Parte 2
No dia seguinte, uma nova etapa da vida de
Jade começou. Ela ocupou um confortável quarto do apartamento, que era duplex,
e começou a ter aulas de etiqueta, moda e a ler revistas sobre atualidades e celebridades,
para saber quem era quem em Los Angeles e no país. Aprendeu a usar os talheres
e copos corretos em um jantar formal, como usar roupas que valorizavam seu
corpo com elegância, a usar a maquiagem certa para seu rosto. E Madame Lilith a
fez cortar o cabelo em um corte moderno, que a fez parecer bem mais jovem.
Madame Lilith lhe comprou também cinco vestidos para festa, calças compridas,
blusas, shorts, sandálias, sapatos e botas.
Quando Jade agradeceu, Madame Lilith a fitou com um sorriso irônico, dizendo:
-Não me agradeça, porque você vai pagarr-me cada centavo que estou gastando com
você. Isso aqui não é um negócio de caridade, meu negócio é um investimento à
curto prazo, para eu ganhar dinheiro e lucrar bem. Se você não der o lucro que
espero, tenha certeza que será despachada novamente para a rua. Faça sua parte
bem, que é me fazer ganhar dinheiro. Lembre-se disso.
Mas Jade, mesmo ouvindo isso, continuou grata à mulher. Ela a tirara da rua e
se não fosse ela, provavelmente estaria na rua se sujeitando a dormir com
qualquer um para ganhar alguns dólares e correndo da polícia, ou dominada por
um cafetão que controlava os pontos de prostituição. Já conhecia todas as
garotas que trabalhavam para Madame Lilith. Eram moças bonitas, bem vestidas e aparentemente
bem educadas. Quem as visse nas ruas, jamais pensariam que eram garotas de
programa. Somente quando estavam entre elas e contavam suas experiências com os
clientes, revelavam sua atividade.
Uma delas, Brenda, uma loura muito atraente,
comentou para as colegas, no dia seguinte de uma noitada:
-Garotas, estou toda dolorida. Tony Coccker é um sádico maldito, ele adora comer
uma mulher com violência. O desgraçado dava socos nas minhas costas e me
xingava, enquanto metia aquele pau enorme no meu traseiro.
Tony Cocker era um cantor de rock que havia se tornado famoso com o sucesso de
uma música romântica. Jade olhou para Brenda espantada. As outras moças riram.
-Tony Cocker é assim?! - Perguntou, inccrédula.
Brenda a fitou com ironia.
-Hei, Alice no país das maravilhas, acoorde! Muitos são como ele. A maioria dos
famosos nos pagam porque só mesmo pagando para aguentar suas taras. Você vai
ver. Prepare-se.
Jade olhou para Madame Lilith assustada. Havia pensado que iria lidar com
clientes que a tratariam com certa consideração, porque eram finos!Mas agora
via que não seria assim. Não era nenhuma virgem intocada, mas submeter-se á
violência de um homem a assustou.
-Madame Lilith...também vou ter que ir para a cama com um homem assim?
Ela a fitou friamente.
-Claro que sim! Julga-se melhor que as outras?Eu investi muito dinheiro em você
e esses são os que pagam mais! Não vai poder escolher clientes!
Mas...eu não sabia que teria de submeter-me a
um homem com taras sádicas! - Protestou Jade, com ar revoltado.
Madame Lilith a encarou com um olhar duro.
-Agora está querendo voltar atrás de noosso trato?É tarde demais, vai ter que
pagar o que fiz por você. Vejam, ela agora parece uma moça fina, bem vestida,
bem maquiada, sabendo se comportar em qualquer ambiente. E deve isso à mim! Eu
quem a tirou da rua, onde ia vender-se por uns míseros dólares!E agora pode
ganhar com um só cliente no mínimo quinhentos dólares! Muito bem, se não
aceitar minhas ordens, vai voltar para a rua, só com a roupa que chegou aqui! É
isso que quer, ou vai fazer o que eu mandar?
