MINHA QUERIDA INIMIGA
PARTE 10
-Agora eu preciso ir, meu amor.Eu sei que prometi
passar a noite com você, mas estou preocupada com Roberta. Sawer foi para um
flat e ela está em casa sozinha.Ela ainda está bem frágil, para ficar em uma
casa sozinha, à noite.
Bianca a fitou com um olhar terno, acariciando seu rosto.
-Entendo, Lauren. Mas quando vou poder ter você comigo a noite inteira, acordar
com você em meus braços? Esses encontros nossos não são o bastante para mim. Eu
quero viver com você, saber que vou chegar em casa e ter você à minha espera,
amor.
Lauren apertou-se contra ela, suspirando.
-Muito em breve, espero, querida. Primeeiro é preciso que Roberta aceite você
como minha companheira. Ela também irá morar com nós duas, e isso precisa ser
trabalhado.
Bianca fez cara feia, desanimada.
-Já vi então que nunca vamos conseguir morar juntas! Roberta não vai querer
morar comigo sob o mesmo teto!
-As coisas podem mudar assim que ela see interessar por alguém, Bianca. Vamos
ser otimistas. Agora, tenho que tomar um banho rápido para tirar esse cheiro de
sexo do corpo e ir para casa - Disse, se levantando.
Bianca se ergueu também.
-Vou tomar com você.
Lauren riu, dizendo:
-Nada disso, ou esse banho vai durar hooras!
Correu para o banheiro, linda e nua, trancando a porta.
Bianca suspirou, conformada. Sabia que ela tinha razão.
Quando Lauren chegou em casa, viu Roberta
sentada na sala vendo tv. Ela a com um olhar malicioso, dando uma olhada no
relógio de parede.
-Uau, está com uma vida social intensa,, mamy. Já jantou?
-Sim, filha. E você?
-Mary fez uma lazanha, mas eu estava seem fome. Comi um sanduíche com um copo de
suco.
Lauren se sentou ao lado dela, no sofá.
-Precisa se alimentar melhor, Roberta. Você perdeu muito sangue e...
-Mãe, pare de me tratar como uma criançça! Já tenho dezoito anos, e já sou
mulher! - Cortou Roberta, em tom impaciente.
Lauren a fitou com a testa franzida, com um ar grave.
-Tem razão, Roberta. Precisamos ter umaa conversa sobre tudo isso. Os últimos
acontecimentos mudaram tudo.
-Que acontecimentos?As decepções que euu sofri, ou você ter se apaixonado por
Bianca? - Jogou ela, encarando-a acusadoramente.
Lauren empalideceu, sentindo-se como lhe houvessem jogado um balde de água
gelada. Olhou para Roberta sem voz, vendo-a sorrir com sarcasmo.
-Pensou que eu não iria descobrir? Eu nnão sou tão idiota como pensa, mãe! Eu
sei! E sei que foi encontrar-se com Bianca hoje! Vamos, diga que é mentira!
Diga que estou imaginando coisas!
Lauren respirou fundo, procurando acalmar-se,
e falou com aparente calma:
-Então, já sabe. Como soube, Roberta? EEu estava esperando você sair dessa fase
difícil para lhe falar sobre o que há entre eu e Bianca. Mas parece que alguém
já andou enchendo seus ouvidos contra eu e ela.
-Ninguém encheu meus ouvidos, mãe. Eu ssimplesmente ouvi uma conversa sua com
Bianca no telefone. E descobri que você também caiu na conversa dela. A minha
mãe, que eu considerava uma mulher sábia, que sabia o que era melhor para mim,
se deixou também cair na lábia de Bianca Lancini! E ainda quer dar-me
conselhos, mãe?!
Bianca fitou a filha com indignação.
-Roberta, eu até entendo sua reação, maas devo dizer que você está errada sobre
Bianca! Ela é uma pessoa maravilhosa, eu apenas enganei-me sobre algumas coisas
sobre ela...
-Então, agora acha Bianca maravilhosa?!! Mãe, você está cega pela paixão! E ela
virou sua cabeça, seduziu-a como fez comigo! Como pode ser tão boba? Bianca a
está usando, do mesmo modo como usou-me!
