A
Sensual Virna
PARTE 10
Capítulo
16
Alex olhou para Paola, estupefata. Ela as olhava
friamente e parecia se deliciar com seu espanto. E Karina sorria sinistramente,
apontando a arma para ela.
Alex recuperou a voz e perguntou a Paola com voz
trêmula:
-Como vocês entraram no apartamento?
-Elementar, Alex! Eu tinha uma cópia das chaves! –
Disse Paola, triunfante.
Alex a fitou profundamente decepcionada e irada.
-Você fez isso? E a usou para invadir minha casa com
essa mulher? Você, em quem eu confiava, Paola? Nunca esperaria uma coisa dessa
de você! – Disse, com revolta.
Paola ergueu o queixo com arrogância. O ódio
brilhava em seus olhos. Mas Alex percebeu algo mais naquele olhar. Paola estava
dopada!
-Fiz isso mesmo! E você não merece consideração
nenhuma, sua traidora! E sua amante, essa cadela, também não !
Alex fitou Karina. Ela olhava para Virna com
evidente despeito e inveja.
-Então, essa é a grande putana Virna Del Fosco...é
uma bela putana, Paola...vamos nos divertir muito...
Alex deu um passo para Karina. Ela voltou-se rápida
e apontou a arma para o rosto de Alex.
-Quieta, se não quer levar um tiro na cara! –
Rosnou, em tom ameaçador.
Alex estacou, tremendo. Não! Aquilo não podia estar
acontecendo! Era um pesadelo! Só podia ser! Logo acordaria em sua cama, só com
Virna!
-O que vocês pretendem, entrando aqui dessa maneira?
– Perguntou Virna, fitando Paola com desprezo.
Paola a fitou da cabeça aos pés e riu.
-Oh, a grande dama exige uma resposta! A putana
Virna Del Fosco! Eu já me convenci que você não é minha mãe! Então, tudo que eu
fizer, não terei remorso!
Ela fitou Alex, que se mantinha calada.
-Você já sabia, não? É evidente, não está nem um
pouco surpresa! Sua amante me revelou a verdade no dia que você terminou
comigo. Mas eu não acreditei. Fui atrás da confirmação. O velho advogado de meu
falecido pai confirmou o que ela havia me revelado, quando eu disse à ele que
ela já me havia contado tudo. E estou muito feliz por não ter o mesmo sangue
dessa vagabunda!
Virna falou com voz fria:
-Eu, vagabunda?! Quem não valia nada era seu pai,
que obrigou-me a me passar por sua mãe! Você, fruto de uma traição dele para
comigo! Vagabunda foi sua mãe, que a vendeu para seu pai! Que a abandonou! E eu
fui obrigada a chamar como filha o fruto da traição de meu marido, engolir
minha revolta, tentar pensar que você
não tinha nenhuma culpa disso tudo. Mas vejo agora que você é tão baixa quanto
seus pais, o que é compreensível! Uma
árvore podre não podia dar bons
frutos!
Paola avançou e esbofeteou Virna com violência. Ela
cambaleou e Alex esboçou uma reação, mas Karina encostou a arma no peito dela.
-Parada aí! Paola tem todo o direito de fazer isso!
Virna Del Fosco não vale nada e você também, Alex! A conquistadora...a putana
que gosta de usar e descartar as mulheres como um bagaço de fruta! Mas hoje
chegou o dia da cobrança, Alex...da cobrança e da vingança! Lembra-se da última
vez que nos vimos? Você fez uma encenação comigo, para depois agredir-me!
Karina ergueu a mão e esbofeteou Alex três vezes.
Alex cambaleou, ouvindo Virna gritar. Karina voltou-se para ela com raiva.
-Cale a boca, sua vaca!
Alex passou a mão pelos lábios. Sangravam. Tivera um
corte no interior da boca. Olhou para Virna, que chorava silenciosamente,
fitando-a apavorada. Estendeu a mão para confortá-la, mas Paola as afastou com
um puxão no braço de Alex.
-Viu, Alex? – Disse Karina, entredentes – Agora lhe
devolvi a agressão com juros! Mas você ainda me deve muito! As humilhações que
tive implorando que voltasse comigo, seu desprezo, meu sofrimento! É uma conta
alta, mas você finalmente vai pagar!