Jade a fitou derrotada. Tudo que ela havia dito era verdade, e a hipótese de
voltar para a rua era tão apavorante, passar fome e não ter onde dormir era a
pior coisa do mundo. Humilhada, baixou a cabeça e respondeu:
-Farei o que mandar...- Disse baixinho - não quero sair daqui e voltar para a
rua.
Um brilho de vitória passou pelos olhos de madame Lilith.Ela sorriu,
sentando-se ao lado de Jade e a abraçando pelos ombros.
-Vai ver que não é tão ruim assim... a maioria são homens bonitos e educados,
sem nenhuma violência...e também mulheres que a tocarão com suavidade. Acho que
chegou o dia de você estrear, Jade.
Jade a fitou, tensa.
-Quem será o cliente?
-Richard Baker. Ele é um cavalheiro. Elle ligou há minutos atrás e pediu uma
garota para as onze da noite. E ele gosta de louras. Vou mandar você.
Lana, uma loura alta, protestou:
-Richard Baker é um cliente meu!Eu quemm deveria ir! Já estive com ele cinco
vezes e ele gosta de mim!
Madame Lilith olhou para a loura com olhos frios.
-Aqui ninguém pode considerar-se exclussiva de um cliente, ou vice-versa!E saiba
que ele pediu-me uma cara nova, já está enjoado de você! Portanto, espere outro
cliente ligar, como as outras!
-Se ela quer ir em meu lugar, eu não mee importo- Disse Jade, querendo livrar-se
do encontro. Conhecia Richard Baker dos filmes de ação que via na tv.Achava ele
um bom ator, mas era um homem pouco atraente. Era baixinho, narigudo e com um
olhar arrogante.
-Nada disso, você mesma quem vai. Assunnto encerrado- Disse madame Lilith.
E assim, às onze em ponto, Jade estava entrando na mansão do ator, que mandara
um carro buscá-la. O mordomo lhe abriu a porta com um olhar frio e impessoal.
-Boa noite.
-Boa noite. Sou Jade, enviada por madamme Lilith. O senhor Richard Baker me
espera.
-Entre e siga-me.
Ele a conduziu até um imenso salão e a mandou esperar, retirando-se. Jade olhou
em volta a luxuosa decoração, mas nervosa demais para apreciar.
Minutos depois Richard Baker entrou na sala,
vestido com um roupão branco de banho. Ele a olhou da cabeça aos pés e sorriu
com satisfação.
-Olá, Jade. Quer beber alguma coisa? Umm vinho, um uísque?
Ela o fitou com nervosismo.
-Não, obrigada.
-Bem, eu vou tomar um uísque.
Ele foi até o bar no canto do salão e serviu-se de uma dose generosa de uísque,
colocou gelo de um pote e voltou, sentando-se em um sofá de couro vermelho.
Tomou um gole da bebida e disse, pegando um controle remoto sobre a mesinha ao
lado:
-Madame Lilith disse que você fazia strrip-tease. Quero que faça um agora para
mim. Pode começar.
E ele ligou o som em uma estante. O som de um blue encheu o ambiente.Isso era
fácil para ela. Jade começou a despir-se lentamente, fazendo poses provocantes,
em sua técnica refinada de despertar desejos.
Richard Baker abriu o roupão, mostrando que por baixo dele estava nu. Colocou a
mão no pênis e começou a se masturbar lentamente, olhando-a com olhos famintos.
Quando a música estava quase no fim e Jade só de calcinha, ele se ergueu e se
aproximou dela, agarrando-a e a beijando faminto, o sexo ereto sendo premido
entre suas coxas. E ele atingiu o auge apertando seu traseiro com as duas mãos,
apertando-a contra ele.Depois ele se afastou lentamente e sorriu para ela.
-Foi um bom começo, Jade...agora, vamoss dar um tempo e recomeçar.
E durante uma hora e meia Jade submeteu-se aos desejos daquele homem. Deu
graças a Deus que ele usava camisinha, com medo de pegar alguma doença dela.
Finalmente ele parou, exausto. Olhou-a com indiferença e colocou o roupão.
