Voltando a se Encontrar

MET

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  Titulo Original

Hasta que nos volvamos a encontrar

Traduzido por Fernanda

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Capítulo 4

 

Pegou uma manta para cobri-la para que não sentisse muito frio na madrugada depois foi tomar banho e se preparar para dormir… sozinha!

Como era de costume, Val se  levantou antes de amanhecer , foi no banheiro, vestiu uma roupa para fazer exercício e saiu de seu quarto. Passou sem fazer barulho não queria acordá-la e após ficar uns instantes admirando-a , desceu para fazer um café. Logo ficou pronto, colocou na garrafa térmica e depois bebeu, saiu como todas as manhãs, encontrou seu jornal, começou a ler enquanto bebia seu café. Quando terminou o céu já estava clareando e ia sair para correr. Antes de ir, escreveu um bilhete para Chantal se acordasse antes dela voltar.

No caminho, como sempre, encontrou muitos de seus empregados começando suas tarefas, o pessoal da limpeza sempre eram os primeiros a chegar já que tinham que deixar as ruas e jardins limpos antes que começasse o movimento Disse oi, para alguns e seguiu com sua corrida. Como era parte de sua rotina, na volta passou pela casa de seus tios, que a esperavam sempre às 6:30 para tomar café da manhã.

-Filha, estou no telefone já vou -disse sua tia do escritório quando a oouviu entrar em casa.

-vou para cozinha! -gritou Val.

Ao entrar na cozinha foi recebida por uma amável senhora, que a pegou pela cintura e lhe deu um abraço que lhe deixou sem ar.

-Nonna, non cosi forte -devolveu-lhe o abraço e a beijou na testa. A senhora não era sua avó mas todos a tratavam como tal, ela tinha cuidado dela desde menina quando ficou órfã. A nonna também cuidou de seus dois primos, que eram pequenos, e tendo em conta que seus pais estavam o tempo todo ocupados, a velhinha era muito importante nesta casa.

-Sei cosí magra, bambina mia, debi mangiare dei piú (está tão magra, minha menina, tem que comer mais) -disse a nonna, que tinha vivido praticamente toda sua vida nos Estados Unidos mas ainda resistia em falar inglês, era tia de Sam e ainda hoje as vezes se fazia de mãe de todos.

-Olá querida, pensei que não ia te ver por aqui. Pelo menos não tão cedo! -disse Vivi com um sorrisinho, enquanto dava-lhe um grande beijo na testa.

-De verdade,  eu também não imaginei estar aqui a esta hora -disse Val.

-Que foi amor, brigaram?

-Não, pior que isso, não aconteceu nada de nada porque tive que sair para resolver um rolo que me prendeu até mais de meia noite e depois… já era muito tarde, meu princesinha estava dormindo como a Bela adormecida- disse rindo a morena.

-Oh, oh!, espero que hoje consigam ficar juntas, porque caso contrário… pobre daquele que interromper à noite, o coitado!,rsss.

-ri bastante, vou ver como estará seu humor daqui uns dias se meu tio não voltar… e falando do tio, estava falando com ele, como está?

-Está bem, e me disse que volta amanhã, senhorita, pelo que vejo não me verá de mal humor nem frustrada, como certa pessoinha que eu conheço…

-Chí é arrabiata? Non a mia bambina? -perguntou a nonna enquanto servia-lhes o café da manhã e aproveitava para dar outro beijo na testa da Val.

As duas riram e trocaram olhares de complicidade, se a nonna soubesse do que falavam, com certeza teria um ataque… pobrezinha!!

Val despediu-se carinhosamente e foi para sua casa, Chantal continuava dormindo e a morena não entendia como ela conseguia dormir daquela forma. Foi para o banheiro, se duchou e já que era um domingo, decidiu não ir trabalhar…Vestiu só um roupão e desceu para revisar alguns documentos no terraço, rezando para  que sua bela adormecida acordasse logo.

Um tempo depois, Chantal sentiu seu corpo dolorido, por uns instantes ficou perdida, depois se deu conta de que estava na sala de Val, e que já era dia, e que ela dormiu numa noite que devia ter sido inesquecível, sua cabeça doía por ter bebido tanto e certamente a sua morena estaria por aí sozinha e talvez não a perdoaria.

