Strani Amori

Cat Woman

 

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Cap�tulo II

As gotas de chuva combinam perfeitamente com o estado de esp�rito de Rafaela. Mais um fim de semana de falsa alegria pensou cabisbaixa. O vento forte esvoa�ava seus cabelos. Fechou o casaco tentando se proteger do frio. Com um aceno cumprimentou o seguran�a e foi direto para o vesti�rio se trocar.
_Ol�!
_
Oi..._responderam as mesmo tempo Aninha e Helena.
Rafaela notou certa apreens�o nas garotas.
_A fila j� est� dobrando o quarteir�o e ainda falta meia hora para abrir_comentou.
_Imagina quantos homens bonitos e solteiros tem l� fora._falou Aninha euf�rica.
Helena jogou uma almofada na amiga.
_Que foi? Vai dizer que n�o tenho raz�o?
Ca�ram na gargalhada.
Fuma�a de cigarro e m�sica
eletr�nica tomam conta da boate de dois andares. Num canto da pista, dois caras preparam um drink especial com vodca e comprimidos de ecstasy na inten��o de deixar as garotas mais" soltinhas ". Quando elas se derem conta, j� estar�o dan�ando coladinhas e dando beijos calientes neles. No outro, um grupinho divide uma pedra de ice, que parece um cubo de gelo sem se importar com a presen�a dos seguran�as. E isso sem falar nas c�psulas de efeito estimulante, oferecidas como se fossem balas de goma.
Nessa noite
Rafaela foi escalada para o flair(malabarismo com garrafas) onde � permitido ao bartender realizar sua performance detr�s do bar. As luzes se apagam e o show p�e fogo na galera.
A
plat�ia entre curiosa e atenta rendeu-se aos encantos da mais nova atrac�o da Orla. Com desenvoltura e sensualidade em cada gesto Rafaela come�ava a conquistar seu espa�o.
Diogo passou pelas garotas cuspindo fogo tamb�m, s� que de raiva. Ao final do
espet�culo os pedidos eram um s�:
_Mais um...mais um...

_Eu falei que a garota � boa!!_disse
Antonio satisfeito com sua contrata��o.
_Est� bem papai. Retiro a parte do jovem e
inexperiente mas n�o mudo a opini�o de que o melhor seria contratar um homem para a fun��o._falou Carolina desanimada.
_Claro assim al�m chefe voc� pode se tornar amante dele n�o �? E o melhor de tudo n�o tem que pagar mais por isso!_completou
ir�nico.
_Se o senhor j� vai come�ar..._fez men��o de se retirar.
_Estou cansado de seus
caprichos Carolina. Goste voc� ou n�o essa garota vai ficar.
_Mas...
_E nem pense em boicot�-la como fez com as outras ou ter� s�rios problemas menina.
_Se j�
acabou preciso trabalhar._disse arrogante.
Antes de se retirar seu pai a chamou:
_Tem mais uma coisa...
_O que � ?
_Esses dias que voc� faltou ser�o descontados do seu pagamento!
_Como assim?_perguntou indignada.
_As
regras s�o simples? trabalha/recebe/n�o trabalha/n�o recebe!
_O senhor est� ficando louco..._saiu batendo a porta.
_Deus sabe que � para o seu bem minha filha!_pensou pesaroso.

Desde que sua m�e faleceu Carolina vivia em estado de conflito com o pai. Sempre justificava-se dizendo que ele n�o a entendia e s� pensava em trabalho. Antonio tinha suas falhas � verdade mas nunca deixou de estar ao lado da filha. Carolina sem perceber se fechou em um mundo s� seu. Suas noitadas sempre acompanhadas de muita bebida e drogas sempre acabavam na cama de algum desconhecido. Vol�vel e sem princ�pios segue a risco a filosofia de Maquiavel. Seu olhar � capaz de queimar a alma do ser que ousar desafi�-la e sua boca devorar o inimigo. Contudo n�o se pode negar que trata-se de uma bela mulher. Uma mulher que consegue tudo o que quer.
_Vamos ver como ela se sai!_sorriu.
Desceu as escadas, deu a volta na pista. Foi
direto para o bar. Sentou-se num dos bancos. Diogo colocou seu melhor sorriso nos l�bios e foi atend�-la.
_Que idiota. Quando vai cair na real que essa mulher n�o presta._comentou Aninha.
_Deixa ele. Os dois se merecem._deu de ombros Helena.
Rafaela que estava prestando aten��o na conversa perguntou:
_Quem � ela?
Aninha e Helena olharam surpresas
Rafaela que continuava preparando uma batida de morango alheia a qualquer preocupa��o com a estranha.
_Ela �..._tentou explicar Helena.
_
Rafaela..._interrompeu Diogo.
_Sim?
_Deixe que a Aninha termine e v� atender a loira ali._indicou com o bra�o onde Carolina estava.
_Mas...
_� pra hoje menina._disse r�spido.
_Est� bem.
_
Tadinha._pensou Helena.
Aninha lendo seu pensamento balan�ou a cabe�a.
Rafaela educadamente disse boa noite e colocou-se a disposi��o da "cliente". Carolina por sua vez analisava a mo�a da cabe�a aos p�s.
_Nunca o uniforme caiu t�o bem em algu�m._balbuciou.
_O que foi que disse?_perguntou a garota sorridente.
_Perguntei o que me sugere.
_Vejamos...
Rafaela fitou melhor sua "cliente". A mesma n�o desviou o olhar. Uma ligeira sensa��o de desconforto tomou conta de Carolina. A imagem de seu sonho veio a tona como um balde de �gua fria colocando em cheque seu plano inicial de ataque. Levantou-se de s�bito.
_N�o me diga que desistiu?
_Como voc� sabe?
_Acredito que uma pessoa que v� esperar por um
drink permane�a sentada at� que ele seja servido._brincou.
_
Oh...� disso que est� falando...
_Voc� est� bem?_
Rafaela ficou preocupada com a vis�vel vontade de se retirar da mo�a.
_N�o...quer dizer sim...
_Entendo...Que tal um copo de �gua ent�o?
_N�o precisa!
_Precisa sim. Voc� est� tremendo._disse s�ria. Espere que j� volto.
Enquanto Rafaela estava de costas Carolina aproveitou para escapar.
_Preciso sair daqui._desesperou-se .
Rafaela ficou olhando a figura esguia perder-se na multid�o.
_Eu
hein...mulher esquisita. _deixou o copo no balc�o e foi atender outros clientes.

Continua...

Parte3

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