Voltando a se Encontrar

MET

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  Titulo Original

Hasta que nos volvamos a encontrar

Traduzido por Fernanda

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CAPÍTULO 3

 

No dia seguinte, a viagem foi longa e não foi muito interessante para uma certa loirinha impaciente. As outras garotas, ao que parece estavam muito bem acompanhadas, porque seus ficantes decidiram vir junto.

Na hora de almoço, a jovem ligou para a morena para avisar-lhe que dentro de umas cinco horas estariam chegando no Rancho, que ainda estavam no Vale de Napa e iam visitar um vinhedo antes de irem para o Vale de Sonoma.

Val estava tremendamente ansiosa para ver a Chantal, mas estava também muito nervosa pelo que isto representava. Geralmente a morena era extremamente discreta  sobre sua vida pessoal, nunca tinha levado ninguém para o Rancho, e todas suas relações foram sempre de caráter prático e fora da vista dos curiosos. Saiam com algumas pessoas da cidade e do Vale, mas era ela quem procurava quando queria. Tudo isto intranquiliza Val, sabia que teria muitos olhos sobre ela, em especial de seus tios� eles a queriam infinitamente, sabiam e aceitavam sua orientação sexual, e por isso se preocupavam ainda mais, se isso fosse possível.
            

Manteve-se ocupada organizando assuntos pendentes em seu escritório, recebeu várias pessoas que precisavam vê-la 'urgentemente', seu tio ainda não tinha voltado de sua própria convenção. Estava precisando contratar mais pessoas,  porque em alguns meses começariam as colheitas, e revisou horários e os programas para os visitantes das próximas semanas. E pensando em visitas, já pensou na sua loirinha.

Já era 5:00 da tarde e apesar de ainda estar muito ocupada, avisou a sua secretária que se ia embora. Patty ficou surpreendida, mas nem louca comentaria nada, ela conhecia o gênio de sua chefe. Ao vê-la indo para a sua casa, a secretária comentou com seu colega e ele sorriu.

-A nossa chefe voltou diferente, não achou? -disse Joe.

-Desde que chegou não a ouvi gritar com ninguém� isso sim é raro, será que está guardando tudo para estourar de uma só vez ?Deus me livre de estar perto neste dia! mas falando sério ela está estranha, deve ter acontecido algo em Sâo Francisco.

-Que cismada são as mulheres� eu não me importo se grita ou não, contanto que não seja comigo!, mas por outro lado é lindo vê-la sorrir de vez em quando, não acha?

-�

Val queria tomar banho antes de que Chantal chegasse, sua ansiedade não lhe permitia se concentrar em seu trabalho. Se duchou e logo saiu para receber o grupo de IA, tinha pessoal especializado para este serviço, mas queria estar alí quando Chantal chegasse.

Antes das 6:00 da tarde, os ônibus entraram no Rancho, Gianni, o chefe dos guias, deu as boas-vindas aos visitantes em nome do Rancho e da Vinícola ViDissa. Em seguida começaram a organizar os grupos e o pessoal encarregado de cada um deles os levariam para seus quartos.

As garotas ficaram admiradas com a beleza do lugar, o pessoal vestia roupas tipicamentes italianas e eram muito educados, se sentiram transportadas  para   Toscana em minutos. Da recepção Val observava os passageiros descendo e seus guias prontamente os atendiam�Perfeito, como deve ser!, pensou satisfeita, e entre o grupo pôde ver o objeto de suas emoções junto a suas amigas.

Quando o local ficou mais calmo, ela se aproximou. Chantal já a tinha visto mas preferiu que fosse a morena que desse o primeiro passo, era melhor estar preparada se as coisas não estivesse como ela esperava.

-Oi� fez uma boa viagem? -perguntou Val suavemente enquanto se aproximava  para lhe dar um beijo na bochecha e sorriu sobre o ombro da loira pra suas amigas-, tudo bem garotas?

-Estamos ótimas, pelo pouco que pude ver ao entrar no Rancho, este lugar é espetacular, hey Shyla, vou te apresentar à dona� -disse Karen enquanto chamava a sua amiga e dava um forte aperto de mãos na morena.

