GAROTA  DE  PROGRAMA

 

Leth Cross

 

Parte 6

 

 

 

 

Jill levou-a ao Pierre, um restaurante francês frequentado por celebridades. Um fotógrafo estava lá fotografando celebridades como Demi Moore com seu marido Ashton Kutcher, Harrison Ford com sua noiva Callista, e Ellen de Generes com sua nova "girlfriend". Jill foi cumprimentar Ellen, que era uma velha conhecida, levando Jade pela mão. Ellen abraçou Jill quando a viu, foi apresentada à Jade e a olhou com um sorriso simpático, elogiando:


-Meus parabéns, Jill, está bem acompanhaada!

 

Jill rodeou os ombros de Jade possessivamente, sorrindo com orgulho.

 

-Eu tenho bom gosto, Ellen.


Nesse momento, um paparazzi tirou uma foto do grupo. Jill olhou para o fotógrafo e
fez um gesto obceno, mostrando o dedo mediano e encolhendo os outros. Ellen riu sem graça e Jade puxou Jill pela mão, falando:

 

-É melhor irmos para a nossa mesa, Jill.


Jill acenou para Ellen, se despedindo:


-Até outro dia, vou ligar para você ir llá em casa jantar e jogar poker, qualquer noite dessas!
Ellen acenou com a cabeça e elas foram para a mesa reservada.


-Odeio paparazzis! - Disse Jill, irritadda - Eles só falam mal das pessoas que fotografam, vivem farejando escândalos!


-Concordo com você, mas não pode perder a cabeça, Jill. Eles tiraram uma foto sua fazendo o gesto obceno


-Que se danem! Mas vamos aproveitar a nooite, doçura. Não vamos deixar esses idiotas estragar nosso encontro.

 

Jill pediu champanhe e elas brindaram ao seu conhecimento. O incidente foi esquecido e Jade viu que Jill podia se tornar encantadora quando queria. Ela contou fatos divertidos vividos em Paris, sua experiência estagiando na Vogue francesa, os lugares interessantes que havia ido. Ela era uma boa narradora, sabendo falar sobre as coisas com detalhes interessantes, sem ser cansativa. Ela era uma boa conhecedora de arte e descreveu as belas obras do Louvre e do museu Pompidou com vivacidade e talento.

 

O jantar foi servido. Lagosta ao Thermidor com maionese. Jade adorou comer o crustáceo, que felizmente já veio com a deliciosa carne exposta, pronta para ser extraída com o garfo.
Dali esticaram até um clube noturno fechado, onde dançaram ao som de Britney Spears e Amy Winehouse e outros. Jill dançava bem, mas Jade tinha o dom de dançar. Ela deu um show, o corpo estremecendo sensualmente ao som do baixo e da batida da música, que ressoava alto, os quadris se movendo de forma erótica, as mãos fazendo gestos com os braços erguidos, ressaltando os seios eretos como duas frutas à espera de quem as colhesse com as mãos.


Jill não aguentou olhar mais e a beijou ardentemente, as mãos passando pelo seu corpo provocadoras. Jade retribuiu com ardor, incentivada já pela bebida consumida.

 

Jill se afastou e a fitou com desejo nos olhos.

 

-Vamos embora, Jade...quero você, não posso esperar muito mais.


-Sim, vamos... - Disse Jade, sentindo o desejo a dominar também.

.

Jill ia levar Jade para sua casa, mas Jade não aceitou, dizendo que ficaria muito constrangida em acordar no dia seguinte e topar com Lori, além de não se sentir à vontade ter sexo com Jill onde poderiam ouvir algo. Jill se convenceu com os argumentos de Jade e a levou para um discreto e confortável hotel, que não exigia documentos , mas cobrava por uma noite quinhentos dólares .


Jill pegou a chave do quarto e subiu o elevador já beijando Jade no pescoço, na boca, no rosto. Jade ria, já alta pelas bebidas que ingerira.


Logo que entraram, Jill fechou a porta e agarrou Jade entre os braços, beijando-a faminta, as mãos começando a desnudar Jade, descendo as alças do vestido. Jade também começou a despir Jill de suas roupas, sem deixar de beijá-la. E já completamente nuas, caíram na cama agarradas, Jill por cima de Jade. A boca de Jill veio para seus seios e começou a sugar um, enquanto apertava o outro com a mão, burilava o bico, a outra mão descendo entra as coxas de Jade e apertando o sexo.

 

-Abra as pernas, Jade... - pediu ela, deslizando para baixo, a cabeça se colocando entre suas coxas.

 

Jade fez o que ela pediu, já bastante excitada. E ela quase gritou quando sentiu a boca quente de Jill sugando-a, a língua passando ao longo de sua vulva, brincando na abertura, para depois subir para seu clit e começar a sugar.


Jade cruzou as pernas sobre as costas de Jill, movendo o corpo contra aquela boca faminta, que a deixava louca. Jamais havia pensado que uma mulher pudesse dar tanto prazer à outra apenas com sua boca.

 

Jill enfiou dois dedos em sua vagina e começou a movê-los em um entra-e-sai ritmado, fazendo Jade ir às alturas do desejo. Ela começou a gemer, empurrando-se contra eles, sentindo o desejo crescer. Jill começou a lamber seu sexo todo, falando entre a respiração ofegante:


-Isso...abra-se toda para mim...empurre--se contra minha boca... puta gostosa...


Jade sentiu sua excitação crescer. Seu prazer aumentou e seu corpo começou a tremer, com a aproximação do orgasmo. Jill enfiou mais um dedo e começou a empurrá-los com força, falando frases esparsas:

 

-Delícia...puta gostosa...goze nos meus dedos... molhe minha boca com seu gozo...
O corpo de Jade se contraiu em um orgasmo intenso e ela gritou, pegando a cabeça de Jill e a empurrando contra seu sexo. As coxas apertaram a cabeça de Jill e depois a soltaram, quando caiu para trás respirando entrecortadamente.

