MINHA QUERIDA INIMIGA

 

PARTE 10

 

 

 

-Agora eu preciso ir, meu amor.Eu sei que prometi passar a noite com você, mas estou preocupada com Roberta. Sawer foi para um flat e ela está em casa sozinha.Ela ainda está bem frágil, para ficar em uma casa sozinha, à noite.


Bianca a fitou com um olhar terno, acariciando seu rosto.


-Entendo, Lauren. Mas quando vou poder ter você comigo a noite inteira, acordar com você em meus braços? Esses encontros nossos não são o bastante para mim. Eu quero viver com você, saber que vou chegar em casa e ter você à minha espera, amor.


Lauren apertou-se contra ela, suspirando.


-Muito em breve, espero, querida. Primeeiro é preciso que Roberta aceite você como minha companheira. Ela também irá morar com nós duas, e isso precisa ser trabalhado.


Bianca fez cara feia, desanimada.


-Já vi então que nunca vamos conseguir morar juntas! Roberta não vai querer morar comigo sob o mesmo teto!


-As coisas podem mudar assim que ela see interessar por alguém, Bianca. Vamos ser otimistas. Agora, tenho que tomar um banho rápido para tirar esse cheiro de sexo do corpo e ir para casa - Disse, se levantando.


Bianca se ergueu também.


-Vou tomar com você.
<


Lauren riu, dizendo:


-Nada disso, ou esse banho vai durar hooras!


Correu para o banheiro, linda e nua, trancando a porta.


Bianca suspirou, conformada. Sabia que ela tinha razão.

 

Quando Lauren chegou em casa, viu Roberta sentada na sala vendo tv. Ela a com um olhar malicioso, dando uma olhada no relógio de parede.


-Uau, está com uma vida social intensa,, mamy. Já jantou?


-Sim, filha. E você?
<


-Mary fez uma lazanha, mas eu estava seem fome. Comi um sanduíche com um copo de suco.


Lauren se sentou ao lado dela, no sofá.


-Precisa se alimentar melhor, Roberta. Você perdeu muito sangue e...


-Mãe, pare de me tratar como uma criançça! Já tenho dezoito anos, e já sou mulher! - Cortou Roberta, em tom impaciente.


Lauren a fitou com a testa franzida, com um ar grave.


-Tem razão, Roberta. Precisamos ter umaa conversa sobre tudo isso. Os últimos acontecimentos mudaram tudo.


-Que acontecimentos?As decepções que euu sofri, ou você ter se apaixonado por Bianca? - Jogou ela, encarando-a acusadoramente.


Lauren empalideceu, sentindo-se como lhe houvessem jogado um balde de água gelada. Olhou para Roberta sem voz, vendo-a sorrir com sarcasmo.


-Pensou que eu não iria descobrir? Eu nnão sou tão idiota como pensa, mãe! Eu sei! E sei que foi encontrar-se com Bianca hoje! Vamos, diga que é mentira! Diga que estou imaginando coisas!

 

Lauren respirou fundo, procurando acalmar-se, e falou com aparente calma:


-Então, já sabe. Como soube, Roberta? EEu estava esperando você sair dessa fase difícil para lhe falar sobre o que há entre eu e Bianca. Mas parece que alguém já andou enchendo seus ouvidos contra eu e ela.


-Ninguém encheu meus ouvidos, mãe. Eu ssimplesmente ouvi uma conversa sua com Bianca no telefone. E descobri que você também caiu na conversa dela. A minha mãe, que eu considerava uma mulher sábia, que sabia o que era melhor para mim, se deixou também cair na lábia de Bianca Lancini! E ainda quer dar-me conselhos, mãe?!


Bianca fitou a filha com indignação.


-Roberta, eu até entendo sua reação, maas devo dizer que você está errada sobre Bianca! Ela é uma pessoa maravilhosa, eu apenas enganei-me sobre algumas coisas sobre ela...


-Então, agora acha Bianca maravilhosa?!! Mãe, você está cega pela paixão! E ela virou sua cabeça, seduziu-a como fez comigo! Como pode ser tão boba? Bianca a está usando, do mesmo modo como usou-me!


-Não, filha! Foi tudo um lamentável enggano meu! Eu vou contar à você tudo, e você vai entendê-la! E entender-me também!


-Não quero saber de nada! - Gritou Robeerta, com os olhos faiscando - E só vou falar com você, quando cortar relações com aquela vadia!


