Minha Querida Inimiga
Parte
7
-Olhe para mim, Roberta...
Roberta olhou para Martine. Não precisava ser uma pessoa esperta para perceber
que ela a devorava com os olhos. O perfume dela veio às narinas de Roberta, um
perfume delicioso, sensual.
Martine pegou seu rosto pelo queixo, erguendo-o delicadamente, fitando-a nos
olhos.
-Você é linda, Roberta... e quero beijarr essa boca que me atrai...posso?
Roberta corou, sentindo um arrepio percorrer seu corpo e morrer no sexo,
ouvindo aquela voz sensual dizer aquelas palavras. Se fosse em outra fase de
sua vida, Roberta teria se afastado indignada pelo atrevimento de Martine. Mas
ela estava ainda sofrendo de uma desilusão amorosa, sentindo-se desprezada, a
auto-estima baixa, por ter sido repudiada por Bianca. E aquela mulher atraente,
vivida, mais sofisticada que Bianca, a desejava! Aquilo era um bálsamo para o
seu orgulho ferido, a sua auto-confiança. Uma mulher sexy como Martine a
desejava!
Então, em um assomo de coragem e rebelião , disse baixinho:
-Pode... beije-me...
Martine sorriu e a enlaçou pela cintura. Desceu o rosto e seus lábios se
esmagaram na boca que esperava trêmula. A língua buscou a de Roberta, sugando,
alisando, em um beijo sensualíssimo.
Roberta sentiu o desejo tomar conta do seu corpo.Martine tinha uma boca
deliciosa, e suas mãos alisando suas costas provocavam arrepios pelo corpo.
A mão de Martine apertou suavemente um dos
seios de Roberta, enquanto o beijo prosseguia, arrebatador. Roberta a empurrou
com as mãos, envergonhada.
-Pare... Antoine e Patrick estão olhandoo...- Sussurrou, no ouvido de Martine.
Martine afastou o rosto e sorriu para ela, falando baixinho:
-Está enganada, doce Roberta... eles esttão bastante ocupados, veja...
Roberta olhou para os dois e enrubesceu violentamente. Patrick e Antoine se
beijavam na boca, esquecidos delas.
-Oh! -Disse, boquiaberta, vendo os dois agarrados.
Martine a abraçou novamente, e dessa vez passou a mão pelas suas coxas,
alisando, e os dedos alcançaram a calcinha, alisando o sexo de Roberta,
percebendo que a calcinha já estava molhada, denunciando a excitação da
moça.Ela mordiscou o lóbulo da orelha dela, passou a língua, a respiração
quente no ouvido de Roberta a excitando mais ainda.
-Você vai deixar eu possuir você, Robertta? -Sussurrou Martine em seu ouvido,
entre lambidas no seu pescoço e beijos molhados - Chupar você todinha, até gozar
em minha boca?
Roberta estremeceu de volúpia à aquelas palavras. E pegou o rosto de Martine
entre as mãos, beijando-a na boca arrebatadoramente, sentindo os dedos de
Martine bolinando seu sexo, enfiados sob a calcinha.
Roberta já estava bastante excitada para fazer ela parar. Apenas gemeu e deixou
a mão prática de Martine alisar seu sexo, suas coxas, seus seios.
Roberta estava quase gozando quando a
limousine parou. Martine interrompeu suas carícias ousadas e se afastou,
sorrindo para Roberta.
-Chegamos, minha linda...Vamos descer.
Roberta se recompôs apressadamente, sua respiração opressa. E ao olhar para
Antoine e Patrick, corou violentamente. Antoine alisava o sexo de Patrick, com
a mão dentro da calça do rapaz. O sexo estava encoberto pela cueca, mas pelo
volume da mesma, Roberta percebeu a excitação do louro.
Martine percebeu seu choque e riu, dizendo:
-Rapazes, chegamos, vão ter que deixar oo final para depois. Vamos indo!
Eles se separaram com sorrisos no rosto. Antoine fitou Roberta com embaraço,
mas Patrick não pareceu nem um pouco envergonhado, sorrindo para Roberta e
piscando o olho.
-Tudo bem, vou esperar...sei que vai valler à pena... - Disse Patrick, fechando
a calça.
Eles desceram do carro e Roberta se viu diante de uma mansão, com vários carros
estacionados no pátio. Martine pegou Roberta pela mão e se dirigiu para a
entrada da mansão, seguida pelos dois rapazes. Um segurança na porta pediu ,
com voz educada:
-Boa noite. Senha, por favor.