-O que vocês pretendem? – Gritou Alex, descontrolada
– Nos humilhar? Nos espancar? Nos matar? Pois acabem logo com isso!
Karina deu uma risada debochada.
-Oh, não é tão simples assim, Alex! Queremos nos
divertir, antes de tudo acabar! Vamos para o quarto! Lá vocês vão saber o que
pretendemos. Andem!
Alex pegou Virna pela mão e elas avançaram para o
quarto, seguidas por Paola e Karina. Virna apertou a mão de Alex, procurando
confortá-la. Se fitaram com medo. Estavam nas mãos de duas paranóicas, com Paola
drogada. O que podiam esperar?
Chegaram ao quarto e se mantiveram de mãos dadas,
aguardando o que Karina e Paola iriam fazer. Alex pensava febrilmente como
livrar-se daquela situação, mas nada lhe ocorria.
Karina falou para Paola, que fitava Alex com olhar
enevoado:
-Paola, apanhe cintos ou echarpes para amarrar as
duas. Depressa!
Paola foi atender o pedido de Karina, dirigindo-se
para o closet. Ela voltou logo com vários cintos e echarpes.
-Acho que isso aqui basta, Karina – Disse ela,
mostrando tudo para Karina.
Karina sorriu satisfeita.
-Ótimo! Perfeito!
Olhou para Alex e Virna com ar ameaçador.
-Vocês duas, tirem as roupas! Toda ela, até os
sapatos!
-Por que quer que façamos isso? – Perguntou Virna,
com voz receosa.
-Não interessa! Façam o que eu mandei! – Gritou
Karina.
Alex sabia que Karina era uma desequilibrada e
suficientemente louca para dar um tiro em Virna sem mais nem menos. Olhou para
Virna, tentando controlar o medo que sentia.
-Obedeça, Virna. É melhor.
Tiraram as roupas sob a ameaça da arma de Karina . Ela
e Paola as fitavam sorrindo com ironia. Em Karina, Alex notou um olhar de tara,
fitando-a nos seios e no sexo. Paola olhava para Virna com evidente curiosidade
e despeito, ao ver os contornos perfeitos do corpo.
Alex e Virna se deram as mãos, fitando-as.
-Muito bem... – Disse Karina – Paola, amarre Virna
na cama. Deitada, com braços e pernas separados.
-Que loucura é essa? – Perguntou Alex, tremendo de
raiva – O que pretendem fazer com Virna, suas miseráveis?
Karina e Paola a ignoraram. Paola aproximou-se e
tirou um canivete do bolso do casaco de couro que vestia e o encostou no
pescoço de Virna.
-Anda, sua putana...não temos a noite toda!
Virna a fitou com desprezo, se dirigindo para a
cama.
-Sabia que você era ingrata e rebelde, mas não sabia
que era também uma tarada! – Disse Virna, enojada.
Paola deu um empurrão nela, fazendo-a tropeçar e
cair na cama. Paola debruçou sobre ela, fitando-a com raiva, a ponta do
canivete pressionada no seu pescoço. Ela pegou um punhado do cabelo de Virna e
o cortou com um golpe do canivete, rindo do grito assustado de Virna e Alex.
Recuou, endireitando o corpo e fitando Alex.
-Viu como o canivete está afiado? É só ela me
aborrecer um pouquinho e...zás! Corto seu belo rosto! Ah, ah,ah,ah,ah! Já pensou? Uma bela cicatriz decorando o rosto da
orgulhosa Virna?
Virna fitou
Alex com um apelo mudo no olhar. Alex a fitou desesperada. Não podia fazer
nada! Sabia que Karina teria coragem de atirar, se tentasse alguma coisa. E
tinha que ficar ali parada, vendo Virna indefesa, nas mãos daquelas loucas! Era
desesperador o sentimento de estar totalmente nas mãos delas.
Paola guardou o canivete no bolso do blusão e
começou a amarrar Virna na cama, prendendo os pulsos nas barras da cabeceira e
os tornozelos no outro extremo, com as echarpes. Quando acabou, voltou-se para
Karina.
-Pronto. E agora, amarro Alex também?
Karina riu, olhando para Alex, que fitava Virna com
desespero.
-Amarre os pulsos dela. Com as mãos para trás.
Depressa, quero começar a festa logo! Alex,
coloque as mãos para trás!
