Salva-me
Título Original - Salvame
Valeria XG
Tradução de Fernanda
Primeira Parte
"Suas
doces mãos me envolve.
a sanidade me vigia.
Seus olhos claros, é o único remédio
para minha dor.
Só o seu amor poderá me Salvar
Salva-me..."
- Olá?
- Olá irmãzinha.
- Olá Franco, como está??
- Bem, recebeu meu e-mail?
- Mandou hoje, ainda não vi...<
- Onde está?
- Na saída do metrô... naa escada rolante.
- Quando chegar em casa lê o e-mmail que te mandei.
- Ok. Beijos.
- Outros.
Uns olhos
tão azuis olham para o fim da escada enquanto fecha o celular e o guarda
na bolsa.
Sentia seu corpo cansado depois de horas caminhando.
Luciana Solda, uma jovem alta de vinte e cinco anos, boa moça morena
de cabelos longos e pretos, caminha despreocupada pela avenida que a levará
até sua casa. As pessoas que passam por ela ficam olhando-a, seu 1,80
de altura e sua beleza a faz parecer uma modelo. Ela os olha e da um sorrisinho
de lado, como se desse importância aos comentários.
Ela tinha uma meta nesta tarde de dezembro... chegar em seu apartamento, encontrar
Argo, sua cadela Boxer de seis meses, sua única amiga foi presente de
aniversário de seus irmãos Damián e Franco.
Luciana,
é a mais velha dos três, ela trabalha como voluntária em
uma escola e fundação especializada em câncer, onde também
estuda.
Há dois anos saiu da casa de seus pais e comprou um apartamento no bairro
de Belgrano. Não é um edifício de grande categoria mas
isso não importava, gostava de lá.
Damián tem vinte e três anos e está terminando o doutorado de História e Franco era o caçula, com dezoito anos e neste ano terminou o secundário e ainda não se decidiu o que ira estudar, vive com seus pais a uns três quilômetros.
- Boa tarde
Juan - era o zelador do edifício levantou o olhar do montão de
cartas e dedicou-lhe um sorriso.
- Boa tarde Senhorita.
Juan era um homem magro de estatura normal, deveria ter uns cinqüenta anos, moreno, cabelo crespo e incríveis olhos verdes, cheios de vida. Mas algumas semanas o brilho que o caracterizava estava apagado. O homem trabalhava e morava com sua família ali a dezessete anos, sua esposa tinha morrido dois anos antes que Luciana comprasse o apartamento. Tinha ficado só com sua filha.
Andrea, era uma jovem de vinte anos. Era loira e seu cabelo ia até a cintura, seus brilhantes olhos verdes herdados do pai, e seu rosto fazia-a parecer mais jovem. Andy, como todo mundo a chamava não era muito alta, tinha o corpo bem definido que a fazia parecer um anjo. Como dizia seu pai... que estava triste
- Juan,
posso-lhe pedir um favor? - Luciana pegou as cartas que lhes eram oferecidas.
- Claro senhorita.
- Amanhã antes do meio dia vou receber uma encomenda, você poderia
recebê-la? E a tarde eu pego contigo.
- Eu recebo, não se preocupe. QQualquer coisa se eu não estiver
pegue com a Andrea.
- Bem, obrigado.
- De nada, até depois./p>
Luciana entrou no hall e observou sua imagem nos espelhos. Uma dúvida rondou sua cabeça, aquele olhar triste... voltou para onde estava o homem.
- Juan,
desculpe se estou me intrometendo... mas está acontecendo alguma coisa
- Olhos verdes a examinaram por um mommento, podia ver que lágrimas se
acumularam em seus olhos, mas não caíram.
- Não senhorita, estou bem... uum pouco cansado. Está fazendo muito
calor.
Era verdade, estava terminado o mês de dezembro e o calor parecia aumentar, além da umidade.
- Qualquer
coisa...- Luciana não sabia porque lhe oferecia sua ajuda, mas algo andava
mal na vida daquele homem, ela pressentia. Se precisar de alguma coisa, me avise.
- Obrigado. Se precisar eu te falo.
O elevador parou no quinto andar, pegou a chave e entrou. Acendeu a luz, deixou sua bolsa sobre a mesa e agachou-se para acariciar Argo.
- Hei, garota... como está crescendo. - a cadela começou a correr pela sala e a brincar ao seu redor. - Calma, calma assim você arranha minhas pernas. - um latido faz-lhe entender que tem fome.- Espera que eu tire esta roupa e vamos comer?
Tomou um banho rápido, e depois foi atacar a geladeira.
Ligou o computador, enquanto aquecia uns pedaços de pizza e colocou comida pra sua cachorra.
Digitou seu nome e a senha. Tem cinco mensagens sem ler, duas de Franco, uma de Jéssica, sua prima que vive no exterior, outro da clínica onde trabalha e estuda e o último de publicidade.
