tarde, favorecendo 
com paz e recuperação o déspota e 
infrator de ontem, em processo de 
recuperação do mal praticado.

Sob outro aspecto, o prazer gerado na 
insensatez, os ganhos desonestos, as 
posições de relevo que se fixam no 
padecimento de outras vidas, o triunfo 
que resulta de circunstâncias más para 
outrem, os tesouros acumulados sobre a 
miséria alheia, os sorrisos da 
embriaguez dos sentidos, o desperdício 
e abuso ante tanta miséria, constituem 
fatores propiciadores de dolorosos 
efeitos, portanto, são desgraças 
inimagináveis, que um dia ressurgirão 
em copioso pranto, em angústias acerbas, 
em solidão e deformidade de toda ordem, 
pela necessidade de expungir-se e 
reeducar-se no respeito às Leis soberanas 
da Vida e aos valores humanos 
desrespeitados.

O Homem-Jesus não poucas vezes chamou 
a atenção para essa desgraça, não 
considerada, e para a felicidade, por 
enquanto envolta em problemas, mas 
única possibilidade de ser fruída por 
definitivo.

Todos os que choram, os famintos e os 
sequiosos de justiça, os padecentes de 
perseguições, todos momentaneamente em 
angústia, logo mais receberão o quinhão 
do pão, da paz, da vitória, se souberem 
sofrer com resignação, após haverem 
resgatado os compromissos infelizes a 
que se entregaram anteriormente, e 
geradores da situação atual aflitiva.

Aqueles porém, que sorriem na loucura 
da posse, que se locupletam sobre os 
bens da infâmia e da cobiça, que são 
aplaudidos pelas massas e anatematizados 
pela consciência, oportunamente serão 
tomados pelas lágrimas, pela falta, 
pelo tormento...

São inderrogáveis as Leis da Vida, 
constituindo ordem e harmonia no 
Universo. [...]

(Jesus e o Evangelho – À luz da psicologia profunda
- Joanna de Angelis - Divaldo Franco)



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Investir ao Máximo


Investe em vidas, fazendo a melhor 
aplicação dos teus recursos de amor 
que se multiplicarão através dos 
tempos, permanecendo depois que 
passes.

Deposita os teus mais expressivos 
bens na programática da tua própria 
vida, a fim de que permaneças em paz, 
após o decesso carnal.

Os demais investimentos que dão 
rendas materiais, facilmente se 
corrompem, muitas vezes vitimando 
aqueles que os movimentam.

As aplicações espirituais se renovam 
em valores imperecíveis que substituem 
os referentes às quinquilharias da 
vacuidade terrena.


Sem desprezarmos os meios de crescimento 
humano e social, financeiro e cultural 
na atual conjuntura física do planeta, 
todos eles valiosos, desde que se 
transformem em meios, ao invés de 
cadeias douradas, não podemos esquecer o 
significado profundo das realidades que 
vitalizam o Espírito.

Os recursos materiais têm finalidade 
específica, na condição de meio para as 
realizações a que o ser espiritual se 
propõe.

Não raro, porém, os jogos das paixões 
mais violentas entorpecem os 
sentimentos e obscurecem a razão dos 
mordomos das coisas, fazendo-os derrapar 
em alucinações e tormentos de largo 
porte.

As conquistas morais, as aplicações 
espirituais, dulcificam, mesmo quando 
se desenvolvem em clima de renúncia 
e sofrimento.

Há-de selecionar, o homem, na sua 
escala de valores, o que lhe é de 
melhor e aplicar-se ao mais precioso.

Com propriedade afirmou Jesus que 
ninguém serve bem a dois senhores 
sem que a um deles deixa em falta.


O atleta aplica os seus melhores 
momentos em favor do fanal que busca, 
privando-se do restante.

O artista se devota, em tempo 
integral, à beleza que deseja 
materializar, renunciando às outras 
coisas.

O musicista e o intérprete dedicam-se 
com afinco para atingir a culminância, 
a tudo mais abandonando.

O pesquisador e o cientista 
afadigam-se na tarefa até colimar 
os objetivos que perseguem e não se 
contentam ao lográ-los, porquanto, 
concluído um ciclo, abrem-se 
perspectivas dantes não lobrigadas e 
ora convidativas.

...E todos esses labores, por mais 
respeitáveis e credores de consideração, 
passam, em razão da sua própria 
transitoriedade.

Quanto, na Terra, se torna imortal, 
por força mesmo da situação, um dia 
tomba no olvido, desmorona, desaparece...

Só o Espírito é imperecível.

Todas as suas conquistas, no campo da 
beleza, da arte, da cultura, da ciência, 
da sabedoria, são-lhe estímulos para 
vitórias mais amplas.

Eis porque o amor, como investimento 
em vidas, semeando bênçãos e 
favorecendo quem o direciona, é o 
dom eterno que liberta.

Nos dias difíceis que se vive na 
Terra, o cristão é convidado a 
reflexionar antes de agir.

Há os que se aplicam ao prazer e 
fruem por breve tempo as alucinações 
que passam, deixando amargura... E há 
os que renunciam hoje para se 
alegrarem depois.

Diante da conjuntura que se apresenta, 
cabe-nos a todos investir em Deus, 
conseguindo a vitória sobre as próprias 
paixões.


(Otimismo - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Deus Sempre


Por mais terrível se te apresente a 
situação, segue adiante, sem 
desfalecimento.

O desânimo é inimigo sutil que inutiliza 
os mais belos empreendimentos da vida.

Se os amigos te abandonaram ante os 
insucessos econômicos ou afetivos que 
te chegaram; se os parentes e afetos 
resolveram afastar-se por motivos que 
desconheces; se tudo te empurra ao limite 
estreito da solidão, recompõe-te 
intimamente e espera.

É provável que te sintas a sós, e que, 
aparentemente, estejas sem companhia. 
Isto, porém, não é uma realidade 
espiritual, mas o reflexo do momentâneo 
estado de alma que te assalta.

Nunca estás sozinho. Fazendo parte 
integrante da Criação, ela está em ti, 
quanto nela te encontras.

No lugar onde estejas, Deus está 
contigo: no lar, no trabalho, no 
espairecimento, no repouso, na doença, 
na saúde, nele haurindo consolo e forças 
para prosseguires nos misteres a que 
te vinculas.

Somente te sentirás a sós, se deixares 
de preservar o vínculo consciente com 
o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá 
contigo.

