A GAROTA DA MOTO
PARTE 8
Diane Davis caminhou com passadas largas, dirigindo-se
para o gabinete de seu chefe. O andar sensual, real�ado pela saia justa,
prendia a aten��o de quem a olhasse. As pernas sensacionais, envoltas
em meias finas, apoiavam coxas e quadris arredondados, ventre de m�sculos
definidos, busto ereto de bom tamanho, tudo isso coroado por um rosto de tra�os
marcantes e sensuais.As sombracelhas arqueadas encimavam um par de olhos azuis
com um olhar direto, o nariz reto e delicado combinando com l�bios polpudos
e vermelhos. Diziam que era muito parecida com a atriz Angeline Jolie, o que
a fazia rir divertida. O que se podia dizer com certeza � que ela parecia
mais uma top model que uma agente do FBI .
Mas as m�os delicadas, de unhas bem tratadas,
podiam quebrar um pesco�o com um golpe de karat� ou empunhar
uma arma com firmesa dar tiros certeiros. Diane era atraente ao extremo, mas
isso n�o era importante para ela. Preferia ser reconhecida pelas suas qualidades de agente, sendo a melhor de seu
departamento.
Ela abriu a porta e entrou sem bater. O homem sentado
atr�s da mesa ergueu os olhos do papel
que tinha nas m�os e a fitou com um
sorriso nos l�bios finos.
-Sente-se, Diane. Tenho um servi�o para voc�.
Ela avan�ou e sentou na poltrona diante dele,
cruzando as pernas com eleg�ncia. O olhar do homem desceu e as fitou com
disfar�ada admira��o, mas logo se desviou, percebendo ela
havia notado.
Ela sorriu com ar divertido e perguntou, cruzando os
bra�os:
-O que tem para mim dessa vez, Elliot? Espero que n�o
seja investigar outro assassino serial, como meu �ltimo trabalho.
Ele a encarou com um ligeiro sorriso, estendendo para
ela o papel que tinha nas m�os.
-Ah, n�o, o caso � bem mais simples, um
caso de desaparecimento. Leia a ficha.
Diane pegou o papel e olhou, decepcionada. Casos de desaparecimento
envolviam muita investiga��o e pouca a��o. Qualquer
investigador com um pouco de intelig�ncia e paci�ncia podia fazer
aquele trabalho. Ela gostava mais de lidar com casos envolvendo a��o.
Sabia que era muito boa nisso, j� havia sido citada em relat�rios
com elogios. E seu chefe agora a estava designando para um caso banal e chato!
Leu a ficha com uma �ntima irrita��o.
A desaparecida chamava-se Morgan Lafayette Lorrigan.
Vinte e um anos, casada, filha do senador Lafayette.
Nesse ponto, o caso assumiu import�ncia. O senador
Lafayette era um pol�tico muito conhecido, de grande prest�gio.
Ergueu os olhos para seu chefe, que sorriu. Ela continuou lendo, interessada.
Morgan Lafayette Lorrigan havia desaparecido durante
a recep��o de seu casamento, deixando um bilhete que dizia estar
indo embora, pois seu casamento havia sido um erro, h� dois dias atr�s.
Diane examinou a foto da mo�a anexada �
ficha.
Era uma loura bonita, com classe emanando
de sua imagem. A foto a mostrava em trajes esportivos, com short e blusa branca
e uma raquete de t�nis na m�o.
A mem�ria fotogr�fica de Diane gravou aquele
rosto. Colocou a foto e a ficha diante de seu chefe e o encarou com seu olhar
direto.
-Pelo que vejo, a mo�a fugiu no dia de seu casamento,
arrependida do passo dado. O que quer que eu fa�a? N�o �
um caso para a pol�cia resolver, � um caso para ser discutido
entre ela e o marido.
-Diane, por amor de Deus! � Grunhiu Elliot � Ela �
neta do senador Lafayette! Ele n�o pode ter sua fam�lia envolta
em um esc�ndalo, logo em um ano eleitoral!
Diane o fitou franzindo o cenho.