Abre primeiro o de seu irmão que tem arquivo anexo, na tela e aparece uma foto dela com uma mulher numa situação comprometedora num boliche gay.
- Raios...
agora que faço?- A um ano assumiu sua sexualidade, mas era
seu segredo, não queria que sua família se inteirasse, não
queria discussões, mas parece que isto vai dar o que falar na família.
O telefone toca e um nó forma-se na boca de seu estômago -
Alô?
- Lucy, sou eu.- Franco
- Está ligando por causa do e-mmail...
- É?- interrompe. Nossos pais&nnbsp; sabem?.
- Não, por sorte fui eu que abrri primeiro.- a jovem voz do rapaz consegue
tranqüilizá-la.
- Fran, porque não vem jantar aaqui e conversamos.
- Tá eu vou... mas deixa-me dizzer-te que isso não me espanta,
é minha irmã e te amo.
- Eu também te amo.
<
*****
- Andy?-
Juan entra em sua casa e procura com os olhos sua filha Andrea?
- Estou no banho, pai disse com voz cansada.
- Filha está bem?- o pai bate nna porta e entra, encontra-se com sua "pequena",
sentada no chão pálida e suando.- Andy, o que você tem filha,
olha como está.
- Sinto-me mal, pai...
- Vêem, vamos para a cama Juan ppega ela nos braços e sente seu
corpo amolecendo em seus braços. - vou chamar um médico, faz tempo
que está assim... - ele ajuda ela tirar a roupa e vê várias
manchas roxas em seu corpo.- está cheia de manchas , que aconteceu?
- Nada, pai... não lembro de teer batido. Dói-me tudo... devo estar
ficando resfriada...- seus olhos verdes comumente cheio de vida pouco a pouco
foi se apagando.
- Eu vou chamar o médico do quaarto andar para que pelo menos te examine...
Juan sai de sua casa e dirige-se ao elevador, e ao abrir a porta do mesmo, Luciana sai dele e se encontra com o zelador bem nervoso.
- Boa noite
Juan.
- Boa noite.
- Está acontecendo algo?- perguunta preocupada pelo nervosismo do homem.
- É Andy... está na camaa com febre, está indisposta.. não
sei o que tem...
- Acalme-se, espere que vou abrir a poorta para meu irmão, e já
conversamos.
- Faça-me um favor, senhorita eeu estava indo procurar o doutor do quarto
andar, você não poderia ficar um momento com ela?
- Claro, eu vou.
Luciana correu até a porta de entrada e abriu para seu irmão.
- Hei -
cadê meu beijo.
- Oi louquinha.
- Fran, olha tenho que ficar um momentto com a filha do zelador que está
doente, seu pai foi chamar o médico. Toma minhas chaves e espera-me em
casa que logo eu subo.
- Tudo bem, não tem problema....
Luciana
entrou na pequena casa, a cozinha era confortável tinha uma cama
de solteiro, um armário cheio de pequenos adornos, a geladeira e à
esquerda uma cômoda com 2 gavetas com mais tranqueiras encima. Em suas
costas tinha um relógio e a mesa com a televisão.
À direita ficava o quarto de Andrea, pequeno e em ordem, uma tv em cima
de uma cômoda
com 3 gavetas, a mesa com o computador,
um pequeno relógio e a cama. O que mais lhe chamou a atenção
era a quantidade de golfinhos que enfeitava o quarto, alguns eram de cerâmica,
vidro, fotos, adesivos.
Entre os lençóis estava a pequena mulher. Seu cabelo estava úmido e grudado na cabeça. Luciana se aproximou da cama e tocou-lhe a testa, a temperatura era alta. Uns olhos verdes abriram-se pelo contato e deu de cara com uns celestes que a olhava . Ao princípio não a reconheceu, mas quando sua mente processou a informação, um sorriso se desenhou em seu rosto cansado e suado.
- Oi disse
a morena tranqüilizou-a. -como se sente?
- Oi... estou mal... e meu pai?- se deescobriu e a alta mulher pôde ver
vários hematomas em seu braço.
- Foi chamar o médico e pediu-mme que ficasse de olho em você até
ele voltar... vou pegar alguma coisa para baixar sua febre.
Foi até a geladeira e pegou alguns cubos de gelo e colocou-os dentro de uma vasilha, e no caminho de volta para o quarto pegou uma toalha e alguns panos que encontrou sobre uma cadeira, provavelmente para passar ou guardar.
- Me deixa
colocar isto em você. - retirou o lençol e notou que ela estava
só com as roupas intimas, amarrou um pano com gelo picado em sua testa,
e colocou outro embaixo dos braços. - Andrea, você está
com os gânglios inchados, deve estar com uma grande infecção.
- Faz vários dias que est&atildde;o assim... pensei que poderia ser gripe
ou algo parecido.
- Eu acho que você precisa ir aoo médico para que te examinem melhor.
Pode ser perigoso.
A voz do zelador interrompeu-as, o doutor entrou trazendo sua maleta e a saudou com um gesto.