Estás unido a toda a Humanidade. Vão-se 
umas pessoas. Outras chegam. Não te 
amargures com as que partem. Não te 
entusiasmes com as que chegam.

As criaturas passam como veículos 
vivos: têm um destino e não as podes 
deter.

Compreendendo esse impositivo, faze-te 
amigo e irmão de quem encontres no 
caminho, não o retendo ao teu lado, nem 
te fixando no dele. Ajuda-o e segue.

Só Deus, porém, é sempre o constante 
companheiro. Por isso, nunca te 
permitas sentir solidão.


(Filho de Deus - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Convite à Tolerância

“Mas para que os não escandalizemos...”
(Mateus: 17-27.)


A calúnia vil se origina comumente 
na suspeita sórdida.

O incêndio que lavra com voracidade é 
fruto, às vezes, de uma fagulha 
indisciplinada.

A cólera devastadora surge, não raro, 
da contínua irreflexão.

A seara feliz tem começo no grão.

O gesto estóico que salva vidas nasce 
na piedade fraternal.

A molécula, o átomo, a célula de tão 
insignificante aparência são, no 
entanto, os elementos básicos 
encontrados em toda parte.

Também a gota de leite e o bálsamo 
medicamentoso, o trapo e a moeda 
singela, o alfabeto e o Evangelho 
ofertados lentamente aos que transitam 
pelos caminhos do mundo, de pequena 
monta, são essenciais à felicidade de 
todos.

A tolerância, também, aplicada 
indistintamente entre todos e em 
qualquer lugar, é lição viva de fé e 
elevação, que não pode ser desdenhada.

Tolerar, no entanto, não significa 
conivir.

Desculpar o erro não é concordar com 
ele.

Entender e perdoar a ofensa, não 
representa ratificá-la.

Indispensável, não entrar em área de 
atrito, quando podes contornar o mal 
aparente a favor do bem real.

Tolerância é caridade em começo. 
Exercitando-a, em regime de 
continuidade, defrontarás com os 
excelentes resultados do bem onde 
estejas, com quem convivas.

Condescendência para com os direitos 
alheios, não produzindo choque, não 
escandalizando, seguindo os mesmos 
caminhos de todos com atitude correta 
na busca dos alvos dignificantes, é 
relevante testemunho de tolerância.

Jesus, o perene Instrutor, convidado 
a pagar o tributo, aquiesceu, 
elucidando: "para os não escandalizarmos", 
cumprindo, assim, com os deveres junto 
a César para melhor desincumbir-se dos 
sublimes compromissos para com Deus.

(Convites da Vida - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)*
 
 
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Viciação Alcoólica

Sob qualquer aspecto considerado, o 
vício – esse condicionamento pernicioso 
que se impõe como uma “segunda 
natureza” constritora e voraz – deve ser 
combatido sem trégua desde quando e onde 
se aloje. 

Classificado pela leviandade de muitos 
de seus aedos como de pequeno e grande 
porte, surge com feição de “hábito social” 
e se instala em currículo de longo tempo, 
que termina por deteriorar as reservas 
morais, anestesiando a razão e 
ressuscitando com vigor os instintos 
primevos de que se deve o homem libertar. 

Insinuante, a princípio perturba os 
iniciantes e desperta nos mais fracos 
curiosa necessidade de repetição, na busca 
enganosa de prazeres ou emoções inusitados, 
conforme estridulam os aficionados que lhe 
padecem a irreversível dependência. 

Aceito sob o acobertamento da impudica 
tolerância, seu contágio destrutivo supera 
o das mais virulentas epidemias, ceifando 
maior número de vidas do que o câncer, a 
tuberculose, as enfermidades 
cardiovasculares adicionados... Inclusive, 
mesmo na estatística obituária dessas 
calamidades da saúde, podem-se encontrar 
como causas preponderantes ou predisponentes 
as matrizes de muitos vícios, que se 
tornaram aceitos e acatados qual motivo de 
relevo e distinção... 

Os vitimados sistemáticos pela viciação 
escusam-se abandoná-la, justificando que o 
seu é sempre um simples compromisso de 
fácil liberação em considerando outros de 
maior seriedade que, examinados, a sua vez, 
pelos seus sequazes, se caracterizam, 
igualmente, como insignificantes. 

Há quem a relacione como de conseqüência 
secundária e de imediata potência aniquilante. 
Obviamente situam suas compressões como 
irrelevantes em face de “tantas coisas 
piores”... E argumentam: “antes este” , como 
se um mal pudesse ter sopesado, avaliada e 
discutidas as vantagens decorrentes da sua 
atuação... 

Indiscutivelmente, a ausência de impulsão 
viciosa no homem dá-lhe valor e recursos 
para realizar e fruir os elevados objetivos 
da vida, que não podem ser devorados pela 
irrisão das vacuidades. 

A vinculação alcoólica, por exemplo, 
escraviza a mente, desarmonizando-a, e 
envenena o corpo o deteriorando. Tem início 
através do aperitivo inocente, quão 
dispensável, que se repete entre sorrisos 
e se impõe como necessidade, realizando a 
incursão nefasta, que logo se converte em 
dominação absoluta, desde que aumenta de 
volume na razão direta em que se consome. 

Os pretextos surgem e se multiplicam para 
as libações: alegria, frustração, tristeza, 
esperança, revolta, mágoa, vingança, 
esquecimento... Para uns se converte em 
coragem, para outros em entusiasmo, 
invariavelmente impondo-se, dominador 
incoercível. Emulação para práticas que a 
razão repulsa, o alcoolismo faz supor que 
sustenta os fracos, que tombam em tais 
urdiduras, quando, em verdade, mais os 
debilita e arruína. 

Não fossem tão graves, por si só, os 
danos sociais que dele decorrem – 
transformando cidadãos em parias, jovens 
em vergados anciãos precoces, profissionais 
de valor em trapos morais, moiçolas e 
matronas em torpes simulacros humanos, 
aceitos e detestados, acatados e temidos 
nos sítios em que se pervertem, a caminho 
da total sujeição, que conduz, quando se 
dispõe de moedas, a Sanatórios distintos e 
em contrário, às sarjetas hediondas, em 
ambos os casos avassalados por alienações 
dantescas -, culmina em impor os trágicos 
autocídios, por cujas portas buscam, tais 
enfermos, soluções insolváveis para os 
problemas que criaram espontaneamente para 
si próprios... Não acontecendo à queda 
espetacular no suicídio, este se dá por 
processo indireto, graças à sobrecarga 
destrutiva que o alcoólatra ou simples 
cultivador da alcoolofilia depõe sobre a 
tecelagem de elaboração divina, que é o 
corpo. E quando vem a desencarnação, o 
que é também doloroso, não cessa a 
compulsão viciosa, em que o espírito 
irresponsável constata que a morte não 
resolveu os problemas nem aniquilou a 
vida... 

