Doce Vampira
Leth cross
Parte
1
Angelina
5 de junho, 19:00 horas
A reunião anual da Sociedade de
Estudos e Luta à Vampiros estava em curso.
No salão luxuoso da
mansão, as pessoas sentadas em
poltronas observavam o homem falar, dando sua palestra ajudado por um projetor
de slides acoplado ao computador, que ele
mudava, apertando o controle remoto. Na tela, apareceu uma pintura do
Conde Vlad Dracul, um homem sanguinário do século 16.
A voz do homem soou
profunda, bem de acordo com sua figura atarracada, de rosto severo, com sua
barba grisalha e traços fortes:
- Esse era o Conde Vlad Dracul, um homem dono de uma crueldade sem
par, que impalava suas vítimas, fazendo-as morrer lentamente, em volta do seu
castelo, na Transylvânia, para sua visão se deleitar com o lúgubre espetáculo,
enquanto tomava uma taça de sangue. Sua triste figura foi a inspiração para
o escritor Bram Stoker criar o seu famoso Conde Drácula, um vampiro cuja
fama continua inalterada através dos anos.
E o conde Drácula, por sua vez, inspirou a criação de Nosferatu, personagem de um clássico do cinema mudo
de 1922, do diretor F.W. Murnau, na verdade um personagem baseado no Conde
Drácula, o que gerou um processo dos herdeiros de Bram Stoker contra o diretor,
por violação de direitos autorais.
Ele
fez uma pausa e continuou:
-E o
que esses personagens fictícios transmitiram ao público? Um monte de
mentiras!As pessoas assimilaram inverdades que os livros e filmes de Hollywood
propagaram, e que tornam mais difícil uma pessoa identificar um vampiro.
-E que
inverdades são essas, doutor Reynolds? – Perguntou um dos convidados.
O dr.
Reynolds ergueu as mãos dramaticamente.
-A
primeira, senhores: que para se tornar um vampiro, a pessoa mordida precisa
também receber o sangue do vampiro. Pelas minhas pesquisas, descobri vários
casos que comprovam que basta a pessoa receber a mordida de um vampiro. Como a
mordida de um cão raivoso, a contaminação ao sangue de uma pessoa normal é
transmitida pela mordida do vampiro, que lança no sangue da vítima o vírus da
mutação genética.
-Faz
sentido – Disse um dos convidados, impressionado.
-Segunda
inverdade, que a pessoa adoece e depois morre, para depois se tornar um
morto-vivo, saindo da sepultura para vagar à procura de vítimas para sua fome
de sangue. Isso é contra a lei da vida, uma fantasia estúpida. Na verdade, a
pessoa, após a mordida, sente-se febril, tem delírios, fica acamada, chega a
entrar em coma, no processo de sua mutação, mas não morre. Ela fica em estado
de catalepsia, que aparenta morte, porque não respira, o coração deixa de bater
e não tem pulsação. O que deu origem ao engano, porque anos atrás, não havia os
avanços da medicina para fazer leitura da atividade cerebral da pessoa . Mas
hoje sabemos que o cérebro se mantém vivo, controlando a vida no corpo.
E quando sua transformação
em vampiro se completa, a pessoa sabe que não é a mesma porque seus caninos
crescem quando se sente com raiva, ameaçada, ou quando quer atacar. Sente uma
vontade incontrolável de consumir sangue, seus sentidos se aguçam
extraordinariamente, tem o olfato de um lobo, o olho de um falcão, o ouvido de
um animal caçador. E fica possuído por uma força sobrenatural.
Isso sem contar com a parte
emocional e psicológica, que muda completamente. Um vampiro se sente tomado por
uma ira abrumadora por sua nova condição. Sua revolta pelo que se tornou o faz
se despir de qualquer sentimento de humanidade, condição que o leva a matar
suas vítimas sem o menor remorso.Vira um monstro, um ser sem moral ou
compaixão.
