Dale Benson saiu de casa ansiosa e com os nervos à
flor da pele.Aquele fim de semana fora um inferno. Imaginava Jessie com Lana.
Havia ouvido elas combinarem um encontro. Para que Lana queria encontrar-se
com Jessie ? Essa pergunta a havia
martirizado os dois dias que ficara em casa. Mal comera, mal dormira. E ainda
estava envergonhada pelo que fizera. Aquele momento em que se descontrolara e
se aconchegara a Jessie, era uma lembrança que a emocionava e envergonhava. O
que estaria Jessie pensando dela ? Como encará-la, depois do que fizera ? O que
fazer agora ? Evitá-la ? Não, não conseguiria. Então, como agir ?
Essas perguntas
martelavam em sua cabeça, dirigindo seu carro.
Chegou ao escritório e foi para sua sala. Estava tremendo de
nervosismo. Não conseguia trabalhar. Ficou ali imóvel, olhando para o tampo da
mesa.
Depois de um longo tempo, ergueu-se decidida. Ia enfrentar
Jessie logo, não adiantava ficar ali remoendo. Daria uma desculpa, diria que
estava com um problema e que aquilo não se repetiria. Pensou em mil desculpas,
enquanto se dirigia para a biblioteca, mas achando todas esfarrapadas. O que
sabia de Jessie, para achar que ela teria gostado daquele gesto seu ? Talvez a
atração que sentia fosse somente de sua parte e ela podia estar chocada.
Abriu a porta, trêmula.
Jessie estava entregando uma pasta a Judy. O olhar dela se
fixou em seu rosto, indecifrável.
-Bom dia – Cumprimentou, esforçando-se para parecer natural.
Judy sorriu para ela.
-Bom dia Dale ! Sempre em atividade, não é? Como foi de fim
de semana ?
-Bem, obrigada.
Olhou para Jessie, que a fitava em silêncio.
-Preciso fazer uma consulta nos arquivos.
-À vontade, senhorita. Precisa de ajuda ? – Respondeu Jessie
, séria.
-Não, eu sei onde está o que preciso – Disse, dirigindo-se
para os arquivos. Abriu uma gaveta, pensando se devia pedir à Judy para
deixá-la à sós com Jessie. Não. O melhor era esperar ela sair.
Ouviu Judy agradecer a Jessie e sair. Ouviu a porta ser
fechada. Voltou o rosto e viu Jessie fechando-a com o trinco. Ela voltou-se e
se aproximou com uma expressão impenetrável. Dale ficou imóvel, olhando-a.
-Por que fechou a porta com trinco ? – Perguntou com voz
tensa, quando ela parou diante de si.
Jessie sorriu. Dale olhou-a, achando o sorriso lindo.
-Acho que precisamos conversar sem intromissões.
Dale começou a tremer, nervosa. Olhou-a enrubescida e pareceu
ver naqueles olhos um divertimento em ver seu embaraço.
-Sim, tem razão... naquela sexta-feira eu... procedi de uma
forma meio louca com você... e queria que não me levasse à mal... – gaguejou,
sem fitá-la.
-Meio louca ? Por que acha isso?
A voz de Jessie soou suave. Dale prendeu a respiração e encheu-se
de coragem para erguer o rosto e fitá-la. Jessie sorria, os olhos pareciam
perfurar os seus, invadindo-a à procura de uma verdade.
-Eu... descontrolei-me...
-Descontrolou-se ? Por que ?
Dale respirou fundo. O que dizer ? Tremia de nervosismo, ante
o olhar inquiridor de Jessie.
-Oh, não sei ! Ando muito tensa...
-Hum, entendo... vejo que está nervosa. Suas mãos estão
tremendo. Mas só quero saber uma coisa: Por que fez aquilo ?
Dale olhou-a, vermelha de vergonha.
-Não sei...
O olhar de Jessie fixou-se no seu, magnético, dominador.
Agora estava séria.
-Não sabe, ou tem medo de dizer o que sente ?
Dale baixou os olhos, fechando o arquivo. Deus, tinha vontade
de fugir, para não olhar mais para aquele rosto que a atraía como um imã, para
não cometer nova loucura, sentindo aquela atração poderosa.
Fez menção de afastar-se, mas Jessie a segurou pelo braço.
-Espere, não vá... quero falar o que sinto...
Dale parou, emocionada com aquela voz suave, com o toque
daquela mão quente e macia. Ergueu o rosto e a fitou tremendo, com medo nos
olhos verdes.
-Jessie... o que quer dizer-me ?