-Oi� -disse Joan e se retirou para pegar sua bagagem.

-Fizemos uma boa viagem, obrigada -respondeu timidamente Chantal pegando a mão de Val.

Nesse momento o guia de seu grupo, um jovenzinho muito simpático, chamou-as para organizá-las.

-Senhoras, senhores� eu sou Jimmy e estou a suas ordens, por favor, poderiam me seguir para eu levá-los até seus chalés? Foram distribuídas de acordo com suas reservas, mas se alguém tiver alguma dúvida ou algum problema, por favor me digam, com muito prazer eu resolverei as coisas.

O jovenzinho estava nervoso ao ver sua patroa na recepção, isto não acostumava  acontecer e sentia que sua voz começava a falhar.

Val percebeu que estava causando incomodo no pessoal, não queria que nada saísse errado e optou por se retirar para os deixar trabalhar tranquilamente. Pegou a mão de Chantal para levá-la dali.

-Vêem, melhor saímos, depois eu te levo ao seu chalé, e não se preocupe com a bagagem, Jimmy saberá  o que fazer, eu espero e lançou um olhar sobre seu ombro ao rapaz, que entendeu perfeitamente o que tinha que fazer, claro que lhe tremiam um pouco as mãos pelo troque de olhares com a patroa.

-Ele tem medo de você? -perguntou Chantal passando seu braço pela cintura de Val, enquanto esta lhe punha o  braço em seu ombro.

-espero, hey, não me veja assim!, é brincadeira, acho que sim temem-me um pouco� e não sei por que, eu sou uma santa, não acha? -sorriu com malicia e a loira entendeu muito bem.

Val levou Chantal até seu jeep e abriu-lhe a porta, antes de que ela entrasse a puxou e lhe deu um beijo apaixonado, era o que as duas estavam precisando.

-Hey� senti sua falta, quer conhecer meu mundo?

-Claro que sim� e quer saber ? eu também senti - respondeu Chantal.

Pegaram um atalho para irem em uma pequena praça com uma fonte no meio, encontrava-se num pátio interno que os turistas não tinham acesso pelo que pôde perceber Chantal-, junto à fonte tinha umas videiras e de baixo tinham uns cadeirões e umas mesas, todas enfeitadas com lindas jardineiras e com luzes que começavam a se acender a cada passo, apesar de ainda estar sol lá fora. Val levou Chantal a um dos cadeirões.

-Deve estar cansada, não é?, quer beber algo? -disse-lhe enquanto com um gesto chamava um de seus funciónarios.

-A verdade é que sim, estou morta, e obrigada, aceito um vinho� vinho branco?, porque pedir água aqui seria um pecado,não acha?

-eu acho. Joseph, por favor, traga duas taças de minha colheita especial� e depois pode ir.

-Este lugar é lindo! Me dá a impressão de estar na Itália.

- é isso que queremos criar essa ilusão, para a família é importante estar em contato com nossas raízes, apesar da distância -terminou olhando para baixo e Chantal entendeu que estas últimas palavras a entristecia, e achou que não era o momento para perguntar nada, talvez depois a morena mesma contaria sua história.

-Você mora naquela asa? -mostrou a casa  que estava atrás delas.

-Sim, é minha casa, quer conhecer agora?

-Depois -sorriu Chantal.

-Ok� aquela grande à direita é a de meus tios, as de trás são dos administradores, mas eles não têm acesso direto a esta parte, só meus tios e eu, claro! Sam mandou construir para mim faz uns oito anos, antes vivia com eles, mas agora já sou 'grande' e preciso minha independência�

-Sim, é grande, definitivamente� grande� -Chantal se aproximou e à morena lhe deu mais um beijo.

Val respondeu com gosto, pouco depois levantou-se e levou a loira consigo.

Percorreram todos os lugares preferidos da morena e depois de desfrutarem um formoso anoitecer, decidiram ir até a cabana das jovens.

