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AMOR
ACIDENTAL B.L. Miller Capítulo 12 Quando chegou a hora de ir para a cama, Rose vestiu sua
habitual camisa de Dartmouth enquanto Ronnie vestiu um short e uma camiseta. Deslizaram debaixo das cobertas e se aconchegaram
juntas por um momento, antes que a jovem mulher soltasse uma risada suave. “
Que foi?” Ronnie perguntou. “Desculpe,
apenas parece estranho estarmos
vestidas depois da noite de ontem.” Ela
admitiu, seus dedos deslizavam por debaixo da manga curta e acariciavam
a suave pele que se encontrava ali. “Não há nada que
diga que temos que estar vestidas”, Ronnie afirmou. Sem alerta, ela se
incorporou e tirou sua camisa, a luz da lâmpada revelando seus seios ao olhar
de Rose. “Por que não tira a sua também?”. “Bem... acho que
não fará nenhum mal”. “Claro que
não”. Olhos famintos tomaram a vista diante dela, fazendo-a sentir água na boca pelos mamilos
de Rose, quando a camisa de Dartmouth foi tirada. “Deus, Rose...”Ronnie engoliu.
“... Você é tão linda”. Ela cobriu o corpo
menor com o seu e deixou que suas bocas encontrassem algo melhor para fazerem
do que falar. Os lábios de Rose se separaram dispostos quando o beijo se aprofundou e suas mãos rodearam as costas
de sua amante, em uma tentativa de fazer seus corpos estarem mais próximos. As paixões se
acenderam e as cadeiras ficaram
incapazes de permanecerem quietas. “Rose...”. Seus lábios se moviam
sobre a delicada pele do pescoço da jovem mulher e começaram a beijar seu caminho abaixo, mas foram parados à somente
centímetros da rosada pele franzida do biquinho, que era sua meta. “Ronnie... estou
no meu período, lembra?”. Ela riu diante do desanimado olhar no rosto
de sua amante. “É só por alguns
dias”. Seus dedos tocaram os lados dos seios de Ronnie. “Com
certeza...”. Um polegar tocou um escurecido mamilo. “... você
não”. O outro polegar repetiu o movimento. “Ronnie... deixe-me
fazer-lhe amor”. A mulher de cabelo
escuro se afastou do corpo de Rose e se acomodou a seu lado e longe dos dedos
brincalhões. “Não posso”. Contornou o desenho
dos lábios da mulher mais jovem com seu dedo. “Desejo lhe dar o mesmo
prazer que você me dá”. Fez uma pausa. “Sabe... há alguns casais
que teem sexo inclusive com seus períodos”. “Não sei,
Ronnie... isso parece nojento para mim. Não posso fazer isso”. Rose rodou sobre seu costado e apoiou sua
cabeça em sua mão. “Eu a amo, mas não posso deixar que me
toque agora ali”. Esticou sua mão livre somente para ser detida. “Não, você não.
Não me enrole”. Ronnie esticou o braço e apagou a luz. “Eu a amo,
Rose. Vamos dormir”. “Tem certeza que
não posso fazer nada por você?”. Sua mão foi baixando outra vez, desta
vez alcançando seu objetivo. “Rose...”.
Ela tirou renuente a mão de sua amante de seu seio.
“Somente se for mútuo”.
Inclinou-se e seus lábios encontraram os de Rose. “Agora vamos
dormir”. xxxxxxxxxxx O alarme foi desligado,
asinalando o começo
de um novo dia. Ronnie despertou
e se dirigiu abaixo para seu
treino matutino, imaginando que Rose dormiria até que ela voltasse. Ela foi
surpreendida, portanto, quando voltou e encontrou a jovem mulher sentada na
mesa, completamente vestida e bebendo café. “Eu pensei que você ainda
estaria dormindo”. “Oh não. Você
esqueceu que dia é hoje?”. Ronnie verteu café em
sua xícara. “Humm?”. “Você disse que
poderíamos ir ao escritório hoje. Laura vai embora no final de semana”. “Eu disse hoje?” Tentou parecer séria,
mas o sorriso no canto de sua boca a traiu. “Claro que lembro, doçura.
Só imaginei que você levaria mais tempo para levantar”. Tomou um gole
de café. “Não terá que fazer nenhum trabalho hoje, de qualquer maneira,
apenas vai se acostumar com o
funcionamento do escritório e aprender como usar o telefone”. “Se houver algo
que eu possa fazer, farei, não me importo”, Rose disse quando entregou
o jornal a Ronnie. “Como consegui
ser tão sortuda?” Esticou a mão
e acariciou o rosto da jovem mulher. “Acho que a
sorte está do meu lado”. “Creio que meu
coração poderia discutir com você sobre isso”. Inclinou-se para um
beijo e foi encontrada no meio do caminho. “Eu a amo, Rose”. “Também a
amo”. Este foi o passeio
mais agradável para o escritório que Ronnie já fez. Quase foi um passeio
turístico, quando elas viajaram através das várias ruas de Albany. Numa intenção
de evitar passar próximo do parque Washington, no local do infeliz acidente,
Ronnie pegou um caminho mais longo, desviou da rota atravessando a área do
centro da cidade até que chegou a State Street e ao edifício Cartwright. Ela
deixou Rose em frente ao gigantesco edifício, antes de continuar até o
estacionamento. Poucos minutos mais tarde ela
voltou e segurou a porta para que a jovem mulher pudesse entrar. Nunca havendo estado
dentro da aristocrática estrutura, a jovem mulher ficou rapidamente espantada
com os altos arcos do teto e com os espaços abertos do vestíbulo. Uma placa
grande de cobre amarelo lhes dava as boas vindas ao edifício Cartwright. “Nossos
elevadores estão por aqui”, Ronnie disse, sorrindo para si mesma com o
olhar no rosto de Ronnie. “Estou vendo que você gostou de meu edifício?”. “É lindo. E tão
grande”. “Muita gente
trabalha aqui”. “Todos eles
trabalham para você?”. “Não”.
Ronnie pressionou o botão para subir, franzindo o cenho quando levantou o
olhar e viu o andar em que o elevador estava. “A maior parte do
vestíbulo e dos primeiros cinco andares são alugados a outras companhias e
negócios. O resto deles trabalha para mim”. “Sei que é uma
companhia grande e tudo mais, mas quantas pessoas trabalham para Cartwright
Corp.?”. “Pergunte a
Susan, ela sabe. Acho que entre todas as divisões diferentes há cerca de dez
mil trabalhando para nós através da região, mas não estou totalmente certa.
Ah! Aqui vamos”. O elevador abriu e
várias pessoas saíram. Rose observou a imediata mudança na postura de sua
companheira. A relaxada e cômoda Ronnie se foi. Agora a mulher diante dela
era Verônica, a poderosa e a que inspirava temor. Entraram e o botão foi
pressionado antes que as portas pudessem se fechar. “Você pode
encostar-se contra a parede, Rose. Será um longo passeio até o andar de
cima”. xxxxxx Ronnie manteve a porta
aberta enquanto Rose, saía em suas muletas. “Laura, quero que conheça Rose
Grayson. Rose, esta é Laura”. As mulheres trocaram cumprimentos enquanto
Ronnie revisava seus recados. “Tudo pronto?
Rose, Laura lhe mostrará ao redor e conseguirá que você se situe. Estarei em
meu escritório se precisar de algo”. Deu uma piscada para Rose antes de
fechar a porta.
“Já está na
hora?”. Ronnie olhou seu
relógio e levantou uma sobrancelha com surpresa pela quantidade de tempo que
havia passado. “Há uma lanchonete no andar de baixo
se quiser ligar e fazer pedido, eles entregam”. Levantou o olhar e se encontrou perdida nos
olhos de jade. Ela levantou-se e fez um gesto com a cabeça. “Venha, entre e
feche”. Rose fez o que lhe foi pedido e se sentou no
sofá, deixando sua perna esquerda apoiada sobre as almofadas. Ronnie de
abaixou a seu lado, esfregando os lábios suavemente contra a orelha da jovem
mulher. “Você sabe o
quanto a amo?”-Ela sussurrou. “Você sabe que
eu poderia a demandar por assedio sexual?” Rose brincou.
“A grande chefe má que seduz a sua inocente secretária jovem...
ohh...” Seus olhos se agitaram quando a boca exploradora desceu para
mordiscar seu pescoço. “Humm, que secretária afortunada”. “Que chefe
afortunada!” Ronnie murmurou em
resposta, enquanto seus lábios viajaram pelo colo de Rose. “Vamos
esquecer o almoço”. Seus longos dedos se levantaram para desabotoar a
blusa cor ferrugem, mas foram detidos. “Ronnie, não
podemos fazer isto. Como que alguma de nós conseguirá qualquer trabalho feito, se me manter atrapada
no seu sofá?”. Liberou-se dos dedos da mulher mais velha e
colocou suas mãos nos amplos ombros na intenção de evitar que a boca de
Ronnie viajasse mais baixo. “O que quer para
almoçar?” Ela viu o travesso brilho nos olhos azuis antes
que sentisse a cálida respiração acariciando seu ouvido. Seus olhos se
dilataram ao ouvir as eróticas palavras sussurradas em um tom incrivelmente
sensual. “Humm... oh Deus... você não pode me
falar assim”. “Você gosta
disso, não é?” A sobrancelha se ergueu diante do pensamento.
“Humm...”. Ela acariciou o dourado cabelo e seus lábios desceram
ao ouvido da jovem mulher. “Tenho toda a
intenção de fazer amor com você justamente aqui neste sofá”. Sua voz
era pura sedução e suas mãos se moviam para cumprir sua promessa, tomando o
seio de Rose. “Ronnie, não
podemos fazer isto agora”. Ela mudou de lugar, longe de qualquer contato muito erótico. “Estou em meu
período, lembra?”. “Você sabe, um
corajoso guerreiro pode estar disposto a entrar em um campo de batalha
sangrento”. “Verônica!”Ela chiou, dando uma palmada de brincadeira no
ombro da mulher mais velha. “Não posso acreditar que você disse isso”!Ela empurrou Ronnie suavemente e se levantou. “Você precisa
tirar sua mente desse canal e pensar sobre o almoço”. “Já lhe disse
que não estou com fome... de comida”. Sua boca demandou a de Rose
quando ela se moveu sobre o sofá, cobrindo o corpo menor com o seu próprio. A porta se abriu
abruptamente. “Hei Ronnie, pensei que talvez
pudéssemos talvez pedir um almoço...”