-Não, filha! Foi tudo um lamentável enggano meu! Eu vou contar à você tudo, e
você vai entendê-la! E entender-me também!
-Não quero saber de nada! - Gritou Robeerta, com os olhos faiscando - E só vou
falar com você, quando cortar relações com aquela vadia!
-Roberta!Escute-me!
Mas Roberta saiu da sala em passadas largas e
foi para seu quarto, entrando e batendo a porta.
Roberta se trancou em seu quarto e se jogou
na sua cama, abraçando o travesseiro.
Merda! Havia chegado em casa cheia de boas intenções, depois da conversa com
Claire!Mas ao ver sua mãe chegar com aquela expressão no rosto de felicidade,
suas boas intenções foram pelo ralo.
Envergonhada, reconheceu que havia sentido inveja daquela
felicidade. Como sua mãe ousava ser feliz com Bianca, se ela a havia sido
descartada pela volúvel mulher? Sua mãe era mais desejável que ela? Mesmo sendo
muitos anos mais velha? E ela? Por que ninguém a amava, querendo ficar com ela?
Nem, Bianca, nem Martine...
Lembrou de Claire. Um sorriso involuntário veio aos seus lábios. Ela era uma
mulher tão atraente como Bianca. Aqueles olhos verdes tinham uma expressão tão
sedutora...e parecia ser uma pessoa bem legal. Claire estava interessada por
ela. Notara os olhares em seu corpo, em seu rosto, com expressão apreciativa.
Pois
iria sair com ela no dia seguinte, ia ser interessante provocar aquela mulher,
seduzí-la...afinal, já estava em tempo de virar esse jogo. Em vez de ser
seduzida, ela seduzir alguém. Devia ser muito bom. Claire tinha um jeito tímido
encantador.
Bem, ia ter uma nova conversa com sua mãe no dia seguinte. Faria um acordo: sua
mãe não se meteria na sua vida amorosa, nem ela se meteria na de sua mãe.
Lauren acordou e foi tomar seu banho matinal
cheia de preocupação. Roberta agora sabia de sua relação com Bianca e estava
revoltada. Não estava aceitando o fato, como já achava que iria acontecer.
Tinha que abrir-se com ela totalmente sobre seu passado, para ela entender
melhor a sua relação.
Com os nervos tensos, tomou o banho, vestiu-se e foi para a cozinha. Mary já
havia chegado para o trabalho e a olhou surpresa, acabando de fazer um suco no
processador.
-Bom dia, senhora Sawer! Acordou cedo!
-Bom dia, Mary.Mas devo dizer que não ddeve chamar-me mais de senhora Sawer, meu
marido pediu-me o divórcio e já saiu de casa, então não faz mais sentido
tratar-me assim.
Mary a fitou constrangida.
-Oh...eu sei...ele ligou ontem, mandanddo eu preparar as malas dele. Um
empregado veio buscar.
Lauren ergueu a sobrancelha, servindo-se de uma xícara de café da cafeteira.
Estava como sempre elegante, com saia de lã cinza em corte reto e blusa preta
de malha, que realçava seus cabelos louros.
-Ah. Mary, eu sei que você trabalha parra Sawer há mais de quinze anos. E
naturalmente, vai continuar trabalhando.
-Bem, senhora...não sei como poderei coontinuar, se ele saiu daqui.
-Não se preocupe. Eu vou sair daqui e eele vai voltar. Não vou ficar nessa casa
que pertence a Sawer. Pretendo sair daqui tão logo eu encontre um bom
apartamento para morar com minha filha.
-Oh...está bem, senhora...
-Rezzini. Vou adotar o nome do meu faleecido marido, novamente. Agora, vou
preparar um café da manhã para levar para minha filha.
-Eu a ajudo, senhora Rezzini.
Lauren entrou no quarto de Roberta com uma
bandeja com o café da manhã da filha. Sabia que Roberta adorava quando fazia
isso, e era uma boa coisa para iniciar uma séria conversa com a filha.
Roberta dormia ainda, com as cortinas ensombrecendo o ambiente. Ela colocou a
bandeja no aparador diante da cama e foi abrir as cortinas. Como sempre, quando
fazia isso, Roberta gemeu, acordando.
