CAPITULO 12 -
PAMELA
Ainda fiquei alguns segundos olhando para a porta que se fechou atrás dela.
Era incrível, mas Ali estava começando a me irritar.
O que aquela menina estava pensando? Que existia algo entre nós, por um
acaso? Impensável perder o controle da situação. Pelo menos pra mim, lógico.
Era exatamente isso que eu mais odiava nas pessoas... porque precisavam
sempre ser tão... tão... pessoais?
Afinal de contas, qual era a dificuldade em se entender o que era uma boa
trepada? Que era só isso, e mais nada?
Ao invés de aproveitar, preferiam rastejar na confusão grudenta, desesperada
e asquerosa que chamavam de sentimentos... Preferiam... Misturar tudo... E
estragar completamente. Absurdo! Insuportável!
Moralismos à parte, existe coisa melhor do que sexo de verdade? Sem culpas,
sem envolvimento, só tesão e mais nada?
Tudo bem... Se a menina ainda não sabia disso, eu podia ensinar.
Chamei Ali pelo telefone interno. Ela bateu na porta, e entrou depois que eu
permiti. Pelo menos nisso, ela já estava bem treinada.
O olhar que ela me lançou... Quase babando... Desejo e tesão evidentes,
insanos... Uma cobiça excitante, deliciosa e... inaceitável. Era exatamente o
que ela precisava aprender a controlar.
- Sentiu minha falta? – foi o que Ali disse. Inacreditável! – Quer um pouco mais?
Realmente, essa menina era absurdamente abusada. Eu não ia deixar barato,
claro! Minha voz soou totalmente fria, seca, metálica. Com total desprezo de
minha parte:
- Me poupe dos seus comentários baixos.
Ali arregalou os olhos. Com certeza, não esperava que fosse essa a minha
reação. Aproveitei para continuar:
- Você não é paga para me comer, e sim para trabalhar. Se não entender isso
rápido, vou ser obrigada a te dispensar. Entendido?
A resposta veio entre dentes. Obviamente, Ali tentava se controlar:
- Sim.
Com um sorriso irônico, corrigi:
- Sim, senhora.
Me olhando nos olhos – daquele jeito que eu estava começando a gostar - a voz
baixa de pura raiva, ela disse:
- Sim, senhora.
Levantei da cadeira, me aproximei devagar. Andei ao redor dela, a olhando de
cima a baixo. Tão próxima que pude ver como os pelinhos do pescoço dela se
arrepiaram.
- É inadmissível que a minha assistente ande por aí assim, em andrajos. Com a
roupa de ontem, toda amassada.
- Você... Quer dizer: a senhora sabe muito bem...
Não a deixei continuar. Exagerei. Minha intenção era rebaixar, humilhar,
derrubar aquele arzinho auto-confiante dela de uma só vez:
- É indesculpável. Parece uma indigente. Uma sem-teto, uma coitada.
Ali prendeu a respiração. Enquanto eu a observava, balançando a cabeça
negativamente, a desaprovando. Encostada na mesa, no mesmo lugar onde antes
ela tinha me colocado sentada, me fazendo gozar deliciosamente em seus
dedos...
Não sei se Ali estava pensando a mesma coisa que eu, porque... ela
simplesmente não me encarava.
Andei até o armário. Sentindo os olhos dela me acompanharem.
Quando voltei a me virar, eles me atingiram. Cheios de tesão e desejo
novamente. Como se pudessem, com um simples olhar, me devorar.
Será possível que ela ainda não tinha entendido nada? Impossível conter a
minha raiva:
- Ali... Você está proibida de me olhar desse jeito.
Foi a mesma coisa que não ter dito nada. Ali se aproximou. Insinuante,
sedutora, insistente demais. A voz sussurrante, doce, íntima. Fazendo com que
– absolutamente contra minha vontade – eu me arrepiasse:
- Tô proibida de te desejar?
A boca tentou se aproximar da minha, mas a impedi, empurrando Ali pelos
ombros, mantendo-a afastada de mim pela distância dos meus braços. A olhei
bem nos olhos. Melhor dizendo: a fulminei com o olhar. E respondi:
- Não. Está proibida de demonstrar.
Não consegui deixar de completar:
- Durante o horário de trabalho.
