Sofia

Kaoru

[email protected]

Capitulo 2


Sofia estava sentada no banco de tr�s, olhando pela janela observando as pessoas que andavam pela cal�ada, estava distra�da com os seus pensamentos quando o carro freia bruscamente. Seu di�rio, com a freiada, foi parar no ch�o do carro, Sofia se abaixou para pegar.

Foi tudo muito r�pido, ela escutou a porta se abrir, e quando vira o rosto para ver quem era, n�o v� mais nada, fica tudo escuro, mas ela ainda esta acordada. N�o entende nada, mas esta muito apavorada para pensar em algo, n�o consegue reagir, � puxada para fora do carro e arrastada para um carro que estava logo atr�s, � jogada no banco e sente quando algu�m senta ao seu lado, escuta quando a porta � fechada, mas o que deixou Sofia mais apavorada foi o tiro que ouviu ao longe. O carro arranca cantando os pneus, n�o demorou muito para o carro parar, mas Sofia tinha perdido a no��o do tempo, e para ela parecia uma eternidade. A porta do carro � aberta, e ela � puxada para fora, foi arrastada por alguns metros, ela reagi quando pegam em seus bra�os, mas a pessoa que esta segurando � forte, consegue imobilizada sem muito esfor�o. Depois que suas m�os s�o amarradas ela � jogada em uma cama, fecham a porta com uma certa viol�ncia, Sofia ainda pode escutar ela sendo trancada.

Sil�ncio. Sofia s� escutava a sua respira��o acelerada, tentou soltar as m�os, mas todo o seu esfor�o foi em v�o. Agora estava em p�nico, queria gritar, mas a voz n�o saia, tentava se mover, mas com os bra�os amarrados para tr�s n�o permitia muito movimento, sentiu todos os seus musculos enrijecerem de medo quando ouviu vozes.


--Qual foi a ordem que eu dei para voc�s?--Sofia sentiu um arrepio ao ouvir essa voz. Ela era meio rouca, n�o demonstrava qualquer tipo de sentimento atrav�s dela, era fria e um pouco assustadora. Mas Sofia pode perceber que era uma voz feminina.

--Fechar o carro onde estava a filha do poderoso, render o motorista e pegar a menina.--respondeu uma outra voz, masculina dessa vez.

--Exatamente! Eu disse render o motorista, n�o para mata-lo.--A dona da voz estava um pouco alterada, mas continuava com um tom calmo, com at� um pouco de sarcasmo.--Quem foi que atirou?--Ningu�m responde�Eu vou perguntar mais uma vez, mas dessa vez eu quero a resposta. Quem foi o filha da puta que matou o motorista?

--Fui eu....--Quem respondeu certamente estava com medo, pois sua voz quase nem sa�ra.--mas ele ia reagir, era a uni...

Sofia se assuntou com o barulho dos tiros. Sera que aconteceu mesmo o que ela estava pensando? N�o teve tempo de pensar em uma resposta para a sua pergunta, porque sua aten��o se voltou novamente para a voz que ela escutava.

--Era para ter seguido as minhas ordens seu filho da puta!!!--Disse a voz feminina.--Da um fim nisso.....Eu vou l� dentro.

Sofia ficou tensa. Ser� que l� dentro seria onde ela estava? A resposta veio logo, pois sofia escutou o barulho de correntes e cadeado sendo aberto. Parecia filme de terror, pelo menos para Sofia, pois o barulho que fez a deixava cada vez mais assustada. Estava quase entrando em desespero quando escutou a porta ser aberta, e em seguida fechada novamente, fica esperando algo de mal aconte�a, quase gritou quando sentiu uma m�o em suas m�os. Sentiu um arrepio que percorreu todo o seu corpo quando a voz, a mesma que havia escutado a pouco, dizendo para ter calma. Mais de perto a voz era muito mais fria, com um tom de sarcasmo e ironia, muito assustadora.

A dona da voz soltou as m�os de Sofia, depois tirou o capuz, ficou esperando ela se acalmar para finalmente falar:

--N�o vamos perder tempo com perguntar desnecess�rias, voc� foi seq�estrada, mas isso esta mais que �bvio. N�s n�o vamos te machucar se voc� colaborar, mas se n�o eu n�o exitarei em fazer algo. Estou sendo clara?--A dona da voz nem esperou Sofia responder, foi logo continuando a falar.--Espero que sim. Voc� vai ficar aqui at� o seu pai pagar o resgate, mas se n�o pagar voc� j� sabe o que acontece, ent�o torce para ele pagar...Sem perguntas, qualquer coisa que voc� precise para a sua higiene pessoal eu vou te trazer junto com algumas roupas, mais tarde eu trarei algo para voc� comer. Isso � o que voc� tem que saber. Fica quietinha que eu j� volto.

A dona da voz saiu, deixando Sofia sem qualquer tipo de rea��o. O que era tudo aquilo? Seq�estrada? Ela estava torcendo para tudo isso n�o passar apenas de um pesadelo, se beliscava na inten��o de acordar, mas infelizmente n�o era um sonho, e sim realidade. Estava deitada em um cox�o, dentro do que parecia um quarto grande, todas as janelas estavam fechadas, n�o passava nenhum tipo de luz por elas. O quarto era iluminado por uma l�mpada, que mal iluminava o quarto, mas ao lado tinha uma porta que Sofia pensou ser o banheiro. Ela se levantou, massageava seus pulsos que estavam vermelhos, os curativos tinham desaparecidos, deu uma olhada ao redor. Come�ava a sentir um desespero muito grande, uma vontade de chorar, n�o ag�entou, sentou novamente no cox�o, abra�ou os joelhos e come�ou a chorar.


Continua...

Parte 3

Home   contos

Hosted by www.Geocities.ws

1