Prima Donna

Parte 5

 

      A manhã se arrastou para Petrouska. Ela recusou o convite de seu pai, que saiu para almoçar com várias pessoas ligadas à ópera La Traviata, e que depois iria ser entrevistado por um crítico de tv. Ela comeu seu desjejum rapidamente, preocupada com a roupa que iria vestir, o perfume, o cabelo. E à uma da tarde, já estava pronta,   na recepção do hotel, aguardando o táxi que o recepcionista pediu.

 

        O táxi chegou em poucos minutos e ela deu o endereço.Ela tinha a opção de ir de balsa para Statten Island, mas ela preferiu o táxi, que era mais rápido. Assim o carro pegou a auto estrada 278 e atravessou a Verrazane Narrows Bridge  e em menos de vinte minutos parava diante de uma bela casa, na Forest Avenue, que ficava bem diante do Silver Lake Park, um imenso  parque arborizado com lago e árvores, dando um clima de paz  ao lugar.

 

      Petrouska pagou a corrida e saltou, respirando o ar fresco, fitando a casa com certa hesitação. Olhou para seu relógio de pulso. Havia chegado antes da hora marcada. Seria deselegante isso? Olhou para as próprias roupas. Estariam adequadas? Depois de muita indecisão, havia optado por uma blusa de seda verde de mangas compridas, uma calça comprida marron café e botas negras de salto alto.Com passos inseguros, de dirigiu para a porta de entrada, subindo os cinco degraus que levavam à uma aconchegante varanda com cadeiras de ferro batido esmaltadas de branco. Ela apertou a campainha e momentos depois, Gina em pessoa abriu a porta, com um sorriso luminoso.

 

        Ficaram se fitando em silêncio. Petrouska olhou para aquele rosto que  a perseguia em seus sonhos e momentos de solidão, sem voz. Gina estava mais linda que nunca, com os cabelos soltos, vestida com short e blusa branca de algodão, mostrando as pernas bronzeadas, longas e fortes.

 

        Os olhos de Gina a percorreram sem disfarce e Petrouska enrubesceu, sentindo seu coração bater mais apressado. Os olhos tornaram a subir e se fixaram nos seus, o sorriso radioso fazendo-a ficar mais linda ainda.

 

        -Olá, Petrouska...seja bem-vinda – Disse, com sua voz enrouquecida, aveludada, afastando-se para o lado, para deixar Petrouska passar – Entre...

 

        Petrouska passou por ela, sentindo o suave perfume que ela irradiava. Viu-se numa sala aconchegante, com poltronas de cores suaves, moveis de mogno e paredes em tom pastel. No centro da sala, embutida numa parede de tijolos vermelhos,  uma lareira, e sobre ela, um quadro de bucólica cena campestre.

 

        Voltou-se, depois da mirada rápida no ambiente. Gina passou a chave na porta e voltou-se para ela, com um olhar que fez suas pernas ficarem fracas.

 

        -Sente-se, Petrouska...quer tomar um drink? Um copo de vinho branco, um martini, ou  um refrigerante?

 

        Petrouska  sorriu, se sentando numa das poltronas, sentindo o coração aos saltos no peito. Mas sua voz conseguiu sair firme:

 

        -Vou aceitar o vinho.

 

        -Tudo bem. Vou pegar então uma garrafa.

 

        Gina foi até a cozinha pegar o vinho que já estava gelando e voltou com a garrafa em um balde de gelo e duas taças, numa bandeja. Depositou sobre a mesinha de centro  e encheu as duas taças, entregando uma a Petrouska. Sentou em uma poltrona ao lado  da sua, cruzando as pernas esculturais.Petrouska quase deixou a taçla cair, fitando aquelas pernas belíssimas.

 

        -A que vamos brindar? – Perguntou, tentando disfarçar seu nervosismo.

 

        Gina ergueu a taça, fitando-a nos olhos com um sorriso sensual.

 

        -Ao amor, Petrouska. Existe brinde melhor?

