Rica e Famosa

LETH CROSS

 

 

PARTE  1

 

          

                                   Ela franziu o cenho ao contemplar sua fotografia na revista e seus olhos de um azul translúcito de águas de piscina se congelaram numa expressão de enfado ao lerem a legenda ao pé da foto:  "Karla Wings com mais uma nova conquista a tiracolo na festa da entrega do Emmy: dessa vez, a feliz vítima é o cantor Patrick Cool".

 

            -Merda, merda, merda! - Ela sussurrou, jogando a revista para o lado, enfurecida.

 

            Depois de um minuto olhando para o telefone ao seu lado, ela o pegou e discou um número com impaciência. Depois de três chamadas, uma voz feminina atendeu:

 

            -Alô...

 

            -Hatts, novamente aquele maldito repórter publicou uma foto minha com uma declaração inverídica! Você não disse que iria falar com o editor da revista, para isso não se repetir?

 

            Elaine Hatts sabia que quando Karla a tratava pelo último nome, ela estava furiosa com ela, mesmo que o tom de voz fosse enganosamente doce, como agora. Isso só prenunciava uma explosão de temperamento, o que a fez respirar fundo.

 

            -Eu já vi essa foto, Karla. E vou renovar o meu pedido.

 

            -Pedido?! Não, você tem que exigir! Pedidos não adiantam com essa revistinha de merda! Eu quero que esse repórter seja despedido, sem nenhuma contemplação! Ou eu processo essa revista ridícula!

 

            -Karla, sabe bem que não podemos fazer isso. Se tivéssemos que processar todas as revistas que escrevem mentiras sobre sua vida pessoal, teríamos que processar quase todas!

 

            -Então, processe todas!

 

            -Calma, Karla. Não podemos fazer isso.

 

            -E por que não?!

 

            Elaine suspirou.

 

            -Karla, as revistas publicam muitas mentiras a seu respeito. Mas também muitas delas publicam verdades. E se você mexer nessa merda toda, muita verdade vai vir à tona e você não vai poder negá-las. Você sabe, isso seria pelo menos muito... embaraçoso para você.

 

            -Merda! O que você quer dizer, o fato que eu gosto de mulher? Posso citar várias celebridades como eu que o público reconhece como tal e continuam fazendo sucesso!

 

            -Karla... mas nenhuma age como você. Gostaria que seu público soubesse que você leva para a cama toda mulher que a interessa? Que você faz orgias com até três mulheres ao mesmo tempo? Que tem uma mulher diferente toda semana?

 

            -Bem... não, mas...

 

            Elaine sentiu a indecisão na voz de Karla e seguiu em frente, sabendo que já havia acalmado o ímpeto da temperamental cantora:

 

            -Quer saber o que penso? É até salutar esse repórter escrever que você anda com homens. Isso não afasta os fãs masculinos de seus shows.

 

            -Mas... dizer que eu levei para a cama Patrick Cool! Isso é demais! Todo mundo sabe que ele, além de ser homossexual, é viciado em drogas e envolvido com a máfia! E isso é demais, mesmo para mim! Sabe muito bem que não ando com bandidos! Ele está respondendo a um processo por violentar um garoto!

 

            -Então, por que você tirou uma foto ao lado de uma pessoa tão comprometedora?

 

            -Ele estava perto de mim, quando cheguei para a festa! Um fotógrafo pediu uma foto de nós dois juntos e ele abraçou-me pela cintura, foi tudo muito rápido! Inclusive, ele estava acompanhado pelo seu novo gigolô!

 

            -Lamento, Karla, mas o mal está feito... o que você pode fazer é convocar a imprensa e dizer que a sua ligação com Patrick é uma mentira.

 

            -Não vou fazer isso! Se eu desmentir, vou dar mais foco ao assunto! E o filho da puta vai ter promoção às minhas custas!

 

            -O que eu concordo inteiramente. Deixe isso para lá, Karla... é apenas uma mentira que vai ser esquecida pelos seus fãs.

