AQUELA VEZ NA GRÉCIA
parte 2
O homem olhou
para Karen com um sorriso, dando os primeiros passos. Ele dançava bem.
-Meu nome é Alexis Palamidis e sou o dono
desse local. Espero que esteja gostando daqui. Como é seu nome? – Declarou, com
ar importante.
Karen sorriu para ele. Era presunçoso,
mas um homem atraente.
-Karen Adams, Alexis.
Estou adorando a Grécia. E seu inglês é impecável. Mas como sabia que eu era
americana, quando nos dirigiu a palavra?
-Depois de anos lidando com turistas, é
fácil descobrir a nacionalidade deles só em um olhar. Mas devo dizer que você é
uma americana fora de série.
Karen riu.
-Sou? Por quê?
-É a americana mais linda que já vi
pessoalmente. Por isso não resisti e vim pedir para dançar comigo.
-É muito gentil e mentiroso, Alexis! Não sou tão bonita assim!
Ele a fitou ardentemente e a apertou
contra si.
-Não, estou sendo sincero. Você é linda,
Karen. Já estou escravo de sua beleza.
-E Dafne Kortakis? Não a acha linda, também? – Perguntou, curiosa em
saber o que Alexis Palamidis
achava de Dafne. Se ela atraía ele
como atraía à ela própria.
-Dafne Kortakis é muito linda também, mas você é o meu tipo. Prefiro
as louras – Ele respondeu, sorrindo.
-Não a acha atraente?
Ele olhou para Dafne,
que os observava muito séria. Tornou a olhar para Karen.
-Ela é muito atraente, mas de uma beleza
animal, selvagem. Eu a compararia à uma pantera, e
você, à uma adorável coelhinha. Prefiro as coelhinhas, são mais confiáveis. Dafne Kortakis é um tipo de
mulher que domina um homem, e não gosto de ser dominado.
Karen tornou a rir.
-Não sei se devo me sentir insultada ou
elogiada, por ser comparada à uma coelhinha. A não ser
que seja uma das coelhinhas da Playboy.
-Você é bem mais interessante que uma
coelhinha da Playboy. Fale-me sobre você. Está
hospedada em que hotel?
-No Electra Palace
Hotel Athens – Disse impulsivamente e se arrependeu
imediatamente. Agora ele sabia onde encontrá-la. Estava decepcionada com o belo
grego, que tinha uma conversa nada brilhante. Compará-la com uma coelhinha era
muita pobreza de espírito.
-Está hospedada junto com Dafne Kortakis?
-No mesmo hotel, mas em apartamentos
separados. Por quê? – Perguntou, olhando-o suspeitosamente.
Alexis sorriu,
percebendo sua desconfiança.
-Não se preocupe, não sou nenhum
marginal. É que gostaria de convidá-la para jantar, mas sem Dafne
Kortakis. Posso buscá-la amanhã
para jantarmos fora?
Karen o fitou indecisa.
Havia prometido a Dafne ir com ela para Mykonos no dia seguinte. Mas desde quando trocava a companhia de um
belo homem por uma mulher? Mesmo sendo tão atraente como Dafne?
O mais sensato era combater aquela atração pela grega. E nada melhor que aquele
belo grego.
-Está bem... – Concordou, insegura de
sua decisão. Ele sorriu, apertando-a pela cintura contra o seu corpo. Era um
homem musculoso, com cheiro de lavanda cara. Ele segredou em seu ouvido,
fazendo-a sentir seu hálito quente:
-Mal posso esperar até amanhã, linda
Karen...
Karen olhou para Dafne.
Ela os observava muito séria, bebendo seu ouzo.
Preocupou-se. Aquele olhar estava parecendo irado, ou era impressão sua?
Afastou-se de Alexis e o fitou preocupada.
-Vou voltar para a mesa. Dafne deve estar se sentindo só.
Nos veremos amanhã, Alexis.
Ele pegou sua mão e a beijou, fitando-a.
-Amanhã, às oito da noite, estarei
esperando-a na recepção do hotel. Não esqueça, bela Karen.
-Não esquecerei.
Dafne a viu
aproximar-se. Armou um sorriso artificial na boca, mas seus olhos emitiam
lampejos sinistros. Era o ciúme inacreditável que sentia de Karen azedando seu
bom humor. E tinha que disfarçá-lo, porque não tinha nenhum direito de sentir
isso por ela.