 

        Petrouska sentiu o rosto queimando. Sorriu, pensando como Gina conseguia mexer com suas emoções apenas com seu olhar.

 

        -Tem razão. Ao amor.

 

        Bebeu um gole e olhou em volta, fugindo daqueles olhos perturbadores que a fitavam atentos.

 

        -Está muito bem instalada aqui, Gina. É um lugar e uma casa adoráveis.Adoro um lugar arborizado e calmo, como esse.

 

        -Que bom que gostou, Petrouska. Eu aluguei essa casa para receber as pessoas a quem admiro e gosto.

 

        Petrouska tornou a fitá-la, agora já mais calma.

 

        -Então, sinto-me honrada em estar incluída entre essas pessoas. Eu também a admiro muito, Gina.

 

        Ela sorriu com ar malicioso, os dedos longos brincando com a borda da taça.

 

        -Verdade? Mas admira-me como artista, ou como pessoa? Não, não responda. É claro que me admira apenas como artista. Como pessoa, não me conhece. Gosta do meu desempenho na ópera La Traviata, Petrouska?

 

        Petrouska a fitava admirando os dentes alvos e perfeitos, o nariz aquilino, que em outra mulher não seria considerado perfeito, mas que nela era um detalhe que a tornava mais atraente, os malares pronunciados, a pele dourada e acetinada. Mas os olhos, sem dúvida, dominavam o rosto. Eram belos, enigmáticos e magnetizantes. Foi com esforço que compôs sua mente para dizer com sinceridade:

       

        -Você é a própria Violetta Valèry para mim, Gina. Verdi, se fosse vivo, lhe diria isso. Meu pai tem dvds de você em várias óperas e eu já vi todas. Adorei você na ópera O Barbeiro de Sevilha, na ária Una Voce Poco Fa, como Rosina, você está maravilhosa. Mas como Violetta Valèry você está insuperável! Você é ela!

 

        Gina riu, uma risada musical, que soou deliciosamente nos ouvidos de Petrouska.

 

        -Dio mio, sou tão diferente dela! Violetta Valèry era uma prostituta de luxo, mantida pelos amantes! Não sei se fico ofendida ou envaidecida pelo que disse!

 

        Petrouska empalideceu, dizendo em pânico:

 

        -Não quis ofendê-la, Gina! Eu a admiro muito como pessoa também! Eu... eu apenas acho que encarna Violetta Valèry com tanta perfeição, que até parece ser ela! E Violetta foi uma vítima do destino! O amor a purificou!

 

        -Não fique nervosa, Petrouska! – Disse Gina, ainda rindo, percebendo o estado da garota – Eu entendi o que queria dizer, estava apenas brincando, tentando descontraí-la!Na verdade... acho que tenho algo de Violetta, agora que falou nisso.

 

        Petrouska respirou fundo, aliviada. Sorriu.

 

        -Ah, il amore! Croce e delizia… delizia al core…cantarolou Gina, sorrindo – Pena que poucas pessoas dão o devido valor à esse sentimento. Pelo menos, no meio que vivo percebo isso. É tudo mais um jogo de interesses.

 

        Petrouska tomou coragem e resolveu ser mais direta, sem aqueles jogos que Gina parecia estar fazendo com ela:

 

        -Nunca amou então, Gina? Ou melhor, não está apaixonada, atualmente?

 

        Ela a encarou, subitamente séria. Bebeu um gole do vinho e falou com sua bela voz:

 

        -É uma pergunta muito íntima. Posso responder, mas em troca, pergunto: Está apaixonada por Douglas Forlan?

 

        Petrouska a fitou surpresa pela pergunta. Gina agora estava com aquela expressão enigmática, que escondia suas emoções.

 

        -Não presenciou o que  eu disse à ele? Que não queria nada com ele?

 

        -Pode ter sido por uma briga que tiveram.Uma garota nova como você age impensadamente numa hora, e em outra já está arrependida. É natural, na sua idade.

