MET
Titulo Original
Hasta que nos volvamos a encontrar
Traduzido por Fernanda
CAPÍTULO 6
Seu amigo é uma boa companhia, uma grande pessoa e se conheciam há muitos anos, sempre teve muita confiança nele, mas ultimamente não conseguia conversar com ninguém, estava bloqueada, e foram em silêncio até o Aeroporto.
O vôo não atrasou, mas ficou cansada porque viajou quase o dia todo. No final da tarde já estava se registrando no Ocean Point, que continuava perfeito. Ela tinha reservado a melhor suíte, que tinha uma maravilhosa vista do mar e do outro lado podia ver a cidade que começava a acender.
Bom, minha querida Val, agora vamos ver como desintoxicar
de uma loirinha que não me deixa viver em paz, primeiro tenho que ligar
para casa, e depois não tenho mais nada que fazer!
Nessa mesma hora Chantal e Karen estavam chegando
na casa dos pais de Karen, tinham trabalhado até meio dia e pegaram o
avião para a Flórida à tarde. Como era de se imaginar todos
as receberam com muito carinho e saudades e logo em seguida começaram
as perguntas sobre suas vidas, já que nenhuma das duas apareciam por
lá à muito tempo. Após um merecido descanso as jovens decidiram
aceitar o convite de umas primas da Karen para jantar e dar uma volta pela pitoresca
zona latina, cuja música encantava Karen.
Comeram comida cubana e mais tarde foram até
um bar o que tinha um grupo de dança se apresentando. As jovens estavam
se divertindo muito com a mudança de ambiente. Definitivamente Chantal
estava precisando disso e suas amigas sabiam, as primas de Karen estavam a par
de toda a história por trás do olhar triste da loira e tentavam
de todas as maneiras animá-la.
Decidiram parar para beber um pouco ao ar livre em
um dos bares que ficava em frente ao mar. Depois de fazerem seus pedidos, notaram
na mesa ao lado da sua outro grupo de mulheres que as olhavam insistentemente,
Chantal não sentia a mínima curiosidade pelo assunto, mas nem
assim sua amiga Karen desistiu, e em seguida começou a olhar para as
garotas, em seguida sua prima, Jennifer, que compartilhava os mesmos gostos
de Karen e Chantal. A outra prima, Annie, preferia os rapazes, mas como Joan
não tinha problema em sair com as garotas.
Pouco depois já tinham juntado as mesas formando
uma grande e todas estavam se divertindo muito, com exceção de
Chantal. Karen com seu instinto de conquistadora , já tinha despertado
o interesse de duas mulheres por ela, do outro lado Chantal tratava de não
parecer chata, mas não podia evitar, e fez as outras garotas dar mais
atenção para Jennifer e sua irmã Annie, que apesar de ser
a mais nova se divertia muito.
Enquanto todas conversavam animadamente, a loira decidiu se separar do grupo e foi pegar outra bebida. Estava um pouco farta de tanta animação e preferiu caminhar um pouco pela praia e admirar a noite, que estava fresca, o que lhe ajudava a pensar melhor. Sem afastar-se muito por questões de segurança, caminhou até a beira da água e tirou os sapatos para poder molhar os pés no mar. Sentiu-se relaxada.
Do outro lado da rua com alguns metros de distância
caminhava uma mulher alta, de cabelos escuros e com um olhar totalmente perdido
na multidão. No trajeto se aproximaram várias pessoas homens e
mulheres, tentando puxar conversa com ela, mas não conseguiram fazê-la
se interessar. Chegou até o bar e sentou-se e pediu uma 'Tequila Sunrise'
já que não tinha intenção de tomar nada forte essa
noite, estava muito cansada saiu apenas para relaxar um pouco. O lugar estava
lotado e pelo que se podia observar, seus clientes estavam muito animados. Ao
longe escutou uma risada conhecida� mas é impossível que eu conheça
alguém neste lugar, pensou a morena sem olhar de onde vinha a risada
em particular. Depois de alguns minutos, pagou sua bebida e levantou-se, e viu
a distância um grupo muito divertido de mulheres, por segundos sentiu
inveja. Notou uma morena e lhe pareceu familiar, mas pela pouca luz e
a quantidade de pessoas não pôde distinguir com clareza, e seguiu
para a saída.