O olhar de Jessie estava ardente, sensual. Dale o fitou
deslumbrada, sentindo um arrepio.
-Que adorei o
que fez. E queria
muito que aquele momento se repetisse – Disse Jessie.
-A ...dorou ?!
-Sim, adorei. E você ? Está arrependida ?
-Jessie !
Ficaram se fitando, mudas. Dale sentiu-se dominada por uma
forte emoção. A vergonha, as hesitações sumiram. Agora só tinha um desejo: que
Jessie a beijasse.
Jessie leu naqueles olhos a paixão, a ansiedade. Não
precisava perguntar mais nada. Deu dois passos e seus corpos se tocaram.
Dale deu um gemido baixo e se lançou em seus braços, rodeando
seu pescoço, a boca entreaberta à espera do beijo, os olhos semi-cerrados.
Jessie abraçou-a, apertando-a contra si e a boca desceu,
esmagando os lábios de Dale, num beijo impetuoso e apaixonado.
A língua de Dale veio ao encontro da sua, faminta, sugando,
acariciando, as mãos puxando sua cabeça, o corpo tremendo, espremendo-se num
desejo louco. Ela parecia querer engolí-la naquele beijo apaixonado, ardente e
exigente.
Deslizou as mãos pelo corpo de Dale, surpresa e deliciada com
a paixão louca que ela demonstrava naquele beijo. Ela agora mordiscava seus
lábios, passou a ponta da língua neles, desceu para o queixo, sugando-o, o
pescoço, fora de si. As mãos a apertavam, numa carícia violenta.
Jessie afastou o rosto, com esforço. Dale a fitou com os
olhos brilhantes, o rosto transtornado por uma paixão louca.
-Jessie... Jessie... – ofegou – Eu a quero...eu a amo...
beije-me... toma-me... agora... agora...
-Calma, Dale... agora, não...
-Agora... agora, sim... por favor...
Tornou a beijá-la empolgada, o corpo espremendo-se, louca de
desejo. Jessie percebeu que Dale não podia parar. Ela estava louca para ter o
desejo aplacado e isso a excitou tremendamente. Ela a contagiava com aquela
paixão louca, surpreendente.
As mãos de Jessie levantaram a saia de Dale. Alisou as coxas
macias, apertou as nádegas redondas, sentindo-a estremecer e arrepiar-se.
Empurrou-a para a mesa, sem deixar de beijá-la. Forçou Dale a
deitar e suas bocas se separaram. Dale a fitou ofegando, o rosto vermelho de exitação.
Jessie puxou a calcinha dela, tirando-a e jogando sobre a
mesa. Abriu as pernas de Dale, erguendo-as e rodeou as coxas com os braços,
olhando para o sexo de pêlos bem aparados. Ajoelhou-se e tomou-o na boca,
invadindo-a com a língua enrigecida.
Dale deu um grito abafado, cruzando as pernas em suas costas,
o corpo arqueando-se para cima. A língua prática de Jessie percorreu-a toda,
voltou ao ponto entumecido e começou a sugá-lo, sentindo o cheiro suave do sexo
de Dale exitá-la mais ainda.
Dale começou a mexer-se, alucinada, mordendo o punho para não
gritar.
Jessie meteu os dedos, sentindo-a toda molhada, a vagina
estreita e macia contraindo-se de prazer. Possuiu-a sentindo-a delirar,
atingindo o orgasmo várias vezes em curtos espaços de tempo, gemendo baixinho,
as mãos apertando sua cabeça, o corpo com tremores fortes de um gozo intenso.
-Jessie... amor... meu amor... como faz bem... como sabe
deixar-me louca! – Gemia ela – Mais... mais...
Jessie finalmente afastou-se, depois de mais um êxtase de
Dale, que a sacudiu toda. Dale sentou-se na mesa e a enlaçou pela cintura,
beijando-a profundamente. Jessie afastou-se, sorrindo.
-Agora, chega. Aqui é muito perigoso.
Dale pousou a cabeça em seu peito, mais calma. Ergueu o rosto
e a olhou com a felicidade impressa nos olhos verdes, com um resto de desejo.
-Oh, querida... é tão maravilhoso sentir você possuindo-me...
queria que esse momento não acabasse.
Jessie acariciou-a nos cabelos, sorrindo.
-Será bem melhor em um lugar que não haja perigo. Não fiz
tudo que desejava.
Dale riu, feliz. Toda sua angústia e nervosismo haviam
passado. Sentia-se leve e solta, como se tivesse rebentado grilhões que a
prendiam. De certa forma, fora isso que acontecera.
-Eu a amo. Não posso mais lutar contra isso – Declarou com
voz trêmula.