-Roberta!Escute-me!

 

Mas Roberta saiu da sala em passadas largas e foi para seu quarto, entrando e batendo a porta.

 

Roberta se trancou em seu quarto e se jogou na sua cama, abraçando o travesseiro.


Merda! Havia chegado em casa cheia de boas intenções, depois da conversa com Claire!Mas ao ver sua mãe chegar com aquela expressão no rosto de felicidade, suas boas intenções foram pelo ralo.

 

 Envergonhada, reconheceu que havia sentido inveja daquela felicidade. Como sua mãe ousava ser feliz com Bianca, se ela a havia sido descartada pela volúvel mulher? Sua mãe era mais desejável que ela? Mesmo sendo muitos anos mais velha? E ela? Por que ninguém a amava, querendo ficar com ela? Nem, Bianca, nem Martine...


Lembrou de Claire. Um sorriso involuntário veio aos seus lábios. Ela era uma mulher tão atraente como Bianca. Aqueles olhos verdes tinham uma expressão tão sedutora...e parecia ser uma pessoa bem legal. Claire estava interessada por ela. Notara os olhares em seu corpo, em seu rosto, com expressão apreciativa.

 

 Pois iria sair com ela no dia seguinte, ia ser interessante provocar aquela mulher, seduzí-la...afinal, já estava em tempo de virar esse jogo. Em vez de ser seduzida, ela seduzir alguém. Devia ser muito bom. Claire tinha um jeito tímido encantador.
Bem, ia ter uma nova conversa com sua mãe no dia seguinte. Faria um acordo: sua mãe não se meteria na sua vida amorosa, nem ela se meteria na de sua mãe.

 

 

XXXXXXXXXXXX

 

 

Lauren acordou e foi tomar seu banho matinal cheia de preocupação. Roberta agora sabia de sua relação com Bianca e estava revoltada. Não estava aceitando o fato, como já achava que iria acontecer. Tinha que abrir-se com ela totalmente sobre seu passado, para ela entender melhor a sua relação.


Com os nervos tensos, tomou o banho, vestiu-se e foi para a cozinha. Mary já havia chegado para o trabalho e a olhou surpresa, acabando de fazer um suco no processador.


-Bom dia, senhora Sawer! Acordou cedo!


-Bom dia, Mary.Mas devo dizer que não ddeve chamar-me mais de senhora Sawer, meu marido pediu-me o divórcio e já saiu de casa, então não faz mais sentido tratar-me assim.


Mary a fitou constrangida.


-Oh...eu sei...ele ligou ontem, mandanddo eu preparar as malas dele. Um empregado veio buscar.


Lauren ergueu a sobrancelha, servindo-se de uma xícara de café da cafeteira. Estava como sempre elegante, com saia de lã cinza em corte reto e blusa preta de malha, que realçava seus cabelos louros.


-Ah. Mary, eu sei que você trabalha parra Sawer há mais de quinze anos. E naturalmente, vai continuar trabalhando.


-Bem, senhora...não sei como poderei coontinuar, se ele saiu daqui.


-Não se preocupe. Eu vou sair daqui e eele vai voltar. Não vou ficar nessa casa que pertence a Sawer. Pretendo sair daqui tão logo eu encontre um bom apartamento para morar com minha filha.


-Oh...está bem, senhora...


-Rezzini. Vou adotar o nome do meu faleecido marido, novamente. Agora, vou preparar um café da manhã para levar para minha filha.


-Eu a ajudo, senhora Rezzini.

 

Lauren entrou no quarto de Roberta com uma bandeja com o café da manhã da filha. Sabia que Roberta adorava quando fazia isso, e era uma boa coisa para iniciar uma séria conversa com a filha.


Roberta dormia ainda, com as cortinas ensombrecendo o ambiente. Ela colocou a bandeja no aparador diante da cama e foi abrir as cortinas. Como sempre, quando fazia isso, Roberta gemeu, acordando.


-Uhhhhh...mãe...não acha que é muito ceedo para acordar-me?


Lauren pegou a bandeja e se sentou na beira da cama, sorrindo.


-Trouxe seu café da manhã. Sanduíche dee queijo e presunto, ovos mexidos e suco de morango.


Roberta se sentou na cama, sorrindo com afetação.


-Hummmm...tenho a impressão que aí por trás vem bomba!


-Roberta! Eu sempre fiz isso para você!! - Disse Lauren, com olhar magoado.