Nesse capítulo convém considerarmos que 
a desesperada busca ao álcool – ou 
substâncias outras que dilaceram a vontade, 
desagregam a personalidade, perturbam a 
mente – pode ser, às vezes, inspirada por 
processos obsessivos, culminando sempre, 
porém, por obsessões infelizes, de 
conseqüências imprevisíveis. 

A pretexto de comemorações, festa, 
decisões, não te comprometa com o vício. 

O oceano é feito de gotículas e as praias 
imensuráveis de grãos. 

Liberta-te do conceito: “hoje só”, quando 
impelido a comprometimento pernicioso e 
não te facultes: “apenas um pouquinho”, 
porquanto, uma picada que injeta veneno 
letal, não obstante em pequena dose, 
produz a morte imediata, 

Está-se bafejado pela felicidade, sorve-
a com lucidez. 

Se te encontras visitado pela dor, 
enfrenta-a, abstêmio e forte.

Para qualquer cometimento que exija 
decisão, coragem, equilíbrio, definição, 
valor, humildade, estoicismo, resignação, 
recorre à prece, mergulhando, na reflexão, 
o pensamento, e haurirás os recursos 
preciosos para a vitória em qualquer 
situação, sob qual seja o impositivo. 

Nunca te permitas a assimilação do vício, 
na suposição de que dele te libertarás 
quando queiras, pois que se os viciados 
pudessem querer não estariam sob essa 
violenta dominação. 

(Após a Tempestade - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)



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Compromisso e Resgate


Na terra, estás em reparo.

Retificação íntima com recuperação 
externa.

Ajustamento pessoal e harmonia 
generalizada.

Em cada madrugada doirada tens um 
renascimento e contigo nova oportunidade 
de servir e renovar-te com irremovível 
compromisso com a vida.

Todo dia a experiência é lição 
significativa como bênção que não podes 
ignorar.

Erro da véspera, aprendizagem para 
o dia.

Como não é justo gastar o tempo em 
arrependimento desconcertante ou em 
arrolamento de erros, também não é 
justificável ignorar a própria 
imprevidência a pretexto de indiferença. 

O erro ou o que passa como tal, 
deixado a esmo sem o devido tratamento, 
pode ser comparado a matéria em 
decomposição, dominada pela vérmina, 
exalando miasmas...

Sofrimento e enfermidade em todo lugar 
e também contigo.

Corrige-te agora e ajusta-te de 
imediato.

Amanhã o sol será o mesmo mensageiro 
da luz mas as circunstâncias, pessoas e 
coisas estarão diferentes... e tu também.



A vida se desenvolve em ciclos perfeitos 
e harmoniosos.

Este grão germina dentro de um período.

Esse embrião necessita de uma etapa 
completa para apresentar-se.

Há ordem no Universo...

O Sol na Via-Láctea, a hemácia na 
composição do sangue.

Desequilíbrio também é sinônimo de caos.

Peça gasta, implemento a substituir.

Equívoco constatado, reparação próxima.

Desconsideração à ordem pode denominar-
se rebeldia passível de punição.

A ferramenta em abandono perde a 
eficiência.

O instrumento em uso excessivo gasta 
a precisão.

É indispensável cooperar com o curso 
do progresso.

Retornar para recompor.

Punição ao crime que é correção ao 
criminoso.

Lei e justiça.



Considerando a própria imperfeição 
firma o compromisso interior de não 
repetir enganos nem reincidir na 
criminalidade. Desperto para as paisagens 
superiores da existência, examina o que 
pretendes, como pretendes, até onde 
pretendes ir. Sem decisão bem delineada, 
as atitudes são sempre oscilantes e fracas.

Quem se encontra interessado na solução 
dos graves e afligentes problemas que 
angustiam o homem, resolve avançar, 
decidido, apagando o passado com o claro 
sol do trabalho realizador do presente, 
sem tibieza, porquanto verifica em si mesmo 
que só a retidão oferece meio seguro para 
uma consciência tranqüila.

(Dimensões da Verdade - Joanna de Angelis 
- Divaldo Pereira Franco)
 
 
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Teu Recomeço

A cada momento podes recomeçar uma 
tarefa edificante que ficou interrompida. 
Nunca é tarde para faze-lo; todavia, é 
muito danoso não lhe dar prosseguimento.

Parar uma atividade por motivos superiores 
às forças é fenômeno natural. Deixá-la ao 
abandono é falência moral.

A vida é constituída de desafios 
constantes. Sai-se de um para outro em 
escala ascendente de valores e conquistas 
intelecto-morais.

Sempre há que se começar a vida de novo.

Uma decepção que parece matar as 
aspirações superiores; um insucesso que 
se afigura como um desastre total; um ser 
querido que morreu e deixou uma lacuna 
impreenchível; uma enfermidade cruel que 
esfacelou as resistências; um vício que, 
por pouco, não conduziu à loucura; um 
prejuízo financeiro que anulou todas as 
futuras aparentes possibilidades; uma 
traição que poderia ter-te levado ao 
suicídio, são apenas motivos para recomeçar 
de novo e nunca para se desistir de lutar.

Não houvesse esses fenômenos negativos 
na convivência humana, no atual estágio de 
desenvolvimento das criaturas, e os 
estímulos para o progresso e a libertação 
seriam menores.

Colhido nas malhas de qualquer imprevisto 
ou já esperado problema aterrador, tem 
calma e medita, ao invés de te deixares 
arrastar pela convulsão que se irá 
estabelecer. Refugia-te na oração, a fim 
de ganhares força e inspiração divina.

Como tudo passa, isto também passará, e, 
quando tal acontecer, faze teu recomeço, 
a princípio, com cautela, parcimonioso, 
até que te reintegre novamente na ação 
plenificadora.

Teu recomeço é síndrome de próxima 
felicidade.

(Filhos de Deus - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)



*********

A Evolução 

Que nenhuma agressão exterior te 
perturbe, levando-te à irritação, ao 
desequilíbrio. 