Jessie afastou-se e olhou para a porta, preocupada.
-Depois conversaremos. Agora, não dá.
Dale ergueu-se da mesa. Apanhou sua calcinha e a vestiu.
Olhou para Jessie, que a fitava sorrindo.
-Quero que se encontre comigo no final do expediente.
Espere-me na porta do edifício, que a apanharei de carro. É um Porsche vermelho.
-Não, será melhor esperá-la na outra quadra. Em frente ao
MacDonald, sabe onde é ?
-Sei . Então, até às cinco e dez, amor.
Beijaram-se mais uma vez e Dale saiu, depois de um último
olhar de paixão.
Jessie foi ao banheiro e lavou o rosto e as mãos. Voltou para
a biblioteca e sentou-se à mesa, pensativa.
Dale Benson era uma mulher e tanto. Se antes pensara em
usá-la para enciumar Lana, esse motivo morrera ao tê-la em seus braços. Ela era
tão sincera e transparente ! Podia ler nos olhos dela que estava apaixonada. E
era uma garota sensual, quente, gostosa de possuir. Com ela, tiraria Lana da
cabeça.
Pensou nos tórridos momentos que tiveram e sorriu.
llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
Dale
estava nas nuvens. Jessie a queria ! Havia possuído ela com paixão ! Como
estava feliz !
Estava perdidamente apaixonada. Queria Jessie agora com mais
intensidade. Queria novamente sentir aqueles beijos deliciosos, aquelas mãos em
seu corpo, ver aqueles olhos, o rosto lindo cheio de desejo. Ao inferno os
preconceitos, a moral, o mundo ! Ninguém iria separá-las. Nem seu pai. Mal a
havia deixado e já estava com saudades. Iria ficar contando as horas para
encontrá-la.
O almoço com o pai transcorreu monótono. Disfarçadamente,
olhava o relógio de pulso. Uma hora da tarde ! Como o tempo estava demorando a
passar !
O almoço acabou e voltou à sua sala. Tentou trabalhar. Não
conseguiu. Só lembrava dos momentos ardentes que passara com Jessie. Daquela
boca gostosa. Do olhar fascinante.
Às duas da tarde, não resistiu mais. Voltou à biblioteca.
Jessie anotava em um livro de registro e a olhou com um sorriso de boas vindas.
-Que boa surpresa ! Estava pensando em você – Disse.
Dale sorriu luminosamente e aproximou-se, debruçando sobre a
mesa.
-Verdade Jessie ? – Perguntou, emocionada.
Jessie a fitou com malícia.
-Verdade. Nem sei como estou conseguindo trabalhar.
Dale espalmou as mãos no rosto dela e beijou-a na boca, num
beijo profundo e apaixonado. Jessie recuou, olhando-a com receio.
-Dale ! Cuidado, a porta está destrancada ! Já pensou se
entrar alguém e nos ver assim ?
Dale sorriu, ficando ereta.
-Direi que sou louca por você e ninguém tem nada com isso !
Jessie fez um ar incrédulo.
-Diria isso ao seu pai ?
-A todos ! – Afirmou, com ênfase.
Jessie sorriu.
-Garota decidida... gosto disso. Mas, sejamos prudentes.
Volte para sua sala, antes que eu perca a cabeça e a jogue outra vez em cima
dessa mesa.
Dale a fitou com um olhar apaixonado.
-Seria maravilhoso... Não sabe como desejo isso. Estou louca
para ser sua outra vez.
Jessie a fitou com calor, debruçando-se sobre a mesa.
-Não deseja mais do que eu. Você contagiou-me com seu fogo. E
quero tê-la em um lugar sossegado, onde possa possuí-la como tenho vontade.
Quero tê-la toda nua, sem medo de alguém nos surpreender.
-Jessie ! Não fale assim, ou vou despir-me aqui e exigir que
faça comigo mil loucuras !
Jessie riu. Mas olhou-a com ar dominador.
-Vá... é muito mais prudente... mais tarde, descontaremos.
Dale fez uma cara amuada, mas em seguida sorriu.
-Tem razão... eu estou mesmo fora de mim, é preciso que você
me dê um pouco de orientação... até logo, amor...
Dale saiu e Jessie sorriu sozinha.
-Dale Benson, vou deixá-la esgotada ! – disse baixinho.
Finalmente, cinco horas da tarde. Jessie apanhou seu casaco,
colocou-o e saiu. Bateu o seu ponto, despediu-se de Judy e pegou o elevador.