Luciana ficou apoiada no batente da porta enquanto o médico a examinava.
Ela suspeitava que algo mais grave estava acontecendo com essa garota. Luciana
trabalhava para uma Fundação/clínica que se especialista
na área de oncologia. Onde estudava, mesmo estando no primeiro ano, pode
deduzir mais ou menos o estado da jovem. Ela tinha visto muitos casos parecidos.
Mas não podia ter certeza.
Juan se virou para ela e a olhou com lágrimas nos olhos.
Ela se aproximou dele e colocou sua mão no ombro e apertou suavemente.
O médico ficou um bom tempo examinando-a. Depois colocou de novo o gelo nos lugares correspondentes. E levantou-se.
- Olha
Juan, eu a internaria para fazer alguns exames... parece algo sério.
Pela quantidade de dias que ela me disse que está com os gânglios
inchados, os hematomas no corpo. Não quero te preocupar mas acho que
é sério. Por que amanhã não a leva para a clínica
e a internamos para fazer uma bateria de enxames.
- Não posso doutor, não posso pagar... não tenho convênio.
- Então deve procurar um ;hospital público.
- Está bem. Obrigado.- Juan virrou para Luciana e sorriu e agradeceu,
por ficar com a filha.
- Não foi nada... se nãoo precisa mais de mim... vou indo.
- Eu também já vou , e ccontinua colocando o gelo até que
ver que a febre baixou. Não lhe dê nada só água.
Até que procure um hospital. Qualquer coisa me chame.
- Boa noite...
- Até amanhã.
A morena e o doutor subiram no elevador e se olharam.
- Leucemia
ou algo parecido, não é? Encarou o médico olhando dentro
de seus olhos ao fazer a pergunta.
- Acho que é, tem todos os sinttomas.
- Imaginei. Estudo e trabalho na FUNDAALEU... vejo muitos casos.
- O pior é que é um trattamento longo e caro... e em alguns casos
é preciso fazer um transplante. Não sei se poderão salvá-la...
não tem muitos recursos.
- Vai salvar-se, é uma menina fforte... sei que vai ficar bem...quanto
ao dinheiro não se preocupe... vão conseguir.
- Deus a escute.
*****
Luciana procurou as chaves nos bolsos e lembrou-se que tinha dado a seu irmão. Tocou a campainha e Argo latiu.
- Que foi
porque demorou tanto? - disse de supetão ao abriu a porta.
- A filha do zelador está doentte, parece que é grave.
- Sério?- o rapaz tinha oolhos azuis iguais aos de sua irmã
procuravam respostas. - O Que ela tem? Já viu como ela é linda?
- Não sabem ainda mas o m&eacutte;dico do quarto andar e eu, estamos quase
certos que é Leucemia... tem todos os sintomas.
- Uuuuhhh, é complicado ? o rappaz foi até sua irmã que
tinha sentado no sofá da sala e lhe ofereceu um copo de suco.
- Muito complicado. - sua mente voltouu ao quarto da pequena, a forma em que
se sentiu ao vê-la naquele estado e de como tinha reagido seu corpo ao
sentir o contato com sua suave pele, nos lugares onde a tocava para colocar
o gelo. Seu coração disparou e encolheu quando o médico
quase confirmou suas suspeitas.
- Luciana... Lucyyyyy- a voz de seu irrmão a tirou de seu pensamento.
- O... que?- Seu rosto corou.
- Hei, em que estava pensando que ficoou vermelha?.
- Em nada, vamos jantar, estou com fomme, e ainda temos uma conversa pendente.
Ambos se levantaram e foram até a mesa, já posta pelo rapaz.
*****
- Vamos
filha... tem tomar isto..- Juan estava sentado na cama tentando que Andy tomasse
um pouco de sopa, para ganhar forças... mas era impossível.
- Não quero meu estô;mago está revirando.
- Só um pouco mais...
- Andrea se afundou nas mantas e fechoou os olhos. A febre estava tão
alta que a deixou inconsciente.
- Andy... Andy?... Andrea fala comigo - o pai começou a sacudi-la mas
não encontrou resposta.
Saiu correndo e foi para o elevador, parou no quinto andar e bateu na porta com a letra "A". Um rapaz moreno, alto e de olhos azuis abriu a porta e pegou na colera do animal que pretendia sair.
- Desculpe
a hora, sua irmã está?.
- Sim vou chamá-la... Lu... esttá acontecendo alguma coisa?
- Juan... que foi?- A morena tinha esccutado a voz nervosa do homem e em dois
passos estava parada ao lado de seu irmão.
- É Andy... preciso de sua ajudda. Estou tentando acordá-la mas
não acorda...
- Meu deus... vá procurar o m&eeacute;dico, que vou para sua casa.- a
morena calçou-se as sandálias e correu até o quarto- Fran
vamos ter que deixar esta conversa para outro dia.
- Quer que eu faça alguma coisaa?- a morena lhe deu uma cópia das
chaves.
