MET
Titulo Original
Hasta que nos volvamos a encontrar
Traduzido por Fernanda
Capítulo
10
-Não� ela está sozinha � é da
Califórnia� preciso ligar para Karen e Joan� ligou de celular, estava
tremendo, e seu amigo pegou o telefone e ligou..
Em alguns minutos estavam no hospital e Val foi levada
para emergência para ser examinada. Chantal não pôde vê-la
acordando, e à via desaparecendo pelos corredores.
As amigas de Chantal chegaram no hospital e em seguida
foram abra��-la. Karen foi até a enfermaria pedir informação,
mas ninguém sabia de nada.
Tiveram que ter paciência e esperar, quase duas
horas, quando o doutor apareceu e disse com ar muito sério perguntou
por algum familiar da Srta. Valentina Dei Stefano.
Chantal imediatamente foi até onde ele estava,
seguida de suas amigas.
-Nós estamos com ela, não tem fam�lia
aqui� por favor, como ela está? -perguntou angustiada.
-Você é�? -perguntou o médico.
-Chantal de Lancel� uma amiga.
-A Srta. Sebastián teve uma séria intoxicação,
deve ter ingerido algum fruto do mar ou algo assim� já a medicamos e
disso já está se recuperando� fizemos alguns enxames,
e surgiu alguns problemas...
- O que ela tem?� diga -me! -ordenou a jovem com total
autoridade. Este doutorzinho já estava cansando-a, Joan a abraçou
pelos ombros para lhe dar apoio.
-Perdão mas não sei se posso falar disso
para você� -e a jovem o interrompeu.
-Somos um casal� sou a namorada ou como queira chamar�
que mais autorização precisa? -disse quase gritando, e acabou
atraindo mais atenção das pessoas ao redor.
Karen se aproximou um pouco mais do doutor e lhe disse suavemente
-Acho que minha amiga está um pouco nervosa,
e com razão�Pode nos dizer o real estado dela que diremos aos seus familiares?,
não deve ser algo tão grave? -disse dando o sorriso mais encantador.
-Bom não é tão grave, mas� se
trata de um caso muito severo de anemia, que está afetando seu fígado,ou
seja todo o seu sistema hepático, tem que ser tratada logo.. já
mandei mais alguns enxames para o laborat�rio� o resultado sairá
daqui algumas horas, e ficará internada pelo menos até manhã�
e depois é com o especialista e ela decide onde quer se tratar.
-Posso vê-la? -disse a loira e o doutor moveu
sua cabeça positivamente.
-Está bem� muito obrigado doutor -Karen lhe
estendeu a mão e Chantal fez o mesmo, então Karen se virou e olhou
seriamente para a jovem.
-Fica tranq�ila, ela ficará bem� é que
foi aquilo de namorada?�gostou do título? -disse-lhe sorrindo enquanto
caminhavam até onde se encontrava a morena.
Chantal não respondeu nada, só apoiou-se
u em seu braço. Entraram para ver Val e ela estava tão indefesa,
que a loira só pôde dar um suspiro. Acercou-se e suavemente tocou
o rosto dela, que imediatamente abriu os olhos e sorriu, Chantal fez o mesmo.
Karen e Joan estavam atrás dela, cruzaram olhares
e um sorriso ao constatar que Val era a verdadeira razão de ser de sua
amiga.
-Hey� gata, vê se no próximo jantar escolha
um lugarzinho melhor, que não cheire a desinfetante -disse Karen rindo
e aliviando a tensão.
-Não se preocupe� este fiasco não se
repetira disse suavemente Val, tomando a mão de Chantal.
-Como se sente�? -perguntou a jovem.
-Estou bem� minha querida, não se preocupe
-e olhando para suas amigas disse-: vou ter que ficar aqui por mais algumas horas
disse a enfermeira, poderiam levar Chantal para casa?
-Claro� não tem problema -respondeu Joan.