 

        -Bem, Gina, o que diz pode ser verdade. Muita gente, principalmente os jovens, têm suas inseguranças. E eu tive as minhas, mas já as ultrapassei. Douglas foi apenas uma tentativa de eu tentar abafar uma paixão por outra pessoa.

 

        -Oh!... e conseguiu? – Perguntou Gina, erguendo as sobrancelhas.

 

        -Não, por isso  e outras coisas que terminei com ele. Bem, agora é sua vez de responder a pergunta que fiz...

 

        Gina se ergueu e foi até uma estante. Pegou um cd e colocou em um som portátil sobre a mesinha. Colocou bem baixinho, para não incomodar a conversa. Voltou a sentar ao seu lado, enchendo a taça de vinho novamente. Ela estendeu a garrafa para Petrouska, que recusou em um gesto.

 

        -Adoro ouvir essa ária da ópera Lakme, de Delibes. Não sei se você assistiu o filme Fome de Viver, com a belíssima Catherine Deneuve e Susan Sarandon.Essa música fez fundo à cena de amor delas, e eu já gostava dessa música antes... mas depois que vi o filme, sempre a associo à cena delas.

 

        Petrouska a fitou com o coração acelerado. Seria esse comentário uma indicação sobre a sexualidade de Gina? Ela gostara da cena de amor de duas mulheres!

 

        -Fale-me sobre você, Petrouska. Do que gosta, do que não suporta.Quero saber o que pensa – Disse Gina, tomando um gole de vinho e a fitando de uma maneira felina.

 

        Petrouska sorriu, encarando-a.

 

        -Não é justo. Eu respondi à sua pergunta, mas você não respondeu à minha, e ainda quer que eu fale sobre mim.

 

        -Eu vou responder. Mas primeiro, me fale, Petrouska. Estou muito curiosa sobre você.

 

        -Está bem.

 

        E Petrouska falou sobre sua infância com o pai, a exigência dele em fazê-la uma pianista, depois uma violinista. Sua paixão pela pintura, os pintores de sua predileção. Falou sobre a casa que moravam em Genève, a vontade de libertar-se da autoridade do pai e dedicar-se ao que realmente tinha paixão, a pintura.

 

        Gina a ouvia com um olhar atento e grave. Quando parou de falar, ela comentou em tom avaliador:

 

        -Então, é uma pintora e quer seguir essa atividade...tem uma relação tensa com seu pai, e uma vida muito solitária, sem amigos...e ainda é forçada a tocar violino. Bem, acho que deve seguir sua inclinação, Petrouska. Mas não despreze a música erudita. Também é uma arte linda.

 

        -Eu não desprezo a música erudita, nem minha função de tocar violino, Gina. Mas eu quero me dedicar à pintura como minha carreira principal. Eu gosto de ouvir e tocar música, mas na orquestra de meu pai eu me sinto oprimida pelas pressões dele. Eu até posso conciliar a pintura e a música, mas tocando em outra orquestra, sem a ditadura de meu pai.

 

        -Sua mãe era de que nacionalidade, Petrouska?

 

        -Russa, como meu pai. Eles fugiram da Russia antes de eu nascer. Minha mãe era bailarina do Kirov. Por isso, deu-me o nome de Petrouska, o balé que ela mais gostava.

 

        Gina sorriu.

 

        -É um nome lindo, como você.

 

        Petrouska a fitou enrubescida.

 

        -Lindo como eu? Acha-me linda? Tenho um rosto tão comum...

 

        -Não, absolutamente. Seu rosto não é comum. Seus traços eslavos estão impressos nele.Os olhos amendoados e verdes, são impressionantes.

 

        Petrouska sorriu.

 

        -Talvez aqui eu seja diferente.Mas na Russia meus traços são comuns. Você sim, que tem um rosto único. Um olhar enigmático,que sugere mistérios.

 

        Gina a fitou com um delicioso ar de malícia.

