A  GAROTA  DA  MOTO

 

PARTE  10

 

Elas jantaram no restaurante do hotel em um clima ameno. Morgan estava feliz e devorou um suculento fil� com batatas coradas e vinho bordeaux. Shane escolheu jambalaya, uma comida creole, enquanto Diane se contentou com uma salada Caesar.

 

         A conversa era sustentada por Morgan, que falou sobre sua vida no Texas, da faculdade que frequentou e dos lugares que gostava. A bebida a tornara logaz e Diane a ouvia com um leve sorriso.

 

         Acabaram de jantar e Morgan subitamente ficou rubra e olhou para Diane envergonhada.

 

         -Oh, estou falando sem parar h� mais de uma hora! E voc� n�o disse nada, Kim! Desculpe-me, eu monopolizei a conversa!

 

         Diane sorriu para Morgan e disse com sinceridade:

 

         -N�o h� nada a desculpar. Gostei de ouv�-la, Morgan .

 

         Shane passou o guardanapo nos cantos dos l�bios e disse, fitando Morgan:

 

         -J� tomamos muito o tempo de Kim. Ela deve estar cansada, querendo subir para descansar. Acho que est� na hora de irmos embora.

 

         Morgan olhou para Diane, embara�ada.

 

         -Shane tem raz�o, Kim. Eu nem senti o tempo passar, mas j� � tarde.

 

         Diane sentiu que era a hora de colocar as cartas na mesa.

 

         -N�o estou cansada. Na verdade, gostaria que fossem at� meu apartamento.

 

         Shane a encarou s�ria.

 

         -Fica para outra vez, Kim. Acho melhor eu e Morgan irmos agora embora.

 

         Diane sustentou seu olhar. Agora j� adquirira sua calma e voltara a ser a agente fria e objetiva de sempre. A raz�o lhe dizia que tinha de deixar seus sentimentos em segundo plano. Primeiro, o seu dever.

 

         -Shane, insisto no convite. Preciso falar com voc�s algo muito importante. E ser� melhor na privacidade de meu apartamento.

 

         Shane franziu o cenho, intrigada. Morgan fitou Diane surpresa e receosa.

 

         -Bem, agora fiquei curiosa � Disse Shane � Est� bem, vamos.

 

         Diane chamou o gar�on e fez quest�o de pagar a conta, apesar dos protestos de Shane e Morgan. Ela assinou a nota e levantou-se, fitando-as.

 

         -Vamos.

 

         -O que est� havendo, Kim? � Perguntou Morgan, assustada � � alguma brincadeira?

 

         Diane a fitou s�ria, dirigindo-se para os elevadores.

 

         -N�o estou brincando, Morgan. Calma, l� em cima explicarei tudo.

 

         Subiram e chegando ao apartamento, Diane indicou o sof�, sentando-se numa poltrona em frente. Shane sentou com Morgan no sof�, cruzando os bra�os e a fitando espectante.

 

         -Fale, Kim. Que coisa t�o importante tem a nos dizer?

 

         Diane a encarou com seu olhar felino, acendendo um cigarro com m�os firmes.Era engra�ado, em momentos cruciantes, sempre ficava calma. Isso era bom para sua profiss�o.

 

         -Bem... para iniciar essa conversa, devo dizer que trabalho em Washington, mas estou aqui em New Orleans em uma miss�o. Sou agente do FBI e minha miss�o atual � encontrar uma mo�a que fugiu ap�s seu casamento e lev�-la de volta para a casa de seu av�, mesmo � for�a.

 

         Shane e Morgan empalideceram, chocadas com a revela��o. N�o era preciso ser g�nio para saber que Kim estava falando sobre elas.

 

         Diane prosseguiu, encarando Morgan:

 

         -Sei que essa mo�a � voc�, Morgan. Dois colegas meus as localizaram em um motel e as seguiram at� aqui. E agora eu estou � frente da miss�o. Mas n�o por muito tempo. Pedi um prazo para convenc�-la a voltar at� amanh�, pela manh�. Se voc� n�o concordar, meus colegas ir�o agir ao seu modo. Eles a levar�o � for�a, seq�estrando- a.

 

         Morgan ergueu-se, indignada.

 

         -Isso � ilegal! N�o sou nenhuma criminosa, para ser ca�ada pelo FBI e ser levada de volta contra minha vontade!

 

         Diane a encarou com calma.

 

         -Entendo sua revolta, Morgan. Mas a ordem de seq�estr�-la de volta partiu do alto escal�o do FBI, � pedido do seu av�. E ele tem pressionado para que isso seja feito logo.

 

         -O que a levou a tentar convencer Morgan a voltar, Kim? � Perguntou Shane � O mais f�cil seria voc� agir em sil�ncio, armar uma cilada e raptar Morgan, sem nos contar nada, j� que tem a aprova��o superior.

 

         Diane fitou Shane e disse, sem hesita��o:

 

         -Shane, tenho dez anos como agente do FBI.Mas at� ent�o, nunca fiz um servi�o com o qual n�o concordasse, por n�o o achar moralmente certo. J� matei bandidos, prendi marginais, mas esse caso para mim � moralmente sujo. Voc�s n�o fizeram nada contra a lei. Acho que ningu�m deveria se intrometer, se voc�s se apaixonaram e decidiram fugir para viverem juntas. Isso � um direito de escolha de voc�s. Por isso, estou abrindo o jogo.

 

         -Se n�o concordou com a miss�, por que a aceitou? � Perguntou Morgan.

 

         Diane a encarou.

 

         -Fui obrigada. Se recusasse, seria penalisada. Ent�o, Morgan, o que decide? Vai aceitar voltar comigo, ou devo me afastar e deixar meus colegas agirem?

