MINHA QUERIDA INIMIGA

Leth Cross

 

PARTE 11

 

 

O Tribeca, bairro abaixo de Canal Street, é um exemplo do processo de enobrecimento da baixa Manhattan. Boa parte do bairro vibra com  energia. Se alguns bolsões parecem abandonados, com prédios em ferro fundido descascado e sem pintura, não se iluda. Essas áreas são transformadas, por meio de reformas de luxo, da noite para o dia. Celebridades como Robert De Niro, Christy Turlington e muitos outros artistas renomados, moram no local. Há uma fartura de restaurantes finos, como o Chanterelle, o Nobu, o tradicional Odeon, que ainda é point de gente bonita. O Tribeca Grill, restaurante de Robert De Niro, é aconchegante e bem frequentado, com especialidade em carnes grelhadas e massas.


Roberta e Claire almoçaram filés grelhados com batatas coradas, acompanhados de um bom vinho, conversando sobre amenidades. Descobriram que tinham muitos gostos em comum, apreciavam as mesmas músicas e gostavam dos mesmos filmes e atores.


Depois do almoço, foram ao Tribeca Film Center, que ficava no mesmo prédio, acima do restaurante. Estava passando numa das salas o novo filme de Angelina Jolie, e como ambas eram fãs, entraram para assistir.


O filme era de muita ação, mas Claire tinha dificuldade em olhar as cenas, com Roberta ao seu lado. Sentia o perfume dela, aquela proximidade a perturbando de uma forma que ninguém antes conseguira, e ardia de desejo de tocar ao menos na mão dela. Mas estava com receio. Roberta podia não gostar, talvez ela a estivesse encarando apenas como a uma amiga.

 

Foi Roberta que a surpreendeu, tomando a iniciativa. Ela simplesmente pousou a mão em sua coxa e a apertou suavemente, depois os dedos se imobilizaram, mas a mão permaneceu sobre a coxa.


Claire quase havia dado um salto na poltrona, de surpresa. Mas se conteve, apenas estremecendo de prazer com o toque imprevisto.


Meu Deus - Pensou- Se eu fosse um homem, já estaria de pau duro, aqui. Essa garota está me matando de excitação!E ela quem tomou a iniciativa!Ah, não posso ficar sem reação, eu vou reagir, e agora!


Com cuidado, pousou a mão trêmula sobre a de Roberta, apertando-a suavemente. Se Roberta não gostasse, ela simplesmente a retiraria, e não teria feito nada demais.


Roberta puxou a mão sob a de Claire, mas para pegar a mão dela e a levar ao seu seio, sob o casaco de couro aberto.


Claire respirou audivelmente, sentindo um arrepio percorrer seu corpo e morrer no sexo, fazendo-a gemer baixinho. Apertou o seio de Roberta sob sua mão suavemente
e a sentiu estremecer.


A mão de Roberta desceu novamente, mas dessa vez não pousou em sua coxa, mas sim resvalou sobre a calça apalpando o sexo de Claire, em um movimento para cima e para baixo, terminando com um apertão.


Claire ergueu automaticamente os quadris, ao encontro da quente mão da moça. Roberta alisou mais uma vez seu sexo e se debruçou para seu lado, sussurrando em seu ouvido:


-Que vontade de colocar a boca aqui ondee está minha mão...

 

Claire gemeu, voltando o rosto e a fitando com fome no olhar.


-Roberta...você está deixando-me louca....


No reflexo da claridade da tela do cinema, ela viu o rosto de Roberta com um sorriso sedutor, surpreendente naquele rosto que antes parecia tão angelical. E pôde perceber que Roberta tinha muito pouco de anjo, e sim muito de uma diabinha sedutora e faminta de sexo.


-É esse o plano, Claire...você ficar bemm louca... - Sussurrou ela, acariciando seu sexo sobre a roupa.


Claire estremeceu e olhou em volta. Haviam sentado na última fileira, à pedido de Roberta. Naquela hora da tarde, o cinema não estava com muita gente, sua fileira só tinha cinco pessoas, três à direita, umas dez cadeiras distantes, e duas à esquerda, umas seis cadeiras distantes. Mas mesmo assim, não iria se arriscar a ser pêga por um lanterninha fazendo sexo no cinema.


-Roberta...aqui não é o lugar apropriadoo para isso...podemos ser surpreendidas...- Disse, com a respiração alterada - Quer ir para um hotel comigo?


Roberta apertou seu sexo suavemente.


-Eu quero aqui. Gosto da sensação de perrigo...é mais excitante... - Disse ela, baixinho.


-Roberta!Então vamos ao banheiro...não ddeve ter ninguém lá... - sussurrou Claire.


-Não! Vai ser aqui, ou em nenhum lugar. Quer continuar ou não? -Sussurrou Roberta em seu ouvido, mordiscando o lóbulo da orelha e passando a ponta da língua.


Claire não aguentou mais. O desejo a fazia tremer.


-Está bem, Roberta...que seja aqui.

 

Com a concordância de Claire, Roberta audaciosamente pegou o fecho da calça dela e puxou para baixo, abrindo-a. E sem hesitar, enfiou a mão pela abertura, pousando sobre a calcinha de Claire, os atrevidos dedos se introduzindo pela cintura da calcinha e avançando para o sexo em fogo.


Claire gemeu, aturdida pela audácia da garota. Era a primeira vez que uma mulher a atacava assim, e ela gostou disso. Era muito excitante e sentiu que não iria demorar muito para chegar ao auge.


Roberta apalpou o sexo agora sem as barreiras da roupa. Tocou os cabelos bem aparados, mergulhou os dedos em um mar de excitação. Claire estava molhadíssima e ela sentiu uma onda de desejo percorrer seu corpo, sentindo aquilo.Ela debruçou para Claire e sussurrou no ouvido dela:


-Abra as coxas...


Claire gemeu baixinho e abriu as coxas o quanto pôde, dando acesso à mão de Roberta.
Ela não perdeu tempo, os dedos indicador e médio deslizando no clitóris em fogo, apertando, alisando, em movimentos leves e provocantes.