 

            -Mas eu exijo que você fale novamente com o editor! Diga que da próxima vez, eu processarei a revista!

 

            Elaine suspirou.

 

            -Verei o que posso fazer... mudando de assunto, lembre-se que você tem que estar em Hollywood depois de amanhã, para iniciar a gravação de seu novo clip.

 

            -Eu sei, não esqueci isso...

 

            -Seu vôo está marcado para as dez horas da manhã, já falei com Peter. O helicóptero a pegará em sua casa, como sempre.

 

            -Ok, estarei pronta.

 

            A voz de Elaine soou com dúvida.

 

            -Estará mesmo? Na última vez, ele teve que esperar você acordar e se aprontar, depois de uma noitada. Tente evitar dormir tarde dessa vez, ok?

 

            Karla riu, sabendo que Elaine estava sendo agora mais a amiga que sua agente.

 

            -Não se preocupe, Elaine, tudo sairá bem. Bye.

 

            Karla desligou o telefone e respirou fundo. Elaine, como sempre, era seu equilíbrio. Sem ela para ponderar suas decisões, meteria os pés pelas mãos. Ela era sua amiga desde os tempos duros, quando cantava em um bar de quinta categoria para sobreviver. Havia subido para a fama usando seu corpo, sendo amante de quem podia ajudá-la em sua carreira. E Elaine sempre a apoiando, em suas noites de depressão, cansada de pertencer a homens que não desejava. Havia vencido se entregando a três homens: o dono da banda com quem aprendeu a cantar, o produtor musical que gravou seu primeiro disco e um conhecido empresário que a projetou como estrela, arranjando patrocínio para os seus shows iniciais em casas noturnas de prestígio.

 

            Quando se tornou famosa, Elaine passou de sua secretária para empresária exclusiva e agora era a única pessoa em quem confiava.

 

            Mesmo quando era amante desses homens, Karla não havia resistido ao seu desejo por mulheres. Nunca escondera isso de seus amantes e eles não se importavam de dividí-la com as mulheres na mesma cama, desde que eles participassem. É claro que muitas vezes Karla havia escapado desse jogo em saídas noturnas com mulheres, sem o conhecimento de seus amantes. Mas ela sabia que nenhuma mulher que verdadeiramente a amasse a dividiria com um homem. Então, sua relação com as mulheres nunca passava de aventuras de curta duração, sem sentimentos envolvidos. E agora, mesmo não se entregando mais a um homem, continuava com suas aventuras sem envolvimento emocional.

 

 A sua subida para a fama a havia tornado uma mulher cínica, sem acreditar em relações sérias. Amor? Uma ilusão romântica, nos dias atuais. Em seu mundo, o que valia era o poder, a fama, o dinheiro. Agora, ela tinha tudo isso. Possuía sua própria gravadora, produzia seus próprios shows, escolhia quem deveria trabalhar para ela. O seu público era fiel, seus discos vendiam bem, seus shows lotavam estádios. A sua fortuna crescia a cada ano, sendo bem investida em bons investimentos. O que podia desejar mais?

 

            Bem... que a imprensa a deixasse em paz. Mas sabia que isso era impossível. O seu nome vendia revistas e jornais, sua aparição na tv despertava interesse. O melhor era não se importar com o que comentavam sobre sua vida e não deixar de fazer o que gostava.

            Karla sorriu a esse pensamento. Há quatro dias não saía à noite, recuperando-se de sua turnê pelo país. Há uma semana não tinha dormido com uma mulher. Estava em tempo de ter um pouco de diversão.

 

 

llllllllllllllllllllllllllll

 

 

            Renee Custon suspirou e olhou para o roteiro em suas mãos, pousando-o sobre a mesa. Havia mais uma vez lido tudo, certificando-se que ele estava sem nenhuma falha, pronto para ser seguido. Ela era perfeccionista, não gostava de improvisar nada, por isso era uma das melhores diretoras de clips musicais. Gente como George Michael, Cher, Eurythmics, Prince e muitos outros cantores famosos requestavam o seu trabalho para a produção de clips. Em seu escritório ostentava orgulhosamente dois prêmios Emmy e MTV por seu trabalho. Ela era, aos vinte e nove anos, um sucesso. Tinha sua própria produtora, associada com seu noivo, o produtor Evin Phills.