 

         Morgan a fitou tensa, tremendo de nervosismo.

 

         -Shane tamb�m tem que voltar?

 

         -N�o, seu av� n�o mencionou seu acompanhante. Ele quer apenas voc�. Shane est� livre para voltar ou n�o. Pelo menos, acho isso.

 

         -Um momento! � Gritou Shane, com os olhos brilhando de raiva, fitando Morgan � Acaso voc� est� pensando em ceder � essa ordem absurda?

 

         Morgan a fitou tr�mula e angustiada.

 

         -O que podemos fazer, Shane? O FBI est� em nosso encal�o! E o meu av� est� aprovando isso!

 

         Shane a pegou pelos ombros, sacudindo-a iradamente.

 

         -Voc� n�o pode ceder � essa chantagem de seu av�! Vamos fugir para outro lugar, onde o FBI n�o nos encontre! Ningu�m ir� nos separar, Morgan! N�o podemos deixar isso acontecer!

 

         Diane pegou Shane pelo bra�o, afastando-a de Morgan.

 

         -Ela tem o direito de escolher, Shane.

 

         Shane voltou-se para Diane com olhar furioso.

 

         -Escolher o qu�? Ser levada de volta por voc� ou pelos outros agentes?

 

         -Sei, ela n�o tem muita op��o, mas querer ficar � a pior decis�o, Shane! Os outros agentes v�o agir e n�o ser�o delicados, eles ir�o domin�-la e dop�-la, para transport�-la sem problemas. E eu n�o poderei fazer nada contra isso. Eles t�m aprova��o superior. Por que n�o voltam juntas? Morgan ter� uma conversa com seu av�, poder� pedir o div�rcio ao marido, e planejar uma vida com voc� com calma.

 

         Morgan olhou para Kim com esperan�a. Ela tinha raz�o. Fugir havia sido uma decis�o rom�ntica, mas completamente louca. O que havia resultado em uma rea��o jamais esperada de seu av�. S� em pensar que o FBI estava pretendendo rapt�-la, a fazia tremer de pavor. Ser dominada, dopada e ficar � merc� de homens que nem conhecia, a apavorava. O mais razo�vel era voltar e arranjar um bom advogado para cuidar de seu div�rcio e amea�ar seu av� de expor toda sua hist�ria com Shane nos jornais, se ele insistisse em tentar separ�-las.

 

         -Shane, Kim tem raz�o. � melhor eu voltar e resolver essa situa��o.

 

         Shane voltou-se para ela com d�vida no olhar que se estreitou.

 

         -Est� arrependida de ter fugido comigo? Pensou melhor e quer voltar para Jonnathan, n�o �? Deve estar achando essa situa��o �tima, agora tem um bom motivo para voltar!

 

         -N�o, Shane! � Gritou Morgan, come�ando a chorar � Como pode pensar isso de mim? Eu a amo! Mas n�o posso ficar esperando os agentes do FBI virem seq�estrar-me! Voc� ouviu o que Kim disse que eles v�o fazer!

 

         -N�s podemos fugir! Kim nos deixar� ir, n�o �, Kim?

 

         Shane olhou para Diane com desespero. Diane suspirou, aquele olhar fazendo seu cora��o doer pelo vis�vel desespero dela.

 

         -Shane, eles as seguir�o e as encontrar�o, mesmo que eu as deixe ir.

 

         -E n�o podemos passar nossas vidas fugindo como criminosas, Shane � Completou Morgan, com l�grimas nos olhos � Eu tenho que voltar e enfrentar meus problemas, para resolv�-los. Depois, viveremos em paz. Nossa fuga foi um ato impensado e precisamos corrigir isso.

 

         O ci�me de Shane a dominou, fazendo-a ignorar o bom senso. Ela fitou Morgan profundamente decepcionada.

 

         -N�o acredito em nada que diz! Voc� quer � voltar para seu maridinho querido, para viver de acordo com o que seus av�s e amigas pensam ser certo! Voc� diz amar-me, mas ama mais ainda sua vida de luxo! Muito bem, Morgan Lafayette Lorrigan! Volte para seu marido! V� viver sua vida, e eu vou viver a minha!

 

         Shane voltou-se com raiva e Morgan segurou-a pelo bra�o, chorando.

 

         -N�o, n�o v�! Eu a amo, Shane!

 

         Shane se desvencilhou com um pux�o, fitando-a encolerizada.

 

         -Chega de mentiras! Volte para seu marido, voc� est� louca para isso! Mas saiba que est� tudo terminado entre n�s!

 

         -N�o, Shane! Eu a amo!

 

         Diane as fitava com o cora��o apertado. Sentia-se comovida com o desespero de Morgan. N�o queria estar no lugar dela, tomando uma decis�o t�o dura. Mas Shane fazia seu cora��o pulsar de emo��o, vendo aquele rosto bel�ssimo com a paix�o e desespero refletidos nele. Queria ser o objeto daquela paix�o.

 

         O seu celular tocou. Shane e Morgan se imobilizaram, fitando-a tensas. Diane colocou o dedo �ndice nos l�bios, pedindo sil�ncio e atendeu.

 

         -Kim Still.

 

         A voz de Kurt chegou aos seus ouvidos excitada:

 

         -Kim, mudan�a de planos. Recebi um comunicado que o jatinho do senador Lafayette acaba de aterrissar no aeroporto para buscar a neta dele e lev�-la de volta para Dallas. N�s devemos aguardar a chegada dele a� em seu hotel. Ele j� sabe que a neta dele est� a� com voc�.

 

         Diane empalideceu com a not�cia.

 

         -Maldi��o! Vou conversar com meu chefe e voltarei a ligar para voc�!