Seu hotel ficava perto de onde estava, e preferiu
caminhar um pouco.
No instante que Val saiu do bar, Karen se virou para
procurar o garçom e viu alguém que com quase certeza era a morena
causadora de todo o sofrimento de sua amiga, que não estava ali�
Conseguiu se recuperar da impressão e em segundos disse algo no ouvido
de sua prima e se levantou imediatamente para a seguir.
Ao sair tratou de localizar à morena, mas a
rua estava cheia de gente caminhando por todas as direções, o
que a confundiu por uns momentos. Até que a viu novamente, e correndo
atrás dela e a segurou pelo braço já que tinha certeza
de que era ela mesma.
-Que foi! -disse Val assustada
-Eu sabia que ia te encontrar de novo� pensou, que isso iria ficar por isso mesmo, que ninguém ia te cobrar? -Karen gritava e ainda segurava fortemente o seu braço.
Passado o susto, a morena percebeu quem era e ao olhar
nos olhos de Karen entendeu todo o ódio que ela sentia, a vergonha lhe
invadiu mas não podia deixar ninguém falar com ela daquela maneira.
-Me solta! -gritou também.
-Não vou soltar� sua infeliz!, se aproveitou da doçura e da inocência de Chantal para se dar bem com ela, a iludiu e depois que conseguiu o que quis a deixou de lado como uma coisa sem importância, Karen estava com tanta raiva, que não pode conter as lágrimas e mal conseguia falar.
Val não sabia o que dizer, Karen tinha
razão em achar que ela tinha planejado isso desde o início. Também
não podia falar e unicamente tratou de se fazer de forte puxou a mão
de Karen de seu braço e começou a caminhar novamente, sem dizer
nada.
Karen seguiu-a e deu-lhe um empurrão.
-Fala comigo, MERDA! Diz alguma coisa� Chantal não quer saber mais de nada por sua CULPA! Por que a deixou? -estas últimas palavras foram ditas em um tom mais baixo , antes de sentar-se à beira da calçada e colocou sua cabeça entre seus joelhos quase soluçando.
Val começou a sentiu tanta pena e tanta culpa
por tudo o que tinha feito que não pode seguir caminhando, se sentou
junto à morena e limpou seus olhos com a manga de sua blusa.
As duas ficaram assim por um tempo, Karen tratando de controlar seus sentimentos, não queria que Val a visse daquela maneira. Val ao contrário, sem poder disfarçar suas emoções, deixou que suas lágrimas caíssem pela primeira vez desde que decidiu não procurar mais Chantal e desde que se deu conta que seu coração estava irreparavelmente partido por sua própria estupidez.
- é bom vê-la chorar também -comentou
Karen com tom sarcástico-, mas estas suas lágrimas não
vão me convencer de que não é uma infeliz.
-Não� não quero� te convencer de nada� eu� eu só� queria saber o que está acontecendo comigo.
-Como não sabe? Está louca, por acaso?
-Não acho que este seja o melhor momento de
minha vida e talvez esteja louca� mas, não quero falar disso contigo�
nem com ninguém. -Começou a se levantar e Karen a puxou até
que se sentasse novamente.
-Eu acho que sim, tem que falar, e se não quer
falar comigo, então fale com a Chantal.
Val levantou o olhar e com uma expressão de surpresa e ao mesmo tempo temor perguntou-lhe: -Chantal está aqui? Onde? Ela não vai querer me ver e eu� eu não posso vê-la. -Baixou o olhar novamente.
-Que loucura é essa�? -Karen começou
a perceber que a morena não estava fingindo ser uma bruxa simplesmente,
tinha algo mais, então baixou o tom de sua voz e de acusador passou a
ser de confidente-. Me diz, o que está acontecendo de verdade. Já
sei que não sou sua melhor opção, dificilmente posso ser
objetiva neste caso� mas posso escutar, dizem que sou boa nisso� aproveita antes
que eu fique nervosa de novo- levantou a sobrancelha e desta vez eu juro que
te parto em duas!