-Eu sei, mas não depois de eu ter discuutido com você.


Lauren a encarou séria, estendendo a bandeja para ela.


-Bem, coma enquanto conversamos.


Roberta pegou a bandeja e colocou sobre a mesinha de cabeceira.


-Prefiro conversar antes. Tenho coisas a dizer à você, mãe.


-Eu também tenho, filha. Coisas que nunnca lhe falei, mas agora são inadiáveis. Você precisa saber de coisas aconteceram muitos anos atrás e que justificam meus atos e os de Bianca.


Roberta a fitou atentamente. Nunca vira sua mãe assim. As mãos tremendo, um olhar agustiado, parecendo com medo do que ia dizer.

 

-Bem, vou começar meu relato na época em que eu era uma adolescente. Seus avós maternos, Roberta, eram pessoas simples, sem muito estudo, religiosos fanáticos. Tudo que era moderno para eles, era produto de satanás. E eu era muito reprimida por essas idéias deles. Eu não frequentava festas, como minhas colegas de colégio, nem tinha amigas. Eu estudava porque uma irmã de minha mãe era professora e havia insistido com meus pais para deixarem eu estudar, senão eu não poderia fazer nem isso.


Roberta a fitava admirada.


-Mãe, nunca me contou isso antes! Só saabia que seus pais moravam em Massachuset, e eram pobres!Que horror, eles serem assim tão antiquados! Agora sei por que você me prendia tanto!Aprendeu isso com eles!


Lauren a encarou gravemente.


-Não foi por causa deles, Roberta. E siim devido à uma triste experiência que passei. Tudo aconteceu depois que apaixonei-me por uma garota.


Roberta arregalou os olhos.


-Uma garota?! Apaixonou-se por uma garoota?!


-Sim. Uma garota que foi o primeiro e úúnico amor de minha vida. Essa garota era Bianca. Ela era uma colega de classe minha, mas ela nem parecia saber de minha existência, cercada por um monte de bajuladoras. E eu, apenas a olhando de longe, apaixonei-me perdidamente.


-Uau! - Disse Roberta, altamente surpreesa.


Lauren a encarou.


-E o dia que Bianca falou comigo, quasee desmaiei de emoção. Foi numa tarde, no clube da cidade, frequentado pelas socialites locais. Eu vi Bianca chegar com uma garota e fiquei cheia de ciúmes. Ela estava tão linda, com uma blusa branca de algodão solta sobre o short e de sandálias, o negro cabelo preso em um rabo de cavalo...


-Mãe, esqueça esses detalhes da aparênccia dela e continue a contar o que houve!
-Pediu Roberta, impaciente de ansiedadee.


Lauren suspirou.


-Está bem. Vou ser mais objetiva.

 

Lauren contou tudo. Desde o dia que falou com Bianca no clube, sua ida para a festa, o estupro, sua expulsão de casa quando perceberam sua gravidez, sua fuga, sua sobrevivência como prostituta, até conhecer seu primeiro marido, Francesco Rezzini, que adotou Roberta.

 

Sua intenção de se vingar de Bianca através dos anos, a localização dela por um detetive, seu plano de casar com Sawer para poder se vingar de Bianca.


Roberta a ouvia chocada, e quando Lauren fez uma pausa, ela a abraçou com lágrimas deslizando de seus olhos. Abraçadas, choraram juntas.


Depois, Roberta se afastou e encarou a mãe com afeto e admiração.


-Não sabia que era filha de uma mulher tão especial, uma lutadora que se submeteu a tanta coisa para sobreviver e criar-me. Orgulho-me de você, mãe.


Lauren fitou a filha, aliviada.


-Não lhe contei essas coisas antes, porrque era muito jovem para entender e também tinha medo de sua reação, Roberta. Não queria que soubesse que era resultado de um ato de violência.


-Eu lamento ter sido gerada desse jeitoo, mãe, mas graças a Deus nunca cheguei a conhecer esses homens. Tiveram um merecido fim. Para mim, meu pai continua sendo Francesco Rezzini, que sempre deu-me muito amor e dedicação.


-E eu descobri que Bianca era inocente só recentemente, quando a procurei em sua casa para matá-la. Ainda bem que não consegui.


Roberta a fitou surpresa.


-Você tentou matar Bianca?! >

 

Lauren a encarou gravemente.