-Ave do paraíso chegou - Disse Martine ..
O homem assentiu e deixou Martine e Roberta passarem. Pediu senha à Patrick
também, que respondeu:
-O trigre está na caverna.
Eles foram liberados e entraram.
Quando entraram, o som alto da música feriu
os ouvidos de Roberta. E os convidados a surpreenderam. Havia homens vestidos
com smookings, mas também travestis , mulheres com roupas masculinas e mulheres
com vestidos longos. Os travestis vieram ao encontro de Martine soltando
gritinhos de satisfação.
-Martine! Está maravilhosa, chèrie!
-Esse vestido está di-vi-no em você!
-Vi seu show ontem e adorei!
Martine sorria, recebendo a bajulação dos fãs. Mas pegou a mão de Roberta e a
puxou para um canto do salão, onde estava dois seguranças e uma mulher de meia
idade, que sorriu abertamente para Martine.
-Que prazer vê-la aqui, minha querida! -- Disse a mulher - Vai querer o quarto?
-Sim, Annete. Dê-me a chave e envie tambbém uma garrafa de champanhe.
A mulher procurou a chave em uma caixa e estendeu para Martine, fitando Roberta
com malícia.
-Aqui está. Vou em seguida mandar o chammpanhe.
Roberta olhava tudo com vivo interesse.Mulheres dançavam juntas de rosto
colado, e homens também dançavam juntos, alguns se beijando na boca! Até essa
noite, o seu único contato com homossexuais havia sido com Bianca e Antoine,
mas agora estava penetrando no mundo deles, e estava com receio do que podia
lhe acontecer.
Martine a pegou pela mão e a fitou sorrindo.
-Vien, chèrie.
Martine e Roberta entraram por uma porta que
o segurança abriu e seguiram por um corredor luxuoso, atapetado e com quadros
com cenas eróticas nas paredes, com várias portas. Martine abriu uma com a
chave e entraram. Enquanto ela fechava a porta com a chave, Roberta olhou em
volta, curiosa. Era um quarto com uma cama enorme forrada com uma colcha de
peles, um armário de duas portas, um enorme sofá de couro negro, e nas paredes
pinturas eróticas que fizeram Roberta corar pelas poses sexuais que mostravam.
No teto havia um grande espelho que refletia a cama.
Martine a abraçou por trás, beijando seu pescoço e se colando em seu corpo.
-Que tal ficar mais à vontade? Aqui não tem ninguém nos vendo, Roberta...
Roberta voltou-se, fitando Martine nos olhos.
-Vocês me trouxeram para um clube gay, MMartine?
Ela sorriu, passando a mão em seu rosto cariciosamente.
-Nunca havia estado em um? Imaginei issoo. Você é muito jovem para ser
acostumada à esse ambiente. Mas já teve algumas aventuras com mulheres, não?
-Eu estive com uma mulher apenas uma vezz, Martine. Fui criada com muito rigor
por minha mãe.
Martine a fitou surpresa.
-Então, sua experiência sexual é quase nnula!Patrick disse-me que havia
convidado um rapaz e uma moça para sairmos juntos, que ambos eram homossexuais
e aceitavam fazer programas por cem euros!
Roberta a encarou espantada e ofendida.
-Ele está louco! Nunca fiz programas comm ninguém!Apenas Antoine sabe que tive
uma experiência com uma mulher, porque eu confiei nele e contei isso para
desabafar, então como Patrick pode pensar que faço programas?
Martine respirou fundo, fitando-a com embaraço.
-Parece que seu amigo Antoine não é tão amigo seu como pensa, Roberta. Por que
ele deu informações suas erradas para Patrick.
Roberta sentiu a raiva agitando seu sangue.
- Não sei o que Antoine disse de mim parra Patrick, mas não sou uma pessoa que
faz programa sexual! Se ele tratou alguma coisa com Patrick, eu não estava à
par de nada!Depois vou tirar isso à limpo com Antoine!
Martine a fitou gravemente.
-Não sabia que viria para esse tipo de ffesta e que iria fazer sexo
comigo?Então, por que deixou-me beijar você e...tomar algumas atitudes na
limousine?
-Eu me senti atraída por você, Martine. Você é uma mulher atraente.
Martine a encarou de perto, levantando seu queixo com os dedos.
-E você...ainda quer que continuemos o qque começamos na limousine?
