Disclaimer:
Os personagens e refer�ncias a Xena: A Princesa Guerreira s�o de
propriedade da Renaissance Pictures, Studios USA, e Creation Entertainment.
Essa hist�ria possui cenas de amor expl�cito entre duas mulheres.
Caminhos que se Cruzam
Por : Sally
Parte
01 (C�sar)
O dia amanhecera mais uma vez, a jovem sentada sobre uma pedra
observava o corpo nu da guerreira que ainda dormia, a poeta contemplava cada
contorno daquele corpo, cada pedacinho, cada m�sculo. O amanhecer e a
guerreira ali a sua frente pareciam uma pintura do pr�prio para�so.
Vagarosamente Xena vai acordando, e ao perceber a falta da
sua companheira, levanta-se de sobressalto.
V� com calma est� tudo bem! Estou aqui.
Que susto Gaby, achei que...
A garota se aproxima e beija a guerreira de forma intensa
e apaixonada, e em poucos instantes, os dois corpos n�s se unem como
apenas um, a poeta por cima da sua princesa, se perde na tenta��o
daqueles seios, e desesperadamente come�a a sugar os mamilos rijos, lambendo
e mordendo, Xena sente o sexo molhado da jovem poeta lhe invadindo, e lhe abra�a
com for�a, apertando-a sobre si, sentindo cada vez mais sua Gaby, deixando
de lado a guerreira para se tornar a amante...
Ah! Gaby, eu j� disse que te amo!
Hoje ainda n�o!
Te amo, te amo, te amo demais.
Hummm...
Repentinamente Xena muda de express�o, e levanta-se
Gaby vista-se !
O que foi?
Cavalos!
As duas mulheres se vestem rapidamente, a guerreira com a
espada em punho se prepara para qualquer surpresa...
Romanos...
C�sar!!!
Ol� Xena ! Ataquem!
S�o cerca de trinta soldados, Xena come�a a
desferir golpes com a espada, Gabrielle com seu cajado tamb�m derruba
alguns romanos a sua volta, por um momento Xena se distrai olhando para sua
amada, cuidando para que esta n�o se machuque.
Gaby, a sua esquerda, cuidado!
A garota vira-se e com um golpe certeiro nas pernas derruba
o soldado, no mesmo instante a guerreira v� dois soldados a sua frente,
e um deles acerta-lhe de rasp�o o bra�o, Xena com um chute o derruba
e crava-lhe a espada no peito, o outro afasta-se ao ver o companheiro morto
ao ch�o.
Fuja covarde!
Xena socorro!
A guerreira olha em dire��o a sua poeta, e v�
C�sar com um punhal ro�ando o pesco�o de Gaby.
Onde est� sua coragem agora Xena?
C�sar solte Gabrielle, ela n�o representa nenhuma
amea�a para voc�, eu sim.
Largue a espada e ...esse ...Shakran, � esse o nome
n�o �?
A princesa guerreira obedece, solta suas armas e se entrega.
Um soldado amarra as m�os de Xena, e em seguida os
p�s. A guerreira diz: - Vamos C�sar solte Gabrielle, voc�
j� me tem...
Ainda n�o Xena, estou pensando em me divertir um pouco
com ela, ela parece ser bem "gostosinha"...
Se tocar em um s� fio de cabelo dela eu lhe mato seu...
Com um olhar C�sar ordena que espanquem Xena, os soldados
restantes, mais ou menos meia d�zia, come�am a chutar e bater
em Xena. Gabrielle vendo a amiga apanhar, implora:
- Por favor, ordene que parem, eu fa�o o que mandar,
mas n�o a machuquem mais...
C�sar sorri! � J� basta, soldados! Xena �
colocada desacordada sobre um cavalo e juntamente com Gabrielle � levada
ao acampamento de C�sar. No acampamento, a guerreira ainda inconsciente,
� amarrada em um tronco, e Gabrielle � levada aos aposentos de
C�sar.
Onde est� Xena?
N�o se preocupe, enquanto voc� fizer o que eu
mandar, ela continuar� viva. Tire a roupa!
Gabrielle fica parada em frente a C�sar, e diz:
Eu estou com um resfriado muito forte, se tirar a roupa poderia
piorar, e Xena disse que essa gripe � contagiosa e...