 

        -“Decifra-me ou te devoro”. Não é isso que a lenda diz que a  esfinge no deserto do antigo Egito dizia, a quem passava por ela? Pois pode decifrar-me, Petrouska.Com quem quero, meu enigma se desfaz.

 

        -Oh! Então, responda: está apaixonada?

 

        Sem deixar de fitá-la nos olhos, Gina respondeu calmamente, com sua voz profunda:

 

        -Estou.

 

        -E... por quem? Posso saber?

 

        -Será que devo dizer? Aceitará a verdade?

 

        Petrouska a fitou intensamente, o coração dando saltos no peito.

 

        -Aceitarei qualquer verdade sua, Gina.

 

        Ela sorriu, erguendo as sobrancelhas.

 

        -Mesmo? Por que?

 

        Petrouska encheu-se de coragem. Era agora, ou nunca.

 

        -Porque eu estou apaixonada por você, Gina. E nada do que disser, me chocará.

 

        O olhar de Gina brilhou, como se uma chama o acendesse. Ela se ergueu, estendendo a mão para Petrouska, com um olhar que fez a garota sentir um arrepio correr pela sua espinha dorsal e ir morrer em seu sexo.

 

        -Venha cá...

 

        A voz soou gutural, como se ela fizesse esforço para falar. O rosto sério, os olhos lampejando sentimentos que Petrouska não se atrevia a decifrar. Petrouska segurou a mão dela e se ergueu, trêmula de emoção. O contato provocou uma reação em seu corpo como uma corrente elétrica saísse da  mão  de Gina e a percorresse.

 

        Ela a puxou pela mão, fazendo-a aproximar-se até seus corpos se tocarem. Ela ergueu o rosto de Petrouska com a mão livre e a fitou de bem perto, a respiração quente  batendo no rosto de Petrouska.

 

        -Petrouska... minha paixão... – Sussurrou.

 

        Petrouska a fitava imóvel, enlevada, mal acreditando no que aquela boca dissera. Não era verdade. Era um sonho. Um sonho que a atormentara dia após dia.

 

        Os olhos de Gina se semi-cerraram, deixando mostrar uma paixão que atordoou Petrouska mais ainda.As mãos pousaram em seus ombros, cariciosas.

 

        -Beije-me, Gina... – Gemeu Petrouska – Não aguento mais...

 

        Ela fechou os olhos e entreabriu os lábios, esperando.

 

        Gina baixou o rosto lentamente, olhando enlevada aquele rosto inocente à sua espera, admirando cada traço, onde a paixão estava impressa.

 

        Impaciente, Petrouska passou os braços pelo pescoço de Gina e  a puxou contra seu rosto, os lábios se unindo, frementes.

 

        Foi como uma explosão. Petrouska sentiu-se inundada por uma emoção violenta, que a fez apertar os braços em volta do pescoço de Gina , os lábios se espremendo com ardor, os dentes de Gina mordiscando-os, sugando, depois a língua quente penetrar em sua boca e encontrar a sua, se tocando, acariciando, sugando, em um beijo eletrizante. Petrouska sugava a doce saliva dela como um náufrago sedento, e a sentia estremecer em seus braços, as mãos deslizarem por suas costas, pelas suas nádegas, uma coxa se intrometendo entre as suas, o corpo mexendo sensualmente. 

 

        Quase perdendo o fôlego, as bocas se separaram. Gina a fitou com uma paixão intensa no olhar, respirando entrecortadamente.

 

        -Petrouska...estou louca por você...seja minha agora... – sussurrou.

 

        Petrouska a fitou apaixonadamente, tremendo de desejo.

 

        -Gina... já esteve com uma mulher na cama?

 

        -Sim.Com várias. Isso a incomoda, Petrouska?

 

        -Não, Gina...mas você é a primeira, para mim... ensine-me a te amar...possua-me... eu desejei isso tanto... não me faça esperar mais... – Declarou, baixinho.

 

        Gina sorriu, acariciando seus seios sobre a blusa.