 

Levantou-se com cuidado para não doer mais sua cabeça e sentiu um delicioso cheiro de café fresco, na mesa tinha uma xícara com café lhe esperando obrigada amor! Foi até o quarto de Val e não a encontrou, também não estava no banheiro, notou que fazia pouco tempo que tinha tomado banho e tudo estava em ordem mas ainda tinha o cheiro de sabonete no ar. Quando todos seus sentidos começaram a trabalhar, pensou que seria melhor procurar à morena lá embaixo, mas primeiro devia vestir algo mais confortável. Tirou a roupa toda enrugada, e foi direto para o banho e pouco depois saiu quase recuperada, no lavabo tinha uma escova nova com e algumas pastas de vários sabor, que obviamente deixado por Val, usou a escova de dentes, depois pegou um roupão que estava pendurado e saiu.

Desceu a escada e ficou paralisada com a vista que tinha em sua frente era espetacular o vale, ao fundo podia ver as nuvens ainda baixas, os primeiros raios de sol começam a refletir nas folhas dos vinhedos. Parecia estar flutuando sobre as nuvens. E entre essa paisagem estava o melhor de tudo, Val sentada numa cadeira, com seu cabelo ainda estava molhado e penteado para trás, uma de suas pernas estava ligeiramente dobrada, o que fazia que seu roupão abrisse e deixasse suas pernas aparecer, deixando ver quase até a união de suas formosas e longas extremidades, estava concentrada no que fazia e isso a deixava mais linda.

Abriu a porta do terraço, e Val a viu, deixou seus papéis para olhá-la.

-Oi meu anjo, espero que tenha descansado, ainda que a posição que estava não era a das melhores -a tomou entre seus braços e lhe deu um terno beijo na testa.

-Desculpa por ter dormido… por que não me acordou quando chegou?

-Eu tentei, eu juro, mas não consegui, e não tenho porque te desculpar, pelo contrário… sou eu quem demorou bem mais que o previsto, podia ter ido para seu chalé ou para minha cama e não dormi ali de qualquer jeito.Mas chega de desculpas… quer tomar café, o que você quer? disse Val pegando o telefone para trazerem o que ela pedisse.

Chantal colocou a mão sobre o telefone de Val e se aproximou muito sugestivamente.

Com uma mão acariciou o cabelo úmido de Val e com a outra desamarrou o cinto do roupão da Val. A morena, que não vestia nada embaixo, ficou imóvel por uns instantes, sentindo a brisa da manhã em sua pele e ao mesmo tempo sentindo as mãos de Chantal. Uniu seu corpo ao da Chantal e ansiando tocá-la também abriu o roupão da jovem, deslizou suas mãos pelo corpo dela e sentiu Chantal estremecer ao contato de seus corpos.

-Tenho certeza que este será um café da manhã inesquecível... sempre gostei de tomá-lo na cama, e você? -perguntou a jovem sorrindo.

-sim… delicioso… - a mente de Val já estava em outro lugar e agarrou a mão de Chantal e levou para dentro de casa.

Subiram e ficaram uma em frente à outra, tirando seus roupões e a paixão refletida em seus olhos.

Val começou a beijar Chantal e suas mãos acariciavam cada milímetro de sua pele, o que a deixava louca de desejo pela jovem, pegou  a sua mão e levou até onde mais precisava, estava pronta para Val e queria senti-la dentro de si. As duas entregaram-se com uma paixão infinita, desejavam que este momento não acabasse nunca… se entregaram de corpo e alma e só se podia ouvir os gemidos de prazer.

As mulheres ficaram muito tempo se amando, acariciando-se e percorrendo seus corpos com  suas mãos e bocas até que o cansaço venceu.

***

O grupo de turistas já estavam prontos para conhecer a propriedade, tinha muito o que ver e teriam  muitas atividades para aquela manhã.

Karen e Shyla se sentaram no fundo do micro ônibus. A loirona de karen deitou sua cabeça no ombro dela para continuar dormindo um pouco mais, a noite foi selvagem e agora pagavam as conseqüências.