A voz de Susan se arrastou, apagando-se,
enquanto olhou sua irmã saltar fora do sofá e desviar o olhar. A ruiva sorriu
maliciosamente quando uma muito envergonhada Rose se levantou e
precipitadamente abotoava os botões que os hábeis dedos haviam desabotoado. “Oh, suponho que
já tem planos para o almoço. Olá, Rose”. “Olá,
Susan”. A jovem mulher baixou o olhar de maneira culpada. Incapaz de resistir, a
Cartwright mais nova olhou para sua irmã. “Hei Ronnie,
realmente você precisa se lembrar de trancar a porta com a chave quando não
quiser ser interrompida ou você ainda quer continuar dizendo que nada está
acontecendo?”. “A maioria das
pessoas sabem que não devem entrar em meu escritório sem anunciar-se”,
a executiva grunhiu, claramente tão envergonhada como Rose. “Você disse
algo sobre almoçar?”. “Bem, não quero
interromper seus planos”. “Não temos
planos, ainda”, Rose disse, recuperando a maior parte de sua calma.
“Acabava de entrar para perguntar a Ronnie o que ela queria
quando...”. A sensação das mãos de sua amante sobre seu corpo estava
ainda fresca, fazendo-a respirar profundamente. “Humm, o que você teria
em mente?”. Esforçou-se para não olhar para Ronnie. Susan sorriu
maliciosamente antes de continuar: “Acabaram de abrir um novo lugar chinês
no North Pearl Street. Ouvi dizer que seu bufê é maravilhoso”. “Sabe o que
mamãe diria se soubesse que comeu de um bufê em público?” Ronnie
brincou. “Com certeza, está bem para mim”. Viu Rose alcançar suas muletas. “Oh... não há absolutamente
nenhum estacionamento próximo dele”. Pensou por um momento. “Já sei, eu
desço e as encontro lá embaixo, as levo, então trago o carro de novo para o
estacionamento. É só cinco minutos de caminhada de volta”. “Não precisa
fazer isso”. A jovem mulher respondeu. “Em absoluto é tão longe.
Posso caminhar”. “Não sei,
Rose... cruzar State Street com todo esse tráfego do meio dia”, Ronnie
balançou a cabeça. “Susan, por que não pedimos para que entreguem
aqui?”. “Isso para mim
está bem”. “Tem certeza?”
Rose perguntou. “Parecia que queria sair um pouco”. “Não,
apenas queria que algo mais que as
telenovelas me fizessem companhia para o almoço hoje”. A ruiva olhou
para seu relógio, o telefone, e então para sua irmã. “Mas realmente
estou com fome”. Outro pensamento lhe ocorreu. “Onde vamos
comer?”. “Por que
não na sala de conferências?”
Ronnie perguntou. “Não podemos.
Brooker tem uma reunião ali”. “Não há um
refeitório?” Rose perguntou inocentemente. As irmãs olharam uma para a
outra e riram. “Há uma lanchonete
no vestíbulo e uma sala de descanso no corredor, mas não há realmente um
refeitório”, Susan disse. “A maioria das pessoas sai para o
almoço ou come em suas mesas. Os refeitórios tendem a fazer com que as
pessoas tomem longos descansos e isso reduz a produtividade”. “Oh, não comece
com isso outra vez”, Ronnie avisou. “Primeiro seriam os
preguiçosos, depois os fumantes, depois as fofocas”. Aproximou-se e
colocou as mãos nos ombros de sua irmã mais nova. “Antes que você
saiba, ela emitirá todo tipo de notas e terei a união administrativa gritando
para mim outra vez”. O almoço e o resto do
dia de trabalho voaram rapidamente. Como Ronnie esperava, todos que
conheceram a Rose e imediatamente gostaram dela. A jovem mulher rápido se
colocou em sua nova posição. A executiva rapidamente aprendeu os benefícios
complementares de ter sua amante sendo sua secretária. Ronnie podia chamá-la
a seu escritório e não conseguir ter bastante
dos beijos da mulher loura, mas provar da doçura da boca de Rose mais
de uma vez. As fantasias brincaram na mente da executiva. Fantasias que
incluíam o macio sofá de couro em seu
escritório e Rose nua esperando por dela. Mas ela sabia que isso seguiria
sendo apenas fantasias.Mesmo se
amando tanto uma à outra, havia um tempo e lugar para tudo, e em seu
escritório, durante horas de trabalho, não era este. Abrindo sua agenda, os
olhos azuis caíram no próximo sábado. Tinha certeza que o período de Rose já
teria então acabado. A caneta
verde-azulada girou em seus dedos antes que distraidamente desenhasse um
coração na seção de notas da página. Logo o coração se encontrou com letras gravadas dentro
dele. R.G. + V.C. Emotivas rosas começaram a encher as margens, e quando Rose
as viu mais tarde, fizeram a jovem mulher irromper em lágrimas de felicidade.
Tanto quanto Ronnie estava surpresa pela reação, ela estava mais que disposta
a oferecer consolo, tomando a amante em seus braços e descansando seu queixo
sobre o dourado cabelo. Este era um dos momentos que mais gostava, consolar
Rose em seus braços. Era nesses momentos que Ronnie se sentia inteira,
completa. Sabia que nunca poderia viver sem os olhos verdes e o lindo sorriso
de sua preciosa Rose. Xxxxxxx Quando o sábado
chegou, Ronnie acordou com o sol, visões de fazendo amor com Rose dançavam em
sua mente repetidamente. Uma imagem
em particular que se concentrava em sua mente quando saiu da cama e caminhou
sem pressa ao banheiro. “Oh, filho de
uma cadela!!” O grito de exclamação despertou Rose de seu sono. “Que
houve?”. “Nada”.
Outra maldição foi sufocada, então o som da água correndo se fez ouvir. “Ronnie?”
Rose pegou suas muletas e se dirigiu ao banheiro. “Você está
bem?”. “Sim”,
Ronnie respondeu do outro lado da porta. Sua roupa íntima acabou na pia com a
água correndo sobre ela. Lavou-se então abriu a porta. “Advinha o que
consegui?” Disse quando passou, alegrando a Rose com a visão das firmes
nádegas que meneavam debaixo da camiseta cinza. “Está
brincando!”. “Não”.
Tirou uma calcinha da gaveta e a colocou. “Estou falando de miserável
sincronização”. Inclinou-se e deu um beijo rápido em Rose. “Mas
não há por que você não ter prazer”, sussurrou com uma voz rouca, suas
mãos deslizando por debaixo da dobra da camisa de Dartmouth em busca dos
montes gêmeos. A jovem mulher se afastou do alcance da outra mulher. “Espera um
minuto aí, senhorita... Não podia lhe tocar quando tive o meu”. “M-mas...”.
A executiva fez cara feia, dando-se conta de onde esta conversa estava se
dirigindo... E era sobre quando ela não estava em seu período mensal.
“Rose... você sabe que só porque você não pôde me tocar, isso não
significa...”. “Nem pense em
tentar isso. Não funcionou quando eu tentei, lembra?” Os olhos da jovem
mulher pousaram no corpo atlético
diante dela e suspirou. “Eu desejava isso também, você sabe”. “Mas...
mas...”. Ronnie foi silenciada pelos dedos de Rose contra seus lábios. “Espero que você
o consiga concluído rapidamente, querida”. A jovem mulher arrulhou.
“Talvez no próximo mês você
reconsidere, quando eu desejar lhe tocar”.
Rose desejava que
Ronnie pudesse estar com ela no consultório quando a doutora Barnes lhe tirou
o molde, mas uma importante reunião forçou a executiva a permanecer no
trabalho enquanto que Maria levou a jovem mulher à consulta. A pequena serra alternadamente cortava o
gesso, lhe fazendo cócegas no processo. “Apenas um pouco
mais”, a doutora lhe disse. A serra foi colocada
de lado e um par de cortes através do
algodão soltaram o molde que sustentava a perna de Rose. A primeira coisa que
viu quando olhou abaixo a sua perna, foram os fios longos de pelos louros que surgiam da pele seca e
escamosa. Ela meneou
os dedos do pé, franzindo o cenho pela dor que atravessou seu
tornozelo. Havia estado fazendo isto por várias semanas e a resposta havia
sempre sido a mesma, contudo Rose havia acreditado que, de alguma maneira,
quando o molde fosse tirado, a dor desapareceria. Depois de tudo, não levou
muito tempo para que sua perna direita se curasse e aguentasse seu peso.
“Quando posso começar a caminhar com ele?” Flexionou seu pé,
sibilando na agonia que isto causou. “Temo que
caminhar não seja algo que vai acontecer por um tempo ainda, Srta.
Grayson”. “Mas...”.
Olhou a médica de maneira temerosa. “A senhora disse que eu não
colocaria mais moldes”. “Correto, nada
de novos moldes de gesso”, a médica a tranquilizou. “Mas seu
tornozelo sofreu muito trauma e não se curou tão bem como eu havia esperado. Não pode ser deixado sem
suporte. Você precisará de um molde removível”. Ela cruzou a sala e abriu uma gaveta. Extraiu
uma lona azul escura com umas correias de velcro e hastes de metal embutidas
. Rose olhou o objeto com desdém. Ele representava o achatamento de sua
esperança e outra lembrança do acidente. Escutou silenciosamente quando a doutora
explicou a necessidade da terapia física e insistiu que o tornozelo estava
muito debilitado para suportar algum peso e ainda mais uma dezena de outras
coisas que Rose não quis ouvir. Seu único consolo era que poderia tirá-lo
para tomar banho. Tanto quanto a mulher loura havia estado desejando
molhar-se em uma banheira de água quente, isto agora parecia insignificante. As tentativas de Maria
para conseguir que ela conversasse
durante o caminho de volta à casa, só conseguiram respostas murmuradas ou
silêncio. Uma vez dentro, Rose anunciou que estava cansada e se retirou para
seu quarto. Esperando contra a
razão que a doutora estivesse enganada, ela colocou as muletas contra a
parede e deixou seu pé esquerdo se apoiar contra o chão. Havia uma pontada de
dor, mas nada com que não pudesse viver. Ela foi adiante, colocando mais peso no delicado tornozelo.
