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Uma claridade irritante me acordou. Tentei me mover, mas foi um verdadeiro
suplício. Minha cabeça latejava. Meu mundo era um... moinho? Definitivamente,
esse era o resultado de ingerir bebidas tupiniquins!
Suspirei profundamente. E imediatamente me arrependi. Até pensar doía...
Levantei o lençol apenas para constatar o que já sabia: estava completamente
despida. E do meu lado, Allison dormia profundamente. Deliciosamente nua e
abraçada em mim.
Na verdade eu não acreditava nessa baboseira de amnésia causada pelo excesso
de álcool. Achava que era mera desculpa daqueles que não tinham coragem para
assumir o que tinham feito sob o efeito da bebida.
Mas entre o churrasco, algumas muitas caipirinhas e aquele momento totalmente
“Twilight Zone”, o que diabos tinha acontecido? O que, quando, como, por que
eu estava ali?
Como uma câmera que entra no foco, as cenas foram surgindo em minha mente.
Algumas um pouco embaralhadas. Como um flashback mal feito de filme...
...Um calor agradável me tirou do quase coma em que eu me encontrava.
Deliciosos, macios, suaves. Os lábios de Allison nos meus. Abri os olhos, me
assustando por ser de verdade. Não um sonho, como nas últimas vezes.
Onde eu estava?
Como se lesse pensamentos, ela respondeu:
- Chegamos. Lar doce lar.
Olhei em volta sem entender. O apartamento cubículo de Allison não tinha
garagem. Dei uma gargalhada. Daquelas sem sentido, que só os bêbados
conseguem dar. E constatei:
- Você se mudou.
Mas ela já havia saído e dado a volta no carro. Abrindo a porta do meu lado,
e me ajudando a levantar. Adoraria poder recusar, mas... naquele momento,
andar de salto alto já não parecia tão fácil. Por isso deixei que Allison
passasse o braço ao redor da minha cintura – tortura – e me guiasse. Sem me
preocupar com para onde. Totalmente voltada para o que mais me apavorava: o
amor incontrolável que eu ainda sentia por aquela maldita mulher...
... Allison ligou o chuveiro, e como eu continuasse protestando, me recusando
a obedecer, disse com uma firmeza que me fez estremecer:
- Se não entrar nesse chuveiro agora, vou arrancar a sua roupa e te dar banho
pessoalmente. Entendeu?
Arregalei os olhos e me calei. Fiz que sim com a cabeça. Ela pareceu
satisfeita. E completou com um tom de voz doce, totalmente diferente:
- Comprei aqueles shampoos e cremes frescos que você tanto gosta. Pode usar
esse roupão, tá limpo. E vou deixar aqui em cima da pia – pegou um objeto no
armário – o secador de cabelo.
Depois que ela saiu, ainda fiquei alguns minutos parada, sem acreditar que
aquilo estava realmente acontecendo...
... Entrei na sala, e vi Allison sentada, parecendo muito pensativa. Assim
que me viu, foi logo dizendo:
- Sei que prefere chá, Pam... Mas no seu estado, achei melhor fazer um café
bem forte pra você.
Ela desapareceu e voltou rapidamente com um bule, uma xícara e um vidrinho de
adoçante numa bandeja. Eu não gostava de café... Mas também não gostava de
caipirinha...
Naquele momento, de alguma forma, precisava ficar sóbria novamente, porque...
era a única forma de evitar o perigo que estava correndo. Precisava de toda a
minha racionalidade para não ceder. E nisso, com certeza, o café ajudaria.
Pelo menos foi do que tentei me convencer...
- Vou tomar um banho também. Bom, você já sabe que na minha casa, se quiser
beber café, tem que se servir sozinha...
Depois das palavras que soaram estranhamente carinhosas, Allison desapareceu
corredor adentro. Me sentei na mesa de jantar, me servi de café. Sem achar
tão absurdo quanto tinha achado da primeira vez, no apartamento cubículo. Mil
pensamentos me distraindo enquanto sorvia o conteúdo da xícara...