-Amor� te pego daqui uma hora para jantarmos, tudo bem?, ou prefere jantarmos com suas amigas? -sugeriu Val erguendo suas sobrancelhas.

-Está bem! - e a abraçou suavemente-. Daqui uma hora, não vou aguentar mais que isso, ok?

Ao entrar em seu chalé, Chantal sentia-se nas nuvens, definitivamente o fim de semana seria maravilhoso!

***

-Olá sumida� pensamos que não voltaríamos a te ver nunca mais! Por onde andou? Pode-se saber ou está proibido para menores? perguntou Karen.

-Estava conhecendo o Rancho, você só pensa em besteira, há tantos lugares lindos e especiais para Val� acho que estou enfeitiçada com o encanto deste lugar.

-Com o lugar� ou com a morena? - brincou Joan.

-As duas coisas -respondeu Chantal rindo.

-Você tem sorte! Não  é todos os dias que se encontra com a dona de meio mundo e claramente está a seus pés.

-Não seja materialista Karen, por favor, você sabe que isso não me interessa.

-Ok, mas sempre é bom saber que quem ganhou seu coração não é nenhuma morta de fome. Bom querida, eu só quero que fique bem. E sem falar, que nós vamos ficar super bem, dá uma olhada ao redor, ao que parece a sua morena ordenou que te tratassem como uma rainha, e nós ganhamos com isto. Tenho certeza de que os outros chalés não são tão bons, e nem têm todas estas 'coisas'.

Era verdade o chalé  era muito melhor do que dos outros, tinha tantas coisas, salada de frutas, vinho, bandeja de queijos e umas lindas flores silvestres que tinham um cartão, Chantal o pegou para ler.

"Bem-vinda, estou feliz de estar aqui!

VDS"

Chantal só suspirou e guardou o cartão em seu bolso, com um enorme sorriso em seu rosto começou a se preparar para sua noite especial.

minutos depois, as três estavam quase prontas para sair, alguém bateu suavemente na porta� Karen abriu e encontou um rapaz com um sorriso de orelha a orelha.

-Oi karen, Joanni já está pronta? -era Paolo com seu simpático sotaaque perguntando pela ruiva.

-Hey! Está muito bonito, entra, onde vai levar a minha amiga? Sabe que tem que trazê-la para casa até a meia-noite, e muito cuidado em onde coloca suas mãos, ok? -brincou Karen, mas o jovem, ao não captar muito bem a brincadeira da morena, começou a se preocupar.Será que isso é costume?, pensou o pobre enquanto sorria nervosamente.

Por sorte, Chantal estava escutando a conversa e decidiu intervir para tranquilizar o rapaz.

-Não ouça essa louca� Karen está zuando contigo, e olá Paolo, como está? -foi até ele e estendeu a mão para cumprimentá-lo. Joan vai demorar um pouquinho mais, vêem, fique a vontade.

-Eu sei que ela estava brincando comentou Paolo um tanto aliviado, estendendo a mão para Chantal-. É bom te ver!

Enquanto eles se saudavam, se ouviu outra batida na porta, desta vez bem mais forte que o anterior.

-Acho que sei quem é desta vez -disse Karen.

Ao abrir tinha em frente a si uma despojada loira, que com só seu olhar quase tirou sua roupa.

-Hey querida, está muito linda, e sem mais palavras a loira segurou possessivamente a cintura de Karen e deu-lhe um tremendo beijo que deixou os espectadores com a boca aberta.

depois de recuperar-se a morena, passou a mão no cabelo e se virou e deu um sorrisinho envergonhado para seus amigos que estavam ainda sem se mover.

-Humm, uau, que linda, está do jeito que eu gosto! Quer se sentar até que termine de me arrumar? -pegou a sua mão e indicou-lhe um cadeirão na sala.

-Olá para todos, Chantal, como anda essa ovelhinha perdida? -disse Shyla.

-Bem, perdida não acho que estou, só�entretida com outras coisas!

