A GAROTA DA MOTO
PARTE 6
Quando Morgan chegou em casa, teve a surpresa de encontrar
seu noivo
conversando com seus av�s,
no hall de entrada. Ele a viu entrar e veio ao seu encontro com um sorriso.
-Princesa! Eu j� estava me despedindo de seus
av�s para ir busc�-la na casa de Patricia! Acabei de chegar de
Austin e vim direto procur�-la!
Morgan aceitou o beijo dele no rosto e o fitou sorrindo
sem muita vontade. Estava deprimida, apenas com vontade de ficar sozinha para
curtir a sua dor. Mas n�o podia fazer isso, Jonnathan estivera ausente
uma semana.
-Como foi em Austin, Jonnathan? Conseguiu fechar o contrato?
-Claro, fizemos um contrato maravilhoso, agora quero
dedicar o dia inteiro para matar as saudades de voc� � Disse ele, segurando-a
pelos ombros � Quer ir jantar fora comigo?
-Oh... sim, tudo bem...
O av� de Morgan a fitou atentamente.
-O que houve, Morgan? Voc� est� com o rosto
abatido!
Ela sorriu para o av� for�adamente e o beijou
no rosto.
-Bom dia, vov�. N�o � nada demais,
apenas uma dor de cabe�a.
Sua av� a pegou pelo bra�o.
-Com certeza voc� n�o dormiu e se alimentou
direito. Vou mandar Bessie fazer um leite com chocolate para voc�.
Morgan assentiu e sua av� foi para a cozinha falar
com a cozinheira. Ela aproveitou e puxou Jonnathan pela m�o, dizendo
ao seu av�:
-Preciso falar com Jonnathan � s�s, com
licen�a, vov�.
Seu av� sorriu maliciosamente.
-Eu entendo, tamb�m fui jovem... v�o, crian�as,
v�o matar as saudades...
Morgan levou Jonnathan para a biblioteca e fechou a porta.
Ela estava dominada pelo desejo de vingar-se de Shane. E Jonnathan era o meio
mais f�cil.
Ela abra�ou-o impetuosamente e o beijou com ardor.
Jonnathan correspondeu entusi�stico e suas m�o pousaram nos seios
de Morgan, apertando. Morgan sentiu o sexo dele duro contra sua coxa e afastou-se
sorrindo maliciosamente. Jonnathan ofegava, fitando-a cheio de desejo. Ele pegou
sua m�o e a pousou sobre seu sexo. Morgan afastou a m�o, sorrindo
maliciosamente, mas intimamente sentindo nojo. Os homens eram t�o sem
sutileza!
-Calma, mocinho! Aqui n�o � o lugar adequado!
Quer que meus av�s nos surpreendam
no meio do ato?
Jonnathan a fitou com medo no olhar.
-Deus me livre! Nunca mais poderia olhar nos olhos deles!
Oh, docinho, voc� me deixa louco! Veja como estou!
Morgan olhou para a cal�a dele com um sorriso
malicioso.
-Estou vendo, mas s� poderemos cuidar disso �
noite. Agora vou tomar um banho, almo�ar
e descansar um pouco. E voc�, por que n�o vai para casa tomar um
banho, descansar da viagem e vir buscar-me para jantar � noite?
Ele a fitou decepcionado, colocando a m�o no bolso
da cal�a.
-Hum, est� bem... vou esperar at� a noite...
e ent�o, prepare-se!
Morgan sorriu amargamente. Oh, se ele soubesse!
************************
Eram quatro horas da tarde quando Shane chegou �
danceteria. Estava cansada de pensar em Morgan, com os sentimentos se digladiando
dentro dela. Uma parte com �dio de Morgan, ela havia sido fria e perversa,
insultando a mem�ria de sua m�e, que havia tido um destino t�o
tr�gico. Uma garota mimada, temperamental, que n�o media palavras
para ferir. E outra parte sentindo a tristeza de pensar que tudo havia acabado,
mal havia come�ado. Logo com a primeira mulher que conseguira tocar seu
cora��o, acontecera tudo errado.
Tamb�m a havia insultado. Chegara a agredir Morgan,
querendo fer�-la como havia sido ferida..Mas n�o ia voltar atr�s.
