A GAROTA DA MOTO
PARTE 4
Shane acordou em um quarto de motel e olhou confusa em
volta, at� se situar. Sua cabe�a estava pesada, o est�mago
embrulhado, com todos os sintomas de uma ressaca provocada pela quantidade grande
de u�sque que ingerira na noite anterior.
Seus olhos ca�ram sobre a mulher nua que dormia
ao seu lado. Lembrou ent�o que a havia conquistado na danceteria, ganhando
uma aposta de Sandy, e haviam vindo para o motel de madrugada, onde se entregaram
a uma orgia sexual.
Ela estendeu a m�o e sacudiu a mulher pelo bra�o.
A mulher voltou-se e a fitou com olhar sonolento. Tinha um rosto bonito, mesmo
sendo visto pela manh� sem nenhuma pintura. Tra�os regulares,
olhos grandes e negros, cabelos cacheados da mesma cor dos olhos, uma boca sensual.
-Shane... j� acordou? � Perguntou, bocejando �
Estou arrasada! Voc� acabou comigo! Por que n�o dorme mais um pouco?
Shane olhou para o rel�gio na mesinha de cabeceira
e sentou, cambaleante.
-Deus, j� s�o onze e meia da manh�!
Preciso tomar um banho e ir embora!
A mulher a fitou com admira��o. Shane estava
completamente nua e seu corpo se mostrava em seu esplendor. Os seios eretos
de biquinhos rosados, o ventre de musculatura definida, os quadris arredondados,
as coxas e pernas longas e esculturais, tudo de uma tonalidade dourada pelo
sol.
-Por Deus, Shane, voc� tem um corpo lindo! � N�o
p�de evitar de comentar � Agora que estou vendo direito!
Shane sorriu, fitando-a com mal�cia.
-Voc� tamb�m tem um belo corpo, garota...
A mulher riu, sentando-se na cama.
-Adorei o banho de bebida que me deu, Shane... principalmente
quando voc� aparou a bebida entre meus seios com sua boca... lembra? Foi
t�o excitante!
Shane sorriu e ergueu uma sombracelha.
-Eu fiz isso? N�o lembro. Bem, vou tomar um banho
� Disse, levantando-se.
-Posso tom�-lo com voc�?
-N�o, sei como � isso. Ficar�amos
na sacanagem e o tempo ia voar. E preciso ir para minha casa.
Shane entrou no banheiro e fechou a porta atr�s
dela. Entrou no box e abriu as torneiras da ducha. A �gua caiu em um
jato forte sobre seu corpo, acabando de despert�-la. Suspirou de prazer
com a �gua morna caindo sobre seu corpo, erguendo o rosto de olhos fechados.
Pensou em Morgan. Deus,
aquela garota n�o sa�a de sua cabe�a! Isso era mau. Uma
mulher noiva, controlada pelos av�s, querendo ter com ela uma rela��o
s�ria. Morgan a queria s�
para ela, mas era comprometida, e Shane duvidava que ela terminaria com o noivo
por sua causa. Morgan era encrenca certa, se ficasse com ela.
Mas a frieza que sempre sentia ap�s ter sexo com
uma mulher n�o acontecera entre ela e Morgan. Queria mais, ela era t�o
gostosa, t�o quente, t�o linda!
Maldi��o, calma, Shane! � Pensou � Seja
esperta, n�o deixe nenhuma mulher atravessar o muro de prote��o
que t�o cuidadosamente havia erigido em sua volta!
Oh, mas Morgan era especial, n�o era uma qualquer!
Ela era ing�nua, n�o era uma mulher da noite, fazendo jogos. O
seu jeito de amar era intenso, apaixonado, se entregava com tanto sentimento
em seus gestos, no olhar, na voz...
Lembrou que ela dissera que ia encontrar com o noivo
na noite anterior. Maldi��o, por isso havia sa�do, para
n�o pensar! Estava sentindo ci�mes dela com o noivo! Morgan iria
beij�-lo, talvez at� fossem para um motel! Maldi��o,
maldi��o!
Acabou o banho e saiu do box, enxugando-se. Enrolou a
toalha no corpo e voltou ao quarto. A mulher sorriu para ela, os olhos percorrendo
suas pernas. Shane a fitou com indiferen�a.