 

         Ela desligou e ligou para seu chefe, sob os olhares preocupados de Morgan e Shane. Ele respondeu logo:

 

         -Elliot.

 

         -Elliot, que novidade � essa? � Perguntou ela, contendo-se para n�o gritar com o seu chefe � Voc� havia me dado um prazo at� amanh�!

 

         -Diane, sei disso, mas o senador disse que j� esperou demais e resolveu ir buscar a neta. N�o posso impedir essa decis�o. Fui obrigado a informar seu nome e onde voc� est� hospedada, para ele procur�-la. Kurt j� havia me informado que voc� estava com a mo�a em sua companhia, o que facilita as coisas.

 

         -Maldi��o! Ele veio s�?

 

         -Sim. Aguarde a chegada dele em seu apartamento com Morgan Lafayette. Ser� melhor eles se encontrarem sem estar em p�blico. Kurt e Ribb estar�o � postos na porta do apartamento, para qualquer eventualidade. Voc� s� dever� agir se o senador pedir sua ajuda.

 

         -Elliot, eu n�o concordo...

 

         -� tudo, Diane � Disse Elliot, cortando a liga��o.

 

         Diane fechou o telefone com um suspiro frustrado. Olhou para Shane e Morgan, que a fitavam tensas.

 

         -O senador Lafayette acaba de desembarcar no aeroporto e est� vindo para c� pegar voc�, Morgan.

 

         -Oh, n�o! � Gemeu Morgan, enterrando o rosto nas m�os.

 

         Shane olhou para Diane. Seu olhar estava sem vida, duro, a boca com uma express�o amarga.

 

         -Eu posso retirar-me? N�o quero presenciar a tocante cena do reencontro de Morgan com seu querido av� � Declarou, com sarcasmo.

 

         Morgan a fitou magoada.

 

-Como pode ser t�o fria, Shane? Sabe que estou sofrendo!

 

Shane a ignorou. Diane suspirou. Era realmente melhor o senador n�o conhecer Shane. Ele iria culp�-la pela fuga de sua neta e poderia haver uma cena desagrad�vel. Shane j� estava com os nervos � flor da pele e isso s� iria piorar as coisas para ela.

 

-Voc� pode ir agora. Ser� melhor o senador n�o a conhecer.

 

Shane voltou-se e saiu sem nenhuma despedida. Morgan come�ou a chorar, solu�ando.

 

Diane cruzou os bra�os, sem saber o que dizer para consol�-la. Nunca havia passado por uma situa��o semelhante. Agora, s� restava esperar.

 

 

**************************** 

 

Shane andou pelas ruas sem destino durante mais de uma hora. Sentia-se sem rumo, perdida, magoada, enraivecida, decepcionada. A id�ia que Morgan estava arrependida de ter fugido com ela, que queria voltar para o marido, a enchia de desespero e raiva. Como havia sido idiota! Morgan n�o a amava verdadeiramente! Ela devia ter agido pela emo��o da aventura, mas depois devia ter se arrependido de ter jogado seu casamento para o alto. Claro, Jonnathan era rico, com boa apar�ncia, de boa fam�lia... o que Morgan poderia querer mais?

 

Maldita a hora que a havia conhecido! Maldita a hora que havia se apaixonado! Amar a fazia sofrer. Antes de Morgan, a vida era uma farra. N�o sofria por ningu�m. Pois iria voltar a ser como antes. N�o iria deixar mais ningu�m tocar seu cora��o.

 

Ela parou em um bar, comprou uma garrafa de bourbon e voltou para o seu hotel. No quarto sem luz acesa, tomou meia garrafa da bebida at� ser vencida pelo sono alco�lico.

 

*********************** 

 

Diane abriu a porta e o senador Lafayette entrou na sala com seu queixo erguido orgulhosamente, dando � agente um mero cumprimento com a cabe�a. Ele se aproximou com as m�os nos bolsos do terno de quinhentos d�lares e parou diante de Morgan, que estava sentada no sof� de cabe�a baixa, sem fit�-lo. Sua voz soou �spera e autorit�ria:

 

-Levante-se e vamos embora agora!

 

Morgan ergueu a cabe�a lentamente, fitando-o. Seu olhar estava surpreendentemente frio e calmo. Em seus l�bios surgiu um sorriso amargo. Mas ela n�o se ergueu.

 

-N�o ouviu? � Ele disse com impaci�ncia � Minha paci�ncia est� no fim! O seu comportamento enlouquecido j� me aborreceu al�m de meu limite! Vamos!

 

Morgan se ergueu lentamente, fitando-o.

 

-Nunca mais fale assim comigo... � Ela disse enf�ticamente, fitando-o com desafio � Eu vou voltar, sim... mas ser� a �ltima submiss�o minha � sua vontade.

 

O senador a pegou pelo bra�o, mas ela deu um safan�o, libertando-o. Ela passou por ele, dirigindo-se para a porta e olhou para Diane .

 

-Adeus, Kim.

 

-Adeus, Morgan. Espero... que voc� resolva seus problemas � Respondeu Diane, sentindo uma grande compaix�o por Morgan. Ela estava passando duros momentos em sua vida.

 

Diane os seguiu at� o carro que esperava diante do hotel. O motorista abriu a porta para Morgan e o senador entrar, e os dois agentes do FBI seguiram em um carro atr�s.

 

Diane ficou ali na cal�ada, vendo os carros se afastarem e se perderem no tr�fico. A sua miss�o havia acabado. Sem viol�ncia, como havia desejado. Deveria estar satisfeita, podia agora voltar para casa. Mas a imagem de Shane estava em sua cabe�a. E sabia que ela estava sofrendo uma profunda decep��o com a partida de Morgan. Como e onde estaria? Teria voltado para o hotel, ou estaria andando pelas ruas sem rumo?