Ela havia merecido. Ela precisava provar do mesmo
veneno que jogava sobre as pessoas, para aprender.
Tinha que esuec�-la, e para isso, nada melhor que
os bra�os de uma outra mulher.
Quando entrou, viu logo Sylvia dan�ando. Estava
linda em um vestido vermelho curto, mostrando as belas pernas. Ser� que
ela aceitaria sua companhia, depois que havia sido t�o fria com ela ap�s
a noite que haviam tido sexo?
Aproximou-se do bar e pediu um u�sque �
bartender, que a fitou sorrindo com mal�cia.
-Shane, voc� � mesmo uma mulher de sorte!
Ontem voc� escapou de ser agredida por uma conquista sua!
Shane a fitou surpresa, sentando no tamborete.
-De qu� est� falando, Sam?
-Oh, sei que voc� n�o viu nada. Voc�
estava muito absorvida pela lourinha sentada em suas coxas, grudadas em um beijo.
Shane ficou vermelha, sabendo bem o que ela havia visto.
-Ainda n�o entendi o que est� querendo
dizer. Que conquista minha quis agredir-me?
-Aquela loura linda, exudando classe por todos os poros,
que veio aqui com voc� duas noites atr�s! Por Deus, Shane! Como
voc� deixou aquele tesouro de lado! Uma mulher como aquela a gente gruda
como carrapato e n�o deixa ningu�m chegar perto!
Morgan! Ela estava se referindo � Morgan! Fitou-a
nervosamente.
-Morgan esteve aqui?!
-Sim, e logo que entrou, viu voc� com a lourinha
montada em suas coxas e sua m�o dentro da calcinha dela. A loura ficou
furiosa, come�ou a gritar, querendo se aproximar de sua mesa. Mas a amiga
dela a arrastou para a sa�da e foram embora. Quase ningu�m notou
porque a m�sica estava muito alta e quase
todos dan�avam.
Shane sentiu-se abatida com a not�cia. Agora,
era mesmo o fim! Ela devia agora estar odiando-a! Maldi��o!
Outro pensamento veio � sua cabe�a: por
que estava lamentando? Morgan n�o servia para ela, j� havia decidido
isso antes da not�cia! Mas a verdade � que sua inten��o
s� havia sido tomada pela raiva. Agora, a certeza do fim de sua rela��o
com Morgan a deixou abatida. Mas tinha que reagir contra isso.
Ela sorriu for�adamente, como se a not�cia
n�o a havia afetado.
-E minha bebida, Sam? � Disse, calmamente.
Sam riu e preparou seu u�sque, colocando o copo
no balc�o. Shane pagou e tomou um longo gole, olhando para a pista de
dan�a. Sylvia a olhou com um olhar frio. Shane sorriu para ela e ergueu
o copo, em um brinde. Ela virou o rosto, mas sorriu.
Shane aproximou-se de Sylvia, com o copo na m�o.
Come�ou a dan�ar perto dela. Sylvia a fitou de soslaio, disfar�adamente.
Shane estendeu a m�o e segurou no bra�o dela, inclinando-se e
falando no ouvido dela:
-Quer sentar comigo em minha mesa?
Ela a encarou fingindo surpresa.
-Oh, notou novamente que existo? Onde est� aquela
loura, j� enjoou dela tamb�m?
Shane sorriu, fitando-a nos olhos.
-N�o banque a dif�cil... sei que voc�
est� apaixonada por mim, Sylvia.
Ela a fitou com menos rancor.
-Oh, lembra meu nome! Pelo menos, isso.
Shane se impacientou:
-Quer ficar comigo ou n�o, Sylvia? Quero uma resposta
agora. Se n�o quer, tudo bem.
Ela a pegou pelo bra�o, sorrindo levemente.
-Vou dar mais uma chance � voc�... sei que
n�o merece, mas...
-...mas sou irresist�vel! � Completou Shane, rindo.
Sylvia riu tamb�m, falando:
-Sou suficientemente esperta para n�o me apaixonar
por voc�, Shane. Amor n�o faz seu estilo. Mas voc� �
muito gostosa numa cama. E isso � muito importante para mim.
-Ent�o, vamos para um motel.
-Agora?