 

Jill continuou lambendo seu sexo, e Jade a puxou pelos cabelos, afastando-a.


-Chega...já gozei...


Jill retirou seus dedos devagar e subiu com o corpo, fitando-a com desejo.


-Mas eu não, Jade...vire-se de bruços....


Jade se voltou, deitando de bruços. Estava acostumada a obedecer, em sua anterior atividade como garota de programa.


Jill montou sobre sua bunda e começou a esfregar o sexo loucamente, deitando-se sobre ela. Jade sentia o clitóris dela duro em sua nádega, até que ela gozou dando um grito, apertando o corpo palpitante.

 

Jill deitou ao lado, respirando entrecortadamente. Jade se voltou, fitando-a. Jill a olhou, sorrindo.

 

-Você é uma delícia, Jade...deixa eu me recuperar, e vamos continuar nossa festa...


Você gostou de minha performance? Diga, diga que sou melhor que as mulheres que você já trepou.

 

-Jill, não posso comparar. Você é a primeira mulher com quem deitei por prazer.


Ela a fitou descrente.


-Eu fui a primeira por prazer, e qual fooi a outra?

 

-Madame Lilith, a dona do bordel, para ver como eu me comportaria.


Jill a fitou com os olhos arregalados.


-Dona do bordel?! Você era uma prostitutta?!


-Não bem uma prostituta, que pega homem na rua. Mas sim uma garota de programa. Pensei que soubesse.


-Por que pensou? Minha mãe sabe disso?


-Sim, eu contei à ela. Ela não lhe dissee, pelo que vejo... está arrependida de ter saído comigo? Está com medo de pegar alguma doença? Eu sou saudável. Eu tomava certos cuidados e quando parei essa atividade, fiz exames completos que provam que não tenho nenhuma doença venérea ou Aids.


Jill riu.


-Eu acredito em você, garota...e acho atté mais excitante...você então sabe como dar prazer à uma pessoa. E eu quero muiiiiito prazer, ainda...

 

-Vamos tomar um banho? Estou morrendo de calor - Disse Jade.

 

-Claro, Jade... o que quiser...

 

O banho logo se tornou algo muito mais erótico. Começaram a se beijar e logo elas estavam atracadas em um beijo ardente, sob a ducha. Dessa vez, Jill empurrou Jade para baixo, falando cheia de desejo:

 

-Quero que me sugue, Jade... me dê prazer... anda...

 

Jade se ajoelhou diante dela e olhou para o sexo de Jill. Ela se aparava quase totalmente, mal tinha uma fileira de cabelos curtos e louros nos grandes lábios. Lembrando o que ela lhe fizera, Jade tomou o sexo de Jill na boca, passando a ponta da língua de cima à baixo, abrindo-o com os polegares.


Jill ficou louca. A loura se empurrava contra a boca de Jade, gemendo, dando pequenos gritos e falando com voz exaltada, empurrando a cabeça de Jade contra seu sexo:


-Ai, tesão...me chupa com força...morde,, morde! Ohhhhhhh!!!!

 

Jade teve vontade de rir, mas controlou-se. Como Jill era escandalosa! Sugou-a, mordiscou o clit duro, com Jill dando gritos que teve receio dos empregados do hotel virem ver o que estava acontecendo.

 

Mas ela logo atingiu o êxtase, gemendo e puxando os cabelos de Jade, no paroxismo do prazer.Ela escorregou para o chão, gemendo:


-Porra, estou com as pernas bambas...


Jade a amparou nos braços e ela deu um beijo em seu rosto.


-Agora cansei. Vamos para a cama. <

 

Jill se arrastou para a cama com passos trôpegos e se jogou nela, mesmo molhada. Em menos de um minuto adormeceu.


Jade a chamou por uns instantes, preocupada. Mas logo lembrou da quantidade de bebida que haviam tomado e entendeu que Jill havia sido vencida pelo alcool. Cobriu-a com um lençol e foi se enxugar. Depois nua mesmo se deitou ao lado de Jill, que ressonava.


Ela se cobriu até os seios e pensou na sua primeira vez com Jill. Ela não era má numa cama, era uma mulher fogosa, com um belo corpo, sabia dar prazer...mas...aquele não havia sido um ato com amor. Havia sido um ato de puro desejo, uma satisfazendo a outra, nada mais. Não haviam trocado uma palavra de amor, não haviam se fitado com a inigualável emoção que só um grande amor traz. Jade reconheceu que aquela noite seria apenas lembrada como a primeira vez que havia ido para a cama com uma mulher para ter prazer, e não para ganhar dinheiro.


Com Geri seria tão diferente... seria uma noite inesquecível.


Duas lágrimas cairam de seus olhos.

 

-Geri... -Disse baixinho - Onde estará agora? Dormindo sozinha? Ou acordada, venerando a memória de Chelsea?

 

Geri levantou como sempre cedo, às sete da manhã. Foi para sua sala de ginástica e durante uma hora se exercitou nos mais diversos aparelhos seu corpo esguio, com musculatura levemente definida, sem deixar de ser feminina. seu corpo era todo esculpido como de uma guerreira grega. Largos ombros, braços definidos, abdômen musculoso, mas não excessivamente, como muitas mulheres que deturpam sua feminilidade em um arremedo dos músculos masculinos, parecendo ser do outro sexo. Geri era mulher e gostava de ser mulher. As coxas fortes, as nádegas firmes, eram inegavelmente femininas.


Suada, ela foi tomar uma ducha e vestiu-se para o dia, com calças jeans desbotadas, camiseta de algodão branca, sem mangas. Quando não esperava ninguém, gostava de se vestir com roupas que a relaxassem.