- Fecha ao sair.
Luciana desceu correndo as escadas e dirigiu-se para a portaria, o homem tinha deixado a porta aberta, entrou e encontrou a Andy, com os olhos fechados.
- Andrea?-
Luciana sacudiu seu ombro mas não teve resposta- Vamos pequena... tem
que reagir... - A morena procura desesperada algo para a fazer acordar, encontra
sobre uma estante um frasco de perfume. Aproximou-o do nariz, e lentamente Andrea
abriu os olhos e os focou nos de Luciana - Oi.
- Oi...
Juan entrou com o médico e examinou-a. O médico, levantou-se e pegou o telefone.
- Oi...
Aqui é o doutor Traverso, preciso internar uma paciente que está
a caminho... se presume Leucemia.
- Leucemia?- Juan se alarmou e seus ollhos encheram-se de lágrimas.- mas...
- Juan, prepare os documentos e vista--a que eu os levo.- disse o médico.
- Vou com vocês, me dêem aalguns minutos... vou pegar minhas coisas.-
a garota saiu correndo pela porta.
*****
A clínica já estava a espera da nova paciente.
Algumas pessoas de branco deu-lhe as boas-vindas. Um grupo de médicos
encarregaram-se de atendê-la. Eles sabiam que seriam duras semanas de
enxames de sangue, plasma e algumas punções na medula óssea.
Luciana ofereceu sua ajuda e o resto das pessoas do edifício também. Ela se sentia "ligada" aquela pequena loirinha... um sentimento que queria reprimir, aflorava cada vez que a visitava na clínica.
Luciana estava na aula, quando tocou seu celular.
- Olá...
- Olá, sou eu Juan - a voz era triste e chorosa.
- Juan, que esta acontecendo.
- Confirmado... Leucemia.
- Meu deus .. sinto tanto...
- Não sei o que fazer.
- Acalme-se, escute, quando terminar aa aula vou para a clínica. O médico
falou com você?
- Sim, já me disse todos os traatamentos que terá que fazer. Vai
ser muito duro...
- Sei... em algumas horas estarei ai.<
Aquele mês de dezembro estava sendo terrível. O trabalho na clínica tinha aumentado em vez de diminuir,mesmo as aulas já terem terminado , o trabalho a mantinha horas que ela preferia passar com Andrea.
Luciana
chegou na clínica, pegou o elevador que levaria para o 2º andar
quando este parou, e abriu as portas para ela sair, a morena viu seu zelador
falando com um par de médicos, provavelmente seriam os médicos
da tarde.
Foi até o grupo e pôde reconhecer nele um de seus professores da
fundação. Esperou que terminassem de dar as últimas notícias
e quando se retirava decidiu falar com ele.
- Olá Juan... - o homem saudou à mulher- espere-me um segundo.
- disse enquanto saía atr&aacutte;s do médico.
- Dr. Farías... - o médiico se virou e observou-a.- Luciana Solda...
estudo em FUNDALEU, e trabalho lá também.
O homem reconheceu-a e estendeu sua mão.
- Bem que seus olhos me pareceu conheccidos.- disse com um sorriso.- O
que faz aqui?... Veio visitar algum familiar?.
- Uma amiga... justamente com o homem que falavam é seu pai.
- Ahhh, a paciente Andrea D´Anillo.
- Sim, Como ela está ?- O m&eaccute;dico olhou-a nos olhos e negou com
a cabeça.
- Muito mau... a doença j&aacutte; está avançada. Devemos
agir rápido...
- Dr... eu estava pensando... ser&aacuute; que não é possível
transferi-la para à fundação... o pai dela não poderá
pagar o tratamento. Você poderia tentar.
- Vou tentar... eu prometo.
- Obrigado - A morena sorriu de forma franca e estendeu a mão para
seu professor.
Luciana se uniu ao pai de Andrea do lado de fora do quarto esperando a enfermeira sair.
- Falei
com o médico, há uma possibilidade de transferi-la para a Fundação.-
o homem que olhava para o chão, levantou os olhos verdes e olhou para
Luciana.
- Mas... e o dinheiro...- disse preocuupado.
- Com isso não se preocupe, eu vou ajudar...
- Não! não posso permitiir...
- Juan... quero fazer.
A enfermeira saiu do quarto e consentiu quando lhe foi perguntado se podiam entrar.
- Entre
você... eu estava com ela até agora a pouco - disse com um sorriso.
- Obrigado.
Luciana
levantou-se e foi em direção a porta, abriu lentamente e uma luz
branca iluminou o quarto.
Quando entrou viu aparelhos por todos lados e uma cama alta com barras nas laterais
e o pequeno corpo de Andrea, a pequena mulher estava meio sentada, e olhava
para a janela. Um lençol branco cobria sua nudez, em ambos os braços
tinham conectados soros, por onde lhe forneciam os medicamentos, que não
fazia muito efeito.