Alex obedeceu e Paola amarrou seus pulsos para
trás.Alex percebeu que Paola não teve habilidade em amarrá-la e deixou as
amarras pouco firmes. Com um pouco de esforço, poderia se libertar. Mas no
momento seria inútil, Karina a mataria sem pensar se esboçasse uma reação.
Teria que reagir no momento oportuno.
-Muito bem – Disse Karina – Agora, segure a arma,
Paola. Preciso ficar com as mãos livres. Sabe como atirar, eu lhe ensinei. Se
Alex tentar reagir, pode atirar.
Paola pegou a arma da mão de Karina e a empunhou
apontando para Alex. Karina começou a despir-se sem o menor pudor, ficando
totalmente nua em pouco tempo. Era uma mulher de corpo bem feito, tendendo para
magra.
Ela se aproximou de Alex com as mãos nas cadeiras,
sorrindo.
-Lembra desse corpo que você desprezou? Pois você
agora vai ter que dar à ele muito prazer! Vai possuir-me na frente de sua
amante, para mostrar à ela que você ainda me deseja! Porque eu tenho certeza
que você também vai gozar, Alex!
-Um momento, Karina! – Gritou Paola – Você disse que
iria trepar com Virna! Que ia fazer ela gozar na frente de Alex, e não o que
falou agora!
Karina a fitou franzindo a testa.
-Eh,
garota ciumenta! Eu vou trepar com
Virna também, mas primeiro vou trepar com Alex! Eu ainda tenho tesão por essa
vagabunda! Depois, você se diverte com ela também!
Paola franziu o cenho, retrucando:
-Nada disso, eu
quem vou ficar com ela primeiro!
Karina franziu o cenho com ar de desagrado, mas
concordou:
-Está bem, pode aproveitar! Depois eu tenho minha
vez. Dê-me a arma.
Paola entregou a arma à Karina e tirou o canivete do bolso do blusão. Apertou a mola e
a lâmina apareceu com um estalido.
-O que vai fazer com isso? – Perguntou Alex,
nervosa.
Paola sorriu,
aproximando-se de Alex e falando em tom de brincadeira:
-Oh, ele vai ajudar-me a convencer você a fazer tudo
que desejo – Respondeu Paola, aproximando-se de Alex e passando a ponta do
canivete pelo rosto dela, imitando uma carícia. Ela riu quando viu o olhar de
medo de Alex que ela cortasse o seu rosto.
-Ah, está com medo? Se fizer tudo que eu ordenar,
não vou machucar você. Para começar, quero que me beije!
Dizendo isso, Paola rodeou o pescoço de Alex com o
braço esquerdo, enquanto com a mão direita encostava a ponta do canivete no
peito de Alex, fitando-a à um palmo do seu rosto. Alex reparou que os olhos
dela estavam vidrados pela droga.
-Anda! Me beije! Mostre à sua querida Virna que você
gosta de trepar comigo, e não só com ela!
Alex a fitou friamente e disse com desprezo,
recuando o rosto:
-Não vou beijar você, sua vagabunda!
-Ah, é assim? Que seja! Karina, dê um trato na
Virna! – Disse Paola, rindo com deboche – Sei que você está doida para isso!
-É para já, Paola! – Disse Karina. Ela pegou um dos
cintos que trouxera do closet e vibrou-o nas coxas de Virna violentamente,
fazendo Virna dar um grito de dor.
Alex quis correr para conter Karina, mas Paola
apertou a ponta do canivete no seu peito, fazendo um pequeno corte. Alex gemeu
de dor, se imobilizando.
-Quieta! – Disse Paola, segurando-a pelos cabelos –
Já disse que se colaborar, ninguém se machucará! E então? Vai fazer o que pedi?
Se ainda resistir, sua querida Virna vai sofrer mais!
Alex assentiu, sem voz. Estava ficando apavorada, vendo
Virna ser agredida e ela sem poder fazer nada contra isso.
-Ah, muito bem! Vamos começar a festa! – Disse
Paola, agarrando Alex pelos cabelos e a beijando violentamente na boca, em um
beijo bruto, mordendo seus lábios.
Alex a deixou beijá-la, mas permaneceu imóvel, sem
corresponder. Sentia asco com o contato da boca de Paola. Como era diferente do
beijo de Virna! Virna, quando a ameaçara na primeira vez para fazer amor com
ela, havia lhe transmitido toda sua sensualidade em um beijo cheio de paixão
que a excitara. Paola, não. Alex se sentia como estivesse beijando um demônio
vingativo.