Sentou na mesa que Chiquita havia arrumado e serviu-se de café, para acompanhar as torradas com ovos mexidos. Viu o jornal Paparazzi e o pegou para ler, enquanto tomava o café. Era um jornal sensacionalista, mostrando as celebridades nos bastidores, e isso a divertia. A tirava de seu modo sério.


E seus olhos se paralizaram logo na manchete em destaque:


"ELLEN DE GENERES COM SUA NOVA NAMORADA E JILL MELTSON COM SUA NOVA CONQUISTA, A GAROTA DA CALÇA JEANS.


Abaixo da manchete, a foto de Ellen sorrindo, Jill Meltson com o braço rodeando possessivamente os ombros de Jade, com um olhar de orgulho .

 

Geri leu a manchete três vezes, até se convencer que havia lido direito. Estava chocada. Jade e Jill. Juntas. E conhecendo Jill como conhecia, já havia ido para a cama com Jade. A garota que pensava estar ainda sozinha, que com um simples telefonema a teria de volta em sua casa, disposta a fazer o que quisesse para ter prazer.


Sabia do sucesso de Jade. Estava feliz que havia contribuído para isso. Mas achava que Jade ainda estava apaixonada por ela e esperaria apenas uma palavra sua para procurá-la. Mas ela, que havia lhe declarado que estava apaixonada, já estava com outra mulher! E justamente Jill, uma conquistadora barata!


E ela passara esse tempo todo pensando em Jade, pensando se não seria uma traição à memória de Chelsea ter um novo relacionamento!Havia passado noites insones pensando o que fazer, se entregar à paixão que sentia por Jade, ou continuar evitando-a, não se envolver com outra mulher para não sofrer nova perda, e viver apenas de recordações de Chelsea.


Que idiota! - Pensou, com a ira fazendo seus olhos brilharem perigosamente - Ela se martirizando e Jade se entregando à aquela conquistadora mimada, que não gostava de ninguém a não ser dela própria, que se sentia o máximo! Como Jade pudera se interessar por aquela mulher ridícula?


Tinha profunda amizade por Lori, mas ela e Jill nunca se deram bem. Jill queria concorrer com ela em questão de conquistar mulheres, mas Geri sempre a vencera nas disputas, e Jill não a perdoava por isso. E agora, ela havia fisgado Jade só para provocá-la! Mas isso não ficaria assim!

 

Ela pensou como agir. Tinha que agir com muita calma, tinha que refrear a sua raiva para poder ganhar essa parada de Jill. Como ela se atrevia em ter uma mulher que era sua?
A verdade a pegou como um soco no estômago: Jade não era sua, nunca havia sido. Ela era uma garota de programa, que se dava por dinheiro. Ela a havia tido em sua casa, disposta a fazer tudo que quisesse, apenas por dinheiro. Aquela declaração de Jade que estava apaixonada por ela era mentira!


Geri andou pela sala como uma leoa enjaulada, dando chute nas cadeiras, tentando extravasar sua frustração e raiva. Não adiantou. Parou impotente, os punhos cerrados, xingando entredentes:


-Putas! Cadelas! Vadias! Eu vou mostrar à Jill quem é a melhor! Eu não me chamarei mais Geri Gleese, se não conseguir Jade para mim!


Geri não queria admitir que o que sentia não era simples amor próprio ferido ou orgulho, mas sim um inacreditável e doloroso ciúme de Jade.


Ela se jogou em um sofá e ficou ali imóvel, pensando o que fazer. Ela aos poucos foi se acalmando e um sorriso brotou em seus lábios. Jill iria ver seu poder de conquistar. Iria tirar Jade dela. Só para mostrar à aquela conquistadora barata quem tinha mais poder. Jill iria ter uma bela lição de não a provocar!

 

Jade acordou e olhou em volta, estranhando o ambiente que estava. O quarto luxuoso, os móveis e cortinas, tudo era estranho. Sentou lentamente na cama, sentindo sua cabeça explodindo de dor. Um enjoo no estômago cresceu intenso e ela se levantou precipitadamente, sabendo que estava à ponto de vomitar. Procurou desesperadamente onde era a porta do banheiro, mas não teve mais tempo. Ela vomitou ali mesmo, no centro do quarto, sem poder se conter.


-Com mil demônios! O que está acontecenddo? - Gemeu Jill - que ruídos são esses? Que odor horrível!


Jade finalmente viu a porta do banheiro e correu para lá, com a mão na boca. Mal teve tempo de se ajoelhar e levantar a tampa do vaso, para continuar vomitando o produto de uma noite bebendo.


-Maldição! Jade, você vomitou no tapete do quarto! -Jade ouviu Jill gritar - Que nojo!


Jade finalmente parou e apertou seu estômago, sentindo-se fraca. Ela se ergueu lentamente e se apoiou no lavatório. Se curvou, abrindo a torneira e echendo a mão de água, levando-a à boca várias vezes, bochechando e cuspindo.

 
Jill entrou no banheiro e a fitou com o cenho franzido, com ar aborrecido.


-O quarto está irrespirável! Temos que ssair daqui bem depressa!


Jade a fitou timidamente.


-Desculpe-me, Jill. Não pude controlar-mme.


-Tudo bem, o mal já está feito, não? É mmelhor irmos logo embora.


-Não vai tomar um banho?


-Não, vou tomar em casa. Por Deus, Jade,, dê descarga no vaso! Não aguento esse cheiro de vômito!


-Ok, desculpe! - Disse Jade, baixando a tampa e dando descarga.

 

Jade saiu do banheiro e foi até o frigobar. Ela pegou uma garrafa de água mineral e tomou vários e longos goles, sentindo a água gelada acalmar seu estômago rebelado. Sentiu-se magoada com as palavras de Jill, ela nem lhe perguntara como estava se sentindo ou oferecera qualquer ajuda, apenas reclamara dela ter vomitado, como se ela tivesse feito isso de propósito.


