Palavras ao Vento

Fernanda

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Capítulo 4


Matheus foi o primeiro a descer do ônibus. As duas ficaram atônitas ao ver o noivo de uma e amigo da outra. Ele tinha mudado muito, estava mais forte, como dizem �sarado�. Sempre fora alto e magro, agora estava parecendo outra pessoa. Um corte moderno de cabelo, roupas da moda, é, não apenas parecia, era outro homem. Antes era todo desleixado, não se preocupava em se arrumar. A quase um ano e meio que não se viam pessoalmente. Até o cabelo pintou, estava mais claro do que era, realçando mais o brilho de seus olhos azuis.


- Isa, tem certeza que esse gato, &eacuute; o seu noivo?


- Eu acho que é... ele est&aacutte; tão diferente.


- Meninas, por acaso viram um fantasma?? Venham aqui me dar um abraço, estava louco de saudade de vocês duas. Ele abraçou as duas juntas.


- Má, como você mudou! Anddou malhando? Isa e eu quase não o conhecemos... rsss... Está muito gato, e se você não fosse da Isa, eu te pegaria de jeito.


Matheus ficou corado de vergonha com as palavras de Mariana. Então olhou para Isa e lhe deu um beijo daqueles. Ele nunca a tinha beijado daquela forma...


Quando Matheus deixou Isa, Mari a puxou de lado e perguntou:


- Isabel quem é este cara que asssumiu o corpo de seu namorado? Que beijo foi aquele... e você sentiu o fogo?


-  Mari, pára! Em casa convversamos sobre isto. Apesar de seu namorado estar lindo, beijando muito bem, Isa não sentiu o fogo que Mari fala.


- Má como anda nosso fim de munddo, minha mãe?


- Sua mãe está bem, mandoou uma carta para você. E nossa terrinha está mudando muito, em algumas semanas abrirá uma Lan House. O progresso está chegando a olhos vistos.


Isa veio quieta até
em casa. Ainda bem que Mari foi e voltou conversando com Matheus, assim não teve que falar muito. E o resto da noite não foi diferente.






Julia acordou cedo pegou sua prancha e foi surfar. Tinha muitos troféus e medalhas que ganhou no surf. Em sua infância e adolescência era considerada a rainha dos mares, não tinha medo de nenhuma onda, sempre foi corajosa, mas quando perdeu seu irmão mais novo... ele quis acompanhá-la numa onda gigantesca, e não conseguiu. Ao cair, a prancha acertou sua cabeça e ele acabou se afogando. Julia mergulhou e quando o encontrou já era tarde. Voltou do mar com o irmão morto nos braços e depois disto, deixou as competições.


Quando se sente muito solitária, vai para o mar, e a presença de seu irmão a preenche. Às vezes acha que o vê, sorrindo para ela. E nesta manhã ele apareceu para ela, talvez tivesse sido uma alucinação, mas o contato foi mais real que tudo em sua vida.

O mar de repente ficou sem ondas, se sentou na prancha, para esperá-las voltarem. Estava bem longe da praia, ficou olhando para a água que estava tão clara, dava até para ver cardumes de peixes, passeando no fundo do mar. Sentiu uma brisa diferente tocar seu rosto.


Julia começou a pensar: "Lucas sinto tanto a sua falta. A mãe ainda me culpa por sua morte. Andei fazendo tantas coisas erradas. Andei encontrando somente pessoas erradas. Não consigo salvar todos".


- "Quem disse que você tem qque salvar todos, a minha hora tinha chegado, e já é tempo de você parar de se culpar. Sempre estarei contigo. Abra seu coração para o amor". Nesse momento uma onda começou a se formar, "vamos nessa, minha irmã".


Os dois, por uns instantes surfaram juntos até Lucas desaparecer.


- Obrigada meu irmão, sempre vouu te amar. Ela saiu do mar e sentou na areia. Ficou olhando o mar ainda não acreditando no que tinha acontecido a minutos atrás, ninguém acreditaria, se contasse. Desde a morte dele que não sentia o seu coração tão
em paz. O dia estava lindo. Algumas famílias já começavam a chegar, o sábado prometia ser bem quente, e observando o movimento, notou algumas pessoas agitadas na praia, olhando para o mar e gritando, mas não entendia o que falavam. Então olhou para o mar e uma pessoa parecia estar se afogando. 


Julia pegou sua prancha e correu para onde as pessoas estavam.


- Tem um homem se afogando e ningu&eacuute;m aqui sabe nadar.


Julia se lançou no mar com sua prancha, o homem já estava quase sem força, as ondas cada vez mais o levava para longe da praia. Quando já estava afundando, Julia o puxou para cima, já desacordado. Conseguiu colocá-lo em cima de sua prancha e o trouxe até a praia. Já tinha uma multidão de pessoas por ali, alguns homens foram pegar o rapaz e o levaram para a areia.


Julia fez a massagem cardíaca e a respiração boca a boca, o rapaz não reagia. Com muito esforço ele voltou.


- você está bem?


- Estou um pouco tonto.


- o que aconteceu, como se chama?


- me chamo, Matheus. Eu estava nadando e de repente fui me sentindo mal, fui ficando sem forças, foi horrível, pensei que ia morrer. Se não fosse o meu Deus, não sei o que tinha acontecido.


- Bom, acho que seu Deus me mandou ir tte salvar... rss. Eu sou a Dra. Julia.