...Allison voltou com os cabelos molhados, vestindo um jeans e uma
camisetinha que a deixavam... Quase irresistível. Quase porque... eu
precisava resistir.
O sorriso safado que surgiu nos lábios dela deixou claro que tinha percebido
meu olhar de cobiça. Mas ainda assim, não conseguia desgrudar os olhos do
corpo dela. Delícia...
Meus pensamentos se tornavam cada vez mais inconfessáveis, por isso levantei
rapidamente, e disse:
- Vou indo.
Ela me olhou com um enorme sorriso. Antes de responder, novamente com aquele
jeito firme, que me causava arrepios:
- Você vai dormir aqui.
Meu tom foi de puro desafio:
- Vou?
Os olhos de Allison me percorreram, como se me despissem. Um olhar de desejo,
tesão, me devorando inteira. Sussurrou, avançando para mim:
- Sim.
Recuei imediatamente. Não podia deixar que Allison me tocasse, descobrisse o
quanto me abalava com o mais leve encostar de dedos:
- Allison, você... Enlouqueceu de vez?
Ela se aproximou novamente:
- Quem me enlouquece é você.
“Eu poderia dizer o mesmo” – pensei. Dentro de mim, as emoções se
digladiavam. Um orgulho profundo, milhares de desconfianças e mágoas contra amor
e desejo.
Dei a volta na mesa. Com Allison atrás de mim. Numa espécie de perseguição
ridícula. Ela continuou, sem parar de me seguir:
- Eu amo você, Pam. Aqueles dias em Paris foram os melhores da minha vida.
Quero você daquele jeito de novo. Com os olhos brilhando, sorrindo, feliz...
Tudo que eu quero é o seu amor. O resto não importa. Você precisa acreditar
em mim!
As palavras dela... me acertaram em cheio. Meus olhos lacrimejaram, não
conseguia mais fugir. O coração não batia - latejava, bombeando o sangue em
minhas veias com uma intensidade violenta. Estremeci, arrepiei inteira.
Allison me puxou pela cintura, grudando meu corpo no dela. Uma vertigem - que
não era causada pela bebida - me amolecendo, fazendo com que cada célula do
meu corpo parasse de me obedecer. Um desejo quase sufocante se estabelecendo.
Mostrando que eu era dela mesmo sem querer.
E incrivelmente, foi o que me deu forças para reagir. Uma revolta imensa
tomou conta de mim. Precisava me livrar. Me afastar definitivamente dela. Me
defender daquele poder que Allison tinha, de me fazer esquecer de tudo, até
mesmo quem eu era...
Ergui a mão direita para esbofeteá-la, mas Allison previu e impediu o
movimento, segurando meu pulso no ar. Fez o mesmo quando tentei acertá-la com
a mão esquerda.
Me segurando pelos pulsos com firmeza, sem que eu conseguisse me soltar,
Allison me fez recuar, me empurrando com força, até minhas costas baterem
contra a parede. Comprimiu meu corpo com o dela, me fitando profundamente, me
prendendo no hipnótico pulsar de seu olhar... Me deixando sem ar. Nem tanto
pelo baque... Muito mais pelo ardor que correu em minhas veias...
Aproximou o rosto lentamente. A respiração alterada, a pele queimando, as
mãos tremendo, exatamente como eu. E misturou a boca, a língua, os lábios nos
meus...
Foi um beijo doce, suave, apaixonado. Com sabor de almas se despindo.
Não tentei resistir. Naquele momento, me permiti. Me entreguei inteiramente à
saudade, vontade e desejo gravados em minha carne.
Precisava daquilo. Correspondi, me deleitando com o prazer de beijar a mulher
que eu amava. A incrível sensação de me sentir completa novamente.