-Agora n�o, acabei de chegar. Vamos beber, dan�ar.
E elas beberam, dan�aram, at� as dez da
noite, quando sa�ram da danceteria.
***********************
Morgan e Jonnathan haviam sa�do do restaurante,
depois de jantar em um dos melhores restaurantes de Dallas. Jonnathan queria
ir logo para o motel que sempre frequentavam, mas Morgan n�o concordou.
-Jonnathan, vamos ao Desert In?
Ele a fitou surpreso.
-Morgan! O Desert In � frequentado por motoqueiros!
-E da�? Acho excitante, ir em um motel assim!
Onde est� seu senso de aventura, Jonnathan?
Ele a fitou indeciso.
-Humm... est� bem, vamos... mas s� dessa
vez!
Morgan sorriu. Na verdade, ela estava sentindo uma tremenda
falta de Shane. E ir � aquele motel era como estar mais pr�xima
� ela, sendo de motoqueiros. Intimamente, recriminou-se por estar ainda
pensando nela com saudades. Shane a havia substitu�do muito depressa,
por uma das vadias daquela danceteria. N�o devia nem lembrar da exist�ncia
dela, mas seu cora��o n�o obedecia
a voz da raz�o. Maldi��o! Shane n�o sa�a
de sua mente!
**************************
Shane estacionou a moto diante do bangal� que lhe
f�ra destinado e olhou para Sylvia, que olhava em volta com curiosidade.
O motel tinha duas filas de cabanas r�sticas de
madeira e pedras ornamentais, cada uma separada da outra por uma jardineira
de plantas. Cada uma tinha um box para guardar a moto, mas Shane j� estava
suficientemente embriagada para ter esse cuidado. Ela deixou a moto diante da
cabana, apenas trancando a roda com o cadeado.
-Shane, vai deixar a moto a�? � Perguntou Sylvia,
admirada.
Shane abriu a porta, fitando-a sem responder.
-Venha... � chamou, estendendo a m�o para Sylvia.
Entraram e Shane fechou a porta. Ela tirou o capacete,
as luvas e o blus�o de couro, jogando-os sobre uma poltrona, mostrando
os bra�os bem delineados e os seios eretos, de bom tamanho, ressaltados
pela blusa colante negra. Sylvia olhou para o corpo perfeito e sentiu o desejo
domin�-la. Come�ou a tirar a roupa e Shane a fitou calmamente,
pegando o interfone.
-Quer beber o qu�? � Perguntou � Sylvia.
-N�o acha que j� bebeu muito, Shane? Por
que tamb�m n�o tira a roupa e vem para a cama?
Shane sorriu. A recep��o atendeu e ela
pediu uma garrafa de vinho tinto. Desligou e olhou para Sylvia, que agora tirava
a �ltima pe�a de roupa.
-Como est� apressada! Ainda vamos beber vinho,
mulher.
-Voc� veio para c� beber, ou fazer sexo
comigo? � Perguntou Sylvia impaciente, cruzando os bra�os.
Shane a fitou com ar divertido.
-As duas coisas. Tenha paci�ncia, Sylvia. N�o
vai arrepender-se.
Sylvia achou melhor calar e esperar. E n�o se
arrependeu. Quando a bebida chegou, Shane pegou a garrafa e tomou um longo gole.
Depois, beijou Sylvia na boca, passando a bebida no beijo. Depois se despiu,
sentou na cama
e colocou Sylvia sentada em suas coxas.
Sylvia entendeu o que ela queria e juntou seus seios com as m�os. Shane
despejou o vinho entre eles, bebendo o doce e gelado l�quido entre os
seios da mo�a, que ria excitada.
*******************
O carro entrou pela alameda do motel e Morgan olhou para
Jonnathan com nervosismo, pensando no que estava prestes a acontecer. Devia
fazer isso, entregar-se ao noivo, mesmo sentindo que n�o o desejava mais, para apenas se sentir vingada de Shane? J� estava
come�ando a arrepender-se de sua decis�o.
Jonnathan parou na guarita e pediu um quarto. O recepcionista
entregou uma chave com um n�mero pendurado no chaveiro.
-Segunda cabana da fila � esquerda � Informou o recepcionista, sorrindo � Tenham uma boa noite.