-E
essa pessoa que se torna vampiro, passa a se alimentar apenas de sangue?-
Perguntou outro convidado.
O
doutor Reynolds sorriu, erguendo o dedo e apontando para o homem.
-Boa
pergunta, Sr. Calaghan, boa pergunta. Outra inverdade que se espalhou. O novo
vampiro pode continuar com seus hábitos alimentares, apenas também precisa de
sangue humano para repor as células sanguíneas que são devoradas pelas células
contaminadas . Normalmente, nosso corpo produz novas células sanguíneas na medula, mas em um vampiro, a medula deixa
de produzir essas células. Então, elas devem ser repostas, através de sucção ou
transfusão. É importante ressaltar que um vampiro sente um grande prazer em
sugar sangue, daí sua preferência em usar esse processo de repor sua
necessidade sanguínea, ao invés de transfusão.
-E
qual a necessidade de sangue de um vampiro? Qual a quantidade e regularidade?
-Isso varia
de vampiro para vampiro. Como as pessoas que
se viciam com a bebida, um
vampiro pode consumir sangue todo dia,
se for viciado a se alimentar apenas de sangue, ou apenas consumir
sangue duas vezes ao mês, para manter
seu nível de células sanguíneas. A média seria de quatro litros por mês. O que
ocorre é que os vampiros sempre se viciam em se alimentar apenas de sangue.
Devido mais ao prazer, que a necessidade. Um vampiro tem prazer em caçar a
vítima, sentir o seu medo, mostrar seu poder e sentir a vítima indefesa em suas
garras. Ou seja, em seus caninos.
O público riu
do último comentário e o doutor ergueu as mãos, dramaticamente, mais uma vez.
-Mas não se
iludam! Essas inverdades espalhadas pelos filmes e livros só os tornam mais
perigosos!Porque eles podem estar entre nós e ninguém perceber! Eles frequentam
restaurantes, cinemas, vão a festas, shoppings, e podem andar pelas ruas impunemente, à noite!
-Doutor
Reynolds... é verdade que os vampiros queimam se atingidos pelos raios do sol?
-Essa é uma
das poucas verdades. Sim, os raios de sol podem queimá-los até o corpo ser
destruído. Por esse problema, eles dormem durante o dia, até o sol se por.
Então, acordam de seu sono comatoso e vivem a noite, até o despertar da aurora,
quando se recolhem.
-E quanto ao
alho e o crucifixo? Isso realmente os afugenta?
-Bem, o povo
da Transylvânia tinha essa crença. Colocavam colares de alho para afugentar os
vampiros nas janelas e portas das casas, usavam crucifixos, mas isso não
passava de uma crença que os filmes popularizaram. Na realidade, isso não os
afeta.
A palestra
continuou por mais uma hora. Então, o doutor Reynold encerrou e indicou uma
moça loura com um gesto, que estava
postada perto da saída do salão com folhetos nos braços.
- Minha filha
Angelina vai distribuir para
vocês um manual de como reconhecer um vampiro e o que fazer, nessa
circunstância. Até amanhã, quando iremos
nos aprofundar no tema de nosso encontro.
Os convidados
começaram a levantar, fazendo comentários sobre a palestra, trocando
impressões. O doutor Reynolds se postou ao lado da filha, recebendo os
cumprimentos dos convidados e despedidas.
O doutor
Reynolds olhou para a filha com tristeza. Ela detestava aquelas reuniões. Ele
havia insistido muito para ela concordar em ajudá-lo a receber os convidados
para a palestra. Angelina era uma jovem
cética e achava aquelas palestras maçantes. Ela lhe dizia que devia aproveitar
a vida, ao invés de ficar perdendo tempo em querer formar um exército de
caçadores de vampiros.Para fazer como ela, que estava fazendo um curso de
dança, aprendendo a dançar jazz e tango, coisas que amava fazer.