-Sim. Quando eu soube que ela havia se metido com você, eu fiquei cega de ódio. Eu decidi que ela não podia ficar impune pelo que havia feito à você. E fui à casa dela armada.Ela abriu a porta com a corrente de segurança e não queria deixar-me entrar, mas eu a ameacei de fazer um escândalo e ela deixou-me entrar.


-E o que aconteceu? - Perguntou Robertaa, com os olhos arregalados.


Lauren contou. Suas acusações à Bianca do seu estupro, de ter se metido com Roberta, e a negação de Bianca sobre sua participação no estupro. A tentativa de Bianca se apossar da arma, a luta, o ferimento de Bianca.Depois, os esclarecimentos, com Bianca negando sua participação no estupro e dizendo que Louise quem havia chegado à festa com Link e o amigo.

 
-Imagine meu arrependimento e surpresa,, Roberta. Bianca era inocente! Havia sido Louise quem se fez passar por ela, e eu havia odiado por anos a pessoa errada! O ódio se esvaiu de meu coração e eu passei novamente a olhar como uma pessoa, não um monstro de maldade. E aos poucos, ao voltar para casa, fui sentindo o meu amor por ela renascer. Bem, renascer não é o termo certo, porque eu acho que esse amor nunca morreu, apenas ficou sufocado pelo ódio. Ele veio novamente à tona e eu procurei abafá-lo, mas quando você foi procurar Bianca e chegou em casa transtornada, eu fui procurá-la mais uma vez, para saber o que havia acontecido. E ela foi muito honesta comigo. Não me escondeu que beijou você, mas depois a mandou embora.

 

Lauren baixou os olhos.


-Eu a esbofeteei e quando dei por mim, estava nos braços dela, Roberta...nos beijamos e senti que a amava, mas fugi dali, cheia de culpa por estar amando quem você desejava, Roberta...eu... tentei resistir...durante dias...até que você foi para Paris e não resisti mais...eu quem a procurei. E estamos juntas desde esse dia. Eu amo Bianca muito, Roberta. É a única pessoa a quem amei e amo, em toda minha vida.Eu...eu espero que você entenda, Roberta...nós nos amamos...e temos o direito de sermos felizes, depois de tanto anos de desentendimento.


Roberta pousou a mão sobre a da mãe, comovida por tudo que ela, passara. Sim, sua mãe merecia ser feliz. E não seria ela quem iria impedir isso.


-Mãe...você tinha razão, quando disse qque tudo que eu sentia ia passar...em Paris, eu tive uma experiência com uma mulher, como sabe...e eu senti por ela tudo que eu sentia por Bianca.Fiquei tão transtornada por ela não me querer mais, que tentei suicidar-me. A psicóloga conversou muito comigo no hospital e esclareceu-me coisas que eu acho verdadeiras: Eu estou na fase inicial de descobertas e experiências de minha sexualidade, e nessa fase, as paixões são intensas e na maioria das vezes, explosivas, mas de curta duração. E isso aconteceu comigo. Não sinto mais atração por Bianca. Eu fui procurá-la ontem à noite apenas para tentar matá-la, quando descobri que ela estava com você.

 

Agora foi a vez de Lauren olhar para a filha totalmente chocada.


-O QUÊ??!!

 
-Isso mesmo que ouviu, mãe - Disse Robeerta, suspirando e encarando a mãe, que a fitava pálida e chocada - Eu achei que Bianca estava querendo fazer com você o mesmo que fez comigo, isto é, usá-la e depois a descartar. E quis parar as ações dela, matando-a.


-Meu Deus, Roberta! - Lauren pôde finallmente dizer - Você enlouqueceu? Queria estragar sua vida para sempre? Matar Bianca! Você não pensou um instante sobre a enormidade do seu ato? Matar uma pessoa! Ir para a cadeia! Meu Deus!


-Engraçado você me falar assim, você quue acabou de contar-me que foi ao apartamento de Bianca tentar matá-la, quando soube que ela tinha me seduzido!


Lauren enrubesceu, desconsertada.


-Eu...foi diferente...eu estava...revolltada...


-E eu também! Mãe, não se preocupe, eu não fiz nada! Ela não estava em casa.E imagino com quem ela estava...


Lauren fingiu não ouvir a última frase. Perguntou:


-O que aconteceu?


-Eu estava muito nervosa, à beira de umm ataque de nervos. E quando uma desconhecida abriu a porta, eu fiquei mais nervosa ainda. Mal perguntei por Bianca, e desmaiei.