 

Ligou para o hotel que ela estava hospedada. O recepcionista informou que ela havia subido para o quarto, mas n�o respondia ao chamado do telefone. Diane entrou em p�nico. E se ela havia cometido alguma loucura? Cenas de Shane cortando os pulsos, se jogando da janela do quarto, se enforcando ou dando um tiro no ouvido a fizeram correr, pegar seu carro e se dirigir para o hotel dela. Em tempo recorde chegou e exibiu suas credenciais do FBI para o recepcionista, exigindo que ele abrisse a porta do quarto de Shane para ela entrar. O homem concordou, assustado, e em poucos minutos ela se viu diante da porta aberta do apartamento.

 

Ela olhou para o recepcionista, passando por ele.

 

-Pode ir. Se eu perceber alguma coisa errada, eu comunico � voc�.

 

Ele assentiu e ela fechou a porta na cara dele.

 

Diane acendeu a luz da sala. Vazia. A porta do quarto estava aberta. Aproximou-se e parou na entrada. Viu Shane ca�da na cama e aproximou-se ansiosa. Ela estava deitada de costas e dormia segurando um copo que havia derramado seu conte�do sobre o peito dela.

 

Diane suspirou aliviada, olhando para a garrafa no ch�o. Shane havia se embriagado, mas estava viva e sem nenhum ferimento. Ela sentou numa cadeira ao lado e ficou fitando Shane durante muito tempo, pensativa. Estava impressionada por sentir tanto por ela em t�o pouco tempo que se conheciam. Estava apaixonada por Shane. Shane n�o sabia disso e estava sofrendo pela perda de Morgan. Podia ter se metido em situa��o mais complicada?

 

 

**************** 

 

 

O jatinho pousou na pista do aeroporto de Dallas e minutos depois Morgan desembarcou com seu av�. Eles n�o haviam trocado uma palavra siquer durante a viagem. Morgan se limitara a fitar a paisagem l� embaixo, enquanto sua cabe�a planejava. Seu av� iria ter uma bela surpresa dela. J� sabia como agir.

 

Uma limousine os recolheu perto da pista e em menos de meia hora eles estavam atravessando os port�es da mans�o do senador. Eles desceram e entraram na resid�ncia. O senador olhou para a governanta, que abriu a porta.

 

-Onde est� minha mulher e o marido de Morgan?

 

-Est�o esperando na biblioteca, senador.

 

Ele pegou Morgan pelo bra�o e a conduziu � biblioteca. Jonnathan estava sentado ao lado da av� de Morgan em um sof� e ergueu-se quando eles entraram. Ele correu para Morgan e a abra�ou apertadamente. Ela n�o retribuiu, apenas ficou im�vel.

 

Jonnathan afastou-se embara�ado e Morgan fitou sua av�, que a encarou com fria reprova��o.

 

-Voc� nos deu um grande susto, mocinha � Disse sua av� � Desejamos que esteja arrependida da loucura que fez e tente consertar seu erro.

 

O senador olhou para Jonnathan.

 

-Aqui est� ela, como prometi � voc�, rapaz. Agora cabe � voc� domar sua rebelde mulher.

 

-Vamos deix�-los � s�s. Eles t�m muito que conversar � Disse sua av�, pegando o marido pelo bra�o e saindo com ele.

Morgan voltou-se para Jonnathan. Ele a fitava muito s�rio.

 

-Sente-se, Morgan. Precisamos conversar.

 

-Muito bem, Jonnathan � Disse Morgan, se sentando � Seja breve. Estou cansada e quero dormir.

 

Ele ficou vermelho de raiva.

 

-� assim que voc� reage ao ver-me aqui ap�s sua fuga, pronto para perdoar a sua falta grave? Voc� est� muito errada, Morgan! Voc� fugiu com uma mulher que mal conhecia, uma l�sbica que vive pegando mulheres numa danceteria de terceira classe! E nem siquer pede desculpas?

 

Ela o fitou surpresa.

 

-Como sabe dessas coisas? Como sabe da vida de Shane?

 

-O FBI levantou a ficha dela, � pedido do senador. J� foi presa por dirigir embriagada e por agredir um policial. N�o foi processada porque a irm� pagou vinte mil d�lares ao policial em um acordo e Shane era menor na �poca. Mas mesmo assim, mostra que ela n�o passa de uma vagabunda!

 

Morgan o pegou pelas lapelas do palet�, surpreendendo-o, fitando-o com os dentes rilhados.

 

-N�o ouse insultar Shane em minha presen�a! Ela � muito mais digna que voc� e meu av� juntos!

 

Ele a fitou chocado, empurrando-a e se levantando.

 

-Eu estava disposto a perdoar voc�, mas agora n�o vou mais! Voc� est� defendendo aquela l�sbica e insultando-me, eu, seu marido!Eu n�o devia ter me importado com sua fuga! Arrependo-me de ter sugerido ao senador colocar o FBI em seu encal�o! De ter insistido que a trouxessem de volta, mesmo contra sua vontade, sabendo que voc� estava enfeiti�ada por aquela mulher! Pensei que ia salv�-la da perdi��o, mas vejo que � tarde demais! Voc� j� est� contaminada pela loucura dela!

 

Morgan o fitou incr�dula.

 

-Foi voc� quem deu a id�ia de raptar-me?!

 

Ele a fitou desafiadoramente.

 

-Fui eu, sim! Queria livr�-la do dom�nio pernicioso dela! Qualquer meio serviria para livr�-la daquela mulher!