Uma pontada de dor a atravessou e ela caiu sobre o chão. A dor foi a
catalisadora das vias lacrimais se
abrirem e sua respiração saiu em sutis soluços. Maria entrou e a ajudou a se
meter na cama onde Rose chorou até rapidamente adormecer. Ronnie entrou pouco de
tempo depois, havia sido chamada pela preocupada governanta. Tomou somente
uma breve explicação do que havia acontecido no consultório da doutora, para
que a executiva se desse conta do porquê de sua amante estar tão
transtornada. Rose havia estado excitada no café da manhã
sobre a perspectiva de ter o molde de gesso tirado completamente. Atraída
dentro do bom humor da jovem mulher, Ronnie não havia pensado na
possibilidade de que eles pudessem substituir o molde por um outro. De fato, havia estado mais enfocada no
conhecimento de que seu período finalmente havia terminado e depois de uma
semana e meia, finalmente poderia fazer amor com Rose outra vez. Agora
olhando os olhos inchados e a reveladora umidade no travesseiro, sentiu um
pedacinho de culpa. Todos os pensamentos amorosos se afastaram de sua mente,
Ronnie deu um ponta-pé em seus sapatos e subiu na cama ao lado de sua amante. Rose sentiu uma suave
carícia em seus ombros, quando a consciência lhe voltou. Ela inalou a
fragrância do perfume de Ronnie e sorriu, sabendo que sua querida estava ali
com ela. Rodou sobre si e fez uma careta por causa da dor em seu tornozelo.
“Hei”. “Hei”,
Ronnie respondeu. Sua testa se franziu em preocupação. “Lhe deram algo
para para a dor?”. “Mais
Percocet”, ela encolheu os ombros, em tom baixo. “Posso tomar um
banho agora sem o molde, mas não muito mais”. Deixou-se se arrastada
contra a mulher mais alta e enterrou seu rosto na blusa de seda. “Ainda
tenho que usar as malditas muletas”. Encolheu-se mais próxima, suas
pontas dos dedos rastreando o sutian de Ronnie. “Tentei colocar peso
nele”, admitiu. “Mas doeu demasiado”. Suas pernas se
esfregaram uma contra a outra. “E agora isto pica”. Ronnie
assentiu, recordando quando o molde direito de Rose foi tirado. “De
qualquer modo”, Rose continuou. “Como foi o último dia de
Laura?”. “Bem. Ela amou
a sua festa surpresa de chá de bebê ”. “Bom, fico
contente que ela tenha desfrutado. Sinto não ter podido ir”. “Shhhh, ela
entendeu. Ela amou as roupinhas e as mantas para bebês”. Os nós dos
dedos de Ronnie tocavam a suavidade
das bochechas de Rose. “Mas agora não desejo falar dela. Você já teve um dia bastante duro. Olha, seu molde
foi tirado e ela disse que poderia tomar banhos agora, correto?”. “Correto...”. “E o que acha de
deixarmos Maria ir para casa mais cedo hoje e você e eu aproveitarmos dessa
abscenamente grande banheira que temos lá em cima, hummm?” Sentindo a
vacilação de Rose, ela acrescentou:
“Eu tenho um vidro cheio de espuma de banho justamente esperando
por você. E se você for uma boa garota, posso inclusive ser convencida a me
unir a você”. “Você terminou seu...” Os olhos de Ronnie brilharam com travessura
quando assentiu. Rose engoliu em seco. “Oh!” O dedo que havia estado rastreando a linha
do sutian agora percorria de um lado para o outro contra o gancho atrás. “Isso quer dizer
que posso lhe tocar agora”. A jovem mulher murmurou, sua voz em um sensual sussurro. “Senti falta
disso, você sabe. Tocar você.”
Ela levantou sua cabeça, seus lábios encontrando os de Ronnie. “Não me castigue assim
outra vez”. “Não”- a executiva prometeu, sabendo bem o que a
jovem mulher estava sentindo. “Como está sentindo agora o tornozelo?
Acha que está pronta para esse banho?”. “Você vai me
acompanhar?” Rose perguntou descaradamente, a visão de uma Ronnie
ensopada e nua fazendo seu coração bater mais rápido. “Adoraria”,
a mulher de cabelo escuro respondeu. ********** Ronnie atenuou a luz,
trocando o brilhante branco por um suave amarelo antes que seu amor entrasse em seu dormitório. “Sente-se na
cama, vou lhe ajudar a se despir”, ela ofereceu. Economizando tempo, ela começou a eliminar a roupa, tirando sua
saia e a blusa antes de perceber que Rose estava parada ali, a observando.
Virou de frente para a mulher mais
jovem, lentamente tirando o resto de sua roupa. Ela ficou parada ali nua,
seus escuros pelos destacando-se contra sua pele. Rose engoliu várias vezes,
enquanto seus olhos vagavam de cima à baixo no escultural corpo. “Tão
linda”, a jovem mulher sussurrou. “Minha vez de
ver sua beleza”, Ronnie replicou, conduzindo Rose à beira da cama. As muletas foram afastadas
do caminho e um por um, os botões foram abertos para revelar a carne branca
cremosa. Por fim toda a roupa foi tirada, somente deixando o molde azul
marinho para empanar a imagem. Tendo cuidado de não golpear o delicado
tornozelo, Ronnie abriu as correias de velcro e tirou o apoio. “Acho que primeiro uma ducha para
tirar toda essa pele morta seria uma boa idéia”. “Você vai me
apoiar no box?” “Não, há um
banco construído na parede e o box tem uma ducha dessas tipo de
massageadores”. “Você realmente
tem...”. “Todos os brinquedos?”
Ronnie interveio. “Sim”. Sorriu amplamente quando seus olhos
aterrissaram em sua gaveta cheia do
criado mudo e sua mente se encheu de imagens do que estava escondido em seu
interior. “Você sabe, Rose...” sua voz adquiriu um tom sensual.
“Tenho alguns brinquedos que você ainda não viu”. “Que tipo de...
Oh”. Os olhos verdes se abriram
em surpresa, então se estreitaram com o pensamento dos possíveis usos.
“Esse tipo de brinquedos”. “Humm,
humm”. Enquanto se beijaram, Ronnie pressionou seu corpo contra o de
Rose, gemendo ao sentir a coxa da mulher mais jovem pressionar contra seu
inchado centro. Devolveu o favor, movendo sua musculosa coxa contra o úmido
sexo de Rose. “Continue fazendo isso e nunca
entraremos nesse banho”, ela disse de maneira rouca. Com grande
autodomínio, levantou o corpo da mulher menor e a recolheu em seus
braços. Sorriu quando sentiu os braços de Rose se envolver ao redor de seu
pescoço. Com cuidado, esticou uma mão
e com seus dedos enganchou a beira da manta, puxando a ponta enquanto esta
ainda se sustentava sobre sua amante. “Gosto quando
você me segura assim”, Rose disse, plantando carinhosos beijos suaves
por todo o ombro e clavícula de Ronnie. Logo estavam no banheiro e tiveram
que se soltarem do abraço. Balançando-se em um pé e inclinando-se contra a
parede para se apoiar, esperou enquanto Ronnie rápido abria a água e regulava
a temperatura. Uma vez que estava pronta, deixou que sua alta amante lhe
ajudasse na ducha. “Se for muito
bruta com você, me diga, Ok?” Ronnie pediu enquanto se ajoelhou ao lado
dela. Mas a executiva foi
tudo, menos bruta. Envolveu a toalhinha ao redor de seus dedos e deu a esta
uma generosa quantidade de espuma antes de ir a alguma parte da pele de Rose.
Pouco a pouco a pele morta foi sendo retirada, deixando uma nova rosada no
lugar. Quando essa tarefa foi terminada, usou seu gel para raspar, colocando
uma boa quantidade de espuma antes que seu depilador tirasse o picante pêlo
da perna de Rose. Uma vez finalizado, ela aproximou-se da banheira quente e
acrescentou sabonete líquido de espuma,
antes de voltar à ducha. “É uma banheira grande. Vai demorar
cerca de dez a quinze minutos para enchê-la. Você deseja esperar, ou se meter nela enquanto ela
enche?”. “Acho que
prefiro esperar e me afundar nela de uma vez. Faz tanto tempo que eu tive um
bom banho”. “De acordo.
Deixe-me secá-la. . Então poderá se
sentar nesse acolchoado branco até que a banheira esteja pronta”.
Aproximou-se do closet de roupa branca para pegar mais toalhas. Rose se recostou e
olhou apreciativamente o vai-e-vem do
traseiro firme da morena. O monte de toalhas bloqueou a visão dos seios de
Ronnie quando a mulher voltou, mas sabia que os veria próximo e pessoalmente
muito logo. Seu desejo foi concedido um minuto depois, quando os fortes
braços a recolheram e a sustentaram de maneira apertada contra os montes
suaves do peito. Rose se aproveitou de sua posição para mordiscar o pescoço
de seu amor enquanto era levada para a banheira. Não querendo que Ronnie acidentalmente
escorregasse, parou sua brincadeira
atorme olhou abaixo as agitadas águas
cobertas de espuma. “Cuidado com o tornozelo”, a mulher
mais velha lhe recomendou. “Não tem nada para protegê-lo aqui
dentro”. Rose estendeu os braços aos lados da banheira quando Ronnie se
ajoelhou e a baixou dentro desta. “Ohhh... Isto é
muito agradável...” a jovem
mulher ronroneou, quando a água quente envolveu ela. Um assento moldado na
parede a convidava a se sentar e assim o fez, surpresa de encontrar
minúsculos jatos massageando suas costas.