Karen sentou diante de Dafne,
fitando-a com um sorriso.
-Aqui estou de novo. Alexis
Palamidis é um excelente dançarino e muito atraente.
Ele convidou-me para jantar com ele amanhã. Sei que havia combinado ir a Mykonos com você, mas... você me
entende, não? Eu estou...
-Não precisa se justificar, Karen –
Cortou Dafne bruscamente, com um sorriso irônico. Não
conseguia esconder sua decepção – Eu entendo. Você está atraída por ele e
prefere ir jantar com ele. Simples.
Karen a fitou preocupada. Os belos e expressivos olhos
de Dafne diziam o que ela não falava com os lábios.
Ela estava zangada e magoada com seus novos planos, deixando-a de lado.
Arrependeu-se de sua atitude. Não queria magoar Dafne,
nem deixá-la zangada com ela. Percebeu que se importava, pela primeira vez na
vida, com os sentimentos de outra pessoa, além de seus parentes.
-Está com raiva de mim, Dafne? Não pensei que se importasse por eu mudar meus
planos...
Dafne a
encarou erguendo as perfeitas sobrancelhas.
-Raiva de você? De onde tirou essa
idéia? Absolutamente!Você tem o direito de fazer o que preferir!
-Mas você não gostou de ter ficado aqui
sozinha, quando fui dançar...
Dafne deu uma
risada curta e a fitou com ironia.
-Karen, não sou nenhuma menininha desprotegida,
pode dançar quando quiser! Veja, Alexis Palamidis continua olhando para você. Por que não vai
dançar com ele?
Karen olhou aquele rosto belo e
atraente. E percebeu que não queria ir ficar com Alexis
Palamidis, mas sim com a bela grega. Não adiantava
querer evitar o que sentia, era mais forte que a razão. Não estava lutando
contra aquela atração por questões morais, tinha vários amigos gays, homens e
mulheres. Nunca havia tido sexo com uma mulher simplesmente porque nunca se
sentira interessada por uma, mas Dafne estava sendo
uma exceção. O que a amedrontava era o fato de estar sentindo pela bela grega
um sentimento que
nunca havia sentido por nenhum amante. Era, além de uma forte atração, uma profundo prazer em ouví-la
falar, olhar aquele rosto, perder-se nos olhos azuis, estar na sua companhia. E
o desejo de acariciar aquele rosto, beijar aqueles lábios sensuais...
-E então? – Perguntou Dafne.
Karen a fitou saindo de sua contemplação
muda.
-Então, o quê?
-Vai dançar com Alexis
Palamidis ou jantar comigo?
-Claro que vou jantar com você, Dafne.
-Então, podemos pedir? Já fez sua
escolha?
-Escolha para mim. Tenho certeza que
escolherá melhor que eu.
Dafne sorriu
amargamente.
-Não sei se sempre escolho o melhor. Vou
tentar.
Karen a fitou atenta.
-Essa frase tem um sentido muito além do
óbvio. O que não soube escolher, Dafne?
Dafne a fitou
com os incríveis olhos azuis. O olhar agora estava impenetrável.
-Todos nós às vezes fazemos escolhas
erradas. Eu fiz algumas.
-No campo profissional ou sentimental?
Dafne apoiou
os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos. Um gesto fora da etiqueta, mas bem
próprio dela, que desprezava convenções.
-No sentimental.
-Então, já teve uma decepção
sentimental, Dafne?
-E quem não a teve? Faz parte da vida.
Karen apoiou o queixo na mão,
observando-a.
-Tem razão... também
tive a minha, há poucos dias atrás.
Dafne a
encarou interessada.
-Verdade? E quer contar-me como foi?
-Estava com um homem que me usou e
traiu. E ainda por cima, insultou-me!
Os olhos de Dafne
mostraram sua incredulidade.
-Não é possível! Um homem fez isso com
você?! É... incrível!
-Incrível, por quê?
-Bem... você é
uma mulher... muito bonita e especial...
Karen sorriu timidamente.
-Você acha isso de mim?
Dafne a fitou
intensamente.
-Acho, Karen. E esse homem que fez isso
com você é um idiota, por não perceber isso. Você o amava?
Karen baixou os olhos, fitando as mãos.
-Não. Nunca amei alguém. Meus
relacionamentos sempre se basearam apenas em sexo, somente.