Val voltou a olhá-la e disse a desafiando, mas com um sorriso em seus lábios: - Vamos ver se consegue!
-Falando sério, poderíamos conversar�
ou pelo menos não gritar uma como a outra -propôs Karen, a raiva
estava passando e queria saber qual era a explicação da morena,
se é que tinha!
Quer conversar agora, não acredito� tem todo direito de estar furiosa comigo e quem sabe até possa me entender o rolo que está a minha vida agora� a única coisa que sei é que estou completamente apaixonada por sua amiguinha� não me olhe assim, me deixa continuar! Sei que parece loucura, mas é verdade, minha mente diz que não posso estar�que não quero estar!, não seria bom para ela, não é bom para mim� não posso forçar algo que ela não esta pronta para fazer, não posso deixar minha vida e sair correndo atrás dela como uma adolescente impulsiva. Ela sabia o que estava fazendo, não é uma menina! -exclamou em tom defensivo, e prosseguiu-. Mas o pior de tudo� é que isto está nos fazendo mal� o que eu faço?, Me diz, QUE posso fazer? -tinha desespero na voz de Val; E voltou a chorar.
-Oh, Oh! Isto é mais complicado do que pensava.
Eu tinha� perdão, nós pensávamos que você só
quis se divertir com ela e que isso era horrível e por isso minha vontades
de te cortar em pedacinhos. Agora vejo que você está 'realmente'
apaixonada pela minha amiga e ela por você, mas� não sabe que fazer
com esse sentimento e achou mais fácil se esconder como um avestruz,
por covardia?!, resumi bem?
- acho que sim -disse Val.
-Lembrei de uma coisa� que faz aqui? Tá
se escondendo de alguma outra conquista? -perguntou Karen.
-Que engraçadinha! E você o que faz aqui? No meu caso é que não agüentava mais ver tantas caras sorrindo para mim, e olha a minha sorte, encontro justo você!
-Hei� sem sarcasmos -protestou Karen.
-Mas é sério, Chantal está aqui?
- como você mesma disse, acho que não
vai querer te ver� e também não vou deixar. Ela está muito
machucada e não seria nada bom te ver.
-Não� eu também não quero vê-la�
ou seja� sim eu quero� mas não devo?
-Tenho que voltar para o bar, devem estar achando
que desapareci, e se der tudo certo, acho que terei uma linda noite� disse fazendo
um gesto com suas mãos para demonstrar as curvas de seu 'encontro'-.
Val, onde você está hospedada? Quem sabe possamos seguir com esta
conversa com um pouco mais de tempo.
-Primeiro quer me matar e agora quer conversar?� e
depois diz que eu estou louca. Estou no Ocean Point, fica aqui enfrente, e acho
que ficarei até domingo, mas agora não sei se é boa idéia.
Karen começou a se levantar e pegou um cartão
de seu bolso e entregou para a Val
-Este é meu número se precisar de alguma
coisa, já sabe� sozinha numa cidade desconhecida e bla-bla, nós
estamos na casa de meus pais, não fica longe daqui.
Val também se levantou. -Obrigada, por me ouvir
e pelo cartão. -Pegou o cartão da mão dela e bateu suavemente
em sua outra mão.
Karen sorriu e lhe deu uma piscada antes de ir.
Pode ser que não esteja tudo perdido para elas�
pensou
No bar as garotas já estavam ficando preocupadas
pela saída quase correndo da morena, só sua prima sabia
onde ela tinha ido foi o que mais ou menos entendeu da veloz explicação
que lhe deu -"vou matar à maldita bruxa que tem atormentado a minha
amiga� não diga nada para ninguém já volto"- mas não
voltou logo, demorou bastante. As jovenzinhas que tinham conhecido ainda estavam
com elas com exceção de duas, que se deram conta que estavam sobrando,
já que Chantal e Annie não pareciam interessadas em nada mais.