Claire apoiou os braços nas braçadeiras da poltrona e ergueu os quadris, se empurrando para cima, ao encontro dos dedos da garota. Ela virou o rosto para Roberta e pediu, entre dentes, pousando a cabeça no encosto da poltrona:


-Mais pressão, Roberta...


Roberta aumentou a pressão, movendo a mão ritmicamente.


-Está bom assim?


-Oh, sim...sim...continue, não pare!


-Não vou parar, gostosa...


Claire agora mexia-se frenética na poltrona. A sorte é que a cena de perseguição de carros, com tiroteio, abafava o ruído. E Claire atingiu o orgasmo trincando os dentes para não gritar, apertando as coxas em torno da mão de Roberta, estremecendo toda.

 

Roberta retirou a mão e Claire, com mãos trêmulas, fechou a calça e se sentou direito na cadeira. Olhou para Roberta, que fitava a tela com um ar de inocência incrível. Claire tentou acariciar o seio de Roberta, mas ela a fitou, empurrando sua mão.


-Aqui, não. Vamos agora ver o filme.


Claire a fitou surpresa, com o tom gelado de Roberta.


-Aqui não?! Por que não posso fazer o meesmo em você?


-Porque não quero aqui.


-Mas...você quem quis... e eu deixei...<


Roberta a fitou séria.


-Você queria e eu lhe dei prazer. De quee está se queixando?


-PSSSSIUUUUU! -Pessoas falaram, irritadaas com a conversa.


-Calem a boca, ou vão embora! -Gritou umm adolescente.


Claire então notou que o filme estava em um momento calmo, e sua conversa com Roberta estava atrapalhando as pessoas. Voltou-se para ela com decisão.


-Vamos embora, não dá para conversar aquui.


Roberta viu as pessoas na sua frente olhando para trás irritadas e assentiu para Claire, se levantando. Saíram da sala de projeção rapidamente.


Claire pegou Roberta pelo braço, fitando-a.


-Roberta, precisamos conversar.

 

XXXXXXXXXXXXXXXXX

 

Lauren ergueu os olhos do livro que estava lendo assim que Roberta entrou na sala. Eram apenas quatro horas da tarde e ela fitou a filha com o cenho franzido. E pela cara de Roberta, algo estava errado.


-Roberta, tão cedo já em casa, o que houuve?


Roberta se jogou no sofá ao lado da mãe, com lágrimas nos olhos.


-Ah, mãe, o passeio acabou mal! Claire bbrigou comigo!


-Brigou?! Por quê?


Roberta baixou os olhos.


-Não posso falar. É... muito íntimo.

>


Lauren a fitou alarmada.


-Muito íntimo?! O que Claire fez, ou dissse à você?


-Não posso falar...tenho vergonha... só posso dizer que ela brigou comigo porque eu...não quis...ah, não posso falar!


Ela se ergueu e saiu da sala, se trancando em seu quarto.Lauren foi atrás e a chamou, bateu na porta, gritou, mas não houve jeito de Roberta deixá-la entrar.


Nervosa e irritada, Lauren ligou para Bianca.Ela atendeu com voz sexy:


-Alô, Lauren...


-Bianca, Roberta chegou em casa arrasadaa, dizendo que Claire brigou com ela. Tentei saber o motivo e ela apenas disse que tem vergonha de dizer. Você pode fazer-me o favor de pedir a Claire que explique o que houve?


-Bem...não gosto de envolver-me em assunntos sentimentais que não me dizem respeito, mas já que é você quem está me pedindo...vou procurar saber o que houve.


-Eu agradeço, Bianca...sinto metê-la nissso, mas estou preocupada. Essa Claire é mesmo uma pessoa confiável?


-Lauren, coloco a mão no fogo por Clairee. É uma pessoa altamente ética.


-Humm...queria que tivesse essa confiançça também em mim...


-Eu tenho. Bem , quando eu chegar em cassa, falo com Claire. Nosso encontro amanhã está de pé?


-Claro, amor.


-Então, amanhã falaremos.


-Está bem. Boa noite, amor.


-Boa noite, meu anjo.

 

Bianca desligou e continuou seu trabalho. Estava escolhendo pedras para serem lapidadas para a nova coleção de brincos e colares. Trabalhou até as sete da noite, quando saiu e foi para casa. Lauren não pudera sair hoje para encontrá-la, porque estava aguardando Roberta chegar.


Bianca estava ansiosa para Lauren sair do apartamento de Sawer e elas morarem juntas, seu maior sonho. Queria ter Lauren sempre perto dela, cada noite. Mesmo com Roberta também estando com elas. Rezava para que Roberta e Claire dessem certo, assim seria mais fácil Roberta esquecer a mágoa que tinha por ela.


Foi para casa, tomou um banho quente, colocou seu pijama de seda e deitou no sofá, vendo as notícias do dia. Estava cheia de esperanças de Obama melhorar a economia do país, que passava por uma grave crise.


Claire chegou pouco depois, com uma sacola na mão. Fitou-a sorrindo.


-Hoje não estava à fim de cozinhar, e coomprei comida chineza. Gosta?


-Adoro... - Disse Bianca, se sentando.


-Vai querer comer aqui diante da tv, ou na sala de refeições?


-Na sala é melhor. Depois, quero falar ccom você.


Claire a fitou franzindo o cenho.


-Que cara mais séria! Falar sobre o quê??


-Sobre Roberta.


Claire revirou os olhos.


-Ah, não! Temos que falar sobre ela 
hoje?


-Temo que sim. Roberta chegou em casa arrrasada e Lauren quer saber o que houve.


-Maldição! Mas vamos comer primeiro, esttou com fome. Depois, falamos.


-Tudo bem, Claire.

 

Foram para a sala de jantar. Bianca pegou os talheres e os pratos, uma garrafa de vinho tinto e Claire serviu a comida nos pratos, tirando da embalagem.Havia camarões empanados, yakysoba de frango xadrês e rolinhos primavera.