-Oh...então,
não sabe o que é amar, entregar-se de um modo que só quem ama faz, sentir
prazer de corpo e alma. Então você não conhece a verdadeira paixão, que faz seu
corpo inflamar-se apenas com um toque da pessoa amada. Não sabe o que está
perdendo, Karen.
Foi a vez de Karen sentir um profundo
ciúme de Dafne, ao ouví-la
dizer aquelas palavras com tanto calor, os olhos lampejando à
cada palavra. Odiou pensar que Dafne já sentira
aquilo tudo por uma mulher.
-Já amou alguém assim, Dafne?
O olhar de Dafne
se tornou perdido, ausente. Ela suspirou.
-Sim... há
muito tempo atrás...
-E quem foi essa pessoa tão especial?
Por que não está com ela?
Dafne a fitou
nos olhos.
-Deixe para lá... vamos
escolher os pratos.
A um gesto de Dafne,
o garçon se aproximou. Dafne
escolheu os pratos e mais uma garrafa de vinho branco gelado, produzido em Santorini.
Karen a fitou em silêncio, pensativa. Alexis tinha razão. Dafne devia
ser um vulcão de paixões. Como seria numa cama? Pelo que dissera sobre paixão,
devia amar como uma sacerdotisa do amor, uma deusa pagã. Devia enlouquecer de
desejo um homem... ou uma mulher.
O humor de Dafne
pareceu voltar. Contou vários fatos pitorescos, falou sobre os costumes gregos
e sobre as ilhas gregas, encantando Liz com sua narrativa vivaz. Acabaram de
jantar e Dafne a fitou subitamente séria, depois que
olhou seu relógio de pulso.
-Bem, tenho que ir agora. Já passa de
meia noite e tenho que acordar cedo para ir a Mykonos.
Se quiser ficar com Alexis Palamidis,
tudo bem. Irei sozinha.
Karen percebeu, surpresa, que havia
esquecido de Alexis. Olhou para Dafne
com um sorriso, protestando:
-Dafne! Acha
que vou fazer isso com você?
Dafne a fitou com sua
máscara de tranquilidade.
-Eu vou entender.
-Dafne, eu vim
com você e vou voltar com você. Alexis pode esperar.
Dafne sorriu,
descontraindo.
-Então vou pedir a conta.
Dafne pediu a
conta ao garçon. Ele informou que Alexis
Palamidis mandara dizer que a despesa era uma
cortesia da casa e não precisavam pagar. Dafne deu
uma expensiva gorgeta ao garçon, de cara fechada. Odiava ter que ficar devendo a Alexis essa cortesia. Mas se não aceitasse, seria estranho.
Olhou para Karen, erguendo-se.
-Vamos indo?
Karen a fitou de cenho franzido.
-Não vai agradecer Alexis a gentileza?
-Não.
Karen a
fitou atenta. Notou a mudança de humor de Dafne. Ela
parecia aborrecida... será que estava com ciúmes de Alexis? Será que ela gostava dele?
Se dirigiram para a saída. Alexis acenou para elas, sorrindo, e Dafne
acenou em retorno, sorrindo forçadamente. Karen acenou para ele sorrindo e
saíram. Havia vários táxis esperando passageiros diante do restaurante e elas
tomaram um deles. Dafne deu o endereço ao motorista
em idioma grego e Karen sentou ao lado dela e perguntou suavemente:
-Você gosta de Alexis, Dafne?
Dafne voltou o rosto,
fitando-a surpresa. Deu uma risada curta.
-De onde tirou essa idéia?
-Bem, notei que você não gostou de eu ter dançado com ele, nem
dele ter feito a gentileza de não cobrar a conta. Dafne, se gosta dele, não o encontrarei mais. Alexis
não significa para mim mais que um flerte. Sairei de seu caminho sem lamentar.
Dafne deu uma risada,
fitando-a divertida. Era engraçado. Ela interessadíssima em Karen, e ela
pensando que estava com ciúmes de Alexis!
-Você está completamente
errada, Karen! Não estou interessada em Alexis– Disse,
desviando o olhar daqueles olhos inquisitivos, olhando para a frente – Apenas
não gosto de homens metidos a conquistador. Alexis é
do tipo que deve se julgar irresistível. Ainda mais agora, que conseguiu
interessar você.
Karen calou-se, ficando pensativa. Se Dafne não estava com ciúmes de Alexis,
então por que se mostrava tão mau humorada por ela ter
dançado e flertado com o grego?