Vestiu suas roupas e foi para a sala, esperar Jill.


Ela veio pouco depois, já vestida, com a mão no nariz.


-Vamos!- Disse, abrindo a porta e saindoo na frente. Jade a seguiu em silêncio. Jill pagou a conta e se retiraram. O manoberiro trouxe o carro de Jill até a saída do hotel e elas entraram, seguindo caladas. Somente quando Jill parou diante da casa de Jade, ela respirou fundo e voltou-se para a lourinha, pegando na mão dela.


-Ok, ok, sei que fui uma bruxa, quando aacordei...mas eu tenho trauma de pessoas vomitando, Jade. Tive uma mulher que fazia isso cada vez que bebia e uma vez chegou a vomitar na cama onde eu dormia! Acordei toda molhada com o vômito dela, já imaginou como isso é pouco romãntico?


-Então, você não devia sair com quem bebbe, nem estimular sua companhia a beber, como fez comigo, Jill. Você quem pediu e deu-me todas as bebidas que bebi.


-Eu sei, eu sei... eu sempre me esqueço que eu posso beber muito e não passar mal.

 

Desculpe-me, Jade...na verdade, a nossa noite foi maravilhosa e quero repetí-la muitas vezes. Você me perdoa minha irritação? - Disse, pegando a maõ de Jade e beijanddo, olhando-a com olhar arrependido.


-Está bem, está perdoada...-Sorriu Jade-- Agora, tenho que ir. Bye, Jill.


-Bye. Eu ligo para você depois.

 

Jade estava decepcionada com o comportamento de Jill, mas achou que ela havia se arrependido e não agiria mais desse jeito com ela. Ela havia se exaltado, mas havia se arrependido. Pelo menos, ela era uma mulher muito mais atenciosa que Geri, que a desprezara completamente!


E como que para se desculpar completamente, Jill enviou para sua casa horas depois um belo buquet de rosas e uma caixa de bombons finos, com um cartão anexo. Ela o abriu e leu:


"Jade, você é como essas rosas, linda e delicada. Obrigada pela melhor noite de minha vida. Acho que estou apaixonada. Jill"


Ela colocou o cartão de lado, pensativa. Mas logo sorriu. Nunca alguém lhe mandara flores, Jill era a primeira. Com um pouco de compreensão, ela devia perdoar e esquecer o comportamento de Jill ao acordar.

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Lori ouviu seu celular tocar e atendeu. Viu no display o número e sorriu, reconhecendo o número de Geri.


-E aí, Geri, lembrou da amiga?


-Eu nunca a esqueço, Lori - riu Geri - vvocê sabe que é a minha melhor amiga.


-Eu sei, Geri, e você é a minha melhor aamiga também. O que conta de novo?


-Lembrei que o dia de Halloween está cheegando, e queria saber se você vai fazer uma festa, como todo ano.


-Claro que vou, e você já sabe que está convidada! Todo ano você vem e não aceito desculpas para faltar!

 

-Mas é claro que vou, Lori! Até já comprei minha fantasia!


-É mesmo? E qual vai ser? Eu vou usar umma de Maria Antonieta! Adoro fantasiar-me de figuras da nobreza francesa!


-A minha é segredo. Só vou me revelar noo final, quando todos tiram as máscaras!


-Hummmm...já sei que vai machucar coraçõões. No ano passado, você se fantasiou de uma guerreira grega e todo mundo a achou idêntica à heroína. Como era mesmo o nome dela?
-Xena, a princesa guerreira. Modéstia à parte, também achei que fiquei bem parecida.
-Geri...não sei se sabe, mas Jill está ttendo um caso com Jade. Tem algum problema com isso? Elas vão estar na festa também.


-É mesmo? Não, não sabia! Mas, por que eeu teria algum problema com isso? Eu nunca tive nada com Jade, ela foi apenas uma mulher de programa que eu quis ajudar, sem interesse. Você sabe que eu não quero saber de mais ninguém, depois de Chelsea.


-Ufff, que alívio, pensei que você tinhaa interesse por ela. Jill parece estar gostando muito de Jade, ontem saíram e dormiram juntas.


Geri sentiu como se tivessem jogado um balde de água fria sobre ela. Mas reagiu, não querendo que Lori suspeitasse de seu interesse, rindo.


-É mesmo? Mais uma para a coleção de Jilll!


-Espero que dessa vez seja sério. Jill pprecisa se estabilizar, levar a vida mais sério.

 

-Então, você ainda vai ter que esperar muitos anos, porque Jill tem uma cabeça de adolescente, apesar de já ter 29 anos.


-Geri, eu gostaria tanto que você e Jilll se dessem bem! Eu não entendo essa disputa infantil de vocês por uma mesma mulher!


-Você tem que entender é sua filha, que se julga o centro do universo! Ela quem quer conquistar todas as mulheres que chutei!


-Você chutou Jade, Geri?


-Eu nunca tive nada com Jade, Lori. Ela foi apenas uma mulher que eu quis ajudar e pedi à você que desse uma chance à ela.


-Então, não vai haver problema em você aa ver com Jill na festa, não?

 

-Claro que não, Lori! Sabe que não quero envolver-me com ninguém!

 

-Ótimo, agora estou tranquila. Um beijo amiga, tenho que trabalhar!

 

-Outro, Lori.


Geri desligou e sorriu . Jill iria levar uma lição!

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Jade estava em casa descansando depois de um dia de trabalho, quando a campainha soou. Ergueu-se e olhou pela câmera do sistema de segurança e viu Jill em pé diante do portão eletrônico .


Jade respirou fundo, aborrecida. Jill devia ter ligado perguntando se deveria vir. Estava cansada e tudo que queria era ficar vendo tv e comendo os sanduíches que fizera, com coca-cola.