A loira tinha voltado de sua pequena caminhada a pouco tempo e perguntou por
Karen, mas ao não receber uma resposta muito clara, pensou que o melhor
era esperar para ver que confusão ela tinha se metido desta vez.
Por fim Karen apareceu com um sorriso de 'orelha a
orelha' e com um ar inocente que nem ela mesmo acreditava, a única explicação
que deu foi que tinha visto um cliente que andava tentando localizar a muito
tempo, e deu uma piscadinha para Jennifer, sem que Chantal percebesse.
Beberam mais um pouco e em seguida, decidiram dar
por terminada a noite, as duas primas marcaram de se encontrar com suas
novas conquistas amanhã. Em outra circunstâncias Karen teria desaparecido
sem pestanejar com sua nova 'amiguinha', mas agora sentia que não podia
deixar sua amiga sozinha, e outra podia esperar� pelo menos algumas horas, Chantal
precisava dela agora.
Na manhã seguinte, Karen debatia-se entre contar para sua amiga quem viu noite passada ou simplesmente agir por conta própria, optou pelo último e começou a pensar em um 'encontro surpresa' entre as duas, para ver que acontece. Espero que não se matem ou pior, não me matem vou falar com a Jenni , pensava a jovem enquanto sua mãe lhe informava as últimas fofocas familiares e Chantal tomava café em silêncio no outro extremo da mesa .
-Oi, Jenni, preciso de sua ajuda! Temos que armar
alguma coisa para elas se encontrarem, vamos pelo menos tentar,
por favor? Karen pediu a sua prima uns minutos após o café da
manhã.
-Mas�acha que isso valerá a pena. Nos arriscarmos
a morrer tão jovens! pelo que ouvi da Chantal ela já não
quer saber mais nada da morena e segundo o que me contaste, a 'bruxa' também
não. Me parece uma causa perdida! -disse Jennifer do outro lado da linha.
-O que acontece é que você nunca as viram
juntas, são dinamite pura, é incrível a química
que elas têm e não é só isso, agora estou convencida
o que sentem uma pela outra é verdadeiro, se não fosse assim eu
não moveria um dedo para ajudar, especial a Val, mas não é
justo que por sua condenada covardia, tudo acabe� vamos dar um empurrãozinho,
ok?� e se não der certo, eu mesma me mato!..
-Priminha� isso não vai ser necessário,
posso te assegurar. Eu te ligo mais tarde, quando tiver alguma idéia,
tchau!
Chantal notava algo estranho nas atitudes de Karen, mas pensou que devia ser pelo fato de estar na casa dos pais, tinha que se comportar um pouco mais decente e isso estava a afetando;
Pela manhã saíram para fazer as últimas
compras, que a mãe de Karen precisava para o jantar dessa noite, quando
voltaram para casa suas primas já estavam na sala.
-Oi meninas� como estão? Vejo que compraram muitas coisas gostosas. Vêem Annie, vamos ajudá-las, Karen segurou sua prima um pouco para que a Chantal não a escutasse-. Acho que a Annie teve uma boa idéia� me encontra na garagem.
Minutos depois, as duas já estavam na garagem, Annie ia encarregar de entreter à loira na cozinha.
Jennifer falou em seguida�
-Não vamos ter problemas com a Chantal� basta
dizermos que vamos em algum lugar e ela vai, o problema é conseguir que
a morena caia na armadilha, tem que ser uma desculpa muito boa�, por exemplo
dizer que aconteceu algo com Chantal, um acidente ou algo assim?
-Está louca! quando se der conta que foi uma
mentira, nos mata com suas próprias mãos. Você ainda não
a viu, deve ter 1. 85 de altura , com um tapa acaba com a gente, advertiu-lhe
Karen.
-E então? Algo como uma balada que Chantal não irá porque esta cansada ou 'sem vontade', coisa que é muito provável, e você a convida para continuarem aquela conversa ou porque te dá pena que esteja aqui sozinha, e diz que tem uma linda prima que quer apresentar-lhe, coisa que é verdade, é claro.