-E da�? Certamente ela se apaixonou por algu�m
que virou sua cabe�a e a fez fugir com ele.
Isso n�o � crime, Elliot.
Elliot olhou para Diane com impaci�ncia.
-Diane, a ordem partiu l� de cima, do diretor
geral. Temos a ordem de encontrar Morgan Lafayette e lev�-la de volta
para a casa de seu av�, por qualquer meio, desde que chegue ilesa. O senador
quer preservar a fam�lia desse esc�ndalo.
Diane encarou seu chefe com um olhar de reprova��o.
-Deixe de eufemismo, Elliot. A express�o clara
� que devemos sequestrar a mo�a
e lev�-la contra sua vontade de volta para a casa do av�.
-Com os diabos, Diane! O que quer que eu fa�a?
Recuse uma ordem do diretor geral? Temos que fazer o que ordenou! E � claro que a mo�a n�o ser�
compreensiva e acompanhar� nossos agentes de boa vontade. Mas o senador
est� de acordo com nosso m�todo de a��o, desde que
n�o machuquemos a mo�a.
-O senador n�o est� preocupado com o que
Morgan Lafayette quer, mas sim com sua imagem p�blica. E sequestro �
ilegal. Ela n�o � uma criminosa. Esse servi�o �
um servi�o sujo. E eu nunca fiz um servi�o ilegal.
Ele a fitou com um olhar duro.
-Se recusar esse servi�o, n�o vou mais
confiar em voc�. N�o aceito insubordina��o de meus
auxiliares.
Diane o fitou surpresa. Elliot
nunca havia falado com ela assim. Mas ela sabia o que significava a amea�a
velada dele. Ele a relegaria a casos med�ocres, at� ela n�o ag�entar e pedir demiss�o.
Tinha que aceitar a miss�o.
Respirou fundo, tentando acalmar sua raiva.
-Est� bem, Elliot. Vou realizar a miss�o
� Disse, derrotada.
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Numa investiga��o inicial, Diane foi ao
clube e obteve a lista de carros que estavam no clube durante a recep��o.
Depois, conversou com os dois seguran�as do clube. O primeiro n�o
tinha nenhuma informa��o adicional, mas o segundo, um rapaz de
olhos inteligentes, informou quando Diane perguntou se ele notara algo fora
do normal:
-Bem, o que houve fora do normal foi a chegada de uma
mo�a numa moto.Ela foi impedida de entrar por causa dos trajes impr�prios
para a recep��o.
-E como ela se vestia? � Perguntou Diane, curiosa.
-Com blus�o e cal�a de couro negro. O traje
de motoqueiros.
-Quem era ela?
-N�o sei, mas quando os noivos chegaram logo ap�s,
eles liberaram a entrada dela, dizendo que era uma amiga.
-E ela ficou na festa at� o final?
-N�o. Na verdade, ela foi embora quinze minutos
depois que entrou. Eu estranhei quando ela voltou mais ou menos duas horas depois,
em um Cherokee azul met�lico, ainda nos mesmos trajes. Ela estacionou,
mas n�o saiu do carro. Parecia esperar algu�m.
-Hummm... interessante... e voc� a viu saindo do
clube?
-N�o, eu fui
ao banheiro e quando voltei, n�o a vi mais.
-Que horas voc� foi ao banheiro?
-Por volta das sete da noite.
Diane anotou a hora, o modelo do carro e a placa, que
o rapaz forneceu. Sorriu para ele. Estendeu seu cart�o com seu telefone
celular.
-Obrigada. Voc� � um seguran�a esperto,
meus parab�ns.Se tiver alguma novidade, ligue para mim.
O rapaz sorriu, enrubescendo de prazer por ser elogiado
pela bela investigadora.
-Pode contar com isso, senhorita.
Ela se dirigiu para seu carro e abriu a porta, sentando
no banco e olhando a lista dos carros fornecida pelo gerente do clube. L�
estava. Um cherokee com placa de Dallas, havia chegado ao clube seis e quarenta
da noite
e havia sa�do do clube �s
sete e quinze. Por que havia demorado ali apenas trinta e cinco minutos, como
se seu propriet�rio havia ido ali apenas resolver algum problema r�pido
ou pegar algu�m? Numa recep��o?