Ali sorriu. Um sorriso cafajeste, canalha, vulgar. Com uma satisfação
indescritível no olhar. Tão intensa que na mesma hora senti em minha calcinha
uma umidade indesejável.
Como se nada tivesse acontecido, cortei a energia sensual que já nos envolvia
bem rápido:
- Toma. Pega isso.
Disse, estendendo pra ela as chaves do meu carro. Ali me olhou sem entender
nada.
- As roupas que compramos para você ontem estão no porta-malas. Pega uma,
troca de roupa e traz de volta as chaves. Rápido!
Ali pegou as chaves da minha mão, fazendo questão de fazer com que as peles
se encostassem. Ficou me olhando com um sorriso safado. E eu... fechei a
cara:
- Anda, Ali! Eu disse rápido!
O sorriso dela aumentou significativamente. Então, Ali se virou, e saiu
lentamente da sala. Numa provocação clara.
Deixei escapar um suspiro... e logo depois, uma risada incontrolável...
O dia passou sem outros incidentes. Pra mim, é claro.
Ali devolveu as chaves sem dizer uma palavra. A mandei retornar para a
própria sala.
A reunião - como sempre - foi enfadonha, monótona, interminável. As amebas
que eu tinha como funcionários sem acrescentarem nada. Não fediam nem cheiravam.
Ali foi extremamente eficiente. Não falou sem ser perguntada. Não tentou dar
sugestões. Apresentou os relatórios que eu tinha pedido com clareza,
competência, criatividade. Realmente admirável.
Em nenhum momento me olhou de um jeito que não fosse absolutamente
profissional. Nem quando mandei que ela me servisse café. Muito menos quando
a fiz voltar com o café cheio de açúcar – a fuzilando com o olhar – e servir
outro com adoçante. Nem mesmo quando a obriguei a abrir a porta para mim e
carregar a minha pasta. Parecia estar ficando... quase domada.
Quando o expediente acabou, dispensei Arlete e... chamei Ali em minha sala.
Sentada na minha cadeira, sorrindo de antecipação, respondi às batidas em
minha porta:
- Pode entrar...
Ali entrou e ficou perto da porta. Aparentemente, louca pra ir embora.
- Vai ficar aí parada?
A resposta dela foi seca. Curta e grossa, na verdade:
- Se não for pedir muito, vo... a senhora poderia ser rápida?
Perguntei, com um sorriso sarcástico:
- Tem algum compromisso? Porque... sabe muito bem que você não tem hora para
sair. Minha assistente só vai embora quando eu deixar. Sabe disso, não sabe?
Ali se aproximou mais da mesa, me olhando inexpressivamente. Adoraria saber o
que ela estava pensando, mas ela parecia disposta a não deixar.
- Sim, senhora.
Foi a resposta dela. Falei com um sorriso quase simpático:
- Muito bem. Por hoje, seu trabalho terminou. Está dispensada.
- Muito obrigada.
A raiva na voz dela era palpável. Ali se virou rapidamente. Em questão de
segundos, já estava na frente da porta, com a mão na maçaneta.
Impedi rapidamente que ela saísse. Com uma voz sedutora, exigente, aveludada:
- Espera... Preciso de você, Allison...
Allison estremeceu. Continuou alguns segundos com a mão na porta, paralisada.
Para então se virar lentamente. Quase sem respirar.
Parecendo absoluta e maravilhosamente comestível. Fazendo o tesão que eu
sentia aumentar a um ponto incompreensível.
Não via a hora de voltar a degustar a onda de prazer indescritível que
Allison conseguia me proporcionar.
Soltei os cabelos. O efeito foi imediato. Os olhos de Allison voltaram a me
devorar. Mais ainda quando percebeu que o que eu tinha acabado de atirar em
cima dela era... minha calcinha. Absolutamente molhada...
Ela aspirou o tecido fino, com aquele sorrisinho vulgar que tanto me
excitava. Em questão de segundos, já estava ajoelhada entre as minhas pernas,
as mãos em minhas coxas, depois de abrirem minha blusa arrancando metade dos
botões com brutalidade...
Correspondi completamente. Enfiando a mão nos cabelos dela, apertando a nuca
de Allison, a beijando com loucura. Provando com a língua aquela boca que
como a minha, parecia incansável.
Ela lambeu, sugou, chupou meus seios deliciosamente... Com vontade...
Sedenta, faminta, voraz...