-Uhhhhh...mãe...não acha que é muito ceedo para acordar-me?
Lauren pegou a bandeja e se sentou na beira da cama, sorrindo.
-Trouxe seu café da manhã. Sanduíche dee queijo e presunto, ovos mexidos e suco
de morango.
Roberta se sentou na cama, sorrindo com afetação.
-Hummmm...tenho a impressão que aí por trás vem bomba!
-Roberta! Eu sempre fiz isso para você!! - Disse Lauren, com olhar magoado.
-Eu sei, mas não depois de eu ter discuutido com você.
Lauren a encarou séria, estendendo a bandeja para ela.
-Bem, coma enquanto conversamos.
Roberta pegou a bandeja e colocou sobre a mesinha de cabeceira.
-Prefiro conversar antes. Tenho coisas a dizer à você, mãe.
-Eu também tenho, filha. Coisas que nunnca lhe falei, mas agora são inadiáveis.
Você precisa saber de coisas aconteceram muitos anos atrás e que justificam
meus atos e os de Bianca.
Roberta a fitou atentamente. Nunca vira sua mãe assim. As mãos tremendo, um
olhar agustiado, parecendo com medo do que ia dizer.
-Bem, vou começar meu relato na época em que
eu era uma adolescente. Seus avós maternos, Roberta, eram pessoas simples, sem
muito estudo, religiosos fanáticos. Tudo que era moderno para eles, era produto
de satanás. E eu era muito reprimida por essas idéias deles. Eu não frequentava
festas, como minhas colegas de colégio, nem tinha amigas. Eu estudava porque
uma irmã de minha mãe era professora e havia insistido com meus pais para
deixarem eu estudar, senão eu não poderia fazer nem isso.
Roberta a fitava admirada.
-Mãe, nunca me contou isso antes! Só saabia que seus pais moravam em
Massachuset, e eram pobres!Que horror, eles serem assim tão antiquados! Agora
sei por que você me prendia tanto!Aprendeu isso com eles!
Lauren a encarou gravemente.
-Não foi por causa deles, Roberta. E siim devido à uma triste experiência que
passei. Tudo aconteceu depois que apaixonei-me por uma garota.
Roberta arregalou os olhos.
-Uma garota?! Apaixonou-se por uma garoota?!
-Sim. Uma garota que foi o primeiro e úúnico amor de minha vida. Essa garota era
Bianca. Ela era uma colega de classe minha, mas ela nem parecia saber de minha
existência, cercada por um monte de bajuladoras. E eu, apenas a olhando de
longe, apaixonei-me perdidamente.
-Uau! - Disse Roberta, altamente surpreesa.
Lauren a encarou.
-E o dia que Bianca falou comigo, quasee desmaiei de emoção. Foi numa tarde, no
clube da cidade, frequentado pelas socialites locais. Eu vi Bianca chegar com
uma garota e fiquei cheia de ciúmes. Ela estava tão linda, com uma blusa branca
de algodão solta sobre o short e de sandálias, o negro cabelo preso em um rabo
de cavalo...
-Mãe, esqueça esses detalhes da aparênccia dela e continue a contar o que houve!
-Pediu Roberta, impaciente de ansiedadee.
Lauren suspirou.
-Está bem. Vou ser mais objetiva.
Lauren a encarou gravemente.
-Sim. Quando eu soube que ela havia se metido com você, eu fiquei cega de ódio.
Eu decidi que ela não podia ficar impune pelo que havia feito à você. E fui à
casa dela armada.Ela abriu a porta com a corrente de segurança e não queria
deixar-me entrar, mas eu a ameacei de fazer um escândalo e ela deixou-me
entrar.
-E o que aconteceu? - Perguntou Robertaa, com os olhos arregalados.
Lauren contou. Suas acusações à Bianca do seu estupro, de ter se metido com
Roberta, e a negação de Bianca sobre sua participação no estupro. A tentativa
de Bianca se apossar da arma, a luta, o ferimento de Bianca.Depois, os esclarecimentos,
com Bianca negando sua participação no estupro e dizendo que Louise quem havia
chegado à festa com Link e o amigo.