Na rua, caminhou até a quadra seguinte e parou diante do Mac
Donalds. As ruas estavam cheias de gente que saíam do trabalho. Ficou
olhando-as, imaginando se alguém estaria vivendo um caso como o seu. Era pouco
provável.
Esperou vinte minutos e começou a ficar impaciente. Dale não
dissera que estava ansiosa ? Então ? Por que estava demorando tanto ?
Um Porsche vermelho parou no meio-fio. Dale acenou para ela,
no volante.
Jessie jogou o cigarro que fumava e abriu a porta do carro,
entrando. Bateu a porta e voltou-se para ela com certa irritação na voz.
-É assim que estava ansiosa para me ver ?
Dale a olhou com ar magoado.
-Desculpe, Jessie. É que meu pai queria que eu o acompanhasse
até um jantar com clientes. Prendeu-me, tentando convencer-me. Tive que
inventar que tinha marcado com um amigo jantar em outro lugar.
-Está bem, aceito a explicação. Onde vamos ?
Dale puxou sua mão e olhou-a profundamente nos olhos.
-Não duvide de mim, Jessie. Isso me magoa. Estou tão
envolvida, tão apaixonada por você ! Não percebe ?
Jessie apertou a mão dela, arrependida de seu mau humor.
-Eu sei, Dale...desculpe-me... fiquei nervosa com a espera...
estava ansiosa para vê-la.
Dale sorriu meigamente.
-Se falar mais alguma coisa olhando-me com esses olhos, vou
beijá-la aqui mesmo.
Deu partida no carro, que afastou-se velozmente.
-Tenho uma boa idéia. Que tal irmos até minha casa, onde passo
alguns fins de semana ? – Perguntou Dale, olhando-a rapidamente.
-É muito longe daqui ?
-Em menos de uma hora estaremos lá.
-Ok. Vamos.
Dale acelerou mais. Logo pegou uma free-way e Jessie
admirou-se de como ela corria. Externou seu pensamento e Dale olhou-a rindo.
-Tem medo ?
-A essa altura da vida, não tenho medo de nada.
-Seria bom morrer com você ao meu lado. Não a deixaria para
ninguém.
-Que idéia, Dale ! Nem fale isso !
-É verdade ! Sou muito ciumenta do que é meu.
-Eu não sou sua, Dale. Ainda...
Dale a olhou de soslaio. Sorriu.
-Mas será. Vou conquistá-la.
-Não duvido...
-É bom não duvidar.
Ela pegou novamente a sua mão. Acariciou-a . Jessie sentiu um
arrepio.
-Desde a primeira vez que a vi, você me conquistou, Jessie.
Você não sabe o que eu passei esses dias. Cheguei a achar que estava
enlouquecendo. Você não saía de minha mente. Não notou como eu inventava
desculpas para ir até biblioteca, só
para vê-la ?
Jessie sorriu.
-E eu, idiota, achei que você estava vigiando-me, a mando de
seu pai.
Dale a olhou surpresa.
-Eu, vigiá-la ?! Oh, Jessie ! Que falta de percepção de sua
parte ! Eu louca, apaixonada, e você pensar isso !
-É, fui uma trouxa. Mas jamais iria pensar que uma mulher
como você estava interessada em mim.
-Jessie ! Como se menospreza ! Você é um tesão, Jessie !
Imagino quantas mulheres teve na prisão !
-Realmente, tive muitas. Mas nenhuma como você.
-Como eu, como assim ?
-Com sua classe,
inteligente, belíssima ...
-Então, agora que tem, aproveite bastante... estou disponível
aos seus desejos, minha conquistadora...
Jessie riu. Dale era encantadora. Perto dela, sentia-se leve
e descontraída. Seria fácil amá-la.
Dale contou que só tivera relações sexuais uma vez. Um colega
de colégio que a levara à uma festa e na volta a forçara a ter relações, numa
estrada deserta, dentro do carro. Ela não dissera nada ao pai, com medo e
vergonha. E não deixara mais nenhum rapaz aproximar-se muito dela. Jessie era
sua primeira paixão.
Jessie acariciou-a no rosto, emocionada com a revelação.
Uma hora depois, Dale estacionou o carro diante de uma casa
de construção rústica, numa colina. Elas saltaram e Dale pegou sua mão,
conduzindo-a para o interior da casa.
Jessie mal olhou para a decoração rústica em madeira e couro
cru, porque Dale jogou-se em seus braços, mal a porta fechou, e beijou-a
sofregamente.
Jessie sentiu uma forte emoção sacudir seu corpo.
Correspondeu ao beijo com intensidade, apertando-a nos
braços. A urgência do desejo de Dale a excitava tremendamente.