-Espera aí� eu não vou sair daqui�
acha que vou deix�-la sozinha� e vocês podem ir -disse com muita segurança
a jovem.
-Mas amor� não é necessário,
já me sinto bem e tenho que ficar aqui por mera rotina, assegurou Val.
-Humm� isto de 'amor' é novo? -perguntou inocentemente
Karen com um sorriso malicioso.
-Karennnn! -exclamou a loira.
Todas riram e após alguns minutos as duas amigas se despediram, oferecendo-se para pegar o carro de Val que estava no bar.
Suas amigas já estavam indo embora, Chantal acompanhou-as até o corredor e ao se despedir de Joan lhe pediu para que falasse com Natalie e avisasse que não podia sair com ela, como tinham marcado. Joan sorriu e disse-lhe que não se preocupasse, que ela falaria com Natalie.
Ao acabar os exames, Val foi levada até um
quarto onde passaria a noite.
Ainda muito fraca para andar sozinha, foi ajudada pela enfermeira e por Chantal a se deitar. Tinha muita náusea, e pior ficava ao se mexer e sem poder evitar e morrendo de vergonha vomitou na frente a Chantal, a enfermeira a ajudou apesar de seus protestos. Trouxeram-lhe uma nova roupa pára que se sentisse melhor Chantal mesmo com as mãos tr�mulas quis ajudá-la.
Val apesar de seu estado não podia evitar sentir
as mãos suaves e cálidas de Chantal em sua pele, e à cada
movimento da jovem ela continha sua respiração. Por seu lado Chantal
estava nas mesmas condições, o corpo de Val era tudo o que ela
queria e não podia evitar de olhar e nova troca de roupa estava demorando
mais do previsto.
-Nunca imaginei acabar esta noite num hospital�tinha
outros planos! -riu nervosamente a morena.
-Eu também não� mas� talvez foi melhor.
-Que!?� melhor? e a próxima, onde espera terminar?
-Não me refiro à doença, boba�
estou dizendo no sentido prático das coisas� não sei como terminaria
o nosso jantar� e não sei se eu, ou melhor, se nós estávamos
preparadas para não acontecer nada disse a jovem.
Acabou de chegar e ofereceu-lhe uns goles de chá
que trouxeram. Val tomou e sentiu que já não tinha forças
para se manter acordada. Então fechou seus olhos, mas antes de dormir
levou a mão de Chantal até seus lábios e deu-lhe um terno
beijo.
Passaram assim a noite, Val muito inquieta e precisando
de ajuda com freqüência e a jovem recostada numa cadeira junto a
sua cama.
Na manhã seguinte, as enfermeiras observavam
Val à cada momento, lastimosamente agora tinha febre era o presságio
de uma infecção mais grave, o médico também a visitou
e entre outras coisas voltou a lhe recomendar que tinha que começar o
tratamento logo, só iria dar alta à tarde porque já teria
os resultados dos enxames e ela também estaria mais forte.
Quando todos se foram, a jovem se aproximou da cama
e lhe tomou novamente a mão.
-Como se sente agora? Um pouquinho melhor? Sabia que
me assustou ao te ver desmaiada ? Promete-me que vai se cuidar, que vai consultar
um médico para fazer o tratamento adequado? -pediu-lhe Chantal quase
com lágrimas nós olhos.
-Minha querida� não se preocupe por favor,
nunca quis te dar um susto assim, e não queria que me visse nestas condições�
me perdoa, não quero te machucar mais. -Baixou o olhar e sem poder conter
suas lágrimas que começaram a cair.
Chantal abraçou-a com todo o amor que era capaz
de sentir, queria que Val a sentisse mais do que nunca. Ficaram uns minutos
juntas, confortando-se mutuamente as palavras não foram necessárias.
Val voltou a dormir, toda a emoção a
tinha debilitado e a febre não estava cedendo. O médico voltou
a examiná-la e mudou a medicação para que pudesse sair
à tarde. Chantal aproveitou esses minutos para tomar um rápido
banho. Ao sair sua amiga já tinha acordado e a notou estranha.