Virou para ver que havia de fato vários buraquinhos brotando da corrente de
água debaixo da superfície. “Isto é muuuiiito agradável”. “Então gostou
disto, humm?”. Ronnie perguntou, quando ela se colocou no assento
adjacente, a diferença de altura motivou que seus mamilos se destacassem
sobre a água, enquanto que os de Rose se ocultavam debaixo da espuma. “Vejo claras
vantagens nesta banheira”. Rose disse, quando sentiu uma suave, mas
decidida mão se mover debaixo d’água. Ela separou suas pernas, dando a
Ronnie o acesso que precisava. “Algumas... huh...definitivas
...huh...vantagens...”. Girou sua cabeça e encontrou seus lábios sendo
reclamados por sua amante dmorena .O beijo rapidamente ficou quente e quando
a mão de Ronnie subiu até cobrir seu seio, Rose estava certa que ia ter um
orgasmo justo ali. “Foram oito
longos dias”, a executiva grunhiu, seus olhos atormentados sem piedade
pelas bolhas que se negavam a deixá-la ver os tesouros ocultos embaixo
destas. Ela girou e montou à cavalo nas coxas de Rose, com a intenção de
beijar seu amor apaixonadamente. Mas se esqueceu de uma coisa importante... a
diferença em sua altura. Antes que Ronnie pudesse de colocar novamente, a
boca de Rose havia aceitado o aparente convite e havia reclamado seu mamilo. “Oh Rose...”. Os olhos azuis se
fecharam quando deixou que a jovem mulher se saciasse primeiro de um, então
do outro seio. Finalmente se afastou para trás, descendo o olhar aos lindos
olhos verdes. “Continue fazendo isso e não ficaremos aqui por muito
tempo”. Afundou-se novamente em seu assento. “Não sei o que
aconteceu comigo”, Rose disse, enquanto um lindo rubor apareceu em suas
bochechas. “Você se moveu e de repente eles estavam ali”. “Transformei-a
em uma maníaca sexual com somente uma noite de paixão?” Ronnie brincou. “Somente quando
é com você”. A mão da jovem
mulher se moveu debaixo da água para apóiá-la na coxa de sua amante.
“Eu a amo e amo tocar você”. “Isto se passa
com ambas, você sabe.” Ronnie
disse, colocando sua mão no rosto de Rose. “É melhor eu me mover para o
outro lado ou então você não conseguirá se molhar”. “Não, está bom
assim. Eu prefiro ter você assim comigo”. Bom resultou ser um
termo relativo quando ambas se aproveitaram da intimidade que a banheira
quente lhes oferecia. Os lábios encontraram uma razão para se buscarem
freqüentemente e os seios nunca estiveram tão limpos. As mãos ensaboadas
vagaram livremente, às vezes provocando, às vezes acariciando, sempre
prometendo uma apropriada recompensa durante uma longa espera. A paciência de
Ronnie havia sido provada ao limite. Seus dedos vagaram sobre a sedosa pele,
no entanto não podia tocá-la da maneira que desejava. “Rose...”.
Sua voz soava crua, profundamente sensual em sua rouquidão. “Acho que é
hora de sairmos da banheira.” E irmos para a cama. A mente de Rose se
fechou a tudo exceto as grandes palmas que acariciavam seus doloridos
mamilos. “Oh... você sabe bem como fazer
isso...” O toque era suave e ao
mesmo tempo torturoso ao mesmo tempo. Apenas a quantidade certa de fricção
quando Ronnie desenhou pequenos círculos com suas palmas. Rose enroscou seus dedos através do sedoso
cabelo negro, só as pontas realmente conseguindo molhadas, e puxou seu amor para um beijo. As mãos de Ronnie se
intercalaram entre o par de seios
levantados e isto só serviu para fazer com que ambas mulheres desejassem
mais. Os beijos eram apaixonados, conduzidos pela dolorosa necessidade, ambas
de maneira silenciosa haviam decidido dizer não ao prazer e preferiram
esperar até agora, até este momento. Ronnie demorou bastante tempo para
liberar suas mãos de sua suave prisão e para tirar a mulher menor em seus
braços. Ela saiu da banheira e parou o
tempo suficiente para que Rose pegasse algumas toalhas da estante, antes de
entrar na suave luz do dormitório. Ela sentou a jovem mulher sobre a coberta,
não se preocupando em nada que esta se encharcasse. Utilizaram as toalhas
para secarem uma a outra, ambas sabendo
que havia um lugar que não se secaria logo. Rose se deitou sobre
suas costas, encontrando o confortável calor de Ronnie sobre ela. “Penso, minha pequena Rose, que estou
desesperadamente apaixonada por você”. As carinhosas palavras foram
pontuadas com um carinhoso beijo em seu rosto. “Realmente”,
Ronnie corrigiu. “Sei que estou”. Rose sentiu um longo dedo traçar seu caminho
até abaixo de seu rosto. “Você é a melhor coisa que já me
aconteceu”- seu amor
continuou - “Sei que isto
soa antiquado e tudo mais, mas isto é verdade”. O dedo que vagava
encontrou seu caminho até seus lábios e Rose pensou que seu coração
arrebentaria pela emoção que corria através dele. “Eu a amo”. “Eu a amo,
Ronnie”. A espera de Rose havia acabado quando sentiu os lábios cheios
e suaves sobre os seus. Poderia lhe beijar para sempre, pensou para si. “Yessss...”. Hábeis dedos encontraram
seu mamilo e o apertaram suavemente, trazendo muito mais prazer que tudo o
que suas próprias mãos haviam feito antes. Ela devolveu o beijo com fervor,
suas mãos subiram para regressar a deliciosa sensação. Ronnie interrompeu o
beijo e deu um gemido hedonista. Rose lembrou do quanto havia desfrutado do
toque na primeira vez que fizeram amor e repetiu os movimentos, apertando
suavemente com seu polegar e indicador. Sim Ronnie, é assim. “Isso... isso é
tão bom, Rose”. “Fico
alegre”, ela respondeu, aumentando o ritmo nos endurecidos mamilos de
Ronnie, enquanto suas bocas se juntaram outra vez. As línguas se tocavam e
bailaram, dando e tomando enquanto exploravam uma a boca da outra. Quando o
beijo finalmente se interrompeu, Ronnie se moveu até que Rose sentia os
úmidos pelos contra sua coxa. “Ronnie onde você está...
unggh...” Seu mamilo foi rodeado pelo calor úmido de
uma língua esperta que trabalhava com os brancos dentes para tirar as mais
maravilhosas sensações de seu corpo. “Sim doçura...” Ela enterrou
seus dedos profundamente no sedoso cabelo, impulsionando sua amante a
continuar. Seus quadris começaram a se mover para cima em busca de alívio,
encontrando-o na pele flexível da coxa de Ronnie. “Oh...”. Ela os
levantou outra vez, cravando seus calcanhares
na cama. Uma cegante dor atravessou seu tornozelo esquerdo. “Ow, ow... ow... espera”! Ronnie saiu e em um
abrir e fechar de olhos, alcançou a lâmpada. “Que há?
Machuquei-a ? Fui muito dura? O que foi?” As palavras saíram numa
rajada de preocupação. “Não, não, não
foi você”. Ela gemeu, alcançando seu desprotegido tornozelo. “Não
estava pensando”. A cama se levantou um pouco quando Ronnie desceu
desta, voltando um momento depois com o molde . “Não vou correr
nenhum risco em que haja algum dano outra vez”. “Sinto
muito...”. O resto de sua frase foi cortada pelos lábios de Ronnie
sobre os seus. “Não
seja”, a executiva disse quando o beijo terminou. O molde foi colocado, o ajuste foi feito, então com
uma acrescentada preocupação, Ronnie moveu as pernas de lado, para que os pés de Rose
pendurassem sobre a beira. “Agora, onde eu estava?”. “Creio que você
estava justo aqui”, Rose acrescentou atentamente, usando suas mãos de
ambos os lados do rosto de Ronnie para dirigir a mulher de novo aos seus
erguidos mamilos. “Ahh...”. Ela reclinou-se-se e
deixou sua amante de cabelo escuro chupar seus seios, perdendo-se na
sensação. Mas logo esses amorosos lábios se moveram para baixo, plantando
suaves beijos sobre seu torso. Rose sentiu que suas pernas eram separadas e
percebeu o que estava à ponto de acontecer. Havia lido sobre isto num livro
na biblioteca, inclusive viu esta atuação no vídeo para adultos, mas nunca
havia experimentado o ato intimo. Os longos dedos separaram seus pequenos
lábios e antes que Rose pudesse reagir, a cálida respiração a acariciava, e
ela sentiu a língua de Ronnie nela. “Hummmmm”,
a executiva gemeu com a provação. “Ohhh... oh sim,
isso é delicioso, Ronnie...
ahhhh...” Era indescritível, era
como se fosse levada a um lugar mais
alto que jamais havia ido, contudo não sentiu medo. Ela se moveu contra o
músculo invasor, seus dedos como garras contra a cabeça de cabelos negros. A
língua de Ronnie buscou cada fenda, causando os quadris de Rose tomar vida
própria. “Sim...
oh...”. Ela sentiu suas pernas serem
levantadas e logo estas se apoiaram sobre os ombros de Ronnie,
enquanto a amorosa língua trocava de longas carícias à rápidos toques sobre
sua parte mais sensível. “Oh Deus... Ronnie...”. Oh não,
não ainda, pediu silenciosamente, quando seu corpo começou o espasmo. Por
favor, é demasiado cedo. Mas a jovem mulher foi impotente quando seu corpo
liberou um clímax contra a língua de sua amante. O peito ainda batia
com força, Rose apenas teve tempo para conseguir que sua respiração novamente
voltasse ao normal, antes que seus lábios fossem reclamados e os dedos de
Ronnie encontrassem o manancial de desejo que os esperava. “Rose...”.
Ela sentiu que Ronnie esperava justamente no exterior de sua entrada,
suavemente impulsando-a para permitir a entrada. Tão logo? Não sei se eu...
Oohhh. Qualquer dúvida que
Rose podia ter tido sobre estar pronta para mais, foi apagada quando sentiu o
dedo de Ronnie deslizando-se dentro dela. A cálida respiração acariciou seu
ouvido. “Oh Rose... isto
é tão agradável...”. “A...a...agradável...”.
Ela relançou, seu foco fazendo um túnel ao ponto onde foram reunidos. “Mais... ooh...” O
dedo de Ronnie a encheu profundamente, tocando Rose em lugares que não sabia que
existiam. Girou sua cabeça para ver os olhos azuis que lhe sorriam . “Você gosta
disto?”. “Yesssss...