A mulher
entrou e até Andy, virou a cabeça devagar e olhou para Luciana,
um pequeno sorriso surgiu no rosto dela, olheiras profundas destacava ainda
mais sua palidez. Andrea respirava por um tubo conectado em seu nariz, para
receber oxigênio.
- Olá...- Luciana pegou a m&atiilde;o de Andy. - Como está hoje?
- Não sei - disse com voz roucaa, acho que pior à voz doce e alegre
que Luciana acostumava a escutar toda a vez que requeria os serviços
do zelador e era atendida por Andrea - me sinto péssima..
- Vai ficar bem, Andy... vai ser dif&iiacute;cil, mas vou estar ao seu lado para
ajudar-te.
- Que vão fazer? - Perguntou.
- São especialistas nesta doen&ça , não é?
- São muito bons...
- Luciana...- Andrea olhou para aqueles olhos azuis e perdeu-se neles.-
Estou muito mal?.
- Não sei... - mentiu.
- Acho que não quer me falar - Luciana desviou o olhar ao ver-se pressionada,
Andrea apertou a mão que ainda tinha enlaçada a sua e sussurrou:
Vou morrer, eu sei?
O coração
da morena sentiu uma tristeza enorme, sentou-se na cama e olhou para aquele
rostinho que pareciam ser tão puro.
Milhares de sentimentos passaram por seu corpo, pegou as mãos da garota,
observando as conexões em seus braços e os hematomas que aumentavam
por causa da doença.
Lágrimas formaram-se nos olhos verdes e descem por suas bochechas, em
segundos viu-se sendo abraçada , ela tentou retribuir mas o cansaço
de seu corpo e as dores lhe impediram.
- Andrea,
escuta-me... - a morena olhou às esmeraldas cansadas- prometo que não
vai te acontecer nada... entendeu... tem que ser forte... tem que ser forte...
eu vou te ajudar- voltou à abraçá-la.- juro por minha vida
que vou te ajudar.
- Sinto tanto medo - e começou a chorar, as palavras mal saiam.
- Sihhh, descansa... descansa. - Luciaana acomodou-a de novo na cama e permaneceu
acariciando seus cabelos até que sua respiração ficou pesada
e notou que ela tinha dormido.
Luciana depositou um beijo na testa da garota e saiu do quarto, Juan estava acompanhado de uma senhora baixa e loira, muito parecida com Andrea. Se aproximou e Juan apresentou-as.
- Srta.
Luciana... ela é Ângela, a tia de Andrea...
- Muito prazer - esticou sua mã;o e voltou-se para o homem- ... Juan,
pode dizer apenas Luciana ou Lucy.
- Está certo... como estáe; Andrea?.
- Assustada... perguntou-me se ia morrrer.
- Oh Deus - exclamou a mulher.
- Prometi-lhe que ajudaria a sair desssa.
- Obrigado Luciana... é importaante para ela...perguntou por ti a manhã
toda- informou o homem.
- Verdade? - estranhou.
- É sério...
Um calor
rodeou a alma da morena, um sorriso aflorou em seus lábios e seus olhos
brilharam.
A morena despediu-se e dirigiu-se rumo ao seu apartamento.
Já na garagem da clínica enquanto estacionava seu carro, um Corsa
preto, desligou o carro e apoiou as mãos no volante e deixou sair toda
a angústia que tinha em sua alma. As lágrimas escorriam amargas
por seu rosto.
O seu celular interrompeu seus pensamentos. Atendeu, se acalmou quando escutou
a voz de seu irmão.
- Olá,
maninho- disse enquanto secava os olhos.
- Como está? - perguntou.
- Bem e você?
- Bem... Lu... recebi outra carta... mmais fotos.
- Caralho!- exclamou a morena.
- Que quer fazer?- os irmãos tiinham combinado de conversar no dia que
Andrea foi internada e depois não voltaram a tocar no tema, cada um estava
ocupados com suas coisas e nem lembraram das fotos.
- Vou para minha casa... espero-te.
- Na clínica, vim ver a Andrea..
- Como está ela?
- Mal, Franco... muito mau.
- Tu acha que...?- deixou a frase no aar.
- Vou fazer tudo o possível parra evitar... prometi para ela
- Nos
vemos daqui a pouco.
- Te amo.
- Eu mais.
*****
Luciana chegou em casa, Argo recebeu-a como sempre, aos saltos e ladrando, a morena se agachou e a abraçou. A cadela aproveitou a situação e começou a lambê-la. A alta mulher levantou-se foi para a cozinha e lhe deu comida e trocou a água. Argo se aproximou dela balançando o rabo depois de comer.
A água quente escorregava por seu corpo tirando a espuma de seu cabelo e percorrendo por seus ombros, seu pescoço seus seios, para depois se perder no estômago e continuando a descer por suas longas pernas até chegar ao chão.
Depois
de aplicar o condicionador lava o resto do corpo e sai. Veste um jeans desbotado
e regata preta, e fica descalça, gosta de sentir um friozinho no pé.