A morena estava muito preocupada, mas não por sua saúde mais por seus tios. Tinha que estar no Rancho na segunda-feira no mais tardar, precisava fazer milhares de coisas porque agora toda a responsabilidade estava nas costas dela. Mas, o que podia fazer? estava presa numa cama de hospital, sentindo-se mau e nem podia chegar sozinha no banheiro.
Chantal sentiu a angústia pela qual Val estava
passando.
-Precisa de algo meu amor?� sente-se mau? -perguntou-lhe.
- não, é só que� não sei o que vou fazer com meu trabalho� agora sim ficou tudo complicado. Ontem à noite não pude te contar mas� meu tio sofreu um acidente e não pode trabalhar, foi por isso que vim para Nova York participar de diversas reuniões com seus advogados, que são um asco� ups perdão! não quis ofender a sua classe. O planejado era que eu ficasse dois ou três dias, as coisas não estavam se resolvendo e tive que ficar a semana toda, me esperavam em casa ontem.
-Foi um acidente grave do seu tio? -perguntou a jovem.
-Mais ou menos� quebrou a perna e três costelas� e não está podendo sair da cama.
- Nossa� e a Vivi?
-Ela quase morreu de susto, mas já está bem e se dedicando por completo a cuidar do seu marido, então tive que assumir todo o trabalho.
-Sabe que não pode viajar agora, vai ter que
esperar mais alguns dias, recomendação do doutor -advertiu Chantal.
-Mas precisam de mim� - disse Val.
-E você precisa melhorar� e eu� também
preciso de você disse tão suavemente que a morena quase não
a escutou.
-meu amor� temos que conversar muito seriamente sobre isto� só me deixa melhorar mais um pouco, ok?� Pode me ajudar a me vestir, daqui a pouco suas amigas virão nos buscar.
E de fato as jovens chegaram em poucos minutos, e
já com a alta nas mãos, recolheram as coisas e foram para o hotel.
Chantal tinha-lhe pedido para ficar em sua casa enquanto recuperasse, mas a
morena não quis e disse que estava bem e preferia ficar no hotel.
Joan arrumou umas coisas para sua amiga, sabendo que
ela não iria deixar à morena sozinha nestas condições.
No momento que Val foi ao banheiro, Karen pegou no braço da loira e lhe
perguntou muito baixinho:
- Chantal� que acha que está fazendo? está
se envolvendo tremendamente com a morena novamente? Tem certeza do que esta
fazendo? E a Natalie? Amor, pensa bem nas coisas!
-Eu sei o que estou fazendo, desta vez não vou perder disse totalmente séria, dando assim por terminada a conversa� e se virou para Joan.
-Amiga� falei esta manhã com a Nat, disse-lhe
que uma amiga estava doente e que passaríamos o dia no hospital com ela,
que é quase verdade!� claro que não ficou muito convencida e inclusive
me disse se poderia nos acompanhar, eu a convenci de que não era necessário,
disse que vai te ligar depois, recomendo que pense no que vai dizer quando ela
ligar� já sabe que essa garota é bem ciumenta disse Joan sorrindo.
Nesse momento escutaram um forte barulho de algo que
se quebrando no banheiro e as três saíram correndo.
-Val, amor, está bem� que foi? -disse assustada
a jovem golpeando a porta.
-Não foi nada� me apoiei em algo sem me dar
conta e caiu� mas agora sim pode me dar uma mão, entra por favor -lhe
pediu.
Chantal entrou e encontrou-a sentada na beirada da
banheira , com uma camiseta e a calça no meio da perna, a morena tinha
tomado banho e ao querer vestir-se sozinha não teve mais forças.
-Mas, por que não me chamou antes?, porque foi tomar banho sozinha? -terminou de vesti-la.
-Se chamasse�eu não ia conseguir tomar banho
e nem me vestir, talvez só tirar a roupa... ?-disse movendo suas sobrancelhas.