-Desmaiou?! E o que aconteceu depois?!<


-A moça que atendeu-me foi muito legal.. Levou-me para a sala e colocou-me em um sofá. Quando eu voltei à mim, estava deitada em um sofá da sala.

 

-A moça foi tão legal comigo, mãe! Ela é um encanto de pessoa!Ela parece ser mais ou menos da mesma idade de Bianca, mas é mais simpática! Ela tem uns olhos bem verdes, mais escuros que os meus, cabelos bem negros, uma pele de bebê, e...


Lauren sorriu com malícia.


-Hummmm, não estou interessada nos atriibutos físicos da amiga de Bianca, Roberta.


Roberta enrubesceu e prosseguiu, sem graça:


-Oh! Bem, eu comecei a chorar e confesssei que tinha ido lá para matar Bianca, porque ela estava usando você, como havia feito comigo. Ela ouviu-me e disse que eu estava enganada, que Bianca realmente está apaixonada por você. Conversamos muito e ficamos amigas. Ela está aqui em New York há pouco tempo e não conhece bem a cidade. Eu vou sair com ela hoje, vamos almoçar e depois vou mostrar à ela alguns lugares interessantes da cidade.
Lauren continuou sorrindo, ouvindo a filha falar entusiasmada sobre a amiga de Bianca.


-Hummmm...preciso conhecer essa moça. SSe ela é tão atraente assim, quero constatar se é mesmo apenas uma amiga de Bianca.


-Mãe! Claire é mesmo amiga de Bianca! EEla é uma pessoa muito legal, você vai gostar dela!


-Tudo bem, filha. Vou acreditar no seu julgamento. Breve vou convidar elas duas para virem jantar aqui em casa, ok? Sawer não está mais aqui e podemos fazer isso.Você teria problema em estar com Bianca?


-Não. Tudo foi esclarecido. Eu não estoou mais interessada nela e quero que você seja feliz, mãe. Se ela gosta mesmo de você, não tenho nada contra. Vou esquecer o passado.


Lauren abraçou a filha, comovida com as palavras dela.Talvez agora ambas pudessem ser felizes.

 

XXXXXXXXXXXXX

 

 

Roberta aprontou-se e depois de muito tempo, ansiosa para encontrar alguém sem um sentimento ruim dentro dela. Se olhou no espelho cuidadosamente, observando o cabelo solto pelos ombros, o rosto sem pintura, a blusa de malha branca, o casaco de couro negro, a calça cinza-chumbo com as botas negras de salto alto. Estava bem, Claire iria gostar do que veria, pensou sorrindo.


Lauren estava na sala lendo um livro e a fitou sorrindo.


-Hummmm...está elegante, filha.


Roberta sorriu, se inclinando e dando um beijo no rosto da mãe.


-Já estou indo. Não se preocupe comigo,, qualquer coisa eu telefono.


-Ok. Bom divertimento, filha.


Roberta sorriu, se dirigiu para a porta, abriu-a e saiu.


Lauren suspirou. Rezava para que Roberta ao menos ficasse amiga de Claire, para ter uma companhia para se divertir. Não conhecia a moça pessoalmente, mas Bianca lhe havia assegurado que ela era uma excelente pessoa, quando haviam se encontrado na noite anterior.


O seu celular tocou. Lauren olhou o nome de quem chamava e sorriu feliz.


-Alô...estava mesmo pensando em você, aamor... - Disse, suavemente.


-Lauren...sabe o que aconteceu ontem, qquando nós estávamos no hotel? Roberta veio aqui em casa com a intenção de matar-me! Claire contou-me, quando cheguei em casa!


-Eu já sei, Roberta contou-me hoje. Eu ia ligar para você, só estava esperando ela sair. Fique tranquila, que ela não vai mais fazer isso.

 

-Conversou o que, Lauren? Espero que ela não tenha ficado com ódio de você também, por estar apaixonada pela mulher que ela odeia.


-Bianca, Roberta não a odeia! Ela estavva era profundamente magoada e pensando que você queria fazer o mesmo comigo, mas ela disse-me que agora esse ódio acabou, ela deseja a minha felicidade, e se isso é ficar com você, ela aceita o fato.


-Bem, foi o que ela disse para Claire, mas ainda não sei se disse o que realmente sente, ou foi apenas para se desculpar.


