Strani Amori

Cat Woman

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PARTE 11

Enquanto tomava uma x�cara de caf� Carolina lia o jornal. Levou um susto quando a campainha tocou.
_ Renata...
A morena parecia um pouco desconcertada.
_ Ent�o o que foi que andou aprontando?_perguntou Carol com as m�os na cintura.
_ Nada n�o...
A loira olhou a amiga desconfiada. Sabia que algo a preocupava. Precisava descobrir o que era.
_ Onde foi que se meteu ontem? Fiquei procurando voc� e a Ra�ssa...
_ N�s transamos!
_ Como ?
_ Isso mesmo que voc� ouviu. Eu a levei para o meu apartamento e depois...
_ Ai amiga voc� est� encrencada!
_ Deixe de bobagens Carol foi s� uma transa. Que diferen�a faz ? Poderia ter sido com qualquer um...
_ Qualquer um menos a Ra�ssa n�o � morena!
_ N�o sei do que est� falando...
_ Escuta Re tome cuidado. Promete que vai esquecer essa loucura?
_ Eu j� esqueci(mentiu).
_ Assim espero!_piscou Carol.
_ Est� com ci�mes �?
_ Boba.
Um tempo depois Carolina estacionava o carro em frente a Orla. Olhou o rel�gio e balan�ou a cabe�a negativamente.
_Papai vai me matar.
Seu Antonio sempre foi um homem muito exigente com a qualifica��o profissional de seus funcion�rios por isso promove uma vez por m�s um curso destinado ao aperfei�oamento dos bartenders tanto nas performances de malabares, pirofagia, quanto na prepara��o de novos drinks.
_ Quando vai tomar ju�zo Carolina ? Tem id�ia de quantas vezes te liguei?
_ Sem drama papai. _respondeu seca.
Antonio suspirou desanimado.
_ Preciso que acompanhe o treinamento do pessoal.
_ Por que isso agora ? � sempre a mesma coisa...
_ Pode ser mas prefiro assim. _co�ou a cabe�a.
_ Tem certeza que eu tenho que fazer isso?
_ N�o.
_Que bom pois...
_ Posso demitir voc�. Depois pe�o para quem ocupar seu cargo!
_ J� entendi. Estou indo._ Carol sabia que ele seria bem capaz disso.
Rafaela ouvia atenta todas as explica��es. Estava fascinada com a criatividade e desenvoltura do professor.
_ Intervalo de dez minutos. _anunciou Ricardo pegando uma toalha.
_ Preciso tomar �gua._ disse Aninha.
_ Eu tamb�m. _concordou Helena.
_ Vem com a gente Rafa?
_ V�o indo na frente eu logo alcan�o voc�s.
As garotas sa�ram como sempre muito tagarelas.
Carolina se aproximou sorridente.
_ O que faz aqui?_ perguntou Rafaela.
_ Eu trabalho aqui, lembra?
_ Pensei que s� viesse � noite..._tentou justificar.
_ N�o gostou de me ver?
_ N�o...quer dizer sim...
_ J� disse que fica linda quando fica sem gra�a?
_ Por que diz essas coisas ?
_ N�o gosto de perder tempo. Papai diz que ele � muito precioso para desperdi�a-lo.
_ Voc� � muito cara-de-pau sabia?
_ E voc� gostosa!
Antes que Rafaela tivesse tempo para responder Ricardo se aproximou enla�ando Carolina pela cintura, beijando-lhe levemente o pesco�o. Rafaela sentiu-se desconfort�vel com a cena.
O sol j� se punha quando pegou sua bolsa e se preparava para sair. Encontrou Carolina na porta fumando um cigarro. A mesma fixou seu olhar nela. Rafaela baixou a cabe�a e tentou dizer com naturalidade:
_At� a noite.
_ Espera._pediu Carol.
Rafaela parou desconfiada.
_ O que ser� que ela quer? _pensou .
_ Papai pediu para lhe entregar isso. _deu-lhe um envelope.
_ O que � ?
_ N�o sei. Disse que � para voc� levar para casa e ler com aten��o.
_ Obrigada.
Carolina ficou observando ela se afastar. Diz um velho ditado � se n�o pode com o inimigo junte-se a ele� ? Pois � a loira com sua mente diab�lica sabia muito bem o que isso significava.
_ Vamos?_ chamou Ricardo.
Os dois se dirigiram para um motel no centro da cidade onde depois de cheirar muito p� treparam.

Continua;

Parte 12

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