Dale gemeu, mordiscando sua boca. As mãos deslizaram pelo seu
rosto, pelas costas, ansiosas e trêmulas.
Ela beijou seu rosto apaixonadamente, murmurando:
-Amo-a ... amo-a ... Jessie... meu amor...
Jessie, com dificuldade, meteu a mão entre os corpos
espremidos e tentou desabotoar a blusa de Dale. Não conseguiu, ela apertava-se
contra seu corpo alucinada de desejo. Impedida de despi-la, conformou-se em
apertar os seios por cima do tecido de seda.
Dale começou a mover o corpo, esfregando-se contra sua coxa,
sorvendo sua boca entre gemidos.
Jessie segurou-a pela cintura, acompanhando os movimentos
frenéticos de Dale.
Ela estremeceu violentamente e quase a mordeu, no orgasmo
louco, retesando-se contra sua coxa. Em seguida, o corpo relaxou contra o seu.
Ela afastou a boca e a olhou com um ar de felicidade.
-Oh, amor... não podia esperar mais...
Jessie sorriu, acariciando-a no rosto.
-Está apenas começando, Dale ... e eu vou querer a minha
parte agora...
-Estou à sua disposição, meu amor...
-Primeiro, vamos tomar um banho... estamos suadas. Onde é o
banheiro ?
-Lá em cima. Venha...
Dale a conduziu até o segundo pavimento e abriu uma porta.
Era um banheiro enorme, com uma Jacuzzi e ducha.
Dale pousou o queixo em seu ombro, abraçando-a pela cintura,
por trás.
-Então, amor ? – Perguntou – Vamos ao banho ?
Jessie voltou-se para ela e começou a despí-la lentamente,
deliciando-se em olhar as partes do corpo que surgia. Dale a olhava com nova
paixão, mas agora continha-se.
Nua completamente, ficou parada, sentindo o olhar de
admiração de Jessie provocar nela uma satisfação infinita.
Jessie a olhava com desejo, admirando os seios pequenos e
eretos, a cintura fina, a curva delicada dos quadris arredondados, as coxas
longas, as pernas bem torneadas. Era um corpo delicado e belo, que a atraía
fortemente.
Dale deu dois passos e estendeu as mãos, começando a
desabotoar a blusa de Jessie.
Jessie ficou quieta, deixando-a despí-la.
Os seios pequenos e
eretos apareceram e Dale suspirou, olhando-os.
Ela prosseguiu. Desabotoou sua calça comprida e desceu-a,
admirando as coxas, as pernas bem feitas de Jessie. Restou a calcinha preta.
Dale abaixou-a e engoliu em seco quando olhou para o púbis de cabelos negros.
Teve vontade de beijá-lo, sentindo o suave cheiro do sexo, mas se conteve.
Jessie a pegou pela mão e entraram debaixo da ducha. Ligou-a
e abraçou Dale. Beijaram-se profundamente, Dale arrepiando-se com o toque suave
de Jessie em seus seios, nos quadris, nas coxas.
Jessie afastou-se e a ensaboou com suavidade. Passou a mão
ensaboada no sexo de Dale, que estremeceu de prazer.
-Ensaboe-me também... – disse Jessie, acariciando seus seios
com as palmas das mãos.
Dale a ensaboou, achando delicioso o ritual.
Jessie colocou uma das coxas entre as pernas de Dale e
mexeu-se insinuantemente, abraçando-a pela cintura. Dale estremeceu, sentindo o
sexo ensaboado dela contra sua coxa. Acompanhou os movimentos, sentindo sua
excitação aumentar. Jessie a olhava nos olhos, sua expressão maliciosa mudando
para puro desejo.
Dale começou a movimentar-se com mais energia, sentindo o
gozo chegar.
Mas Jessie afastou-se e abriu a ducha, que fechara para elas
se ensaboarem.
A água jorrou sobre elas, fazendo-as prender a respiração.
Jessie deixou a água tirar todo o sabonete, sorrindo da expressão de ansiedade
de Dale. Então, fechou a ducha e a puxou contra si. Suas bocas se esmagaram. A
mão de Jessie tocou o sexo de Dale, acariciou o pontinho, sentindo-a gemer em
sua boca.
Dale a puxou do box e a guiou para o quarto. Molhadas mesmo,
puxou-a para cima da cama forrada de peles, abraçando-a em um longo beijo.