 

            Renee estava nervosa. Já havia trabalhado para pessoas famosas, donas de egos do tamanho do país, mas agora estava intimamente receosa da personalidade de Karla Wings. Já havia ouvido falar que ela era extremamente egocêntrica, temperamental, exigente, criadora de confusão e uma devoradora de homens e mulheres. O diretor do último clip que ela havia feito havia baixado no hospital, com o nariz quebrado por um soco da cantora. Ele havia sido substituído por outro escolhido por ela, para a conclusão do clip.

 

            Como seria trabalhar para uma pessoa assim? Seria um verdadeiro inferno, mas não podia recusar o contrato assinado por Evin. Karla Wings estava pagando o dobro sobre o preço normal para esse trabalho. Naturalmente, ela sabia que nenhum produtor de prestígio iria aceitar trabalhar com ela, depois do que havia acontecido. E por isso, estava pagando o dobro do preço cobrado pela Artist e se resguardando com uma cláusula que forçava a produtora a pagar cem mil dólares de multa, se rompesse o contrato.

 

            Esse trabalho seria um verdadeiro desafio. E Renee tinha que aceitá-lo. A produtora ia bem, mas não podia se dar ao luxo de pagar uma multa nessa quantia. A Artist era uma produtora nova, com apenas um ano de vida no mercado. Havia sido um investimento que consumira mais da metade dos recursos financeiros que Renee possuía, e todas as economias de Evin.

 

            Ela suspirou preocupadamente. Bem, iria engolir muito sapo, mas não abandonaria o barco. O seu futuro e o de Evin dependia de vencer esse desafio.

 

            -Espero que pelo menos ela não tente conquistar-me... - sussurrou Renee, mais para ela mesma.

 

            -Ei, Ren, agora deu para falar sozinha?

 

            Renee voltou a cabeça precipitadamente, olhando para Evin, que entrou sorridente. Ele a beijou no rosto e se jogou na cadeira diante dela.

 

            Ela o fitou séria, com seus olhos verdes. Evin era um homem jovem e muito bem apessoado. Alto, magro, com uma atraente cabeleira loura cortada impecavelmente, olhos castanhos quase verdes, feições finas. Evin era um tipo que parecia elegante numa simples calça jeans ou em um terno caro. Ele era filho de uma das mais tradicionais famílias de Boston e sua elegância era de berço. Renee se sentia lisongeada por ele tê-la escolhido como noiva e se orgulhava de ser vista ao seu lado.

 

            -É, estou conversando comigo mesma, pensando como enfrentar o desafio de trabalhar para Karla Wings - Ela respondeu, com voz desanimada - Você confiou demais em minha capacidade de lidar com gente desse tipo. Ela é confusão pura, Evin! A única coisa que não se pode falar mal dela é sobre seu talento para cantar e compor!

 

            Evin riu, fitando-a maliciosamente.

 

            -Você está se esquecendo de outra qualidade dela...

 

            -Qual? - Perguntou ela, franzindo o cenho.

 

            -Sua grande beleza. Karla foi considerada em recente pesquisa da People como uma das mais belas mulheres do show-business.

 

            -Oh!... entre quantas da seleção?

 

            -Entre dez, Ren... ela venceu muita mulher bonita...

 

            -Humph! Preferia que ela tivesse sido selecionada entre as dez mais simpáticas! Não vai ser fácil trabalhar com ela, do jeito que é.

 

            -Oh, acredito que ela não vai tratar você tão mal... - Disse Evin, dando uma risada - Ela adora uma bela mulher e você é muito linda, Ren!

 

            Renee ficou vermelha até a raiz dos cabelos. Olhou para o noivo desconcertada.

 

            -Evin! O que está pensando de mim?! Acha que vou dar confiança a ela?!