 

Morgan na� se dominou. Avan�ou para ele e o esbofeteou com toda for�a que possu�a. Ele cambaleou, fitando-a assustado, com as marcas dos dedos dela em seu rosto.

 

-Voc� � desprez�vel, Jonnathan! Voc� n�o fez isso para livrar-me do mal, voc� fez isso por causa do seu orgulho de macho, que n�o admite ser trocado por uma mulher! Se me amasse como diz, n�o teria sugerido o FBI trazer-me � for�a, sabendo o trauma que eu teria pelo resto da vida! Eu o desprezo, Jonnathan! E quero divorciar-me de voc�!

 

Ele a fitou tremendo de raiva.

 

-Aquela mulher a enlouqueceu. Muito bem, pode pedir o div�rcio! Mulheres bem melhores que voc� est�o morrendo por um aceno meu! At� sua amiga Patr�cia, quantas vezes ela teve sexo comigo aqui, nessa biblioteca, enquanto voc� se aprontava para sair,  no quarto!

 

Morgan o fitou surpresa e decepcionada. Patr�cia, sua melhor amiga?

 

Ele viu sua rea��o e sorriu com ar satisfeito.

 

-Isso mesmo. Eu a possu�a em p�, apoiada na parede. Ela ficava louca, muito mais fogosa que voc�, que sempre teve dificuldade de gozar comigo!

 

Morgan o fitou com um olhar que o fez recuar, temeroso.

 

-Jonnathan, saia da minha frente. Agora, e n�o volte mais. Qualquer coisa resolveremos atrav�s de nossos advogados � Ela disse calmamente.

 

Ele ajeitou seu palet� e saiu sem mais nenhuma palavra. Morgan foi at� a porta e fechou-a. Ent�o, ligou para sua amiga Lucile. Sabia que o pai dela era um dos melhores advogados do Texas.

 

 

*************************

 

Shane acordou com uma forte dor de cabe�a, na manh� seguinte. Sentou na cama e sentiu-se p�ssima. Era a ressaca da bebida. Ela levantou-se inst�vel e dirigiu-se para o banheiro, mas trope�ou na garrafa no ch�o e caiu de quatro, xingando um alto palavr�o.

 

O ru�do de passos se fez ouvir e na porta do quarto apareceu Kim Still, fitando-a preocupada. Ela estava vestida apenas com um roup�o branco que o hotel fornecia aos h�spedes, cobrindo seu corpo escultural. O cabelo estava molhado, mostrando que ela havia tomado banho h� pouco tempo.

 

-Voc� est� bem? � Perguntou Kim, aproximando-se e se inclinando para ela.

 

Shane a fitava surpresa, ainda de quatro no ch�o, sem mover-se. Seu olhar discorreu pelo corpo de Kim com evidente admira��o, at� parar em seus olhos. Ela cheirava a sabonete, um cheiro que misturado com o cheiro natural do corpo dela, se tornava excitante.

 

-O que voc� est� fazendo aqui? � Perguntou Shane, finalmente se levantando ajudada por Kim, que a puxou pela m�o.

 

Kim sorriu nervosamente, ao olhar inquiridor de Shane.

 

-Eu vim ver como voc� est�, voc� saiu t�o arrasada do meu hotel...

 

-Como entrou no apartamento?

 

-Mostrei minhas credenciais ao recepcionista e ele abriu a porta. Entrei e a encontrei dormindo. Pensei que poderia acordar passando mal e resolvi dormir no sof� da sala.

 

-Oh... � Disse Shane, surpresa. Kim mal a conhecia. N�o eram amigas. Ent�o, por que havia se preocupado com ela? A resposta estava no modo como ela a fitava. Shane percebeu o desejo naqueles olhos.

 

-Pe�o o desjejum, ou prefere sair para isso? � Perguntou Kim.

 

-Pe�a � copa do hotel. O desjejum aqui n�o � ruim. Pe�a caf� bem forte. Eu vou tomar um banho. Vejo que j� tomou um, n�o?

 

-Sim, eu acordei cedo e tomei uma ducha � Sorriu Kim � V� tomar a ducha, vai sentir-se bem melhor. Vou ligar para a copa, pedindo o desjejum.

 

Shane foi para o banheiro e fechou a porta. Era estranho, estar com a agente em seu apartamento. H� menos de um dia, era Morgan quem estava ali com ela.

 

O pensamento sobre Morgan fez seu cora��o se contrair como se tivesse levado um golpe. Ela a havia abandonado. Havia concordado em voltar para o marido. Ela n�o a amava, tudo n�o passara de um entusiasmo passageiro.

 

Rilhou os dentes com raiva e m�goa. Estava sofrendo por causa de uma mulher que a havia trocado por um homem! Mas iria reagir! Ia expulsar Morgan de seu cora��o a qualquer pre�o! Ia voltar a ser aquela Shane esperta, que n�o se ligava a ningu�m! Ia usar as mulheres, como havia sido usada por Morgan! E Kim Still estava ali, linda, esperando ela tomar a iniciativa...

 

Quando acabou o banho, enxugou-se e vestiu o outro roup�o. Foi para a sala e encontrou Diane falando no seu celular, com um copo de caf� na m�o. Ela a viu chegar e despediu-se:

 

-Ok Elliot, at� breve.

 

Ela desligou o telefone e sentou � mesa, diante de Shane, que serviu-se de um copo de caf�. Havia torradas, bacon com ovos, suco de laranja e caf� na mesa.

 

-Meu chefe deu-me mais um dia  em New Orleans.Vou fazer compras e ir em um bom  restaurante , como uma turista normal. Aceita fazer-me companhia? � Perguntou Diane, sorridente.

 

Shane a fitou desanimada.