-Tudo bom Paolo, como vai? Vejo que está elegante e gostoso como sempre, sabe?, se não tivesse encontrado minha metade da laranja aqui presente, acho que já estaria atrás de ti -e deu uma piscada ao jovem que ficou de todas as cores.

Chantal não podia acreditar no que estava ouvindo, esta sim que era uma de personalidade. É perfeita para ti Karen, agora sim vai provar o que é bom!, pensou a loira sorrindo pára si.

Em seguida Joan  apareceu e todos a  cumprimentaram, ela não tinha escutado a conversa e não sabia por que seu amigo estava tão nervoso e vermelho. Este, ao vê-la, tratou de se recuperar levantando imediatamente.

-Cara mia� está bellíssima! -disse o jovem tomando a mão de Joan para beijá-la.

- obrigado disse Joan e foi abrir a porta.

Todos olharam para descobrir nela à imagem da elegancia e perfeição, Val, com seu porte único sobresaía sempre sobre todos e desta vez não foi diferente. Vestia uma linda calça e uma blusa  de seda preta que marcava as suas curvas como uma luva, seus ombros e costas descobertos e um degote que deixava muito pouco para imaginação, usava uma singela corrente de ouro que chegava até a metade do busto, seu cabelo estava amarrado lhe dando um ar casual e fazendo sobresair ainda mais seu lindo rosto.

-Oi� humm� posso  entrar? disse a morena após uns segundos em que todos a olhavam sem pestanejar, começando a se sentir incomodada

-Claro� entra ...  sinta-se em casa, -de longe mesmo Karen sentiu que de repente sua garganta tinha ficado seca.

Todos, de uma vez conseguiram sair do encanto e sorriram, começaram a saudar. Chantal sentia que seu coração queria sair pela boca e mal conseguia articular uma palavra. A morena alta foi até ela e segurou sua mão e deu-lhe um suave beijo na bochecha, para imediatamente dizer.

-Está linda!, como sempre. -Os olhos azuis da morena resplandeceram de emoção.

-Obrigada amor, você também está�uau! -exclamou Chantal com um lindo sorriso. Definitivamente esta mulher tirava-lhe a fala� e isso é uma coisa muito dificil de acontecer!, não pareço advogada, nem parece que fui pra escola! Que coisa, onde foi minha famosa eloquência?

Ao ver todos na pequena sala, numa situação um tanto incômoda parecendo todos adolescentes em sua primeira saida em grupo, todos começaram a rir.

-Bom pessoal-disse Karen- basta de rirmos como tontos e vamos sair, ah! e muito cuidado, se comportem e não façam nada que eu não vá fazer� isso lhes dá uma boa margem para imaginar�talvez não muito?� -brincou fingindo preocupação.

Todos voltaram a rir e saíram com seus pares, a noite estava maravilhosa e o lugar era encantador, foram para à praça principal onde se encontrava tudo, tinha músicos e pequenos restaurantes ao longo da rua principal.

Com o passar do tempo, o local ia-se enchendo de turistas, que estavam distribuídos de acordo a seus respectivos grupos em diferentes restaurantes.

O grupo de Chantal e suas amigas foram para um pequeno e formoso restaurante, ao mais puro estilo camponês. Em vista de que os participantes do tour pós-convenção eram muitos, praticamente todo o complexo  eram de advogados de IA, o que ficava muito agradável já que após ter passado uma semana juntos se conheciam e muitos  fizeram amizades.

Era o caso dos ocupantes da mesa das três jovens amigas, cada uma com seu par e algumas colegas de diferentes partes dos Estados Unidos e de outros países. Passaram horas muito agradáveis conversando e saboreando as deliciosas especialidades do local. Val se desculpou e após dar um doce beijo em Chantal foi até a recepção.

-Oi Mark, posso usar o seu telefone, por favor? -pediu Val ao administrador de 'Il Grilllo'.

-Claro senhorita Dei Stefano, pode usar.