Mas tinha que atender. Apertou o botão, abrindo o portão, e foi abrir a porta. Jill avançou pela calçada que cortava o gramado, fitando-a sorridente.

 

-Jade, meu anjo! Senti saudades de você e vim vê-la! - Disse Jill, passando pela porta e entrando. Jade fechou a porta e se viu nos braços de Jill, que a beijou ardentemente na boca e se afastou, fitando-a.


-Vamos para a cama? - Perguntou, fitandoo as coxas de Jade expostas pelo curto short.


-Estou vendo um filme - Disse Jade, indiicando a tv - Quer assistí-lo comigo?


Jill se jogou no sofá, olhando a garrafa de coca-cola na mesinha e a tijela de pipoca.


-Jade, meu anjo, que programinha classe média!Tv, pipoca e coca-cola! Você precisa aprender comigo a viver em grande estilo! Vamos então para um bom restaurante degustar um bom vinho e uma comida decente!


Jade a fitou com as mãos na cintura, desafiante.


-Jill, caso ainda não notou, sou da classse média! Tenho uma boa casa, um bom carro, algum dinheiro no banco, mas só! Preciso trabalhar muito ainda para ser rica como sua mãe!


-Ei, acha errado eu querer desfrutar a vvida? Se eu posso ter uma garrafa de champanhe, por que vou me contentar com uma coca-cola?


-Nada de errado, mas isso só mostra que você não é a pessoa certa para mim, Jill. Eu gosto de coisas simples, não fui criada com luxo, como você. Posso apreciar um bom champanhe, mas se não puder, uma coca-cola é o bastante para mim.


Jill a fitou franzindo o cenho.


-Esta querendo dizer que não dá certo noossa relação?

 

-Não disse isso.


-Quase disse. Está querendo se livrar dee mim?

 

Jade revirou os olhos, irritada. Jill era ótima numa cama, mas só isso! Que mulher complicada!

 

-Não, Jill, não estou querendo me livrar de você! Mas não estou com nenhuma vontade de me produzir para sair! Por que não vê o filme comigo?


-Humm...está bem! Mas não tem algo melhoor que refrigerante para beber? Um uísque? Um Martini?


-Vou ver, acho que tenho uma garrafa de Martini no bar.

 

Jade foi até o barzinho no canto da sala e pegou a garrafa de Martini e uma taça.


-Quer com gelo?- Perguntou.


-É Martini doce ou seco?


-Branco doce.


-Então quero com gelo e uma cereja.>


Jade colocou a bebida na taça e pegou gelo no balde térmico. Veio até Jill, estendendo a bebida. Jill olhou a taça franzindo o cenho.


-Esqueceu de colocar a cereja.

 

-Não tenho cereja em casa, Jill - disse, sentando-se no sofá e ativando o play com o controle remoto. A cena voltou à tela.

 

-Jade, vou ensinar à você algumas coisinhas de como receber bem - Disse Jill - Uma anfitriã de classe tem de saber receber as visitas bem. Por exemplo, servir um Martini doce sem a cereja é bem...esquisito.


Jade teve vontade de mandar Jill enfiar os conselhos dela em um lugar bem escondido. Mas dominou-se e falou:


-Vamos ver o filme?

 
-Está bem... - Disse Jill, tomando um goole de Martini e fazendo uma careta.

 

Não passou mais de dez minutos e Jill a agarrou e começou a beijá-la, dizendo entre um beijo e outro:

 

-Chega de ver esse filme chato...vamos aproveitar melhor o tempo...


-Jill...o filme é bom...

 

-Pode ser, mas o que é melhor que fazer amor?

 

Enquanto falava, Jill foi despindo Jade, e quando puxou o short dela abaixo pelas pernas junto com a calcinha e começou a burilar o seu sexo, Jade capitulou. Afinal, tinha sangue nas veias. Se entregaram à uma orgia sexual até ficarem exaustas.


Jade finalmente deitou ao lado de Jill na cama, depois de tomar um banho rápido para tirar o martini do corpo. Jill havia derramado a bebida entre seus seios, aparando-a com a boca na barriga e depois entre as coxas, lambendo entre gemidos de prazer.


Finalmente no sexo, jogando a bebida e fazendo Jade ter um intenso orgasmo.


Jade fitou Jill adormecida, deitada de bruços. Ela era inegavelmente uma bela mulher, muito boa numa cama, mas cada vez se convencia que Jill não era a mulher certa para ela. Essa noite havia sido mais uma demonstração que para Jill a sua vontade é que devia prevalecer, Jade tinha que ceder ao que ela queria.

 

Jill não havia telefonado para perguntar se podia vir em sua casa, ela viera porque tivera vontade e mudara totalmente seus planos de passar uma noite relaxando do trabalho vendo um bom filme. Jill era egocêntrica e esnobe. Mas talvez ela mudasse.


Contava com isso.Iria mostrar a Jill o lado simples da vida.

 

Em sua casa, Geri estava deitada, mas sem sono. Estava com raiva de si mesma, por não parar de pensar em Jade. Imaginava-a sendo beijada e possuída por jill e seu sangue fervia de ciúmes.


Como era possível se sentir assim, se ainda amava Chelsea? Ela que havia sido o grande amor de sua vida!Uma mulher perfeita, que também a havia amado profundamente. Mas para sua frustração,agora era Jade quem tomava conta de seu pensamento. Jade, uma ex-garota de programa! Uma mulher que havia sido conquistada pela idiota da Jill!