-Pode vestir-se e ir embora - disse, tiirando do bolso do roupão sete notas de
cem dólares e jogando para ela - Estou cansado, vou tomar um banho e ir dormir.
Ela apanhou o dinheiro e vestiu-se rapidamente, ansiosa para ir embora. Ele a
ficou observando, com um olhar cafajeste.
-É uma mulher gostosa, Jade... vou chammá-la mais vezes.
Jade acabou de vestir-se e saiu logo em seguida.
O mordomo a acompanhou até a porta da casa e
sem uma palavra, abriu a porta e a fechou logo que ela saiu. Jade atravessou o
gramado e saiu pelo portão, que foi aberto pelo segurança. Já passava de uma
hora da madrugada e a rua estava deserta. Jade praguejou , pensando que com a
sua inexperiência, não havia exigido que o seu cliente também arranjasse o
transporte de volta.
À custo, conseguiu um taxi depois de andar quatro quadras cheia de medo de ser
assaltada, naquelas ruas desertas.
Sentia-se suja e degradada com aquela relação que tivera, mas aquele dinheiro a
ajudaria a ter um teto sobre a cabeça e comida no estômago, além de um certo
conforto. Quando tivesse uma chance de mudar de atividade, faria isso. Mas
enquanto essa chance não chegasse, teria de engolir seu orgulho e dignidade e
fazer o que necessitava para sobreviver naquela selva de pedra. Iria juntar um
bom dinheiro e quando tivesse o suficiente, mudaria de cidade.
Chegou ao edifício de madame Lilith e foi recebida com um olhar curioso dela,
quando entrou no salão. Ela estava vendo tv, comendo uma taça de sorvete. Não
havia mais ninguém ali. As garotas já deviam estar em algum programa ou
dormindo.
-E então? Não foi tão mal assim, não?
Jade se sentou ao lado dela e suspirou.
-Bem, pelo menos ele não tem nenhuma taara. Mas não me ofereceu transporte de
volta, tive que procurar um táxi nas ruas desertas.
-Tem que ser esperta, garota! Logo que acabasse a nitada, devia ter exigido
condução até aqui! Mas, quanto ele pagou?
-Setecentos dólares. Gastei 50 com o taaxi.
-Está vendo? Teve prejuízo de 50 dólarees!Tem que ser esperta, menina, ou eles a
fazem de boba!Bem, já aprendeu a lição. Com o próximo, isso não acontecerá.
E o próximo cliente veio no dia seguinte. Um
homem quase impotente, que só queria que ela fizesse poses eróticas enquanto
ele se masturbava olhando-a como um lobo faminto.
Ela sentiu nojo só em vê-lo gozar, revirando os olhos. Mas ele foi generoso,
pagou mil dólares e lhe ofereceu um delicioso jantar.
Na outra noite, ela foi à mansão de um cantor de música country. E logo ao
chegar, foi levada por um segurança até um salão com as janelas fechadas com
cortinas e a porta foi trancada.
E ali estava Rick Manson, apenas com um short e um chapéu. Ele a fitou da
cabeça aos pés e sorriu. Era um louro magro, com feições agradáveis e Jade
sorriu para ele.
-Aproxime-se, potranca - disse ele, senntado em um sofá, batendo a mão ao lado
dele.
Jade aproximou-se e se sentou ao lado do rapaz.
-Meu nome é Jade - Disse ela.
-Não interessa seu nome, para mim é umaa potranca. Eu quero que você tire toda a
roupa e fique de quatro, para eu cobrir você.
-Cobrir?!
-Sim. Cobrir, cruzar, emprenhar uma vacca, nunca ouviu falar?
Jade o fitou indignada.
-Eu não sou uma vaca!
Ele a fitou franzindo o cenho.
-Garota, eu acho todas as mulheres potrrancas ou vacas. Potrancas, quando são novas
e gostosas como você. E então? Não veio aqui para ficar me olhando, não? Faça o
que mandei!
Jade teve vontade de mandar ele para o inferno, ou se roçar nas ostras. Mas se
fizesse isso, ela sabia que madame Lilith a mandaria embora. E fez o que ele queria.