-Pode ir tomar seu banho.
A mulher se ergueu e se aproximou dela, fitando-a com
desejo. Pousou as m�os nos seus ombros e perguntou com mal�cia:
-Temos mesmo que ir? Voc� est� t�o
sexy ...
Shane deu um passo atr�s, fitando a mulher com
o cenho franzido.
-J� disse que tenho que ir embora logo.
A mulher a fitou irritada e decepcionada.
-Voc� � sempre fria assim ap�s uma
noite de sexo com uma mulher?
-Pare de fazer drama.
-Aposto que nem lembra de meu nome! Diga! Qual �
meu nome?- Perguntou a mulher, entredentes, fitando-a com raiva.
Shane a fitou enrubescendo.
-Eu sei! �... Priscilla.
-Priscilla?! Meu nome � Sylvia! Sylvia, ouviu?
� Gritou a mulher, entrando no banheiro e batendo a porta com for�a.
Shane tirou a toalha e sentou na cama para vestir sua
calcinha, encolhendo os ombros com descaso.
Quando viera para o motel estava embriagada, o que ela
esperava? Que recordasse o seu nome para fazer um poema? Pois que se danasse!
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Morgan havia despertado com excelente bom humor, nessa
manh�. Havia tomado o desjejum com seus av�s no sal�o de
refei��es, ouvindo pacientemente suas ladainhas sobre seu comportamento.
Ela prometeu seguir seus conselhos e informou que iria jogar golfe no clube
com Patricia, sua amiga de inf�ncia. Talvez ficasse na casa da amiga,
iriam no dia seguinte ao cabelereiro juntas.
Seus av�s consentiram sem problema. Patricia era
neta do senador Ballister, os pais dela eram extremamente religiosos e Patricia
tinha fama de ser pura como um anjo. O que eles n�o sabiam era que Patricia
e Morgan tinham um trato, cada uma encobria as escapadas da outra. Somente assim
podiam ir onde desejavam, com quem desejavam. Patricia j� havia ido para
mot�is com tr�s namorados, dizendo aos pais que estava dormindo
na casa de Morgan. Agora, havia se fixado com seu professor de yoga. Morgan,
toda vez que ia dormir em um motel com Jonnathan, dizia aos av�s que
ia dormir na casa de Patr�cia.
Assim, sem problema foi aprontar-se para o encontro com
Shane.
Escolheu, depois de muita indecis�o, um top de
couro branco que moldava seus seios como uma luva, deixando pouco � imagina��o,
cal�a jeans desbotada colante e botas de salto alto, negras. Estava se
olhando no espelho criticamente quando seu telefone tocou. Ela atendeu logo,
com a esperan�a de ser Shane, mas uma voz masculina conhecida falou:
-Al�, princesa!
-Jonnathan! � Disse Morgan, sem poder evitar a decep��o
em seu tom de voz � Hei, j� voltou de Austin?
-Infelizmente n�o, princesa. Ainda estamos resolvendo
algumas cl�usulas do contrato que estamos fechando com uma construtora.
Ainda terei que ficar aqui hoje.
A not�cia alegrou Morgan. Tinha a noite livre.
Mas disfar�ou, n�o podia terminar seu noivado atrav�s de
um telefone.
-Oh... sinto muito, Jonnathan.
-Amanh� mataremos a nossa saudade, princesa. Estou
louco para ir para um motel com voc� e beijar esse corpinho todo...
E Jonnathan passou a descrever o que faria com ela. Morgan
mordeu o l�bio inferior, aborrecida. Jonnathan era tarado, n�o
era poss�vel! Como gostava de falar em sexo pelo telefone! Cortou-o,
impaciente:
-Jonnathan, preciso desligar, minha av� mandou
chamar-me. Amanh� a gente conversa, ok?
-Tudo bem, princesa. Mil beijos nessa boquinha linda!
Ela desligou e olhou para o rel�gio. Ainda era
cedo. Ligou para Patr�cia. Ela atendeu no terceiro toque.
-Al���...
Morgan riu da voz sonolenta da amiga.