-Fique tranquila, amor. Eu conheço minhha filha. Eu conversei longamente com ela, abrí-me totalmente com ela pela primeira vez, e contei tudo que se passou. Ela entendeu. Roberta pode ter tentado fazer uma loucura, indo em sua casa tentar matá-la, Bianca, mas no fundo é uma garota doce e com bons sentimentos. Ela tentou fazer isso com você pensando que estaria me protegendo. Mas já mudou de opinião, depois de ouvir-me.


-Deus queira que você esteja certa, Lauuren. Por que quero viver com você o nosso amor sem empecilhos e medos.


-Roberta já está com a cabeça em outra coisa, Bianca - Disse Lauren, dando uma risadinha curta - Ela está encantada por sua amiga Claire!


Foi a vez de Bianca rir.


-Verdade? Ah! Por isso ela convidou Claaire para sair com ela, para mostrar a cidade! Eu estava pensando que era uma forma de ter acesso à mim. Que bom que enganei-me! Ela comentou sobre Claire com você?


-Sim, e estava tecendo um monte de eloggios, mas eu a cortei. Ela está entusiasmada, Bianca. Espero que sua amiga seja boa para ela. Roberta já sofreu duas desilusões em pouco tempo, eu acho que chega, não?


-Bem, pelo que eu ouvi de Claire, sua ffilha vai ser tratada como uma deusa! - Riu Bianca - Ela encheu meus ouvidos falando de Roberta, como é linda, como eu pude desprezá-la, como ela parece um anjo, etc, etc...

 

-Ah, estou curiosa para conhecer Claire! Quando vai nos apresentar, Bianca?


-Posso providenciar isso. Que tal um jaantar aqui em casa? Claire é uma excelente cozinheira e adora fazer pratos.


-Um jantar na sua casa? Bem, vamos primmeiro ver se Claire e Roberta vão se dar bem como amigas.


Bianca riu.


-Bem, pelo que Claire comentou, ela nãoo quer ser apenas uma amiga de Roberta.


-Bem, vamos aguardar os acontecimentos.. Então, combinamos o jantar.


-Agora, vamos falar de nós, querida...aacaso já lhe falei o quanto a amo? - Perguntou Bianca, baixando a voz para um sussurro sexy.



XXXXXXXXXXXXX



Roberta estava impaciente, esperando Claire. Sabia que havia chegado muito cedo, mas a ansiedade era muita. Não conseguia tirar da cabeça aquele sorriso lindo, aqueles magnéticos olhos verde-escuros, aquela voz suave. Queria saber tudo sobre Claire. Do que gostava, o que odiava, se estava sozinha atualmente, quantos relacionamentos já tivera, o que fazia na vida...
Seus pensamentos foram interrompidos pela chegada dela.

 

Ela desceu as escadas do edifício e lhe sorriu, com as mãos nos bolsos do casaco de camurça marron. Ela estava elegante e sóbria, com calça verde musgo, botas marrons de cano alto e uma echarpe de lã creme com desenhos mais escuros.


-Olá...porque não ligou, dizendo que jáá estava aqui embaixo? - Perguntou Claire, olhando para Roberta com disfarçada admiração. Por Deus, ela estava ainda mais linda hoje! Elegante, nas roupas que mostravam melhor a linha de seu corpo esguio, o rosto rosado pelo frio, os olhos verdes brilhando como duas pedras preciosas, o sorriso luminoso.


-Olá.Não quis apressá-la. Vamos indo? --Perguntou Roberta, fitando-a timidamente.


Claire lhe ofereceu o braço, sorrindo.


-Segure aqui - disse - De braços dados,, não vai sentir tanto frio.Onde iremos almoçar?


-Vou levá-la ao Tribeca, já ouviu falarr?-Perguntou Roberta, enfiando seu braço no de Claire, timidamente. Sentiu o calor do corpo de Claire e estremeceu.


-Tribeca? Já ouvi, sim. É um velho bairrro que foi revitalizado com excelentes restaurantes, não? Vi isso em um roteiro numa revista sobre New York.


-Oh! Tenho certeza que vai gostar! Mas é um pouco longe, teremos que pegar um taxi.


-Tudo bem, Roberta. Tenho certeza que vvalerá à pena.


Claire sorriu e Roberta pensou que ela tinha um sorriso lindo.


Encontraram um taxi na esquina da rua e entraram, dando o endereço do Tribeca.

 

 

Parte 11

 

 

 

 

Participe de minha comunidade:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=44505604

 

 

Home     Let    Uber

Hosted by www.Geocities.ws

1