Angelina era
dessas mulheres que os homens pensam em proteger e querer casar: Uma lourinha
dona de um rosto angelical, traços delicados, olhos verdes como mar, covinhas
no rosto quando ria, um corpo não muito alto, mas com todas as curvas e
reentrâncias no lugar certo. Mas, ledo engano a sua aparência! A última coisa
que Angelina pensava era em se casar. Além de ser gay, prezava muito sua
liberdade e independência. E era muito voluntariosa, com um temperamento que
não aceitava ordens nem conselhos. Não seria definitivamente um homem que a
dominaria.
Ela
distribuiu o folheto com um sorriso automático no rosto. Queria que aquela
maldita reunião terminasse logo, para ir viver sua vida.Tinha marcado com sua
melhor amiga ir ao teatro e precisava
de tempo para aprontar-se. No dia seguinte, não iria ajudar seu pai
naquela maldita reunião de jeito nenhum!
Havia recebido o convite de sua amiga para a inauguração de seu clube
gay e ela não iria perder essa festa por nada.
cd
THEODORA
5
de junho, 12:30 da madrugada
A
loura sorriu para a morena alta que havia chegado só à festa. Ela era uma
figura impressionante, mesmo naquela festa cheia de belas mulheres. Britt era
casada com o astro de rock Kurt Halen,
mas isso não era impedimento para ter suas aventuras sexuais. Na verdade, o
roqueiro adorava ver ela ter sexo com outra pessoa, seja homem ou mulher.
Fidelidade não era a tônica de sua relação. E aquela morena era bem
interessante. Ela poderia lhe dar um par de horas de prazer, se ela concordasse
em um mènage à trois.
A
morena em questão estava vestida com uma roupa de couro negra, colante no corpo
escultural, mostrando cada curva excitante daquele corpo alto e belo. Botas
negras de cano alto, uma pulseira de prata no pulso esquerdo e um chicote na
mão direita. Seria adepta de S&M? Tinha todo o tipo e o chicote dava a
confirmação. E aquele rosto! Era belíssimo!
A
loura não esperou mais. Se aproximou sorridente da morena.
-Alô...
– Disse, na sua mais sensual voz.
A
morena voltou o rosto, fitando-a. A loura ficou mais impressionada pela beleza
da morena. O rosto tinha traços
marcantes, um par de olhos incrivelmente azuis, lábios vermelhos sem pintura,
contrastando com a pele alva. Os cabelos negros e sedosos caíam reluzentes até
o meio das costas.
A
morena a fitou de cima à baixo, sem disfarçar, e depois os olhos voltaram a se
fixar nos seus, maliciosos .
-Alô –
respondeu ela, numa voz rouca, que lembrava cama – Ainda não tive o prazer de
ser apresentada à você. Mas podemos remediar isso.
A
loura riu, estendendo a mão.
-Prazer,
sou Britt Halen – Disse, com voz cheia de orgulho.
A
morena tomou sua mão . Britt sentiu um arrepio com aquele contato.
-Sou
Theodora Kymadakis. O prazer é todo meu, Britt – Respondeu ela, dando um meio
sorriso.
-Oh! É
grega? Mas não tem nenhum sotaque! – Admirou-se Britt.
Theodora
a fitou nos olhos, com seu sorriso malicioso, ainda segurando sua mão.
-Bem,
não vamos perder tempo discutindo meu inexistente sotaque, não? Você veio aqui
porque eu a interessei.
Britt
riu, sem tentar desprender a mão. Na verdade, queria mais contato ainda com
aquela mulher. Ela tinha uma atração animal, que fazia quem a tocasse ficar
excitada, como já estava. Seu sexo já estava todo molhado só em segurar aquela
mão! Impressionante e inédito!
-Você
não perde tempo, não? Gosto disso... aceitaria ir tomar um drink em nosso apartamento? Eu e meu marido só
viemos a essa festa para ficar pouco tempo. Amanhã vamos viajar para Chicago,
onde ele vai se apresentar em um show.