Faz um frouxo rabo de cavalo e segue para a cozinha. Abre a geladeira e pega
algumas verduras para a salada, pega uma bandeja com frango e em seguida começa
a limpar e picar algumas verduras.
Arruma a mesa e aguarda a chegada de
seu irmão, enquanto isso coloca o CD de Celine Dion no som. Pega uma
taça de vinho tinto e vai para o sofá. Argo observa-a e começa
a chorar, seus olhos encontram-se com os de Argo, a morena palmeia sua perna
e com voz suave diz:
- Vêem...
- a cachorra vai correndo balançl;ando o rabinho e se senta em frente a
sua dona. Luciana acaricia a cabeça de sua cachorra e relaxa. Argo pode
sentir o ânimo da morena, levanta-se e põe a cabeça em sua
perna , e chora. Luciana abre os olhos e olha para sua "pequena",
as lágrimas começam a cair.- Deus - sussurra. Faz parar esses
sentimentos.
Desde que Andrea foi internada, a cada dia que passava seu
coração ia se encantando cada vez mais por essa "menina",
e ao vê-la hoje na cama com todos aqueles aparelhos, coisa que não
tinha ontem, seu coração se partiu em mil pedaços. Espero
que a aceitem na fundação...
A campainha toca a tirando de seus pensamentos, olha ao seu lado e encontra-se com Argo, apoiada em sua perna e observando-a. Sorri e passa a mão pelas orelhas da cachorra.
- Obrigada Garota...
Levanta-se
e pega as chaves e atende o interfone e ouve uma voz masculina.
A morena
abre a porta e vira-se para olhar Argo.. ela está parada a uns passos
dela e sua cara a faz rir... quer sair né. Pega a corrente faz-lhe um
gesto com a cabeça.
- Após
tudo também tem que ir no banheiro, não é?
Argo sai
correndo pelo corredor e para diante da porta do elevador. Uns segundos depois
sai correndo pelo longo corredor que a levaria para a rua. Agita-se e fica rodando
em volta quando chega na porta, Lucy a prende a corrente na colera e abre a
porta.
- Hei,
calma, calma... -Franco agacha-se e acaricia à cadela, E em seguida olha
a sua irmã... nota os olhos vermelhos e a angústia em sua voz
quando o cumprimentou.
- Oi... - Franco abre os braços e a abraça.
- Não gosto de ver você aassim... - Seus olhos se encontram - vamos
dar uma volta.
Depois de que Argo faça suas necessidades e se confraternize com os cães na praça. Luciana decide voltar. Franco só a segue. Não conseguiu tirar nada dela... mas sabe que no refúgio de sua casa, a forte e reservada morena, cederá.
A mesa já estava posta e a salada ficou no centro, e o frango ao lado de uma garrafa de vinho que estava encarregada de umedecer e perfumar os sentidos de ambos.
Luciana
trocou a música e se sentou ao lado de seu irmão caçula,
pega um pouco de salada e leva a sua boca.
Franco observa-a e espera que a morena rompa o gelo.
E foi o que aconteceu...
- Não
estou bem... é que hoje aconteceu algo.- se desculpou.
- É
Andrea, não é?- perguntou o rapaz.
- Sim... está mal...
encontrei-a cheia de cabos e tubos. - Franco pega a mão de sua irmã
e aperta-a.- perguntou-me se ia morrer, Fran...
- Pelos deuses - exclamou.-
mas não disse a verdade?
- Não sei... isso é o pior...
estou estudando para ser médica e não sei...
- E aí
disse o que para ela?- perguntou enquanto tomava um gole de seu vinho.
-
Prometi-lhe que ia ajudá-la a sair dessa.
- Bom... acho que ela precisa
de apoio.
- Amanhã me darão a resposta se poderá se
tratar na fundação. - Franco a encarou - é que pedi para
um professor tentar arrumar uma vaga para ela.
- é melhor rezar então.
- Franco levantou-se da mesa e pegou dda mochila um envelope. Passou para sua
irmã e esperou ela ver- Agora temos que falar disso.
Lucy olhou as fotos e sorriu de lado. Ergueu a sobrancelha quando viu uma onde entrava na sua casa com outra mulher.
- Que quer
saber Franco?... Acho que já é grandinho - disse sarcasticamente.
- Já... sim?.
- Sim, mas issto e levantou as fotos - já não
existe... acabou.
- Então...?
- Então nada, ... deve ser ela - Lucy se levantou
e trouxe uma nova garrafa de vinho.- Terminei com ela... disse que não
queria ficar mais com ela, mas parece que ela não entendeu. A mãe
ou pai viram-nas?.
- Não, mas quase... interceptei Bruno quando levava
a correspondência para o papai.
- Acho que devo falar com ela.
-Euu vou continuar atento.- disse com um sorriso
de lado igual de sua irmã.
- Obrigado.
- Lu... - o garoto ficcou um pouco envergonhado- Quanto tempo
faz que é?.