Joan e Paolo sentaram-se do outro lado e estavam nas mesmas condições de suas amigas, a única diferença era que este casal, apesar de seu cansaço, queria aproveitar o tour ao máximo.

A morena, ao ver a sua amiga, perguntou  e a Chantal? a ruiva fez-lhe um gesto com a cabeça para indicar-lhe que não sabia dela.

é claro que Chantal perdeu o tour, mas não se importou, porque estava nos braços de quem mais desejava na vida.

A manhã foi especial para as três amigas. Karen e Joan com seus ficantes conheceram lindos lugares , desfrutaram dos passeios e comeram uma grande variedade de pratos e o melhor eram os vinhos, aproveitaram ao máximo do fim de semana em Vidissa. Por seu lado Chantal também viveu o imaginável, aproveitou cada momento  sentiu todas as emoções que as mãos mágicas de Val podiam oferecer, sem dúvida seu fim de semana foi muito intenso talvez mais que de suas amigas.

Depois de um merecido descanso, Val e Chantal tomaram banho e decidiram ir para o chalé da jovem para ela trocar de roupa, já que tinham que ir a casa de sua tia e também queria deixar um recado para suas amigas, segundo a morena voltariam do Rancho em algumas horas.

Ao chegar na casa grande, a loira  olhou a casa com admiração, mantinha o mesmo estilo arquitetônico do rancho era igual da de Val, só que maior. Ao entrar na sala percebeu de imediato de que tinha uma diferença da casa de Val, esta era cheia de detalhes que lhe dava um toque familiar, tinha fotos, adornos, brinquedos por todos os lados e muitas vozes.

Uma delas se aproximava perigosamente delas, dás escadas se escutava um grande alvoroço. Uns pequeninos que eram praticamente réplicas de Val vieram correndo de encontro a ela o maior dos dois abraçou às pernas da mulher quase lhe fazendo perder o equilíbrio, enquanto o mais pequeno batia no maior, segundo davam a entender seus gritos.

Depois dessa confusão, Val conseguiu pegar os dois meninos no colo e deu-lhes um suave puxão de orelhas, ficou olhando-os até que ficassem quietos e em silêncio. um minuto depois todos riram e ela os abraçou carinhosamente, dando à cada um vários beijos.

-Agora que estão calados, sejam gentis e se portem como cavalheiros e digam oi para a Chantal? -disse sorrindo.

-olá, quem é você? -perguntou a loira ao mais pequeno.

- eu sou amiga da Val… e vocês como se chamam?

-Eu sou Sam Dei Stefano Jr, e este anão é Marco - disse o maior com muito orgulho em sua voz.

-Hey… eu não sou nenhum anão… e vai ver quando eu te pegar… -os dois saíram correndo e gritando pela sala.

Chantal não teve tempo de assimilar o furacão que acabava de passar de outro canto da casa ouviu outro tipo de gritos que não era em inglês. Val pegou a mão da jovem após sorrir para ela e fez um gesto, dizendo que vinha da cozinha.

-Já conheceu os diabinhos desta casa, esses meninos são nossa perdição, fazem o que querem de nós. Vamos, conhecer o resto da família disse a morena lhe dando um apertão na sua mão.

Ao entrar na cozinha, a loira mal teve tempo de olhar ao redor e logo apareceu uma doce senhora de cabelos brancos  que começou a beijar a Val e falar muito rápido em italiano, que Chantal apesar de entender um pouco desse idioma quase não compreendeu quase nada.

-Nonna… esta é minha querida amiga Chantal, Chantal, esta é minha nonna -apresentou a morena com um grande sorriso, separando-se um pouco da senhora.

-Muito prazer senhora… -a loira estendeu sua mão para cumprimentá-la, e a senhora retribuiu e também a abraçou lhe dando beijos.

Ma Deu! bela bambina!

Chantal sorriu entre os braços da senhora, a mesma que imediatamente seguiu com seu discurso sobre a massa que já estava pronta e que ninguém vinha se sentar à mesa e que os meninos não a obedeciam e que fosse os pegar, deu essa ordem para uma jovenzinha que a olhava.