A realização da nova possibilidade caiu
sobre ela como um clarão na escuridão: Dafne então
estava com ciúmes dela!
Fitou Dafne, procurando não
demonstrar o que passava por sua mente. Deus, seria
isso? Aquela mulher tão bela e atraente, com uma personalidade fascinante, estaria
atraída por ela? Dafne era uma lésbica? Ou talvez,
uma bissexual?
Maldição,
não achava que resistiria se Dafne a seduzisse. Ela
era muito atraente e bela para ser repudiada. Para o inferno seus medos e hesitações!
Queria Dafne também. Queria aquela mulher de qualquer
jeito, admitiu sem mais subterfúgios. Tinha que encarar a realidade.
-Chegamos, Karen.
A voz
de Dafne despertou-a de seus perturbadores
pensamentos. Ela já havia pago o motorista e a fitava
com a mão na maçaneta da porta do carro. Karen saltou apressada e as duas se
dirigiram para a entrada do hotel. Pegaram suas chaves na portaria e quando se
dirigiram para o elevador, Karen falou em um impulso:
-É tão
cedo ainda, Dafne . Não quer ir em meu apartamento
tomar um drink?
Dafne a fitou indecisa.
-Não
está com sono?
-Não.
Você está?
Dafne sorriu, apertando o botão de chamada do elevador.
-Bem,
amanhã cedo vou para Mykonos. Por falar nisso, ainda
pensa em ir comigo?
Karen
retribuiu o sorriso, fitando-a nos olhos. Dafne tinha
um par de olhos magníficos e sentiu-se perdida neles. Nesse momento, esqueceu
de Alexis, esqueceu de seus planos, tudo subitamente
pareceu menos importante que estar perto de Dafne.
-Podemos
falar sobre isso em meu apartamento. Aceita meu convite?
Dafne respirou fundo, perdida naqueles olhos verdes.
-Bem...
também estou sem sono, ainda. Vou aceitar seu drink, Karen.
Pegaram
o elevador e subiram em silêncio. Karen abriu a porta do apartamento e entraram.
Dafne avançou com Karen para o living, olhando em volta,
enquanto ela foi até o frigo bar.
-Hummm... temos cerveja, ouzo, champanhe e água mineral. O que prefere?
-Pode
ser água. Já bebi bastante por essa noite.
Karen pegou
uma garrafa de água e dois copos.
Aproximou-se e o olhar de Dafne percorreu o
seu corpo, incapaz de evitar. Karen percebeu e sorriu sedutoramente, sentindo
uma intensa satisfação. Não havia se enganado em sua suposição. Aquele olhar
era a prova disso.
Ela
entregou um dos copos a Dafne, colocando água até a
metade. Encheu seu próprio copo e sentou no sofá ao lado da grega, sob as
pernas encolhidas. A saia subiu, revelando as coxas fortes e douradas.
Dafne desviou o olhar, tomando um longo gole de água para
molhar sua garganta subitamente seca. Oh, Deus! Que pernas! Que vontade louca
de tocá-las! Sua atração por Karen estava sufocando-a!
Karen a
fitou intensamente e
colocou o copo de lado, sobre a mesinha de centro.
-Dafne... sou uma mulher que quando
deseja algo, não faz jogos para conseguir o que quer. Sempre sou muito direta e
franca. O que acha disso?
Dafne fitou aquele rosto belo, fitando-a
de perto, e um arrepio correu pelo seu corpo. Aqueles lábios eram absolutamente
tentadores, vermelhos e carnudos.
-Acho
que é um bom modo de conseguir o que quer, Karen.
-Mesmo?
E continuaria achando isso
bom se eu dissesse que estou interessada em uma mulher, que estou
extremamente atraída por ela?
-Bem...
isso não mudaria o que penso de você – Disse Dafne, com o coração dando saltos no peito, sem deixar de fitá-la.
Karen
sorriu com sua resposta e se aproximou mais o rosto.
-Fale-me
de você, Dafne. Tem alguém em sua vida?
Dafne engoliu em seco. O rosto da bela loura estava há apenas dois
palmos do seu. Podia ver as íris dos olhos dela rodeadas de pigmentação
dourada, esmaecendo no verde-mar das pupilas magníficas. Com esforço coordenou
seu pensamento para responder:
-Não
tenho ninguém.
-E ... está interessada em alguém?
Dafne não se controlou mais, falando com voz rouca de
emoção:
-Sim,
Karen... em você.