Uma hora depois, Diane j� tinha em m�os
o nome da propriet�ria do carro e seu endere�o. Ela se dirigiu
para a resid�ncia e quando chegou diante da mans�o em um bairro
nobre, ela respirou fundo.
-Humm, Sean MacPherson � uma mulher rica...
Ela tocou a campainha e minutos depois uma mulher parecendo
mexicana veio atender. Ela a olhou curiosamente, sem abrir a porta completamente.
-Sim? �Perguntou a mulher, com sotaque forte de mexicana.
-Gostaria de falar com Sean MacPherson.
-Ela n�o est�. Foi passar o feriado na
fazenda de Amarillo.
-N�o tem alguma pessoa da fam�lia em casa,
com quem eu possa falar?
-N�o. A irm� dela, a senhorita Shane, saiu
ontem e ainda n�o voltou. E ela mandou dizer � senhorita Sean
que foi para New Orleans e levou a Cherokee emprestada. Ent�o, n�o
voltar� t�o cedo.
Os olhos de Diane brilharam com a inesperada informa��o.
-Oh!... Sabe me informar se ela viajou sozinha?
-N�o sei. Ela chegou em casa agitada e saiu logo,
s� deu esse recado. Quem � a senhorita? Uma amiga de Shane?
-N�o, eu apenas as conhe�o de nome... �
Disse Diane, sorrindo � Obrigada, eu voltarei outro dia.
E ela se afastou antes que a mulher perguntasse mais
alguma coisa.
Voltou para o centro da cidade com um sorriso vitorioso.
Ent�o, Shane havia ido para New Orleans. Algo lhe dizia que ela e Morgan
Lafayette Lorrigan estavam juntas. Eram amigas, a Cherokee estava no clube por
pouco tempo, havia desaparecido justamente na hora que Morgan havia se retirado
para trocar de roupa. A pergunta era: Morgan a havia seguido de livre vontade
ou havia sido raptada?
Ligou para seu chefe relatando as novidades. Ele a instruiu
para seguir para New Orleans imediatamente e agir sob a identidade de Kim Still
e mant�-lo informado de tudo. Ele iria enviar um aviso para a pol�cia
sobre o Cherokee. Quando localizasse as duas mulheres, os outros agentes entrariam
em a��o, levando-as de volta para Dallas.
Diane desligou o fone e foi para sua casa fazer a mala
para a viagem. Iria de avi�o, para ganhar tempo. Estava aborrecida por
fazer aquele trabalho, mas n�o podia se dar ao luxo de recusar. Amava
tanto sua profiss�o, que havia renunciado se casar.
Tom, seu eterno apaixonado, vivia insistindo para se
casarem, construir uma fam�lia. Mas ela sabia que podia conciliar sua
carreira com a de dona-de-casa. Achava sua profiss�o fascinante e entre
o casamento e o trabalho, o segundo vencia facilmente. Talvez n�o amasse
Tom como pensava. Ele era um advogado brilhante, rico, atraente, mas ele n�o
conseguia dom�-la. Ela era muito independente para aceitar um homem dominando-a.
Chegou em casa e tomou um banho r�pido depois
de reservar seu v�o. Depois vestiu um roup�o e come�ou a
separar sua roupa para a viagem com rapidez.
A campainha da porta tocou e ela foi atender.Olhou pelo
visor e viu o rosto de Tom. Abriu a porta, tirando a trave de seguran�a,
e ele entrou, beijando-a no rosto.
-Hoje iremos fazer um programa especial � Disse ele,
sorrindo � Iremos ver aquela pe�a teatral que voc� queria e depois
iremos jantar em seu restaurante favorito.
Ela o fitou com certo remorso.
-Hum, hum, Tom. Negativo. Tenho que viajar hoje para
New Orleans, em uma nova miss�o.
Ele a fitou visivelmente decepcionado.