Yesss... mais...”Ela sentiu uma
sensação de perda quando Ronnie se retirou novamente à beira de sua abertura,
então gritou com prazer quando dois dedos a estiraram completamente. Oh Deus,
isto é maravilhoso. Não pare, por favor. Rose buscou desesperada os lábios de
sua amante e gemeu seu prazer dentro da boca de Ronnie. Um surpreendente
movimento foi estabelecido quando se beijaram de maneira faminta. Incapaz de
usar sua perna esquerda para se apoiar, Rose subiu seu calcanhar direito
sobre a cama e se arqueou nos empuxes de Ronnie. “Yesssss...”. “Oh Rose... é
tão bom... , tão bom... eu a amo”. “Eu... a...
amo”. As palavras de Rose vieram fora
ofegantes, enquanto os
oscilantes movimentos aumentavam. Os dedos de Ronnie continuaram enchendo e
retirando-se, enquanto seu polegar esfregava
de um lado para outro contra o rígido clitóris de Rose. “Oh
Deus... por favor”. Não tinha idéia do que estava pedindo, mas confiava
em Ronnie para dar-lhe. “Yessss”,
a mulher de cabelo escuro grunhiu. Rose sentiu os suaves lábios pressionar
contra seu pescoço e gemeu sua aprovação quando os dedos de seu amor buscaram
novos lugares profundamente dentro. “Oh sim, Ronnie...
sim... oh isto é maravilhoso... sim...”. Ela arqueou-se para
trás, pressionando seus seios contra o firme corpo sobre ela. Ronnie mudou de
posição, encontrando um rígido mamilo que pedia sua atenção. Isso foi
demasiado para Rose. A umidade contra sua coxa, os dedos acomodados no
interior profundo dela, a boca quente amando
seu seio... um fogo começou profundamente dentro, pulsando fora até
que suas pernas se atiesaram, sua respiração presa em sua garganta, e seus
músculos se apertando como braçadeiras
abaixo, negando-se a deixar que os dedos de Ronnie saíssem. “Oh
Ronnieee...”Ela suspirou, sua boca seca e a sensação do corpo
totalmente sem osso. “Sim,
doçura”. Os dedos atrapados se moviam tanto como podiam. “Estou
aqui, se solte ...” “Deus...eu...eu...oh, Ronnie!” Os músculos internos se convulsionaram, o
orgasmo que explodiu através com mais força que qualquer que Rose teria
antes. Nada existiu, somente os braços carinhosos que a sustinham e as
carinhosas palavras que eram sussurradas em seu ouvido. As pálpebras de Rose
se negaram a abrir-se, seu corpo pulsava com réplicas sísmicas. Passou vários
segundos antes que ela se desse conta
que seu apertão ao redor do corpo de Ronnie evitava provavelmente que sua
amante respirasse. Relaxou os braços, deixando-os cair frouxamente de novo na
cama. “Oh Ronnie”, suspirou, sua boca seca e sua sensação do seu
corpo totalmente desossado. “Shhhh... estou
aqui, amor”. Rose abriu lentamente os olhos, a suave luz da lâmpada
permitindo que visse o sorriso carinhoso no rosto de Ronnie. “Vou tirar meus dedos agora,
OK?” Ela disse, com seus dedos ainda dentro de Rose. Rose assentiu e se
estremeceu suavemente quando a íntima conexão terminou. “Você é
maravilhosa”, ela sussurrou, aconchegando-se dentro dos braços abertos.
“Hummm, poderia permanecer assim para sempre”. “Eu também
queria isso”, Ronnie disse.
Quando sua mão acariciou o rosto de Rose, a jovem mulher inalou o cheiro e
seu corpo se crispou ao lembrar de onde haviam estado esses dedos. Ela meteu
sua mão esquerda entre seus corpos, parando somente quando seus dedos tocaram
os úmidos pelos. Ronnie gemeu e seus
quadris se moveram para a frente em
resposta. “Deite-se”, Rose sussurrou. Colocando sua alta
amante de maneira diagonal na cama, ela
mudou de posição até que seus lábios encontraram um ponto para colocar
dentro de sua boca. A firme mão em sua nuca falava tão alto como o gemido que
vinha dos lábios de Ronnie. Seus dedos encontraram a quente umidade esperando
por eles. Levantando a cabeça para
cima de sua tarefa por um segundo, trouxe os dedos a seus lábios e os provou,
sua língua deslizando para fora para retirar cada gota. “Deus, Rose... isso é sexy”-
Ronnie murmurou. Inspirada pelas palavras de sua amante, a
jovem mulher começou a fazer uma demonstração da limpeza de seus dedos,
recompensada pelo ansioso retorcer debaixo dela. Com desejo, curiosidade, e
uma boa dose de nervosismo, Rose desceu até que seus lábios estavam próximos
do escuro triângulo de pelos. A mão em sua nuca permanecia, suavemente impulsionando-a
a continuar. As pernas de Ronnie se separaram de par em
par em um convite. Subindo sobre uma perna e se colocando em posição, Rose
encontrou seus lábios a escassos centímetros de sua meta. Os pelos escuros
faziam cócegas em seu rosto, antes que sua língua dividisse o caminho e se
afundasse dentro para provar o doce líquido. Os gemidos de Ronnie eram
amortecidos pelas coxas pressionadas contra os ouvidos de Rose, mas a jovem
mulher os sentia apenas iguais. Sua boca rapidamente aprendeu seu caminho,
enquanto a respiração de Ronnie se fez mais rápida. “Yessss, oh Rose, direto aí...assim,
direto aí...yessss”. Longas pernas se
envolveram ao redor de seus ombros, segurando Rose em seu lugar. Não que lhe
importasse. Sentir Ronnie reagindo à sua língua era mais que suficiente para
manter a jovem mulher nessa posição para sempre. Ela se alternou entre sugar
o clitóris de Ronnie e submergir-se mais abaixo e beber mais do líquido que
evidenciava seu efeito sobre sua amante. Os gritos e gemidos foram o combustível de incentivo à sua meta para enviar Ronnie sobre o mesmo pináculo
maravilhoso que havia alcançado há apenas alguns minutos antes. Quando ela envolveu
seus lábios ao redor do pequeno botão e começou a sugar , Ronnie gritou e
moveu suas cadeiras para cima,
mexendo-se contra o rosto de Rose. Continuando por instinto, a jovem mulher
começou a sugar com mais força, sua língua firmemente se movendo adiante e
atrás, sobre o inchado clitóris. Logo as pernas de Ronnie começaram a tremer
e Rose envolveu os braços ao redor delas para manter sua posição. Os músculos
de seu pescoço forçaram contra o empuxe para cima de Ronnie, enquanto um
grito ruidoso foi rasgado da garganta da mulher. Rose aspirava o mais forte
que podia, sua língua se movendo rápido sobre o botão de nervos. Sua alegria
no momento do orgasmo de Ronnie rivalizou com a sensação de seu próprio
orgasmo e seu próprio sexo convulsionou em resposta. Permanecendo longe do clitóris extremamente sensível, Rose deixou
sua língua viajar ao longo da vulva, não desejando terminar o momento íntimo Somente quando sentiu
que as mãos de Ronnie a impulsionando
a subir, a fez abandonar sua
apreciada localização e deu aos lábios cobertos com escuros pelos um beijo
final. Os braços fortes a subiram,
recostando-a contra um amplo ombro. Por longos minutos, nenhuma delas falou
nada, simplesmente contentes de descansar na penumbra. Mãos viajaram preguiçosamente sobre a pele nua,
silenciosamente comunicando seu amor uma à outra. “Eu a amo”, Ronnie finalmente
sussurrou, dando a Rose um beijo na testa. “Hummm, a amo
também”. Ela pegou sua cabeça, olhando dentro dos contentes olhos
azuis. “Espero que não nos faça esperar assim outra vez”, ela
advertiu. “Lhe
prometi antes que não”, Ronnie
disse suavemente. “Eu sei, só
desejei lhe lembrar”, Rose baixou sua cabeça e suspirou contente.
“Podemos dormir aqui em cima esta noite? Estou confortável”. “Você é sempre
confortável em mim”, a mulher mais velha riu. “Podemos dormir em
qualquer lugar que você goste”. Ela olhou o relógio. “Ainda é
cedo. Quer ver televisão? Um vídeo? Fazer amor outra vez?”. “-Bem, vejamos... – Rose tomou a
cabeça de Ronnie entre as mãos e sorriu diabolicamente – Ver algo que
já vimos antes, e veremos outra vez, ou fazer amor com a mulher mais
maravilhosa do mundo.” Ela pôs um dedo no queixo.”Rapaz, que
decisão difícil”. “Bem, vejamos o
que posso fazer para sacudir você ”, Ronnie disse, rodando a moça sobre
suas costas. “Eu começo com a parte superior e percorro o caminho até
em baixo, ou começo da parte inferior para cima?”. Olhando de seu lugar
no chão, Tabitha bocejou e começou a se limpar, certa de que suas donas não
deixariam a cama tão cedo. Xxxxxxxxxxx Com a insistência de Rose de que ela podia subir
as escadas com suas muletas, Ronnie havia movido a cama ajustável para um dos
quartos de hóspedes e os pertences da jovem mulher para dentro de seu quarto. Tabitha descobriu que o assento próximo à
janela era muito mais confortável que sua cama de gato, muito para
consternação de Maria, cada vez que ela entrava para passar o aspirador.
Enquanto Ronnie usava seus músculos para mover os móveis ao redor para
acomodar a cômoda extra, Rose estava
parada junto ao centro de entretenimento olhando as fitas de vídeo à procura
de algo que elas pudessem ver. Uma fita sem etiqueta em cima do gabinete
atraiu sua atenção. Pensando que esta era outra das fitas para adultos de
Ronnie, Rose a colocou no VCR e ligou a televisão. Para sua completa surpresa
era um vídeo do escritório de Ronnie e Delores estava parada ali. O volume
estava desligado e sua antiga mãe adotiva parecia como se estivesse gritando.