-Sim, Marine...mas só nós duas... nada nna frente de Antoine e Patrick.
Martine sorriu.
-Seja feita sua vontade, chèrie...
Bateram na porta. Martine foi atender e um
garçon entrou com uma bandeja com um balde de prata com uma garrafa de
champanhe e duas taças. Ela mandou-o colocar a bandeja numa mesinha de centro e
deu uma gorgeta. O homem saiu e Martine voltou para perto de Roberta,
abraçando-a.
Elas se grudaram em um beijo apaixonado e o
desejo dominou seus corpos. E Roberta foi despida entre beijos, foi conduzida à
cama e deitou ansiosa, equanto Martine se despia fitando-a com um olhar que a
excitou mais ainda. Admirou o corpo esguio de Martine, os seios pequenos com auréolas
marrons, a barriga com músculos definidos, as coxas fortes pela dança. Ela
sorriu ao seu olhar e deitou aos seu lado, puxando-a em um abraço e começaram a
se amar.
Com Bianca havia sido mais um ato de descobrimento e entrega, quase sem
carícias, mas com Martine, estava sendo a descoberta dos requintes do prazer
sexual. Martine era uma mulher muito experiente, sem nenhuma barreira sexual
para impedir qualquer prazer, e mostrou à Roberta o requinte do sexo. Primeiro
não deixou nenhuma parte do corpo de Roberta sem o toque de sua língua voraz,
de seus dedos invasores, depois cobriu o corpo de Roberta com o seu, numa dança
sensual de quadris se mexendo, seios se roçando, pernas se entrelaçando, bocas
se sorvendo, até alcançarem o êxtase completo.
Exausta, suada, mas deliciosamente satisfeita, Roberta estava quase adormecida
nos braços de Martine, quando bateram na porta do quarto.
-Merde! - Resmungou Marine, se levantanddo e colocando a coberta em volta do
corpo. Roberta a viu dirigir-se para a porta e puxou o lençol sobre o corpo nu,
percebendo que Martine ia abrir a porta. E ela o fez, abrindo o mínimo para
olhar quem era. Mas quem estava lá fora empurrou a porta e entrou, mesmo com o
protesto indignado de Martine. E Roberta viu Patrick entrar no quarto, seguido
de Antoine.
Martine olhou para Patrick furiosa, segurando
a colcha em volta do corpo.
-A que devo essa invasão, Patrick?!
Ele olhou para Roberta na cama e sorriu sarcasticamente.
-Ah, a pombinha está no ninho de amor! EEstou magoado com você, Martine...nem
lembrou do seu amigo...sabe como gosto de ver você comendo uma mulher...mas
você dessa vez esqueceu nosso trato.
Martine ficou vermelha e olhou para Roberta com ar de culpa. Mas logo
recuperou-se e voltou-se para Patrick agressivamente:
-Se eu não o convidei para meu quarto deessa vez, devia ter entendido que eu não
queria sua presença aqui e ter ficado longe com seu par!Mas você acha que lhe
devo contas de meus atos!
-Mas Martine, nós combinamos que ficaríaamos juntos!...
-Acontece que seu amigo Antoine nos engaanou! - Disse Martine, acusadoramente,
indicando Antoine com o braço - A garota não sabia o que iria acontecer. Não
sabia que Antoine havia combinado que ela ficaria comigo.
Patrick olhou para Antoine, que empalideceu.
-Então, você mentiu, quando disse que suua amiga havia aceitado a oferta para um
mènage à quatre, não é, Antoine?
Ele baixou a cabeça . Roberta ergueu-se da cama, envolta no lençol, e se
aproximou, fitando Antoine com decepção.
-Pensei que era meu amigo, Antoine, mas vejo que me enganei. Nunca mais fale
comigo!
Ele a fitou com cinismo.
-Desculpe, Roberta...mas vejo que você nnão se importou muito...deve ter passado
momentos bem agradáveis com Martine, como eu passei com Patrick. Pense no lado
bom da coisa.
-Seu cachorro! - xingou Roberta, revoltada
com o cinismo do rapaz.
Ele sorriu.
-Deixe de bancar a virgenzinha imaculadaa, Roberta! Você aproveitou tanto quanto
eu!
Sem se conter mais, ela o esbofeteou. Ele tentou revidar, mas Martine se
colocou na frente de Roberta e o fitou com olhos cheios de cólera.
-Saia daqui, rapaz! E você também, Patriick! Quero ficar à sós com Roberta, sem
ninguém que a faça ficar nervosa! Se quiser ir embora, pode ir, eu irei depois.