 

-N�o sei se seria uma boa companhia. Estou um pouco down.

 

O olhar de Diane suavisou.

 

-Eu entendo, Shane... sei como est�... mas precisa reagir.

 

Shane sorriu fracamente, mordiscando uma torrada.

 

-Tem raz�o... preciso de uma companhia agrad�vel como a sua. Onde pretende ir? � a primeira vez que vem a New Orleans?

 

-Sim. Tem alguma sujest�o?

 

-Oh, ent�o serei sua cicerone. O Canal Place Shopping Center possui lojas das grandes grifes. E  no Quarter French voc� vai encontrar os melhores restaurantes de comida cajun  e creole.

 

Diane riu, excitada pela perspectiva de passar o dia com Shane.

 

-J� percebi que voc� vai ser a guia ideal!

 

Elas sa�ram uma hora depois. Foram ao shopping, andaram de charrete pelas ruas e desfrutaram a tarde tomando   sorvete no Caf� du Monde, conversando sobre amenidades.

 

Diane sentia-se cada vez mais apaixonada por Shane. Quando ela estava distra�da, ela observava o perfil perfeito, os l�bios sensuais, vermelhos mesmo sem pintura, o nariz gracioso, os olhos de c�lios espessos encobrindo o azul de cristal, as sombracelhas de desenho perfeito, o queixo com uma covinha encantadora. O olhar desceu para o busto ereto, coberto pela blusa de malha colante, os bra�os bem tornedos, as m�os grandes, mas delicadas, de dedos longos e brancos, com unhas tratadas.

 

Deus, aquela mulher era toda perfeita! � Pensou, suspirando.

 

Shane a olhou de soslaio, com a sombra de um sorriso nos l�bios. Devia ter percebido sua muda contempla��o e estava achando gra�a. Diane desviou o olhar, envergonhada.

 

J� era noite quando decidiram voltar para o hotel. Shane parou o Cherokee diante do hotel de Diane e ela a fitou timidamente.

 

-Shane... voc� vai jantar comigo? Eu vou tomar um banho e aprontar-me para jantar em um restaurante.

 

Shane a encarou. Por que sentia que havia algo mais nesse convite? Mas iria fazer o jogo. Uma mulher como Kim n�o era para se dispensar e Morgan � essa hora devia estar nos bra�os do marido, usando seus carinhos para ele perdo�-la.

 

Esse pensamento a decidiu.

 

-Claro, Kim. Ser� um prazer. Voc� troca de roupa e depois vamos ao meu hotel para eu trocar a minha.

 

Os olhos de Diane brilharam. Shane estacionou o carro no estacionamento do hotel e subiram para o quarto de Diane. Elas entraram e Diane indicou o sof� para Shane.

 

-Sente-se enquanto tomo um banho, fique � vontade.

 

Shane sentou-se no sof�, cruzando as pernas longas.

 

No banheiro, Diane despiu-se e entrou embaixo da ducha. Pensou como conseguiria ir embora sem declarar sua paix�o � Shane. Queria t�-la ao menos uma vez, para guardar a lembran�a com carinho, sabendo que Shane n�o estava pronta para gostar de outra mulher, depois de sua decep��o com Morgan. Mas Shane iria aceitar ter essa noite com ela? Shane estava t�o arrasada com o que considerava �trai��o de Morgan...�

 

Enxugou-se, vestiu um roup�o e foi at� a sala. Shane estava com a cabe�a apoiada no encosto do sof�, de olhos fechados.

 

-Shane, est� se sentindo mal? � Perguntou Diane, preocupada.

 

Shane abriu os olhos e levantou a cabe�a, fitando-a.

 

-N�o, apenas pensando em minha vida.

 

-Oh... n�o vou demorar, vou aprontar-me logo � Disse Diane � Vim aqui para perguntar se deseja uma bebida, enquanto espera. No frigobar h� cerveja, vinho branco e champanhe.

 

Shane a encarou sorrindo.

 

-Kim, est� mesmo com vontade de sair?

 

-Bem... se voc� tem uma proposta melhor...

 

-Tenho. Por que n�o jantamos aqui, � vontade?

 

O olhar de Shane era malicioso. Diane sorriu sensualmente, sentindo o cora��o disparar.

 

-Sua sujest�o � irrecus�vel. Vou vestir-me e abrir uma garrafa de vinho.

 

-N�o, fique assim. Voc� est� encantadora de roup�o, Kim.

 

Diane sorriu e foi apanhar a garrafa. Achou as ta�as no frigobar e o abridor sobre a pia. Abriu a garrafa e encheu as ta�as, voltando � sala. Deu uma ta�a � Shane e sentou ao lado dela, erguendo a ta�a em um brinde.

 

-� nosso conhecimento.

 

Shane sorriu, erguendo a ta�a e depois tomando um pequeno gole. Olhou para Diane especulativamente.

 

-Kim, voc� � casada?

 

Diane a encarou .

 

-N�o.

 

-Tem algu�m?

 

-Mais ou menos...

 

Shane riu.

 

-Isso � que � uma resposta objetiva!

 

Diane enrubesceu, sorrindo.

 

-Quis dizer que tenho algu�m, mas n�o me sinto comprometida.

 

-Oh... imaginei isso. Voc� n�o podia ser s�.

 

-Por que?

 

-� uma mulher muito especial.

 

Diane enrubesceu, ao elogio.

 

-Muito especial? Em que sentido?

 

-Em todos.

 

-Oh...fico envaidecida com isso...mas voc� tamb�m � um tipo especial, Shane.

 

Shane a olhou com um sorriso malicioso.

 

-Acha? Por que?

 

-� bel�ssima, cheia de charme... pode conquistar quem quiser.