Rose apertou o botão de stop e rebobinou à fita. “Amor, por que não me disse que
Delores passou em seu escritório?”. Ronnie parou de mover
a cômoda e se voltou para ficar de
frente ao seu amor. “Não desejei lhe magoar”. “Era isto antes ou depois que ela esteve
aqui?”. “Depois”. “O que
houve?” Deu uma olhada no VCR quando um clic de apagar anunciou que a
fita havia acabado de rebobinar. “Ela pediu dinheiro?” Ela perguntou reservadamente. “Rose...”
Ronnie se aproximou por trás de sua amante e envolveu os braços ao redor da
moça, com muletas e o resto. “Você é tudo para mim. Não desejei lhe ver
você sofrer com isto”. “Desejo ver o
que aconteceu”. Rose se afastou do abraço e se dirigiu para a cama.
“Sente-se ao meu lado ”.
No momento em que Ronnie se reuniu à
ela na cama, o volume estava no nível correto e Rose apertou o botão
de play. A fita começou com Delores
entrando no escritório e olhando ao redor. “Bonito
escritório. Você quem emprega?”. Ronnie notou o olhar
desconcertado de Rose e colocou seu
braço ao redor da mulher menor, puxando-a para perto. Sabia que o resto da
fita seria duro de ver. A cena apresentada
continuou, culminando com Delores sendo escoltada para fora do
escritório. Ronnie esticou a mão
para o controle remoto. “Acabou”. Para sua surpresa, Rose manteve
o controle fora de seu alcance. “Não, espere, há
mais”. Na tela, Susan entrou
no escritório. “Ronnie? Que
aconteceu? Ouvi que chamaram a Segurança em
seu escritório”. O diálogo continuou, atraindo a atenção de
Rose enquanto estudava as reações de sua amante. “Eu a
amo, você sabe.” - disse suavemente quando a fita terminou. “ Sei”, Ronnie sorriu. “Estava
apenas tentando lhe proteger, isso é tudo”. “Vi isso”,
ela respondeu. Apoiando sua cabeça contra o ombro da mulher, Rose continuou:
“Notei que não usou a caneta que eu lhe dei para escrever esse
cheque”. “Não, não
podia”, Ronnie admitiu. “Mesmo sabendo que poderia rasgá-lo, não
podia usar sua caneta para fazê-lo”. Um pensamento lhe ocorreu.
“Rose... ela tentou entrar em contato com você em algum
momento?”. “Não, não desde
o dia em que esteve aqui e pegou o cheque”. Apertou sua alta amante contra ela. “Foi tudo uma mentira dela”, ela
disse baixinho, olhando fixamente a tela em branco. “Você é a única que
me ensina o que o amor
significa”. Ela olhou para cima nos intermináveis olhos
azuis e sorriu. “O amor está
sobre dar, não tomar”. Ela encolheu-se mais próximo. “Como o que você e eu temos. Não é
apenas sobre sexo. É sobre
honestidade, cuidar, e todas as pequenas coisas”. Deu um
carinhoso beijo em Ronnie. “O que nós temos é...”. Rose lutou
pelas palavras. “... é...”
nada veio, nenhuma palavra poderia descrever como se sentia por estar
com Ronnie. Finalmente moveu sua cabeça em derrota. “Tudo o que sei é
que quando estou com você me sinto completa”. “Engraçado,
sinto-me da mesma maneira sobre você”.Ela devolveu o beijo, usando sua língua para
partir os lábios de Rose e para
deslizar dentro para um gosto rápido. “Eu vou te amar para sempre,
Rose”. “Nada mais de
segredos, Ronnie”. Os lábios da jovem mulher se moveram ao longo do
queixo da executiva. “Nada escondido entre nós”. A mulher morena ficou tensa com as palavras. Não sabe o que está me pedindo, Rose. Não
pode saber todos meus segredos. Apenas não posso me arriscar a lhe perder - Ronnie pensou, e decidiu que distração poderia funcionar e começou a
morder o lóbulo emoldurado pelos dourados cabelos. “Falando em segredo...” Abriu
primeiro um, então dois botões na camisa de Rose. “...por que você e eu
não saltamos na banheira quente e brincamos de
‘encontrar’ o sabão?” Deixou sua língua traçar o contorno da
orelha de Rose e desceu sua voz a um grunhido gutural. “Humm? Prometo
fazer isto digno de seu tempo”. Outro botão entre aos hábeis dedos. “O
que me diz, Rose? Sei que você há
estado se perguntando sobre o
massageador na ducha”. “Ele...
realmente... está...?”. “Humm... Terei
prazer em lhe mostrar”. Ela
envolveu os braços ao redor de Rose e se dirigiu com ela para o banheiro, determinada a por todos os pensamentos do passado fora
da mente da beleza de cabelos dourados. ********* Enquanto as flores
floresciam e os dias ficavam mais longos, Rose trabalhava duramente em sua
terapia física. Ela tomou cada oportunidade para consolidar e
construir resistência em seu tornozelo. Enquanto se assegurava que Ronnie
permaneceria descansando em casa, às vezes sua super-protetora amante não
podia vigiá-la tão perto no
escritório. Rose havia progredido em seus exercícios e
desde que não colocasse excessivo pesos nos pés, lhe proporcionava a perfeita resistência e o descanso para pés debaixo de sua mesa
no escritório lhe proporcionava a perfeita defesa, descansando dos exercícios
durante o dia. Quando acontecia de se
exceder, todas as dores e aborrecimentos apareciam.Ronnie sempre estava
disposta a proporcionar uma massagem de pés à Rose. Com certeza isto
freqüentemente conduzia as novas amantes a encontrar outras coisas para tocar
e acariciar, mas isso estava bem com Rose. O decoro profissional
que elas mantinham durante o dia no trabalho se ia no instante em que
entravam em casa. Na cozinha ou na mesa de jantar, se sentavam uma junto à
outra, compartiam mutuamente dos pratos e passavam beijos junto com sal. A
sobremesa requeria somente uma taça com duas colheres e as tardes mais
quentes eram passadas no balanço abraçadas juntas olhando as estrelas. Era o
céu na terra e Rose não podia imaginar
um ser mais feliz, exceto ao ser livrada das muletas. Quando veio o
princípio de junho, as muletas puderam
ser deixadas para trás no consultório da doutora Barnes, e Ronnie insistiu
para celebrarem saindo para jantar, ir
ao cinema e numa última parada da noite, ir
a uma das pequenas lanchonetes tomar um sorvete e alguns minutos mais
tarde, a comida. Chegaram em casa
depois das onze, mas nenhuma mostrava sinal de estar cansada. Ao contrário,
uma insinuação foi aceita e fizeram
amor ao longo da noite. A noite inclusive não
havia cedido seu lugar ao tênue cinza da manhã quando uma buzina tocou no
caminho de entrada, acordando Ronnie de seu profundo sono. “Que inferno...?” Agarrando seu
traje nos pés da cama, o colocou e se
aproximou da janela. “Tabitha, desce.
Juro que você deixa aqui suficiente pêlos para fazer outro gato”. Inclinou seu joelho contra as almofadas
brancas do assento da janela e olhou, seus olhos se abriram em surpresa na
caminhonete e no barco estacionados em seu caminho de entrada. “Oh, maldição
!”. Ela maldisse, quando lembrou a data. Abriu a janela e colocou a
cabeça fora. “Frank!” O homem que estava parado ao lado do carro
sorriu e agitou a mão. “Hei Ronnie,
vamos, os peixes já estão beliscando!”. “Esqueci-me por
completo do dia da abertura. Não posso ir”. “Ir onde?”
Uma sonolenta Rose murmurou, antes de afundar sua cabeça novamente dentro do
travesseiro e imediatamente adormecer. “O que você quer
dizer com não pode ir? Está acordada, não é? Tem uma licença para toda a vida
e hoje é o dia da abertura da pesca. Tem que ir. Sempre vamos e quero testar
meu barco no Mohawk”. Olhava seu relógio. “Vamos Ronnie. Quero
chegar lá a tempo de pescar algo”. O dia da abertura da
temporada de pesca era uma data
estabelecida há muito tempo entre Ronnie e seu primo mais velho, uma tradição
que datava desde quando eram crianças. Olhou a mulher nua na cama, então
colocou sua cabeça novamente pela janela. “Frank, Rose
pode ir?”. “A lourinha?
Claro, apenas levante ela e seja rápida, sim?” Olhou seu relógio outra
vez. “Estarei pronta
em cinco minutos”. Fechou a janela e se aproximou da cama.
“Rose... Rose, levante, amor”. “Ouvi você dizer
a alguém que vamos pescar?”. Ela levantou sua cabeça e olhou Ronnie
tirar o roupão e abrir várias gavetas. “Sim. É o dia da
abertura para a temporada de pesca e Frank está aqui para irmos
pescar”. “Não lembro de
você ter mencionado nada sobre nós irmos pescar hoje... ou algo sobre esse
assunto”. Rose se ergueu e se esticou preguiçosamente, atraindo uma
apreciativa olhada de Ronnie. “E por que ir tão cedo? Eles não
irão fazer as malas e sair da água, se
demorarmos mais um par de horas”. “Se nós
demorarmos mais tempo, eles não vão
fisgar mais. Vamos, preguiçosa. Será divertido”. Rose se sentou no
assento do passageiro de trás, lhe permitindo uma bela vista do maníaco no
qual Ronnie confiou suas vidas. Frank acreditava firmemente que seu avançado
detector de radares lhe avisaria de qualquer armadilha de velocidade que se
aproximasse e o Ford oito cilindros voava sobre a estrada, revirando seu
estômago. “Então lourinha, já pescou antes?” Gritou acima do
ensurdecedor som da música country . “Hum... não, não
em um barco”. “Você está
forçando seu gancho, Ronnie”, disse à Ronnie. “Espero que ela não
enjoe no mar.” “Claro que
não”. Girou em seu assento.
“Você não enjoa no mar, não?”. “Não, mas pode
ser que eu enjoe no carro, se ele continuar dirigindo assim”, Rose disse
baixo o bastante para que só Ronnie
ouvisse. “Ele está
tentando recuperar o tempo perdido”. “Nós teremos
muito tempo se todos formos para o
hospital”. “Farei que ele
vá mais devagar”, Ronnie assegurou, virando-se sobre seu assento.