- Caramba, meu senhor é o melhorr mesmo, me mandou uma médica.


- Acho que é seu dia de sorte. VVocê deve ter tido uma queda de pressão. Provavelmente não comeu nada antes de vir para cá.


- A senhora tem razão, nã;o comi nada, apenas tomei um cafezinho. Eu estava com tanta saudade desse mar. Cheguei ontem a noite do interior, ninguém sabe que estou aqui na praia, elas estavam dormindo, quando saí. Dra. não estou bem, ando me sentindo tão fraco ultimamente. A senhora poderia ligar para a minha noiva, para ela vir me buscar?


- Posso, vamos para minha casa e eu te examino melhor. E ligo para sua noiva. Julia foi pensando, esse rapaz deve estar doente, apesar de aparentar estar bem. 


Levaram uns 10 minutos para chegar ao apartamento de Julia. Ela o levou para o quarto de visitas, e foi para o seu pegar sua maleta.


Julia fez várias perguntas a ele enquanto o examinava, mediu a pressão arterial estava alta 22x16. Fez outros exames e o resultado a deixou preocupada. Estava com febre também.


- você é diabético??


- Que eu saiba não!


- Mesmo assim vou fazer o destra. Esperrou os 5 segundos para o resultado.


- Tá, normal. E sua pressãe;o é alta?


- é baixa.
>


- mas hoje está muito alta. Ela colocou um remédio debaixo da língua dele e lhe deu um diurético e antipirético.


- Dra. eu não estou bem?<


- Agora não, mas vai ficar bem, me passa o número para ligar para sua noiva e como ela se chama?.


- Isabel


Matheus deu o número e ela foi ligar de seu quarto.


- Alô, eu gostaria de falar com aa Isabel.


- Eu vou chamá-la. Dona Fáe;tima foi até o quarto e Isa ainda estava dormindo. - Isabel acorda, telefone para você, é uma mulher.


- Mulher... já pensou na diretorra da escola. Essa mulher não disse o nome?


- Não.

>


- Alô...

>


- O Matheus pediu para eu ligar para voocê. Ele passou mal na praia. Como sou médica e moro em frente à praia, o trouxe para o meu apartamento.


- e o que aconteceu, ele está beem?


- Não, não está muuito bem. Venha para cá que conversaremos sobre ele. Ela passou o endereço e desligou. Como ele estava medicado, foi tomar banho, estava de areia até a alma.




- O que aconteceu, Isabel?


- Uma médica ligou, disse que Maatheus passou mal na praia e ela o levou para o apartamento dela. Agora tenho que ir lá,  para buscá-lo. Deixa tomar um banho, para acordar.


Depois de uma hora, Isabel estava batendo na porta de Julia.


As duas ficaram se olhando sem entender. Não podia ser!


Isabel não podia acreditar. Essa mulher de novo, porque o destino estava fazendo isto com ela.

Julia pensou, não acredito, a professorinha é a noiva do Matheus. O que o destino está armando para mim.


- Desculpa, entra. As duas ficaram sem graça.


- Bom dia. Ela olhou aquele enorme aparrtamento, era maior que a casa de seus pais inteira. O que aconteceu com o Matheus?


- Isabel vamos conversar. Seu noivo esttá doente, não sei se é grave. Eu vou ter que fazer alguns exames nele, agora está com a pressão muito alta e febre. Eu o mediquei. Ele estava nadando e sentiu mal e quase se afogou. Eu estava na praia e consegui o salvar de se afogar, mesmo assim ele ficou um tempo desacordado. Quando voltou disse que não estava se sentindo muito bem. Posso levá-lo para minha clinica, ou você prefere outro lugar?


- Não sei, ele não mora aaqui. Ele paga um convênio, mas não sei qual.


- Depois veremos isto, vou levá--lo para a minha clínica. Venha vê-lo.


Isabel seguiu Julia sem dizer nada, ainda não acreditava que aquela mulher era a mesma que ontem discutiu e que ia rezar para nunca ter que precisar dela, e olha só, acabou salvando o seu noivo.


- Isabel! Seus olhos encheram d'áe;gua quando viu sua noiva.


Isabel foi até ele e sentou ao seu lado. Ele a abraçou tão forte.


- Pensei que ia morrer, tive medo de nuunca mais te ver, a única coisa que eu pensava na água era em  você... os dois ficaram abraçados e ele chorava enquanto contava o que tinha acontecido. Se não fosse a dra. Julia me tirar do mar.


- Matheus vou te levar para minha clinica. Com certeza, você quer tomar um banho antes de ir, mas deixa eu medir sua pressão primeiro. Depois de uma hora não tinha abaixado quase nada.


Julia depois que verificou a pressão do rapaz, deu uma olhada para Isa e balançou a cabeça.


- Vou pegar uma roupa para ele. >


- Má vamos indo para o banheiro para você tomar um banho.


- Só me leve até láe; depois você sai, porque não é certo você me ver sem roupa antes de casar.... rss.


- Nem doente você vai me deixar vver seu corpinho... rss.


- Não, só casando... rss..


- Cuidado para não cair, disse ee saiu rindo.



Quando Julia voltou Isa estava sentada na cama. Estava preocupada.


- Acho que isto vai servir. Era do meu irmão.


- Julia, obrigada e desculpa por ontem..


- Não me agradeça agora, vou cobrar depois. Já me deve duas.


- O que?
 

 

Continua....

 Parte 5

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