- Não sei... acho que desde sempre. Faz pouco
tempo que assumi... depois que terminei com o Roberto e entrei na fundação.
Ela estuda lá.- explicou.
- Ahhh, mais...
- Não se preocupe
Franco, não se herda... é uma eleição de vida, não
uma doença.
- Se liga Lu... só me custa acreditar que é
assim ... é tão feminina.- disse num sussurro.
- Deverá
ter cuidado...- Franco olhou-a não entendendo- Com sua namorada... é
realmente bonita - disse séria, mas por dentro estava querendo rir ao
ver a cara de seu irmão.
- Eiii, não falei sério?-
"por que ainda é tão inocente", pensou a morena antes
de ceder a sua vontade de rir.
- Tinha que ver a sua cara...- a morena se
entregou ao riso.
- Nem ouse pensar nisso....- Franco começou a
rir e alegrou-se que sua irmã também estava rindo.
*****
Duas semanas se passaram desde a última conversa com Franco, Luciana falou com Marina sua ex, e advertiu-lhe que a deixasse em paz, a mulher concordou, mas Luciana não acreditou muito.
Andrea
por fim tinha sido transferida para à Fundação onde
era atendida por especialistas em sua doença.
A doença tinha estacionado graças aos fornecimentos dos medicamento,
mas isto não era suficiente, tinham descoberto que as células
afetadas se adaptavam rapidamente aos medicamentos e isto tinha levado aos médicos
a aplicar uma terapia mais agressiva.
Andrea receberia hoje a primeira das dez sessões de quimioterapia programada.
Luciana
chegou ao centro às três da tarde, vindo de sua aula, cumprimentou
cada pessoa que conhecia. Foi até a sala onde ficava seu armário
e tirou a sua jaqueta e colocou seu jaleco branco.
Caminhou até o elevador e pressionou o número cinco uma vez.
Quando saiu deste virou para a esquerda e de novo até passar quatro portas
de madeira escura. O número 523 fez brilhar suas pupilas e abriu a porta
com cuidado.
A figura de Juan, parado em frente à janela, olhando através dela
lhe impactou, o rosto do homem estava mostrando muito cansaço e a falta
de sono se percebia pelas olheiras que circundava seu rosto.
- Oi...
- disse num sussurro, o homem se assusstou e virou-se para encará-la.
- Bom dia- ele deu a volta e chegou perto de Andrea que dormia
por causa dos calmantes e estendeu a mão para a morena.- Obrigado por
vir.
- é o mínimo que posso ffazer.- Luciana se aproximou da cama e
acariciou a bochecha de Andrea.- A que horas a levaram para a quimio?.
- Às cinco...- A morena consulttou o relógio, faltava duas horas.
- Juan, tenho que fazer um par de coissas, retornarei mais tarde, qualquer coisa
pode me procurar na recepção?.
- Sim, senhorita.
Luciana abaixou-se e beijou a testa suada da jovem, se aproximou de seu ouvido e sussurrou.
- Não se preocupe Andy, eu estarei a seu lado.- e em seguida voltou a beijá-la, desta vez na bochecha próximo dos lábios.
Luciana saiu rumo à sala dos médicos. Quando chegou bateu na porta branca. Uma enfermeira atendeu e olhou-a de cima a abaixo. A morena ergueu uma das sobrancelhas pela ousadia e disse com voz firme.
- Desejo
falar com o Dr. Farías... por favor- a mulher de cabelos vermelhos e
brilhante consentiu e fechou a porta em sua cara.- Vai ver quando eu for um
deles, sua idiota...- alguns segundos o homem saiu pela mesma porta e encontrou
com Luciana- Dr. Farías.
- Srta. Luciana...- o homem estendeu aa mão que foi retribuído
com o mesmo gesto.
Está
precisando de alguma coisa?
- Desculpe se estou te incomodando, euu queria falar sobre a quimio que a paciente
do quarto 523 vai fazer.
- Sim, daqui algumas horas vou prepar&á-la...
- Sei... é que eu queria pedir--lhe um favor...
- O homem a olhou atento - e dissse: acho que sei o que quer.
- Sério? - perguntou surpreendiida.
- Quer participar em seu tratamento.... quer ajudá-la nas terapias...
como dizer...- ficou pensando - ser sua enfermeira pessoal.
- É isso...
- Está bem, Luciana é umma ótima estudante e uma excelente
pessoa... e se acha que pode com isso...
- Sim Doutor, ela é minha amigaa e precisa... sei que uma enfermeira pessoal
sai caro e eu... bom poderia fazer de graça. Moramos no mesmo edifício
e quando Andrea sair poderei acompanhar seu estado mais de perto.
- Parece-me uma boa ideia... Bom se quuer começar, poderá ajudar-me
a prepará-la, assim vai se familiarizando com os aparelhos e ela não
vai ficar tão aterrorizada.