 

        -Eu vou ensinar a você, Petrouska... como amar uma mulher...entregue-se toda... sem barreiras...

 

        Petrouska a encarou com decisão.

 

        -Eu quero que me possua completamente, Gina. Quero que me faça mulher, hoje, na minha primeira vez. Eu quero que seja você quem vai tirar minha virgindade.

 

        Gina a fitou surpresa.

 

        -Você é virgem?! Pensei que tinha experiência com um homem!...Quer mesmo isso, Petrouska? Está segura disso? Não quero que se arrependa depois e me culpe...

 

        Petrouska a beijou ardentemente e depois a fitou decidida.

 

        -Eu estou completamente segura do que quero, Gina. Por favor, faça-me mulher.

 

        -Está bem, Petrouska... eu vou fazer o que quer...será um privilégio, para mim, um presente que não sei se mereço.

 

        -Gina, eu quero que seja você, porque é por quem estou apaixonada.

 

        -Tudo bem, Petrouska...venha – Disse, tomando sua mão.

 

        De mãos dadas, Gina a levou para o quarto principal da casa, no segundo pavimento.. Era um quarto espaçoso, com uma grande cama, as paredes decoradas com papel de parede com flores brancas sob fundo azul, um tapete espesso também azul, mas de tonalidade mais clara.

 

        Petrouska foi levada até ao lado da cama e Gina a beijou ardentemente, as mãos vindo para sua blusa, começando a desabotoá-la.Suas bocas se sugavam, mas as mãos habilidosas de Gina desabotoaram os botões facilmente e quando Petrouska percebeu, ela estava descendo a blusa de seus ombros. Ela afastou-se  e acabou de tirá-la, olhando para os seios de Petrouska cobertos pelo sutian de renda negra. Ela a abraçou, colocando as mãos no fecho atrás, e o desabotoou. Afastou-se e fitou com fome os seios pequenos, de tom cremoso, com pequenas auréolas rosadas e biquinhos duros, mostrando a excitação de Petrouska.

 Petrouska estremeceu quando a peça saiu de seu corpo, e ainda mais com o olhar de Gina.

Gina respirou fundo para acalmar seu coração e prosseguiu, abrindo a fivela do cinto de Petrouska e depois baixando o fecho da calça. Ela se ajoelhou, descendo a calça até o chão e depois erguendo o rosto para a calcinha de renda negra. Ergueu os braços e colocou os dedos na cintura da calcinha, baixando-a lentamente. O triângulo de pelos alourados surgiu, com pelos cuidadosamente aparados, fazendo a boca de Gina encher de água, pensando em sugar aquele sexo atraente. Mas conteve-se, admirando as coxas fortes e rosadas. Ela ergueu-se lentamente, olhando aquela deusa diante dela. 

-Você é tão incrivelmente linda, Petrouska – Disse, reverentemente, suas mãos alisando as pernas, as coxas, até se firmarem na cintura da garota.

Petrouska a fitou intensamente.

-Eu adoro ouvir você dizer meu nome. Soa mais bonito, mais sexy...mas agora, quero também ver seu corpo, Gina...

Gina a beijou ardentemente e se afastou, fitando-a ofegante.

-Pode despir-me, Petrouska... estou aqui para você...

Petrouska não esperou mais nada. Suas mãos começaram a despir Gina com ansiedade, os olhos brilhando como uma criança abrindo um presente. Desceu a blusa pelos ombros, desabotoou o short e o desceu junto com a calcinha, fazendo Gina sorrir da evidente ansiedade da garota.

Deixou-a descer as peças até o chão e se livrou delas, dando um passo para o lado. Petrouska contemplou aquele corpo atraente, de musculatura levemente definida, dourado de sol. Gina tinha seios médios, de auréolas de um rosa mais vivo que os seus, quase marrons, abdômem definido, ventre chato, sem uma grama a mais de gordura, e seu sexo de pelos negros e sedosos entre as coxas longas e  musculosas, como de uma  atleta. Ela tinha uma grande carga de atração e Petrouska se sentiu como uma agulha a impelindo para aquele poderoso imã.