-Pat, sou eu, Morgan! Que voz � essa?
-Ol�, Morgan... estou recuperando-me de uma noite
mal dormida.
-Oh, que andou aprontando, sua safada?
-Oh, antes fosse por um bom motivo! Estou com c�licas
menstruais, passei uma noite de c�o! Mas, diga o motivo
desse telefonema t�o cedo.
-Preciso que confirme que vou jogar golfe com voc�
no clube e depois vou dormir em sua casa, aos meus av�s. Ligue para eles
e pe�a para eu me apressar.
-Oh... vai sair com Jonnathan e dormir com ele?
Morgan hesitou, mas resolveu falar a verdade. Nunca uma
havia escondido nada da outra, desde que se conheceram. Quando Pat perdeu a
virgindade aos quinze anos com um garoto do col�gio, Morgan foi a �nica
a saber.
-N�o � com Jonnathan que vou sair, Pat.
Voc� tinha raz�o quando dizia que ele n�o era o homem certo
para mim. Encontrei o meu verdadeiro amor.
-Qu�?! Ah, isso quero saber em detalhes! Quem �
o her�i que mostrou � voc� a verdade? Como � ele?
-Pat... n�o � um her�i, �
uma hero�na. Seu nome � Shane e � a mulher mais linda que
j� vi. Estou apaixonada.
Um longo sil�ncio seguiu-se � essa declara��o.
Morgan perguntou, preocupada:
-Pat, voc� � homof�bica? Tem fortes
sentimentos de rejei��o pelo amor de duas pessoas do mesmo sexo?
-Oh, n�o, tenho dois amigos gays, n�o tenho
nada contra! � que voc� surpreendeu-me, jamais pensei que fosse
ter um relacionamento desse tipo!
-Nem eu imaginava, Pat, mas aconteceu. Estou apaixonada
e vou dormir com ela hoje � noite.
-Quem � ela, Morgan? Eu a conhe�o?
-N�o creio. Seu nome � Shane Mac Pherson
e ela n�o frequenta o nosso meio, apesar de ser de uma fam�lia
riqu�ssima.
-Oh, n�o! Shane Mac Pherson � conhecida
por todos! Ela anda numa moto vestida de couro negro e conquista as mulheres,
usa e abandona! Morgan, afaste-se dessa conquistadora barata!
-Ela agora vai mudar, Pat! Eu sei que ela fazia isso,
mas agora � diferente!
-Diferente, por qu�? Ela disse que ama voc�?
-Bem, n�o... mas eu percebo em seu olhar esse
sentimento, quando me olha. Ela apenas tem medo de amar e se machucar.
-Humph! Espero que esteja certa, Morgan... tenha cuidado...n�o
quero que seja usada como as outras e se magoe.
-N�o se preocupe, sei o que fa�o. Ent�o,
vai ajudar-me?
-Est� bem... vou ligar em seguida . Boa sorte,
Morgan.
-Obrigada, Pat... fico devendo um favor enorme �
voc�.
Morgan desligou com um sorriso de satisfa��o.
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Shane chegou em casa e tomou um banho apressada, preocupada
com a hora. Faltavam apenas quarenta minutos para a hora combinada com Morgan
e j� devia estar � caminho do clube. Havia levado Sylvia para
seu trabalho e enfrentara um tr�nsito congestionado por um acidente.
Estava ansiosa para ver Morgan, � despeito de
seu receio de envolver-se com ela. Tinha que admitir que Morgan havia deixado
uma impress�o forte com seu jeito de fazer amor, com seus beijos e suas palavras doces. Ela era linda, charmosa e atraente,
uma garota especial que havia conseguido tocar seu cora��o. Ter
Morgan para ela havia se tornado um desafio pelo qual pretendia lutar, porque
se sentia apaixonada.
Vestiu cal�as jeans e uma blusa de seda negra,
com casaco de couro. Cal�ou botas, perfumou-se com seu Armani masculino
e saiu do quarto, descendo as escadarias da mans�o e passou pelo sal�o
principal. Olhou para a porta da biblioteca aberta e foi at� l�,
olhando para o interior.
