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FISH LIPS Try (Slag) Por Alexandre Matias Agora que a Alê tirou os Pin Ups completamente do noise, fazendo-os tomar banho no chuveiro da new wave, a vaga no pântano do barulho de São Paulo, capital, está aberta. Mas como cargas pesadas de microfonia estão fora de moda e a maioria das bandas paulistanas está voltada para os anos 60 dos Beatles, das bandas de garagem ou da soul music, poucos candidatos surgiram. Um deles é o Fish Lips, que nem é de São Paulo, mas da cidade que o Edu K, o Rossi (lembram dele?) e uma explosão colocaram no mapa. Osasco é tradicionalmente referida, como quase todas cidades que fazem parte da região metropolitana de Sampa, como um reduto hardcore. Mas os Fish Lips provam que nem só de HC vive aquela cidade que parece começar na Marginal Pinheiros. A maçaroca de som criado pelas guitarras de Rodrigs e Marianne, pelo baixo de Márcio e pela batera de Maurício é filha bastarda dos shows do Velvet Underground ao vivo. Ou seja, tem parentesco com o Jesus & Mary Chain, com o Sonic Youth, com o Galaxie 500 e com os próprios Pin Ups, por que não, nos anos Luiz Gustavo. Mas a doçura derramada pelo vocal de Megssa é o diferencial. E ela não está cantando suavemente, apenas usa a arma que tem nas cordas vocais para cantar como se fosse Lou Reed, Jim Reid ou Thurston Moore. O detalhe é que a voz dela é doce e ela canta com vontade e aspereza, como Patti Smith e Exene Cervenka fazem (ou faziam?). O que torna o Fish Lips uma banda pra ficar de olho. A gravação de sua primeira fita, Try (Slag), só reforça as qualidades da banda e colocam-nos sentados com certo conforto no antigo trono dos Pin Ups. Mas se eles se mexerem um pouco mais, arrumam um só pra eles, novinho, zerado. É o que tudo indica que vai acontecer. Pra conseguir sua fita e ouvir antes, fale com a banda ([email protected]) ou com a Slag (Av. Francisco Valio 405. Centro - Itapetininga-SP - CEP 18200-000 ou via email [email protected]). Os textos só
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