Ergueu-se, sabendo que não conseguiria dormir tão cedo. E como muitas vezes fizera desde que reunira as coisas de Chelsea naquele quarto, foi para lá. Abriu a porta com a chave e entrou, fechando novamente com chave. Em seu pijama de seda branco, se sentou na poltrona diante do enorme poster de Chelsea e falou envergonhada:

 

-Chelsea...perdoe-me... eu sei que estou traindo a promessa de amar somente você por toda minha vida, mas eu sou mais fraca que pensei...estou enfeitiçada por Jade...e eu tentei tanto não sentir nada por ela...eu a desprezei, quando declarou a paixão que sentia por mim...fiz isso por sua causa, Chelsea...eu controlei meus sentimentos, minha vontade de a ter para mim...e a afastei de mim, depois de a ajudar a sair da vida que estava levando. Tentei convencer-me que só sentia pena dela... mas agora...estou confusa, com medo do que sinto...só sei que não estou suportando saber que ela está com outra mulher...

 

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Chegou o dia do Halloween, uma festa de origem celta, que nessa antiga cultura marcava o fim oficial do verão e o início do ano-novo. Celebrava também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis.

 

Mas hoje em dia, significa apenas o Dia das Bruxas na cultura americana, onde as pessoas se fantasiam e se divertem e as crianças vão de casa em casa pedir doces.


A mansão de Lori regorgitava de gente, quando Jade chegou acompanhada de Jill. Ela optara por se vestir de Gabrielle, com seu top de camurça cor de vinho, cinturão de couro, saiote transpassado no lado, botas de cano longo e as duas adagas embainhadas na cintura. Jade sempre apreciara a série de Xena e se identificava com Gabby. Agora tinha a chance de homenageá-la.

 

Jill se vestira de Callisto e Jade pensou, quando a viu, que Jill havia escolhido uma pessoa bem de acordo com ela: Jill era alta e magra, loura, de temperamento mordaz e convencida de ser a melhor, como Callisto. Restava saber se ela sabia lutar como a outra loura.


Jill estava de mau humor. Havia tentado sem sucesso convencer sua mãe a não convidar Geri para a festa. Lori não admitira fazer essa desconsideração com sua melhor amiga por causa das inseguranças de Jill. E ela viera desde a casa de Jade, onde havia ido buscar a moça, reclamando que sua mãe não se importava com ela.

 

Jade estava cheia de ouvir Jill reclamar, e deu graças a Deus quando entraram pelos portões da casa. Jill estacionou e desceu do carro, rodeando-o e pegando Jade pela mão, fitando-a com olhar especulativo.

 

-Hummm...você está uma tentação com esses peitos quase saindo do top, e essas pernas deliciosas à mostra... vou ter que tomar muito cuidado com você hoje, principalmente sabendo que Geri vai estar aqui.

 

Jade a fitou contrariada.


-Eu já lhe disse que nunca tive nada comm Geri Gleese. Eu só fui uma mulher que ela pagou para se distrair. Geri ama uma mulher morta.

 

-Mas você se apaixonou por ela. Se ela a quisesse, você teria ficado amante dela. Você tem uma paixão recolhida por ela, confesse!


-Jill, já disse que minha paixão por elaa acabou! Não estou com você? Você está comigo e devia saber que eu não estou mais apaixonada por Geri!

 

Jill parou, a segurando pelos braços e a fitando cheia de suspeitas.

 

-Estamos juntas, mas não sei o que sente realmente por mim. Sinto que você não me ama. Entrega-se á mim, mas nunca diz uma palavra de carinho.


-Jill, e não lhe basta isso, estarmos juuntas? Não a traio com ninguém, vou do trabalho para casa, você vai me ver quando quer, o que deseja mais?


-Quero que você diga que me ama, que morrreria se eu te deixasse.

 

Jade desviou o olhar. Falou quase com raiva:


-Amor é uma ilusão, Jill! E paixão é alggo que dá e passa. Não espere de mim algo que não acredito! Eu acredito é no desejo! E eu não tenho satisfeito os seus desejos? Não reclame de barriga cheia!

 

-Você sentiu paixão por Geri! Por que não sente o mesmo por mim? Eu acho que você a ama!Por isso, não consegue amar mais ninguém, tem o coração já ocupado!


-Chega, Jill! Que inferno! Estou farta dde suas insinuações! Eu já lhe disse que não quero mais ouvir você tocar no nome dessa mulher! Foi a condição para continuarmos juntas!


Jill a pegou pelos braços e os apertou, fitando-a com um olhar sinistro.


-Preste bem atenção, Jade...eu não admitto ser passada para trás! Ainda mais por uma ex garota de programa! Se você fizer isso comigo, vai pagar caro!


Jade a fitou chocada.


-Nunca esperei você dizer isso para mim,, Jill! Então, é isso que sou para você? Uma ex garota de programa?


-Eu estou avisando! - Disse Jill, ignoraando a pergunta de Jade - Bem, vamos entrar! Essa discussão me deu vontade de encher a cara! Ainda bem que bebida aqui não falta!


E dizendo isso, Jill a arrastou para a entrada da mansão.

 

Lori estava perto da porta e as olhou chegar com um olhar preocupado. Estava fantasiada de Maria Antonieta, com uma peruca de cabelos platinados em um elaborado penteado e uma maquilagem pesada, parecendo uma figura saída de um filme de Fellini. Ela viu Jill se afastar de Jade e ir cumprimentar uma amiga com um abraço exagerado, levantando a moça do chão, e a beijando em cheio nos lábios.

 

Lori de aproximou de Jade, que olhou a cena com indiferença aparente.


-Olá, minha querida! - Disse, abraçando Jade pelos ombros e sussurrando em seu ouvido: - Não ligue, Donna é uma amiga de infância dela. Jill deve estar fazendo isso apenas para meter ciúmes em você.


Jade a fitou, com um leve sorriso.


-Olá, Lori. Estou pensando se não seria melhor eu voltar para casa. Jill parece disposta hoje a me provocar.


-Não faça isso! A festa vai ser ótima! CCher vai dar uma canja, cantando seus sucessos!
-Não sei... algo me diz que vou aborreceer-me nessa festa.