Mantém-te sereno em todas as 
realizações. A tua paz é moeda 
arduamente conquistada, que não deves 
atirar fora por motivos irrelevantes. 

Os tesouros reais, de alto valor, são 
aqueles de ordem íntima, que ninguém 
toma, jamais se perdem e sempre seguem 
com a pessoa. 

Tua serenidade, tua gema preciosa. 

Diante de quem te enganou, traindo a 
tua confiança o teu ideal, ou 
envolvendo-te em malquerença mantém-te 
sereno. 

O enganador é quem deve estar 
inquieto o não a sua vítima. 

Nunca te permitas demonstrar que foste 
atingido pelo petardo da maldade 
alheia. 

No teu círculo familiar ou social 
sempre defrontarás com pessoas 
perturbadas, confusas e agressivas. 

Não te desgastes com elas, competindo 
nas faixas de desequilíbrio em que 
se fixam. 

Constituem teste à tua paciência e 
serenidade. 

Assim, exercita-te com essas situações 
para, mais seguro, enfrentares os 
grandes testemunhos e provações do 
processo evolutivo. Sempre, porém, 
com serenidade. 

(Episódios Diários - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco) 



*********

Nas Sombras e Dores

Nestes dias penumbrosos, quando se 
adensam as sombras, na Terra, e as 
perspectivas se fazem mais tensas sob 
a óptica do desespero e da anarquia; 
quando se acumpliciam, a agressão 
injustificável e o crime em desenfreada 
correria; quando se dão as mãos, a 
injustiça e o opróbrio, ceifando vidas;
quando se destacam, a criminalidade e o 
erro, ocupando espaços, o cristão 
decidido deve voltar-se para dentro, 
procurando reabastecimento na fé.

Já são grossos os rolos de fumaça, 
que sobem da Terra em chamas.

Muitas são as vozes que estão 
silenciadas no fragor das batalhas 
rudes.

Os cadáveres enxameiam, formando 
pântanos de matéria humana.

... E uma noite, que se apresenta 
pavorosa, ameaça tomar conta do mundo.

No entanto, Jesus é Sol, e os Seus 
discípulos, chamados à glória do 
momento grave, devem desempenhar a 
tarefa com alegria, embora sob 
estertores ou caminhando com 
dificuldades no meio do cipoal.

Nunca, como hoje, se viveram dias 
de tanta angústia!

O século das glórias tecnológicas, 
são os dias de horror da própria 
desenfreada ambição humana.

Eis porque, a Doutrina Espírita veio, 
prenunciando as mudanças sociais e 
humanas e esclarecendo sobre a visão 
do Apocalipse que ora se cumpre na 
atual Civilização.

Permaneçamos fiéis ao labor, 
insistindo mais em nosso trabalho de 
solidariedade, ampliando os nossos 
recursos de fraternidade e amando com 
destemor, a fim de que definhem as 
fileiras da agressão e do ódio.

De forma alguma nos deixemos contaminar 
pelos vírus que se encontram no ar que 
se respira no mundo.

De maneira nenhuma dos deixemos 
mimetizar pela violência, estando 
vigilantes, para que, a qualquer preço, 
a cordura e a paz não se afastem do 
nossos corações.

Nestes momentos, avaliam-se os 
recursos de cada um.

Ante os testemunhos surgem os heróis e 
revelam-se os desertores.

É imprescindível porfiar, espalhando a 
luz da esperança e disseminado o exemplo 
da bondade.

Em contrapartida, serão carreadas mais 
forças e vigores para os obreiros fiéis, 
a fim de que as metas sejam alcançadas 
no campo do bem.

Levantemo-nos, portanto, conscientes 
dos deveres que nos dizem respeito e 
porfiemos sem desânimo na luta da 
nossa redenção.


(Otimismo - Joanna de Angelis
- Divaldo Pereira Franco)
 
 
*********
 
Benfeitores

Com a alma tocada pelas belezas com 
que a Doutrina Espírita te enriquece 
de ventura, gostarias de servir com 
desassombro, oferecendo a própria 
existência à EXCELSA MANIFESTAÇÃO 
do Bem.

Descobrindo agora o lado formoso de 
todas as coisas e constatando que a 
Sabedoria Divina tudo emoldurou com 
necessários arremates, sentes a 
necessidade de dar expansão à 
felicidade que te invade, espalhando 
a luz do amor com as criaturas.

Fascina-te a posição de benfeitor e 
afirmas que tudo darias para 
transformar-te em mensageiro do bem 
nas lutas da santificação.

Qualquer auxílio que se dilate é 
benção que se difunde. No entanto, 
para auxiliar de molde a ser felicitado 
pelo próprio benefício é necessário um 
grande e exaustivo trabalho dentro de 
ti mesmo, no intramuros do espírito.

Toda doação nobre é sementeira de luz.

Todavia, para que a semente atinja à 
plenitude do embrião, vê-se constrangida 
a libertar-se do próprio invólucro, 
transformando-o em vitalidade.

Para que atinjas o objetivo é necessário 
arrebentar a concha do "eu", destruindo 
a torre de granito onde recolhes o 
personalismo.

Ninguém serve bem, se espera retribuição 
de qualquer natureza.

Para que a fonte atenda à sede do 
viandante que lhe busca a linfa, a água 
se liberta do lodo do fundo.

A fim de que o pão favoreça a mesa, o 
trigo supera a lama que lhe atende a 
raiz.

Não se serve a contento, quando se 
oferece amor com acrimônia e azedume.

Pouco importa renunciar aos prazeres 
do mundo em favor da obra do bem, 
impedindo que a alegria juvenil irrompa, 
ingênua, no sorriso dos tutelados.

A renúncia legítima desconhece medida 
e sacrifício. Para ser nobre, deve ser 
jovial e comunicativa.

Ajudar reclamando, pode ser comparado 
a descuidar da higiene do corpo, em que 
se oferece água fresca a quem se estima.

Serviço com enfado, apresentando cansaço 
e amargura, sempre expressa trabalho 
escravo.

A obra do Senhor é feita com alegria.

O Sol sorri gentil sobre o pântano, 
sem pressa nem prevenção.

A árvore abençoa o homem com sombra e 
fruto, desconhecendo o próprio valor. 
A chuva atende ao solo sem 
constrangimento, caindo na várzea e 
na montanha.

Eles ignoram o benefício que distribuem.