Se sentaram e começaram a comer. Mas depois de umas garfadas, Claire pegou a taça de vinho e deu um longo trago, fitando Bianca, que a fitou espectante.


-Então, Roberta se queixou de mim com a mãe?


-Não foi bem assim. Ela chegou com uma eexpressão abatida e Lauren a estava esperando chegar, ansiosa para saber como o encontro de vocês tinha ido. E Roberta apenas disse que você brigou com ela, porque ela não quis fazer algo e se recusou a dizer o que era - Disse Bianca, com um sorriso malicioso - Claire, Claire, o que você queria que a garota fizesse, sua safada?


Claire a fitou com indignação.


-Quem fala! Quem comeu ela foi você, amiiga! Esqueceu? Eu não me chamo Bianca Lancini, a comedora de virgens!


Bianca ficou vermelha e fitou a amiga com ar magoado.


-Ei, ela foi a única virgem que defloreii!Mas tinha um motivo, e me arrependi! Golpe baixo, Claire!


Claire respirou fundo e assentiu, fitando-a com olhar cismativo.


-Ok, desculpe, Bianca. Mas é que estou aaborrecida demais com essa história.


-O que houve, Claire? Pode se abrir comiigo, sabe que sou sua amiga.Eu estava brincando com você, eu sei que é uma pessoa muito correta.

 

Claire a fitou e assentiu. Tomou mais um gole de vinho e falou:


-Sabe, Bianca...eu pensei que conhecia aas mulheres...mas Roberta mostrou-me que estou errada.


-Como assim? -Perguntou Bianca, curiosa..


-Bem...eu não ia comentar nada com você,, já que conhece Roberta, mas ela começou, falando para a mãe algo que deu a idéia que eu me aproveitei dela. Acontece que foi justamente o contrário!


-Que quer dizer com isso, Claire?


Claire passou a mão pelo rosto, fitando Bianca nos olhos.


-Quero dizer que foi Roberta quem se aprroveitou de mim!


Bianca ergueu as sobrancelhas, sorrindo espantada .


-Como é que é???


-É isso mesmo, Bianca. Sabe, eu fui ao eencontro de Roberta com a seguinte idéia: Tenho que ser delicada, paciente e comedida com Roberta, uma garota tão jovem e que já sofreu duas desilusões, além de ver sua mãe envolvida com a mulher que a seduziu por uma vingança. E então essa mocinha que eu julgava frágil e ingênua, dentro do cinema toma a iniciativa de seduzir-me, passando a mão em minhas partes privadas, até eu ter um orgasmo! E quando eu quis fazer o mesmo nela, se recusou com a maior seriedade, dizendo que fez-me gozar porque eu queria, mas ela não!


Bainca ficou olhando-a boquiaberta, depois caiu na gargalhada.

 

Claire a fitou com o cenho franzido, falando:


-Ria, pode rir! Eu fui mesmo uma idiota!! Fui me meter com uma mocinha que quer namorar no cinema como uma adolescente! Mesmo sabendo que já tinha sido comida pela fodona da minha amiga Bibe!


Bianca parou de rir, fitando-a.


-Hei, pare de me chamar de Bibe, sabe quue odeio esse apelido! Desculpe, Claire, mas tive que rir! Você ser manobrada por uma mocinha de dezoito anos!Você tem que deixar de tratar uma mulher como uma bonequinha frágil! Por isso que eu sempre venci nossas disputas pela mesma garota. Você que tem que tomar as iniciativas, mostar quem domina na relação.


-Ah, não vou forçar minha natureza, semppre achei que numa relação tem que haver igualdade de forças. Acaso você domina Lauren?


-Não. Mas ela é uma mulher especial, temm personalidade, não é uma mocinha que ainda não sabe o que quer.


-Mas eu briguei com ela pela sua atitudee! Eu falei que não sou nenhuma garotinha para ficar transando no cinema e se o sexo entre nós ia ser daquele jeito, era melhor nós terminarmos logo, antes que ficasse sério.


-Ôpa, Claire, aí você foi grosseira! Coiitada da garota! E ela, o que fez?


-Começou a chorar, dizendo que eu era umma pessoa bruta!Saiu correndo e nem se despediu!


-E você quer mesmo terminar o que mal coomeçou?


Claire baixou os olhos, uma expressão desconsolada.


-Na hora que falei, queria mesmo, ela deeixou-me louca de frustração!Mas depois que a deixei, saí andando, fui até o Central Park e me senti tão só e triste...eu quero Roberta para mim, Bianca. Mesmo ela sendo tão infantil para seus dezoito anos.


-Bem... posso sugerir como você deve agiir?


-Sim, aceito sujestões...

 

XXXXXXXXXXXXXXXXXX

 


Na manhã seguinte, Roberta levantou, tomou seu banho, se vestiu e foi para a sala tomar o café da manhã com sua mãe. Estava triste e deprimida pelo desfecho de seu encontro com Claire, e não sabia o que fazer para consertar o estrago.


Lauren estava falando ao telefone, sentada no sofá, enquanto a empregada colocava na mesa uma jarra de suco.


Lauren a viu chegar e falou no telefone:


-Tudo bem, amor, concordo, agora vou dessligar para tomar o café, Roberta já chegou. Um beijo.


Desligou e olhou para a filha sorrindo.


-Bom dia, filha. Vamos tomar nosso café da manhã.


Roberta sorriu palidamente, com ar triste.


-Bom dia, mãe . Na verdade, vim mais parra falar com você, que comer, estou sem fome, triste...


Lauren se levantou do sofá e rodeou os ombros de Roberta com o braço, fitando-a carinhosamente.


-Sente-se e tente se alimentar, Roberta.. Seus problemas só vão piorar se você ficar doente, e aí que suas chances com Claire vão diminuir.


Roberta se sentou à mesa e fitou a mãe com ar tenso.


-Por que diz isso? Bianca comentou algumma coisa com você?