-Obrigada -depois de uns instantes atenderam -: Oi tia Vivi� tudo bem� não, não se preocupe� estou na Villa com uns amigos, já comi� sim, tudo está perfeito, como sempre�posso te pedir um favor?� está muito ocupada neste momento?� bom é que quero que conheça alguém, quero levá-la aí� não�eu vou até onde você está� ok!, tudo bem� te espero! - Não me deixou nem acabar a frase� parece que esta muito curiosia.

Indo de volta para sua mesa perguntou-se por que queria que sua tia conhecesse a Chantal. Foi um impulso chamá-la, que estranho? Mas quero que a conheça!

Val chegou na mesa e pegou a mão de Chantal, e falou em seu ouvido minha tia está vindo te conhecer. A loirinha quase caiu da cadeira, nenhuma de suas outras 'relações' tinha-lhe apresentado a sua família, nem ela também nunca desejou conhecer ninguém. Com Val tudo era diferente, tudo está acontecendo muito rápido, pensou a jovem.

A morena sorriu-lhe para que tivesse confiança que tudo sairia bem e Chantal segurou fortemente a sua mão. Enquanto, os músicos seguiam tocando canções tradicionais e essa mesa em particular era 'atendida' com o maior esmero possível,  e o pessoal fizerm o melhor que sabiam porque que a chefe estava entre os visitantes e NÃO podiam se dar o luxo de falhar em nada.

Em um primeiro momento Val tinha pensado em sairem para jantar sozinhas , provavelmente pediria alguma coisa em sua casa, mas ao ver a animação do pessoal e sabia que Chantal estava se divertindo, deixou que a loira mesma decidisse o que ela preferia fazer. A jovem optou por sairem todos juntos e depois do jantar ficariam sozinhas, isto era o que mais esperava.

Val também estava surpresa consigo mesma, ter alguém que gostava no Rancho já era estranho, neste caso foram as circunstâncias que lhe trouxeram aqui, mas querer que sua família a conhecesse, isso sim foi inesperado. Sentia-se tão feliz junto à jovem, e nesse momento não lhe importava o que dissessem as pessoas, ela que sempre teve cuidado de que não a relacionassem com ninguém, nunca quis que seus empregados tivessem o que falar e no entanto agora queria� precisava que sua tia a conhecesse. Seus tios e primos eram as pessoas mais importantes em sua vida, e queria que eles compartilhassem de sua felicidade.

Nesse momento, Val soube que sua tia tinha entrado no local já que os empregados começaram a murmurar e se mover de um lado ao outro. Vivi parou uns instantes na recepção e pediu uma garrafa de champanhe, a melhor do estabelecimento, e indicou que levassem à mesa de sua sobrinha, quando ela pedisse.

-Olá minha linda -disse se aproximando da morena e dando-lhe um carinhoso beijo na bochecha-. Sou Viviana Dei Stefano, espero que estejam atendendo-os bem - disse olhando ao redor com um encantador sorriso.

Todos olharam à senhora e agradeceram a gentileza, Chantal sabia que não só se tratava de cortesía da casa, Vivi, com seu doce sorriso, a examinava intensamente.

Val se levantou e passou seu braço pelo ombro de sua tia e disse-lhe:

-Tia Vivi, quero te apresentar os meus amigos, Karen, Joan, Paolo, Shyla e ela é Chantal De Lancel�Chantal, esta é minha querida tia Vivi. -Val colocou sua outra mão sobre o ombro da loira. Que se levantou também e estendeu sua mão à senhora, os demais sorriram.

-Muito prazer senhora Dei Stefano -disse timidamente a jovem.

-Senhora?, pode me chamar de Vivi, não sou tão velha! E a senhora Dei Stefano era minha sogra� claro que a pobre já morreu, graças a Deus! -exclamou olhando para a sua sobrinha, já que estava falando de sua avó, jogou-lhe outro olhar. Vivi ficou mais perto da jovem e deu-lhe um beijo em cada uma das bochechas, ao estilo italiano� Chantal ficou uns instantes sem mover-se, após ter vivido algum tempo na Europa, sabia os costumes e sorriu.