Chantal ficou vermelha porque sabia que isso era verdade�
mas tinha que disfarçar.
-Val� não seja levada, primeiro se cura e depois
falamos disso, tá bom?
Desta vez foi a vez de Val ficar vermelha.
Ficaram no hotel até a noite, Val convidou
as amigas de Chantal para jantar com elas, conversaram e brincaram por várias
horas. Mas já estava ficando tarde e notaram que Val precisava descansar,
e as garotas decidiram ir embora e Chantal estava indecisa se ficava ou
não.
-Vai tranq�ila meu amor, amanhã você
tem que trabalhar e eu já me sinto bem� disse a morena.
- preferia ficar cuidando de você esta noite� se não te aborrecer, disse a loira.
- Aborrecer-me?� nunca, é que não quero
que passe mais uma noite mal dormida por minha culpa, e amanhã tem que
trabalhar. -Seus olhos estavam iluminados com a esperança de não
ter que se despedir ainda de Chantal.
-Posso fazer uma coisa� Karen, amanhã diz
ao meu chefe que não vou trabalhar por alguns dias, eu ligo depois para
que seja oficial, de todas formas tenho férias acumuladas, uns dias não
se importarão, não é? -sorriu para suas amigas.
-não se importarão, mas tem certeza
disto? com essas palavras Karen estava perguntando bem mais.
Val já não cabia em felicidade e só
conseguiu se aproximar de Chantal, que estava sentada numa cadeira e colocou
sua mão em seu ombro e apertou um pouco, a loira alçou o olhar
e sorriu.
Joan disse que tinha trazido uma malinha com uma muda de roupa, se quisesse ficar� ela a conhecia mais do que ninguém. Chantal sorriu-lhe em agradecimento, não só pela roupa mas por entendê-la.
As duas mulheres ficaram vendo televisão, sentadas juntas num cadeirão de uma salinha de sua mini-suite, era um pouco incômoda mas preferiram não falar de nada sério por enquanto.
Val tinha que ligar pra sua casa e a jovem, para lhe
dar um pouco de privacidade, foi tomar banho para dormir.
-Olá tia� como estão todos por aí? -perguntou a morena� e a terapia do tio??� sim, eu sei que não gosta, mas tem que ter paciência� eu� estou mais ou menos, não poderei voltar amanhã� estou bem, bom quase� hey! fica tranq�ila, o que passou é que tive uma intoxicação alimentar e agora estou um pouco� já sabe� tenho que esperar mais alguns para poder viajar� não� não estou em Nova York� estou em Boston� sim Boston!� vim visitar a Chantal� � não se emocione, mas acho que algo bom sairá desta doença, eu espero� pelo menos é isso que desejo com todas minhas forças!� Tia! deixa eu falar�, ela está bem� mais linda do que nunca� sim tia eu lhe digo, liguei para avisar que vou demorar para voltar� diabos me deixa acabar pelo menos uma frase�! e assim seguiu Val tentando conversar com sua tia, inclusive Chantal já tinha saído do banho e a morena ainda estava no telefone.
E lhe fez um sinal para que a jovem viesse perto dela
pegou em sua mão e a sentou em suas pernas, Chantal em um primeiro momento
ficou imóvel, apesar de ter passado tanto tempo juntas, até agora
não tinham tido nenhum contato físico, mas agora ela estava alí�
a centímetros de Val, sentia seu calor, sua mão lhe acariciando
as costas, seus lábios se movendo ao falar e rir com sua tia, seus maravilhosos
olhos azuis fixos nos seus e que depois baixavam e se fixavam em sua boca� definitivamente
tenho que mudar de posição ou farei algo que depois me arrependerei,
pensou a jovem concentrando-se em controlar sua respiração.
-Ok, sim tia, está bem� falamos amanhã
então� adeus e beijos para todos� desligou o telefone.