Lauren sentou diante dela e ergueu as sobrancelhas à pergunta da filha.


-Não, ela não falou nada sobre você e Cllaire, mas sei como essas coisas funcionam. Abra-se comigo, Roberta, e conte-me o que houve.Sou sua mãe e estou aqui para ajudá-la.

 

Roberta enrubesceu, baixou a cabeça e disse baixinho:


-É...tão íntimo... tenho vergonha.


-Apenas pense que além de mãe, sou sua aamiga. Pode falar, Roberta, não vou criticá-la.


-Está bem... ontem, como sabe, eu e Claiire nos encontramos e fomos almoçar no Tribeca Grill e conversamos sobre várias coisas...e fiquei encantada com ela, mãe. Claire e eu temos muitas coisas em comum, gostamos dos mesmos livros, dos mesmos artistas, do mesmo tipo de música... ela é uma mulher muito culta,divertida...


-E o que então deu errado?


-Foi depois do jantar...fomos ao cinema....e eu...tive uma vontade irresistível de conhecê-la íntimamente. E achei que ela iria gostar se eu me mostrasse uma garota esperta, sexy, que sabia seduzir. Afinal, ela é uma mulher vivida, uma pessoa que já teve várias mulheres e não iria apreciar uma garota boba como eu, que não consegue ficar com ninguém. E eu...tomei a iniciativa de a tocar... ela primeiro disse que o local não era adequado...convidou-me a ir a um hotel... eu neguei e disse que... a queria ali mesmo... e ela acabou cedendo... e ela...chegou ao auge...sendo tocada por mim... e depois... quis fazer o mesmo comigo...mas eu tive medo...e recusei. Ela ficou muito aborrecida e discutimos...saímos do cinema e ela levou-me até uma Cofeehouse e disse-me que ela não era nenhuma adolescente para ficar transando no cinema, e ainda mais com uma garota que só queria usá-la e depois se fechava. Eu disse que ela estava sendo ignorante saí dali arrasada.

 

Roberta havia falado tudo sem fitar a mãe, envergonhada, até acabar. Então ergueu os olhos e olhou para Lauren. Ela estava boquiaberta.


-Acha... que agi errado? - Perguntou.

 

Lauren saiu de seu estupor e falou, contendo-se à custo para não rir.


-Por Deus, Roberta! Você precisa mesmo dde uns conselhos de uma pessoa mais experiente! Você então atacou Claire no cinema, e depois que fez o que quis com ela, se negou a deixar ela fazer o mesmo? Roberta, você tem que aprender que em matéria de sexo, tem que haver uma entrega mútua, não pode ser uma coisa unilateral! E concordo com o que Claire disse, isso de transar em cinema é coisa de adolescente. Pelo menos, para quem está começando a se conhecer.


Roberta colocou as mãos no rosto, envergonhada.


-Eu fiquei com medo dela pensar que eu eera uma mulher vulgar...oh, e enfiei os pés pelas mãos! O que devo fazer, mãe? Eu estou apaixonada por Claire!


-Em primeiro lugar, Roberta, seja você mmesma, e não uma personagem que você represente. Fale à ela o que sente, aja de acordo com os seus sentimentos, mas também lembre-se que vocês estão se conhecendo, e a primeira vez entre vocês deveria ser em um momento especial, não em uma poltrona de cinema, cercada por pessoas! Filha, eu amo você, mas devo dizer que você errou com Claire e deve tomar a iniciativa de reparar esse erro.


-O que acha que devo fazer? - Perguntou Roberta, com uma expressão perdida que fez Lauren sorrir e a acariciar no rosto.


-Mande flores para ela e peça desculpas.. Isso vai mostrar à ela que você reconheceu seu erro, e se ela ainda estiver interessada em você, vai se manifestar, entrar em contato com você.


-Oh! Boa idéia, mãe! Vou ligar para a flloricultura agora! O que acha que devo mandar?


-Rosas vermelhas, querida... o símbolo dda paixão.


Roberta sorriu entusiasmada.

 

Claire estava na sala comendo o seu desjejum, quando o interfone tocou. Ela se ergueu e atendeu. Uma voz de homem anunciou:


-Floricultura Village, estou com uma enttrega aqui para Claire.


-Floricultura?! Tem certeza que é para mmim?


-Você é Claire Anderson, não? Moradora ddo apartamento 501?


-Sim... está bem...


Apertou o botão que abria a porta do edifício. Estava intrigada. Quem lhe mandaria flores? Roberta não devia ser, elas estavam brigadas. Bianca? Não fazia sentido. Bem, iria ver.
Minutos depois ela atendeu o homem, que lhe entregou uma linda corbeille de rosas vermelhas. Ela assinou o recibo, deu uma gorgeta e logo que fechou a porta, pegou o cartão ansiosa. E leu:


"Minhas sinceras desculpas. Podemos passar uma borracha no que houve?
Roberta."


Claire sorriu, emocionada. Roberta lhe mandara flores! E se desculpava, reconhecendo que havia errado! O que devia fazer agora? Ligar para ela logo, ou dar um tempo, não se mostrando muito ansiosa? Nunca se vira numa situação assim. Resolveu ligar para Bianca.


Ela atendeu logo:


-Alô.Bianca Lancini.


-Sou eu, Claire. Bianca, advinha o que aacabei de receber?


-Nem imagino, Claire.


-Rosas vermelhas de Roberta!


-Hummm...rosas vermelhas é a cor da  paixão, amiga!


-Eu sei...estou tão emocionada...mas inddecisa no que fazer...que acha? Devo ligar para ela?Você disse que eu devia ficar na minha e esperar ela dar o primeiro passo. Eu fiz isso e está dando certo.


-Você quer ligar para ela?


-Sim, mas não quero me mostrar muito anssiosa...ela vai perceber que eu estava louca para ela se comunicar...


-Claire, siga seus sentimentos. Não façaa do amor um jogo, disfarçando o que sente. Ela deu o primeiro passo, agora é sua vez.


-É...tem razão, Bianca. Tchau.


