MET
Titulo Original
Hasta que nos volvamos a encontrar
Traduzido por Fernanda
CAPITULO 8
Aquele inverno estava sendo bem
mais duro do que Chantal imaginou. Não só por causa das fortíssimas
nevadas que deixava tudo bloqueado, o frio estava tão intenso que congelava
até seus dedos, o mas duro de tudo era a tristeza que acompanhava à
jovem o tempo todo. Desde novembro não sabia mais nada de Val, talvez
sua atitude acabou afastando
à morena de vez de seu lado,
talvez as dúvidas que tinha tenha acabado depois daquele infortunado
encontro e agora já não fazia sentido sequer pensar nela.
O Natal chegou
e passou praticamente desapercebido para a jovem, foi pra casa de seus pais e ficou só dois dias , levou presentes, recebeu
os seus e no dia 26 já estava voltando para sua casa em Boston, alegando
que tinha muitíssimo trabalho pendente. Tinha o resto de seus dias livres
mas preferiu ficar metida em seu escritório trabalhando como louca, era
a única, já que todos os advogados e seus assistentes estavam
de férias até a semana seguinte, só a acompanhava o pessoal
da segurança e da manutenção.
O Fim de Ano chegou. Suas amigas voltaram das casas de suas famílias, organizaram uma grande festa para aquela noite no apartamento mesmo sem a Karen. Como era de se imaginar as jovens estavam muito atarefadas com a preparação, Chantal cooperou com elas e inclusive se sentiu melhor e no momento dos abraços e beijos à media noite, preferiu não complicar a vida com lembranças fora de lugar e quando chegou a sua vez, abraçou suas amigas com muito carinho. Que estavam muito bem acompanhadas, mas elas sabiam que só eram ficantes do dia e que o verdadeiro amor ainda não tinha chegava para nenhuma das três, ou pelo menos para as duas, Chantal pelo visto já tinha encontrado mas lhe tinha escorrido por entre os dedos, sem querer.
As primeiras semanas do novo ano trouxeram novas expectativas
para a jovem, estavam aparecendo grandes oportunidades no campo corporativo,
era algo que ela sempre sonhou e por fim estava se tornando realidade, até
agora ela tinha cuidado de assuntos sem muita importância que não
lhe traziam desafios nem satisfações pessoais, apesar de ser reconhecida
por seus chefes e clientes. Agora poderia se dedicar ao que considerava sua
especialidade e seu forte, queria se lançar no campo empresarial e tudo
o que isso representasse.
Ao passar dos meses no âmbito pessoal as coisas
estavam melhorando, em um de seus complicados casos conheceu outra advogada,
que também era assistente da Promotoria. Esta mulher, era dois anos mais
velha que ela, tinha muitas qualidades que motivava Chantal a sair de sua tristeza
e obviamente iria se precaver.
Chantal jurou para si mesma que nunca mais em sua
vida voltaria a confiar em alguém tão cegamente e tão rápido.
Sua experiência com Val serviu pelo menos para isso e ainda que ferida
estava se dando mais uma oportunidade, não com a intensidade que tinha
vivido com a morena, mas estava tratando de encontrar alguma alegria em sua
vida.
Natalie a fazia ter vontade de viver, era uma jovem
que gozava imensamente de cada coisa que fazia, desde seu trabalho que o realizava
com total e absoluta paixão, até as coisas mais singelas do dia
a dia. Com ela aprendeu a apreciar ainda mais a natureza, já que a jovem
era proprietária de um yate e costumava levá-la para navegar nos
fins de semana. Chantal estava sempre com ela, dedicando-se ao simples prazer
do lazer em boa companhia, um jantar à luz das velas ou um filme na casa
de uma das duas. Estava encontrando novo significado para seus dias.
Joan e Karen ficaram com ela em todos os momentos
cruciais de sua frustrada relação com a morena a viram sofrer
como nunca, em especial depois que voltou de Miami, mas ao mesmo tempo não
estavam muito de acordo que Chantal se relacionasse tão cedo com outra
pessoa, talvez fosse um pouco de ciúmes, não queriam ver ela sofrer
novamente, mas� estavam convencidas de que Natalie não era a namorada
ideal para a jovem, é uma boa pessoa, inteligente, bonita, a fazia rir,
a entretia, uma boa influência, um pouco possessiva, mas� faltava algo,
que com a morena era evidente que não faltava.