-Maldi��o! Mais uma vez, sua profiss�o
maluca vai afast�-la de mim?Oh, n�o acredito!
Ela o encarou com o cenho franzido.
-Minha profiss�o n�o � maluca, Tom.
� fascinante. J� discutimos isso.
Ele respirou fundo, de cara amarrada.
-O que posso pensar de uma profiss�o que a faz
mudar de nome e de cidade, sem prazo certo para acabar a miss�o? A �ltima
que voc� participou, a fez ficar mais de dois meses em Miami longe de
mim, sem ao menos ligar!
Ela voltou para o quarto com ele no seu encal�o.
-N�o posso fazer nada. � o meu trabalho.
-Pode, se quiser. Largue esse trabalho e se case comigo,
Diane! Garanto que ter� uma boa vida ao meu lado, farei tudo para que
seja feliz!
Ela o encarou.
-Sabe que eu n�o aceitaria viver �s suas
custas, sem meu trabalho. Prezo muito minha independ�ncia.
Ele sentou na cama, olhando-a desanimado.
-Se voc� realmente me amasse, voc� aceitaria
minha proposta. Eu sei que voc� gosta de mim, mas n�o me ama.
Ela riu e sentou no colo dele, abra�ando-o pelo
pesco�o.
-N�o seja chantagista, Tom! Ou�a, vou viajar,
mas ainda tenho um pouco de tempo para fazer um amorzinho r�pido, aceita?
Ele a abra�ou e beijou no pesco�o, no queixo.
-Pelo menos, isso.Claro que aceito!...
Diane tirou o palet� dele, desfez o n�
da gravata e desabotoou a camisa. Tirou-a tamb�m, olhando para o peito
cabeludo e musculoso.
-Hum, suas aulas de gin�stica v�o bem,
querido...vamos ver o resto...
Abriu o cinto e puxou o fecho da cal�a. Meteu
a m�o na braguilha e e pegou no p�nis, que j� come�ava
a enrigecer. Olhou-o nos olhos com mal�cia.
-Vou pegar uma camisinha.
Ela foi at� uma prateleira no banheiro e pegou
a prote��o. Voltou e encontrou Tom j� nu, deitado na cama,
com o p�nis ereto. Ela colocou a camisinha com rapidez e despiu o roup�o,
montando sobre as coxas dele.Inclinou-se e o beijou impetuosamente. As m�os
dele vieram para seus seios, apertando os bicos suavemente.
Foi um ato sem muitos arrebatamentos apaixonados. Logo
que sentiu-se suficientemente lubrificada, Diane pegou o p�nis e o dirigiu
para sua vagina. Ele a penetrou e ela come�ou a mover-se sensualmente,
fitando-o .
Ela firmou as m�os nos ombros dele, ofegando.
Ele gemeu e ergueu os quadris, apertando-se contra ela,
transtornado.
-Mexa mais r�pido... gemeu .
Ela o atendeu, apressando os movimentos. Ele gemeu alto,
empurrando-se cntra ela, louco de desejo. Ela continuou at� dar um curto
gemido, avisando:
-Tom, agora... agora...
Ela estremeceu e atingiu o orgasmo. Ele a seguiu logo,
dando um grunhido e a apertando com as m�os. Ela caiu sobre ele, respirando
entrecortadamente. Quando sua respira��o normalizou, ela saiu
de cima dele e deitou ao lado. Fitou-o sorrindo.
-Pronto, pelo menos matamos nosso desejo...
Ele a encarou, voltando o rosto.
-N�o, n�o matou o meu. Queria ficar com
voc� a noite inteira, possuindo-a.
Ela riu e saltou da cama agilmente, fitando-o com ar
divertido.
-Isso n�o � poss�vel, garanh�o.
Tenho que acabar de fazer minha mala e aprontar-me para a viagem. Mas primeiro
vou tomar um banho.
Ela foi para o banheiro e tomou uma ducha pensativa.
