Strani Amori

Cat Woman

 

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Cap�tulo III

_Segundo Freud os sonhos t�m um conte�do psicol�gico fundamental no estudo da mente. Demostrando que estes s�o t�o somente a realiza��o de desejos, disfar�ados ou n�o...
_N�o estou entendendo...
_O que estou tentando dizer Carolina � que o inconsciente busca compensar, suavizar , substituir, uma realidade que nos � hostil, por outra, totalmente diferente. Enquanto dormimos, uma esp�cie de liberdade condicional se expande diante da alma fazendo com que as
a��es censur�veis pela sociedade por parecerem absurdas n�o sejam levadas em considera��o por tratar-se de um sonho. Sendo que a pessoa pode ou n�o recordar depois do despertar.
_Deixe me ver se entendi..._levantou-se do div� e come�ou a andar em c�rculos.
_Est� dizendo doutora que os meus sonhos com minha melhor amiga...(frisou o amiga) ...s�o a manifesta��o dos meus desejos
inconscientes por ela?
_� isso mesmo.
Carolina balan�ou a cabe�a.
_Isso n�o passa de balela dita por um espertalh�o._disse pegando sua bolsa.
_Precisa dar mais cr�dito a Psican�lise._ponderou
Isabelle.
_E isso eu j� n�o dou desde o in�cio de nossas sess�es doutora?_usou de ironia.
A outra nada disse.
_Viu como tenho raz�o._saiu do consult�rio triunfante.
Olhou no rel�gio e pisou no acelerador.
_Droga. Estou atrasada de novo.
Chegando no
restaurante foi conduzida at� a mesa onde Renata a aguardava.
_Pontual como sempre!
_
Fa�o o que posso._brincou.
_Fico feliz que tenha vindo.
_Eu tamb�m._respondeu Carolina desviando o olhar.
O
gar�om educadamente se aproximou, anotou os pedidos e se foi.
_Soube que voltou a trabalhar._comentou
Renata rindo da careta da amiga.
_Dei uma
passadinha no bar ontem mas..._parou ao lembrar de Rafaela.
_O que aconteceu...
_Bem fui conhecer a garota nova que papai contratou e...
_N�o me diga que..._olhou
reprovadoramente para Carolina.
_N�o...eu n�o fiz nada...
_Voc� est� com febre?_p�s a m�o na testa da amiga.
_Eu n�o fiz nada ainda...
_N�o acha que est� sendo cruel com a a menina? Ela s� precisa trabalhar e voc�...bem voc�...
_Por favor
Renata serm�o � tudo que menos preciso no momento._disse s�ria.
_
Ok n�o est� mais aqui quem falou. S� espero que n�o se arrependa amiga.
_Isso nunca.
_Se voc� diz._deu de ombros.
Enquanto comiam Carolina aproveitou para observar melhor
Renata. Amigas desde pequenas sempre compartilhavam as alegrias, as tristezas e por vezes at� os namorados. Sorriu e ao perceber os olhos de Renata sobre ela corou.
_Por que n�o me conta mais as coisas Carol?
_D� onde tirou isso?_falou assustada.
_Ningu�m precisa me falar...eu sinto...voc� vive fugindo de mim...n�o atende mais minhas liga��es...vive arrumando desculpas pra n�o sai comigo e ...
_Por Deus
Renata...s� estou com problemas...
_N�o confia mais em mim? ...� isso?...
Carolina n�o lembrava a �ltima vez que fitou os olhos da amiga daquela forma. Perdeu-se num verde intenso, foi baixando os olhos em
dire��o a boca...Renata provocativamente umedeceu os l�bios com a pontinha da l�ngua...engoliu em seco...Renata levantou-se.
_Quando quiser me dizer sabe onde me encontrar!_
sussurrou em seu ouvido.
Carolina ficou est�tica olhando ela desaparecer.

Continua...

 Parte4

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