Ela se ergueu e abraçou o corpo quente, macio e perfumado, que também se colou ao seu. Gina tomou seu rosto entre as mãos e a beijou na boca com desejo louco.Os corpos se apertavam um contra o outro, cheios de desejo. Gina enfiou uma coxa entre as de Petrouska e movimentou-a oscilando o corpo sensualmente, sentindo o sexo molhado de Petrouska roçando em sua coxa evidenciar o seu desejo.

Gina deitou Petrouska transversalmente na cama, deitando sobre ela, mas se apoiando nos cotovelos. Petrouska abriu as pernas, permitindo Gina entre elas, movendo os quadris para cima, louca de desejo.

A mão de Gina desceu pelo seio direito da violinista, burilando o biquinho já duro, ouvindo o gemido de prazer Petrouska. Ela desceu a cabeça e tomou o outro biquinho na boca, lambendo, mordiscando, sugando, enquando a mão desceu mais, passando pelo corpo cariciante até alcançar os pelos pubianos, alisando.

-Abra-se para mim, Pet... – Disse Gina, o dedo médio acariciando o pequeno  e molhado clitóris que pulsava de desejo.

Petrouska abriu as pernas o máximo que podia, ansiosa para sentir Gina tomá-la toda.Os dedos de Gina acariciaram toda extensão de seu sexo, brincaram na abertura, sem entrar, voltaram ao clitóris,  arrancando gemidos de prazer de Petrouska, que estava enlouquecida de paixão.

-Gina! Oh, estou louca! Que bom… não pare, não pare, não pare...

 

Gina desceu pelo corpo dela, beijando tudo, lambendo, dando chupões, enfebrecida pelas palavras de Petrouska. Parou com a cabeça entre as coxas deliciosas e olhou para cima, alisando as coxas com as mãos. Petrouska estava com a cabeça jogada para trás, os olhos fechados, a boca aberta, respirando em arrancos, as mãos agarrando a colcha da cama e a torcendo.

 

Gina não se conteve mais. Pegou as pernas de Petrouska e as colocou nos seus ombros, e tomou o sexo palpitante em sua boca.

 

Petrouska gemeu alto, erguendo os quadris para pressionar mais o sexo na boca de Gina, as mãos largaram a colcha e pousaram na cabeça dela, apertando-a mais contra seu sexo em fogo. Gina não decepcionou, sugando seu clitóris avidamente, descendo a língua até sua abertura, sugando cada gota do seu prazer.

 

O orgasmo veio forte, sacudindo seu corpo, preso pelas mãos de Gina, que   apertava suas coxas,  sugando-a toda.

 

        -Ginaaaaaa!!!! Ahhhhhhhhhhhhhh.!!!!! Amo! Amo!

 

        Mas Gina não parou. Sua boca, mãos, viraram instrumentos de dar prazer. Ela acariciava o corpo todo de Petrouska, lambia, mordiscava, beijava, reacendendo o desejo naquele corpo, provocando novos tremores de prazer, fazendo Petrouska gemer enlouquecida, na suprema delícia de estar nos braços da pessoa amada, fazendo sexo. Aquela boca quente fazia loucuras, os dedos delicados faziam carícias ousadas, burilando seu ponto de prazer, sua abertura, mas sem penetrar.Isso a arremessava numa onda de excitação inigualável, querendo mais.

 

        Novo orgasmo a dominou, fazendo-a gritar de prazer. Ela rolou na cama, deitando-se de bruços, cansada, fechando os olhos. Sentiu Gina deixá-la e levantar da cama, mas nem sequer a olhou, esgotada. Passou um bom tempo quando sentiu Gina novamente deitar na cama ao seu lado.

 

        Gina a beijou na nuca, e a ponta da língua passou pelo lóbulo de sua orelha, cariciosa.Petrouska sentiu um arrepio.