Antes acreditava-se que a santificação 
se manifestava através de uma 
austeridade que empalidecia o rosto, 
mortificando a carne. Com o Espiritismo, 
o homem austero não é aquele em cujos 
lábios a severidade faz morada e o 
cenho carregado deforma a face...

Não se ajuda, amaldiçoando o auxílio.

Coloca, pois, em teus serviços o sal do 
amor para que o paladar cristão esteja 
sempre presente em teu prato de 
fraternidade.

Se quiseres servir com sucesso, observa 
os Mensageiros da Luz Divina, e faze 
com os teus tutelados como eles fazem 
contigo.

Jamais reclamam - atendem sempre.

Nunca exigem - compreendem sempre.

Não perturbam - acalmam sempre.

São, em qualquer situação, o colo de 
mãe compreensiva ou o braço de pai 
vigoroso, oferecendo consolo ou trabalho.

Benfeitor, no seu sentido real, é 
todo aquele que, esquecendo-se de si 
mesmo, toma a cruz dos outros sobre 
os ombros feridos e caminha ao lado, 
ignorando o próprio sacrifício.

Jesus, na via dolorosa, esquecia as 
chagas e o ultraje de todos para poder 
atingir o termo da tragédia por amor, 
rogando ao Supremo Pai, no clímax das 
aflições, perdão para nós que ainda hoje, 
dois mil anos depois, nos fazemos servos 
indignos da sua Mensagem Divina.


(Messe de Amor - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Convite à Mediunidade

Médiuns todos o somos, e mediunidades 
possuímo-las todos nós.

Aprimorá-la ou descurá-las, relegando-
as a plano secundário, é 
responsabilidade que cada um exerce 
mediante o próprio arbítrio.

A argila maleável nas mãos do oleiro 
é a médium do vaso.

O ferro em ignição na bigorna e malho 
do operário é médium da forma que 
plasma.

Deixando-se conduzir pelas mãos do 
Operário Divino, o homem modela e 
executa as construções mentais 
superiores, tornando-se cooperador 
na Obra de Nosso Pai.

Recalcitrando à inspiração elevada, 
deixa-se, maleável, arrastar por 
outras ondas de pensamento, 
colaborando, às vezes, 
inconscientemente na formação das 
paisagens de dor, de sombra e de 
desdita para os outros como para 
si mesmo.

A verdade é que todos estamos 
interligados, em ministério mediúnico 
ativo, incessante, graças aos 
múltiplos dons de que nos achamos 
investidos.

Vinculados espírito a espírito pelo 
impositivo da evolução, desde que 
constituímos famílias que formam a 
grande família universal, sintonizamo-
nos reciprocamente pelas afinidades e 
aptidões, ideais e desejos em conúbio 
imenso de que somente o amor consegue 
os objetivos elevados, libertadores.

Assim sendo, medita nas possibilidades 
mediúnicas de que te encontras possuído 
e eleva-te pelo exercício das ações 
nobilitantes, de modo a desdobrares 
os recursos positivos na realização do 
bem a que o Senhor a todos nos convoca.

Certamente uns estão melhormente 
aquinhoados pelas faculdades mediúnicas 
que lhes são concedidas para a própria 
edificação à luz consagradora da 
Doutrina Espírita que é a única diretriz 
segura com Jesus para o ministério 
abençoado de iluminação na Terra.

Se, todavia, não experimentares os 
sintomas mais evidentes da mediunidade, 
transforma-te espontaneamente em 
instrumento do amor e acende a lâmpada 
do auxílio fraterno no coração, a fim 
de que a caridade te transforme em 
médium da esperança entre os que aspiram 
a um Mundo renovado e ditoso para o 
futuro, desde hoje.

(Convites da Vida - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Luta e Libertação

Estás empenhado numa grande luta.

Conflito sem quartel a espraiar-se 
indomável.

Avalanches aflitivas que surgem, 
soterrando esperanças.

Batalhas encarniçadas que aparecem, 
dizimando coração.

Ninguém está em paz total.

Se por um lado as mentes se alçam às 
culminâncias da técnica, construindo 
os admiráveis instrumentos da pesquisa, 
construção e transporte, por outro lado, 
as diferenças morais e econômicas 
proporcionam as quedas desastrosas do 
sentimento.

E apesar das facilidades modernas 
enxameiam misérias indescritíveis.

Com tanta luz projetada nos caminhos 
da razão as trevas se demoram densas 
e ameaçadoras...

Das tormentas, porém, advêm as 
alvíssaras da tranqüilidade.

A luta é, indubitavelmente, uma 
imposição evolutiva.

Mantém-se o corpo através do conflito 
celular.

Voeja a borboleta com a dilaceração 
da lagarta.

Sustenta-se a árvore com a decomposição 
dos tecidos que a adubam.

Comprometido com a retaguarda 
espiritual, o homem de hoje como o de 
ontem, recupera os patrimônios da vida 
com que se comprometeu em arremetidas 
da loucura.

Trazendo à atualidade o Evangelho de
Nosso Senhor Jesus Cristo, a Doutrina 
Espírita ensina mudança de rumo para 
o pensamento, e realização edificante 
para o sentimento.

Objetivando a construção da felicidade 
no cerne das criaturas oferece a 
instrumentação do esclarecimento e dos 
fatos, convocando as forças atuantes 
de cada um para a batalha real da 
libertação total.

Não somente luta externa pelo poder 
que não felicita.

Nem luta interna sob o guante das 
seduções degeneradoras.

Extinção do mal interno angustiante 
e vigoroso — eis o objetivo essencial.

Libertação de todo gozo fácil e breve, 
para realização do gozo pleno e total.

Repetindo a sentença do Mestre que "não 
veio destruir a Lei mas dar-lhe 
cumprimento" asseveram os Espíritos da 
Luz que o Espiritismo "não vem destruir 
a lei cristã, mas dar-lhe execução".

Resolve-te, pois, quanto antes e sem 
demora, ao empreendimento da auto-
libertação e não te faltarão os recursos 
para a vitória imperiosa e inadiável 
sobre ti mesmo, nas grandes lutas do 
momento em que a espécie humana se 
encontra para a sublime ascensão.

(Espírito e Vida - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Terapêutica Espírita

Pára, no turbilhão que te desequilibra, 
e medita.

Meditação é combustível precioso que 
mantém o vigor moral.

Emerge das areias movediças e sedutoras 
das atrações fáceis e medita nas 
responsabilidades morais que enfeixas 
nas mãos.