Jonnathan avan�ou e parou diante da cabana indicada, comentando:
-A cabana n�o tem garagem para um carro. Tenho que deixar meu carro aqui.
Morgan saltou do carro e olhou em volta. Seu olhar caiu sobre uma moto negra Harley Davidson, modelo Fat Boy, estacionada numa cabana diante da que haviam parado. Sentiu seu cora��o disparar e sem importar-se com Jonnathan, aproximou-se da moto e olhou a placa. Mesmo na luz indireta do poste de luz, viu que o n�mero conferia. Era a moto de Shane! Ela estava naquela cabana! E claro que n�o viera dormir ali sozinha! Miser�vel, piranha!
O seu �dio, que havia amainado,
voltou com toda for�a. Teve vontade de gritar e bater na porta, xingando-a
de todos nomes baixos que conhecia, de quebrar aquela moto que havia transportado
outra mulher. Teve que fazer um tremendo esfor�o para n�o demonstrar
o que sentia. Jonnathan estava ali ao seu lado, lembrando-a que eles eram de
fam�lias respeit�veis e n�o podia dar vaz�o �
sua raiva. Seria um esc�ndalo se fizesse o que queria e n�o era
justo arrastar o nome de sua fam�lia e de Jonnathan em um esc�ndalo.
Jonnathan se aproximou e a fitou intrigado.
-Por que essa moto a interessou?
Ela o fitou sorrindo com esfor�o.
-Parecia a moto de um amigo meu. Mas
enganei-me, a placa n�o confere - Respondeu.
-Venha, princesa, vamos entrar.
Morgan o acompanhou, remoendo seu
�dio. Shane ia pagar o sofrimento que estava causando � ela! Galinha,
sem-vergonha!
Entraram na cabana, que tinha uma
decora��o r�stica de bom gosto, com m�veis de couro
cru e tapetes de peles.
Jonnathan a abra�ou e a beijou
suavemente. Morgan retribuiu ardentemente, movida pelo desejo feroz de vingar-se
de
Shane. Tinha que ultrapassar em tudo
o que Shane estava fazendo com a mulher naquele quarto.
Despiu-se com rapidez, querendo concretizar logo sua
vingan�a. N�o estava nem um pouco excitada, mas sim sentindo �dio e desespero por saber Shane t�o
pr�xima e t�o inalcans�vel.
Jonnathan a fitou encantado por sua
evidente pressa. E entusiasticamente tamb�m retirou toda sua roupa e
colocou o preservativo no p�nis j� ereto, uma exig�ncia de
Morgan que se tornara um ritual, j� que ela passava mal tomando p�lula.
Morgan deitou na cama e olhou o noivo aproximar-se. Oh,
Deus, como gostaria que ele fosse uma mulher, sem aquele p�nis ereto como
uma arma! Mordeu os l�bios, sorrindo e escondendo seu estado de esp�rito.
Jonnathan deitou ao lado de Morgan e a beijou ardentemente,
a m�o alisando o seio dela, descendo pelo corpo. Cheio de desejo, colocou-se
sobre ela e tentou separar as pernas de Morgan com a m�o. Ela o empurrou
para baixo, com as m�os em seus ombros.
-Ainda n�o... � Sussurrou � Primeiro, beije meu
corpo todo...
Ele obedeceu, surpreso. Morgan jamais lhe pedira isso
antes. O sexo entre eles sempre havia sido t�o convencional! Mas fez
o que ela queria, empolgado.
Morgan fechou os olhos e tentou imaginar que a boca que
a beijava e as m�os que a acariciavam eram de uma mulher. N�o
funcionou, at� pensar em Shane. Mesmo
com o �dio que sentia dela, o desejo a dominou. Sentia a pulsa��o
entre suas pernas, a umidade crescer, imaginando Shane possuindo- a.
Jonnathan estava surpreso e encantado. Morgan nunca ficara
t�o excitada com suas car�cias como nessa vez. Beijou o p�bis
de p�los sedosos alourados e Morgan abriu as pernas, empurrando a cabe�a
dele com as m�os. Ele sugou-a desajeitadamente, mas vendo a rea��o
fren�tica dela, que gemia alto e movia as cadeiras contra sua boca, ele
prosseguiu empolgado.