Ambos caminharam
pelo corredor e pegaram o elevador que os levaria até sala onde aplicavam
a quimioterapia, geralmente eram pacientes do ambulatório que faziam
ali, mas os que estavam internados eram levados em sua cama.
Assim que arrumaram um lugar para colocar Andrea e outro médico trouxe
todo os medicamentos e os químicos necessários para começar
a sessão, só faltava a paciente.
Luciana subiu acompanhando ao Dr. Farías, para buscar Andrea.
Quando entraram ao quarto a pequena mulher estava acordada e falava com seu
pai. As cortinas estavam abertas para entrar o sol. Seus olhos verdes brilharam
ao ver Luciana e um pequeno sorriso assomou em seus lábios partidos.
- Oi...
- sussurrou. O médico sorriu aoo ver o brilho quando apareceu a morena
no campo visual de sua paciente.
- Olá princesinha... - disse o Dr.- Andrea sabe o que faremos?.
- Sim doutor... estou de acordo... s&ooacute; quero ficar boa.
- o médico pegou um pacotinho ccom uma agulha descartável para
que pudesse receber remédios, fez sinal pra Luciana para que o
ajudasse - Lucy, quero que encontre uma veia para inserir isto.
- Está bem. - Luciana pegou comm cuidado o braço esquerdo da pequena
e apalpou até encontrar o que procurava, inseriu a agulha e prendeu com
fita crepe. - Pronto... Doeu?. - perguntou meio envergonhada.
- Não, nem senti... tens boas mmãos.- a morena corou levemente
e sorriu-lhe.
- Bom, Senhor D' Anilo... daqui a poucco virão pegá-la para fazer
a quimioterapia, você poderá observar do lado de fora.
- Mas vai ficar sozinha? - perguntou.<
- Não, Luciana ficará coom ela o tempo todo. Foi designada sua
enfermeira pessoal, sob minha responsabilidade, todas as dúvidas que
tenham...- olhou para Andrea - podem perguntar a ela ou a mim. Alguma dúvida?
- Não, Doutor, muito obrigado -- Juan estendeu a mão para o médico
e uma lágrima escapou de seus olhos verdes - Obrigado por tudo o que
estão fazendo por ela.
- É nosso trabalho... - Voltou--se para Andrea. - Bom princesa alguma
pergunta?
- Bom eu queria saber... ouvi que a quuimio... - Andrea além de cansada
estava com medo, mas sabendo que Luciana estaria com ela ficou um pouco
mais calma e o que queria perguntar era tão insignificante que se calou.-
não importa...
- Sim importa... vou te explicar.. comm o decorrer da terapia vai perder o cabelo,
vai ficar muito pálida, vais ter náuseas e vômitos e vai
amaldiçoar todo mundo, porque seu humor vai estar bem abalado... quer
saber uma coisa?- Andrea olhou-o expectante.- nós os médicos estamos
acostumados com isso, para mim, para seu pai e para Lucy, vai estar tão
bonita como quando te conhecemos, sabe por que?
- Não... - disse , o méddico se aproximou e pegou a mão
de sua paciente.
- Porque dentro de muito pouco tempo vvai estar recuperada, e tudo isso vai passar.
O seu cabelo, vai voltar a crescer mais forte do que nunca. Entendeu?
- Sim... é que tenho medo... - admitiu.
- Sei, mas estamos aqui para ajudar-tee.
A porta foi aberta por duas pessoas que vieram buscar Andrea à sala. Juan foi o primeiro a sair e esperar o elevador. Depois o médico e quando Luciana estava saindo Andrea a deteve pegando em sua mão.
- Luciana...
quero te agradecer... não tinha que...
- Não... tinha sim que ... n&attilde;o sabe o quanto és importante
- surpresa com as próprias palaavras que saíam sem permissão
de sua boca a morena de olhos azuis parou . Andrea apertou a sua mão
e olhou-a nos olhos.
- Você também é immportante para mim... - azul e verde se
fundiram em milésimos de segundos e só se atreveram a se separar
quando um dos enfermeiros perguntou se podiam ir.
- Vamos... - Andrea saiu do quarto junnto à morena, que não a soltava
em momento algum. O calor que irradiava da mão de Luciana lhe dava força
suficiente para enfrentar o maior problema de sua curta vida.
Já
estava escurecendo, Andrea está deitada e ao seu lado Luciana que pega
em sua mão, olha-a e Sorri-lhe. Está recebendo a primeira sessão
de quimio, os medicamento entram por sua veia e percorrem o corpo. É
a primeira de muitas que virão.
A morena sabe que virão tempos difíceis, só espera que
esse anjo que lhe segura a mão seja forte.
Andrea gira a cabeça para perder-se naquele oceano de águas calmas.
Aperta a mão dela e lhe devolve o sorriso.
- Promete
que nunca me deixará sozinha..- sussurra.
- Nunca vou te deixar sozinha... semprre estarei a seu lado.- afirma.
*****
Fim da primeira parte.