Mãe de Deus, que confusão!, pensava Chantal enquanto a morena dizia em seu ouvido que não se preocupasse, que nem todos eram loucos naquela casa.

De uma das portas entrou a senhora que tinha conhecido na noite anterior, Vivi. Ela tinha um grande sorriso nos lábios se aproximou e as cumprimentou muito carinhosamente, enquanto chamava a atenção da vó.

-Basta nonna, está assustando a nossa convidada, para de gritar! Olá querida, nem pergunto como está, com tanto grito deve estar querendo sair correndo daqui? Isso acontece comigo quase sempre -sorriu-, vêem vamos tomar algo antes do almoço em seguida fez um gesto a jovem para que a seguisse até o salão e lhes servisse uns aperitivos.

-Vivi, seus netos são tão lindinhos, e parecem muito com a Val. E a casa é maravilhosa observou a loira.

-Bom, tentamos mantê-la em ordem, e sobre meus netos  se parecerem  com sua prima… pior que  parecem mesmo! -Sabe?… todos da família >Stefano  pelos menos os que eu conheço têm as mesmas características, viunonna, os mesmos olhos e o mesmo sorriso devastador.

-Falando da nonna… -interrompeu Val-, acho que se demorarmmos  mais vai matar-nos por não ir comer, quer que estejamos às 12:30 em ponto na mesa, então é melhor não a fazermos esperar… vamos levar nossas bebidas para lá?

-Tem razão, não quero sentir sua fúria sobre mim, onde estão os meninos, Sandy? -perguntou  Vivi para a jovenzinhaa que acabava de entrar.

-Lavando as mãos, senhora, os levarei em seguida.

Depois de alguns minutos, todos estavam à mesa desfrutando das deliciosas especialidades da nonna, ela quase não se sentou para comer estava preocupada com a comida queria que tudo estivesse perfeito. Os meninos sentaram-se ao lado de sua mãe e não se cansavam de fazer perguntas a Chantal, pelo que a loira deduziu não era costume Val levar alguém para sua casa… que interessante, pensou a jovem.

Ela também fazia perguntas, pelo que soube o maior tinha 8 anos e o menor 6, estudavam na escola em Sonoma, que sua babá era Sandy e que a avó não os deixavam fazer nada, que seu pai estava em Chicago e que chegaria amanhã, que Val brincava com eles na piscina e também os levava para cavalgar muitas vezes.

Ao terminar as três passaram para o terraço  onde as serviram café, tinha uma vista linda do vale, e Chantal não se cansava de admirar. Seguiram conversando por mais algum tempo e depois Vivi se desculpou, tinha muitas coisas para fazer. Despediram-se porque depois Chantal teria que viajar e Vivi lhe fez prometer que voltaria logo ao Rancho, mas desta vez para ficar mais tempo.

As duas ficaram um bom tempo em silêncio, Val já tinha percebido a mudança da jovem e ela mesma começava a ficar melancólica. Já eram quase duas da tarde e logo mais os grupos voltariam ao Rancho depois de seu tour, deviam começar a preparar sua bagagem para voltar para São Francisco.

O vôo de Chantal e de suas amigas estavam marcados para as 20:00 hs, viajariam a noite toda.

-Meu amor…quer passear um pouco? Vamos, vou te mostrar um lugar especial para mim e depois voltaremos para seu chalé.

Pegaram o jeep e saíra , minutos depois, chegaram em uma colina onde estacionaram. Val pegou a mão da jovem e foram em direção a uma grande árvore que com seus galhos proporcionava uma refrescante sombra, daquele lugar se podia apreciar em toda sua magnitude a espetacular paisagem.

A morena abraçou-a fortemente pelas costas e encostou na grande árvore, passando suas mãos ao redor da cintura de Chantal e encostou o queixo na cabeça dela, começou a falar de suas travesuras quando pequena, e que este lugar era onde vinha se esconder para que a nonna não pudesse lhe pegar por alguma travessura que tinha feito com os meninos do Rancho. Val tentava fazer Chantal se animar um pouco a fazendo rir com seus casos .