-Talvez isso funcione� não a parte da prima!,
mas o de continuar a conversa� só que tudo isto tem que ser amanhã,
hoje temos esse bendito jantar familiar. Temos que agir rápido,
porque terão apenas três dias para brigar um pouco, e voltarem
a ficar bem!, espero que as coisas aconteçam nesta ordem. -Karen estava
começando a se emocionar com sua idéia.
-Tudo certo� agora vamos ajudar a minha tia, porque
ela sim pode nos matar por não fazemos nada. Hei, e onde está
hospedada, essa suposta deusa chamada Val? -perguntava-lhe enquanto voltavam
para à cozinha.
-Não é suposta, é " uma
deusa", vai ver� e como todos, também ficará com a boca aberta.
Está no Ocean Point em South Beach. -respondeu Karen.
-Uau� nada menos que o Ocean! Deve ter muita grana?
-Nem imagina o quanto.
Foi muito divertido o jantar naquela noite, vieram
sua família toda. Todos eram muito falantes e brincalhões como
Karen, Chantal ficou muito bem na companhia de tanta gente simpática.
A maioria dos familiares não morava em Miami,alguns ficariam na casa
de outros parentes ou em hotéis próximos, somente uma tia, seu
esposo e seus dois meninos chegaram inesperadamente, e não tinham um
lugar onde ficar, obviamente os pais de Karen estavam tratando de solucionar
esse problema a fim de que todos coubessem em sua própria casa, que apesar
de ser muito grande já estava cheia.
Karen teve uma idéia diante deste imprevisto, podia beneficiar seus planos, podia de fato mudar tudo.
-Mãe me ouça� que acha de Chantal e
eu procuramos um hotel só por esta noite? E assim os meus tios podem
ficar no meu quarto e os meninos podem dormir no sofá da sala, com os
outros primos que estão aqui, Que acha Chantal?Não vai se chatear
por ter que fazer isso? -perguntou inocentemente a morena.
-Não, claro que não, acho que é
uma boa solução -respondeu a loira.
-Estão loucas� não!, nem pensar, vamos
dar um jeito, não se preocupem -disse a mãe de Karen.
-E também?, não vão conseguir
nenhum hotel, todos estão cheio por causa do feriado, antes de chegarmos
aqui, paramos em vários lugares � e estão todos lotados! - disse
a tia.
-Bom� por aqui talvez não tenha nada, mas em
Miami Beach deve ter vamos encontrar algo, talvez em dos grandes, só
por uma noite, e para que serve o dinheiro� para se gastar, não é
Chantal? Não queria pressionar muito à jovem para não suspeitar
de nada-. Jenni, vamos ver se encontramos um hotelzinho livre? -Saíram
quase correndo da sala antes de que sua mãe pudesse dizer algo mais.
As duas primas fingiam estar ligando para outros hotéis�
mas só lhes interessavam o Ocean.
-Minha nossa, que caro! Com razão que ainda
tenham quartos livres� são uns ladrões! -disse Jenni ao ouvir
o preço que deveriam pagar por uma noite neste hotel, com os impostos
e outras coisas chegava a quase $800 dólares por um quarto simples-.
Tem certeza que quer gastar essa grana só para conseguir que as duas
se encontrem? -perguntou a prima.
-Pagaria até mais se eu conseguir que voltem
a ficar juntas, por minha amiga, eu faço qualquer coisa -disse Karen
enquanto esperava a recepcionista anotasse seus dados e o número do cartão
de crédito,disse chegamos daqui à uma hora .
Voltaram para sala e ficaram ouvindo com os demais
histórias de sua família, que todos riam.
-Bom, já consegui um hotel em South Miami e
não precisa se preocupar disse Karen.
-Então, minha querida é melhor nos irmos
para lá? e assim não as incomodamos� nos cede a reserva e eu te
dou o dinheiro, não há motivo para que vocês gastem com
hotel� e veio de férias para sua casa -propôs seu tio rapidamente
com um grande sorriso.