“Hei Frank, sabe que a polícia rodoviária tem esses detectores laser agora. Você não
pode evitá-los. Olha, o posto policial está à uma milha à frente no caminho .
Não quer ser preso outra vez este ano, não é?”. O velocímetro baixou a
uma velocidade razoável somente enquanto eles passavam pela polícia que
esperava escondida atrás de uma árvore. “Maldição, tem mais deles este ano”, disse,
vigiando melhor sua velocidade. Rose se atreveu a dar uma olhada no
velocímetro, satisfeita por ver só dois dígitos próximos do extremo da agulha
alaranjada. Serpenteando sua mão direita ao redor do assento, deu ao braço de
Ronnie um suave aperto de agradecimento. Quando chegaram à
rampa do barco, Frank, parou perto, a alguns pés da linha de flutuação. “Será melhor que
nós subamos antes que eu coloque o barco na água”. Saíram da caminhonete
e Frank subiu nos vinte e dois pés de comprimento, na parte superior da linha
do Ranger Bass Boat, Ronnie subiu Rose e ficou para recolher as varas da
caminhonete, deixando a jovem mulher nos robustos braços de Frank. Após
alguns segundos Rose estava sentada numa das almofadas brancas do barco.
“Aqui. Será melhor você colocar o colete salva-vidas. Ronnie me matará
se você chegar a ser a isca”. “Pensei que não
havia aqui nenhum peixe perigoso neste rio”, Rose disse quando Ronnie
ligou o carro e moveu para trás o barco na água. “Não há, embora
os bagres possam lhe dar absolutamente uma mordida”. “Não tente
assustá-la”, Ronnie gritou desde a caminhonete. Recolheu as diversas
varas e caixas do equipamento de pesca da parte traseira e as passou para o
Frank antes de desatar o barco e mover a caminhonete para a área do
estacionamento. Ele já tinha o motor
funcionando e pronto no momento em que ela voltou. “Ok, Senhoras,
segurem-se agora. É hora de ir pescar”. Afastou-se do cais e dirigiu-se
rio acima. “Apenas vejamos o que quatrocentos cavalos podem fazer em
águas abertas”. A água atrás deles se sacudia e a proa se levantou
quando ele ligou os motores. Rose olhou de maneira
nervosa para Ronnie. “Por favor, diga-me que ele não dirige um barco
como dirige essa caminhonete”. Pararam várias milhas,
rio acima, com o motor principal levantado a favor do carretel das varas de
pescar. Ronnie colocou a isca no anzol de pesca de Rose primeiro, depois no
seu. Frank instalou um par de anzóis para ele e tomou uma posição na proa do
barco, se colocando em uma das elevadas cadeiras giratórias. Ronnie ajudou Rose a se colocar em uma da
popa e ficou a seu lado. O nascer do sol da manhã começava a clarear o céu e
como esperavam, os peixes começaram a saltar. Frank rapidamente fez a
primeira captura, um pequeno linguado que apenas estava dentro do limite
mínimo. Este aterrissou no depósito de reserva com a esperança de ser
descartado mais tarde. “Tendo
diversão?”. Frank perguntou. “Excelente”,
Ronnie respondeu, lançando seu fio para fora uma vez mais. “Hei!”
Rose sustentou sua vara em um agarre de morte. “Acho que peguei
algo”. A ponta de sua vara
afundou uma vez, depois duas vezes, então um forte zunido encheu o ar quando
o peixe saltou, levando sua linha com ele. Ouviu a vara de Ronnie bater na
popa, seguida imediatamente pelos fortes braços envolvidos ao seu redor para
lhe ajudar a segurar a vara. “Traga sua
linha para trás”, disse Ronnie,
sua respiração fazendo cócegas na orelha de Rose. “Não a deixe
afrouxar, ou ele balançará rápido, livrando-se”. Rose encontrou as mãos
de sua amante cobrindo as suas e juntas trabalharam animadamente. “Conseguiu um
grande aí, hein?”. “Parece,
Frank”, Ronnie respondeu. “Com certeza é maior do que esse
pequeno peixe que você lançou ali dentro há alguns minutos. É melhor pegar
uma rede para este”. O peixe tentou outra
vez escapar, quase tendo êxito em puxar a vara da mão de Rose. “Oh
Ronnie, é muito forte, segure você a vara”. Tentou lhe dar a vara, mas
a mulher morena não aceitou. “Não, você pode
fazer isto”, Ronnie disse quando soltou seu agarre e deu um passo
atrás, deixando Rose manejar a manivela
sozinha. “Isso mesmo, mantenha a vara esticada, canse-o”. “Oh meu..., ele
é muito grande”, a jovem mulher exclamou, puxando ainda de maneira
forte a vara com o peixe que tentava se livrar. De repente, este saltou
diretamente da água, se mostrando todo para o que Rose estava levando. “Merda”,
Frank exclamou. “Resista, eu deveria ter trazido a rede grande”. “Você tem um
monstro ali”, Ronnie disse, parando ao lado de sua amante. Pensando que
seu primo não estava olhando, estendeu o braço e colocou sua mão no ombro de
Rose, acariciando-o com carinho. O peixe finalmente se cansou e permitiu ser
trazido para o barco onde Frank o tirou com a rede. “Filho de uma
cadela. É um peixe de merda grande”, disse alegremente, metendo sua mão
dentro da guelra para levantá-lo, para que elas pudessem vê-lo. “Bela linguagem,
Frank”, Ronnie o repreendeu, olhando para Rose sutilmente. “, ela já ouviu
isso antes”, disse ele, recebendo um olhar feio de sua prima.
“Hei lourinha, com certeza pescou aqui um inferno de um boca grande.
Devia ter trazido uma câmara fotográfica”. “Olha como é
grande”, Rose disse. “Posso devolvê-lo agora?”. “Devolvê-lo?”
Frank riu. “Meu amor, este não é o tipo de peixe que você devolva. Este
é o tipo que você leva ao embalsamador para embalsamar e ser visto”. “Ser
visto?” Virou-se para Ronnie, que estava ocupada tirando o anzol.
“Não quero conservá-lo”. “Não posso
acreditar no quanto grande ele é”, a executiva disse. “Rose tem
certeza de que não quer fazer dele um troféu? Ele é uma beleza”. “Tenho
certeza”. “Não quer nem
tocar nele, antes de devolvê-lo?” Levantou o peixe, que colubreava diante do rosto de Rose. “Não”,
praticamente gritou, empurrando o braço de Ronnie. “É grande e é lindo
e quer voltar para a água, por favor”. Os Cartwrights
trocaram olhares antes que Ronnie se agachasse e soltasse o peixe na água.
Colocou isca no anzol de Rose outra vez e voltaram à pesca.
“Zangado? Não,
não zangado. Em choque, mas não zangado”. “Você está
zangada?”. Ronnie se virou para
ficar de frente. “Você é tão terna que isso é assombroso”. Rose
sentiu o calor da palma da mão de sua amante em seu rosto. “Não amor.
Não estou zangada. No entanto, não posso acreditar que deixou um premio como
esse ir. Não é definitivamente da classe de pesca”. “Não, acho que
não sou”, admitiu. “Mas estou me divertindo, mesmo se gosto de
deixar os peixes irem”. Ronnie sorriu e se
sentou novamente em seu lugar. “Você quer apenas se divertir”. “Sempre que
estou próxima de você estou me divertindo”, Rose respondeu, trazendo um
um cálido sorriso à sua amante. Frank
grunhiu com outra fisgada, mas o peixe
empalidecia em comparação ao colossal que Rose havia pescado. Ronnie foi à proa para
ajudá-lo. “Caramba Frank, pesca outra dezena desse, e assim pode ter o
suficiente para um sanduíche”, brincou, levantando o pequeno peixe. “Hahahaha,
Ronnie”. Ele franziu o cenho quando Ronnie mediu o peixe e o achou
muito pequeno para conservá-lo. “Talvez a lourinha nos pesque
outro”. “Seu nome é
Rose”. “Oh, sim?”
Frank se virou para olhar à lourinha em questão. “Hei lourinha, está se
divertindo?”. “Sim”, ela
respondeu, alegremente vigiando as
varas sua e de Ronnie. “Isto é divertido”. Frank inclinou-se até
sua prima. “Você e eu já temos pescado aqui no dia da abertura por mais
de vinte anos e nunca pescamos um tão
grande”. “Ela é algo
mais, não é?” Ronnie respondeu, sorrindo na direção de sua
amante.” “Não sei como
você consegue, Ronnie”, disse, olhando para Rose. “Garota
agradável. Se acreditar nos rumores que andam flutuando por aí, devo esperar
vê-la em todos os eventos familiares de agora a diante”. “Que
rumores?”. Ronnie deliberadamente baixou sua voz, não queria que Rose
ouvisse por acaso. “Que ouviu sobre ela?”. “Vamos Ronnie, somos Cartwrights. Sabe que não há segredos em
nossa família. Todo mundo sabe que vocês duas estão compartilhando os
lençóis”. Frank respondeu. “Tenho que admitir, no entanto, que
depois de toda a merda que lhe aconteceu quando você estava na Universidade,
pensei que não andaria com uma mulher nunca mais”. Olhou para Rose de
novo. “Mas ela parece muito agradável”. “Não penso que
com quem estou dormindo ou não seja assunto para alguém”, disse
defensivamente. “Calma,
Ronnie”. Levantou suas mãos. “Não é um grande problema”. Ronnie relaxou um pouco. “Hei, pelo menos
você mesma escolheu bem. Não é como ter que ir a outro lugar procurar isso,
quando você tem algo assim lhe esperando em casa”. “Hei Ronnie,
acho que você tem algo”, Rose gritou, enquanto olhava o extremo da
linha se sacudindo. “Sim, você tem
mesmo algo, sem dúvida”, Frank brincou, bem baixo para que somente sua
prima ouvisse. “Absolutamente um prêmio, se você me perguntar.” Claro que sim, Ronnie
pensou para si mesma, enquanto se dirigia à popa. Então você gostou dela também,
hein? Um sorriso se formou em seus lábios quando olhou o vento brincar com os
cabelos de Rose. A aceitação de Frank do papel da jovem mulher em sua vida
era importante para Ronnie. As viagens para pescar aos sábados pela manhã,
que tanto desfrutava, continuariam como sempre... Somente que agora, com a
mulher que amava ali junto à eles. Ronnie fechou os olhos e virou seu rosto
para o céu, deixando que os raios de sol acalentassem sua pele bronzeada.