 

        -Hummm... você está com um cheiro bom... – Disse, sentindo cheiro de sabonete e pasta dental.

 

        -Eu estava com o rosto suado e o lavei. Aproveitei e escovei os dentes – Respondeu Gina, beijando seu ombro.

 

        -Oh! Então, vou fazer o mesmo. Estou toda suada, exalando sexo... – Disse Petrouska, tentando levantar. Gina a abraçou, impedindo-a de levantar.

 

        -Nada disso, você vai ficar como está. Adoro seu cheiro, é muito excitante.

 

        -Gina! Que é isso que senti no meu traseiro? – Disse Petrouska, surpresa.

 

        Gina deu uma risada curta.

 

        -É uma ajuda que vou precisar para você deixar de ser virgem.

 

        -Oh! – Disse Petrouska, enrubescendo violentamente, sabendo bem o que Gina tinha ali – Vai precisar disso mesmo?

 

        -Bem, eu acho que com isso vai ser mais excitante... não concorda? Se não quer, tudo bem...

 

        Dessa vez, foi Petrouska quem impediu Gina de sair da cama, voltando-se e a segurando pelo braço, encarando-a.

 

        -Não vá, eu quero que você faça tudo que desejar comigo, Gina. Eu... eu a amo, e quero ser sua de qualquer jeito.

 

        Gina a fitou nos olhos com evidente emoção.

 

        -Pet... eu não sei se mereço tanto... mas estou orgulhosa e emocionada por sua confiança em mim. Eu não sei se a amo, mas com certeza estou apaixonada por você também... e esses momentos serão inesquecíveis para mim.

 

        -Então venha, me possua...

 

        Gina a abraçou e a beijou ardentemente, pressionando o corpo contra o seu. Petrouska sentiu o volume contra suas coxas e imaginou isso sendo uma parte do corpo de Gina. O pensamento a excitou. Gina desceu as mãos para seus seios e começou a acariciar os mamilos, enquanto a beijava. Petrouska se excitou e a abraçou, os quadris se movendo sensualmente.

 

        Gina se afastou e a fitou com os olhos semi-cerrados, com uma expressão sensualíssima. Ela se ajoelhou, uma mão pegando o dildo e fingindo masturbar-se com ele, como os homens fazem.

 

        -Prove que me ama... faça tudo que eu quiser...

 

        -Eu farei tudo, amor... – Disse Petrouska, ficando excitadíssima vendo Gina fazer aqueles gestos com a mão.

 

        -Eu quero que se vire de costas... se apoie nos cotovelos e nos joelhos.

 

        Petrouska enrubesceu, sabendo que aquela posição a tornava vulnerável e exposta. Mas não podia negar nada à Gina. Obedeceu, depois de uma leve hesitação.

 

        -Isso... – Ronroneou Gina – Eu vou possuí-la assim, Pet... se dê toda para mim...prove que me ama...

 

        Petrouska sentiu as mãos de Gina nos seus seios. Ela começou a acariciá-los, beliscar suavemente os bicos. Excitou-se com isso. E também por saber que Gina estava vendo-a toda, completamente exposta aos olhos dela.

 

        Sentiu os dedos de Gina virem para seu sexo, abrindo-o, a língua dela passar em suas partes íntimas com delicadeza. Depois, eles em seu clitóris, massageando em gestos circulares.

 

        -Você está tão molhada, Pet... – Disse Gina, com voz ofegante – Você ainda quer se dar para mim assim?

 

        -Sim... – Gemeu Petrouska – Oh, sim! Possua-me, Gina...faça-me mulher logo!

 

        -Calma, Pet... eu quero que esteja bem lubrificada... para não doer... então a penetrarei... abra mais as pernas...

 

        Louca de desejo, Petrouska abriu as coxas ao máximo, louca para Gina penetrá-la. Ela a enlouquecia com suas palavras e carícias.

 

        -Assim... oh, como está molhada, Pet...