Meditação é dínamo poderoso que 
movimenta a máquina da ação.

Estaciona, no caminho de inquietudes 
por onde seguem os teus pés, e faze um 
exame dos teus atos, demorando-te um 
pouco em meditação.

Meditação é terapia que oferece paz.

Esquece sombras e pesadelos e, antes 
de reiniciares as tarefas que acalentas, 
deixa-te ficar algum tempo em meditação.

Meditação é amiga fiel que corrige 
com bondade e esclarece com humildade.

Se desejas, realmente, um método 
eficiente para ser mantido o alto 
índice de produtividade, evitando 
insucessos continuados ou erros 
constantes, elege a meditação como 
hábito salutar em tua vida.

O cristão, e em particular o espírita, 
tem necessidade de meditar como de 
orar, porquanto se a vigilância decorre 
da meditação, esta é conseqüência dela.


Acreditas-te em soledade e por isso 
sofres. Medita e verificarás outros 
corações mais solitários ao teu lado. 
Levanta-te, visita-os e apresenta-lhes 
a Mensagem Espírita.

Consideras-te enfermo e alquebrado, 
caminhando sem arrimo. Medita e 
encontrarás, próximos de ti, 
sofredores mais atormentados, 
contemplando em ti a felicidade que 
dizes não possuir. Dirige-te a eles 
e oferece a fraternidade que podes 
haurir nas Lições Espíritas.

Aceitas como fato consumado a tua 
falta de sorte, no que diz respeito 
às atividades comuns a todos os homens. 
Medita e enxergarás corações vencidos, 
que te invejam o sorriso e a fortuna 
que afirmas não ter. Alonga até eles 
a compreensão espírita.

Descobrirás, se meditares, que a Terra 
é um imenso hospital de almas mais 
sofredoras do que a tua e que, com os 
recursos de terapêutica espírita, 
poderás operar valiosas contribuições 
em favor delas, constatando a exatidão 
da máxima evangélica: "Mais se dará 
àquele que mais der", porque, ao 
ajudares, sentir-te-ás também ajudado.


Faze pequeno curso de Espiritismo em 
casa para ti próprio, estudando a 
Codificação; aplica passes; oferece 
água magnetizada; concede palavras de 
alento; freqüenta serviços de 
desobsessão; desperta para a vida 
espírita dentro de ti mesmo e, meditando 
para agir com acerto, desfrutarás a 
felicidade perfeita que ambicionas, 
porque meditar no bem é começar a fruir 
o bem desde agora mesmo.

(Dimensões de Verdade - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)
 
 
********
 
 
Na Esfera dos Sonhos

Os interesses recalcados, as aspirações 
frustradas, os tormentos íntimos, 
complexos, mal conduzidos dormem 
temporariamente no inconsciente do homem 
e assomam quando emoções de qualquer 
porte fazem-no desbordar, facultando o 
predomínio de conflitos em formas 
perturbadoras , gerando neuroses que se 
incorporam à personalidade, inquietando-a.

Da mesma forma os ideais de enobrecimento, 
os anelos de beleza, o hábito das emoções 
elevadas, a mentalização de planos 
superiores, as aquisições e lutas 
humanistas repousam nos departamentos da 
subconsciência, acordando, freqüentemente, 
e produzindo euforia, emulações no homem, 
ajudando-o os seu programa de paz interior 
e de realizações externas.

O homem é sempre aquilo que armazena 
consciente ou inconscientemente nos 
complexos mecanismos da mente.

Quando se dá o parcial desprendimento da 
alma através do sono natural, açodado 
pelos desejos e paixões que erguem ou 
envilecem, liberam-se aos memórias arquivadas 
que o assaltam, em formas variadas de sonhos 
nos quais se vê envolvido.

Permanecem nesse capítulo os estados 
oníricos da catalogação freudiana, em que 
as fixações de ordem sexual assumem 
expressões de realidade, dominando os 
múltiplos setores psíquicos da 
personalidade.

Além deles, há os que decorrem dos 
fenômenos digestivos, das intoxicações 
de múltipla ordem por conseqüência dos 
estados alucinatórios momentâneos, que 
produzem.

Concomitantemente, em decorrência do 
cultivo de idéias deprimentes ou das 
otimistas, a alma em liberdade relativa 
sente-se atraída pelo locais que lhe são 
inacessíveis, enquanto na lucidez corpórea 
e fortemente arrastada por esse anseio de 
realização desloca-se do envoltório físico 
e visita aqueles com os quais se compraz e 
onde se sente feliz. Disso decorrem 
encontros agradáveis ou desditosos em que 
adquire informes sobre oco^ocorrências 
futuras, esclarecimentos valiosos, ou, 
conforme o campo de interesse que cada qual 
prefira, experimenta as sensações 
animalizantes, frui, em agonia, as taças 
vinagrosas dos desejos inconfessáveis, 
continuando o comércio psíquico com Entidades 
vulgares, perversas ou irresponsáveis que 
se lhe vinculam ao pensamento, dando origem 
a longos e rudes processos obsessivos de 
curso demorado e de difícil liberação.

Nos estados de desprendimento pelo sono 
natural, a alma pode recordar o seu 
pretérito e tom ar conhecimento de seu 
futuro, fixando essas impressões que 
assumem a forma de sonhos nos quais as 
reminiscências do ontem, nem sempre 
claras, produzem singulares emoções. 
Outrossim, a visão do porvir, as 
revelações que haure no intercâmbio com 
os desencarnados manifestam-se como 
positivos sonhos premonitórios de 
ocorrência cotidiana.

Quanto mais depurada a alma, possibilidades 
mais amplas depara, sucedendo, no sentido 
inverso, pelo seu embrutecimento e 
materialização, os desagradáveis e 
perturbadores sucessos na esfera dos sonhos.

Multiplicam-se e perpassam em todas as 
direções ondas mentais, que percorrem 
distancias imensas, sintonizando com 
outras que lhe são afins e que buscam 
intercâmbio.

Em decorrência, pouco importa o espaço 
físico que separa os homens, desde que 
estes intercambiam mentalmente na faixa 
das aspirações, interesses e gostos que 
os caracterizam e associam...

Quando dorme o corpo, não adormece o 
Espírito exceto quando profundas as 
hebetações e anestesiamentos íntimos l
he perturbam os centros da lucidez.