Mas o que mais me excitava era a forma como Allison movia os dedos dentro de
mim. Me penetrando quase com raiva. Me fazendo gemer alto.
Me entreguei... Sem pudores, culpas, nem nada... Apenas a necessidade pelo
corpo dela que sentia... Querendo a língua, os lábios, as mãos que me
faziam... Vibrar com maestria... Sussurrar todas as coisas inconfessáveis que
eu pensava... E que Allison parecia adorar porque... suspirava e gemia, sem
parar.
Grudei minha boca no pescoço dela. Allison estava toda suada, do jeito que eu
gostava. A apertei contra mim com força, enquanto nossos lábios voltavam a se
colar.
A língua dela parecia querer descobrir, conhecer, decorar cada milímetro da
minha. E abafou parcialmente os gemidos que soltei enquanto meu corpo todo
estremecia, e eu gozava intensamente nos dedos de Allison.
A beijei demoradamente. Suspirando alto. Saboreando sem pressa a boca de
Allison... Ela gemeu quando dei uma leve mordida nos lábios dela, antes de me
afastar.
Ali tirou os dedos de dentro de mim. Com suavidade. Olhei para ela, bastante
irritada:
- Quem mandou você tirar?
Com um suspiro absolutamente enervado, numa espécie de desabafo, Ali se
levantou, num salto. E disse:
- Tirei porque cansei. Chega! Não agüento mais.
Caminhou até a porta. Uma fera. Pisando duro, quase bufando. Mas eu fui muito
mais rápida. A alcancei facilmente, aproveitando a vantagem da minha reação
ser totalmente inesperada. A virei para mim, e a empurrei contra a porta. O
baque, a surpresa, e o tesão a fazendo perder o ar.
Colei minha boca na dela. Allison ofegava contra os meus lábios. Mas em
nenhum momento tentou se afastar. Pelo contrário. Me agarrou furiosamente.
Chupou meu pescoço de um jeito que provavelmente ia deixar marcas...
Arranquei a blusa que ela usava. Toquei os seios dela... Allison gemeu, como
se quisesse mais. Desci minha boca pela pele ardente, que me queimava os
lábios. Lambi os seios lentamente, quase uma tortura, antes de colocar um
deles na boca... Os gemidos cada vez mais altos me mostravam que era o jeito
certo de a dominar...
As mãos de Allison me livraram da blusa, da saia... Com uma urgência que
beirava a selvageria, maravilhosamente incontrolável. Me puxou pelos cabelos,
me obrigando a parar o que estava fazendo para colar os lábios novamente nos
dela...
Desabotoei a calça de Allison e enfiei a mão, encontrando o que desejava: o
sexo que se ofereceu pulsante, inchado, molhado... Totalmente à minha mercê.
A penetrei, meus dedos entrando e saindo de dentro dela com vontade. As
batidas do coração de Allison entrando num intenso descompasso, enquanto o
corpo dela se contorcia contra o meu...
Acelerei os movimentos. O ritmo da pulsação dela, os sussurros e gemidos me
guiavam... Minha respiração completamente alterada, o sangue se incendiando
quando a senti gozar demoradamente em meus dedos...
Ficamos em silêncio. Novamente sem palavras. Para que? Elas tinham se tornado
absolutamente desnecessárias.
Allison me puxou pela nuca, e mergulhou a boca na minha. Num beijo duro,
rude, brutal. Deliciosamente passional.
Nossas línguas voltaram a se enroscar. Enquanto nos deitávamos no tapete
persa, insaciáveis.
Ela desceu a língua, as mãos, os lábios pelo meu corpo inteiro, fazendo eu me
contorcer com total e absoluta habilidade. Até chegar entre as minhas pernas,
percorrendo meu sexo com a boca de uma forma tão intensa que eu poderia
facilmente gozar rápido.
Tive que juntar toda a minha força de vontade naquele momento para puxar
Allison pelos cabelos e a fazer parar:
- Não é assim que eu quero gozar...
Primeiro ela me olhou sem entender nada. Mas logo se recompôs, me
perguntando, com uma malícia gostosa, despudorada na voz, de quem sabe o que
faz:
- Como você quer, Pam?
A empurrei, e ela caiu deitada. Sussurrei, a voz rouca de tanto desejo:
- Vou te mostrar...
Me posicionei em cima dela, já sabendo que aquele seria um 69 fenomenal...
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