 

        Gina pegou no dildo e começou a esfregar a ponta no sexo de Petrouska, de cima abaixo, com a outra mão na nádega dela, acariciando. Era uma fantasia que tinha e agora se tornava realidade. Ver uma mulher assim, toda aberta para ela, esperando ser possuída. Nunca tivera vontade de viver essa fantasia com as mulheres que tivera, mas com Petrouska, isso a estava enlouquecendo.Ver aquela garota virgem fazer isso para ela, era eletrizante, maravilhoso.

 

        Petrouska recuou com o corpo para trás, tentando se impalar no objeto, mas Gina recuou, sorrindo.

 

        -Não agora, Pet... eu quero que dure mais...

 

        -Por favor, Gina, não aguento mais! Eu vou explodir de desejo!Eu estou quase gozando!

 

        -Tudo bem, minha querida...

 

        E sem dizer mais, Gina direcionou o dildo para a abertura virgem e empurrou-se com firmeza, procurando penetrar o máximo na gruta inexplorada, como um conquistador tomando posse de seu território. Ficou então imóvel, somente conservando o dildo dentro de Petrouska, esperando ela se acostumar com aquela invasão.

 

        Petrouska deu um grito de dor e prazer, sua imaginação criando a fantasia de ser o próprio sexo de Gina quem a penetrava impetuosamente.Sentiu as coxas de Gina contra suas nádegas, e depois os seios em suas costas. Gina beijou sua nuca, mordiscou o lóbulo de sua orelha, quando lançou a cabeça para trás, fechando os olhos.

 

        -Eu estou dentro de você, Pet... pense isso... fantasie...e sentirá mais prazer...eu vou começar a mexer agora... vou dar estocadas lentas... profundas... assim... está sentindo? Está gostando, Pet? – Disse Gina no ouvido de Petrouska, a voz carregada de sensualidade, o hálito quente provocando na garota ondas de arrepios.

 

        -Oh, Gina... eu sinto mesmo... como se fosse  seu corpo... me penetrando... eu estou enlouquecendo! – ofegou Petrouska, sentindo o membro se mexendo dentro dela lentamente.

 

        A dor aguda foi passando e ela começou a mover o corpo, em sincronia com Gina, que a abraçou pela cintura, dando estocadas firmes, sentindo sua própria excitação crescer, ouvindo os gemidos de prazer de Petrouska.

 

        -Gina... amor... mais depressa... – Gemeu Petrouska, sentindo o prazer ir crescendo com as investidas firmes de Gina. Era um ato que nunca pensara em ter com uma mulher usando um objeto artificial, mas Gina conseguira fazer sua fantasia parecer real, e estar sendo possuída pela mulher que estava apaixonada era uma emoção incomparável.

 

        No quarto só se ouvia os gemidos de prazer de Petrouska e o ruído de seus corpos se colidindo, as respirações ofegantes, sons primais que escapavam da garganta de Gina. Seus corpos suavam, o aroma de perfume e sexo enchia o ambiente.   

 

        Os movimentos delas se tornaram frenéticos. E um poderoso orgasmo sacudiu o corpo de Gina, simultâneo com o de Petrouska, que se impalou o máximo que pôde no dildo, que para ela, era uma extensão do corpo de Gina.

       

-Pet... Pet... oh, Pet! Ãããhhhhhhhhhh…

 

        -Ginaaaaaaaaaa!!!!!!!!

         

        As duas caíram na cama, esgotadas. Gina esperou um pouco e retirou o dildo de Petrouska com cuidado. Depois, retirou-o do corpo e colocou sobre a mesinha de cabeceira. Quedaram-se em um relaxamento inebriante . Gina beijou Petrouska na nuca, abraçando-a e juntando seus corpos. Ela se voltou e abraçou Gina, beijando-a ardentemente. Gina retribuiu e ficaram trocando carícias, olhos nos olhos, até que caíram em um sono provocado pelo vinho e o cansaço do ato.

 

))))))((((((

 

 

Continuará na parte 6

 

 

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