Automaticamente, inconscientemente, 
libera-se do corpo e arroja-se aos recintos 
que o agradam, porque anseia e de que 
supõe necessitar...

Quando, porém, se exercita nos programas 
renovadores e preserva os relevantes 
fatores da dignificação humana, sutilizam-
se as suas vibrações, sintonizando nas 
ondas que o erguem às esferas da Paz e 
da Esperança, onde os Seres ditosos, 
encarregados dos labores excelentes dos 
homens, facultam que se mantenham 
diálogos, recebendo recursos terapêuticos 
e lições que se incorporam à 
individualidade, indelevelmente...

Nas esferas dos sonhos - nos Círculos 
Espirituais elevados ou nos tormentosos 
conforme a preferência individual - se 
engendram muitas, incontáveis programações 
para o futuro humano, nascendo ali ou se 
corporificando, quando já existentes, os 
eloqüentes capítulos das vidas em 
santificação, como as tragédias, os 
vandalismos, as desditosa inomináveis...

Vive no corpo físico considerando a 
possibilidade da desencarnação sem aviso 
prévio.
Cada noite em que adormeces, experimentas 
um fenômeno consentâneo ao da morte.

Dormir é morrer momentaneamente. Desse 
sono logo retornas, porque não se te 
desatam os liames que fixam o Espírito 
ao corpo.

Podes, porém, pelas ocorrências que 
experimentas na esfera dos sonhos, ter 
uma idéia do que te sucederá nos 
Círculos da Vida, após o desenlace 
definitivo.

Por tal imperativo, aprimora-te, eleva-
te, supera-te, mediante o exercício dos 
pensamentos salutares e das realizações 
edificantes.

Não apenas fruirás de paz por 
decorrência da consciência reta, como te 
prepararás para a vida real, porquanto, 
examinada do Angulo imortalista, o homem 
na Terra, se encontra numa esfera de 
sonhos, que normalmente, transforma, por 
invigilância ou rebeldia, em desditoso 
pesadelo.

(Leis Morais da Vida - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



*********


Casamento e Companheirismo

(...)
Mais do que um ato social ou religioso, 
conforme estabelecem algumas Doutrinas 
ancestrais, vinculadas a dogmas e a 
ortodoxias, o casamento consolida os 
vínculos do amor natural e responsável, 
que se volta para a construção da 
família, essa admirável célula básica 
da humanidade.

O lar é, ainda, o santuário do amor, 
no qual, as criaturas se harmonizam e 
se completam, dinamizando os compromissos 
que se desdobram em realizações que 
dignificam a sociedade.

Por isso, quando o egoísmo derruba os 
vínculos do matrimônio por necessidades 
sexuais de variação, ou porque houve um 
processo de saturação no relacionamento, 
havendo filhos, gera-se um grave problema 
para o grupo social, não menor do que em 
relação a si mesmo, assim como àquele que 
fica rejeitado.

Certamente, nem todos os dias da 
convivência matrimonial serão festivos, 
mas isso ocorre em todos os campos do 
comportamento. Aquilo que hoje tem um 
grande sentido e desperta prazer, amanhã, 
provavelmente, se torna maçante, 
desagradável. Nesse momento, a amizade 
assume o seu lugar, amenizando o conflito 
e proporcionando o companheirismo agradável 
e benéfico, que refaz a comunhão, 
sustentando a afeição.

Em verdade, o que mantém o matrimônio 
não é o prazer sexual, sempre fugidio, 
mesmo quando inspirado pelo amor, mas a 
amizade, que responde pelo intercâmbio 
emocional através do diálogo, do interesse 
nas realizações do outro, na convivência 
compensadora, na alegria de sentir-se 
útil e estimado. 
(...)

(Amor, Imbatível Amor - Joanna de Angelis
Divaldo Pereira Franco)



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Sob Sombras e Dores

Nestes dias penumbrosos, quando sem 
adensam as sombras, na Terra, e as 
perspectivas se fazem mais tensas sob a 
óptica do desespero e da anarquia; quando 
se acumpliciam, a agressão injustificável 
e o crime em desenfreada correria; quando 
se dão as mãos, a injustiça e o opróbrio, 
ceifando vidas; quando se destacam, a 
criminalidade e o erro, ocupando espaços, 
o cristão decidido deve voltar-se para 
dentro, procurando reabastecimento na fé.

Já são grossos os rolos de fumaça, que 
sobem da Terra em chamas.

Muitas são as vozes que estão silenciadas 
no fragor das batalhas rudes.

Os cadáveres enxameiam, formando pântanos 
de matéria humana.

... E uma noite, que se apresenta 
pavorosa, ameaça tomar conta do mundo.

No entanto, Jesus é Sol, e os Seus 
discípulos, chamados à glória do momento 
grave, devem desempenhar a tarefa com 
alegria, embora sob estertores ou 
caminhando com dificuldades no meio do 
cipoal.

Nunca, como hoje, se viveram dias de 
tanta angústia!

O século das glórias tecnológicas, são 
os dias de horror da própria desenfreada 
ambição humana.

Eis porque, a Doutrina Espírita veio, 
prenunciando as mudanças sociais e humanas 
e esclarecendo sobre a visão do Apocalipse 
que ora se cumpre na atual Civilização.

Permaneçamos fiéis ao labor, insistindo 
mais em nosso trabalho de solidariedade, 
ampliando os nossos recursos de 
fraternidade e amando com destemor, a fim 
de que definhem as fileiras da agressão 
e do ódio.

De forma alguma nos deixemos contaminar 
pelos vírus que se encontram no ar que 
se respira no mundo.

De maneira nenhuma dos deixemos mimetizar 
pela violência, estando vigilantes, para 
que, a qualquer preço, a cordura e a paz 
não se afastem do nossos corações.

Nestes momentos, avaliam-se os recursos 
de cada um.

Ante os testemunhos surgem os heróis e 
revelam-se os desertores.

É imprescindível porfiar, espalhando a 
luz da esperança e disseminado o exemplo 
da bondade.

Em contrapartida, serão carreadas mais 
forças e vigores para os obreiros fiéis, 
a fim de que as metas sejam alcançadas 
no campo do bem.

Levantemo-nos, portanto, conscientes dos 
deveres que nos dizem respeito e porfiemos 
sem desânimo na luta da nossa redenção.

(Otimismo - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)



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Treinamento Para o Perdão

A fim de colimares a excelência do perdão 
aos que te ofendem, mister te adestres 
mediante antecipados critérios e 
exercícios contínuos.