-Quem
é seu marido? – Perguntou Theodora, soltando sua mão.
-Kurt
Halen, é claro! –Disse Britt, surpresa e ofendida – Não sabe que sou a mulher
dele?! De que planeta você chegou, para não saber isso? O mundo inteiro nos
conhece!
Theodora
a fitou sem se abalar.
-O que
seu marido faz na vida?
-Ah,
não acredito! Você deve estar brincando comigo! - disse Britt, revirando os
olhos – Kurt Halen, o astro de rock!!!
-Ah...
não me ligo em cantores de rock. Só gosto de música erudita ou de Shania Twain.
Aquela, vale à pena ver cantar. É sexy e linda.
-Humph!
Bem, vamos ao que interessa, aceita o convite que fiz?
Theodora
a fitou especulativamente.
-Depende.
Se seu marido não ligar de eu comer a mulher dele, aceito.
-Oh!
Que falta de sutileza, Theodora!
-Sutileza
para quê? – Perguntou Theodora, erguendo as sobrancelhas – Eu sei muito bem o
que deseja de mim. É o mesmo que desejo de você. Por que ficar fazendo rodeio?
Não me preocupo com certas hipocrisias que as pessoas gostam de praticar.
-Oh, está bem,
não vamos discutir. Respondendo à sua pergunta, ele não vai ligar se você me
comer, desde que ele participe.
-Ótimo. Mas
aviso que eu quem vou comandar tudo. Só farão o que eu mandar.
Britt riu.
-Combinado!
Venha, vamos falar com ele.
Entraram na casa,
saindo do terraço. Britt conduziu Theodora até a biblioteca. Bateu na porta e
entraram. Lá dentro haviam dois casais
e o roqueiro. Um casal
estava visivel- mente drogado,
viajando, o outro praticava sexo oral e o roqueiro cheirava uma fileira de
cocaína, absorvido no que fazia.
Britt se
dirigiu para o roqueiro sem nenhum constrangimento, como se os casais nem
estivessem ali e seu marido apenas fumasse um cigarro.
-Kurt, vamos
embora, em casa nos divertiremos melhor. Quero apresentar à você Theodora. Ela
aceitou meu convite para um drink lá em casa, entendeu?
O roqueiro
olhou para Theodora da cabeça aos pés e sorriu, um sorriso de um gato que
acabou de engolir o canário.
-Ooops! Muito
boa companhia, Britt! Sim, vamos indo!
Os casais continuaram a fazer o que estavam
fazendo, quando eles se retiraram e fecharam a porta.
Uma limousine
os esperava no jardim da casa. Os seguranças seguiram em um outro carro, atrás
da limousine.
Logo que a
limousine partiu, Britt sentou ao lado de Theodora, pegando sua cabeça com as
mãos e a beijando sofregamente, enfiando a língua na boca da bela morena.
Sentado em um banco diante delas, o roqueiro sorriu, pousando a mão em sua
braguilha e acariciando seu sexo por
cima do tecido.
-Isso,
meninas... façam um show para mim...
Theodora
descolou a boca e fitou o roqueiro com frieza.
-Eu quem dou
as ordens. Vocês só farão o que eu quiser. Ou isso, ou nada.
O roqueiro
riu.
-Oh, claro,
claro, meu bem... faça o que quiser... só vou ficar olhando...
Theodora
voltou-se para a loura e a pegou pelos cabelos, puxando-a por eles até seus
rostos ficarem próximos. Então, beijou a loura com ardor, a mão livre agarrando
um seio e o apertando. A loura gemeu dentro de sua boca, sugando sua saliva, as
mãos a puxando para mais perto.