-Penetre-me com os dedos... � Gemeu ela.
Ele enfiou dois dedos na vagina estreita e molhada, erguendo
os olhos para v�-la. Morgan estava com o torso recurvado para a frente,
com a cabe�a reclinada para tr�s. N�o dava para ver o rosto
dela, mas os gemidos e os movimentos fren�ticos do corpo demonstravam
que ela estava sentindo um prazer que nunca a vira possu�da.
Morgan sacudiu-se espasm�dicamente e atingiu o
�xtase, dando um grito gutural. Jonnathan n�o se conteve mais.
Subiu pelo corpo dela e a penetrou com for�a, ao mesmo tempo que gozava
intensamente.
Morgan o empurrou e ele ergueu o rosto, fitando-a espantado.
Ela chorava silenciosamente, de olhos fechados.
-O que foi, Morgan? Eu a machuquei? � Perguntou, nervoso.
Ela negou com a cabe�a, voltando-se de costas
para ele.
-Ent�o, por que est� chorando?
Ela custou a responder:
-Estou tensa.
-Tensa, por que?
-Senti sua falta � Mentiu. Na verdade a sua fantasia
de que Shane a estava possuindo havia terminado quando ele a penetrara com seu
p�nis. E a realidade a fazia chorar de frustra��o: Shane
estava nessa mesma hora fazendo sexo com outra mulher. Traidora!
Voltou-se de frente para o noivo e falou impulsionada
pelo desespero:
-Jonnathan, quero casar com voc� o quanto antes!
Ele sorriu para ela.
-Eu tamb�m, querida. Assim que eu me formar, vamos
marcar a data.
-Voc� n�o me entendeu. Eu quero casar no
m�ximo em dez dias!
Ele a fitou boquiaberto.
-Dentro de dez dias?! Est� louca, Morgan? Por
que essa pressa s�bita?
-Porque eu quero livrar-me da depend�ncia de meus
av�s. Porque quero ser sua mulher.
-Morgan...fico feliz em saber que quer ser minha mulher
logo, mas n�o � uma boa id�ia casar assim, de repente.
Seus av�s e meus pais n�o iriam aprovar. N�o poderiam organizar
uma recep��o adequada, e tamb�m a casa que vamos morar
ainda est� sendo constru�da. Sabe que moro na casa de meus pais.
N�o gostaria de iniciar minha vida de casado sem ter nossa casa.
Ela o fitou com decis�o.
-N�o quero festa. E podemos alugar uma casa.
-Morgan, por que essa precipita��o? Se
voc� estivesse gr�vida, eu entenderia. Mas sei que esse n�o
� o caso. Ent�o, por que?
-Porque eu quero assim. Jonnathan, se n�o concordar,
considere nosso noivado terminado.
Ele a fitou assustado Viu que ela estava falando s�rio,
pela sua express�o. O medo de perd�-la o venceu.
-Est� bem, Morgan...vou falar com meus pais. Voc�,
fale com seus av�s.
Morgan o fitou com triunfo no olhar. Sabia que Jonnathan
acabaria concordando! E ent�o Shane iria ver do que era capaz!
Ela sorriu sensualmente para ele.
-Agora venha me amar mais uma vez, querido.
Ele a possuiu mais uma vez, depois de muitos carinhos.
Ela submeteu-se fingindo um prazer que n�o sentia. Era in�til.
Shane dominava seus pensamentos, seus desejos. Oh, como estava sofrendo sabendo-a
ali perto, com outra mulher!
Jonnathan adormeceu, cansado. Ela foi at� a janela
da cabana e olhou para a outra em frente, onde Shane estava.Ela agora devia
estar dormindo, depois de ter se esgotado fazendo sexo!
Ela n�o conseguia dormir. Com uma decis�o
repentina, vestiu-se e saiu silenciosamente da cabana, para n�o acordar
Jonnathan. Dirigiu-se para a cabana onde Shane estava e bateu na porta.