L� estava seu pai na cadeira de rodas , com o
olhar perdido. Ele ficava a maior parte do tempo ali, olhando para o retrato
� �leo de sua falecida mulher. S� sa�a para tomar
banho ou dar um passeio matinal pelo jardim, levado pela enfermeira. Shane sabia
que se chegasse perto dele, s� teria como rea��o �s
suas palavras
ou presen�a um sorriso idiota.
N�o ag�entava isso.
Voltou-se para sair e deu de cara com sua irm�,
Sean. Ela a fitava em sil�ncio, de bra�os cruzados, vestida com
seu usual conjunto de slacks de cor escura e botas. Sean era mais velha que
Shane sete anos, com um rosto que se assemelhava muito ao da irm� mais
nova. Dona de uma beleza impressionante, no entanto era tristonha e retra�da.
Shane lembrava que ela havia ficado assim depois da trag�dia que acontecera
com seus pais. Antes, era alegre e brincalhona. Agora, s� falava com
todos que a rodeavam o essencial e frequentemente ia para a fazenda de Amarilo,
quando n�o estava administrando os
neg�cios em Dallas. Raramente sorria e Shane achava que ela era assexuada,
por que nunca a vira de romance com ningu�m, seja homem ou mulher. Talvez
fosse assim devido ao trauma da trag�dia de seus pais, mas Shane nunca
tivera coragem de perguntar � irm�, com sua fisionomia impenetr�vel.
O calmo sil�ncio e retraimento de Sean a enervava e a afastava da irm�.
-Vai sair novamente, Shane? � Perguntou ela, com sua
calma habitual.
-Vou. E n�o voltarei
hoje. Pode adiantar-me mil d�lares de minha retirada mensal?
Sean a encarou com o cenho franzido.
-J� gastou os tr�s mil d�lares que
lhe dei no in�cio do m�s? Hoje � apenas dia dez.
-Tive gastos extras. Sean, detesto ter meus gastos controlados
por algu�m. Sabe que tenho direito de retirar seis mil por m�s.
-Sim, mas a quinzena nem completou...
Shane cruzou os bra�os, fitando-a impaciente.
-Vai me dar o dinheiro ou n�o?
Sean suspirou, fitando-a com pesar.
-Tudo bem, Shane. Venha at� o escrit�rio.
Elas foram at� o escrit�rio ao lado da
biblioteca e Sean abriu o cofre. Tirou um ma�o de notas e separou dez
de cem d�lares, entregando a Shane.
-Tome. O restante darei quando a quinzena completar.
Shane pegou o dinheiro e enfiou no bolso da cal�a
sem conferir.
-Obrigada, Sean. Bem, vou indo.
-Quando voltar, n�o me encontrar� aqui.
Estou indo para Amarilo dentro de duas horas. Na verdade, estou com a id�ia
de mudar-me definitivamente para l�. O doutor Gilmore disse que essa
mudan�a seria ben�fica para nosso pai. O clima de l� �
melhor, a tranquilidade, o espa�o.
Shane a fitou sem se abalar.
-Se quer ir morar l� com nosso pai, tudo bem.
Mas n�o espere que eu tamb�m v�. Prefiro a vida na cidade
de Dallas.
Shane voltou-se e saiu. Era assim a sua rela��o
com a irm�. Sem muitas palavras. Eram irm�s, mas n�o tinham
nenhuma imtimidade entre elas.Shane odiava o clima daquela casa, a calma irritante
da irm�. Parecia que Sean tinha �gua correndo nas veias, n�o
sangue. E aquela casa era grande demais, com uma tristeza maior ainda. Por isso
n�o ag�entava ficar ali muito tempo.
Pegou sua moto e saiu em alta velocidade.
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Logo que entrou na danceteria, viu Morgan sentada em
um tamborete no balc�o, olhando para a entrada ansiosa. Shane aproximou-se,
vendo Morgan sorrir radiosamente ao v�-la. Ela estava linda e Shane parou
diante dela, pegando sua m�o e a beijando suavemente, fitando-a nos olhos.
Seus olhos se encontraram, fascinados.
-Shane! � Disse Morgan, com voz emocionada � Como demorou!