Apenas exigiu que ele usasse camisinha. E se submeteu a ser possuída naquela
posição, com ele a pegando pelos cabelos e gritando como se estivesse em um
rodeio, enquanto ele penetrava sua vagina com estocadas violentas.
E ainda diziam que essa era uma vida fácil! Pensou Jade, com vontade de chorar.
Quando chegou na garçonière, Jade estava
revoltada e humilhada. Madame Lilith a fitou e veio ao seu encontro.
-Foi tudo bem?
Jade a fitou sombriamente.
-Aquele cantor de country acha que todaa mulher é uma potranca, e faz sexo como
se estivesse com uma vaca!
-Eu sei, Jade... por isso quero saber sse tudo foi bem.
Jade a fitou indignada.
-Você sabia do que ele gosta de fazer ee enviou-me para ele?
-Jade, todas as outras já foram com Ricck, eu não podia fazer exceção com você.
Tem garota que até acha divertido.
-Acha divertido ser possuída como uma vvaca?! E ele não tem nenhuma delicadeza,
estou toda dolorida!
-Ok, ok, vou arranjar um cliente mais ffácil, a próxima vez! Você aceitaria ter
uma mulher como cliente?
Jade a fitou surpresa.
-Uma mulher?!
-Sim, não faço discriminação sexual comm meus clientes. O que importa é que
sejam importantes e paguem bem. Eu tenho algumas clientes lésbicas que pagam
bem e são famosas, gente de nível. E uma delas é Geri Gleese.
Jade a fitou surpresa.
-Nunca ouvi falar nela.
Madame Lilith a fitou admirada.
-De que planeta veio? Geri Gleese é muiito conhecida em Hollywood, ela é a
fotógrafa das celebridades! Madonna, Angelina Jolie, Meryl Streep e outras, já
foram fotografadas por ela! Muitas modelos hoje famosas já fizeram seu book com
ela!
-Não conheço ela. Então, essa Geri Gleese
gosta de mulher?
-Sim, é uma cliente minha e paga muito bem. Aceitaria ir com uma mulher? Aqui, de
todas as garotas, somente quatro aceitam. Eu respeito isso, sei que é difícil
uma mulher heterossexual aceitar ir para a cama com outra mulher.
-Bem...eu sou heterossexual, e nunca peensei em ir para a cama com uma mulher...
mas não sou preconceituosa. Talvez seja mais fácil de lidar com uma, que com
homens tarados, como o cowboy.Ela é nova ou velha? É uma mulher atraente, ao
menos?
-Geri Gleese é linda e paga muito bem. Eu sempre estabeleço o preço mínimo de
quinhentos dólares, mas se ela gostar da mulher, chega a pagar oitocentos
dólares. Sei que ela gosta do seu tipo, porque só pede louras. Então, aceita ir
com ela? Geri pediu uma mulher para amanhã. Estava pensando em enviar Pamela,
mas se você aceitar, vai no lugar dela.
-Hummmm... tudo bem. A que horas devo iir? Ela mandará buscar-me?
-Ela sempre manda uma limusine buscar aa garota e a trazer de volta.
-Ela não tem nenhuma tara, não?
-Ninguém nunca se queixou de nada.
Jade levantou do sofá.
-Ótimo. Bem, vou tomar um banho e ir deeitar.
-Vá, querida, e descanse bastante. Amannhã tem de estar em forma.
Jade tomou um banho de ducha, vestiu uma camisola e deitou, exausta. Aquele
cowboy dos infernos a deixara dolorida. Ainda bem que usara camisinha, mas
ainda assim se sentia suja pela saliva dele lambendo suas costas e seios, e do
suor dele molhando seu corpo.
Respirou fundo. Que vida! Mas precisava ganhar dinheiro. Juntar para poder
mudar de vida, de cidade. Por enquanto, teria de aceitar tudo, até trepar com
uma mulher.
Então, Jade lembrou que já havia feito sexo
com uma mulher, a própria madame Lilith! Que gafe, comentando que nunca havia
feito sexo com uma mulher! E madame Lilith devia ter ficado tão ofendida, que
nem a havia lembrado...
