Strani Amori
Cat Woman
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p�gina sem permiss�o do autor. Infratores sujeitos �s penas
da Lei n�9.610/98.
_Segundo Freud os sonhos t�m um conte�do
psicol�gico fundamental no estudo da mente. Demostrando
que estes s�o t�o somente a realiza��o de desejos,
disfar�ados ou n�o...
_N�o estou entendendo...
_O que estou tentando dizer Carolina � que o inconsciente busca compensar,
suavizar , substituir, uma realidade que nos � hostil, por outra, totalmente
diferente. Enquanto dormimos, uma esp�cie de liberdade condicional se
expande diante da alma fazendo com que as a��es censur�veis pela sociedade por parecerem absurdas n�o
sejam levadas em considera��o por tratar-se de um sonho. Sendo
que a pessoa pode ou n�o recordar depois do despertar.
_Deixe me ver se entendi..._levantou-se do div� e come�ou a andar
em c�rculos.
_Est� dizendo doutora que os meus sonhos com minha melhor amiga...(frisou
o amiga) ...s�o a manifesta��o dos meus desejos inconscientes por ela?
_� isso mesmo.
Carolina balan�ou a cabe�a.
_Isso n�o passa de balela dita por um espertalh�o._disse pegando
sua bolsa.
_Precisa dar mais cr�dito a Psican�lise._ponderou Isabelle.
_E isso eu j� n�o dou desde o in�cio de nossas sess�es
doutora?_usou de ironia.
A outra nada disse.
_Viu como tenho raz�o._saiu do consult�rio triunfante.
Olhou no rel�gio e pisou no acelerador.
_Droga. Estou atrasada de novo.
Chegando no restaurante foi conduzida at�
a mesa onde Renata a aguardava.
_Pontual como sempre!
_Fa�o o que posso._brincou.
_Fico feliz que tenha vindo.
_Eu tamb�m._respondeu Carolina desviando o olhar.
O gar�om educadamente se aproximou, anotou os pedidos e se foi.
_Soube que voltou a trabalhar._comentou Renata rindo
da careta da amiga.
_Dei uma passadinha no bar ontem mas..._parou
ao lembrar de Rafaela.
_O que aconteceu...
_Bem fui conhecer a garota nova que papai contratou e...
_N�o me diga que..._olhou reprovadoramente para Carolina.
_N�o...eu n�o fiz nada...
_Voc� est� com febre?_p�s a m�o na testa da amiga.
_Eu n�o fiz nada ainda...
_N�o acha que est� sendo cruel com a a menina? Ela s� precisa
trabalhar e voc�...bem voc�...
_Por favor Renata serm�o � tudo que
menos preciso no momento._disse s�ria.
_Ok n�o est� mais aqui quem falou. S� espero que
n�o se arrependa amiga.
_Isso nunca.
_Se voc� diz._deu de ombros.
Enquanto comiam Carolina aproveitou para observar melhor Renata.
Amigas desde pequenas sempre compartilhavam as alegrias, as tristezas e por
vezes at� os namorados. Sorriu e ao perceber
os olhos de Renata sobre ela corou.
_Por que n�o me conta mais as coisas Carol?
_D� onde tirou isso?_falou assustada.
_Ningu�m precisa me falar...eu sinto...voc� vive fugindo de mim...n�o
atende mais minhas liga��es...vive arrumando desculpas pra n�o
sai comigo e ...
_Por Deus Renata...s� estou com problemas...
_N�o confia mais em mim? ...� isso?...
Carolina n�o lembrava a �ltima vez que fitou os olhos da amiga
daquela forma. Perdeu-se num verde intenso, foi baixando os olhos em dire��o a boca...Renata provocativamente
umedeceu os l�bios com a pontinha da l�ngua...engoliu em seco...Renata levantou-se.
_Quando quiser me dizer sabe onde me encontrar!_sussurrou
em seu ouvido.
Carolina ficou est�tica olhando ela desaparecer.
Continua...