Nem percebi quando ela soltou meus braços. Como se tivessem vontade própria,
rodearam o pescoço dela - minhas mãos acariciando a nuca e os cabelos de
Allison incansavelmente.
Uma emoção inexplicável, indescritível me envolveu... Fazendo um gosto
salgado chegar aos meus lábios. E aos dela. Interrompendo o beijo. Allison se
afastou apenas o suficiente para enxugar minhas lágrimas. Me olhando com a
intensidade de sempre, e fazendo com que minha felicidade voltasse a
transbordar molhando minha face inteira.
Ela sorriu, sem pronunciar uma palavra. E nem precisava. Dizia tudo naquele
olhar. Sorri para ela, beijei a mão que acariciava meu rosto. Antes de puxar
Allison delicadamente pelo pescoço para que ela voltasse a me beijar. Dessa
vez um beijo intenso, voraz, absolutamente sensual.
Os lábios dela desceram por meu pescoço, desenhando uma trilha incandescente.
Eu ardia, tremia, sussurrava palavras desconexas no ouvido dela. Ansiando por
um contato pleno. Desejando, precisando, necessitando que ela me tocasse, me
tomasse inteira. Tanto quanto eu precisava de ar. Sem isso não podia, não
queria mais continuar.
Sem interromper o beijo, Allison foi me guiando pelo apartamento, nossa febre
nos fazendo esbarrar nos móveis, nas paredes, até entrarmos num dos cômodos.
Ela trancou e fechou a porta, me dando apenas tempo suficiente para perceber
que estávamos no quarto dela.
Mas então, Ali já estava me livrando do roupão, entre incontáveis carícias e
beijos. Sussurrando coisas deliciosas em meu ouvido, que me arrepiavam toda.
Se afastou um pouco, para olhar meu corpo inteiramente despido. Me fez sentar
na cama, e começou a tirar as próprias roupas. A puxei para mim, fazendo
Allison ficar entre minhas pernas, mordendo meu lábio inferior antes de
dizer:
- Eu tiro pra você...
Eu queria despi-la. Para aproveitar cada pedaço da mulher que eu amava
desesperadamente.
A livrei da calça jeans com pressa. Passei as mãos pelas pernas, coxas,
nádegas de Allison enquanto meus lábios passeavam pela barriga perfeita,
fazendo com que ela gemesse e se contorcesse.
Os gemidos aumentaram quando a toquei, acariciando os seios bem feitos,
colocando minha boca faminta sobre um deles. Allison me puxava pelos cabelos,
completamente refém dos meus desejos...
A livrei da camiseta também. Apenas a calcinha minúscula a separava da
nudez... Desci minha boca distribuindo beijos pela pele quente. Até alcançar
o tecido fininho. Passei os dedos por baixo do elástico, puxei lentamente,
com um suspiro de antecipação... E então, toda a passividade dela
desapareceu.
Allison grudou a boca na minha com uma urgência incontrolável. Igual a que eu
sentia. Nos deitamos na cama, ela entre as minhas pernas, se movendo
deliciosamente em cima de mim.
A textura da pele, o cheiro, o gosto dos beijos... Adorava, amava tudo nela,
tão intensamente que chegava a doer... Como afundar voluntariamente num fluxo
infindável de loucura e prazer... Gemi alto, repetidas vezes. A apertando com
força, querendo que ela soubesse o quanto eu estava gostando, adorando,
querendo...
- Senti sua falta, Pam.
- E eu a sua. – sussurrei contra os lábios dela, totalmente subjugada pelo
que sentia.
As mãos de Ali deslizaram pelas laterais do meu corpo. Acariciaram minhas
coxas, se enfiaram entre as minhas pernas, encontrando meu sexo e sua umidade
delatora. Escorregou a mão me tocando com a habilidade de sempre, quase me
fazendo perder os sentidos. Pedi sensualmente:
- Quero ser sua, Allison. Toda e só sua. Me come, vem... Daquele jeito que só
você sabe fazer...