Theodora
segurou na borda do decote do vestido dela e o puxou com força. O decote rasgou
e os seios sem sutian saltaram fartos. Ela se afastou um pouco, para olhar os
seios. Eram grandes, de auréolas rosadas. Desceu o rosto e tomou um deles na
boca, sugando com força. Britt gemeu alto de dor e prazer, mas apertou ainda
mais a cabeça de Theodora contra seus seios. Aquela mulher tinha o poder de
deixá-la louca com suas carícias rudes.
Com o canto de
seus olhos, Theodora viu que o roqueiro havia aberto a braguilha da calça e se
masturbava lentamente, olhando-as com um olhar cheio de desejo.
Theodora
afastou a boca dos seios e ordenou para a loura:
-Tire a
calcinha e levante as pernas. Quero ver seu sexo molhado.
-Oh, maldição,
você me deixa louca, Theodora! – Gemeu a loura – Mas já estou sem calcinha.
Sempre vou às festas sem ela.
Theodora
colocou a mão entre os joelhos da loura, afastando-os..
-É mesmo? E
por que vai sem calcinha, sua vadia?
-Porque gosto
de ser bolinada...
-Mesmo? Por
homens, ou mulheres? – Perguntou Theodora, levando a mão até o sexo da loura.
Com as pontas dos dedos, sentiu como ela estava molhada.
-Por qualquer
um dos dois – Disse Britt, erguendo as pernas e colocando os pés no banco.
Abriu-as, para facilitar a ação de Theodora – Enfie logo os dedos, Theo!
Theodora
sorriu, fitando o sexo aberto, à sua espera. Olhou para o roqueiro. Ele se
masturbava mais rápido, os olhos fixos no sexo da loura. Theodora se voltou
meio de lado, e enfiou dois dedos profundamente na vagina da moça, que gritou
de prazer. Ela movimentou os dedos com força, para dentro e para fora, olhando
o rosto da loura, que de olhos fechados, tinha uma expressão de dor e prazer.
-Está
gostando? – Perguntou, continuando a movê-los com força, sentindo as paredes da
vagina da moça se contraírem em volta de seus dedos.
-Sim...sim...
– Arfou Britt, movimentando os quadris ritmicamente.
-Então fale,
sua vadia... diga que quer mais... vamos... fale... grite...
-Sim!!! Eu
quero mais! Muito mais! Ahhh! Ahhhhh!!!!
Theodora olhou
para o roqueiro. Ele estava quase no auge, de olhos fechados, a mão se movendo
frenética. Ela o tocou na perna, dizendo:
-Venha, ela
agora é toda sua. Penetre-a com força!
O roqueiro não
precisou de segundo convite. Ele se ergueu se ajoelhou no banco, direcionando o
pênis duro para a abertura pulsante de Britt. Então, arremeteu com toda sua
força, penetrando-a ao máximo. Em pouco tempo ele explodiu dentro dela e a mulher atingiu o orgasmo, gritando, agarrando os braços dele com
força, arranhando com as unhas longas.
Theodora olhou
a cena com aberto desejo. Era excitante ver aquilo. Ela sentia-se no lugar do
homem. Podia sentir o que ele sentia. A energia de prazer vinha para ela em
ondas .
Eles ficaram
imóveis, se recuperando, até que a limousine parou, indicando que haviam
chegado. O roqueiro se afastou da mulher e fechou a calça. Ela simplesmente
baixou a saia e pediu o casaco dele para vestir, para esconder os seios à
mostra pelo decote rasgado. Saíram e entraram no prédio de luxo na Quinta
Avenida sem problemas. Era uma noite fria e já passava de uma da madrugada.
Subiram juntos
com os seguranças, que ficaram na porta de entrada do apartamento. Entraram e o
roqueiro fechou a porta, voltando-se para a loura.
-Vou pegar uma
garrafa de vinho. Me esperem no banheiro.Acho que podemos relaxar na banheira,
nós três.
Britt pegou
Theodora pela mão.
-Venha, vai
gostar de um banho relaxante.