 

            -Oh, não, minha querida... sei a mulher que tenho. Mas ela é uma lésbica, então vai tentar conquistar você, e com isso, ela vai tratá-la bem...ela não vai querer brigar com uma mulher que a interessa. E enquanto ela tenta conquistá-la, sendo um anjo de pessoa, você faz o seu trabalho.

 

            Renee o fitou indignada.

 

            -Evin, não posso acreditar que você está contando com isso! Que está pensando que eu vou fazer esse jogo! Tenha certeza que na primeira insinuação dela para mim, eu vou colocá-la em seu devido lugar!

 

            Evin a fitou subitamente sério. Ele pegou em sua mão, apertando-a.

 

            -Estou só brincando para descontraí-la, amor! É claro que você não vai aceitar as insinuações dela . Acima de tudo, ela é uma profissional. E ela tem tanta facilidade em suas conquistas, que não vai perder tempo com uma mulher difícil de conquistar como você. Eu sei que você vai rechaçar os avanços dela, se houver.

 

            Renee sorriu maliciosamente, colocando-se de pé.

 

            -Não tenha tanta certeza sobre mim, querido. Quem sabe se eu enlouqueço e o troco por um sapatão desequilibrado e cheio de vento?

 

            Eles dois riram e se abraçaram. Evin beijou-a com fome e Renee sabia que aquela noite Evin iria dormir em seu apartamento.

 

 

llllllllllllllllll

 

 

            Karla ergueu o seu copo, levando-o aos lábios, e tomou um largo gole, olhando para a mulher. Ela era interessante. Loura, alta, elegante no vestido negro longo.

 

            Fazia mais ou menos uma hora que havia chegado na festa de seu amigo Doug. A noite estava quente e a maioria dos convidados estavam em volta da piscina, dançando, conversando, bebendo ou simplesmente atracados em beijos e carícias ousadas, sem se importarem com os outros presentes à festa.

 

Karla sabia como as festas de Doug acabavam. Sempre havia um show para os convidados com duas mulheres dançando nuas e se alisando, assim como dois homens fazendo o mesmo. O final do show consistia nos dois casais do mesmo sexo deitando-se no chão e fazendo sexo ao vivo para os convidados. Isso era o estímulo para o início de uma orgia. Era uma festa fechadíssima, somente para pessoas selecionadas e discretas, que concordassem com o jogo antecipadamente.

 

            Ela já havia participado dessas orgias, mas sempre somente com mulheres. Depois de umas três vezes, a novidade perdera o sabor e preferia estar apenas com uma mulher. Com tantas, acabava perdendo sua concentração e nem sabia quem a estava tocando.

 

            A loura a encarou e sorriu. Karla sorriu também, erguendo seu copo em um brinde. Gostava de flertar, admirar sua presa até tomar a iniciativa de abordá-la.

 

            Mas dessa vez, a sua presa é quem veio ao seu encontro, num andar sensual. Ela parou diante de sua mesa e perguntou, ronroneando:

 

            -Posso me sentar em sua mesa?

 

            Karla sorriu maliciosamente.

 

            -O prazer será todo meu. Por favor, sente-se.

 

            A loura a encarou.

 

            -Você é linda, Karla. Mais que nas fotos e clips que vi.

 

            -Oh, estou magoada...

 

            A loura a fitou surpresa.

 

            -Por que?

 

            -Isso significa que não sou fotogênica.

 

            A loura deu uma risada, olhando-a da cabeça aos pés.

 

            -Você fica muito bem de couro.

 

            Karla olhou para seu próprio corpo, coberto por uma colante calça e top de couro negro. Tornou a olhar para a loura, sorrindo.

 

            -Você gosta?

 

            -Muito. Você fica exótica e sensual.

 

            -Obrigada. Você também está muito sensual nesse vestido.

 

            Karla ergueu-se, acabando com um trago o resto do uísque.

 

            -Vamos?

 

            A loura a fitou surpresa.

 

            -Onde?

