Strani Amori
Cat Woman
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Parte 9
Como pode o cora��o bater desordenadamente de um momento para o outro? � dif�cil aceitar certas coisas. Quando crian�a voc� vai para o col�gio, tem v�rios namoradinhos e paquerinhas...Daquela �poca para c� tantas coisas mudaram na vida de Rafaela mas nenhuma causou tanta confus�o como agora.
_Ah! maldita sensa��o que n�o passa.
Para Rafaela parecia algo estranho, num pequeno espa�o de tempo, sentir uma atra��o t�o forte por algu�m. Sentia-se inquieta.
� meia noite foi cantado o tradicional "Parab�ns". Depois ao som de Byonce o Dj abriu a pista de dan�a.
_Vamos dan�ar?_pediu Renata.
Foi inevit�vel conter os olhares masculinos sobre as garotas. Com movimentos sensuais e quebrados, atirando a cabe�a para tr�s as jovens pareciam mesmo desafiar a plat�ia. Depois com os corpos suados foram para o bar.
Renata pediu apenas �gua. O barman entregou a ela um bilhete. Ao desdobrar o pequenino papel sorriu.
_Aposto que "tem homem na �rea" !_concluiu Carolina divertida.
Renata balan�ou a cabe�a afirmativamente.
_Tem coisa pior que dormir sozinha?
_Hum...deixe me ver...transa ruim!(gargalhadas)
_Tirar a roupa e meter qualquer cara sabe Carol!
_J� pensou Re o que seria dos homens sem um pau?
_Pobrezinhos n�o iam saber o que fazer com uma mulher...
_� verdade. Sexo � muito mais que penetra��o.
O toque de duas m�os suaves taparam os olhos de Carolina. Uma voz ligeiramente rouca sussurrou em seu ouvido:
_Adivinha quem �?
Carol sabia que s� uma pessoa era capaz de tamanha criancice.
_Ra�ssa...
_Assim n�o vale!_reclamou a morena.
Carolina notou um clima diferente no ar. Havia certa cumplicidade entre Renata e Ra�ssa que nunca tinha visto antes.
_O que ser� que essas duas est�o aprontando hein?_pensou.
Entre um drink e outro Rafaela tentava conter o nervosismo. A loira n�o tirava os olhos dela e n�o contente chamou a bartender. De forma tentadora e provocante debru�ou-se sobre o bar.
_Quando vai parar de fingir que n�o estou aqui?
Rafaela engoliu em seco.
_Por que est� fazendo isso? Mero capricho n�o �? A filhinha de pai quer a filhinha de papai tem...
_Diga o que quiser � quest�o de tempo at� eu ter voc� aqui �!_Carolina bateu na palma da m�o.
Rafaela sorriu. Olhou-a desafiadoramente.
_Sabe qual � o seu problema? N�o est� acostumada e levar um "n�o" e se quer um conselho vai se acostumando porque esse n�o ser� o primeiro e nem o �ltimo!
Carolina saiu sorrindo e falando:
_Isso � o que n�s veremos!
Enquanto isso as duas morenas...
_Por muito tempo acreditou-se que as mulheres n�o tinham fantasias sexuais. Ledo engano. Assim como os homens elas tamb�m imaginam . A diferen�a � que em geral elas seguem a c�lebre passividade feminina. Vivemos numa sociedade machista onde a mulher � vista como um objeto de desejo. A ela cabe apenas obedecer. Exemplo simples: o cara que pega muitas � garanh�o; a menina galinha. Existe um abismo entre homens e mulheres isso sim. E sabe quando vai mudar? Nunca!_dizia Ra�ssa desanimada.
Renata, por sua vez, olhava fixamente para Ra�ssa. A garota n�o deixou por menos devolvendo o olhar com a mesma intensidade.
_Voc� � linda sabia !
_Est� me cantando?_quis saber Renata.
_Estou! Por que voc� n�o gostou?
Com um sorriso t�mido e ao mesmo tempo safado Renata se inclinou para frente de forma que seus l�bios ficaram a cent�metros da boca de Ra�ssa.
_Vamos embora!
Sem nada dizer caminharam em dire��o ao estacionamento.
_Re?
Os bra�os de Ra�ssa cingiram sua cintura , puxando-a para si. Seus rostos em c�mera lenta foram se aproximando. Foi inevit�vel o beijo. Suas bocas se procuravam com urg�ncia como a querer recuperar o tempo perdido. L�nguas molhadas, vorazes se entrela�am procurando matar a sede, a fome , de carinhos. Foi um beijo daqueles demorados, intensos e saborosos com gostinho de quero mais. Quando o ar faltou tiveram que parar de se beijar. Renata se afastou um pouco e ficou encostada no cap� do carro. Ra�ssa foi quem quebrou o sil�ncio:
_Est� arrependida? Se estiver eu vou entender.
Renata achou gra�a da preocupa��o que marcava o rosto de Ra�ssa.
_Ra�ssa(fez uma pausa significativa para aliviar o calor que sentia) eu adorei!
_Podemos repetir se quiser....
Renata sorriu.
_E se eu quiser bem mais que um beijo?
_� s� pedir!
Ra�ssa beijou-lhe a face carinhosamente antes de entrarem no carro.
_Pra onde est� me levando?
_Pra minha casa!_respondeu Renata segura.
_E agora, onde ser� que se meteram aquelas duas?_Carolina estava desconfiada.
Mas a verdade mesmo � que ela j� tinha desistido de procur�-las. Sua aten��o estava voltada para o bar. L� um rapaz jogava o maior charme para Rafaela.
_Essa garota vai me dar trabalho(chacoalhou a cabe�a).
_Ora, ora, eu n�o posso te deixar sozinha um minuto...
Rafaela sentiu vontade de provoc�-la.
_Vejo que suas amigas foram embora, em todo caso n�o � dif�cil imaginar por qu�!
Ao contr�rio do que pensou Rafaela suas palavras n�o tiveram o efeito desejado.
_Pensa que n�o sei que quando estou de costas fica me olhando?_foi direta.
_Eu...n�o mesmo...(mentiu)
_Se n�o tenho raz�o por que ficou vermelha?
_Eu n�o fiquei n�o...(disse meio engasgada)
_Voc� fica mais linda ainda quando est� sem jeito! E j� que estou sozinha e sem sono vou trabalhar com voc�!
_Est� brincando n�o � ?
_N�o!
_Onde � que eu fui me meter?(pensou Rafaela com as pernas tr�mulas).
Carolina �s vezes esbarrava nela "sem querer". Rafaela bem que tentava prestar aten��o no preparo dos drinks mas estava ficando cada vez mais dif�cil se concentrar em outra coisa que n�o fosse as curvas sensuais da loira. Carolina j� sentiu curiosidade em saber como � transar com uma mulher mas nunca nenhuma a tirou do s�rio como a que estava na sua frente. N�o estava acostumada com joguinhos.
_Homem � t�o facinho...por que n�o pode ser assim com as mulheres tamb�m?_pensava Carolina.