-Tchau.


Bianca ligou em seguida para Lauren.


-Lauren? Nosso plano deu certo. Ela vai ligar para Roberta.


-Então, sua idéia das flores foi boa, Biianca. Eu estava com receio de Claire não ligar e Roberta ficar mais arrasada.


-Mas deu certo, como calculei.  Agora, a bola está com Claire. E ela vai ligar. Não conte a Roberta nossa conversa. Ela tem que agir livre de pressões.

 

Roberta estava com sua mãe vendo um filme que Lauren havia comprado, Tomates Verdes Fritos, quando o telefone tocou. Lauren atendeu e sorriu.


-Bom dia para você também. Sim, ela estáá. Um momento.


Ela voltou-se para Roberta, estendendo o telefone sem fio.


-Para você.


O coração de Roberta deu um salto.Olhou para a mãe, pegando o aparelho.


-Quem é?


Lauren sorriu.


-Veja.


Ela atendeu com voz trêmula:


-Alô...


-Olá, Roberta. Aqui é Claire. Obrigada ppelas rosas...são lindas. Adorei.


-Oh! Claire! Que bom que ligou!


Claire riu, o som penetrando nos ouvidos de Roberta como música.


-Gostou? Ótimo... Porque quero convidá-lla para jantar comigo hoje...pode ser?


-Oh! Claro! Que horas devo buscá-la?

>


-Não, eu quem vou buscá-la em casa, podee ser, ou tem problema?


-Problema nenhum! Pode, sim!


-Ótimo! Estarei aí às oito horas, estejaa pronta, ok?


-Tudo bem. Suba quando chegar, que aí approveitará e conhecerá minha mãe.


-Ok. Estarei aí pontualmente às oito, atté lá.


-Estarei esperando...


Claire desligou e Roberta deu um pulo, erguendo o braço e socando o ar.


-Wooohooooo!!!!

 

Às sete da noite, Roberta já estava pronta vestindo blusa de gola roulê branca, saia de lã marron escuro e echarpe também marrom, em tom mais claro, jogada charmosamente no ombro. Botas marrons de cano longo completavam o visual elegante. Havia se maquiado discretamente e estava linda. Lauren olhou para a filha com orgulho.


Roberta olhou para o relógio sentada na sala, fingindo ver tv, mas as imagens passavam diante de seus olhos sem ela perceber. Estava nervosíssima. Esse encontro seria outro fiasco, ou Claire tiraria a má impressão que deixara no primeiro?


Quando o interfone tocou, Lauren se antecipou, atendendo, vendo como a filha estava nervosa.


-Alô. Sim, aqui é a mãe de Roberta., podde subir, Claire.


Ela desligou o interfone depois de apertar o botão para abrir a portaria e sorriu para Roberta.


-Sua namorada está subindo.


-Oh, mãe, estou mesmo bem? - Perguntou RRoberta, insegura.


-Você está linda, meu anjo.


-Estou tão nervosa!


-Calma, tudo vai dar certo.


Logo depois a campainha da porta soou. Lauren foi abrir, já que Roberta ficou petrificada, com olhar temeroso.

 

Lauren abriu a porta e se viu diante de uma mulher provavelmente da mesma idade que Bianca, mas bem mais jovial com seu estilo despojado. Bianca gostava de se vestir como a executiva que era, com terninhos, blazer, calças de corte clássico. Já Claire estava com um gorro de lã na cabeça, um casaco de couro cinza-prateado, blusa de lã preta e calças jeans escuras.Ela tinha traços delicados, um belo sorriso e um tipo andrógino, mas isso a tornava um tipo interessante.


Ela lhe sorriu timidamente, estendendo a mão.


-Boa noite...sou Claire Anderson. Eu vimm...


Lauren sorriu, aceitando a mão dela e a sacudindo.


-Prazer, Claire, sou Lauren, a mãe de Rooberta. Entre.


Ela passou por Lauren, entrando. Lauren fechou a porta e olhou para a moça. Claire olhava Roberta com um sorriso tonto, e Roberta também a fitava com um sorriso que não precisava ser observadora para ler no rosto dela que estava apaixonada.


Lauren pigarreou e elas a fitaram assustadas, como se tivessem esquecido que ela estava ali. Lauren conteve-se para não rir. Muito séria, falou, se retirando:


-Acho que vocês precisam conversar em paarticular. Com licença, Claire, foi um prazer conhecê-la. Apareça quando quiser.


Claire sorriu para Lauren timidamente, mas quando ela se retirou, abriu os braços para Roberta, que se jogou neles, abraçando-a apertadamente também.

 

Roberta se afastou um pouco para olhar o rosto de Claire. Ela a fitou com um terno sorriso e tomou seu rosto entre as mãos.


-Desculpe-me por ter sido tão radical coom você - Disse, com voz emocionada.


-Não há nada a desculpar - Disse Robertaa, fitando-a com um olhar apaixonado - Eu quem fui uma idiota, me negando...


-Pssssss...- interrompeu Claire, colocanndo um dedo nos lábios de Roberta - Eu quem fui uma idiota, devia ter percebido que você estava com medo...


Roberta beijou o dedo dela e falou, erguendo a mão e acariciando o rosto de Claire:


-Não, eu quem não devia ter medo de nadaa... eu devia saber que você não iria fazer nada que me magoasse...


-Nunca farei nada que a magoe, Roberta....eu...estou apaixonada por você.


-Oh, Claire! Eu também! Fiquei tão infelliz porque nós nos desentendemos!


Se olharam nos olhos, cada uma vendo a paixão brilhar nos olhos da outra. Claire foi aproximando o rosto lentamente, e Robrta fez a mesma coisa. Claire a abraçou pela cintura, Roberta rodeou o pescoço dela com os braços, e seus lábios se uniram em um beijo cheio de emoção. Os lábios se roçaram, as bocas se entreabriram e o beijo se aprofundou, suas linguas se tocando, se acariciando.