 

            Karla a fitou com um olhar divertido.

 

            -Para o quarto, ou quer trepar aqui no meio de todos?

 

            A loura ergueu-se, confundida.

 

            -Mas... nem nos apresentamos...eu sei quem você é, mas...

 

            -Você sabe quem sou, e isso já é o bastante. Então, vamos?

 

            -Bem... onde é o quarto, em sua casa?

 

            Karla deu uma risada curta.

 

            -Não, o quarto é nessa casa mesmo. Doug deu-me a chave de um dos quartos da casa, somente eu o uso.

 

          -Oh! Você não perde tempo, não é?

 

            Karla sorriu para ela, pegando-a pela mão.

 

            -Vamos, estamos perdendo tempo.

 

            A loura a seguiu entusiasmada. Ia para a cama com a famosa Karla Wings. Suas amigas não iam acreditar, quando contasse. Ela, uma simples corista de shows.

 

            Karla a levou para o interior da luxuosa casa e a conduziu a um quarto no segundo pavimento, no final de um longo corredor decorado com caros objetos de arte e quadros. Karla abriu uma porta com uma chave que tirou do bolso e fez um gesto com a mão para a loura entrar.

 

            A loura olhou em volta, impressionada com o luxuoso quarto. Mas não pôde observar muito. Karla a puxou contra seu corpo e a beijou rudemente.

 

            Com mãos práticas, Karla desnudou a mulher e tomou seus seios na boca alternadamente, sugando os bicos. A loura gemeu de prazer, mas Karla afastou-se e se desnudou rápido. A loura olhou para o corpo de alta estatura, perfeito, o belo rosto de maçãs altas, os magnetizantes olhos azuis, a boca perfeita, os cabelos negros e longos caindo pelos ombros como seda. Era uma visão impressionante.

 

            -Oh, Deus! Você tem um corpo perfeito! - Não  pôde evitar dizer.

 

            Karla sorriu, apoiando-se na parede, com um pé sobre a cama, de pé.

 

            -Venha provar o que disse.

 

            A loura aproximou-se como que hipnotizada, olhando aquela beleza toda sendo oferecida. Tentou abraçar Karla, mas ela a empurrou  para baixo com as mãos.

 

            -Ajoelhe-se e me mostre seu desejo por mim.

 

            A loura fez tudo que Karla ordenou. Mas ela saiu do quarto duas horas depois com certa frustração. Karla tinha limites sexuais. Ela negara-se a retribuir o sexo oral. O único modo que Karla usara para lhe dar prazer havia sido com um objeto artificial preso a seu corpo. E para completar, depois a havia friamente despedido, dizendo que queria dormir.

 

            "Ela usa as pessoas para ter prazer como gosta, mas não dá o prazer que a gente quer"- pensou a loura, decepcionada - "mas não importa, posso dizer que tive Karla Wings numa cama".

 

            Depois que a mulher saiu, Karla foi para o banheiro e tomou uma longa ducha, tirando o cheiro do corpo da mulher do seu. Era sempre assim. Depois de satisfazer seu desejo, tinha nojo do que havia feito. Havia tido sexo com uma estranha. Nesses tempos de Aids, não se arriscava a fazer sexo oral em ninguém. Se sua parceira se arriscava em fazer sexo oral nela, o risco era da mulher, não seu. Verdade seja dita, Karla era totalmente saudável. E pretendia continuar sendo, fazendo sexo seguro.

 

            Ela suspirou. Muitas vezes pensava que seria bom ter uma mulher constante, que fosse só sua, com quem pudesse ter sexo sem restrições. Mas no meio que vivia, com sua fama e dinheiro, só encontrava mulheres oportunistas, que se entregavam à ela por curiosidade, por interesse em desfrutar da sua boa vida, pelo orgulho de ter ido para a cama com a famosa cantora, ou simplesmente devido sua beleza. Nada profundo, só uma troca de interesses.

 

            O sono a venceu e Karla adormeceu pesadamente, cansada.

 

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Continua na parte 2

 

 

 

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