Patrick a fitou hesitante.
-Tem certeza que quer ficar aqui sosinhaa com Roberta, Martine?
-Tenho, sim, absoluta! Saiam, os dois! <
Patrick fez um gesto para Antoine acompanhá-lo, e os dois saíram.
Martine olhou para Roberta.
-Acho que devo uma explicação à você, Rooberta.
Roberta a fitou.
-Também acho.
-Vamos nos sentar. Vou explicar tudo.
Elas se sentaram na cama e Martine desviou os
olhos dos inquiridores olhos de Roberta, parecendo envergonhada. Suspirou e
disse, com decisão:
-Roberta, Patrick e eu gostamos de fazerr um mènage à quatre.
-Mènage à quatre? Que é isso?
Martine a encarou.
-Falando mais claro, gostamos de nos reuunir com mais duas pessoas de ambos os
sexos e fazer uma pequena orgia...Patrick com um homem, eu com uma mulher...os
quatro em um mesmo quarto... e depois, eu deixo Patrick fazer sexo com a mulher
e o homem, eu assistindo.
Roberta a fitou chocada.
-Martine! Você gosta disso?! E nos conviidou para esse negócio...mènage à
quatre?!
-Sempre quem faz os arranjos é Patrick, Roberta...inclusive essa vez. Mas
quando você chegou com Antoine...eu percebi logo que você não era uma mulher
como as outras. Você tinha classe. E eu me encantei com você. Eu vim para o
clube e no carro você me conquistou com sua ingenuidade.Eu percebi que você não
era acostumada com essas coisas que faço.Então, decidi vir logo para o quarto e
não esperar por Patrick. Eu não quis dividir você com ele, nem com ninguém
mais. Pronto, você já sabe de tudo. Não quero que seja enganada por seu amigo,
esse rapaz já é parceiro de Patrick por mais de um mês. Ele sempre arranja
moças que topam fazer sexo com um casal por pouco dinheiro.
Roberta colocou as mãos no rosto, pasma com a revelação.
-Meu Deus, como Antoine me enganou, com seu jeito de rapaz desiludido!Não passa
de um mercador de sexo!
Martine suspirou.
-É essa a verdade, mon chèrie. Eu sei quue você agora não vai querer mais nada
comigo, e eu entendo.
Roberta a fitou nos olhos com uma expressão
apaixonada.
-Martine, para mim sexo só deve ser entrre duas pessoas, eu jamais participaria
de sexo com mais gente. Mas não vou julgar você. Se essas mulheres que teve
concordavam com isso, não sou eu quem vou condenar você. De minha parte, posso
dizer que adorei ter sexo com você, que estou muito atraída por você e podemos
repetir o encontro, desde que não tenha Patrick nem outra pessoa.
Martine sorriu e a abraçou, fitando-a com desejo.
-Oh, chèrie, eu também estou muito atraíída por você e desejo fazer amor com
você muitas, muitas vezes!
Elas se beijaram ardentemente e caíram na cama. Dessa vez, orientada por
Martine, foi Roberta quem possuiu a morena e se perdeu naquele corpo excitante,
ouvindo os gritos de prazer de Martine. Ela sabia excitar Roberta, com sua voz
sexy, suas palavras ardentes:
-Mais, chèrie...sugue com mais força... meta os dedos...enfie, enfie! Oh! C'est
delicieux!
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No dia seguinte, quando Roberta chegou na casa onde estava hospedada, foi
recebida por madame Barton com uma expressão nada alegre.
-Mademoiselle Roberta! Onde estava até aagora?
Roberta forçou um ar despreocupado.
-Eu não disse que iria à uma festa com AAntoine? Pois quando saímos da festa,
não conseguimos um táxi e eu fui dormir na casa de uma colega de escola.
-Mademoiselle, parlè la verité! Antoine telefonou ontem, perguntando se você
havia chegado bem em casa!Como pode mentir para mim assim, Roberta?Vou ter que
contar para sua mãe o que fez!
Bianca saiu do trabalho com uma doce
ansiedade.Lauren iria encontrar-se com ela, haviam marcado encontro em um café
perto do trabalho dela.
Bianca, em passadas largas, apressou o passo. Em minutos entrou no café e olhou
em volta. Viu Lauren sentada numa mesa no canto, fitando-a com um sorriso.