Alguns dias são simplesmente perfeitos, ela pensou. O sol no céu, os peixes
sendo fisgados... eu tenho Rose... “Ronnie, eu já
avisei !” Rose disse mais insistentemente. “Oh,
desculpe”, disse, saindo de seus pensamentos. Eram cerca de dez
horas quando finalmente se dirigiram novamente ao cais. O peixe de Rose havia
sido o maior do dia, embora Ronnie tivesse pescado dois que eram
impressionantes. Frank usou cada isca de sua caixa de equipamento de pesca, e
todavia não tinha nada para mostrar seus esforços. O orgulho masculino lhe
fez lançar de volta ao mar os pequenos
que havia pescado. Dirigiram-se ao restaurante para almoçarem antes de
voltarem para casa. Enquanto Rose foi ao banheiro, Frank ajudou Ronnie a
guardar as varas e o equipamento de pesca. “Bom dia de pesca,
Frank”. “Para você e
para a lourinha, talvez”, ele bufou. “Eu poderia ter tido melhor
sorte pescando um resfriado”. “A temporada
acaba de começar, Frank. Conseguirá um troféu na próxima vez, tenho
certeza”. “Sim, mas não
importa o quanto seja grande, este não se comparará à sua pesca, Ronnie”. Olhou para seu
relógio. “Falando de pesca, se não aparecer em casa logo a chefe vai pensar que encontrei uma gracinha como
a sua”. “Não há ninguém
como Rose”, Ronnie disse enfaticamente. “Não duvido
disso. Deve ser algo muito especial para permanecer com você depois do
acidente”. “Humm,
Frank...”. O afastou, para que Rose não pudesse ouvi-los. “Tem
que tomar cuidado com o que diz. Ela não sabe sobre o acidente”. “Que quer dizer
com que ela não sabe? Não é a que estava em muletas e tudo? Quero dizer, é a razão
pela qual seu Porshe ficou destruído, não é? Recebo uma agitada ligação sua
uma noite e depois disso ela aparece. Não se precisa de um título
universitário para se calcular”. “Ela não sabe
sobre o Porshe”, a executiva esclareceu. “Olha Frank, é o tipo de
coisa que Rose não pode saber”. “Não lhe
contou?” Ele esfregou a incipiente barba em sua cara e olhou a casa.
“Oh, Ronnie. Está caminhando em uma linha fina com esse tipo de
segredo. Maldição, a pior coisa que escondi de Agnes são alguns insignificantes assuntos e uma conta bancária secreta”. “E estou certa
de que a mãe de seus filhos aprecia isso”, Ronnie disse secamente. “A mãe da
maioria de meus filhos, é o que você quer dizer”. “Ela não sabe
sobre o garoto?”. “Não. Sei muito
bem esconder minhas pegadas”. Abriu a porta de sua caminhonete e se deixou
cair sobre o assento. “Ela é uma garota agradável, Ronnie.
Traga-a para pescar em qualquer momento”. Girou a chave, e o Ford rugiu
para a vida. “Vejo você segunda no trabalho”. “Adeus,
Frank”. Ronnie esperou até que ele saiu do caminho da entrada, antes de
dar a volta e se dirigir novamente para dentro de casa, rogando que pudesse
confiar que seu primo guardaria segredo. ******** Rose digitava um
memorando quando o telefone tocou. “Escritório de Verônica Cartwright.
Srta. Grayson falando”. “Hei Rose, sou
eu, Wendy da contabilidade. Ronnie está aí?”. “Sinto muito.
Ela está em uma reunião agora. Há algo em que eu possa lhe ajudar?”.
Ela lembrou da contadora, da vez do imposto em que havia entregado seu W-2 da
Money Slasher. “Estou
justamente na metade da estimações
trimestrais do imposto de Ronnie, e não pude encontrar os papéis de
seu Porshe”. “Porshe?”
Ronnie nunca lhe disse nada sobre ter um carro esportivo com exceção do
Mustang. “Wendy, tem certeza? Sei que ela tem o Cherokee e o Mustang, mas não sei
nada sobre um Porshe”. “Humm, a menos
que ela tenha se desfeito dele. De qualquer maneira, preciso do papel sobre
ele, ou não poderei terminar isto. Acha que pode encontrá-lo e me
enviar?”. “Claro. Vou procurar
agora”. “Obrigada, Rose.
Estarei esperando”. “Ok,
adeus”. “Adeus”. Rose desligou o
telefone e alcançou sua bengala. Se há tal carro, Ronnie teria esse papel em
seus arquivos particulares. Alcançando a gaveta de sua mesa, tirou uma chave e
se dirigiu ao escritório de Ronnie. Realmente, atrás dos
papéis da Cherokee e do Mustang estava uma pasta que indicava o Porsche e
Rose o sacou do arquivo e voltou à sua sala. Deixou a pasta na
mesa e ligou para a secretária de
Susan para que a cobrisse enquanto levava o papel a Wendey. Quando pegou a pasta
outra vez, uma foto caiu. Ela fitou o carro vermelho pensando que este era
demasiado rápido para o gosto de Ronnie. Abrindo a pasta para recolocar a
foto, seus olhos caíram em um recibo que sobressaia em cima dos outros
papéis. Era uma fatura de reparação da importadora
de carros Hans. Seus olhos se arregalaram quando olhou o total da conta. Não
posso me imaginar pagando uma fatura de reparação como essa, pensou. Cálculos
de horas e materiais enchiam a fatura, mas foi uma notação escrita à mão
justo sobre o total que capturou sua atenção. Começo da reparação, 05-12,
terminado em 18-01. Rose se afundou em sua
cadeira sentindo como se um martelo tivesse golpeado em seu peito. As reparações
começaram 05-12. Justo depois do acidente. Se isso não fosse suficiente,
outro recibo mostrava que o Porshe havia passado na inspeção só uma semana
antes. “Oh
Deus...”. Uma sensação de náusea revirou seu estômago
e teve que engolir várias vezes para manter seu café no estômago. Não havia um
misterioso motorista que havia bebido. Este era Ronnie. As lágrimas começaram a cair, manchando o
rimel no rosto de Rose. É por isso que queria tanto me ajudar! Foi
tudo uma mentira para se proteger! Limpando seus olhos com um lenço de papel,
estendeu suas mãos trêmulas e abriu o Rolodex. Seu lábio inferior tremia e
sua visão estava desfocada quando tentou encontrar o número da companhia de
táxis que Ronnie usava para pegar os clientes no aeroporto. Foi tudo uma mentira. Suas mãos tremiam
tanto, que errou o número duas vezes antes de finalmente alcançar o correto.
A voz de Rose era muito titubeante quando falou com o encarregado. Foi informada que
havia somente um táxi em uma quadra afastada e que este a encontraria em
frente ao edifício. Sem esperar que a secretária de Susan chegasse, Rose
pegou sua bolsa e bengala e abandou o escritório. Ok, Ronnie. Você não
tem que se preocupar mais comigo. Sufocou de novo um soluço. Entendo. xxxxxxxxxxxxxxxxxx
“O que está fazendo em casa na metade
do dia, Rose? Criança, você está chorando?”. “Não é nada,
Maria”, ela disse. “Onde está Tabitha?”. “Ela está
deitada em alguma parte, por quê?” Rose não respondeu, em lugar disso passou
pela governanta e se dirigiu a escada. “O que está
acontecendo? Onde está Ronnie?”. “No
trabalho”, veio a triste resposta. Para consternação de Maria, o táxi
parecia estar esperando por Rose. Poucos minutos depois, Rose desceu as
escadas, com uma das malas de Ronnie em sua mão. “O que está
acontecendo? Aonde você vai?” Para sua surpresa, os olhos verdes estavam
bordeados de vermelho. “Você por favor,
pode dizer ao homem que esta é a única mala? Tenho que pegar Tabitha”.
Deixou a mala nos pés da escada e voltou para pegar sua gata. “Rose,
espere”. Maria a seguiu até em cima, parando a jovem mulher com uma
firme mão em seu ombro. “O que está acontecendo? Você e Ronnie tiveram
uma briga?”. “Você sabia que
foi ela quem me atropelou?” O olhar nos olhos da governanta respondeu a
pergunta. Rose assentiu, suspeitando disso. “Gostaria que tivesse me dito.
Gostaria que ela tivesse me dito”. Engoliu com dificuldade, não
querendo começar a chorar novamente. “Necessito encontrar
Tabitha”. “Para onde você
vai? Ronnie sabe que você está indo embora?”. “Maria, não
posso falar sobre isso. Por favor, apenas
quero encontrar minha gata e sair daqui”. Nesse momento, ao alaranjada felina apareceu
na parte superior da escada e se dirigiu aos seus braços abertos. “Tabitha, venha aqui, doçura”.
Pegou o gato em seus braços. “Vamos, doçura. Temos que ir agora”. “Rose, por
favor, espere um minuto”. Maria estava parada diante da porta, se
negando a deixar a jovem mulher passar. “Você falou com Ronnie?Você
necessita falar com ela antes de tomar qualquer decisão precipitada”. “Não há nada
para dizer”, Rose soluçou, e
irritada limpou uma errante lágrima. “Devolverei sua mala tão logo que
possa”. “Para onde você
vai?”. “Não sei”,
admitiu. “Apenas tenho que
conseguir longe daqui”. A buzina do táxi tocou, atraindo sua
atenção. “Preciso ir. Por favor, se cuide
Maria”. “Rose, não vá,
por favor. Tenho certeza que se conversar com Ronnie...”. “Não”. Seu tornozelo estava
começando a palpitar pelo excesso. “Diga à ela que não vou processá-la ou
algo assim, de modo que ela não tem com que se preocupar”. Ela saiu da cozinha e então atravessou a
porta. O motorista ajudou à ela e Tabitha a entrarem no carro, então
veio à porta para pegar a mala. Maria deu à ele uma bolsa contendo uma caixa
e várias latas de comida para gato, enquanto sua outra mão digitava de
maneira rápida no telefone.
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