 

-Vou colocar � prova o que disse.

 

-Vai? Como?

 

-Depois. Mas antes, me fale sobre voc�, Kim. Sabe tanto de minha vida e n�o sei nada sobre voc�, al�m de que � agente do FBI e reside em Washington.

 

-Ok. Para come�ar, meu verdadeiro nome � Diane. Uso o codinome de Kim em minhas miss�es.

 

Shane a fitou surpresa.

 

-Diane? Oh, � bem diferente de Kim!

 

-Est� decepcionada? Kim � mais bonito que Diane, n�o?

 

-N�o, tamb�m � bonito. Mas j� estava acostumada a cham�-la assim. Diane soa estranho, parece ser de outra pessoa.

 

-Se quiser, pode continuar chamando-me de Kim. N�o me importo.

 

Shane sorriu.

 

-N�o, Diane � lindo tamb�m. Combina com voc�. E agora, fale-me mais sobre voc�.

 

Diane contou que havia nascido em Arkansa, onde sua fam�lia ainda residia. Seu pai possu�a uma granja e ela tinha mais dois irm�os, ambos casados. Com dezoito anos mudou-se para a Calif�rnia, onde conseguiu entrar para a universidade de Stanford, onde se diplomou . Entrou ent�o para o FBI, onde j� estava h� dez anos.

 

-Humm... e sua vida sentimental? Disse que tem algu�m. Quem � ele?

 

-Tom � um advogado. Temos um relacionamento h� tr�s anos, mas n�o aceitei seus in�meros pedidos de casamento. Coloco meu trabalho em primeiro lugar e ele quer que eu deixe de trabalhar.

 

-Voc� acha que o ama?

 

Diane a encarou. Resolveu que estava cansada de disfar�ar o que sentia.

 

-Eu j� estava desconfiada que Tom n�o era a pessoa certa para mim. Agora, tenho certeza.

 

-O que aconteceu que deu essa certeza � voc�?

 

-Voc� aconteceu, Shane. Eu a quero desde que a vi. Estou louca por voc�  e mesmo sabendo que ama Morgan, eu queria ao menos uma noite com voc� � Disse Diane, erguendo a m�o e acariciando o rosto de Shane.

 

Shane a puxou para que ela se sentasse em suas coxas e Diane fez isso, rodeando os ombros de Shane com os bra�os e apertando-se contra ela, tremendo de emo��o. Pousou os l�bios no pesco�o macio e aspirou o cheiro de Shane. Ela usava uma col�nia que se mesclava perfeitamente com o cheiro natural da pele, produzindo um cheiro embriagador.

 

-Shane... � Sussurrou, em seu ouvido � Eu a desejo...

 

Shane afastou-se um pouco para fit�-la.

 

-Diane... voc� � linda... mas voc� sabe que n�o posso oferecer � voc� nada mais que sexo. Eu n�o quero amar mais ningu�m, Diane. Se voc� me quiser sabendo disso e n�o esperando mais que eu posso dar, podemos ir para a cama.. N�o quero engan�-la, Diane � Declarou Shane, fitando-a s�ria, nos olhos.

 

Diane fitou-a com os olhos semi-cerrados, o desejo brilhando neles.

 

-Eu aceito qualquer condi��o para ter voc� na minha cama, Shane.

 

Shane pousou a m�o no roup�o de Diane e o abriu, olhando para os seios eretos, com biquinhos rosados e j� duros de excita��o. Diane pegou sua cabe�a entre as m�os e a apertou contra eles, dizendo com voz rouca:

 

-Pegue-me, Shane... use-me como quiser...

 

Shane beijou os seios dela, passou a ponta da l�ngua, sugou-os delicadamente, fazendo Diane estremecer de desejo. Ela pegou a m�o de Shane e a dirigiu at� o sexo, que estava molhado de desejo. Shane o acariciou com os dedos pr�ticos e Diane gemeu, rodeando sua cintura com as pernas.

 

Shane ergueu a cabe�a, fitando o rosto de Diane. Ela  estava com os olhos fechados, com uma express�o de puro desejo que excitou Shane, que mordiscou o queixo dela e finalmente esmagou os l�bios na boca que esperava impaciente. Suas l�nguas se moveram ao encontro uma da outra, se ro�ando, acariciando, sugando, em um beijo sensual. Se separaram para respirar e Diane a fitou com um olhar sexy.

 

-Seu beijo � maravilhoso, Shane... e quero sentir mais sua boca na minha.

 

Ela desprendeu-se dos bra�os de Shane e ficou em p�, estendendo a m�o para Shane, fitando-a como uma pantera faminta.

 

-Venha... dispa-se toda. Quero ver seu corpo, beij�-lo todo, e essa roupa n�o deixa.

 

Shane ergueu-se e colocou as m�os na blusa, para despir-se. Diane segurou seus pulsos, ronroneando:

 

-Deixa, eu fa�o isso...

 

E ela come�ou a desp�-la devagar, beijando cada parte do corpo que surgia com deleite. Ajoelhou-se para tirar a calcinha negra de Shane e olhou para o sexo de pelos negros, aparados. N�o resistiu e pousou a boca, mordiscando suavemente, sentindo o suave cheiro dela.

 

Shane puxou-a pelos cabelos, for�ando-a a subir. Se fitaram nos olhos de muito perto e Shane sorriu, aproximando a boca e a beijando profundamente, suas m�os tirando o roup�o do corpo de Diane, que caiu no ch�o. Agora sem barreiras, seus corpos se espremeram, o desejo crescendo.

 

Diane afastou-se um pouco para recobrar sua respira��o e acariciou o rosto de Shane com seu polegar.