No
momento seguinte, Karen estava nos braços de Dafne,
beijando-a apaixonadamente. Suas bocas coladas, lábios se roçando, línguas se
acariciando, se sugando, numa emoção inesperada, que as fizeram estremecer.
Trocaram beijos quentes, sensuais, suas mãos buscando o corpo uma da outra em
carícias.
Dafne afastou-se, com a respiração ofegante. Tomou o rosto
de Karen entre as mãos, falando emocionada:
-Eu a
desejo muito, Karen, tanto que tenho medo.
Karen a
fitou com desejo, ofegando também. Sua mão acariciou os cabelos de Dafne, descendo pelas costas.
-Dafne... nunca estive com uma
mulher. Nunca me interessei por uma. E confesso que essa poderosa atração que
passei a sentir por você
é assustadora, algo que tentei ignorar, mas não consegui. Mas já
percebi que é um sentimento muito intenso, que nunca senti
por alguém. Eu quero ser sua, Dafne. Mas não
posso prometer nada à você. Por que não sei se o que
estou sentindo vai além de desejo.
Dafne a encarou com um olhar que fez Karen estremecer de
desejo.
-Não
prometa nada, então – Disse Dafne, com voz alterada
pelo desejo – Não sabemos o que virá amanhã. Então, vivamos agora essa emoção
que nos joga uma nos braços da outra. Amanhã pensaremos sobre o que aconteceu e
teremos mais discernimento para avaliar o que sentimos.
Karen
enterrou os dedos atrás da nuca de Dafne e a puxou
para um beijo ardente.Foi um beijo que fez seu corpo estremecer de desejo,
sentindo os lábios macios de Dafne sugando os seus,
roçando, se esmagando, a ponta da língua acariciando o lábio superior, depois
empurrando, pedidindo entrada na boca de Karen, que
se entreabriu sedenta, não só permitindo a entrada, mas também sugando,
acariciando.
Inconscientemente,
Karen começou a apertar seu sexo na coxa forte de Dafne,
em movimentos dos quadris, sentindo seu desejo crescer a cada investida, seu
sexo palpitando.
As mãos
de Dafne desceram do rosto de Karen para os seios
dela, acariciantes. Os dedos apertando os bicos suavemente, a boca agora
mordiscando o lóbulo da orelha de Karen, descendo pelo pescoço em beijos que
mais excitavam Karen.
Dafne afastou-se um pouco, fitando Karen com os olhos semicerrados. Karen respirava entrecortadamente,
os olhos cheios de desejo.
-Dispa-se, Karen...quero
ver você nua...admirar cada curva desse corpo... –
Pediu, com voz rouca de desejo.
-Sim...
– Concordou Karen, ofegante – Mas você também... dispa-se...
Dafne sorriu, levando as mãos aos botões da blusa.
Elas se
despiram entre beijos, descobrindo seus corpos uma para a
outra, ansiosas para uma entrega total. Karen afastou-se um pouco para olhar o corpo de Dafne. Era
impressionante o que sentia ao olhar o belo corpo dela. Já vira suas amigas
nuas diversas vezes, mas isso nunca a excitara, mesmo os achando belos. Mas Dafne tinha um poder de atração sobre ela que a fazia se
encantar e se excitar com as curvas daquele corpo felino, de musculatura
definida, mas extremamente feminino, com seios de bom tamanho com auréolas rosa-mauve, eretos e firmes, o sexo de pêlos aparados, as
coxas longas e fortes. E aquele rosto! Era a máscara da paixão.
Os olhos de Dafne
também a fitavam, fazendo-a ter um arrepio de desejo.
Dafne a puxou para ela pelos quadris, e a boca esmagou a de
Karen em um beijo arrebatador. Karen estremeceu ao contato do corpo nu contra o
seu , a boca quente e macia sugando a sua com ímpeto
sedento. Retribuiu com igual ardor, sentindo uma louca emoção.
As mãos
de Dafne começaram a explorar seu corpo. Karen
afastou-se, fitando-a arquejando, dominando com esforço a vontade de se
entregar à ela ali mesmo no sofá. Pegou-a pela mão.
-Venha.
Vamos para a cama.
Dafne
sorriu e apertou sua mão. Foram para o quarto se fitando e quando
chegaram lá, Karen deitou na cama e a puxou pela mão, ansiosa.
-Venha,
Dafne... me possua...quero ser sua como nunca fui de alguém...