Por que sentia sempre que faltava mais emo��o em seu ato sexual
com Tom e os outros homens que tivera? O sexo com eles a satisfazia fisicamente,
mas emocionalmente, sentia que faltava algo que a fizesse vibrar de emo��o,
de ter vontade de entregar-se loucamente. Queria ter algu�m que a fizesse
vibrar tamb�m de amor, n�o apenas de desejo.
Maldi��o, era melhor pensar em seu trabalho,
estava ficando rom�ntica demais para o seu gosto!
Duas horas depois, estava no avi�o � caminho
de New Orleans.
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Em Opelousas, entroncamento das rodovias 49 e 190, j�
no estado de Louisiana, Shane e Morgan passaram o dia conhecendo o lugar, saboreando
a deliciosa comida local em um pequeno restaurante e suando os corpos em profusas
cenas de arrebatado e apaixonado sexo. Elas haviam concordado que n�o
havia motivo para se apressarem a chegar em New Orleans e desfrutavam da viagem
como se fosse uma viagem de lua-de-mel. Ingenuamente, se sentiam seguras e sem
perigo de serem descobertas naquela pequena cidade.
Mas o xerife havia recebido um telex do FBI sobre uma
Cherokee azul met�lico, com placa de Dallas. E numa cidade pequena, onde
turistas eram raros, o Cherokee de Shane era f�cil de ser notado.
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Quando
Diane chegou em New Orleans, ela se registrou em um dos melhores hoteis com
a identidade de Kim Still. Ap�s tomar um confortante banho, ela estava
vendo tv quando seu telefone celular tocou. Ela o atendeu e uma voz masculina
se fez ouvir.
-Seja bem vinda a New Orleans, Kim Still. Sou o seu contato
aqui, meu nome � Kurt. Temos ordem de passar informa��es
sobre a ca�a.
-Ok... e o que tem de novo a dizer-me, Kurt?
-A garota foi localizada em Opelousas. Est� acompanhada
de outra e parecem estar fazendo turismo. Temos ordem de agir somente sob seu
comando, ent�o queremos saber o que faremos. Pegamos elas?
-Apenas vigiem os passos delas. O que est�o fazendo
no momento?
-No quarto do hotel. Instalamos microfones ocultos quando
elas estavam passeando nas imedia��es e agora podemos ouvir o
que se passa no quarto.
-Elas est�o dormindo, ou acordadas? � Perguntou
Diane.
Kurt deu uma risada abafada.
-Bem... elas est�o bem acordadas, posso garantir,
pelos ru�dos que est�o fazendo.
-Que ru�dos? � Perguntou Diane, intrigada.
-Bem... � melhor que ou�a. Vou colocar
o telefone perto do transmissor. Ou�a.
Diane ouviu ru�dos de est�tica e depois
uma voz chegou clara ao seu ouvido:
-N�o pare, Shane... oh, Deus! Mais... assim...
oh, que boca deliciosa!
-D�-se toda para mim, Morgan... isso... abra mais
as pernas...
Diane enrubesceu violentamente. Era evidente que as duas
mulheres estavam fazendo amor.
Kurt tornou a falar, com voz divertida:
-Acho que Morgan Lafayette escolheu outra pessoa para
sua lua-de-mel, ao inv�s do marido, Kim.
-� evidente � Disse ela, tentando soar s�ria
e profissional � Bem, agora sabemos que n�o se trata de seq�estro,
mas de uma fuga combinada. Vou dormir para descansar da viagem e amanh�
farei contato com voc�, Kurt. Qual � seu n�mero?
Ele deu e ela anotou em um papel.
-Al�m de voc�, quantos mais est�o
vigiando o casal?
-Mais dois agentes. Mas o comando � seu.
-Muito bem, apenas vigiem e me mantenha informada dos
passos delas. Estou com o palpite que elas vir�o para New Orleans. E
estarei esperando-as chegar, com um plano.At� amanh�, Kurt.
Ela desligou e sorriu divertida. Essa Shane devia ser
uma mulher fascinante, para fazer Morgan Lafayette jogar para o alto o casamento
com um homem rico, atraente e de uma das mais tradicionais fam�lias do
Texas.