As amigas da loira ficaram muito ansiosas com o acontecimento já que sabiam de que se tratava o assunto, inclusive Karen ja lhe tinha dado um pequeno apertão em sua mão antes de que ela se levantasse.

-É tão linda� e tão jovem! Como é que já está no grupo dos advogados? -comentou Vivi.

-Obrigada. Bom em verdade� não sou tão jovem como pareço e eles� mostrou seus colegas e amigos-� não são tão velhos�como parecem!

Todos riram animadamente, Val e Chantal respiraram com alívio, os primeiros instantes das apresentações formais tinham passado. Vivi pediu ao garçom que lhe arrumasse um lugar na mesa e que lhe trouxesse o champanhe.

-Garotos, ficarei um pouco com vocês, acho que não vou incomodar. Todos asseguraram que não.

-Tia Vivi�qual é o porque do champanhe? -perguntou Val.

-Está feliz e quero brindar por �isso, será que posso? respondeu sua tia.

- tem razão� devemos brindar por isso, mas sobretudo pela causadora disso� -disse Val olhando fixamente para Chantal.

Levantaram seus copos e brindaram.

-Menina, você é ou será uma tremenda coincidência , sua família e dos De Lancel de Valmont? -inquiriu intrigada a Vivi.

-Não, não é coincidência, minha bisavó era Eve De Lancel -disse a jovem muito orgulhosa.

-Hey, isso merece outro brinde, que bom te ter em nossa casa! -e dirigindo-se a Val disse sorrindo-: Val, por que não me avisou de que esta preciosidade era da aristocracia vinícola?

-Na verdade, tia Vivi, não tivemos tempo de conversar aind -se desculpou.

-Tem razão, mas conta-me jovenzinha, você é filha de quem? Como está Delphine?, não a vejo a uns dez anos, a última vez que estivemos juntas foi numa reunião de vinicultores em Verona e depois disso soube que teve sérios problemas de saúde.

-Eu sou filha de Anne, a filha mais velha de Freddy, é sim, minha tia avó está  doente, seu coração não lhe permite realizar nenhum esforço e até suas reuniões tão queridas já não pode ir mais. sabe Vivi?, eu estava com ela naquela reunião que mencionou, acabava de me formar no colégio e fui passar uma temporada na França com a família, antes de começar a Universidade, minha prima mais velha e eu fomos com ela. Lembro que foi uma experiência maravilhosa, sua terra é bellissima!, nunca esqueci os campos perto de Bardolino, o fascinante lago de Garda, ah! e uma de minhas primeiras bebedeiras, comecei com nada menos que um Chianti� -com estas declarações Chantal tinha conquistado definitivamente Vivi, esta já não cabia em si de tanta alegria.

A jovenzinha era bonita, inteligente, falava muito ou mais que uma italiana, era também uma conhecedora de vinhos que mais podia pedir para sua sobrinha? Deus, que doce é a vida!, pensou Vivi.

As duas seguiram conversando animadamente por algum tempo, Val limitava-se a olhá-las e sorrir ao vê-las tão entretidas e mantinha seu braço sobre Chantal, de vez em quando sua tia se apoiava sobre seu braço para lhe perguntar algo ou fazer referência a algum assunto, e a morena respondia com um gesto ou um sorriso, não tinha necessidade de falar, as duas falavam por ela. E de vez enquando Karen e Paolo, se incluiam na conversa e Vivi aproveitava para falar italiano com o jovem, que também conhecia vinhos.

Os brindis seguiam por conta da casa, e todos da mesa estavam gostando do lugar, ao fim de duas horas e querendo seguir com a noite resolveram ir para um bar. Vivi despediu-se dos rapazes e deu um abraço muito carinhoso em Val e Chantal, e a convidou para almoçar em sua casa no dia seguinte.

Saíram e Val pegou a mão da loira, como era de se esperar, os festejos mal começavam e todos estavam dispostos a se divertir.

Karen ainda no restaurante sentiu um apertão de sua explosiva amiga, mal pode fazer um gesto com a mão e sumiu na multidão com sua parceira. Joan e Paolo se uniram ao grupo que ia para o bar e perguntou a Chantal se elas viriam.