 

-T�o macio... t�o suave... n�o pensei que era t�o bom beijar voc�...e seu corpo... � lindo... � Completou, afastando-se para olhar o corpo de Shane.

 

Shane sorriu maliciosamente, dizendo com voz sensual:

 

-Voc� ainda n�o viu nada... o melhor est� para acontecer. Seja minha. Entregue-se toda.

 

Agarraram-se em um beijo violento. Diane sugava a boca de Shane com loucura, ro�ando os l�bios, mordiscando com os dentes,sugando, as m�os deslisando pelo corpo com sofreguid�o. Se jogaram no sof� e Shane come�ou a agir naquele corpo escultural, com beijos e chup�es cariciosos, as m�os apertando, acariciando cada parte que encontrava.

 

Diane se contorcia gemendo de prazer, as m�os deslisando pelas costas de Shane, pelos bra�os, depois subindo para o pesco�o, enterrando-se nos cabelos sedosos. Quando Shane come�ou a sugar seu sexo, gritou de prazer, abrindo as pernas ao m�ximo, movendo os quadris ao encontro da boca deliciosa que estava fazeendo-a ficar louca. O desejo cresceu at� que seu corpo estremeceu rigidamente, suas m�os seguraram a cabe�a de Shane, apertando-a ainda mais contra seu sexo e um orgasmo com uma intensidade que nunca havia sentido a sacudiu violentamente, fazendo-a gritar fora de si:

 

-Shane! Amor! Amor!

 

Shane deitou sobre ela, movendo-se alucinada e logo atingiu o �xtase, gemendo alto. Diane a abra�ou e a apertou contra o corpo, sentindo uma emo��o intensa. Ficaram assim por alguns momentos,at� a respira��o se acalmar. Ent�o Shane deitou ao lado e Diane se debru�ou para fitar seu rosto, acariciando-o com a m�o macia.

 

-Fazer amor com voc� � delicioso, Shane...

 

Shane sorriu para ela.

 

-Tamb�m gostei de fazer amor com voc�. Diane, voc� � um vulc�o... t�o quente...

 

-� voc� quem me faz ficar assim. Nunca tive tanto prazer, � a primeira vez que sinto um desejo t�o forte por algu�m.

 

-� bom ouvir isso, confesso que estava me sentindo t�o pra baixo... voc� deu-me novamente auto-confian�a. Uma mulher linda e inteligente como voc� querer ir para a cama comigo...

 

-Shane, n�o se substime! � t�o f�cil gostar de voc�! Voc� � uma mulher linda e envolvente. E eu confesso que estou apaixonada por voc�. Era duro ficar ao seu lado sem demonstrar isso.

 

         Shane a fitou s�ria, com o cenho franzido.

 

         -Diane, procure dominar o que sente. Eu n�o estou preparada para ter um relacionamento s�rio com ningu�m. Eu era feliz sem ligar-me a algu�m, conheci Morgan e me apaixonei, e agora estou sofrendo uma decep��o. N�o quero mais cometer esse erro.

 

-Shane, Morgan ama voc�. Ela apenas�

 

-N�o a defenda! � Gritou Shane, sentando na cama abruptamente � Ela n�o me amava de verdade! Ela voltou para o marido!

 

-Mas ela foi obrig...

 

-Chega, Diane! N�o toque mais no nome dela comigo, ou eu vou embora agora! � Gritou Shane, saltando do sof�. Diane tamb�m levantou agilmente e a abra�ou com for�a.

 

-Est� bem, est� bem... n�o vou mais falar sobre isso.

 

Shane a beijou com �mpeto e Diane rodeou sua cintura com as pernas. Shane a segurou com as m�os em suas n�degas e sem parar de beijar a levou para o quarto, depositando-a sobre a cama.

 

-Agora, iremos lentamente � Disse, se inclinando sobre o corpo de Diane.

 

Duas horas depois estavam esgotadas, deitadas uma ao lado da outra. Diane acariciava seus cabelos pensativamente e certa hora perguntou:

 

-Voc� vai voltar quando para Dallas?

 

-Dentro de alguns dias � Respondeu Shane, sem fit�-la � N�o quero ir logo para l�, sabendo que Morgan est� na mesma cidade. Ela pode tentar procurar-me...

 

E voc� tem medo de n�o resistir � Pensou Diane, em sil�ncio. Movida pelo desejo de ter Shane ao seu lado, perguntou:

 

-Aceita ir comigo para Washington? Moro sozinha e voc� teria um tempo antes de voltar para Dallas.

 

Shane a fitou surpresa.

 

-Est� propondo-me ir morar com voc�?

 

-S� por uns tempos � Diane apressou-se em dizer, antes que Shane recusasse � Sem compromisso, voc� pode ir embora para sua casa quando voc� quiser.

 

Shane a fitou em sil�ncio. Depois, falou s�ria:

 

-Sem nenhum compromisso, sem cobran�as, sem possessividade?

 

-Como voc� quiser, Shane.

 

-Por que essa oferta?

 

-Gostei de voc� e quero ajud�-la a passar por essa fase dif�cil. N�o vou fazer nenhuma cobran�a, Shane. E se quiser ir embora eu n�o vou prend�-la, sou muito orgulhosa para isso. Ent�o, aceita?

 

Shane a fitou, vendo a ansiedade de Diane esperando sua resposta.

 

-Est� bem, aceito.

 

Diane riu e a abra�ou impetuosamente.Shane riu, abra�ando-a tamb�m.

 

-Agora vamos comemorar essa decis�o! � Disse Diane, procurando sua boca.

 

 

  Continua na parte 11

 

19/01/2003

 

Feedback para: [email protected]

 

Home     Leth    Uber

 

Hosted by www.Geocities.ws

1