Strani Amori

Cat Woman

[email protected]

 

� proibida a reprodu��o dos textos publicados nesta p�gina sem permiss�o do autor. Infratores sujeitos �s penas da Lei n�9.610/98.

 

PARTE 12

 

Em sua famosa cr�nica Arnaldo Jabor descreve o amor como sendo uma busca da ilus�o . Um sentimento que nos torna pat�ticos.
Deixar-se levar pela emo��o � caminhar por caminhos tortuosos cheios de espinhos. Ao menor descuido ele machuca e fere. Renata sempre foi pr�tica em suas rela��es. Nunca se preocupou com o "depois "porque ele simplesmente nunca existiu. Estava inquieta. Andava de um lado para o outro. Vez ou outra olhava para o celular e sentia um vazio ao constatar que ele n�o tinha nenhuma liga��o recebida.
_Ela n�o vai ligar. E se eu ligasse?_colocou as m�os nos bolsos.
� engra�ado como uma atitude simples se torna demasiadamente complicada quando se tem sentimento envolvido. O medo da rejei��o cria uma barreira nem sempre f�cil de se transpor. J� fazia uma semana desde a noite de seu anivers�rio e nenhum sinal de Ra�ssa.
_Por que essa maldita sensa��o n�o passa? Vou enlouquecer se continuar assim!
Pegou o telefone e discou o n�mero de Carolina. Combinaram de almo�ar juntas em Santa Felicidade.
Precisava se distrair. Talvez assim esquecesse o que a incomodava.
Ao chegar no restaurante Renata ficou est�tica ao se deparar com uma vis�o nada agrad�vel.
_Vamos embora? N�o quero ficar aqui!
_O que foi?
Em uma das mesas estava Ra�ssa acompanhada por um senhor que tinha a idade para seu seu av�.
_� por isso que quer ir embora?
_Sim. _respondeu envergonhada.
_S� pode estar brincando comigo! N�o mesmo. N�o sei que diabos est� acontecendo com voc� mas vamos ficar.
_N�o acho uma boa id�ia...
_Venha! _puxou Renata pela m�o.
Carolina observava atenta a amiga. Essa por sua vez mal tocou na comida e pouco falava.
_Por que n�o vai falar com ela ?
_Sabe que n�o posso.
_Quem disse?
_Carol sabemos muito bem o que aquele velho est� fazendo com ela. _disse triste.
_N�o se fa�a de coitadinha Re. Isso n�o combina com voc�. Desde que contratei a Ra�ssa para fazer show na Orla ela sempre deixou bem claro que era acompanhante.
_Eu sei...s� esperava que...
_N�o se iluda amiga. Garotas como ela s� querem dinheiro...
_Voc� est� sendo dura!
_Dura eu? Oh n�o ...n�o mesmo...
_Est� sim.
_Sou realista � diferente. _levantou-se dando as costas para Renata indo em dire��o a mesa da morena
Quando retornou entregou a ela um papel com endere�o e hor�rio marcados nele.
Renata bateu com os punhos na mesa.
_Que droga � essa?
_Voc� queria v�-la n�o queria?
_Bem eu...
_S� n�o esque�a de levar mil e quinhentos reais. _completou sarc�stica.
_Carol eu n�o acredito que voc� fez isso...
_N�o me venha com falsa moral agora Renata. Essa n�o vai ser a primeira vez que paga para fazer um programa.
Renata sentiu o rel�gio parar a partir daquele momento. Sua ansiedade aumentava a cada minuto. Fosse como fosse queria estar com Ra�ssa.
At� que ponto o ser humano � capaz de chegar para ter migalhas de carinho, sexo, seja l� o que for?

Continua...

Parte 13

Home   contos

Hosted by www.Geocities.ws

1