Paola descolou a boca e a fitou com raiva.
-Por que não correspondeu ao beijo, Alex?
-Por que estou com nojo de beijá-la, sua louca! –
Disse Alex, com desprezo.
Paola enfureceu-se. Ergueu a mão e esbofeteou Alex,
gritando possessa:
-Sua maldita traidora! Você vai me pagar! Nós vamos
matar você e sua querida amante! Vamos usá-las para ter prazer e depois vamos
matar as duas!
Com o canivete, fez um pequeno corte no ombro de
Alex, que gemeu de dor. Virna gritou, apavorada com a agressão.
Karina aproximou-se e puxou Paola pelos cabelos
rudemente. Paola gritou de dor e surpresa e voltou-se com fúria no olhar.
-Por que fez isso, sua vaca?
-Você está perdendo a cabeça! Lembra o que
combinamos? Primeiro vamos aproveitar! Deixe Alex comigo, eu saberei fazê-la
obedecer-me!
Paola fitou Karina com uma expressão de desagrado.
-Você disse que Alex iria ficar comigo! Agora, está
querendo ficar com ela!
-É, mas mudei de idéia! Você não sabe se fazer
obedecer! Primeiro, o prazer, como combinamos! Depois, poderá fazer com ela o
que quiser!
Alex percebeu subitamente como devia agir. Era isso!
Tinha de fingir, fazer um jogo com as duas ! Tinha que provocar os ciúmes de
Paola, para as duas brigarem. Tinha que mudar seu modo de agir rápido, antes
que fosse tarde demais.
-O que vai querer que eu faça, Karina? – Perguntou,
fazendo uma expressão de derrotada, sentindo o sangue escorrer pelo seu braço.
Karina fitou
Alex, sorrindo surpresa. Aproximou-se e parou diante dela, percorrendo seu
corpo com o olhar cheio de desejo.
-Quero que corresponda ao meu beijo – Disse, puxando
o rosto de Alex com a mão e esmagando a boca em um beijo faminto.
Alex dominou seu asco e correspondeu como se
estivesse louca de desejo, enfiando a língua na boca de Karina e sugando.Karina
a pegou pela cintura e espremeu o corpo no seu, até se separar para respirar.
-Hummm... – Comentou, sorrindo – acho que consegui
acender seu fogo, Alex, mesmo com você ferida...
Alex a fitou com fingida excitação, com os olhos
semi-cerrados percorrendo o corpo esguio.
-Eu havia esquecido que você possui um belo corpo...
– Comentou.
-Então, comece logo a me possuir, Alex! – Disse
Karina excitada, esfregando-se no corpo de Alex de olhos fechados.
Alex baixou a cabeça e sugou o seio de Karina
sofregamente. Ela gemeu alto e falou com voz cheia de desejo:
-Você me deixa louca... quero que toque meu corpo
todo... me penetre com esses dedos deliciosos...
-Desamarre minhas mãos... e farei o que quiser... –
Prometeu Alex, passando a língua pelo seio de Karina, disfarçando seu asco da
mulher.
-Karina! –Gritou Paola, com irritação na voz – Ela
está querendo enganar você! Para você soltar as mãos dela e poder reagir! Não
faça o que ela pediu!
Alex passou a ponta da língua pelo estômago de
Karina, provocando-a mais. Era preciso que Karina ficasse bem excitada para
querer continuar e provocar mais a ira de Paola.
Karina olhou para Paola com ar debochado, esfregando
o sexo na coxa de Alex com movimentos sinuosos.
-Está com raiva porque ela preferiu eu à você?
Dane-se! Ela vai fazer-me gozar, queira você ou não!
-Idiota! Está sendo enganada mais uma vez! – Gritou Paola
–Não está vendo que ela está fingindo? Ela a detesta!
Karina dessa vez nem se deu ao trabalho de olhar
para Paola, empurrando a cabeça de Alex para baixo.
-Anda, Alex, me chupe! Coloque essa boca gostosa em
mim, para dar-me prazer!
Alex se ajoelhou, rezando para Paola ter logo um
ataque de ciúmes. Estava sendo muito difícil fingir que estava com desejo
daquela víbora da Karina!