-Quer ir, minha linda? -perguntou Val quase temendo a resposta.

-Não, temos outros planos não é? -Chantal olhou para à morena, quee suspirou de alívio e deu um grande sorriso.

Despediram-se de seus amigos e foram para o outro lado.

Pegaram o jeep de Val e foram para sua casa, que estava toda acesa para dar um ar homogéneo ao lugar, apesar de estar numa área privada podia ser vista de longe. Cumprimentaram os guardas do complexo.

Ao entrar Chantal observou tudo , tinha o mesmo estilo da decoração do Rancho, era uma tipica casa italiana construida  no vale da Califórnia.

-Chantal, venha conhecer o meu palácio, pegou a mão da jovem e desceram alguns degraus de pedra, entraram na sala e tinha uma enorme lareira, tinha um sofá  preto de couro que combinava com tudo, tinha muitas plantas e várias mesinhas com abajures acesos, tapetes de várias cores de acordo com a decoração e o piso era de madeira escura. As janelas cobriam toda a parede no qual podia ter uma visão do jardim.

Passaram para a sala de jantar, que era muito bonita , mas podia se notar que não era muito usada, depois de uns segundos entraram na cozinha, que não usava mesmo

A morena disse a Chantal que ao lado da cozinha  ficava  a despensa e a adega, acho que não precisamos ir até lá.

Subiram e foram para uma sala bem aconchegante tinha uma moderna televisão e um som dos mais modernos , em uma das paredes ficavam seus prêmios e diplomas, a jovem se aproximou para ver do que se tratavam, eram reconhecimentos de qualidade como empresa vinícola, vários prêmios nacionais e internacionais ganhando em primeiros e segundos lugares, certificados de participações como júri e outras coisas mais, todas em nome de Valentina Dei Stefano. Um móvel dividia  a sala e do outro lado ficava seu escritório com seu computador e milhares de papéis por todo lado, e tinha uma estante cheia de livros, a loira olhou e pode ver vários livros de finanças, marketing, administração de empresas, vendas, a maioria sobre vinhos e tudo relativo a eles, outros tantos em italiano, também viu vários de mitologia grega� este último lhe chamou a atenção e pegou um deles.

-Val um de meus passatempos é a mitologia grega, é estranho encontrar alguém que também goste disto! -disse Chantal admirada.

-Sim é estranho, mas encontrou, é uma paixão, bom, uma de minhas paixões�

-E� quais são as outras? -perguntou a jovem enquanto colocava o livro no lugar e sorria para a morena.

Em seguida Val tomou-a entre seus braços e disse quase como um murmúrio:

-Já sabe que uma é o vinho e a outra, definitivamente� é você!

-Eu ou as mulheres em geral?

-Não há 'mulheres' em minha resposta, e nem na minha vida, só você e tenho a impressão que será uma paixão muito forte - disse Val com voz suave e segura, se aproxiamndo até roçar seus lábios nos da jovem, quem instantaneamente colocou suas mãos ao redor do pescoço da morena para ficar mais perto e beijar seus lábios com vontade.

Ao separar-se escutaram a respiração agitada de ambas e sorriram, Val a levou até o corredor onde lhe indicou com a mão que a porta a direita era um quarto de hóspedes e a esquerda era o seu.

Quando abriam a porta, escutaram o telefone tocar no escritório. Val teve que voltar para atender.

-Que foi?

-Val, sou eu Pietro, temos um código S na área 12 sobre a segurança não podemos fazer nada sem sua autorização, que faço?

-Que saco, tinham que me incomodar com uma bobagem desta. Chame o Richard e nos encontramos daqui a dois minutos. -Val fechou os olhos e respirou profundamente antes de falar.

-Meu amor, me desculpa, você vai ter que me esperar pouco mais, prometo solucionar o problema o mais rápido possível, ok? Por favor, sinta-se em sua casa e trata de me esperar acordada! -disse Val com uma expressão de preocupação-, ou prefere que eu peça para alguém te levar em seu chalé até eu voltar.