Dafne deitou ao lado dela e a beijou profundamente, as mãos
acariciando cada curva de seu corpo. A boca desceu pelo pescoço, ombros, seios,
lambendo, sugando, mordiscando, com loucura.
Karen
abriu as pernas, numa entrega total. E gritou de prazer ao sentir a língua
atrevida percorrer seu sexo, tocar seu clitóris e descer, invadindo-a , insaciavelmente. Karen começou a mover os quadris ao
encontro daquela boca faminta, uma mão enfiada nos cabelos de Dafne,
apertando mais ainda a cabeça contra seu sexo, dando gemidos alucinantes de
prazer. Sentiu os dedos dela penetrando-a e gemeu alto, movendo-se frenética.
Karen
nunca havia sentido tanto prazer, tanta emoção, em ser possuída. Era um prazer tão grande, que a fazia perder a razão. E gozou
arqueando-se toda, gritando o nome de Dafne em delírio.
Dafne subiu pelo corpo relaxado. Karen estava de olhos
fechados, respirando entrecortadamente, os braços
para cima, caídos dos lados de sua cabeça. Era uma visão sedutora e seu desejo
se intensificou. Ela riu e sussurrou:
-
Ainda é cedo para dormir, bela Karen...
-
Dafne beijou-a na boca, infiltrando uma coxa entre as de Karen, movendo-se
sinuosamente. Sua excitação molhou a coxa de Liz, que abriu os olhos e a fitou
com um olhar de desejo. Dafne afastou o rosto e
sorriu para ela, apoiando-se nos braços.
-Eu
quero você, Karen... assim... dê-me
prazer... – Dafne sussurrou, com voz rouca.
Karen
ergueu uma perna, cruzando-a na cintura de Dafne.
Começou a mover o corpo sensualmente, enlouquecendo ao sentir o sexo molhado de
Dafne contra o seu. E os gemidos de Dafne eram música em seus ouvidos. Karen sentia o corpo macio, quente, perfumado, liso, contra o seu. Era
tão diferente de um homem! Amou aquela suavidade. E uma vontade a dominou.
Deslizou
para baixo, louca de ansiedade. Separou as coxas de Dafne
com impaciência, tomando o sexo dela na boca, avidamente.
Dafne gemeu alto e isso excitou Karen ainda mais. Sugou-a
toda, sentindo Dafne se contorcer, apertar-se contra
sua boca, estremecer, gemendo, até que arqueou-se para
trás, estremecendo fortemente, gritando seu êxtase.
Mas não pararam. Karen não queria parar e Dafne
enlouquecia com a lubricidade daquela mulher linda, que parecia estar tendo seu
primeiro prazer na vida. Karen era um vulcão em erupção. Gemia, apertava-a com
pernas e braços, beijava-a com loucura, agora sem nenhum receio invadindo-a
também com os dedos, a boca sugando incansável.
-Dafne! Amor!– Gritou, fora de si,
em mais um orgasmo.
Dafne a possuiu também com loucura até que adormeceram
de cansaço, os corpos entrelaçados.
))))))((((((
Passava
das dez quando Dafne acordou. Olhou para Karen, que
tinha uma perna sobre suas coxas, o braço sobre sua cintura, dormindo
placidamente. Sorriu e debruçou-se para ela, contemplando-a embevecida. Era
inútil negar, estava completamente apaixonada por ela.
-Karen...
Nada.
-Karen...
precisa acordar... temos que
ir a Mykonos...
Nada,
ainda.
Dafne
a fitou indecisa. Tinha que ir. Havia alugado um helicóptero para
levá-la a Mykonos e ele pousaria dentro de quinze minutos no heliporto do hotel.
Ela tinha que pegar uma pequena bagagem para levar, em seu apartamento, e não
podia esperar mais Karen acordar.Ela estava evidentemente cansada da noite
intensa que tiveram. Talvez fosse mais razoável deixá-la dormindo e ir à Mykonos sozinha. Deixaria um
recado para ela na portaria e à noite já estaria de volta.
Afastou-se
cuidadosamente, tirando o braço e perna dela de seu corpo e levantou-se. Karen
continuou adormecida.
Dafne foi para a sala e pegou suas roupas espalhadas no
chão. Vestiu-as e saiu, fechando a porta .