Theodora a acompanhou, olhando sem muito
interesse para o banheiro luxuoso, com todos os confortos modernos. Uma enorme
Jacuzzi ficava em um canto, com uma tv enorme de plasma na parede. Um box enorme de vidro fumê, que devia caber umas
seis pessoas, uma bancada enorme com
vidros de sais para banho, perfumes e xampus diversos.
Britt começou
a se despir rapidamente, depois de abrir as torneiras da banheira, deixando a
água jorrar. Theodora a fitou com um sorriso e foi até a bancada, abrindo alguns vidros de sais para banho e
sentindo seu cheiro.
-Na última
gaveta à direita, tem algo que você vai gostar – Avisou Britt, entrando na
banheira.
Theodora abriu
a gaveta indicada e sorriu. Viu vários falos de diversos tamanhos, materiais e
cores, na gaveta. Escolheu um vermelho, sua cor favorita, e o retirou da
gaveta. Segurando-o na mão, olhou para Britt, que se sentara na banheira, com
os braços descansando na borda arredondada.
-Vocês usam
isso em quem? – Perguntou Theodora, com um leve sorriso.
Britt deu uma
risadinha.
-Em quem
quiser, gostosa... mas isso é usado com um preservativo. É mais higiênico.
-Humm...
eu quero usar em você.
-Bem,
não tem problema...coloque o preservativo nele e venha se divertir um pouco.
Theodora
sorriu. Afivelou o objeto em seu corpo e pegou-o na mão, olhando para Britt com
sensualidade.
-Venha
aqui – Ordenou, com voz rouca.
Britt
de aproximou da borda da Jacuzzi, sorrindo. Theodora entrou na banheira com
botas e roupa, fazendo Britt protestar:
-Ei! Não pode
entrar com botas e roupa na banheira!
Theodora
sorriu, abraçando-a pela cintura e a puxando contra o corpo, com a mão livre. A
outra segurava o dildo.
-Posso, e já
entrei. E você vai gostar do que vou fazer.
E ela desceu a
boca, esmagando os lábios da loura com os seus em um beijo faminto.A loura
sentiu-se invadida por uma forte sensação de prazer e a abraçou também,
retribuindo o beijo com igual ardor.
A loura descolou os lábios, para dizer quase sem
voz:
-Me possua
agora, sem preâmbulos, apenas me coma!
Theodora, com
uma força surpreendente, ergueu a loura pela cintura e ordenou:
-Passe as
pernas em minha cintura.
A loura obedeceu, beijando-a sofregamente.
Theodora dirigiu o pênis artificial para a abertura da moça e empurrou-se com
força, penetrando-a sem nenhum cuidado. A loura gemeu dentro de sua boca, mas
continuou beijando-a. Theodora começou a mover a loura contra ela, segurando-a
pelas nádegas, fazendo-a se impalar no falo,
que entrava e saía daquela
abertura quente e molhada.
Ela afastou a
boca, fitando a loura, que gemia alto, de olhos fechados.
-Ei, nem me
esperaram para a festa!
Theodora se
voltou, sem soltar Britt. Ela fitou Kurt Halen, que as fitava sorrindo, com uma
garrafa de vinho e três taças nas mãos. Ele estava apenas de cueca e ver aquela
cena havia causado um efeito inequívoco no corpo dele.
- Agora é minha vez de comer sua mulher
- Disse Theodora, continuando a mover a
mulher contra ela, se voltando de
costas para ele.
Ele colocou os
objetos sobre a bancada e se aproximou com olhar cheio de desejo.
-Não posso
esperar, gostosa. Essa cena me enlouqueceu.
E dizendo isso, ele entrou na banheira e se
postou atrás de Theodora, pousando as mãos no traseiro sensacional da bela
morena, dizendo:
-Eu vou comer
seu...
