MET
Titulo Original
Hasta que nos volvamos a encontrar
Traduzido por Fernanda
CAP�TULO 5
Era dif�cil concentrar-se no trabalho e sobretudo, superar de alguma forma a nostalgia da separa��o nesta primeira semana.
Hoje, Chantal esperava ansiosamente o telefonema da morena que ia confirmar se viria no feriado, tinha que voltar � v�-la mesmo que fosse apenas por algumas horas, isso iria ajuda-la muito.
-Chantal� voc� tem uma liga��o Srta. Dei Stefano, vai atender? -perguntou sua assistente.
-Sim, pode passar.
-Oi, meu anjo, como est� minha advogada preferida? -perguntou Val no outro lado da linha.
-Bem amor, como est� voc�?� tem boas not�cias para mim?�vai poder vir?
- As coisas por aqui se complicaram, mas na pr�xima semana acho que vou estar livre e dispon�vel s� para ti�est� bem? -perguntou a morena ao n�o ouvir uma palavra de Chantal.
- De verdade?, n�o!, eu queria que viesse, queria ficar com voc� alguns dias, mas se n�o pode� vou ter que esperar!
-Hei� s� vai demorar mais alguns dias.
As duas seguiram conversando por mais um tempo apesar apesar do �nimo de Chantal ter acabado, Val n�o quis insistir e pensou que era melhor deixar as coisas assim.
Ao desligar o telefone, a morena ficou pensando nos motivos reais para n�o ir a Boston, era verdade, tinha muitos assuntos pendentes e que um par deles requeriam sua presen�a, mas tamb�m sabia se queresse poderia dar um jeito. Ent�o por que n�o o fiz? A verdade � que estava aterrorizada com o rumo que est� hist�ria estava tomando, estava apavorada n�o queria se apaixonar por Chantal e complicar a sua vida para sempre� mas� j� estava apaixonada, j� n�o podia deixar de pensar nela nem um instante, ent�o, por que n�o se dar uma oportunidade?N�o! N�o pode fazer isso Val, � melhor manter a cabe�a no lugar e ficar bem, como sempre� esta garota n�o tem por que mudar o rumo de minha vida, estou bem assim, tranquila, com minha fam�lia, meu trabalho e� minha solid�o.
Os dias converteram-se rapidamente em semanas e com um pretexto ou outro, Val sempre dava longas desculpas para Chantal, desta vez, come�ou a sentir esse distanciamento na voz da morena e por motivo algum queria demonstrar que estava percebendo. E apesar de sentir uma tremenda tristeza por n�o ver mais Val, se dava conta de que sua vida tinha que seguir e o que passaram naquele fim de semana foi maravilhoso, mas n�o passou disso para Val. Seu orgulho tamb�m n�o permitia se humilhar por um pouco de aten��o. Estava claro que as coisas n�o iria muito longe� estava no �nicio de sua carreira e tinha que dedicar sua energia nisso, n�o podia sacrificar todos esses anos de estudos e sua vida profissional que come�ava a despontar, por algo incerto, ainda que maravilhoso tinha d�vidas, e a esperan�a de continuar estava se acabando. Seus interesses eram totalmente diferentes e mesmo sentindo algo realmente forte, n�o podia negar que a vida real era mais complicada que umas horas de prazer.
Chantal repetia isso sempre para si, at� que chegasse a ser seu consolo e for�a, sabia que uma vez mais seu cora��o tinha tra�do-a e, n�o conseguiu manter sua mente 'fria e calculada'. N�o queria demonstrar quanto estava mal em frente a suas amigas, se lembrava perfeitamente das advert�ncias de Karen e n�o queria voltar a escutar a famosa frase ' eu te disse'. outra vez, e guardou o sofrimento para si e s� as paredes de seu quarto, sabia o quanto sofria nas longas e solit�rias noites em que o sono n�o vinha completamente e cobria o rosto com o travesseiro para que ningu�m ouvisse seu choro. Pelo menos isso era o que ela achava.
Os telefonemas da morena era cada vez mais raro, algumas vezes ela procurava (quando a tristeza ficava insuport�vel), a rela��o j� n�o era a mesma. Conversavam, riam, contavam um par de coisas e os lapsos de sil�ncio ficava cada vez mais evidentes, at� que se despediam com uma sensa��o estranha, como se nem ficasse entre ela uma bonita amizade.
***
-Aquela mo�a era perfeita para voc�, francamente, eu n�o sei o que passa por essa sua cabe�a, VALENTINA!� est� me ouvindo? Voc� � a mulher mais covarde que j� em minha vida� e olha que conheci muitas, t� sabendo que est� a ponto de perder quem sabe a �nica oportunidade de ser feliz -Vivi gritava atr�s da porta fechada, oonde Val estava afundada numa montanha de pap�is.
-T� bom� -foi a �nica resposta que a mulher obteeve e perdendo outra vez a paci�ncia, e foi resmungando para seu escrit�rio.
Ao encontrar-se no corredor com Patty, a secretaria de Val, lhe fez um gesto com os ombros que demonstrava que tamb�m n�o podia fazer nada. Sua chefe estava cada dia pior, os raros sorrisos pela manh� se convertiam em suspiros e olhares melanc�licos que terminavam em ataques de raiva, nem seu tio escapou de seus ataques os seus empregados eram os que mais estavam sofrendo em suas m�os.
Essas semanas foram as mais duras que Val tinha experimentado em sua vida e por sua pr�pria culpa, e isso a enfurecia. N�o podia controlar seus sentimentos, mas tinha que conseguir� mesmo que fosse � for�a. Chantal tem que sair de minha mente por bem ou por mal, pensava amargamente a morena tratando de convencer a si mesma. E tamb�m� se ela gostasse mesmo de mim� deveria ter me procurado? Fui s� uma aventura passageira� o mesmo para mim!