-Imagine meu arrependimento e surpresa,, Roberta. Bianca era inocente! Havia
sido Louise quem se fez passar por ela, e eu havia odiado por anos a pessoa
errada! O ódio se esvaiu de meu coração e eu passei novamente a olhar como uma
pessoa, não um monstro de maldade. E aos poucos, ao voltar para casa, fui
sentindo o meu amor por ela renascer. Bem, renascer não é o termo certo, porque
eu acho que esse amor nunca morreu, apenas ficou sufocado pelo ódio. Ele veio
novamente à tona e eu procurei abafá-lo, mas quando você foi procurar Bianca e
chegou em casa transtornada, eu fui procurá-la mais uma vez, para saber o que
havia acontecido. E ela foi muito honesta comigo. Não me escondeu que beijou
você, mas depois a mandou embora.
Lauren baixou os olhos.
-Eu a esbofeteei e quando dei por mim, estava nos braços dela, Roberta...nos
beijamos e senti que a amava, mas fugi dali, cheia de culpa por estar amando
quem você desejava, Roberta...eu... tentei resistir...durante dias...até que
você foi para Paris e não resisti mais...eu quem a procurei. E estamos juntas
desde esse dia. Eu amo Bianca muito, Roberta. É a única pessoa a quem amei e amo,
em toda minha vida.Eu...eu espero que você entenda, Roberta...nós nos
amamos...e temos o direito de sermos felizes, depois de tanto anos de
desentendimento.
Roberta pousou a mão sobre a da mãe, comovida por tudo que ela, passara. Sim,
sua mãe merecia ser feliz. E não seria ela quem iria impedir isso.
-Mãe...você tinha razão, quando disse qque tudo que eu sentia ia passar...em
Paris, eu tive uma experiência com uma mulher, como sabe...e eu senti por ela
tudo que eu sentia por Bianca.Fiquei tão transtornada por ela não me querer
mais, que tentei suicidar-me. A psicóloga conversou muito comigo no hospital e
esclareceu-me coisas que eu acho verdadeiras: Eu estou na fase inicial de
descobertas e experiências de minha sexualidade, e nessa fase, as paixões são intensas
e na maioria das vezes, explosivas, mas de curta duração. E isso aconteceu
comigo. Não sinto mais atração por Bianca. Eu fui procurá-la ontem à noite
apenas para tentar matá-la, quando descobri que ela estava com você.
Agora foi a vez de Lauren olhar para a filha
totalmente chocada.
-O QUÊ??!!
-Isso mesmo que ouviu, mãe - Disse Robeerta, suspirando e encarando a mãe, que a
fitava pálida e chocada - Eu achei que Bianca estava querendo fazer com você o
mesmo que fez comigo, isto é, usá-la e depois a descartar. E quis parar as
ações dela, matando-a.
-Meu Deus, Roberta! - Lauren pôde finallmente dizer - Você enlouqueceu? Queria
estragar sua vida para sempre? Matar Bianca! Você não pensou um instante sobre
a enormidade do seu ato? Matar uma pessoa! Ir para a cadeia! Meu Deus!
-Engraçado você me falar assim, você quue acabou de contar-me que foi ao
apartamento de Bianca tentar matá-la, quando soube que ela tinha me seduzido!
Lauren enrubesceu, desconsertada.
-Eu...foi diferente...eu estava...revolltada...
-E eu também! Mãe, não se preocupe, eu não fiz nada! Ela não estava em casa.E
imagino com quem ela estava...
Lauren fingiu não ouvir a última frase. Perguntou:
-O que aconteceu?
-Eu estava muito nervosa, à beira de umm ataque de nervos. E quando uma
desconhecida abriu a porta, eu fiquei mais nervosa ainda. Mal perguntei por
Bianca, e desmaiei.
-Desmaiou?! E o que aconteceu depois?!<
-A moça que atendeu-me foi muito legal.. Levou-me para a sala e colocou-me em um
sofá. Quando eu voltei à mim, estava deitada em um sofá da sala.
-A moça foi tão legal
comigo, mãe! Ela é um encanto de pessoa!Ela parece ser mais ou menos da mesma
idade de Bianca, mas é mais simpática! Ela tem uns olhos bem verdes, mais
escuros que os meus, cabelos bem negros, uma pele de bebê, e...