- Ela fala pelos cotovelos, acabei ficando mais mareada
do que antes, quase teve um ataque ao saber que eu não poderia estar
em casa amanhã, mas depois ao saber que estava aqui� contigo� me disse
que não me preocupasse, que daria um jeito, que louca� disse que não
precisa de mim por agora�só me querem como escrava! -riu Val.
-Não acredito� mas o importante é que
ficou mais tranq�ila e você também, agora pode seguir as
recomendações do médico� e, as minhas!� e falando nisso,
já é hora de ir dormir� minha querida! -sorriu a jovem tocando-lhe
o nariz com a ponta de seu dedo.
- não é uma boa idéia� eu me
sinto bem e gostaria de ficar assim, pertinho de ti, é uma sensação
única� e�senti tanta falta disso� e você não? -perguntou
a morena, passando a mão por suas costas e com a outra começava
a acariciar-lhe o cabelo.
Chantal tinha fechado seus olhos, não podia
evitar, isto era totalmente embriagador. E sem pensar duas vezes a morena se
aproximou até que seus lábios se uniram num beijo suave, tímido
no começo, para depois dar passo a essa paixão guardada por tanto
tempo, desta vez as duas estavam se beijando sem rancores.
Esta era a oportunidade que ambas precisavam para
demonstrar quanto se amavam, Chantal se sentia em uma nuvem de prazer e não
podia nem queria descer dela, eram pouco mais de 24 horas desde que tinham voltado
a se ver, mas à jovem não se importava com nada, não queria
pensar com lógica e preferia se deixar levar por essas fascinantes sensações
que Val sempre soube acordar nela. Só Val e sempre Val.
-Hum� isto é muito bom -disse entre suspiros
a morena, se afastando dos lábios da jovem e indo ao seu ouvido-, meu
amor� estou segura que daqui a pouco não poderei me segurar� amor, diga
que podemos seguir� por favor, eu te quero e você me quer.
Chantal não ouvia nada só as batidas
de seu coração� mas ouviu o que a morena lhe estava sussurrando
ao ouvido e a �nica coisa que pôde fazer em resposta foi ficar de pé
e lhe estender a mão para a ajudá-la a se levantar também,
ainda segurando em sua mão, a levou para o quarto e lentamente a levou
para à beira da cama� com um suave toque a fez cair na cama e com
essa formosa perspectiva, começar a tirar a pouca roupa que vestia, primeiro
sua camiseta, deixando a mostra os seus lindos seios e depois tirou sua calcinha.
Ficou ali de pé uns instantes para que Val pudesse olh�-la e depois se
aproximou da morena até ela estremecer com o contato com sua pele.
-Deixa que eu tiro sua roupa� já que foi eu que coloquei, posso tirar também?� você ainda não está 100% e deve guardar suas forças para� mais tarde Chantal ao mesmo tempo que tirava suas roupas ia passando as mãos por cada músculo da morena.
Estava sendo melhor que Val podia imaginar, ter Chantal
em seus braços, a meses sonhava com este momento, aquela sedução
toda estava a deixando com muito desejo� definitivamente era magnífico.
A morena deixou-se despir e só agora começou a utilizar suas mãos para acariciar à jovem, sua pele macia e tinha aquele aroma delicioso que era só Chantal, uma mistura de um delicado perfume misturado com seu cheiro natural� estava enlouquecendo de desejo. Sua condição física não lhe ajudava muito neste momento pelo qual se deixou levar, a jovem sabia como lhe fazer sentir o imaginável.
Chantal sentia que sua resolução de
prolongar este prazer não poderia durar muito tempo, era muito intenso
o que estavam sentindo e intuía que a morena estava na mesma condição.
Suas peles começaram a fundir-se em movimentos suaves e sensuais que
ia crescendo ao contato de suas mãos e lábios, enquanto saboreavam
mutuamente seus corpos, até que juntas em um grito de paixão encontraram
sua realização, selando aquele momento com beijos cheios de ternura.