Quieta! N�o tente me enrolar, conhe�o suas t�ticas.
Nesse meio tempo a guerreira recobra a consci�ncia,
e escuta uma conversa perto dela.
C�sar � esperto! Ele vai se aproveitar da loirinha
e depois acaba com ela, bem que ele podia deixar um pouco pra gente, hahaha....
"Preciso me libertar, eu vou mat�-lo, pelos deuses
o que Gaby estar� passando" , uma l�grima rola pelo rosto
de Xena.
O homem agarra Gabrielle, e segurando-a pelos cabelos, beija-lhe
a boca e tentando tirar a roupa da jovem, que lhe acerta um chute na canela,
libertando-se momentaneamente.
Xena com muita per�cia consegue se soltar, e mesmo
ferida derruba os dois guardas, e sa� em dire��o ao alojamento
de C�sar.
Venha c� Gabrielle, voc� vai gostar, de ser possu�da
por um homem de verdade.
Falando isso C�sar agarra novamente, a garota acertando-lhe
um soco no rosto, a poeta vai ao ch�o, e o homem, j� sobre ela,
come�a a arrancar sua roupa, ao ver os seios da jovem C�sar sorri,
e morde doloridamente aquele peda�o de carne t�o cobi�ado,
a jovem solta um grito de dor e vergonha ao mesmo tempo...
Xena vai correndo e derrubando os soldados que invadem seu
caminho, ao escutar a grito de sua Gaby, desesperasse mais ainda e com mais
for�a e raiva vai se aproximando ....C�sar nem percebe a confus�o
l� fora, a poeta mais uma vez tenta se libertar, lutando contra o homem
que � bem mais forte que ela, e novamente o homem lhe bate, desta vez
tirando-lhe sangue, abrindo um corte acima da superc�lio esquerdo, as
m�os experientes de C�sar lhe invadem as coxas, abrindo-lhe as
pernas...
A guerreira mesmo cansada consegue chegar a sua amada, ao
ver a cena do homem sobre a sua Gabrielle, a possuindo, Xena se enfurece e ataca
C�sar, que por muita sorte consegue fugir, Gabrielle ca�da ao
ch�o chora, a guerreira se ajoelha diante dela trazendo-a para seus bra�os,
Xena beija a testa da sua amada, carregando-a no colo...levando-a a um rio pr�ximo
dali.
X...Xena, diz a garota solu�ando, - me perdoa eu tentei
...
Gaby...n�o diga nada, diz a guerreira com os olhos
cheios de l�grimas, olhando o corpo nu de sua amante, e apertando-o contra
o seu.
Xena quero ficar um pouco sozinha.
A guerreira entende a dor de sua amiga e a deixa, a poeta
caminha at� o rio e entra em suas �guas. Naquele momento promete
a si mesma que perseguir� C�sar at� mat�-lo. Ainda
observando Gaby, sente um grande remorso, "Pelos deuses, por qu�?
Gabrielle n�o merecia, e eu j� paguei pelos meus pecados, ela
t�o inocente, t�o doce, uma crian�a...C�sar pagar�
com a vida." Xena v� a poeta saindo das �guas, e pega um cobertor
para sec�-la, aproximando-se cobre a jovem e a abra�a.
Gaby ! A jovem abra�a e beija o rosto da guerreira.
Xena acende uma fogueira, e fica o tempo todo abra�ada
a sua amada, sem nada dizer, neste momento o sil�ncio diz tudo...
O dia amanhece, e a jovem acorda com Xena tocando seus cabelos:
Meu amor lhe preparei um caf�, voc� deve estar
com fome.
�, estou mesmo, eu te amo Xena, se voc� ficou
magoada por causa do que aconteceu, eu tentei impedir, mas C�sar...
C�sar � um homem morto Gabrielle, eu imagino
o quanto voc� sofreu, eu sou a culpada por isso...
Voc� ainda vai me querer?
Oh Gaby! Eu te amo mais que a minha vida, eu jamais te deixarei,
te quero, e preciso do teu amor.
Falando isso a guerreira se aproxima e beija carinhosamente
sua poeta, e a jovem retribui com outro beijo por�m mais caloroso, as
l�nguas se encontram e as duas se satisfazem, ap�s o amor, ficam
ali abra�adas, unidas como se fossem o c�u e o sol.