Lauren sorriu com malícia.
-Hummmm, não estou interessada nos atriibutos físicos da amiga de Bianca,
Roberta.
Roberta enrubesceu e prosseguiu, sem graça:
-Oh! Bem, eu comecei a chorar e confesssei que tinha ido lá para matar Bianca,
porque ela estava usando você, como havia feito comigo. Ela ouviu-me e disse
que eu estava enganada, que Bianca realmente está apaixonada por você.
Conversamos muito e ficamos amigas. Ela está aqui em New York há pouco tempo e
não conhece bem a cidade. Eu vou sair com ela hoje, vamos almoçar e depois vou
mostrar à ela alguns lugares interessantes da cidade.
Lauren continuou sorrindo, ouvindo a filha falar entusiasmada sobre a amiga de
Bianca.
-Hummmm...preciso conhecer essa moça. SSe ela é tão atraente assim, quero
constatar se é mesmo apenas uma amiga de Bianca.
-Mãe! Claire é mesmo amiga de Bianca! EEla é uma pessoa muito legal, você vai
gostar dela!
-Tudo bem, filha. Vou acreditar no seu julgamento. Breve vou convidar elas duas
para virem jantar aqui em casa, ok? Sawer não está mais aqui e podemos fazer
isso.Você teria problema em estar com Bianca?
-Não. Tudo foi esclarecido. Eu não estoou mais interessada nela e quero que você
seja feliz, mãe. Se ela gosta mesmo de você, não tenho nada contra. Vou
esquecer o passado.
Lauren abraçou a filha, comovida com as palavras dela.Talvez agora ambas
pudessem ser felizes.
Roberta aprontou-se e depois de muito tempo,
ansiosa para encontrar alguém sem um sentimento ruim dentro dela. Se olhou no
espelho cuidadosamente, observando o cabelo solto pelos ombros, o rosto sem
pintura, a blusa de malha branca, o casaco de couro negro, a calça cinza-chumbo
com as botas negras de salto alto. Estava bem, Claire iria gostar do que veria,
pensou sorrindo.
Lauren estava na sala lendo um livro e a fitou sorrindo.
-Hummmm...está elegante, filha.
Roberta sorriu, se inclinando e dando um beijo no rosto da mãe.
-Já estou indo. Não se preocupe comigo,, qualquer coisa eu telefono.
-Ok. Bom divertimento, filha.
Roberta sorriu, se dirigiu para a porta, abriu-a e saiu.
Lauren suspirou. Rezava para que Roberta ao menos ficasse amiga de Claire, para
ter uma companhia para se divertir. Não conhecia a moça pessoalmente, mas
Bianca lhe havia assegurado que ela era uma excelente pessoa, quando haviam se
encontrado na noite anterior.
O seu celular tocou. Lauren olhou o nome de quem chamava e sorriu feliz.
-Alô...estava mesmo pensando em você, aamor... - Disse, suavemente.
-Lauren...sabe o que aconteceu ontem, qquando nós estávamos no hotel? Roberta
veio aqui em casa com a intenção de matar-me! Claire contou-me, quando cheguei
em casa!
-Eu já sei, Roberta contou-me hoje. Eu ia ligar para você, só estava esperando
ela sair. Fique tranquila, que ela não vai mais fazer isso.
-Conversou o que, Lauren? Espero que ela não
tenha ficado com ódio de você também, por estar apaixonada pela mulher que ela
odeia.
-Bianca, Roberta não a odeia! Ela estavva era profundamente magoada e pensando
que você queria fazer o mesmo comigo, mas ela disse-me que agora esse ódio
acabou, ela deseja a minha felicidade, e se isso é ficar com você, ela aceita o
fato.
-Bem, foi o que ela disse para Claire, mas ainda não sei se disse o que
realmente sente, ou foi apenas para se desculpar.
-Fique tranquila, amor. Eu conheço minhha filha. Eu conversei longamente com
ela, abrí-me totalmente com ela pela primeira vez, e contei tudo que se passou.
Ela entendeu. Roberta pode ter tentado fazer uma loucura, indo em sua casa
tentar matá-la, Bianca, mas no fundo é uma garota doce e com bons sentimentos.
