Strani Amori
Cat Woman
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da Lei n�9.610/98.
Cap�tulo I
_Al�m da apresenta��o de
bandas de todo o Brasil, de festas com os melhores Djs, a Orla
organiza regularmente v�rios projetos/eventos.
Por isso preciso de uma profissional altamente qualificada. A introdu��o
das barwoman nesse mercado deu um toque de sensualidade e gra�a ao que
parece uma t�pica cena circense. Devo adiantar que como bartender
sempre ser� a primeira a chegar e a �ltima a sair. � um
trabalho que exige muita criatividade, principalmente na cria��o
dos coquet�is. Dessa forma voc� deve ser capaz de preparar e criar bebidas
. Muitas vezes ser� a respons�vel pelo entretenimento
do evento por isso � importante que seja descontra�da e divertida.
Al�m de cuspir fogo, fazer com que copos e garrafas
virem malabares em drinks ex�ticos � preciso
que recepcione o cliente no bar. Julga-se apta para a fun��o Rafaela?
A jovem sorriu confiante.
_Quando come�o?
Foi ao som dos anos 80 inspirados no filme "Embalos
de s�bado � noite" que a Orla eleita a melhor balada flashback de Curitiba abriu suas portas ao p�blico
animado e bonito. Clipes no tel�o e filmes completam
a viagem de volta ao passado. A juventude traz de volta o que j� era
considerado "velho" com roupas sob medida e vestidos de baile. Nomes
como Tit�s, The Cure, Madonna, Blitz, A-Ha e muitos outros esquentam a pista de dan�a.
Uma dose de gin, cinco gotas de vermute, seis pedras
de gelo bem secas, lim�o e azeitona s�o ingredientes
de um dos drinks preferidos do James Bond o Dry Martini.
Esse foi o primeiro de muitos que Rafaela serviu na noite.
Foi em v�o que tentou sustentar aquele
olhar sem suar frio. Podia sentir o suor escorrendo na testa. Seu inconsciente
desejou bolar um plano mirabolante para fugir do perigo. Enfim, chegou a hora
em que estava em um beco sem sa�da.
Cabelo preso num rabo de cavalo, rosto diabolicamente angelical, pele bronzeada,
olhos verdes expressivos descrevem com precis�o a morena que se aproximava
do bar.
Diogo um dos bartenders da casa apressou-se em atender
a jovem. Rafaela sentiu-se aliviada e decepcionada
ao mesmo tempo.
_O que est� acontecendo comigo?_chacoalhou a cabe�a negativamente.
As luzes se acenderam indicando o fim da noite. Alguns clientes que ainda estavam
no local dirigiram-se para os caixas. A pista
ficou vazia.
_Desculpe mas eu e meus amigos gostar�amos de um �ltimo drink � poss�vel?_perguntou o rapaz indicando a mesa onde
um casal tagarelava alegremente.
Antes que Rafaela pudesse responder Diogo adiantou-se.
_O que vai querer senhor?
_Duas batidas de p�ssego e um daiquiri
por favor.
_� pra j�.
_Que abusado._pensou.
O dia estava amanhecendo. Rafaela caminhou rapidamente em dire��o ao estacionamento. Sentiu uma sensa��o estranha como
se algu�m a estivesse observando.
_Que droga!_esbravejou procurando a chave na bolsa.
Minutos depois chegava em casa exausta.
_Estou ficando velha._sorriu.
_Isso n�o est� certo._Carolina
tentou esquivar-se.
_Eu quero ser sua! Faz amor comigo!_disse Renata insinuando-se
para a amiga.
_Voc� est� louca!
_Sim...eu estou louca...louca por voc�!
Renata come�ou a despir-se.
_Escute..eu n�o quero...n�o ...
_Me beija! Eu quero sentir o gosto da sua boca..._Renata colocou
o dedo sobre os l�bios de Carolina contornando-os.
_Por que est� fazendo isso?_disse ofegante.
_N�o sei...
Renata segurou seu rosto entre as m�os, lentamente foi aproximando-se.
N�o houve resist�ncia. Carolina sentiu uma sensa��o
que n�o se sabe muito bem de onde v�m mas se sabe muito onde termina
tomar conta de seu corpo.
Sentiu a l�ngua de Renata movimentar-se de encontro a sua.
Apertou a m�o em sua nuca. Num beijo lento e provocante Renata n�o
deixava d�vidas quanto sua inten��o.
_Vem...
O barulho insistente do telefone despertou Carolina.
_Droga!_praguejou sentindo que suas m�os suavam frio .
_Al�.
Do outro lado da linha uma voz nada amistosa:
_Onde voc� est�?
_Ol� pra voc� tamb�m papai.
_Escute aqui Carolina o fato de ser minha filha n�o a isenta de sua responsabilidade na Orla...
_Sei disso papai mas entenda estou com problemas._deixou-se cair novamente na
cama.
_N�o me fa�a rir mocinha. Tem uma hora para estar no bar ou vai
estar encrencada.
_Mas papai...
Ficou olhando o aparelho em suas m�os. O �nico som que ele emitia
era o irritante tu-tu-tu que confirmava que n�o tinha escolha.
_Odeio quando ele faz isso!
Carolina olhou seu reflexo no espelho.
_Esse sonho de novo. Por qu�?_estava confusa.
Continua...