Enquanto falava entrou em seu quarto e pegou uma calça jeans e uma camiseta, entrou no banheiro e logo saiu pronta.

-Não, não se preocupe comigo, ficarei bem aqui, vá tranquila� eu aproveitarei o tempo para xeretar � posso?

-Claro que pode xeretar, mas cuidado com minha coleção de tartaruguinhas.

- O Que!?

-tartaruguinhas! -As duas desceram rindo e se beijaram antes de abrir a porta. Ao ver seus ajudantes lá fora, Val imediatamente mudou a expressão de seu rosto e deu-lhes uma olhada mortal.

-Vamos� seus inúteis! -disse para eles, enquanto iam para o carro que os esperava.

Chantal fechou a porta e suspirou, as coisas não estavam saindo como ela tinha imaginado, mas isso não significava que daqui a pouco não daria certo, e a espera valia a pena. Já sabia por 'experiência'.

Agora tenho que me manter ocupada para não dormir, porque depois de tanto vinho que bebi com Vivi, fiquei sem defesas. Bom, deixa eu ver oque posso fazer? Primeiro vou conhecer o quarto de meu amor, porque só cheguei até a porta.

Nossa, isto sim é lindo!, pensou Chantal ao entrar no quarto magnificamente decorado e muito prático, como sua dona, bela e prática!

As janelas eram enormes, mas não se podia apreciar a paisagem porque estava muito escuro, a cama ficava no meio do quarto- muito tentadora,por sua comodidade é claro!-tinha alguns livros em cima da mesa , a iluminação era perfeitas, ela pensa em tudo, amor-, na parede atrás da cama tinha um quadro grande com duas figuras entrelaçadas em cores muito suaves e quase se perdendo entre um espesso nevoeiro -que imagem sensual� ou será meus hormônios que estão a mil por hora!-. Do outro lado uma porta que levava ao banheiro, sobre a pia a roupa que tinha usado e na pressa não guardou, era a uma roupa muito bonita, Chantal pegou instintivamente e levou ao rosto aspirando a  fragância delicada  e embriagadora de Val - deliciosa�!, acho que vou espera-la em sua jacuzzi, mas se eu dormir estou tão cansada?, não vai ser nada sexy, vai ser perigoso, maldito cansaço!- dobrou a roupa e saiu.

É melhor eu ver televisão ou talvez ler um livro?, voltou para a sala e olhou uma seleção de filmes que tinha sobre uma mesa, nada lhe interessou, ligou a TV mas percebeu que seus olhos começavam a fechar, decidiu procurar algum livro, pegou um que falava de Heracles (Hércules para os romanos) e de seu valente amigo, Iolaus contava algumas de suas aventuras.

Quase uma hora depois Val resolveu o problema e quando voltou pra casa já era mais de meia noite, seus planos com Chantal certamente não iria dar certo. A jovem estaria furiosa por sua demora.

Ao entrar percebeu que tudo estava muito quieto, subiu e escutou uma música de Enya tocando bem baixinho. Viu a silueta de Chantal encostada no cadeirão, com a cabeça apoiada ao braço do móvel e um livro apertando seu peito. Val silenciosamente se aproximou da jovem que estava linda e sensual, o cabelo estava um pouco despenteado, a roupa deixava apreciar seu magnífico corpo e, ao mesmo tempo, uma aparência terna e inocente.

A morena não sabia que fazer, ficou com dó de acorda-lar mas também não sabia se devia deixa-la dormir ali, não era nada cômodo . E tinha sua necessidade de tê-la em seus braços ainda que fosse só para dormir com ela.

Val pensou que o melhor seria acordá-la e suavemente a levaria para à cama, mesmo que a loirinha não tivesse a mínima intenção de se mover dali.

Tinha que mudar de tática, e se lhe desse alguns beijinhos até que sentisse e acordasse?

-Meu amor acorda pelo menos um pouco, só até chegarmos na cama. Chantal estava dormindo profundamete e tão cedo não ia acordar

Continua...

Parte4

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