Mas não podia mesmo considerar que havia feito sexo com madame Lilith. Ela quem
havia feito sexo nela, e não havia passado de um teste. Havia sido um ato sem
paixão de ambas as partes. Não, não iria considerar aquele teste como fazer
sexo com uma mulher.
Será que sentiria prazer com Geri Gleese? Estava muito curiosa para conhecê-la.
Uma lésbica bonita, famosa. Bem, era melhor dormir e deixar sua curiosidade
para depois.
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Seis da tarde. A limusine percorria as ruas de Los Angeles suavemente,
dirigindo-se para o elegante bairro de Bel Air. Jade olhava tensa o trajeto,
indiferente ao conforto do espaçoso veículo. Lá na frente, o motorista
uniformizado dirigia, com seu rosto inexpressivo, indiferente à sua passageira.
Ele devia estar acostumado a levar parceiras sexuais para sua patroa.
Madame Lilith havia escolhido sua roupa. Um conjunto de saia justa e blazer
azul escuro e blusa de seda creme. Ela havia dito que Geri Gleese gostava de
mulheres com tipo de executivas. Madame Lilith a havia instruído a falar pouco
e não perguntar nada. Como se a interessasse saber da vida de Geri Gleese! Se
pudesse realmente escolher, nunca aceitaria ir para a cama com uma estranha!
Finalmente, a limusine entrou por um portão de ferro que se abriu e percorreu
uma alameda arborizada, até parar diante de uma mansão. O motorista desceu e
abriu a porta para ela, avisando:
-A senhorita Gleese está à sua espera. Siga-me.
Jade o seguiu em silêncio. Ele apertou a
campainha na entrada principal da residência, enquanto Jade olhava em volta,
encantada com o lugar. A residência era uma "hacienda", uma casa em
estilo mexicano, de dois pavimentos, pintada de creme, com amplas janelas de
madeira marrom, telhado de telhas vermelhas, cercada por luxuriantes plantas
ornamentais e árvores, com um amplo gramado e um belo repucho no centro do
mesmo, esguichando água cristalina pelas bocas de três golfinhos unidos.
Uma governanta gorducha abriu a porta e olhou para Jade com curiosidade.
-Chiquita, a senhorita Gleese está à esspera dessa moça, conduza-a até ela, por
favor.
Chiquita afastou-se para Jade passar, fitando-a com uma estranha expressão, que
Jade achou que era pena.
-Estoy conocendo, Lucas. Venha, senhoriita - Disse Chiquita, numa mistura de
espanhol e inglês.
Felizmente a última frase em inglês, porque
Jade não entendeu nada em espanhol. Jade a seguiu e se viu em um grande hall de
entrada com quadros modernos e peças de arte. Atravessaram o hall e foram até
uma porta de mogno, que a mulher abriu e anunciou:
-A visita que a senhorita espera.
Jade passou por ela e entrou na sala.
Uma mulher estava sentada displicentemente
numa poltrona e a fitou avaliadoramente, quando entrou na ampla biblioteca.
Jade a fitou impressionada. Era uma mulher bela e atraente, e pelo seu olhar,
tinha uma forte personalidade.
Cabelos negros compridos até os ombros, lisos e sedosos, com uma franja
desfiada sobre um par de penetrantes olhos azuis. Um nariz aquilino que lhe
dava um ar exótico, maçãs do rosto altas, lábios sensuais, vermelhos
naturalmente, rosto angular apoiado em um pescoço forte e ombros largos. O
corpo longilíneo estava elegantemente vestido com calça negra de linho e blusa
de mangas compridas de seda branca. Botas negras luzidias completavam o lay-out
daquela mulher atraente e bela, que a fitava atentamente.
-Obrigada, Chiquita - Disse, com voz
aveludada - Pode ir.
A governanta assentiu e retirou-se, fechando a porta.
Jade sentiu-se intimidada por aquele olhar que não a deixava. Ali, imóvel no
meio da sala, esperava a mulher convidá-la para sentar, ou estender a mão com
um sorriso apresentando-se, mas ela não fazia nada para deixá-la à vontade. Ela
apenas a avaliava com o olhar, percorrendo-a de cima à baixo, como que
avaliando um objeto à venda.