Ela tentou fazer isso com você pensando que estaria me protegendo. Mas já mudou
de opinião, depois de ouvir-me.
-Deus queira que você esteja certa, Lauuren. Por que quero viver com você o
nosso amor sem empecilhos e medos.
-Roberta já está com a cabeça em outra coisa, Bianca - Disse Lauren, dando uma
risadinha curta - Ela está encantada por sua amiga Claire!
Foi a vez de Bianca rir.
-Verdade? Ah! Por isso ela convidou Claaire para sair com ela, para mostrar a
cidade! Eu estava pensando que era uma forma de ter acesso à mim. Que bom que
enganei-me! Ela comentou sobre Claire com você?
-Sim, e estava tecendo um monte de eloggios, mas eu a cortei. Ela está
entusiasmada, Bianca. Espero que sua amiga seja boa para ela. Roberta já sofreu
duas desilusões em pouco tempo, eu acho que chega, não?
-Bem, pelo que eu ouvi de Claire, sua ffilha vai ser tratada como uma deusa! -
Riu Bianca - Ela encheu meus ouvidos falando de Roberta, como é linda, como eu
pude desprezá-la, como ela parece um anjo, etc, etc...
-Ah, estou curiosa para conhecer Claire! Quando vai nos apresentar, Bianca?
-Posso providenciar isso. Que tal um jaantar aqui em casa? Claire é uma
excelente cozinheira e adora fazer pratos.
-Um jantar na sua casa? Bem, vamos primmeiro ver se Claire e Roberta vão se dar
bem como amigas.
Bianca riu.
-Bem, pelo que Claire comentou, ela nãoo quer ser apenas uma amiga de Roberta.
-Bem, vamos aguardar os acontecimentos.. Então, combinamos o jantar.
-Agora, vamos falar de nós, querida...aacaso já lhe falei o quanto a amo? -
Perguntou Bianca, baixando a voz para um sussurro sexy.
XXXXXXXXXXXXX
Roberta estava impaciente, esperando Claire. Sabia que havia chegado muito
cedo, mas a ansiedade era muita. Não conseguia tirar da cabeça aquele sorriso
lindo, aqueles magnéticos olhos verde-escuros, aquela voz suave. Queria saber
tudo sobre Claire. Do que gostava, o que odiava, se estava sozinha atualmente,
quantos relacionamentos já tivera, o que fazia na vida...
Seus pensamentos foram interrompidos pela chegada dela.
Ela desceu as escadas do edifício e lhe
sorriu, com as mãos nos bolsos do casaco de camurça marron. Ela estava elegante
e sóbria, com calça verde musgo, botas marrons de cano alto e uma echarpe de lã
creme com desenhos mais escuros.
-Olá...porque não ligou, dizendo que jáá estava aqui embaixo? - Perguntou
Claire, olhando para Roberta com disfarçada admiração. Por Deus, ela estava
ainda mais linda hoje! Elegante, nas roupas que mostravam melhor a linha de seu
corpo esguio, o rosto rosado pelo frio, os olhos verdes brilhando como duas
pedras preciosas, o sorriso luminoso.
-Olá.Não quis apressá-la. Vamos indo? --Perguntou Roberta, fitando-a
timidamente.
Claire lhe ofereceu o braço, sorrindo.
-Segure aqui - disse - De braços dados,, não vai sentir tanto frio.Onde iremos
almoçar?
-Vou levá-la ao Tribeca, já ouviu falarr?-Perguntou Roberta, enfiando seu braço
no de Claire, timidamente. Sentiu o calor do corpo de Claire e estremeceu.
-Tribeca? Já ouvi, sim. É um velho bairrro que foi revitalizado com excelentes
restaurantes, não? Vi isso em um roteiro numa revista sobre New York.
-Oh! Tenho certeza que vai gostar! Mas é um pouco longe, teremos que pegar um
taxi.
-Tudo bem, Roberta. Tenho certeza que vvalerá à pena.
Claire sorriu e Roberta pensou que ela tinha um sorriso lindo.
Encontraram um taxi na esquina da rua e entraram, dando o endereço do Tribeca.
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