Jessie desprendeu-se e beijou os seios arrepiados, sugou-os,
sentindo Dale tremer e gemer alto. Desceu, distribuindo carícias, até encontrar
o sexo. Dale abriu as pernas, impaciente por sentir aquela boca quente. Jessie
tomou-a na boca, passando a língua cariciosa, percebendo o quanto a enlouquecia
com aquilo. Dale arqueava o corpo de encontro à sua boca, espremendo-se entre
gemidos e frases ardentes:
-Jessie... querida ! Sugue mais ... com mais força...
assim... vou ficar louca... me possua toda... faça tudo comigo... eu quero
tudo, amor...
E Dale gozou gritando de prazer, as mãos apertando-a
frenéticas.
Jessie então subiu pelo corpo dela, que se quedara imóvel, e
olhou para o rosto onde a expressão do êxtase se estampava. Pousou a cabeça no
ombro dela e começou a mexer-se, à procura de seu próprio prazer. Dale a
abraçou, sentindo uma louca emoção, ao sentir o corpo de Jesie movimentando-se
cada vez mais frenético, o sexo contra o seu, a boca suspirando em seu ouvido,
as mãos apertando-a .
-Dale...! Dale...! –Gritou Jessie, estremecendo, arqueando-se
contra ela, apertando-se no instante final.
Dale a apertou contra si, beijando-a no rosto, no queixo,
sentindo uma felicidade imensa em ter nos braços o corpo amado no instante
supremo do ato de amor.
Elas ficaram ali abraçadas, sentindo a calma voltar aos
corpos suados.
Dale suspirou de contentamento, abraçando-a . Olhou-a nos
olhos, embevecida.
-Jessie, amo-a tanto... quero-a para mim. Não há mais ninguém
em sua vida ?
-Ninguém, sabe muito bem disso – Sorriu Jessie.
-E Lana ? Ouvi vocês combinando que iriam a um lugar. Isso
deixou-me intrigada. O que ela queria com você ?
Jessie olhou-a séria.
-Não quero falar sobre isso.
-Por que ? O que houve ?
-Lana Kincayd quis usar-me em uma pesquisa que está fazendo
sobre ex-presidiárias. Disse que é um trabalho para sua tese de doutorado em
sociologia.
-E convidou-a para sair com ela ?
-Para ir à casa dela .
-E você foi ? – o ciúme se manifestou na voz de Dale.
-Fui. Mas demorei pouco tempo lá. Lana chocou-me logo ao me
revelar que minha mãe estava morta há vários anos. Eu não sabia disso.
-Oh! Sinto muito por você, amor...
-Não tive condições de fazer nenhuma entrevista – concluiu,
omitindo o motivo maior que a levou a retirar-se.
-Lana deve estar interessada em você... não acredito no
motivo que deu para convidá-la a ir na casa dela.
Jesie sentou-se na cama e a olhou agressivamente.
-Não quero mais falar em Lana Kincayd ! Ela, interessada em
mim ? Você não a conhece ! Lana é dessas mulheres calculistas, que só visam o
seu bem estar, seus interesses !
Dale a olhou surpresa.
-Jessie ! O que Lana fez ou disse, que a deixou com tanta
raiva dela ?
Jessie percebeu que havia errado em externar sua mágoa de
Lana. Mas agora, não dava para consertar.Abraçou Dale, olhando-a séria.
-Por favor, Dale ! Não quero falar mais de Lana ! Só posso
lhe dizer que ela é uma pessoa que não
quero ter nenhum contato.
-Está bem, Jessie... acho isso estranho, mas não vou
insistir. Falemos então sobre nós. O que sente por mim ?
-Não sei ao certo... tudo aconteceu tão depressa !
Dale a olhou magoada.
-Não sabe ? Não sente nem um pouquinho de amor por mim ? Nada
?!
-Dale, não falei que não sinto nada. Apenas ainda não sei
avaliar, sei que você me atrai muito, foi delicioso fazer sexo com você... mas
quanto ao resto... só o tempo dirá...
-Oh, Jessie... gostaria tanto de ouví-la dizer que me ama...
eu sei que a amo... muito...
-Então esqueça o resto... não estou aqui com você ? Vamos nos
amar, Dale... o que importa são esses momentos que estamos juntas...
-Me ame, Jessie... me possua... – disse, apertando-a nos
braços.
Beijaram-se cheias de paixão. O desejo as dominou mais uma
vez.
Dale entregou-se com nova paixão. Beijava-a com loucura,
entregando-se como nenhuma mulher até então se entregara a Jessie. Acumulava-a
de mil carinhos, gemendo seu nome, dando gritos de um prazer intenso.
Jessie a olhava inebriada e não resistiu quando ela disse
entre beijos:
-Se soubesse o quanto a adoro, Jessie ! Amo-a !