Ele não pôde
concluir a frase. Numa velocidade
espantosa, Theodora se voltou ainda segurando Britt com um braço, mas o outro
já voando para o rosto do homem. O seu punho acertou-o no nariz em cheio,
fazendo-o ser projetado no ar e cair no chão contra um puf de acrílico. E ficou
imóvel, o nariz espirando sangue.
Theodora o fitou com desprezo.
-Ninguém toca
em mim sem eu desejar! – Disse, com voz
baixa – Ainda mais um homem idiota como você, querendo ter sexo comigo!
Britt a fitou
apavorada, tentando se desvencilhar dela, a empurrando com as mãos.
-Sua
assassina! – Gritou ela, esmurrando seu peito – Você matou meu marido! Sua
louca!
Theodora a
fitou sorrindo, como se ela fosse uma garotinha querendo agredir uma pessoa
adulta.
-Seu marido
está vivo, mulher histérica! Se eu quisesse matá-lo, teria feito algo que me
daria mais prazer.Vamos continuar nossa
festa.
-Não! Não
quero mais nada com você, sua louca! – Gritou Britt, com raiva e medo.
Theodora riu,
fitando a mulher que se esperneava inutilmente presa no seu braço.
-Ahahahahahahah!!!!Olhe
em meus olhos, mulher. Olhe!
Theodora
apertou- a com força e ela obedeceu,
medrosa. Aqueles olhos azuis se tornaram da cor de uma nuvem de tempestade,
cinza chumbo, e depois, vermelhos. E
fitando-os, Britt sentiu uma vertigem
que a fez desmaiar. Theodora a pegou nos braços e baixou o rosto,
aproximando a boca do seio da mulher. Seus caninos se projetaram para fora da
boca e mordeu um seio, esperando ver
fluir o sangue quente e vermelho. Mas o que saiu foi um esguicho de
líquido gelatinoso, com o ruído de um
pneu esvaziando. Ela afastou a boca cuspindo, vendo o seio murchar.
-Silicone!
Maldição! Será que uma vampira faminta não tem mais o prazer de chupar um peito
suculento verdadeiro, tomando uns bons goles de sangue?! Essa moda miserável!
Eu devia ter desconfiado! Um peitão desses não é natural! Arrrgh!!!!! É melhor
eu ir embora, comprar sangue no mercado negro! Com duzentinhos, consigo um
litro!
Ela
jogou a desmaiada mulher no chão e
retirou o falo do seu corpo, jogando-o na banheira.Foi olhar o roqueiro.
O homem respirava pela boca aberta. Iria sobreviver. O melhor era dar o fora
antes que os seguranças ligassem para algo. Não queria o sangue de um homem que
tomava droga. Era um sangue ruim. Quanto à loura, perdera a vontade do sangue
dela. Se a mordesse novamente, mesmo em outro lugar do corpo, iria lembrar do
gosto do silicone e acabaria vomitando.
Ela saiu pela
janela, caminhando rapidamente pelo parapeito e dando um salto para outra
janela do andar superior, se segurando no parapeito. Em questão de segundos desapareceu na escuridão.
cd
6 de
junho, 22:00 horas
Os
graves do baixo com a bateria, na batida da música, repercutiam dentro de Angelina, mexendo com o seu corpo, que se
movia sensualmente, atraindo olhares de desejo. A inauguração do clube estava
sendo um sucesso. A casa estava lotada de mulheres de todos os tipos, da mais
feminina ao butch mais masculinizado, todas bebendo, dançando, conversando ou
jogando bilhar em uma sala com duas mesas.
Angelina
percebia os olhares de desejo em seu corpo. Ela havia se vestido para arrasar,
em um top de couro preto deixando seu abdômem de músculos definidos à mostra, e
uma calça de couro que se moldava em seu corpo como uma segunda pele, revelando
as curvas de seu corpo escultural.