-Que nada! Não seja pessimista, Jade! Approveite a festa! Tenho certeza que vai gostar! Jill vai cair em si e ver que está agindo como uma tola. Desde cedo ela estava me pedindo para não convidar Geri para a festa, ela está cheia de ciúmes! Mas isso vai passar!


-Espero que esteja certa, Lori... mas teenho minhas dúvidas.


-Não ligue para o que Jill diz... ela vaai ver que não tinha motivos para ter ciúmes de geri e vai acabar pedindo desculpas á você.

 

-Tem razão, Lori. Eu vim à festa para divertir-me, e vou fazer isso mesmo se Jill tiver um ataque de nervos! - disse Jade, irritada com a criancice de Jill. Engraçado, não sentia um pingo de ciúme, só sentia raiva por ela querer estragar sua noite e a fazer de idiota perante as pessoas. Afastou-se e foi se servir de uma taça de champanhe.


O salão e o deck da piscina estavam decorados com temas da festa. No salão, do lustre que ficava no centro do teto, partia uma enorme imitação de teia de aranha, tecida com fios prateados, abrangendo todo o teto. Abóboras espalhadas estratégicamente pelos cantos do salão com suas bocas e olhos recortados, sorriam iluminadas internamente por luzes.

 

Silhuetas de bruxas, morcegos e gatos decoravam as paredes cobertas por um tecido roxo, que a luz negra dava um efeito fantasmagórico, e a música eletrônica que tocava completava o clima surreal.


Jade procurou um lugar mais tranquilo para ficar, bebericando a champanhe, esperando acalmar sua raiva para depois ir dançar. Estava nervosa, esperando com receio a chegada de Geri. O que sentiria, vendo-a novamente, depois de tanto tempo? A sua paixão recolhida iria se inflamar? Geri viria falar com ela? ou a ignoraria?


-A guerreira loura sonha... com quem serrá?


Jade ouviu aquela voz aveludada e voltou-se surpresa. Uma mulher alta estava ali atrás dela, recostada na parede, com os braços cruzados. A fantasia de mulher-gato se moldava ao seu corpo como uma luva. O corpo escultural vestido em pvc negro, moldando cada curva, a capa preta, a máscara que só deixava ver os olhos, a  boca e  o queixo. Era uma visão sexy e provocante, como um sonho erótico.

 

Jade sorriu para ela. Seu coração disparou. Jamais confundiria aquela voz com a de outra pessoa. Jamais deixaria de reconhecer aqueles olhos entre mil. Aquela mulher era Geri, vestida de mulher-gato! Algo dentro dela a fez decidir que a melhor estratégia seria fingir que não a havia reconhecido. Queria ver o que Geri diria, achando que não havia sido reconhecida. Quem sabe ela seria mais descontraída e mais aberta, se sentindo protegida por sua fantasia?


Assim, a fitou com um olhar divertido, erguendo a taça.


-Brindo à você, mulher-gato, tão misteriiosa e poderosa, parecendo mesmo uma figura do Halloween, sempre surgindo das sombras da noite para desafiar as pessoas comuns, como eu.


Ela se aproximou e fez uma leve mesura, se inclinando e a mão traçando um floreio no ar.


-Comum? Você não é comum, Gabrielle! Umaa guerreira que domou uma mulher como Xena jamais seria comum!


Jade riu, por ver que ela tinha o senso de humor de fazer o jogo das personagens que elas representavam. Era bem mais fácil lidar com essa Geri-Mulher Gato. O seu ressentimento se diluiu vendo aquele sorriso fascinante, de dentes perfeitos.


-Então, Mulher-gato, já que somos ambas heroínas, vamos nos unir para aproveitar a festa!


-Boa idéia, Gabrielle. E tenho uma propoosta: Que tal fazermos nossa festinha particular?

 

-E onde seria essa festa? - perguntou Jade, fitando-a erguendo as sobrancelhas.


-Perto daqui. Na praia.


-Na praia? O que tem lá de especial?


A mulher-gato pegou sua mão e a apertou suavemente. Ela usava luvas de couro, mas Jade sentiu o calor daquela mão através do couro e estremeceu. Maldição, Geri continuava conseguindo agitar suas emoções com apenas um toque na sua mão! E não era apenas emoção de desejo, era muito mais.


Ela mergulhou os olhos nos seus e disse ronroneando como uma gata:


-Tem eu. O mar. O ruído das ondas, o cheeiro do mar impregnando nossos sentidos.


-Já tem o bastante. Vamos.


A mulher-gato fitou Jade surpresa. Ela não esperava que Jade concordasse tão fácil.


-Aceita mesmo? - Ainda perguntou.


-Sim. Adoro praia à noite.

 

-Então, venha! - Disse a mulher-gato, puxando Jade pela mão.


Elas saíram para o jardim e desceram o caminho de pedras para a praia. A mulher-gato caminhou para perto de umas pedras e Jade ficou surpresa ao encontrar uma toalha de banho forrando o chão, e ao lado dela, uma garrafa de champanhe e duas taças dentro de um balde de gelo.


-Oh! Você havia planejado ficar aqui e ppreparou o lugar? - Perguntou Jade.


-Mais ou menos. Eu sou amiga da dona da casa e já conhecia essa parte da praia. Eu planejei passar o final da noite aqui, quando a festa acabasse.

 

Jade sorriu com ironia.


-E já havia planejado não passar a noitee sozinha. As duas taças comprovam isso.


A mulher-gato deu dois passos, se postando diante dela. As mãos pousaram nos ombros de Jade.


-Não vou negar. Eu sabia que você estavaa na festa, e preparei esse recanto para nós nos conhecermos melhor.