Jessie a olhou nos olhos e viu o amor louco brilhando. E
disse, emocionada, sentindo uma intensa
e desconhecida emoção. Seria amor aquela emoção? Sim, devia ser! Nunca
alguém a fizera sentir tanta emoção, aquela vontade de beijar e abraçar Dale
com ternura. E então falou, emocionada:
-Eu a amo, Dale... amo-a também... tenho certeza agora...
-Meu amor ! Querida... amor !
Atingiram o orgasmo juntas, os lábios grudados em um beijo.
Dale a olhou com ansiedade, acariciando seu rosto.
-É verdade o que disse, querida ? Não foi somente por um
instante de arrebatamento ?
Jessie a olhou e teve certeza do que sentia. Dale, sua meiga,
fogosa, violenta Dale, uma mulher maravilhosa, era tudo que queria numa mulher.
Aquele rosto belo, cheio de amor, o corpo maravilhoso que lhe dera tanto
prazer, tudo a cativara.
-É uma descoberta maravilhosa, descobrir que a amo, Dale...
por que sei que você merece meu amor. Dale, eu tive muitas mulheres em minha
vida... mas nenhuma como você. Elas não eram meigas como você, com esse
caráter, esse jeitinho meigo em um momento, mas em outro fogosa, sem medir
consequências para satisfazer esse fogo... essa mistura me encanta,Dale... seja
sempre assim...
-Oh, meu amor ! Como estou feliz ! Para mim, ouvir isso de
você é o maior prêmio de minha vida !
Beijaram-se mais uma vez. Dessa vez foi um beijo somente de
carinho e amor, sem o desejo, que havia sido aplacado.
Jessie olhou para Dale, acariciando seu rosto.
-Já sei que esse sentimento vai me trazer muito sofrimento,
Dale. Seu pai vai interferir, vai nos separar.
Ela a olhou com determinação.
-Não, amor ! Saberemos agir. Ninguém precisará saber de nosso
amor. Construiremos um mundo só nosso. Se você quiser, pode vir morar nessa
casa que está fechada. Eu só a utilizava em alguns fins de semana.
-Não, Dale. Será perigoso demais. Seu pai poderá investigar e
saber que moro aqui, e como você explicará isso ? É melhor ficarmos como
estamos.
-Meu pai, investigar sua vida ?! Que absurdo ! Por que ele
faria isso ?
-Saiba que ele responsabilizou Lana Kincayd por mim, enquanto eu trabalhar
para ele. E ela andou investigando minha vida e não duvido que continue fazendo
isso.
Dale ficou boquiaberta.
-Ele fez isso ?! Oh, não esperava isso de meu pai ! E Lana,
como pôde fazer uma coisa dessas ?! E como
você soube disso?
-A própria Lana contou-me.
-Contou ?! Com que finalidade ?
-Quis justificar-se, alegou que fez isso porque queria
conhecer-me melhor para sua tese.
Os olhos de Dale encheram-se de desconfiança.
-Isso é o que ela diz ! Mas acho que ela está interessada
demais em você ! Pensa que não percebi como ela a olhava, lá na biblioteca ?
Ela tomou um susto quando entrei ! Isso é porque não estava agindo com
naturalidade, ela estava com malícia em sua atitude !
Jessie olhou para Dale com nova admiração. Ela não era uma
mocinha boba, tirava suas conclusões acertadas. Realmente. Por que Lana se dera
a um trabalho cansativo de ir à prisão e visitar a fazenda de sua mãe ? Só para
conhecê-la melhor para sua pesquisa ? E se Benson a responsabilizara pelos seus
atos, bastava investigar onde morava e como agia no serviço. Sua vida
particular não dizia respeito à Benson.
-Não acha que estou certa ?
Dale a olhava especulativamente.
Jessie olhou-a confusa. Não entedia Lana.
-Não sei.
-Está escondendo-me algo do que Lana disse? O que houve lá na
casa dela, Jessie ? Por que está com tanta raiva de Lana ?
Dale aguardava as respostas, olhando-a nos olhos.
Jessie desviou o olhar. Não podia contar a Dale o que
acontecera entre elas. Não era justo comprometer Lana, apesar de tudo.
-Não houve nada demais. Apenas não gostei da atitude de Lana
Kincayd, de investigar minha vida. Ela exorbitou de seu direito. Pensa que é a
dona da verdade.
-Vou confiar em você, Jessie. Mas não confio em Lana. Ela não
me convence. Sei que ela não gosta de meu pai.
Jessie a olhou, tentando disfarçar seu interesse.