A jovem sentia algo muito forte por Val e não queria que esse sentimento a afetasse tanto, seus olhos enchia de água à cada instante sua voz não podia disfarçar. Enquanto tentava controlar suas emoções, a morena seguia falando, e ao notar que não tinha resposta a suas pergunta, baixou sua cabeça para ver à jovem… e viu as suas bochechas úmidas da garota. Em seguida girou-a sobre seus braços e começou a beijar ternamente suas pálpebras molhadas e depois em seus lábios. Chantal não pôde conter mais sua tristeza e começou a chorar, e ficaram abraçadas por um tempo, Val sussurrava  que não se preocupasse e  nem ficasse triste, com doces palavras e suaves beijos a morena conseguiu fazer Chantal sorrir.

Já era quase hora de voltar, Chantal queria guardar em sua memória para sempre este momento junto a Val, estava apaixonada sem dúvida isso trairia muita dor, não sabia até que ponto a morena lhe correspondia, talvez para ela  fosse apenas um fim de semana a mais. A jovem secou o rosto e olhou para os seus penetrantes olhos azuis, neles viu sinceridade e quis confiar, de todas as formas tinha entregado seu coração.

A beijou com toda a paixão que sentia, enquanto suas mãos a acariciavam insaciavelmente, e  quando Val não estava mais agüentando, se levantou e começou a caminhar para o carro.

- Que maldade, me excita, e agora se levanta como se nada tivesse acontecido… hey… me espera, que eu não consigo me recompor assim tão fácil! -dizia a morena enquanto tentava chegar na jovem.

-Isso foi para que se lembre o PORQUÉ devemos voltar a nos ver -riu Chantal  subindo no jeep.

Karen e Joan já estavam com suas bagagens prontas para quando Chantal chegasse também tinham arrumado as coisas da loira, porque tinham pouco tempo.

Quando começavam a se preocupar por sua demora, viram aparecer o jeep na rua principal. Os guias começaram a reunir o grupo e  acomodá-los nos ônibus que os levariam para o aeroporto.

-Chantal, estava pensando  que  tinha se perdido entre os vinhedos! Onde estava, já está tarde? -perguntou Karen um tanto nervosa.

-Não se preocupe, o ônibus não ia  me deixar, ou se  esqueceu que eu estava com a dona? Como  foi o passeio?  vejo que estão bronzeados.

 

- O sol estava bem forte… e você ao contrário, não viu a cara do sol?, e pelo que vejo… andou chorando? -disse Joan para Chantal.

-Já sabe como sou… bom, amigas acho que  estão nos chamando.

Karen chegou perto de  Val para despedir-se e o mesmo fez Joan.

-Bom garota, acho que voltaremos a te ver dia destes, pelo menos isso é o que todas esperamos… -disse Karen olhando diretamente para Chantal enquanto segurava fortemente  à mão de Val, esta só sorriu entendendo perfeitamente a 'indireta' e a preocupação com sua melhor amiga.

-Não se preocupe, veremos  em breve, enquanto isso, cuidem dela por mim, ok? -pediu Val com toda a seriedade que podia passar para Karen  com seu olhar, e não a deixe  ficar paquerando todas por aí. Tentava brincar para aliviar a tensão da despedida.

-Tchau gata, se cuida e obrigada por tudo – disse já se afastando Karen.

-Hey… não se preocupe com a Chantal, tem quem cuide dela, nos vemos, -despediu-se Joan enquanto subia no ônibus.

- Até breve… e boa viagem -respondeu Val que imediatamente olhou para Chantal, e a tomou em seus braços sem lhe importar com ninguém, se abraçaram fortemente e sem que Chantal pudesse evitar, novamente suas lágrimas começaram a cair.

-Amor, por favor, não chore… vamos nos ver logo…no feriado vou te ver. Promete que me liga quando chegar, quero saber como está a cada minuto do dia,ok?… e se cuida! -disse Val enquanto dava-lhe um beijo nos lábios.

Chantal não podia falar, sua voz não respondia apesar de querer dizer muitas coisas à morena, só pôde lhe responder com um beijo e lhe acariciou o rosto pela última vez, antes de subir no ônibus.

Em seguida Joan abraçou-a fazendo um gesto para Paolo sentar em outro lugar, neste momento sua amiga precisava dela.

 

Continua....

Parte 5

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