Bianca aproximou-se, fitando-a com admiração. Lauren como sempre, vestia-se com
elegância, numa blusa de seda branca e blazer verde musgo, linda.
-Olá... - Disse, puxando a cadeira diantte dela e se sentando - Vim o mais
rápido que pude.
Lauren cobriu sua mão com a dela e a apertou suavemente, quando Bianca pousou
as mãos sobre a mesa.Seus olhares se encontraram e sorriram, um sorriso cheio
de promessas.
-Como foi o seu primeiro dia de trabalhoo na firma, Bianca?
O sorriso de Bianca se alargou.
-Adorei, Lauren. Sou a nova gerente de uum grupo de pessoas muito competente e
esforçadas, que trabalham com prazer. E fui muito bem recebida. E o meu patrão
é um homem simples, comunicativo e inteligente. Vou poder fazer um bom
trabalho, com a equipe que tenho.
-E sua equipe tem mulheres bonitas? -Perrguntou Lauren sorrindo.
Bianca sorriu com ar divertido, dizendo:
-Tem uma loura e uma morena...que não seei não...fiquei babando!
-Bianca!
Bianca começou a rir, com o tom indignado de Lauren.
-Estou brincando, anjo. Nenhuma é como vvocê, então não me interessam.
-Humph! E como sou?
Bianca a encarou deixando de rir. Seus olhos adquiriram uma expressão
apaixonada.
-Linda, sexy, especial, elegante, quentee...
-Oh, chega! - Riu Lauren- Assim, vou ficcar encabulada!Fale sério, Bianca!
Bianca apertou a mão de Lauren entre a sua, indiferente às pessoas.
-Estou falando. Para mim, ninguém se iguuala à você, Lauren. Você é especial
para mim.
-Vai mentir dizendo que lá não tem mulheeres bonitas?
-Lá tem duas mulheres bonitas, Lauren. MMas além de serem casadas e mães de
filhos, não me atraem nem um pouco, porque estou apaixonada por você.
-Oh, Bianca... - emocionou-se Lauren, fiitando-a nos olhos - Eu sinto um arrepio
percorrer meu corpo, cada vez que ouço você falar assim comigo...
Bianca a fitou com os olhos cheios de desejo.
-Vamos para minha casa agora?Ou quer ficcar mais um pouco aqui?
A voz soou cheia de insinuação. Lauren sorriu e se ergueu.
-Vamos agora. Quero realizar uma fantasiia minha com você, mas não em sua casa.
Bianca ergueu as sobrancelhas, intrigada, se erguendo também.
-Uma fantasia? Posso saber qual é?
-Você verá - Disse Lauren, deixando uma nota de cinco dólares na mesa para a garçonete,
pois o capuccino que havia tomado enquanto esperava Bianca já havia sido pago.
Saíram do café e foram até o estacionamento e Lauren estendeu a chave do Lexus
para Bianca.
-Dirija você.
-Eu? Por que?
-Faz parte de minha fantasia.
Bianca sorriu, pegando a chave.
-Tudo bem, madame.
Bianca abriu a porta do carro e entraram. Ligou o carro e
voltou-se para Lauren, que havia se sentado voltada para ela, a saia havia
subido e mostrava as coxas fortes e deliciosas.
-Onde quer ir, madame?
-Trate-me por Barbie, que era meu apeliddo na época em que eu a conheci. Eu
quero ir à um lugar em que possamos imaginar que estamos em Greenfield, e você
convidou-me para sair.
-Oh, uma regressão ao passado!
-Sim, quero criar uma noite que poderia ter acontecido entre nós, se não
houvesse acontecido aquele estupro horrível - Disse Lauren, a fitando com um
olhar ansioso - Tudo bem para você?
Bianca se inclinou e deu um beijo carinhoso no rosto de Lauren.
-Tudo bem, meu amor.Será um prazer para mim participar dessa fantasia.
-Conheço um lugar parecido com Greenfielld em New Jersey, é um parque arborizado
perto de um lago.
-New Jersey? Não acha muito longe?
-Atravessando o túnel que liga New Jerseey à New York, em meia hora estaremos
lá.
-OK. Você manda. Se é importante para suua fantasia, vamos lá.
O carro saiu do estacionamento e rumou para a auto-estrada que margeava o lado
oeste de Manhattan.
Lauren ligou o aparelho de som e ele começou a tocar um cd com coletânea de
músicas da década de 90, muito lindas. Bianca olhou para Lauren com um sorriso
cúmplice.