Jade resolveu não deixar mostrar o que sentia. Assim, ergueu a cabeça e a fitou
desafiadoramente. Mas intimamente, sentindo a força daquele olhar.
-Sente-se - Disse a mulher, em tom impeerativo.
Jade aproximou-se lentamente e se sentou diante dela, numa poltrona, cruzando
as pernas com elegância. A mulher olhou sem disfarce as suas pernas e se
ergueu. Foi até um carrinho no canto da sala, onde havia um balde de prata com
uma garrafa de champanhe e taças. Encheu as duas taças e caminhou até Jade,
estendendo uma para ela. Jade a pegou e a fitou em expectativa.
Como uma mulher tão feminina e bela era uma
lésbica que precisava pagar para ter uma mulher? Qual era a tara dela? Com a
aparência que tinha, ela podia conquistar qualquer mulher que tivesse as mesmas
tendências sexuais. Ou até as que não tinham...E sabia que na Califórnia havia
muitas lésbicas que se envolveriam facilmente com Geri Gleese.
Ela tornou a sentar no sofá e tomou um gole de champanhe, fitando Jade com um
olhar enigmático. Não parecia gostar ou desgostar da aparência de Jade.
-Madame Lilith disse que iria mandar-mee uma mulher que sabe fazer strip-tease.
Você sabe mesmo fazer isso?
-Sim, já fui stripper - Confirmou Jade..
Geri sorriu. Tinha um belo sorriso, que parecia iluminar seu rosto. Os dentes
brancos e perfeitos luziram à luz do ambiente como pérolas e os lábios
vermelhos eram sensuais, provocantes. A pele dourada de sol era perfeita, lisa
e sem máculas.
-Uma stripper...ótimo. Quero que faça uum strip-tease para mim.
Jade a fitou hesitante.
-Aqui? Sem música?
-Tenho aqui vários cds - Disse, indicanndo uma estante lateral com toda as
parafernálias eletrônicas, como aparelhagem de som, dvd, vídeo e tv -Tem alguma música que goste de fazer o
strip-tease?
-Sim, você tem o cd do filme 9 1/2 Weekks ?
-Tenho, sim. Adoro o strip-tease que Kiim Basinger fez nele.
-Isso, é a mesma música que eu usava no meu
show. Pode colocá-la?
-Claro. Vou pegar o cd.
Enquanto Geri procurava o cd, Jade tomou o
champanhe em um grande gole e se ergueu, ficando em pé no meio da sala, com as
mãos nos quadris, numa pose provocante. Era uma boa stripper e estava
entusiasmada em mostrar isso à Geri Gleese.
Geri colocou o cd no aparelho e os primeiros acordes soaram. Ela se sentou
novamente no sofá e olhou para Jade, que começou seu show, começando a tirar o blazer
lentamente. Jade era uma profissional e agiu como tal. Fitando Geri com um meio
sorriso, a cabeça inclinada para a frente, deixou o blazer escorrer pelos seus
braços e cair no chão, os quadris se movendo no ritmo da música.
Baby take off your coat...
Real slow...
And take off yours shoes...
I'll take yours shoes.
Baby take off your dress
Yes, yes, yes...
You can leave your hat on,
You can leave your hat on,
You can leave your hat on.
Jade voltou-se de lado para Geri, colocando
os dedos nos botões da blusa, deixando-a ver os contornos de seus seios e
nádegas, movendo os quadris para a frente e para trás, sensualmente.
Go on over there
Turn on the light
No all the ligths...
Come over here,
Stand on this chair
That's on this chair...
Jade
se voltou de frente para Geri, começando a desabotoar a blusa, sem deixar de
mover os quadris, agora bamboleando-os, as pernas abertas.
Geri a fitava imóvel, as pernas cruzadas, as mãos descansando no sofá, um olhar
cheio de desejo.