-NÃO!� disse�não é necessário,
e para nós será uma aventura, não é Chantal?� estaremos
mais próxima da ação -disse Karen brincando levantando
suas sobrancelhas simulando sua ânsia.
-Karen� Karen� filha, sempre pensando em fazer travessuras?�
já está grande para essas coisas -disse o pai da morena com ar
resignado, mas sorrindo para sua menina.
-sei� já sou grande�por isso as travessuras
que faço também são grandes!
Todos riram e depois de um pouco mais de protestos,
aceitaram a solução de Karen para essa noite. As duas amigas prepararam
uma pequena mala com algumas coisas e foram despediram-se da família,
prometendo que pelo menos aceitariam jantar no dia seguinte por conta de seus
tios.
-Hei� Karen, por que tanta insistência para
irmos para um hotel? Eu não ligo, mas me parece um pouco exagerado de
sua parte, que está aprontando? -perguntou Chantal enquanto deixavam
o carro com um rapaz e entregaram sua reduzida bagagem para outro.
-Eu?� não estou aprontando nada? Olha, vamos
registrar-nos enquanto minhas primas não chegam, e depois vamos para
a farra� tá afim? -perguntou Karen, tratando de evadir o olhar de sua
amiga.
Ao entrar no quarto, as quatro ficaram impressionadas
era muito bonito, e imediatamente foram ao terraço para apreciar a vista,
pegaram umas frutas que estavam numa cesta que enfeitava uma pequena sala
de estar. No frigobar tinha uma garrafa de vinho branco, cortesia da casa.
As garotas serviram-se e foram para o terraço
para admirar a noite e ver o que iriam fazer já que ainda era cedo.
Karen aproveitou e disse que ia ligar para as garotas
da noite anterior, e ver se elas queriam sair. Chantal não estava afim
desse tipo de programa, mas não queria ser a estraga prazer, e não
disse nada.
Karen queria encontrar Val e cruzar os dedos para
que esta não tivesse saído do hotel, ligou para recepção
para saber o número do quarto da morena.
Val não estava no quarto, ou estava, mas não
queria atender, e Karen teve que deixar uma mensagem.
-Oi, Val� sou eu Karen, queria saber se quer beber algo no bar do seu hotel, liga no meu celular se quiser�tchau.
Puxa vida! Onde se meteu, justo agora que a Chantal
está tão perto dela � merda, isto de bancar o cupido, não
é para mim!, pensou a morena um tanto desapontada, mas para alegrar-se
ligou para sua nova conquista, queria que ela e sua amiga viessem para o hotel.
Como era de imaginar, logo as garotas estavam entrando
no lobby do luxuoso hotel, prontas para a ação.
A diversão começou, e começou
subir a temperatura naquele quarto mesmo sendo muito grande, não tanto-
Chantal pensou em sair e queimar algumas energias. Aproximou-se de sua amiga
no instante que Susan a deixou livre e disse que ia na piscina, um pouco. Karen
só conseguiu mover sua cabeça porque em seguida já estava
nos braços de sua efusiva amiga, e a morena sabia que não podia
fazer nada até que localizasse Val.
Chantal pegou seu maiô e uma toalha do hotel
e foi em direção dos elevadores, revisou as opções
e escolheu uma piscina coberta que ficava no terraço do último
andar, o lugar contava com um completo ginásio com salas de massagens,
jacuzzi e saunas. Em vista da hora e por ser um dia especial, as instalações
estavam desertas, e logo uma jovenzinha se aproximou para dizer que se precisasse
de alguma assistência 'de qualquer tipo' que lhe fizesse saber, ela estaria
ali até meia noite.
Bom, bom, pode ser uma interessante alternativa, pensou
Chantal enquanto sorria para si mesma.
Entrou no vestiário e trocou-se , por sorte
tinha lembrado de colocar um maiô em sua mala. Era preto e muito revelador,
mas não tinha problema� estava sozinha. Deixou sua roupa e foi para a
piscina.
Ao entrar na área da piscina, viu ao longe
uma pessoa que estava virando no fundo para continuar com suas sincronizadas
braçadas. Chantal ficou olhando sem saber por que, enquanto a pessoa
ia se aproximando rapidamente dela.