LLLLLLLLLLLLLLLLLL
Alexis Palamidis era um homem que
não suportava perder. Nada. Principalmente uma mulher que o interessava. E era
um homem vivido, bem informado. Já havia lido em uma revista uma entrevista de Dafne Kortakis.E ela não escondia
para ninguém que era lésbica.Havia declarado que sua vida sexual era aberta,
porque não se envergonhava do que era. E ela podia se dar ao luxo de não ter
receio de externar sua preferência sexual porque era uma
pintora famosa, rica, que não dependia de ninguém. Quem comprava suas
obras caríssimas eram pessoas de classe A, que podiam dispender
duzentos mil dólares por um quadro dela, e era uma classe que não tinha os
mesmos preconceitos que as outras menos favorecidas.
E ele
havia percebido os olhares ciumentos de Dafne quando
estava dançando com Karen.E como ela havia saído de seu restaurante, com uma
expressão de mau humor porque ele não cobrara a despesa. Não precisava ser um
gênio para perceber que Dafne Kortakis
estava com ciúmes da bela Karen.
Ele sorriu com ar superior.
-Maldita lésbica, você não vai levar a
melhor sobre mim! – Disse baixinho, apertando os punhos.
Ele
queria Karen, ou melhor, Elizabeth Singles. Ele a
havia reconhecido, já vira ela em muitas revistas, na tv, para ser enganado por
ela. Ainda mais com a classe que ela exalava. Ele ia conquistar aquela mulher,
e a primeira coisa para isso
era tirar Dafne Kortakis
de seu caminho.
Ele
chegou cedo ao hotel que Elizabeth Singles estava
hospedada. E como um cara esperto que era, se dirigiu para a recepção e sorriu
para a recepcionista, jogando charme.
-Olá,
minha princesa...
A moça
sorriu para o homem bem vestido e parecido com Antonio Banderas.
-Olá,
em que posso ajudá-lo?
Dez
minutos depois ele saiu do hotel com menos cem euros,
mas com o recado de Dafne Kortakis
no bolso do paletó. Ele riu, acenando para um taxi.
Dinheiro e uma boa conversa faziam milagres!
Dentro
do taxi, ele abriu o envelope e leu novamente:
“Karen
Essa foi a
melhor noite de minha vida. Mas infelizmente tenho que ir à
Mykonos, tentei acordar você, mas não consegui.
Entendi seu cansaço, minha linda. Quando eu voltar, até o fim do dia, quero ir
jantar com você. Espere-me.
Dafne ”
Ele deu uma risada abafada. Ela ia ter uma bela surpresa!
Dali, ele foi para seu escritório e
chamou um empregado seu, que mantinha na folha de pagamento do seu caixa 2. Tulio era o homem ideal para o
que pretendia. Obedecia sem perguntar nada e era eficiente no que fazia.
O homem não demorou mais que meia hora.
Era baixo, mas forte, com um rosto comum, um olhar inocente de simples
lavrador. Isso que o tornava perigoso. Ninguém, fitando-o, suspeitaria que ele
era um homem que já havia matado diversas pessoas, um matador profissional.
-Aqui estou, patrão – Disse o homem,
sentando-se diante de Alexis – Tem um serviço para
mim?
Alexis sorriu.
-Sim. Mas dessa vez, não é para fazer
serviço completo. Eu apenas quero que uma mulher que viajou hoje para Mykonos
não possa voltar até eu ligar para você e dizer que pode liberar a mulher, entendeu?
-Entendi, patrão. Quem é ela?
-Ninguém muito importante, mas eu
preciso dela fora de circulação por um tempo. Eu tirei uma foto dela com uma
amiga ontem, no meu restaurante, com meu celular. Elas nem perceberam. Veja.
Ela é a morena. O nome dela é Dafne Kortakis.
Alexis
estendeu o celular para o outro homem, já com a foto em destaque. Tulio assobiou. Duas mulheres, uma loura e uma morena, conversavam numa mesa.
-Caramba, ela é linda! A loura é bonita, mas a
morena é mais !
-Não se engane com a aparência dela, Tulio. Ela é uma lésbica. É melhor apenas fazer o trabalho
e não se impressionar com a beleza dela, entendeu?
-Claro, patrão...
-Vá o mais rápido possível para Mykonos e faça o que quero. Como vai retê-la em Mykonos, é problema seu.
-Deixa comigo, patrão!
Quero comunicar que agora
tenho uma comunidade no orkut, um espaço para vocês
comentarem as minhas fics,
trocar idéias, etc. o endereço é:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44505604
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