Jade em um arranque, abriu a blusa, expondo
os seios perfeitos, jogando a cabeça para trás, os quadris se movendo na batida
da música. Ela deslizou a blusa pelos ombros, pegou-a numa mão e a girou sobre
sua cabeça, até a jogar para o lado. Agora nua da cintura para cima, as mãos na
cintura, fitou Geri com um olhar provocante, de pantera, inclinando a cabeça
para a frente, os olhos erguidos. Sorriu ao ver Geri mordiscar o lábio
inferior, demonstrando que a cena estava afetando-a.
Raise yours arms up to the air
No shake 'em
You give me reason to live,
You give me reason to live,
You give me reason to live,
You give me reason to live,
Sweet darling.
Please darling!
You can leave your hat on!
You can leave your hat on,
You can leave your hat on, Baby!
You can leave your hat on!
You can leave your hat on!
You
can leave your hat on!
Jade levou as mãos ao fecho da saia, puxando-o para baixo, sem deixar de mover
o corpo. A saia deslizou abaixo, descobrindo as coxas fortes, e com um trejeito
dos quadris de Jade, cair no chão. Agora só de calcinha de cetim negra, Jade
levou as mãos aos cabelos, bamboleando o corpo escultural ao som da música, a
pequena calcinha mal cobrindo o sexo, dando passos de dança e voltando-se de
costas para Geri, os polegares pegando a bainha da calça e a descendo lentamente,
enquanto meneava o traseiro arredondado e firme, de pele alva e acetinada.
Ela voltou-se de frente e teve uma surpresa.
Geri Gleese havia descido o fecho da calça comprida e havia colocado a mão
dentro da calcinha de renda branca. Ela se masturbava fitando Jade com olhos
cheios de desejo, as pernas abertas para dar melhor acesso à sua mão, que se
movimentava ativamente.
Jade achou a cena extremamente excitante. Geri tinha uma expressão que a
tornava mais linda ainda, de um desejo selvagem, os dentes rilhados, os olhos
percorrendo seu corpo com um desejo que nunca Jade vira tão intenso em alguém.
Jade sentiu um arrepio percorrer seu corpo, fazendo seu clit pulsar. Que
expressão sensualíssima estava naquele rosto belo!
-Continue...a dançar... -Arquejou Geri,, com voz rouca - Estou quase...no
auge...
-Que
mulher estranha! - Resmungou Jade, começando a recolher sua roupa do
chão. Estava se sentindo muito frustrada e com raiva. E o que mais a incomodava
era ter se excitado com Geri Gleese fitando-a, e vendo-a se masturbar. A
vontade de ser tocada por ela. Maldição! Não era uma lésbica, como podia
sentir-se assim? Devia ser carência! E Geri Gleese...será que só sentia prazer
daquela forma? Era uma voyeur, que só sentia prazer apenas olhando? Maldição! A
única pessoa por quem realmente sentira vontade de ter sexo desde que chegara a
Los Angeles, tinha um distúrbio sexual!
Minutos depois, quando já estava vestida,
Geri voltou, com uma expressão fria. Estendeu um maço de notas de cem dólares
para Jade.
-Aqui está seu pagamento. Se quiser ir agora, já pode ir. Meu motorista a
levará de volta- Disse, seca, sem fitá-la.
Jade pegou o dinheiro, sentindo-se irritada e ofendida com a frieza dela.
Fitou-a também friamente, guardando o dinheiro no bolso do blazer, sem
contá-lo.
-Prefiro mesmo ir agora. Acho que meu sshow já atingiu seu objetivo, satisfez a
cliente - Disse, atrevidamente.
Geri Gleese ficou vermelha. Pareceu constrangida com o comentário de Jade. Ela
caminhou até a porta da biblioteca e a abriu.
-Então, pode ir. Chiquita a levará até a saída.
-Tenha uma boa noite, bye, bye.
Jade saiu sem olhar para trás, em passadas largas. Chiquita a esperava perto da
porta e a conduziu até a saída. A limusine estava diante da entrada e o
motorista segurava a porta aberta para ela entrar. Jade entrou no veículo e
logo o carro partiu.
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XENA – FAN
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