Ao chegar onde a loira estava parada, a mulher levantou a cabeça para respirar e virar novamente, coisa que não pôde fazer porque seu olhar parou no lindo corpo que tinha em sua frente, ao percorrer com seu olhar começou a sentir sua cabeça dando voltas, parou de respirar, jamais poderia esquecer aquele corpo, aquela pele que tinha acariciado com suas mãos e lábios� só podia ser alucinação.
Chantal estava também imobilizada, antes que
a pessoa deixasse ver seu rosto, ela a sentiu� sabia quem era�a conhecia e repassou
em sua mente os últimos meses que passou lembrando de cada músculos
que formavam o corpo de Val, naquele segundo que à morena levantou o
olhar até e encontrar com os penetrantes olhos de Chantal, tinha contido
sua respiração.
Val voltou em si e para não afundar, segurou
na borda da piscina, respirou algumas vezes e saiu da piscina, se deixando apreciar
em todo seu esplendor, enquanto a água escorria pelo seu corpo, abraçou
a si mesma sentindo um inesperado frio. Chantal estava com um nó na garganta
e os olhos cheio de lágrimas, lhe estendeu a toalha que trazia consigo.
Ficou por uns momentos com a mão estendida
já que Val não tinha se mexido, até que por fim ela pegou
a toalha, mas não se secou. Chantal tentava com todas suas forças
não deixar ela achar que era uma 'menininha boba' a ponto de chorar�
mas as coisas estavam ficando difíceis. Virou e ordenou que suas pernas
se movessem� tinha que sair dali, não suportava mais o olhar da morena
e seu coração estava a ponto de explodir. Ao começar a
caminhar Val pegou suavemente o seu braço, uma descarga elétrica
percorreu às duas mulheres, a jovem parou para ver a mão da morena,
mas não podia falar nada� não queria voltar à ver os olhos
dela.
-Meu� perd� -começou a dizer Val, mas foi interrompida
drasticamente por Chantal.
-Não fala nada� não tem sentido -disse
a loira , que sabia que não poderia dizer nada sem chorar,puxou o seu
braço para pode ir, tinha que fazer da maneira mais digna possível.
-Chantal� não posso justificar nada do que
fiz� nem eu mesma me entendo, mas� - começou a falar a morena, enquanto
a jovem seguia caminhando. Ao chegar na porta a encarregada muito gentil abriu
e ela seguiu para os elevadores.
-não gostou da temperatura da piscina? Talvez
queira provar a lá de baixo, é um pouco mais fresca� -comentou
a garota sem dar-se conta do dilema da loira.
- não obrigada, está tudo bem� adeus
-disse Chantal entrando no elevador quee tinha chegado, sem escutar à
garota que lhe perguntava por sua roupa e sem se preocupar de que só
vestia seu maiô.
Val, que por uns instantes tinha ficado paralisada,
saiu correndo e conseguiu pôr sua mão para evitar que as portas
do elevador se fechassem, entrou nele.
-O que você quer? -perguntou a loira entre os
dentes e agora começando a sentir uma grande raiva.
-Temos que conversar, por favor -pediu Val.
-Falar� de que?� o que quer dizer � todas estas semanas
não quis � por favor esquece que me viu, segue com sua vida e eu sigo
com a minha -ergueu sua mão para pressionar o botão de seu andar,
mas Val não permitiu apertando o botão que parava o elevador.
-Chantal� só me deixa dizer o que eu sinto� não queria te machucar, eu juro!� não queria me machucar� mas, o que eu podia fazer?, Você do outro lado do país e com sua carreira começando, eu com minhas coisas e minha família, meu mundo, não posso deixar tudo, por está relação� novamente lhe interrompeu a loira.
- Isto não faz sentido�já entendi que
'nosso' foi só uma coisa de um fim de semana, que ficamos e PONTO! -disse
bem mais forte do que desejava, e as lágrimas começaram a descer
por suas bochechas, e abaixou o rosto.