Shane despertou com as batidas na porta. Olhou confusa
para o rel�gio de pulso na mesinha de cabeceira da cama. Seis horas da
manh�. Quem seria o imbecil que viera despert�-la? Olhou para
Sylvia ao seu lado. Ela dormia de boca aberta, esgotada. Shane gemeu e levantou
cambaleando, pegou um roup�o de banho fornecido pelo motel e vestiu-o,
dirigindo-se para a porta amarrando o cinto. Abriu a porta j� reclamando:
-Que inferno � que quer...
Sua frase se interrompeu ao deparar com Morgan fitando-a
furiosa, com as m�os na cintura. Ela empalideceu visivelmente e ficou
olhando para Morgan com incredulidade, im�vel.
Morgan sorriu com desd�m, os olhos brilhando de
raiva e ci�mes.
-Nunca sonharia em me ver aqui, n�o �?
� Perguntou Morgan, acidamente � Mas o mundo � pequeno, Shane!
Finalmente Shane encontrou sua voz:
-Morgan! O que est� fazendo aqui?
Morgan sorriu com ironia, cruzando os bra�os.
-Ora, que pergunta imbecil! Estou fazendo o mesmo que
voc�! Sabe, vi sua moto a� em frente e fiquei curiosa. Quis ver
com quem estava, dessa vez. Porque duvido que ainda esteja com aquela lourinha
de dois dias atr�s, voc� enjoa f�cil das mulheres! � Disse,
com tom provocativo.
Shane a fitou franzindo o cenho.
-Est� aqui acompanhada, Morgan? Com quem?
-N�o � de sua conta, mas estou muito bem
acompanhada! Estou com meu noivo!
Shane a fitou visivelmente decepcionada.Morgan reparou
que as m�os dela come�aram a tremer. Ela estava abalada pelo encontro,
era evidente. Morgan exultou com isso.
-Shane, com quem est� falando? � Sylvia perguntou,
l� do quarto - Volte para a cama!
Shane olhou por cima do ombro e respondeu:
-J� vou!
Tornou a fitar Morgan com o cenho franzido.
-Aqui n�o � hora nem lugar adequado para
conversarmos. Depois eu conversarei com voc�.
Morgan sorriu sarcasticamente.
-Oh, pois eu acho a ocasi�o bem adequada! Apenas
sinto muito que voc� n�o possa se comparar com meu noivo, que ganha
de cem para voc�! V� deitar com sua vadia, eu vou para os bra�os
de meu noivo! Tenha um bom dia, Shane! Eu tive uma �tima noite e certamente
terei um �timo dia.
E dizendo isso, afastou-se, voltando para a cabana.
Shane ficou ali parada, chocada. Foi Sylvia quem a despertou
de sua in�rcia, aproximando-se e olhando por cima de seu ombro.
-Oh, aquela loura de nariz empinado! � Comentou Sylvia,
com raiva, ainda vendo Morgan entrar na cabana e fechar a porta � O que ela
queria com voc�? Como ela nos descobriu aqui?
-Ela n�o queria nada importante � Disse Shane,
fitando Sylvia com olhar ausente � V� vestir-se, quero ir embora daqui.
Sylvia a fitou aborrecida.
-Oh, n�o! Novamente, n�o! Maldi��o,
Shane! Quer ir embora porque viu essa mulher aqui? Francamente, Shane! Voc�
tem sempre que decepcionar-me!
Shane fechou a porta e foi para o quarto. Pegou suas
roupas no ch�o e tirou o roup�o, come�ando a vestir-se.
Olhou para Sylvia com indiferen�a.Ela a fitava com raiva, de bra�os
cruzados.
-Se quer ficar, fique. N�o vou esperar voc�
decidir se quer ir embora. Vou pagar a despesa e deixar cem d�lares para
voc� chamar um t�xi.
Sylvia a fitou enfurecida.
-Quer saber de uma coisa, Shane? V� para o inferno!
Estou cheia de suas atitudes idiotas! E enfie
seu dinheiro onde couber em voc�! N�o preciso de sua esmola, eu
tenho dinheiro para isso!
-Pois ent�o se dane! Eu vou embora agora! � Gritou
Shane, nervosa. Saber que Morgan estava ali perto nos bra�os do noivo
a estava deixando louca de ci�mes. E Sylvia n�o estava ajudando
nada para seu humor melhorar. Ela se vestiu apressada, jogou uma nota de cem
d�lares sobre a cama e saiu batendo a porta.