Era
delicioso se sentir desejada, mas ela estava cada vez mais exigente. Queria
alguém que realmente a fizesse tremer de emoção, alguém por quem se apaixonasse
em um olhar. E nenhuma daquelas mulheres lhe provocava essa emoção. Estava
cansada de ir para a cama com uma mulher apenas porque era atraente. Ela sempre
se sentia vazia, depois do sexo. Queria alguém que amasse, que depois do sexo
se sentisse ainda cheia de emoção, uma pessoa que significasse muito mais que
uma boa trepada.
A
música acabou e Angelina achou que era tempo para uma bebida gelada. Foi ao
balcão e esperou sua vez de ser atendida. Havia muita gente esperando sua vez.
-Gostosa,
está sozinha? – Uma voz perguntou em seu ouvido.
Angelina
se voltou, olhando a mulher ruiva que a fitava sorrindo. Apesar de ser bonita,
algo nela a fez antipatizar com ela e respondeu friamente:
-Estou
com uma amiga.
-Oh,
e onde está sua amiga? Desde que cheguei, não vi ninguém com você.
-Ela
é a dona do clube e está ocupada recebendo as convidadas.Não a conhece?
-Oh...
não, eu entrei sem convite, pagando a entrada.
-Sei.
Quem não recebeu convite, paga para entrar – Disse Angelina, se voltando de
costas para a mulher. A moça que atendia no balcão a reconheceu e sorriu,
perguntando:
-Olá,
Angelina, o que vai ser?
-Uma
Corona, Beth.
Beth
atendeu com rapidez e logo Angelina
estava com uma cerveja gelada na mão.
-Eu
pago a cerveja da loura – Disse a ruiva, estendendo uma nota de cinco dólares
para a atendente.
Beth
sorriu, recusando o dinheiro.
-Não
precisa pagar. Ela é amiga da dona e
convidada, tenho ordem de servir as convidadas de graça.
Angelina
se afastou rapidamente, aproveitando a distração da ruiva. Ela foi para uma
mesa onde viu duas amigas
sentadas. Elas lhe sorriram abertamente.
-Olá,
garotas, posso sentar com vocês? – Disse Angelina, parando diante da mesa.
-Claro,
Angel! Precisa pedir? Garota, você está arrasando com essa roupa sexy! A
mulherada está toda de olho em você!
Angelina
sentou numa das cadeiras vazias, de
costas para a pista, sorrindo com desinteresse.
-Nenhuma
dessas mulheres conseguiu interessar-me, Dawn.Acho que estou ficando exigente.
Elas
riram. Dawn olhou para a porta do clube que abriu e seus olhos se arregalaram.
-Angelina...uma
mulher que acabou de chegar vai fazer você mudar seu pensamento...olhe e diga
se estou errada.
Angelina
voltou-se e olhou para a porta. E seu olhar se paralizou na mulher que havia
acabado de entrar. Seu rosto adquiriu uma expressão encantada, seu coração
acelerou. E dentro dela, algo a fez pensar: É ela! Quem eu esperei a vida toda!
A mulher de minha vida!
A
mulher parou na entrada, olhando em volta com uma expressão indecifrável. Ela
era muito mais alta que o normal numa mulher, devia ter mais de um metro e
oitenta, e sua postura imponente parecia ressaltar isso. Vestida toda de negro,
com um casaco de couro que ia até os joelhos, blusa colante nos seios e a calça
que realçava suas longas pernas
que as botas de cano longo, complementavam o impressionante visual. E aquele
rosto! Mesmo de longe, podia perceber a atração que aquele rosto exótico
emitia. Cabelos negros e lisos caindo pelos ombros, traços marcantes e um par
de olhos que brilhavam na luz negra.
Os
olhos dela encontraram os seus e eles se paralizaram. Ficaram se fitando e
Angelina sentiu que havia perdido seu coração. E a dona dele agora era aquela
estranha.A música pareceu parar, o burburinho de vozes foi diminuindo até
cessar, tudo o mais pareceu se envolver numa névoa, onde apenas aquele olhar
existia, prendendo o seu.
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