Claire afastou-se em seguida, com medo de perder o controle ali na sala de estar da casa de Roberta. E notou com prazer que Roberta ainda conservou os olhos fechados, enquanto passou a ponta da língua pelo lábio superior. Ela abriu os olhos lentamente e sorriu para Claire.


-Hummmm...que boca deliciosa! Melhor quee chocolate!


Claire riu.


-E a sua, melhor que morango com chantilly!

 

Roberta se afastou, pegando a mão de Claire.


-Vamos indo?


-Avise sua mãe que vamos sair.


-Ok, espere aqui.


Roberta achou Lauren no seu quarto, escolhendo uma roupa.


-Mãe, vai sair também?
>


Lauren a fitou sorrindo.


-Sim, Bianca vem buscar-me para irmos jaantar fora também.


-Oh! Legal, mamy! Estava me sentindo mal em deixá-la aqui sozinha. Eu e Claire vamos sair agora.


-Está tudo bem com vocês? Acabaram os deesentedimentos?


Roberta sorriu, feliz.


-Sim, mãe. Mas vamos conversar bastante,, como aconselhou-me, para uma conhecer melhor a outra. Venha se despedir dela. O que achou dela?

 

-Parece ser uma moça educada e simpática. E sendo amiga de Bianca, é uma ótima recomendação.


Lauren se despediu da moça, convidando-a a voltar quando quisesse, Claire agradeceu educadamente e elas se foram. Lauren correu para o seu telefone e ligou para o celular de Bianca.


-Elas já se foram, Bianca. Pode subir.


-Vou esperar elas saírem do prédio, primmeiro.


-Amor, não sei porque esse receio seu dee ver Roberta. Ela já a esqueceu.


-Eu sei, querida, mas não quero que hajaa constrangimentos dela me ver, em sua saída com Claire.Ela deve ainda guardar ressentimento da maneira como a recebi em minha casa, quando procurou-me. Lembre-se que ela queria matar-me.


-Mas Claire já tirou isso da cabeça delaa, Bianca!


-Ok, mas vamos dar um tempo. O teste vaii ser quando eu convidar vocês duas para um jantar lá em casa. Se ela aceitar, será o sinal que já não tem raiva de mim.


-Então, faça esse convite logo! Acho esssa situação muito ruim, vocês ficarem sem se falar, você sendo minha namorada.


-Sou sua namorada, Lauren?


-Claro! Por que a dúvida?


-Pensei que era apenas sua amante nas suuas horas vagas.

 
-Bianca Lancini! Deve estar brincando! SSe está falando sério, vou aborrecer-me com você!


Bianca riu.


-Estou brincando, amor. Na verdade, somoos noivas. Breve nos casaremos.


-Ah! Melhorou! - Riu Lauren. >

 

Claire levou Roberta ao restaurante 107 West, perto do Central Park, um restaurante com uma decoração romântica, com o teto de vidro que dava para ver o céu.


Sentaram e se fitaram sorrindo.


-Você gosta de comida italiana, não? - PPerguntou Claire.


-Sim, afinal sou filha de descendente dee italianos - Sorriu Roberta.


Ela então lembrou o que sua mãe havia revelado. Ela não era filha de Marcelo Rezzini, ela era filha de um estuprador!


-Que foi, Roberta? Você de repente ficouu com o rosto triste...


Roberta a encarou.


-É que lembrei-me de algo...depois eu coonto à você.


-Fale-me agora, fiquei preocupada com suua expressão. Algum problema?


Roberta sorriu para Claire, que a fitava preocupada.


-Depois falarei. Não é um problema, e siim um fato passado há muito tempo. Não vamos estragar nossa noite com coisas tristes.


-Ok. Essa noite tem que ser só de alegriias, para compensar aquela que tivemos.


A garçonete veio atender e Roberta falou:


-Escolha meu prato também, Claire, confiio em seu bom gosto.


Claire sorriu, encantada.


-Mesmo? Está bem. Que tal um vinho tintoo para começar?


-Ótimo, a noite está fria - Concordou Rooberta - mas só posso tomar uma taça.


-Se você o tomar intercalado com água miineral, o vinho não a pegará.


-Vou fazer o que diz.
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Claire escolheu os pratos e a garçonete foi providenciar os pedidos.

 

-Claire, nós precisamos nos conhecer melhor, para não haver mais desentedimentos entre nós. Em nosso encontro anterior eu agi daquela forma porque sou ainda insegura em questões amorosas. Eu tive medo de deixar você tocar-me.


Claire a fitou ternamente.


-Eu sei... e eu quem devo pedir desculpaas, porque não entendi sua insegurança. De agora em diante, se não quiser fazer algo, é só dizer, que eu vou parar e não vou achar ruim.


-Claire, a culpa é toda minha, porque euu não devia ter iniciado uma coisa que eu não podia terminar.


Claire sorriu.


-Então, a culpa foi de nós duas. Vamos eesquecer o passado. O que importa é que estou apaixonada por você, Roberta. E quero conhecê-la melhor em todos os sentidos.


Conversaram sobre vários assuntos, enquanto jantavam uma deliciosa lasanha. Roberta contou sobre seu gosto por balé e música erudita, Claire a surpreendeu dizendo que já havia tocado violoncelo na orquestra da faculdade, e apreciava também música erudita de Beeethovem, Mozart e Sibelius. Quando Claire falou sobre seu tempo na faculdade, sua amizade por Bianca, Roberta comentou:


- Claire, conte-me... como uma pessoa leegal como você pode ser amiga de Bianca?


Claire a fitou séria.


-Bianca é uma pessoa maravilhosa, Robertta. Você apenas a conheceu em um mau momento.


-Mau momento? Ela quem procurou-me, paraa se vingar de minha mãe!

 

Eu sei, Roberta. Mas como eu já disse, ela está arrependida do que fez. Ela estava tomada pelo ódio, e isso ofuscou todo o bom senso que ela tem. Mas eu conheço Bianca bem e posso assegurar à você que ela é uma boa pessoa. E sabe quem me convenceu a dar outra chance à você? Ela, mesmo sabendo que você foi no apartamento dela com a intenção de matá-la.