-Por que diz isso ?
-Ela é muito formal com meu pai. Nunca a vi fazer o menor
carinho nele. E meu pai é um bobo, faz tudo que ela quer. Um dia, por exemplo,
saímos os três para jantar. Lana não gostou do lugar e disse que queria
retirar-se. Tentamos mostrar que o lugar era ótimo, mas Lana levantou-se e se
retirou sem dizer uma palavra. Papai saiu correndo atrás dela igual um cachorrinho.
Jessie não pôde evitar o riso, imaginando Benson correndo
atrás de Lana.
Dale a olhou com o rosto contraído.
-Você acha graça, não é ?
-Desculpe, mas é engraçado ! Seu pai é tão pomposo, tão
orgulhoso, que deve ser engraçado vê-lo assim !
-Você não gosta do meu pai, não é ?
-Nem ele gosta de mim. Estamos quites.
Uma sombra passou pelos olhos de Dale.
-Que situação, a minha ! Ah, gostaria tanto que vocês se
dessem bem, mas vejo que há uma barreira a ser transposta ! Se vocês se
conhecessem melhor, talves isso acabasse.
Jessie a encarou.
-Não quero aproximação com Benson ! Não pretendo ficar muito
tempo trabalhando para seu pai !
-Não ?... E... o que pretende fazer ?
-Lana contou-me que a fazenda de minha mãe está abandonada.
Pretendo ir para lá, tentar reativá-la.
-Mas isso exige muito dinheiro, Jessie ! Como vai fazer ?
-Posso tirar um empréstimo. Hipotecar as terras.
-É essa sua ambição ? Acabar os dias em uma fazenda falida ?
Jessie a olhou com ar contrariado.
-Eu tenho coisa melhor ? Acha que trabalhar para seu pai é
algo que me dará futuro ? Dale, se não fosse Judy, que arranjou um lugar
decente para eu morar, estaria em um hotel cheio de baratas, que é o que posso
pagar com o salário que ganho ! O que sei fazer é cuidar de uma fazenda, Dale.
Dale a olhou pensativa.
-Jessie, possuo uma boa soma no banco, em uma poupança. Cem
mil dólares. Posso lhe emprestar, sem cobrar juros. Você reformaria a fazenda e
quando desse lucro, me pagaria aos poucos.
-Dale, fico comovida por sua idéia – disse, acariciando o
rosto dela – Mas não aceito favores. Não. Seria um péssimo negócio para você.
-E se eu entrasse de sócia na fazenda, com você ? Eu entraria
com o dinheiro e você com o trabalho. Quando começasse a dar lucro,
dividiríamos. Seria um investimento de meu dinheiro.
Jessie sorriu e puxou-a para si. Beijou-a com carinho,
sentindo-a abandonar-se no beijo. Afastou-a delicadamente.
-Não Dale. Não quero dinheiro seu. E se não der certo a
fazenda ?
Dale sorriu, acariciando-a, olhando-a com meiguice.
-Todo negócio é arriscado. Por que não tentamos ?
-Hum... vou pensar...
-Amanhã poderemos visitar sua fazenda, se não for longe.
Jessie a puxou para si.
-Podemos chegar lá em duas horas, com carro.
-Vamos lá amanhã, então ?
Jessie a olhou indecisa. Queria evitar o envolvimento de Dale
em sua vida, além do amor. Não queria aproveitar-se do amor que ela sentia para
levá-la a ajudá-la com dinheiro que daria lucro. Conhecia as terras da família.
Eram boas para plantio, seu pai é que não tivera ânimo ou bom senso para
investir em plantações lucrativas, criações. Só produzia o essencial para
subsistência da família.
-E então ? – Sorriu Dale, beijando-a no queixo.
-Está bem. Vamos até lá e depois de ver as terras, você
decidirá. Não quero que depois se arrependa.
-Não vou arrepender-me, amor. Estaremos construindo um futuro
nosso.
Jessie a olhou com ar divertido.
-Você é muito esperta, Dale... está me prendendo a você de
duas maneiras: amorosa e negócios. Mas, será que dará certo, misturar essas
coisas ?
-Em nosso caso, dará. Por que a amo e quero o melhor para sua
vida – Disse, apertando-se contra ela.
-Dale...
Um beijo calou suas vozes. Jessie sentiu que Dale havia
conquistado seu coração em tempo recorde. Lana só ficara em sua mente como um
desejo frustrado, como a primeira mulher que a recusara. Por Lana havia sentido
apenas desejo, por Dale sentia amor. Um sentimento novo para ela, mudando sua
vida.
continua na parte
5
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