Allison sorriu daquele jeitinho safado que eu adorava. Sentou na cama, e me
puxou para o colo dela, murmurando:
- Abre as pernas pra mim...
Com um suspiro ofegante, obedeci. Sentei com Ali entre as minhas pernas. Um
gemido de prazer profundo escapando de meus lábios quando os dedos dela me
preencheram.
A partir daquele momento, deixei de lado todo e qualquer tipo de resistência.
Com os braços ao redor do corpo dela, deixei que Allison me guiasse,
controlasse, ditasse o ritmo e a intensidade dos nossos movimentos...
Querendo apenas aproveitar, desfrutar completamente o prazer que era ser
tocada, beijada, acariciada, amada por ela. Desejando me entregar, pertencer
à Allison por inteiro.
Com a dificuldade de respirar criada pelo palpitar intenso, só conseguia
gemer e murmurar duas coisas: o nome dela, e a palavra “amor”.
Allison parecia absoluta e agradavelmente surpresa. Me olhou fundo nos olhos
- daquele jeito que me derretia – e disse:
- Eu te amo, Pam.
Explodi num prazer imenso. Meu corpo todo ardendo, se derretendo nas mãos
dela num gozo intenso, fazendo com que a resposta fluísse plena:
- Allison, eu amo você...
Foi o bastante para que ela também parecesse tomada pela loucura. Me deitou na
cama, desceu a boca pelo meu pescoço, colo, seios... Sussurrando coisas que
eu já não conseguia entender. Principalmente porque eu não tinha mais como
parar de dizer:
- Eu te amo, Ali. Preciso de você.
E então, não pude dizer mais nada, só conseguia me contorcer debaixo da
língua que mergulhava de um jeito absolutamente faminto dentro de mim.
Delirando, as mãos agarradas nos cabelos dela, começando a voltar a
estremecer...
Allison parou o que estava fazendo. Apesar dos meus protestos, se afastou, a
voz rouca denunciando a excitação que sentia ao dizer:
– Vira. Fica de quatro pra mim.
Deu espaço para que eu girasse o corpo, e eu obedeci. Exatamente como naquela
primeira vez inesquecível. Me arrepiei inteira com o simples pensamento. E
gemi alto quando senti a língua e os dedos de Allison me invadindo. Selvagem,
desesperado, intenso. Foi o jeito delicioso com que ela me devorou, me
fazendo implorar antes de me fazer gozar novamente.
Me joguei de bruços na cama, mas Allison não parecia cansada, muito menos satisfeita.
Possuída por uma ânsia incontrolável, como se precisasse se provar que eu era
realmente dela, se deitou sobre mim. Se esfregando, me mordendo na nuca,
gemendo intensamente. Deliciosa como sempre. Me dando água na boca:
- Quero te chupar, amor.
Ela se apoiou nos braços. Me presenteou com um sorriso safado e um olhar de
puro desejo. Virei e fui descendo debaixo dela, acariciando aquele corpo
maravilhoso com as mãos e a boca. A deixando louca... Antes mesmo que eu
chegasse no ponto desejado.
Allison gemia, se contorcia. Toquei o
sexo dela de leve, com a pontinha da língua. Queria provocar, mas não resisti
muito tempo. Mergulhei meus lábios e dedos dentro dela com urgência. Tomada
pelo desespero de provar o gosto da minha mulher.
Allison gemeu alto. Quando
passei a devorar o sexo dela com loucura. Se movendo ao encontro da minha
boca de um jeito cada vez mais descontrolado e intenso.
Os tremores e gemidos aumentaram, o corpo dela começou a ficar tenso, me deixando
cada vez mais próxima do gozo também. Mas Allison era uma deliciosa caixinha
de surpresas. Sem aviso nenhum, ela virou o corpo, se encaixando com
perfeição em cima de mim.