Estava louca para rev�-la.
Shane sorriu e a abra�ou pela cintura, puxando-a
contra seu corpo.
-Tamb�m estava ansiosa para v�-la, Morgan.
Venha, vamos sentar.
-Mas disseram-me que todas as mesas j� est�o
ocupadas!
-Menos a minha, baby... tenho uma mesa cativa.
Morgan a fitou surpresa e a seguiu. Realmente, havia
uma mesa reservada com o nome de Shane. Elas se sentaram bem juntas. Se fitaram
nos olhos e n�o precisaram dizer nada, porque o desejo era o mesmo. Shane
desceu o rosto e beijou Morgan ardentemente na boca, sugando seus l�bios,
sua l�ngua.
Morgan retribuiu com entusiasmo, sugando a l�ngua
de Shane sensualmente, tremendo de emo��o, sentindo a umidade
entre suas pernas crescer. Suas m�os subiram cariciosas e apertaram o
rosto de Shane, macias e quentes, em uma car�cia. Shane pegou-a pela
cintura e a colocou sobre suas coxas, o corpo tremendo de desejo.
Foi um beijo cheio de fogo, fazendo-as gemer de prazer.
Quando finalmente se afastaram para respirar, ambas estavam com a respira��o
alterada pelo desejo.
Shane respirou fundo e a fitou apaixonadamente.
-Morgan... � surpreendente para mim como estou
me sentindo em rela��o � voc�. Sabe, eu nunca senti
algo assim antes. Eu a quero para mim, Morgan. Acho... acho que estou apaixonada
por voc� � Declarou, com voz rouca de emo��o.
Morgan a fitou emocionada,sentindo uma imensa felicidade
domin�-la. Segurou uma das m�os de Shane e a levou at�
seu rosto, apertando-a contra ele, inclinando a cabe�a de lado, sem deixar
de fitar Shane nos olhos.
-Shane, querida... eu tamb�m estou completamente
apaixonada por voc�. Vou terminar com meu noivo porque n�o quero
que ningu�m mais me toque, al�m de voc�.
O olhar de Shane ficou grave.
-Morgan, n�o quero que se precipite.Tudo est�
acontecendo t�o de repente! Eu estou assustada pela maneira como estou
me sentindo em rela��o � voc�. E �
tamb�m amedrontador pensar que voc� vai tomar uma decis�o
t�o grave por minha causa. Voc� poder� arrepender-se.
Morgan a fitou com um olhar apaixonado, que fez Shane
estremecer.
-Shane, eu n�o tenho nenhuma d�vida que
estou amando voc�. E voc� n�o deve ter medo de amar-me, porque
eu s� quero que seja feliz. Nunca a magoarei. Meu noivo nada significa
para mim, al�m de um amigo. Voc� fez-me perceber isso. Eu estava
iludida, pensando que ele era a pessoa certa para mim. Mas voc� mostrou-me
o verdadeiro amor.
Shane a fitou com enlevo.
-Morgan... eu n�o quero esconder nada de voc�.
Eu... ontem � noite sa� com uma mulher que conheci na danceteria.
Fomos para um motel e tivemos sexo. Mas eu devo esclarecer que fiz isso porque
estava com ci�mes de voc� com seu noivo. Eu pensei que dormindo
com outra mulher eu n�o pensaria em voc� com seu noivo. Mas n�o
adiantou. Eu pensava em voc� em todos momentos.
Morgan afastou-se, fitando-a com m�goa profunda
e decep��o.
-Oh, Deus! Voc� traiu-me, Shane! E eu estava em
casa sozinha, pensando o quanto estou apaixonada por voc�!
Shane a fitou confusa.
-Mas... voc� n�o se encontrou com seu noivo
ontem?
Morgan enrubesceu, baixando os olhos.
-N�o, ele est� em Austim � neg�cios.
Shane a fitou surpresa.
-Ent�o, voc� mentiu-me! Por qu�?
-Eu... queria que tivesse ci�mes de mim... que
sentisse como � ruim dividir algu�m que se gosta- Disse Morgan,
sem fit�-la.
Shane sorriu e ergueu seu queixo, for�ando-a a
olhar em seus olhos. Suas bocas quase se tocando.