E isso não demorou a acontecer. Paola aproximou-se e
encostou o cano da arma na nuca de Karina, falando entredentes:
-Afaste-se dela! Ou vai levar um tiro agora! Alex
vai ser somente minha!
Karina se imobilizou. Afastou-se de Alex e falou,
erguendo as mãos apaziguadora:
-Tutto bene, tutto bene! Pode ficar com ela toda
para você! Não precisamos brigar!
-Se afaste dela! Vá pegar Virna, se está com tanta
tesão! – Disse Paola, fitando Karina com ira no olhar.
-Está bem! Vou fazer isso! – Disse Karina, se
afastando em direção à cama onde estava Virna.
Paola olhou para Alex com os olhos luzindo de
cólera.
-Você é mesmo uma putana, Alex! Quer dizer que não
quis trepar comigo, mas sim com Karina! Pois você vai me pagar por isso!
Alex viu Karina se voltar e se aproximar novamente.
E a mulher pulou sobre Paola, dando um soco na mão dela, fazendo a arma cair no
chão. Karina se abaixou para pegar a arma, mas Paola pulou sobre ela e as duas
começaram a trocar socos e puxões de cabelos, gritando palavras obscenas.
Alex aproveitou a oportunidade e fez força com os punhos
para livrar as mãos. Na terceira tentativa, a echarpe cedeu e ela pôde
soltar-se, ao mesmo tempo que Karina conseguia
pegar a arma no chão, mesmo com Paola montada em suas costas, puxando
seus cabelos. Ela voltou a mão armada
para trás e atirou, a bala acertando o ombro de Paola, que caiu para
trás desmaiada.
-Maldita idiota! – Gritou Karina, fitando Paola com
desprezo, se voltando de frente para ela – Você vai morrer, sua putana! Ninguém
agride Karina Vanoni sem pagar por isso!
Ela apontou a arma, mas Alex saltou sobre ela,
torcendo o pulso de Karina, fazendo o tiro se perder no espaço. Elas rolaram
pelo chão, com Alex tentando tomar a arma dela. Karina gritava, Virna gritava,
Alex lutava silenciosamente, concentrando sua força para tomar a arma. Karina
atirou mais uma vez. Alex sentiu uma dor no braço esquerdo, quando a bala a
atingiu. Em um último e desesperado esforço, tentou mais uma vez tomar a arma,
torcendo o pulso de Karina. Mais um tiro ecoou no quarto.
Karina se imobilizou sobre Alex, seus olhos
refletindo surpresa. E depois, ela caiu para a frente, toda mole.
Alex ficou uns instantes imóvel, sua respiração
ofegante, tentando recuperar-se do esforço. Estava se sentindo tonta, sabia que
logo iria desmaiar pela perda de sangue. E precisava libertar Virna.
-Alex! – Gritou Virna, com voz desesperada – Por
Dio, diga que está bem! Que está viva! Fale alguma coisa!
Alex reuniu suas forças e empurrou Karina para um
lado. Sentou lentamente e a fitou
chocada. Karina parecia estar morta. O tiro havia atingido seu peito.
Ela mesma havia disparado a arma contra seu corpo, na luta.
-Alex! Alex! -
Gritou Virna, novamente.
-Estou aqui, Virna... – Disse Alex, se arrastando
para a cama – Vou libertá-la...
-Alex! Você está bem? Diga, por Deus!
-Calma...estou aqui... – Disse Alex, ajoelhando ao
lado da cama, fitando Virna com carinho. Estendeu as mãos e começou a
desamarrar o braço direito de Virna. Ela a fitou ansiosa e viu o sangue
descendo pelo seu braço, ficando apavorada.
-Dio mio! Você está ferida! O que houve, Alex? Oh,
Dio!
-Calma... – Ofegou Alex, finalmente conseguindo
libertar o braço de Virna – Agora está tudo bem...
Virna usou imediatamente a mão livre para libertar a
outra, percebendo que Alex estava quase desmaiando. Ela estava perdendo muito
sangue! Ela precisava de socorro urgente, ou iria morrer por perda de sangue!
Alex sentiu a vista escurecer. Tentou se manter
consciente, mas seus olhos se fecharam lentamente, apesar de seus esforços para
mantê-los abertos, e mergulhou na inconsciência.
Continua na parte 11
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