Xena!
Sim, meu amor?
Estava me sentindo t�o suja, era como se as m�os
e o corpo de C�sar....
N�o diga mais nada, esque�a-o.
Fiquei com receio que voc� tamb�m me achasse
"suja" e n�o me quisesse mais como amante, se isso acontecesse
acho que eu morreria, � incr�vel Xena, mas a cada dia eu te amo
mais...
A princesa, interrompe a poeta: - Gaby, o que ocorreu s�
me fez enxergar, que eu te amo mais, e que voc� tem muita coragem, e eu
te respeito muito por isso. C�sar � um monstro eu...
Xena por favor, n�o suje sua espada com o sangue dele,
n�o o odeie apenas esque�a-o, me promete que...
Desculpe Gaby, mas n�o posso meu �dio por ele
� gigantesco, ele que me tornou o que eu era, ele havia tirado toda a
minha esperan�a e agora quase tira minha alma, eu sofri quando vi aquele
animal em cima de voc�, te ferindo a carne, e a alma, ele te marcou, assim
como fez comigo, por�m a diferen�a � que agora eu vou mat�-lo...
Xena, ele me marcou sim, eu n�o vou conseguir esquecer
o que ele me fez, mas pior ser� para mim ser culpada da morte dele, Xena
esque�a o �dio, ele nos cega, ele nos transforma em pessoas infelizes,
em pessoas amarguradas...
Ah Gaby, meu �dio � t�o grande que...
� maior que o amor que sente por mim?
N�... n�o! Creio que n�o. Voc�
sabe que te amo acima de qualquer coisa, e ...
Ent�o esque�a C�sar! Xena vamos buscar
a nossa felicidade, seguir o caminho certo, a justi�a n�o deve
ser feita com sangue.
A guerreira apenas olha para a amiga, "Ser� que
ela tem raz�o? �s vezes Gabrielle � t�o sensata,
t�o coerente, vou prometer n�o matar C�sar, a n�o
ser que ele cruze novamente o nosso caminho."
T� bom Gaby, eu vou tentar esquecer C�sar.
�timo! Eu tamb�m...
As duas comem o caf� preparado por Xena, recolhem acampamento.
Para onde vamos Xena?
Bem eu... eu queria passar... passar uns dias com voc�
em lugar especial, s� te amando...
Uma Lua de mel ?
� , mais ou menos.
Um lugar sem brigas, guerras, soldados, um lugar rom�ntico...s�
para nos amarmos?
Sim, responde a princesa sorrindo...
Xena v� a felicidade no rosto da jovem, "Onde poderemos
ir, talvez ....sim � isso!"
Gaby, voc� quer ir para o norte, existe uma ilha pr�xima,
eu conhe�o uma pousada �tima para descansarmos.
Vamos navegar?
Sim!
Que �timo, adoro ficar enjoada...
Eu n�o vou dar tempo para voc� sentir enj�o.
Ah �! Sorri a poeta com mal�cia no olhar.
�!! Responde a guerreira.
As duas partem, no barco Xena sente a brisa do mar em seu
rosto, e relembra algumas conquistas...de repente volta o olhar para sua amada,
que apesar de estar se acostumando a navegar, ainda aperta o ponto de press�o
no punho, como a guerreira ensinou, para amenizar o enj�o. Xena sempre
acha engra�ado o jeito de Gaby. E vai at� ela com um sorriso .
Respire fundo Gaby, n�o � gostosa essa brisa,
essa maresia...
Xena...eu te odeio...corre a jovem para a proa do barco, e
despeja todo o caf� da manh� no mar.
Isso � uma oferenda para Poseidon? Acho que ele prefere
a comida inteira, fala a guerreira sorrindo.
Voc� me paga guerreira. Falta muito ?
Um pouco... Vem c�! Xena segura a poeta, e beij�-lhe
o rosto, acaricia os cabelos dourados. �� melhor descermos para a cabina...
Xena puxando Gabrielle pelas m�os, guia a jovem at�
a pequena, por�m discreta cabina, um ref�gio para as duas amantes,
que se despem de suas roupas, na verdade se despem de todos os sentimentos,
menos do sentimento do amor, e da paix�o...
Continua...