Roberta a fitou admirada, os olhos arregalados.


-Ela fez isso?!


-Sim. E ela quem combinou tudo com Laureen, para mandar você enviar rosas para mim, porque Bianca sabe que eu adoro receber flores, mas só havia recebido flores dela, em meus aniversários. Eu sei, meu tipo buch não faz ninguém pensar em enviar-me flores. Mas Roberta, eu sou uma mulher muito sensível e adoro delicadezas.


Roberta a fitou sorrindo.


-Eu sempre vou lhe enviar flores então, Claire... e essa revelação realmente vai fazer-me mudar meu conceito sobre Bianca. Ela nos reaproximou... e agora, tenho uma dívida de gratidão por ela.


Claire sorriu.


-Fico muito feliz com isso, Roberta. Porrque eu e Bianca somos muito amigas e não quero deixar de falar com ela, ou visitá-la.


-Fique tranquila, Claire. Jamais vou peddir a você para fazer isso. Ainda mais que ela é a mulher que minha mãe ama. Eu, pela felicidade de minha mãe e da sua, vou esquecer o que Bianca me fez.


Claire pousou a mão sobre a de Roberta e sorriu, feliz.


-Já disse que estou apaixonada por você?? - Perguntou.


-Já, mas pode dizer sempre, que nunca voou enjoar. Porque também estou apaixonada por você, Claire.

 

Roberta se emocionou com aquela declaração. Depois de ter sido rejeitada por duas mulheres, sua autoconfiança estava bem baixa, mas Claire estava lhe mostrando que podia fazer alguém se apaixonar por ela, apesar de sua inexistente experiência em relacionamento amoroso. Tinha alguma experiência sexual, mas um relacionamento, como aprendeu com sua mãe, é muito mais que sexo, é um ato de confiança, respeito, cumplicidade e entrega. E tudo isso precisava ter e dar à Claire.


Acabaram o jantar e Claire a fitou com olhar apaixonado.


-Que pena que ainda não tenho minha casaa... se tivesse, a chamaria para ir lá, para conversarmos mais à vontade. Estou procurando, mas ainda não achei um apartamento que tenha gostado. Eu gosto muito da hospitalidade de Bianca, mas preciso ter meu espaço e ela ficar à vontade no dela. Por eu estar hospedada lá, ela tem que ir para um hotel com Lauren. Isso faz-me ficar constrangida, por estar atrapalhando a vida de Bianca.


Roberta sorriu, achando graça.


-Veja só, Bianca tem o apartamento dela e minha mãe também tem o seu. Por que não combinamos os dias de cada uma receber suas parceiras? Assim, na mesma noite, Bianca poderia levar minha mãe para dormir com ela, e eu e você poderíamos dormir no apartamento de minha mãe.


Claire sorriu.


-Parece uma boa idéia, mas acabamos de nnos conhecer, Roberta. Sua mãe vai achar muito cedo para você estar dormindo comigo. De qualquer forma, até no máximo uma semana tenho que estar já em meu apartamento, porque tenho que começar a trabalhar e não vou ter tempo de ficar procurando moradia.


-Claire, porque não vamos até minha casaa? Mamãe disse-me que ia sair com Bianca também, e tenho certeza que elas vão dormir em um hotel.

 

-Não, Roberta. Não quero arriscar-me a sua mãe chegar e nos surpreender aos beijos na sala dela.


-Bobinha, ela só vai voltar para casa ammanhã! Ela disse-me que ia sair com Bianca, e você sabe, elas vão terminar a noite em um hotel. Vamos, fica comigo só por uma hora. Não quer que eu a beije, que eu a abrace? Aqui não podemos namorar, e nem no cinema, acho que fiquei com trauma de cinema com você.


Claire a fitou. Roberta estava fazendo beicinho, com olhar de cachorrinho pidão. Como podia resistir a isso? Também queria beijá-la, abraçá-la.


-Está bem. Só por uma hora, ok?

 

Roberta sorriu radiosamente, entusiasmada.


-Kay. Vamos logo! Ah, estou louca para ddar umas mordidas nesses lábios carnudos!

 

Claire riu.


-Não vale tirar sangue, vampira!


-Pode deixar, eu mordo com carinho. Vamoos, chame logo a garçonete, não podemos perder tempo!


Claire tornou a rir. Roberta era encantadora. Adorava esse entusiasmo juvenil dela. Como era possível Bianca não ter se apaixonado por ela? Bianca era uma idiota!


Sairam do restaurante e pegaram um taxi, ansiosas para chegarem no destino.

 

Bianca e Lauren haviam terminado um delicioso jantar no Michel's e conversavam sobre Roberta e Claire. Bianca falava sobre as qualidades da amiga, para Lauren acabar com o receio da sua amiga estar querendo apenas uma aventura com Roberta.


-Eu sei que ela parece ser uma boa pessooa, Bianca, mas ela já é uma mulher feita, e Roberta é uma garota ainda inexperiente. Tenho medo que ela faça minha filha sofrer.


-Fique tranquila, Lauren. Conheço bem Cllaire, e sei como ela é. Claire é um pouco tímida e muito racional. Aposto que ela vai se comportar com excessiva cautela com Roberta. Essa noite, aposto que ela vai levar Roberta até sua casa depois do jantar e se despedir na porta com um beijo na testa de Roberta. Claire vai tratar Roberta com muito respeito.


-Bem, Bianca, minha filha não é mais umaa virgem, mas eu apenas gostaria que elas se conhecessem melhor, antes de partirem para algo mais íntimo, como sexo.


-Fique tranquila, Claire vai fazer isso.. Ela disse-me a mesma coisa.


Lauren sorriu, fitando Bianca nos olhos.


-Você fica tão linda falando assim sériaa, amor... estou com uma vontade de beijá-la...


-Eu também, Lauren... sabe, sonho com o dia que morarmos juntas, que eu possa chegar em casa e ter você à minha espera. Dormirmos juntas todas as noites...