-Foi uma época muito boa para mim, Laureen.
Lauren suspirou, o olhar perdido.
-Foi uma época de sonhos para mim.Eu ouvvia essas músicas na lanchonete,
enquanto olhava você nadar na piscina do clube.
Bianca a fitou emocionada.
-Se Louise e Link não tivessem interferiido entre nós, eu e você teríamos vivido
um lindo romance, Lauren. Eu estava muito atraída por você . Fiquei
decepcionada quando você não foi à minha festa. Se tivesse ido, não tenho dúvidas
que teria iniciado um romance com você e me apaixonado perdidamente.
-Eu também...mas o destino não quis. Porr isso, nessa noite eu quero resgatar
aquele tempo perdido. Faremos de conta que acabamos de nos encontrar. Você quem
foi buscar-me para a festa, e não Link e Louise. O que você faria?
-Eu diria como a estava achando linda e como estava interessada em você.
-Então fale, Bianca...somos duas adolesccentes e você veio buscar-me para sua
festa.
Bianca entrou no clima, motivada pelas músicas de sua adolescência e pelo
romantismo de Lauren. Pegou a mão dela que descansava no regaço e a apertou
suavemente, dizendo com voz suave e emocionada:
-Barbie...desde que a vi na lanchonete, fiquei encantada...você é linda e
fascinou-me...talvez não entenda meu modo de ser, não entenda o que sinto e
tenha medo...mas mesmo assim, não posso deixar de dizer o que sinto. Quero que
seja minha namorada, Barbie...por favor, diga que sim.
A resposta de Lauren soou cheia de emoção:
-Oh, Bianca!Você não sabe o quanto tenhoo sonhado você reparar que eu existo,que
você saia de seu mundo dourado e perceba que tem uma garota que está
perdidamente apaixonada por você e anseia um simples olhar seu.Você é o meu
primeiro pensamento quando acordo e o último quando deito.
-Barbie...eu estava cega, não sabia o que era o verdadeiro amor até ver
esses olhos me fitando. Meu olhar encontrou o seu e divisei um mundo de amor,
um amor que eu procurava em outras garotas, mas que somente você conseguiu
despertar em mim.
-Siga em frente, Bianca...vamos procurarr um lugar que seja só nosso, para
vivermos esse amor que nasceu entre nós...esqueça sua festa, esqueça seus
amigos, porque eu a quero somente para mim.
Bianca fitou Lauren rapidamente, impressionada com a eloquência apaixonada daquelas
palavras. Percebeu que Lauren estava realmente mergulhada em sua fantasia, que
estava sendo uma catarse para aquela noite terrível que a havia marcado
profundamente, anos atrás. E se dependesse dela, faria tudo para essa noite ser
apagada da memória dela, substituída por outra agradável.
Chegaram em New Jersey quarenta minutos depois e Lauren orientou Bianca para
seguir para o lugar desejado. Chegaram à um parque bem cuidado, que margeava um
lado. A noite fria afastara qualquer pessoa do lugar, mas a beleza da lua cheia
refletindo nas águas plácidas era mágica.
Bianca estacionou ao lado de uma árvore e voltou-se para Lauren, que a fitava
atenta.
-É um lugar lindo, Lauren. Com quem veioo aqui antes?
-Eu morei em New Jersey por um ano, quanndo fugi da casa de meus pais.Eu vinha
muito aqui sozinha, para gozar de um pouco de paz. Eu morava perto daqui e era
fácil vir de bicicleta.
-Não era perigoso?
-Nunca me aconteceu nada. Os casais que vinham aqui namorar estavam bastante
ocupados para prestar atenção em mim.
-E o que pensava aqui?
-Eu pensava em minha vida, que rumo tomaar, pensava em você...
-Com ódio, naturalmente, pensando que euu era culpada de seu sofrimento.
Lauren a fitou com tristeza.
-Sim, mas também com imensa tristeza. Poor isso a trouxe aqui. Quero agora poder
lembrar desse lugar com uma bela lembrança de amor. Você vai dar-me essas
lembranças, Bianca.
-Com todo prazer, meu anjo.Hoje eu estouu aqui com você e vou mostrar como eu a
amo e desejo.
Lauren sorriu sensualmente, a paixão luzindo naqueles olhos que brilhavam na
escuridão suavizada pela claridade da lua cheia.
-Sim, está aqui...e eu agora a tenho. Toodo meu sofrimento acabou.