Estavam já na primavera e por sorte isso também
ajudava a voltar a sua normalidade. Novamente era garota séria e responsável,
não estava mais amargurada nem maníaca pelo seu trabalho, desfrutava
de suas amizades e de seu trabalho sem exagero, organizava sua agenda para as
próximas semanas sem se importar o que dissessem suas amigas, Chantal
estava tratando de dar outro rumo a sua vida sentimental.
***
-Valentina Dei Stefano� -disse a morena no telefone.
-Perdão, que empresa? -perguntou a outra pessoa.
- Vinícola ViDissa, este é um telefonema
pessoal, senhorita�
-Um momento, por favor� vou ver se pode-a atender.
Passaram alguns minutos e em seguida escutou do outro
lado da linha: -Val, tudo bem? Quanto tempo que não falo contigo� me
conta tudo, como está sua vida? -perguntava Richard Steinberg totalmente
emocionado.
-Oi Richard, que bom falar contigo, eu sumi por um
tempo tempo, mas agora estou aqui e vou te contar tudo, meu amigo -disse a morena.
-Como� está aqui, em Nova York?� não
acredito! Você que nunca sai de casa, esta aqui�vamos ter que celebrar
isso!
- Eu também acho -respondeu Val sorrindo.
Val e seu amigo concordaram em sair para jantar e
colocar o papo em dia sobre suas vidas.
-Amor, passou tanto tempo desde a última
vez que nos vimos, seis anos�desde que me deixou plantado quase no altar,
mas você está muito mais linda, se isso fosse possível
-lhe disse Richard.
-Sempre tão galante� é verdade, são 6 anos� uma eternidade, e você se casou?� como está seus negócios?
-Bom, a empresa vai muito bem 'de vento em popa',
eu me casei a três anos� mas não deu certo e estou divorciado
a quase 1 ano � não tivemos filhos e isso é tudo� Ah! como
sabe, eu ainda continuo te esperando�
- Que bonitinho� mas nem você acredita nisso, mas sinto pelo seu casamento, nem sempre as coisas saem como nos planejamos.
-Agora me fala, a que devemos o prazer de sua visita
por estas terras? -perguntou seu amigo.
E assim passaram várias horas conversando
dos velhos, da universidade, depois recordaram de quando estavam juntos e sempre
se deram muito bem, falaram de seus negócios e de suas vida. Val
comentou que tinha algumas idéias e podia aproveitar que ele era
experiente nisso.
Richard era um dos poucos amigos que Val gostava realmente
apesar da distância e dos anos, se conheceram na universidade e
logo começaram a namorar, eram considerados por todos o casal mais
lindo da universidade. Só tinha um detalhe que arruinou toda essa felicidade,
a orientação sexual de Val. Ela tinha tentado se enganar por muito
tempo e Richard era o cara ideal para ela conseguir, até que se deu conta
que definitivamente não podia seguir com aquela farsa não
queria continuar mentindo para o seu amigo de alma. Afastaram-se, e Val
desde então preferiu não voltar a vê-lo, até
o dia de hoje em que ela mesma o procurou.
A morena tinha ido a Nova York à negócios,
já que seu tio tinha sofrido um acidente semanas atrás
em uma de suas aventuras pelos bosques, tinha agora uma perna quebrada
e várias costelas fora de lugar. Val teve que ir em seu lugar numa série
de negociações importantes e junto com os advogados de ViDissa,
solucionando inumeráveis problemas, mas ao se encontrar sozinha e mais
nostálgica que de costume, ligou para seu velho amigo.
Já era meia noite Val estava realmente cansada,
tinha passado o dia em conferências e encontros com as exportadoras, queria
ir para seu hotel, e Richard se ofereceu para acompanha-la. Ao chegar
ela o convidou por cortesia para subir, ele aceitou e entrou em sua
suíte. Tomaram uns tragos a mais, Val sentia sua cabeça
rodar, e estava tremendamente vulnerável.
Aquela temporada tinha sido desastrosa para ela, os negócios estavam mais complicados do que nunca, os advogados corporativos estavam sendo ineficazes e por isso tinha tido que viajar, também tiveram uma má colheita este ano, e perderiam milhões na produção de vinhos, para complicar as coisas seu tio Sam se acidentou e sua tia agora não fazia nada mais que cuidar do marido e sua vida sentimental dava pena, já que por sua própria decisão não tinha voltado a ver nenhuma de suas amigas nem ' as conhecidas' do Vale, não teve vontade de estar com ninguém.