Quando n�o suportava mais a necessidade de falar com a jovem, ligava e atuava como uma verdadeira idiota, em vez de lhe trazer alegria, ficava com mais raiva porque sabia que deixava Chantal triste, e foi reduzindo estes telefonemas ao m�nimo.
No final de Novembro j� se aproximando do dia de Ac�o de Gra�as, o Rancho estava a todo vapor, viriam muitos turistas em especial do Leste que queriam aproveitar o clima.
Val estava mais ocupada do que nunca. Sua fam�lia pouco a via em casa, ela tinha mudado o hor�rio de seus exerc�cios para n�o ter que se encontrar com seus tios, evitando a fala��o de sua tia, os conselhos ou perguntas que a deixava louca, j� que nem ela mesma sabia as respostas. Tinha dias que ela dava raz�o a sua tia Vivi e reconhecia que era uma covarde� mas o que podia fazer?, Chantal j� n�o telefonava mais, praticamente foi ela mesma que tinha cortado todas as tentativas da loira de manter contato�
Que posso fazer? seguir dizendo que sinto sua falta� que estou morrendo sem ela� quero te-la em meus bra�os� dizer que j� n�o como nem durmo por causa deste sentimento que me consome� para que! Se ela n�o vai deixar sua vida para ficar comigo� eu n�o vou deixar meu mundo para ir para Boston! Ou� talvez eu v�?� nunca lhe perguntei, mas n�o�n�o h� nada que fazer! Que inferno, minha cabe�a est� quase explodindo.
Por outro lado j� n�o suportava tanta intromiss�o de sua fam�lia, sua av� com sua candura habitual, se limitava a perguntar quando iria trazer a sua linda amiga, seus tios n�o a deixavam em paz com seus conselhos e reprova��es por sua atitude e at� seus priminhos � cada momento lhe lembravam a visita da jovem a sua casa.
Tenho que fazer alguma coisa, se n�o v�o me deixar louca�
***
-Amiga?� est� me ouvindo? Chantal? Karen deu um grito que fez a loira, despertar.
-Hum?� perd�o� que disse? -perguntou envergonhada
- faz meia hora, que estou te perguntando se vai passar o dia de A��o de Gra�a com sua fam�lia , ou vai ficar aqui. Temos que fazer as reservas para os v�os. Este ano v�o se reunir na casa de sua av� na Calif�rnia� se demorar muito, n�o vai conseguir passagem! -Karen estava realmente preocupada com a atitude de sua amiga, que sempre planejava tudo com antecend�ncia, e agora n�o estava nem a� para nada.
-Tanto faz� acho que � n�o sei! -se virou para n�o deixar sua amiga lhe ver, porque estava com os olhos cheio de l�grimas.
-Merda� sou capaz de ir para S�o Francisco� para dar umas porradas naquela infeliz � - disse com todo o seu �dio, mas a morena parou de falar ao ver que estava fazendo a sua amiga sofrer ainda mais-. Sua m�e falou comigo um bom tempo e me pediu que falasse contigo, ela tamb�m est� preocupada� ah! sabia que seus tios viram da Fran�a ? pelo que estou vendo este ano a festan�a vai ser das boas� -Karen desistiu de falar sozinha, Chantal j� n�o prestava mais aten��o e estava de p� junto � janela de seu escrit�rio com o olhar perdido.
-Chantal� tem que se decidir o quanto antes poss�vel, me avisa se quiser que eu fa�a a reserva para voc�, porque eu tenho que passar para retirar minhas passagens, porque vou na Quarta-feira para Miami� humm� nem acredito, enfim um pouco de sol e calor! Acabei de ter uma grande ideia!, por que n�o vai comigo para casa de meus velhos? Eles te adoram, e n�o esque�a eu j� fui mil vezes para sua casa e voc� quase nunca vai na minha� vamos, amiga� por favor?
A jovem voltou a olh�-la. -Sabe?, talvez seja uma boa id�ia, n�o estou com vontade de ir para casa, mesmo com saudade de minha fam�lia� acho que prefiro ir contigo -disse sorrindo-, pode fazer as reservas para mim?
-Mas vou fazer!. -Saiu correndo do escrit�rio de Chantal, indo procurar a sua secret�ria para que comprasse as passagens e queria contar a Joan as boas not�cias. Por fim tinha conseguido fazer a amiga sorrir e se interessar por alguma coisa.
Chantal, voc� achou que n�s n�o percebemos o quanto est� sofrendo por causa daquela idiota� espero que este fim de semana de descanso te sirva para voc� esquecer um pouco da morena.
***
-Tudo est� em ordem, os grupos, o transporte, os guias tudo vai ficar bem. Preciso sair daqui, por uns dias -explicou Val com ar cansado a seu tio.
-Sim filha, compreendo, e acho que ser� bom para ti� mas por que ir t�o longe? N�o seria melhor ir para Sacramento ou quer ir para praia, San Diego, tem praias lindas? Por que tem que ir do outro lado do pa�s? E sozinha!
-N�o sei� mas preciso ir para bem longe, por favor n�o se preocupe. N�o consegui reserva para as Bahamas, ent�o vou para Miami.
-Ok, Giorgio leve-a at� S�o Francisco, e n�o reclame! Eu quero assim, n�o gosto que pegue a estrada sozinha. -se aproximou da sobrinha para abra��-lla ternamente.
-Est� bem, n�o tem jeito mesmo? -sorriu-, e quando eu chegar em algum lugar eu ligo. -A morena despediu-se da fam�lia e foi para o carro que a esperaa.
Continua....