Morgan ouviu o barulho da porta e correu at� a
janela da cabana. Viu Shane montar na moto e sair sozinha.
-Morgan, que est� fazendo a� de p�,
na janela?
Ela voltou-se e viu Jonnathan a fitando sonolentamente.
-Nada importante, querido.
Ela voltou para a cama e deitou ao lado dele. Jonnathan
a abra�ou .
-Ainda � cedo. Durma.
-Tem raz�o, querido. Vamos dormir.
Em minutos Jonnathan dormia ressonando. Morgan o fitou
com pena. Pobre Jonnathan. Era um bom rapaz, mas n�o o amava. Oh, se
sentisse por ele um d�cimo da paix�o que
sentia por Shane! O �dio e o amor eram dois lados da mesma moeda, pensou.
Porque sentia as duas coisas por Shane. �dio por v�-la com outra
mulher, amor por contemplar ou lembrar daquele rosto lindo, aqueles olhos magn�ticos,
aquele corpo desej�vel. Lembrar dos beijos, das car�cias, do cheiro
da pele, do sabor da boca...
-Maldi��o! � xingou alto, sacudindo a cabe�a.
Jonnathan acordou e a fitou espantado.
-O que houve, Morgan? Por que gritou?
-Nada! V� dormir, Jonnathan! � Disse, voltando
as costas para ele.
***********************
Os dias seguintes passaram lentamente para Shane. Ela
se entregara � orgia, saindo cada noite com uma mulher diferente, embriagando-se
e fazendo sexo animalescamente, usando as mulheres para tentar aplacar aquele
vazio em que havia se tornado sua vida. Nada a contentava, nada a fazia sair
daquela depress�o em que se entregara, depois de ter terminado com Morgan.
A lembran�a dela a torturava, implac�vel.
Sentia falta dela, dos carinhos, at� das brigas. O seu orgulho n�o
estava mais conseguindo impedir a sua vontade louca de procur�-la e pedir
para Morgan aceit�-la novamente.
E naquele dia, tomou a decis�o. Iria procur�-la
e dizer que a amava, que faria o que ela quisesse para t�-la de volta.
Se humilharia, se fosse preciso, porque n�o estava mais ag�entando
a separa��o.
Discou para a casa dela com a m�o tr�mula.
Seu cora��o batia descompassado de emo��o e medo.
Uma voz desconhecida atendeu:
-Resid�ncia do senador Lafayette.
-Bom dia, quero falar com Morgan � Disse Shane, tentando
soar despreocupada.
-Falar com a senhorita Morgan? Imposs�vel. Ela
nesse momento est� se dirigindo para a igreja para casar-se.
Shane cambaleou como se tivesse levado um soco no est�mago.
-Al�! � Disse a voz � Voc� � amiga
dela?
Shane � custo conseguiu falar, com voz tr�mula:
-Sim, sou uma amiga... est� falando s�rio?
Ela vai casar hoje?
-Claro que estou falando s�rio! A senhorita �
mesmo amiga dela? E como n�o recebeu um convite?
-Eu... estava viajando � Mentiu.
-Oh, entendo... ent�o, verifique sua correspond�ncia.
Se apressar-se, ainda poder� assistir o casamento, ou ir � recep��o.
Boa sorte, senhorita.
A mulher desligou e Shane ficou uns momentos im�vel, com o telefone na m�o. Depois, fechou o celular e correu at� a sua escrivaninha, onde a criada colocava sua correspond�ncia. Foi jogando para o lado os envelopes, at� que um chamou sua aten��o. Ali estava o convite!
Shane o tomou nas m�os tr�mulas. O envelope
era bem tradicional, branco com desenhos de duas alian�as cruzadas, em
alto rev�vo. Ali estava endere�ado � ela, com irrepreens�vel
letra escrita � m�o:
Shane abriu o envelope e leu:
As fam�lias Lorrigan e Lafayette
convidam para a uni�o matrimonial de seus filhos
Jonnathan e Morgan
a ser realizada na Igreja de San Patrick no dia
16 de junho de 2002, as 16:00hs.
Os noivos receber�o os cumprimentos
no Country
continua
na parte
7
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