Habitua-te a iniciar o dia com a mente 
ligada ao Senhor, através dos fios 
invisíveis e poderosos da oração.

Não te descuides de ler uma página 
mensageira de otimismo, capaz de produzir 
júbilo no teu mundo íntimo.

Reprime as observações menos dignas, as 
apreciações fúteis, as referências 
deprimentes e maliciosas.

Estimula a conversação edificante e 
quando não possas faze-lo, reserva-te 
silêncio discreto, propiciatório a 
reflexões salutares.

Todo labor para alcançar êxito impõe a 
necessidade de uma técnica própria, de 
uma diretriz segura.

Indispensável exercitar-te mentalmente 
para o cometimento do perdão, a que estás 
chamado a cada instante.

Treina, então, a paciência, disciplinando 
a vontade e aprimorando a indulgência.

Não te permitas autocomiseração ou 
personalismo prejudicial.

Cada ser é o que constrói interiormente.

A vida sempre devolve o que recebe. Tem 
cuidado.

O acusador gratuito e o perseguidor 
sistemático podem converter-se, sem que 
o saibam, em benfeitores valiosos. 
Aproveita-os.

Temperamentos e caracteres humanos há 
que produzem mais e melhor, quando 
fiscalizados ou submetidos a rigoroso 
controle.

Quem conhece a verdade, sempre consegue 
lograr benefícios em todas as situações, 
se desejar agir com acerto.

Olha em derredor:

. a primavera perfumada pode ser 
considerada como o perdão da Natureza ao 
rigor hibernal;

. o grão perdoa a terra que o esmaga, 
arrebentando-se em flor e fruto;

. o trigo agradece à mó que o tritura, 
transformando-se em pão. . .

Apura os sentidos e perceberás as 
respostas de Nosso Pai, através de 
convites ao amor, à beleza, à harmonia.

Integra-te no concerto de Suas bênçãos e 
quando fores visitado pelo sofrimento 
que alguém te imponha por qualquer razão, 
com facilidade perdoarás.

(Celeiro de Bênçãos – Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)
 
 
*********
 
 
Solidão e Jesus

Quando as amarguras da jornada te 
assinalem a alma, jungindo-te ao 
carro sombrio onde a solidão se 
demora algemada, recorda o Mestre 
Crucificado, em terrível abandono.

Onde os amigos doutrora, as multidões 
saciadas e os corações socorridos?

Começara o ministério, a que se 
entregaria integralmente, nas alegres 
bodas de Caná, e encerrava-o numa 
Cruz, esquecido dos beneficiários 
constantes que O envolviam em álacre 
vozerio.

Sempre estivera o Mestre cercado 
pelas criaturas...

Pregara nas cercanias formosas das 
cidades e das aldeias, nas praias livres 
entre o lago e as montanhas, nas 
Sinagogas repletas e nas praças 
movimentadas.

Atendera a todos que Lhe buscaram 
socorro.

Todo o Seu Apostolado de amor foi 
de enobrecimento.

À mulher desprezada e em aviltamento, 
ofereceu as mais belas expressões 
da sua Mensagem.

Consolou e esclareceu a Samaritana 
atormentada.

Retirou dos coxins de veludo e seda 
a obsidiada de Magdala.

Convidou Marta às questões do 
Espírito.

Atendeu à mulher Cananéia, 
prodigalizando o equilíbrio à filha 
endemoniada.

Hannah, a sogra de Pedro, recebeu-Lhe 
o passe curador.

À pobre hemorroíssa sito-fenícia 
restituiu a saúde.

Ofereceu à viúva de Naim o filho 
considerado morto.

Joanna, a mulher de Cusa, recebeu-Lhe 
o convite para a vida imperecível.

A filha de Jairo prodigalizou a bênção 
do despertamento das malhas da 
catalepsia.

Além delas, distendeu o amor a todos 
os corações.

Leprosos e sadios participaram do 
Seu convívio.

Homens ilustres e mendigos foram 
comensais da sua afeição.

Recuperou a serenidade no homem de 
Gadara, infelicitado por Espíritos 
obssessores e curou o filho do 
Centurião.

Elucidou o afortunado príncipe do 
Sinédrio em colóquio fraterno, e 
propiciou luz aos olhos fechados de 
mísero cego das estradas de Jericó.

Honrou a rica propriedade de Zaqueu e 
fez refeições nos barcos humildes dos 
pobres pescadores.

Revelou a Boa Nova aos sábios de 
Jerusalém que a escutaram deslumbrados 
e, à última hora, ensinou aos malsinados 
ladrões, companheiros de crucificação, 
a porta estreita para a liberdade 
espiritual.

Movimentou os membros paralisados de 
Natanael, descido pelo telhado, e 
revelou aos discípulos do Batista os 
sinais que O identificam como o 
Esperado...

Milhartes de alma receberam a paz e 
a saúde de Suas mãos.

Os "demônios" submetiam-se a sua voz.

O mar respeitou-Lhe a ordem.

O vento atendeu-Lhe o imperativo.

As doenças desapareciam ao Seu contato.

Os anjos obedeciam-Lhe à vontade.

No entanto, à hora da angústia, 
sorveu a taça de amargura a sós.

O coração feminino, junto à Cruz, 
apresentou-Lhe apenas a saudade e a 
aflição, em lágrimas.

Mas provou a agonia, o escárnio e a 
humilhção em suprema soledade.

Nenhuma voz se ergueu para defendê-
lO nas Altas Cortes.

Todavia, entregando-se confiante ao 
Pai, venceu o mundo e todos os seus 
enganos e, mesmo depois da morte, 
ressurgiu glorioso, voltando ao amor 
para a felicidade de todos.

Lembra-te dEle.
Só no mundo, e o Pai com Ele.

À hora das tuas provações, os 
companheiros e beneficiários do teu 
carinho não podem ficar contigo; 
seguirão adiante. A vida espera mais 
além.

Tem paciência!

Não os ames menos por isso, Eles 
necessitam da tua compreensão e do 
teu carinho.

Cresce para ajudar no crescimento deles.
E mesmo que a morte venha às tuas 
carnes, renascerás das cinzas da 
sepultura, em esplêndida madrugada, 
para continuares o teu labor junto 
àqueles que te abandonaram.

Na tua solidão, entretanto, Jesus 
estará sempre contigo.


(Messe de Amor - Joanna de Angelis -
Divaldo Pereira Franco)




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