Bianca não se conteve mais e rodeou o corpo dela com os braços, puxando-a em um
abraço apaixonado. Seus lábios se uniram em um beijo profundo. E então, Lauren
não pôde mais controlar suas emoções. Ela sentia como que se soltando de
amarras invisíveis que a continham e apertou-se contra o corpo de Bianca,
começando a chorar.
Bianca sentiu as lágrimas dela molhar seu rosto e se afastou preocupada. Mas
Lauren tomou seu rosto entre as mãos e começou a beijá-lo todo, dizendo entre
lágrimas e beijos :
-Amor! Meu amor!Você me ama! E eu a amo também, sou sua!Eu a quero
tanto!Possua-me! Possua-me, meu amor! Quero ser sua!
E Lauren a beijava cada vez com mais loucura,
beijos famintos, loucos. Bianca entendeu que ela estava descontrolada pela
emoção.Tinha se assustado à princípio com aquele arrebatamento, mas logo
percebera que Lauren estava vivendo um momento que sua mente sonhara há muitos
anos. Não era Lauren, a mulher feita e segura de si quem estava ali, mas sim a
Barbie traumatizada, a garota que havia abafado a paixão que sentia, e agora, a
fantasia sonhada estava se realizando, o seu sonho de amor substituindo um
trauma da adolescência.
Abraçou-a com força, beijando-a na boca, sugando e sendo sugada.E o desejo
tomou seu corpo como uma onda, intenso e louco.
Lauren veio para cima dela, montando em suas coxas, de pernas abertas. Ela
apertou um botão e o encosto do banco se inclinou para trás, em um ângulo de 60
graus, fazendo o espaço entre o banco e o volante aumentar. Com respiração
opressa, Lauren rodeou o pescoço de Bianca e beijando-a na boca
apaixonadamente, os quadris se mexendo sensualmente, o sexo se apertando na
coxa de Bianca. As mãos de Bianca tatearam no escuro e encontraram a barra da
saia e a ergueu mais, pensando se Lauren não havia vestido uma saia curta já
pensando em facilitar seu lado. Agora, só tinha entre sua coxa e o sexo de
Lauren a calcinha dela, já que sua saia justa já havia subido há muito, com os
movimentos de Lauren. Isso a excitou profundamente e ergueu as mãos, abrindo os
botões da blusa e com gestos bruscos, abriu-a e baixou o sutian com um arranco,
expondo os seios duros e eretos. Apertou os bicos entre os dedos, sentindo-os
endurecendo e ergueu seus quadris, aumentando o contado do corpo de Lauren no
seu.
Lauren pegou um dos seus seios com a própria
mão e o ofereceu à boca de Bianca, fitando-a com um olhar cheio de desejo, a
outra mão na nuca de Bianca, puxando-a.
-Venha, amor...sugue...-Pediu, com voz rrouca.
Bianca não esperou segundo pedido. Aproximou a boca daquele seio apetitoso, de
bico rosado, e passou primeiro a ponta da língua, sentindo o sabor da pele,
depois o tomou na boca, sugando, ouvindo o gemido de Lauren e sentindo ela
apertar seu rosto ainda mais contra o seio, tentando colocá-lo todo em sua
boca, a outra mão apoiando-se em seu ombro para manter o equilíbrio.
-Aaahhhhhhhh... tome-o todo... sugue, suugue mais... - Disse Lauren, fechando os
olhos e inclinando a cabeça para trás.
Com um braço rodeando a cintura de Lauren e o outro livre, Bianca pousou a mão
no meio das coxas dela, sentindo a calcinha totalmente molhada. Excitada com a
descoberta, Bianca meteu a mão dentro da peça de roupa e alisou os pelos úmidos
do sexo de Lauren. Ela estremeceu e apertou o sexo contra sua mão, pedindo com
respiração ofegante:
-Penetre-me! Quero sentir você dentro dee mim! Agora, agora!
Bianca enfiou dois dedos, sentindo a maciez e quentura da vagina de Lauren
apertando em volta de seus dedos, em contrações.Ela aprofundou a invasão e
Lauren
começou a se movimentar para a frente e para trás, enterrando-se nos dedos de
Bianca, gemendo.
-Ooohhh...!!!Você está...dentro de mim.... está possuindo-me! Oh, amor...que
delícia!!