Val levantou delicadamente e não pôde
evitar de enxugar suas bochechas com seus dedos, fez que a loira sem pensar
apoiasse a sua mão aceitando o gesto como, uma caricia.
Em seguida Val soltou a toalha que segurava com sua
outra mão e com esta livre acariciou o braço de Chantal, ao ver
que a jovem não se moveu seguiu para o ombro e depois para o rosto. Com
suas mãos no rosto de sua amada, se aproximou suavemente até que
seus lábios chegassem até Chantal, com um forte suspiro se deixou
levar pela deliciosa sensação.
Foram uns segundos de ternura e necessidade de se
sentirem mutuamente, até que Chantal despertou do feitiço, se
afastou bruscamente e deu uma bofetada no rosto de Val, com toda a sua força.
-Está achando que pode me usar toda a vez que
te dá vontade? Está muito enganada! -Secando as lágrimas
e com a mão tremula quis pressionar o botão para que o elevador
descesse até seu andar.
Val só conseguiu colocar a mão no seu
rosto e ficou os dedos da jovem que começava a arder, sem saber o que
dizer e agindo por instinto, empurrou Chantal para o fundo do elevador e agora
com suas mãos fortemente apoiadas na parede lhe disse:
-Posso estar equivocada�mas sinto que você também
me quer! -e a beijou com tremenda paixão.
As duas começavam a reagir ao estímulo,
Chantal sentia-se traída por seu próprio corpo� em segundos esquecia
o seu orgulho, a raiva, à total entrega, a enfurecia ainda mais� mas
a desejava tanto, queria sentir Val outra vez. Maldição� estou
perdida!, foram os últimos pensamentos coerentes que teve.
-Eu quero você� e você a mim -sussurrou
a morena enquanto a beijava.
As mãos de Val agora acariciavam todo o corpo
da jovem, sem deixá-la respirar e sobretudo sem a deixar pensar, seguia
levando-a para onde só ela conhecia. O que parecia uma eternidade, eram
apenas instantes, as duas estavam com suas respirações entrecortada
e seus corpos, a ponto de chegar ao êxtase total� e na cabine de um elevador.
Val conseguiu colocar o elevador em movimento e desta
vez pressionou para sua suíte� não queria que este momento especial,
sonhado e ansiado a tanto tempo, acontecesse ali, inclusive sabendo que tinha
câmeras filmando.
Antes das portas abrirem, Val agachou-se e pegou a toalha, que estava no chão, depois pegou a mão de Chantal e deu um beijo nela e depois uma mordidinha, que fez Chantal olhar para ela.
Chantal mesmo andando ainda sentia seus joelhos tremer e depois parou.
-Não� Val,� não posso� tudo isto me magoou demais� este não é o melhor momento nem a melhor maneira de esclarecer as coisas -disse como em um murmúrio a loira.
-Tá bom� vamos só conversar� vêem comigo� mesmo que seja só um pouquinho estava suplicando e sabia, mas não se importou. Val tinha chegado a esse ponto que o orgulho ficava de lado e a única coisa que importava era esse momento.
Chantal teve dúvidas, sabia que isso era um
risco e que isso lhe podia custar muito, mas também sabia que Val tinha
razão, a queria� a desejava.
A jovem ainda segurando a mão da morena aceitou
seu convite, entraram na suíte e nesse momento a loira percebeu
a sua pouca vestimenta, tinha esquecido de pegar sua roupa ao tentar escapar
de Val. Ainda que Val se encontrava nas mesmas condições só
que molhada, e isso era muito tentador.
-Vou pegar uma roupa, para você colocar, está
um pouco frio� disse Val notando a incomodidade de Chantal, ainda que ela pessoalmente
preferia mil vezes não cobrir com nada a jovem, que agora estava
claramente exposta. Seu maiô realçava as formas da loira, seus
seios perfeito e seus mamilos mantinham eretos, talvez pela corrente de ar ou
pela estimulação que tinham sofrido, suas curvas a chamavam a
gritos para serem tocadas, tudo em Chantal era tentador.