-Eu desejo isso também, amor. Estou espeerando você ter um tempo para ir escolher nossa nova moradia. Você tem que ir comigo, porque sua opinião vai ser importante na escolha.


A conta chegou e Lauren pagou, sobre protestos de Bianca. Saíram do restaurante e foram caminhando pela calçada. Havia chovido e as ruas estavam cheias de poças de água. E um carro passou em alta velocidade, dirigido por alguém bêbado, espirrando água para os lados, dando um verdadeiro banho nas roupas de Lauren. Binca não se molhou, porque o corpo de Lauren a protegeu.


-Maldito! - Disse Lauren, sentindo a águua fria no corpo. A calça comprida de veludo se colou às suas pernas, encharcadas.

 

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Enquanto isso, Roberta e Claire chegaram ao apartamento de Lauren. Claire entrou e Roberta fechou a porta, fitando-a sorrindo. Pegou-a pela mão e a levou até o sofá em L do living, que tinha dois ambientes. E diante do sofá, colocou as suas mãos no rosto de Claire, alisando-o. Ela a fitou com seus olhos verdes escuros brilhando.


Seus braços envolveram a cintura de Roberta e seu rosto desceu lentamente, ao encontro da boca que a esperava entreaberta.


Foi um beijo à princípio tímido, mas logo cresceu de intensidade, suas línguas se sugando, os corpos se apertando com paixão.


Claire afastou-se arquejando, a respiração irregular, vermelha de excitação.


-Roberta...não podemos...


Roberta deu uma suave mordida em seu queixo e a fitou com desejo.


-Por que não? Estamos sozinhas... e estoou louca para ser sua...


Pegou a mão de Claire e a colocou em seu seio, sorrindo sensualmente.


-Sinta meu corpo, Claire... ele está anssioso para ser seu...


Claire sentiu que estava perdendo rapidamente seu bom senso, com aquela diabinha a tentando. Sua mão apertou suavemente o seio, mas depois tentou afastar-se. Mas Roberta a abraçou, rodeando seu pescoço com os braços e apertando-se contra o corpo de Claire, movendo os quadris, o sexo se apertando contra a coxa dela.


-Oh, amor... - Gemeu Roberta, beijando-aa pelo rosto todo - Eu quero ser sua...me pegue...faça amor comigo...

 

 

-Roberta...você é um diabinho... está deixando-me louca... - Gemeu Claire, capitulando.Era apenas uma pessoa com sangue nas veias. Quem poderia resistir à aquela garota linda, se oferecendo com tanta paixão?


Roberta sentiu que Claire não iria resistir mais e a empurrou para o sofá, sentando em seguida no colo dela com as pernas abertas e dobradas. Rodeou o pescoço dela com os braços e a beijou apaixonadamente, movendo o corpo, esfregando o sexo na coxa de Claire.
Claire perdeu a cabeça com aquilo. Levou uma mão ao seio de Roberta, apertando-o, e a outra mão ergueu a saia da garota mais, palmeando o sexo por cima da calcinha, que já estava molhada, apertando-o.


Roberta desgrudou a boca para falar em seu ouvido, com voz excitada e sussurrante:


-Isso...aperte mais...meta os dedos...esstou cheia de tesão, amor...


-Oh, Roberta!


Claire tentou enfiar seus dedos pela perna da calcinha, mas não conseguiu, ela era muito justa.


-Rasgue ela... - Sussurrou Roberta em seeu ouvido.


Claire não esperou segunda ordem. Puxou com força a parte lateral, que era fina, e a calcinha rasgou, liberando a entrada de sua mão.


-Agora...meta os dedos... - Gemeu Robertta, se erguendo um pouco para facilitar a penetração.


Claire enfiou um dedo cuidadosamenre.


-Mais... - Gemeu Roberta.


Um mais entrou.


-Mais...


Outro seguiu, devagar. Roberta desceu o corpo e se impalou nos dedos, gemendo de prazer. E começou a se mover alucinada, acompanhando os movimentos de Claire com a mão. Ela em menos de cinco minutos atingiu o orgasmo, mordendo a boca de Claire.

 

Roberta pousou a cabeça no ombro de Claire, ainda tremendo, os músculos vaginais se contraindo ao redor dos dedos de Claire. Ficaram imóveis por uns dois minutos, até Roberta erguer o rosto e fitar Claire, sorrindo.


-Pode retirar os dedos...


Claire retirou, lentamente. Roberta se ergueu do sofá e puxou Claire pela mão, fazendo-a erguer-se também.


-Agora é minha vez, Claire...quero você....toda nua...


-Só se você também ficar nua, Roberta....- Sorriu Claire, os olhos brilhando de excitação.


-Claro, amor... vamos nos despir...>


E diante uma da outra, foram se despindo lentamente. Completamente nuas, se olharam, uma apreciando a outra.


Claire fitou encantada o corpo esguio de Roberta, os seios pequenos de pequenas auréolas rosadas, a cintura estreita, o púbis com pelos louros, as coxas longas. Era bem mais alta que a mãe.


Roberta fitou o corpo de Claire com desejo. Ela tinha uma compleição forte, músculos definidos levemente sob a pele alva e acetinada, seios médios eretos, com auréolas de um rosa vivo, quadris estreitos, coxas longas e fortes. Olhou para o púbis de pelos negros bem aparados e teve o desejo de tocar naquele sexo com a boca e dedos.


Claire se aproximou e a abraçou, beijando-a ardentemente.


Roberta resolveu tornar tudo mais excitante se afastando e dizendo rindo:


-Venha me pegar!


Claire riu.


-Ah, sua diabinha! Quer brincar, não é? Pois quando eu a pegar, você vai ver só!


E saiu correndo atrás de Roberta, que rindo alto, rodeou o sofá, correndo para o outro lado da sala.


Elas não perceberam a porta abrir e Lauren e Bianca entrarem.

 

 

 

 

Parte 12

 

 

 

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