Strani Amori
Cat Woman
� proibida a reprodu��o dos textos publicados nesta
p�gina sem permiss�o do autor. Infratores sujeitos �s penas
da Lei n�9.610/98.
Cap�tulo VI
O �pice da noite
se deu quando a banda paranaense subiu ao palco e relembrou grandes sucessos
do Capital Inicial, Legi�o Urbana, Cassia Eller, Cazuza, RPM entre outros.
Com a casa lotada e cantando m�sicas bastantes conhecidas os rapazes
mostraram muita energia levando os jovens a loucura.
_Est� errado!
_Como ?
_Coquet�is cuja composi��o cont�m ingredientes de
densidades diferentes devem ser colocados um a um, criando um visual bonito.
Nunca se deve bat�-los._disse Carolina.
_Eu pensei que...
_Pois pensou errado! Refa�a.
Marcelo sempre confundia os coquet�is batidos com os mexidos e vice versa. Apesar de esfor�ado n�o dava para negar o menino era desajeitado. T�mido e reservado n�o falava com ningu�m exceto para esclarecer d�vidas. Nada ou muito pouco sabia-se de sua intimidade. Frequentava � academia durante a semana. Tinha um corpo malhado, um belo sorriso, olhos de um azul intenso e pele clarinha. Sua profiss�o rendia-lhe mulheres lindas e descabeladas para noites calientes. Ao que o jovem prontamente recusava.
_Perd�o mas clientes n�o podem entrar no bar._explicou Rafaela � loira.
Carolina estendeu as m�os e pegou um copo com um l�quido vermelho na bandeja.
_Gostoso._comentou sorvendo um gole.
Rafaela equilibrando a bandeja em uma das m�os olhava meio aturdida. Notou que a mulher n�o se moveu mesmo ela dizendo que n�o podia ficar ali.
_Senhora precisa voltar para junto de seus amigos._falou calmamente.
Carolina olhou para o lado disfar�ando um sorriso largo.
_Pode me acompanhar ? Sinto que minha cabe�a est� rodando._mentiu.
_Claro. Vamos.
Rafaela sorriu e com naturalidade puxou Carolina pelas m�os. O contato aumentava a medida que caminhavam pela pista. Carolina deixou-se levar. Estava se divertindo com a situa��o e mais ainda gostando da proximidade. Faltava poucos degraus de escada para o piso superior quando um rapaz segurou Carolina pelo bra�o fazendo com que Rafaela se desequilibrasse sendo amparada pelos bra�os da loira.
Seus olhos se encontraram. Trocaram um sorriso t�mido.
_Obrigada._falou em voz baixa Rafaela.
Seguiram at� a mesa de m�os dadas passando por v�rios casais abra�ados.
_Est� entregue.
Carolina se perdeu num olhar imenso e completamente negro mas que brilhava fortemente. Sentiu seu rosto corar ao notar que a aten��o de todos estava voltada para ela.
_Que foi?_perguntou sem gra�a.
_A Rafaela estava nos explicando que o organismo das mulheres absorve o �lcool mais depressa do que os homens. Tudo isso porque a concentra��o de �gua � menor que o conte�do de gordura. Desse modo nelas o efeito � mais r�pido assim como mais intensos os danos causados aos diversos org�os.
_Sei...
_Numa dose de u�sque o volume de �lcool chega a ser 40%. A chance de gerar depend�ncia � muito maior. Caso semelhante s�o os das drogas.
Veja coca�na por exemplo, quando consumida por via nasal causa menos depend�ncia do que o crack fumado num cachimbo porque a fuma�a em segundos atinge o c�rebro.
_E?
_Resumindo nunca se deve deixar um b�bado andar sozinho!_completou Renata um pouco alta pela bebida.
_Apoiado..._gritaram os demais.
Rafaela achou gra�a. Percebeu que o grupo estava rindo sem parar . Sem contar que falavam coisa com coisa achando se tratar de assuntos interessantes.
_B�bado � foda!_pensou.
Um rapaz moreno fez sinal para que fosse at� � mesa dele. Elegantemente vestido encontrava-se s�. Pediu licen�a e foi atend�-lo. Carolina sentiu seu rosto contrair-se ao notar que o rapaz falava demasiadamente perto do ouvido da bartender.
_Que droga � essa. Por que isso est� me incomodando?
Tentava se distrair, entrar na conversa mas n�o adiantava.
_O que foi?_perguntou Renata.
_Nada.
_Ent�o por que est� com essa cara?
_Que cara?
_De quem comeu e n�o gostou !
Balan�ou a cabe�a e disse:
_Veja(indicou a dire��o) ele est� dando em cima dela.
_Se eu fosse homem tamb�m daria!
_O que est� dizendo?
_Carol...Carol...tu pode at� t� com uma(tentava encontrar a palavra certa) "perrenca" com a menina mas h� de convir que a garota � linda...e nada mais normal que um monte de gatinhos querendo agarr�-la n� amiga!
_Vou at� l�._disse de s�bito.
Renata que n�o teve tempo de det�-la ficou s� olhando de longe. Tomou um gole da bebida, deu uma tragada no cigarro da "euforia".
_O que Carolina est� pretendendo?
_D� licen�a_disse com muita raiva.
O rosto sedutor do homem a olhou desconfiado.
_Ser� que pode largar a mo�a ou t� dif�cil?_disse notando que ele segurava fortemente os bra�os de Rafaela.
_Escuta dona isso n�o � da sua conta!
Carolina fechou os punhos e bateu com tudo na mesa.
_Olha aqui palha�o voc� tem um minuto para tirar esse traseiro gordo da minha boate ou te coloco na rua a ponta p�s! Ent�o como vai ser?_amenizou o tom de voz.
O sorriso c�nico desapareceu dos l�bios do homem. Rafaela permaneceu calada. Carolina colocou as m�os no bolso da cal�a n�o sabia o que dizer.
_Divertiu-se?
_O que?_a loira n�o entendeu a pergunta.
Rafaela balan�ou a cabe�a negativamente. Quando pretendia me contar?
_Eu...
_Foi o que pensei!_fez men��o de se retirar.
_Espera.
_Sim?
_Eu n�o queria...
_Quando eu era crian�a e fazia uma travessura eu sempre dizia "mam�e eu n�o queria fazer isso" e sabe do que mais(sorriu ) era tudo mentira!
_Desculpe.
Rafaela deu de ombros.
_Isso n�o importa mais.
Carolina viu Rafaela desaparecer por entre os convidados que dan�avam alegremente.
_O que foi aquilo que vi em seu olhos? N�o sei ainda!
Continua...