-Preparou? E Lori sabe disso?>


-Sim. Eu falei que iria amanhecer aqui, diante do mar. E ela deu-me a idéia de preparar nesse lugar um pequeno arranjo para duas pessoas. Mas eu preparei esse lugar apenas pensando em você. Jade... eu não sei como expressar as coisas que sinto... se o faço, eu inevitavelmente magoo as pessoas. Mas eu quero consertar isso. Eu quero que saiba que você é uma mulher especial. E eu a desejo muito.


E puxando Jade contra o corpo, ela a beijou ardentemente na boca, seus lábios se esmagando na explosão da paixão tanto tempo contida. Jade rodeou o pescoço de Geri e a beijou como se fosse o último beijo de sua vida, o corpo tremendo de emoção, ao sentir-se nos braços de Geri. Era a realização de um sonho. Suas línguas se sugavam, roçavam, as mãos de Jade apertando o rosto de Geri no beijo voraz, enlouquecedor, delicioso!


Então, um pensamento fez Jade esfriar como se tivesse tomado um banho de gelo: Ela a estava usando. Usando como se fosse um objeto.

 

Jade afastou o rosto, fitando o rosto da mulher gato com súbita frieza.


-Já conseguiu o que desejava?


Geri a fitou hesitante. Sorriu.


-Não, ainda não... eu quero ainda muitoss beijos como esse que trocamos...


Jade a empurrou com as mãos. Olhou-a nos olhos e disse com sarcasmo:


-Para quem não queria nem tocar-me, vocêê mudou muito, Geri Gleese!


Geri a fitou espantada, imóvel.

 

-Você sabe quem sou! Como descobriu?


-Como descobri? Geri, ao contrário do quue pensa, sou uma garota esperta! Eu fui uma garota de programa, mas nunca fui idiota, apesar de ser loura! Eu reconheceria sua voz e esses olhos em qualquer lugar! Diga, Geri, era isso que queria? Usar-me por trás dessa fantasia, escondida sob uma máscara, para poder fazer o que quisesse e depois voltar incógnita para sua querida Chelsea?


-Jade! Eu ia me revelar para você! Eu prrimeiro queria que você falasse comigo sem nenhuma prevenção, eu queria...


-Ia se revelar nada! Você queria era usaar-me e depois, cheia de remorso, ir chorar para sua querida Chelsea e dizer que ela não se preocupasse, porque eu não a havia reconhecido e você estava livre!


-Não, Jade! Eu não ia fazer isso!


-Não?! Então diga, o que iria dizer paraa mim?!

 

-Eu não tinha nada planejado, Jade. Mas ia dizer quem sou, ia conversar com você para acertar coisas que ficaram pendentes em nossa relação...


-Nossa relação? Coisas pendentes? Geri, nossa relação foi apenas...comercial. Eu era a mercadoria que você pagava para usar. E nem isso quis. Quanto à coisas pendentes, não acho que temos nada pendente entre nós. Tudo ficou muito claro. Você deu-me uma ajuda, um empurrão inicial para eu mudar de vida, pelo que sou agradecida, mas nada mais. Você nem sequer me ligou para dar-me parabéns por eu ter conseguido ser aprovada por Lori. Nunca quis contato comigo.


-Jade... eu sei que fui muito radical....eu achei que era melhor não estreitarmos relação...mas quando vi a foto de você e Jill juntas, algo me tocou... e eu...


-Ora, ora! O que temos aqui? Uma reuniãoo inusitada! A mulher- gato e Gabrielle? Não combina!


Geri e Jade olharam assustadas para onde veio a voz. E se depararam com Jill, com as mãos na cintura e as fitando com um sorriso feroz.


Geri a fitou sem nenhum receio, dizendo com voz calma:


-Saia daqui, Jill. O assunto é entre eu e Jade.


-Acha? Acaso esqueceu que Jade é minha nnamorada, e você a trouxe para a praia para tentar seduzí-la? Estou vendo que nem esqueceu de trazer uma toalha e a bebida, que apanhou na casa de minha mãe!


-Eu não apanhei escondido! Sua mãe quem me deu! - Retrucou Geri, com voz indignada.


-Ah, mas aposto que você não disse à elaa que tudo isso era para seduzir minha mulher!

 

Jade, que até então apenas observava o duelo verbal de Geri e Jill, Interveio com um grito:


-Um momento, vocês duas!


Geri e Jill fitaram Jade, que tremia de indignação. Ela falou com entredentes, olhando para Jill com desdém:


-Eu não sou propriedade sua e nunca sereei, Jill! Você não sabe tratar uma mulher com consideração e respeito! Você é uma mulher imatura, mimada, que acha que o mundo gira à sua volta! Cansei! Procure uma mulher que possa aturá-la!


Ela então voltou-se para Geri, falando no mesmo tom que falara com Jill, mas seus olhos se enchendo de lágrimas:


-E você, Geri, pensa que ainda sou aquella mulher que bastava você ligar, para ir correndo como uma cachorrinha à espera de um gesto seu, e apenas recebia desprezo? Que foi humilhada, desprezada por causa de uma fantasma? E agora, como disse, viu minha foto com Jill e decidiu procurar-me? Lori me contou as disputas de vocês duas por mulheres! E você não podia deixar de querer entrar na disputa com Jill por mim, apenas para depois se vangloriar que venceu mais uma vez! Pois saiba que não estou nesse joguinho de vocês! Tenham uma boa noite, as duas!


E dizendo isso, se afastou de volta para a casa, sem olhar para trás, quase correndo.

 

Jill fitou Geri com raiva.


-Viu o que fez, sua cadela? Você jogou JJade contra mim!


-Não seja ridícula, Jill! Você quem a peerdeu por ser uma idiota, esnobe e mimada!


-Cadela! A culpa foi sua! -Gritou Jill, avançando para agredir Geri.

 

 

   Parte 7                                        

 

 

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