Um gemido abafado contra o sexo dela escapou dos meus lábios quando Allison
mergulhou a boca e os dedos entre as minhas pernas. Ainda consegui dizer:
- Com você não é só sexo, Ali. Com você é... amor...
A resposta dela foi aumentar e aprofundar os movimentos. E me fazer esquecer
de todo o resto. Nada além do nosso pulsar alucinado, dos gemidos ritmados,
até gozarmos juntas, numa entrega completa e perfeita. A primeira de uma
noite inteira...
... Levei às mãos novamente à cabeça. Sem saber o que fazer. Olhei para
Allison dormindo ao meu lado. Ela tinha nos lábios um sorriso feliz e
satisfeito.
“Isso não muda nada.” – repeti várias vezes para mim mesma.
Tinha sido uma noite maravilhosa, mas... movida pelo álcool e pela loucura do
momento. Nada do que tinha sido feito ou dito poderia ser levado a sério.
Adoraria poder, mas... o simples pensamento de acreditar, estar errada e me
decepcionar novamente me apavorava.
Sentei na cama, e Allison acordou assim que afastei meu corpo do dela. Me
fitou com os olhos brilhando e um sorriso lindo:
- Bonjour, mon amour!
Aquilo realmente mexeu comigo. Chegou a doer. Um medo primitivo tomou conta
de mim. Daqueles sentimentos que poderiam me destruir. E me fez mentir:
- Posso saber o que eu estou fazendo aqui?
Minha voz soou distante, absolutamente fria. Roubando o sorriso do rosto
dela. Antes que Ali respondesse, me enrolei no lençol e levantei da cama, me
fazendo de indignada:
- Aonde estão as minhas roupas, Allison?
O cintilar dos olhos castanhos desapareceu. Depois de um instante de
silêncio, ela perguntou:
- Você não se lembra?
Tentei olhar através dela. Como se Allison não existisse. Impossível, quando
a coisa mais brilhante no mundo parecia ser ela.
Com lágrimas nos olhos, Allison insistiu:
- Pam, nós passamos a noite fazendo amor.
Tive que me virar de costas. Olhando para ela jamais conseguiria dizer:
- Eu não lembro. E mesmo que lembrasse, Allison... Eu ter feito sexo – frisei
bem a palavra – com você não importa, não faz diferença. Não significa nada,
entendeu?
Provavelmente qualquer outra pessoa teria murchado, desmontado, desaparecido.
Mas aquela era Allison. Minha Allison. A única capaz de medir forças comigo:
- Bom, então não temos mais nada a dizer sobre isso.
Ela levantou da cama, nua mesmo. Caminhou até o armário, abriu. Escolheu
algumas roupas, se vestiu. O tempo todo sem me olhar nem virar de frente para
mim. Quando terminou, se aproximou, e com uma voz totalmente impessoal,
disse:
- Suas roupas ainda devem estar molhadas. Vai ter que usar uma das minhas.
Depois que eu estava vestida com as roupas que Allison me emprestou – uma
camiseta e uma calça jeans horríveis, mas eu estava fraca demais para fazer
outra coisa além de me vestir e sair correndo dali - ela continuou no mesmo
tom:
- Vem. Vou chamar um táxi pra você.
Destrancou e abriu a porta, e seguiu na frente. Fui atrás dela, me sentindo
rasgar, dilacerar por dentro. No meio do corredor a alcancei, puxando Allison
pelo braço. Ela se virou para mim, os olhos carregados de uma esperança
intensa. Em pleno acordo com os meus.
Mas antes que eu pudesse fazer ou dizer qualquer coisa, um barulho de vozes
nos fez olhar para a sala e ver o tal amigo de Allison – Leonardo – e Alan
aparecerem.
Tão surpresa quanto eu, Allison perguntou:
- O que esse engomadinho está fazendo aqui, Léo?
Ignorando Allison completamente, como se ela fosse um inseto, Alan me puxou
pela cintura, olhou bem dentro dos meus olhos e respondeu:
- Amor, vim buscar você.
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