-Eu prometo que n�o vou fazer mais isso. Porque
sei agora que � in�til. Eu s� quero voc�, Morgan.
Morgan estremeceu de emo��o. Passou os
bra�os no pesco�o de Shane, sentando novamente nas coxas dela
e oferecendo seus l�bios tr�mulos.
-Shane, beije-me! � Implorou, fitando-a nos olhos com
paix�o.
Shane a apertou contra seu corpo e impetuosamente a beijou.
Morgan abandonou-se ao beijo ardente, sentindo-se nas nuvens. Shane a queria
tamb�m! Oh, como isso a fazia feliz!
Afastaram-se quando ouviram uma voz dizer com mal�cia:
-Sei que est�o apaixonadas, mas n�o querem
alguma bebida para esfriar esse calor?
Shane riu, olhando para a gar�onete.
-Tudo bem, Sam. Traga um u�sque para mim. Morgan,
que vai tomar?
-Uma coca-cola.
A gar�onete anotou e se afastou. Morgan olhou
para Shane com desejo.
-Vamos embora? Ir para um lugar onde ningu�m nos
interrompa?
Shane sorriu com mal�cia, fitando-a nos olhos.
-Tudo bem, mas deixe-me tomar o u�sque, minha
garganta est� s�ca.
Morgan olhou em volta. Uma morena as olhava com olhar
cheio de despeito e ela imaginou se n�o seria uma das conquistas de Shane.
Esse pensamento a fez tremer de ci�mes.
Shane puxou-a pela cintura contra seu corpo, beijando-a
no l�bulo da orelha, mordiscando-o cariciosamente. Morgan afastou-se,
fitando-a nos olhos.
-Aquela morena de blusa vermelha sentada
atr�s de voc� n�o tira os olhos de n�s. Ela �
uma ex-conquista sua? � Perguntou, indicando com a cabe�a discretamente.
Shane voltou-se e fitou a mulher. Tornou a olhar para
Morgan com ar divertido.
-Sa� com ela uma vez, meses atr�s. Nada
s�rio � Declarou.
-Mas ela parece estar com raiva de nos ver juntas.Quantas
mulheres aqui voc� levou para a cama, Shane?
A gar�onete trouxe as bebidas e Shane tomou um
longo gole de u�sque antes de responder s�ria:
-Que importa isso? N�o estou com voc�?
-� que esse pensamento faz-me sentir mal. Estar
no meio de um monte de mulheres que foram conquistas suas.
Shane ergueu-se e a pegou pela m�o.
-N�o foram tantas como imagina. Venha, vamos dan�ar.
Quero t�-la em meus bra�os.
Morgan acompanhou-a para a pista e ela a tomou nos bra�os.
Seus corpos se colaram e Morgan esqueceu de quem as cercava, onde estava. Shane
tinha o poder de faz�-la esquecer de tudo que n�o fosse sua presen�a,
com seu perfume delicioso, seu corpo quente, seu olhar magnetizante.
O novo sucesso de Cher encheu a pista e elas dan�aram
se fitando, acompanhando cada movimento dos corpos colados em perfeita sincronia,
suas m�os acariciando avidamente . Morgan sentia o desejo fluir em seu
corpo a cada toque de Shane. Quando a m�sica terminou, elas estavam agarradas
em um beijo profundo e apaixonado.
Shane se separou com a respira��o pesada,
o rosto vermelho de excita��o.
-Morgan, est� deixando-me louca... � sussurrou
Shane no ouvido dela.
Morgan esfregou os l�bios pelo pesco�o
de Shane, provocando-a ainda mais.
-Pois fique bem louca, amor...eu a quero louca de desejo,
possuindo-me toda...
Shane estremeceu, apertando-a nos bra�os.
-Morgan!...
-Vamos embora, amor... quero ser sua, com urg�ncia
� ronroneou Morgan.
Shane a puxou pela m�o, fitando-a com desejo.
-Venha, vamos sair.
Rapidamente sa�ram da danceteria e logo estavam
na moto, dirigindo-se para a casa de Shane em Port Worth.
Continua na parte 5
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