***
Na manhã seguinte estranhamente foi Chantal
quem acordou primeiro.
Meu amor� eu sabia que não estava bem � e mesmo assim 'abusei de ti, pensou a jovem admirando o corpo de sua mulher e lhe deu um suave beijo no ombro, levantou-se bem devagar para não acordá-la.
Depois de fazer vários telefonemas, foi tomar
banho e esperar que Val acordasse para pedir o café da manhã.
Enquanto estava lavando o cabelo, sentiu uma pequena
corrente de ar no box e em seguida sentiu umas suaves mãos em sua cintura�
não se virou e apoiou sua cabeça naqueles ombros fortes que a
sustentavam e uma boca ávida começou a beijar seu pescoço.
- Meu amor, não deveria estar na cama repondo
suas energias� -disse entrecortadamente a jovem, ao mesmo tempo que uns longos
dedos acariciavam seu abd�men.
-Estou� repondo� aqui� não esta gostando ?
-Val disse com certa preocupaç&attilde;o em sua voz, detendo por instantes
o movimento de suas mãos.
-Encanta-me� que esteja� aqui, é que fico preocupada contigo�e afirmando suas palavras pôs suas próprias mãos sobre as de Val, a convidando para continuar e esquecendo por completo suas preocupações, se entregando aqueles ansiosos braços.
- A tá� -foi a única coisa que pronunciou a morena, antes de se deixar absorver totalmente na paixão que sentiam.
***
Joan estava em seu escritório com Natalie, a mulher estava a procura de Chantal e ao inteirar-se que tinha tirado uns dias de férias.
- Como não sabe, porque não quer
dizer onde esta Chantal?�o que aconteceu� está bem? -eu fiz algo que
ela não gostou, porque a dois dias, que não atende meus telefonemas.
-Não� não é isso, ela está
bem� super bem!, pensou a ruiva, mas não acho que seja bom você
a procurar hoje, espere que ela vai te ligar e contar tudo o que está
acontecendo é o que eu espero�
-Humm� já estou vendo tudo� é praticamente
um 'segredo de estado'?
-Já� que está brincando com isso!� o
que passa é que ela tem que resolver um par de coisas e depois
fala contigo� Deus, o que eu faço digo logo ou sigo falando bobagens?
Chantal vou te matar quando eu te ver a noite!
E de fato ao chegarem Joan e Karen no hotel para uma pequena visita à 'doente', o primeiro que fez foi puxar Chantal pelo braço não muito suavemente e a levou par o corredor para conversarem.
- Chantal, não sabe no que me meteu� eu falei
para você ligar para a Natalie e explicar as coisas, ela tem me deixado
louca com tantas perguntas, e hoje apareceu no escritório, e por sorte
falou comigo e não com a Karen� sabe como ela é ...
-Perdão amiga� o que menos pensei hoje foi
em Nat, sou uma besta egoísta� mas hoje tudo foi tão� tão�
-Não precisa me dizer nada� posso ver em sua
cara, parece que está flutuando� cuidado que a queda pode doer!, não
quero ser pessimista, mas�disse Joan.
-Fique tranq�ila, desta vez será diferente,
prometi a mim mesma� hey, vamos entrar� vai que ela esteja por aqui e queira
me matar, rss! -entraram no quarto rindo.
As quatro saíram para jantar, a conversa durante
o jantar foi alegre e cordial apesar de que Karen tinha uma vontade louca de
falar um monte para à morena por tudo o que fez no passado e sobretudo
lhe perguntar o que pensava sobre o futuro� segurou sua vontade ao ver sua amiga
tão feliz.
Ao sair do restaurante foram andar um pouco e mostrar
a Val um pouco da cidade. A morena já mostrava sinais de cansaço
e decidiram voltar para o hotel, começaram a se despedir e Val segurou
na cintura de Chantal e lhe perguntou ao ouvido se queria ficar com ela mais
uma noite, a jovem a olhou e lhe deu um rápido beijo nos lábios.