O sono a venceu em pouco tempo.
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Shane acordou e olhou para Morgan, adormecida com a cabe�a
em seu ombro e uma perna sobre seu corpo. Sorriu, lembrando da noite de amor.
Morgan cada vez mais a cativava por sua sensualidade, seu ardor, sua impetuosidade.
Ela era deliciosa numa cama, pensou. N�o, numa cama e fora dela, uma
qualidade rara nas mulheres que havia possu�do. Outras mulheres, ap�s
o sexo, perdiam todo o encanto. Shane no dia seguinte s� queria dar o
fora da companhia delas. Com Morgan era completamente diferente, queria estar
com ela, conversar, rir, desfrutar da vida juntas. Morgan, al�m de bela,
era inteligente, divertida, carinhosa... uma companhia estimulante. E quando
a olhava, sentia-se mais apaixonada.
Sem poder conter-se, beijou-a na testa carinhosamente.
Morgan esticou o corpo, se espregui�ando e abriu os olhos, fitando-a
com um sorriso amoroso.
-Bom dia, amor... � Disse,
com voz doce.
-Bom dia. Vamos levantar e tomar uma ducha? Estou morta
de fome.
Morgan subiu para cima de seu corpo, apertando-se contra
ela.
-Eu estou com um tipo de fome que s� voc�
pode matar.
Shane riu, segurando-a pelas cadeiras.
-Pelo amor de Deus, mulher! Quer matar-me? N�s
fomos dormir quando o dia clareava! E nossa janta foi dois hamburgueres! Oh,
eu apaixonei-me por uma ninfoman�aca! � Disse, em tom de queixa.
Morgan riu tamb�m, mordiscando seu queixo.
-A culpa � sua... quem manda ser t�o linda,
gostosa, fascinante, cheirosa, sensual�ssima, com essa voz que d�
arrepios? Tornei-me ninfoman�aca depois que a conheci.
Shane abra�ou-a pela cintura, girou o corpo, colocando-a
por baixo e ergueu-se rindo, correndo para o banheiro. Morgan, depois da surpresa,
a seguiu e encontrou Shane j� debaixo do jato forte da ducha. Entrou
no box e a abra�ou.
-N�o vai escapar t�o f�cil assim,
Shane... � Sussurrou.
Shane a fitou nos olhos e desceu a boca, esmagando a
outra em um beijo faminto. E ali mesmo sob a �gua, elas se entregaram
a mais uma se��o de sexo. Morgan ajoelhou no piso molhado e pediu:
-Feche as torneiras, ou vou afogar.
Shane fechou as torneiras com rapidez e abriu as pernas,
apoiando as m�os na parede. Fechou os olhos e gemeu alto quando a boca
quente de Morgan come�ou a sug�-la.
J� passava de meio-dia quando sa�ram do
hotel e continuaram a viagem para New Orleans.
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Diane, ou melhor, Kim Still, recebeu um telefonema dos
agentes:
-Elas sa�ram do hotel e tomaram a rodovia 190,
que conduz a Baton Rouge e New Orleans. Estamos seguindo-as.
-Continuem seguindo-as, mas n�o fa�am mais
nada. Quando elas chegarem aqui e se instalarem, comuniquem-me onde elas est�o.
Ent�o, eu come�arei a agir.
Kim desligou o celular e olhou pela janela do quarto.
Bem, dentro de poucas horas vou finalmente conhecer as
duas amantes. Estou curiosa para ver essa tal de Shane, que virou a cabe�a
de Morgan. Ela deve ser atraente � Pensou.
Kim riu ao �ltimo pensamento. Desde quando achava
mulheres atraentes? Deus, n�o era gay, tinha certeza disso. Nada de pensamentos
desse tipo, Diane � se reprovou � O importante � levar Morgan Lafayette
de volta para a casa do av�. Com o m�nimo de viol�ncia. Seu
plano era primeiro tentar convencer Morgan a voltar com uma conversa, mas sabia
que tinha poucas chances de conseguir isso. Mas iria tentar.
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