Bianca arremetia com força, sentindo o cheiro
da excitação de Lauren a excitar ainda mais. Ela sugava os seios
alternadamente, lambia, mordiscava, sentindo que também estava à beira de um
orgasmo. E quando Lauren começou a tremer violentamente, apertando-se ao máximo
contra sua mão, ela também sentiu que estava chegando ao auge do prazer.
Lauren enterrou as mãos em seus cabelos e ficou imóvel, em uma sensação
intensa, sentindo o orgasmo chegar como uma onda, levando-a para o paraíso.Só
pôde sussurrar:
-Bianca, Bianca...amor!
Ela amoleceu sobre seu corpo, pousando a cabeça em seu ombro, respirando
entrecortadamente. Bianca retirou seus dedos cuidadosamente e a abraçou,
fazendo-a sentar em suas coxas.Beijou-a na testa carinhosamente.
-Está bem, amor? -Perguntou, preocupada se havia machucado Lauren em seu
arrebatamento.
Lauren ergueu a cabeça e a encarou com um sorriso de felicidade.
-Que pergunta, Bianca... é claro que esttou bem...não, estou maravilhosamente
bem...você me levou ao paraíso, amor...e agora, eu quero que você sinta a mesma
emoção que senti...quero lhe dar prazer também, Bianca...
Bianca estava excitadíssima, ainda não havia atingido o êxtase, preocupada em
dar prazer à Lauren.E à oferta de Lauren, apenas falou com a voz rouca de
desejo:
-Oh, Lauren... Estou louca de desejo...nnão vou recusar uma oferta dessa...
Lauren sorriu, fitando-a com adoração.
-Vou dar prazer à você, meu amor. Esperee.
Ela abriu a porta do carro e deslisou do colo de Bianca para fora. Estendeu a
mão para Bianca.
-Venha...saia do carro...
Bianca pegou na mão dela e saiu do carro. Estava louca de desejo e não
protestou quando Lauren se ajoelhou na grama e ergueu sua saia completamente
até a cintura e baixou sua calcinha, até retirá-la e a joar dentro do carro.
Então, segurando as coxas longas de Bianca, separou-as e olhou o sexo de pelos
negros bem aparados, na claridade da lua. Lauren aproximou o rosto e aspirou o
cheiro musk, suave, excitante. Excitada pelo cheiro erótico, Lauren tocou com a
ponta da língua o delicado clitóris, alisando-o em movimentos lentos e depois o
tomou na boca, sugando.
Bianca rilhou os dentes, para evitar o grito de prazer, mas não conseguiu, ele
saiu entre seus lábios.Ela colocou a mão atrás da cabeça de Lauren, mantendo-a
no lugar, movendo os quadris sinuosamente contra a boca que a sugava.
-Oh, não pare... assim...assimmmmmm...suugue-me toda, Barbie...
Lauren prosseguiu, incansável. Bianca de movia sensualmente, abrindo as coxas
fortes e longas, gemendo, a mão apertando a cabeça de Lauren. O orgasmo chegou
intenso, fazendo-a apertar-se contra aquela boca faminta. Mas Lauren
prosseguiu, fora de si.
Bianca precisou puxá-la pelos cabelos, para afastar a boca de seu sexo,
sorrindo.
Chega,
minha faminta...quer acabar comigo?
Lauren se ergueu e a abraçou pela cintura, olhando-a apaixonadamente nos olhos.
-Quero muito mais que isso.Mal começamoss.
-Ótimo, também quero, mas não aqui. Estáá muito frio e alguém pode chegar. Que
tal irmos para minha casa?
-Sua casa? Vai demorar a chegar. Não possso esperar muito.
Bianca deu uma risada curta, baixando sua saia.
-Que tal então um motel? Tem vários pertto daqui, reparei quando viemos.Pode
dormir fora de casa? Seu marido não vai ficar furioso com você?
-Meu amor, numa hora dessas o meu maridoo que vá para o inferno! Não vejo a hora
de pedir o divórcio dele! Agora que você já está empregada e Roberta em Paris,
acho que chegou a hora.
Bianca a abraçou, beijando-a várias vezes na boca, depois a fitou feliz.
-Então, finalmente decidiu!Agora, isso mmerece uma comemoração! Vamos para um
hotel, vou esgotar você de tanto amor!
Lauren riu e beijou-a também.
Foram para um motel e passaram a noite. Bianca nunca viu Lauren tão fogosa, tão
faminta de sexo. Ela a fez fazer tudo que sabia para dar prazer à uma mulher, e
retribuía com tanta loucura que Bianca se contagiava e queria mais e mais.
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