Se virou com um grande sorriso e disse a suas amigas
que estavam perto dela: -Garotas, acho que aqui eu também me despeço�
tenho ainda um 'assuntinho' pendente com essa moça�
Ao chegar na su�te, Val pegou a mão de Chantal, e a levou para a salinha e sentaram no cadeirão e a atraiu pára que se sentasse sobre suas pernas e a olhou profundamente e com seriedade começou a falar:
-Sabe meu amor? tenho pensando muito nestas últimas
horas e definitivamente temos que conversar seriamente sobre o que queremos
fazer com nossas vidas. Eu� eu te amo e desta vez não quero te perder�
não sei o que pensa disto?�que podemos fazer?� não quero te pressionar,
mas� amanhã tenho que voltar para São Francisco, tenho coisas
que resolver lá� esses problemas com os advogados estão
me deixando louca�
- Temos que decidir o que fazer -disse Chantal enquanto
acariciava suavemente o cabelo da morena, você sabe que eu também
te amo, nunca tive problema para dizer nem aceitar� hey! não disse para
te repreender ao ver a expressão triste da morena, só que agora
eu não estou disposta a te perder e se você também esta
convencida do que quer, podemos�nos dar um tempo para organizar as coisas em
nossos respectivos trabalhos� talvez o mais fácil seria que eu pedisse
uma licença temporária sem salário, e ir para a Califórnia
contigo e ver como ficam as coisas� porque isso de 'amor à distância'�
realmente não vou ag�entar! Eu preciso estar contigo, te conhecer, saber
como é sua vida diária e você também me conhecer,
em tempo integral� não só nas 'horas boas'.
-Realmente 'horas boas'. -A morena a beijou com grande paixão, mas Chantal precisava dizer mais uma coisa.
- Amor, não quero que pense que com isto ficará presa a mim, não quero te assustar novamente� � Eu poderia morar em Sonoma e assim pouco a pouco ir�amos construindo uma relação verdadeira, não só uma série de curtos encontros, formosos e intensos, mas que basicamente foram só encontros sexuais� deixemos que isto que sentimos cresça� que seja grande e forte até que nada nem ninguém possa nós separar,ok? -propôs-lhe suavemente.
-É realmente uma boa advogada�já perdeu
alguma vez um caso? -sorriu Val.
- bom� sim, perdi um temporariamente� porque não
me deram a chance de defender minha causa!� mas estou convencida que valeu a
pena esperar e agora posso tentar de novo -disse Chantal com emoção
em sua voz e seus olhos cheios de lágrimas.
Abraçaram-se por vários minutos deixando
que seus temores se desvanecessem.
-Amor� há um pequeno detalhe em tudo isto�
que vai fazer enquanto estiver na Califórnia?, além de me amar�,
você é uma pessoa muito ativa e sei que dinheiro não é
um problema, mas não acho que não vai ag�entar ficar num apartamento
me esperando chegar à noite ou percorrendo comigo o dia todo os
vinhedos, talvez um par de dias ag�ente e depois?
-Não sei�disse pensativa a jovem já
que sabia que Val tinha razão.
-tudo bem aceito sua oferta, tua maravilhosa oferta�
com a condição de que aceite algo que vou te propor� É
só uma id�ia, mas poderia ser algo assim, eu te contrato 'temporariamente'
como minha assessora legal, para resolver toda esta questão da empresa
, já sabe, que me trouxe para Nova York na semana passada, preciso de
alguém especializado, você trabalharia com esses grupo de advogados
que não resolvem nada� que vou despedi-los num futuro próximo!�
e ao mesmo tempo estaríamos juntas� que acha? -com toda a expectativa
em seus olhos e em sua voz, Val sustentava fortemente Chantal.
- Eu achei uma boa idéia! e sem mais o que
dizer naquele momento, passaram a demonstrar o quanto podiam 'colaborar'
uma com a outra.